The Racing Track Awards 2020 – Premiação

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro

 

Antes de divulgar os resultados, nós queríamos agradecer a todos que votaram, tanto nas enquetes no Instagram como no Google Forms. Foram cerca de 400 votos no total e ficamos muito felizes em ver a participação e interação com a premiação. Obrigada mesmo! ❤️ 

Um agradecimento especial aos leitores Henrique Meyer Pinheiro e Helena Silva, por terem votado e compartilhado a premiação com todos os conhecidos. ❤️ 

E agora, vamos aos vencedores!

 

CATEGORIA BOCA DE FOGO

VENCEDOR: LANDO NORRIS (69,65%) 

 

Escolha das autoras:

Nesta categoria, houve um empate entre as autoras. Os dois pilotos mostraram em situações diferentes – Verstappen no lamentável episódio no GP de Portugal e logo após o acidente de Grosjean no GP de Bahrein e Norris pela recorrência de declarações um tanto mal educadas (inclusive com sua própria equipe) -, que merecem o prêmio e por isso, decidimos considerar um empate (no nosso ponto de vista).

 

Essa só quem assistiu Êta Mundo Bom vai entender.

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Lando Norris (94,3%) | Max Verstappen (5,7%) 

INSTAGRAM: Lando Norris (45%) | Max Verstappen (55%)

MÉDIA GERAL: Lando Norris (69,65%) | Max Verstappen (30,35%) 

 

CATEGORIA DICK VIGARISTA

VENCEDOR: Charles Leclerc (59,80%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: A escolha entre Charles Leclerc e Daniil Kvyat foi bem difícil. Embora o russo tenha fama de barbeiro (inclusive recebendo o apelido de “torpedo”), o monegasco não ficou muito atrás em 2020. O diferencial entre ambos foi a postura diante dos acidentes. Leclerc agiu com muita arrogância ao se recusar a pedir desculpas aos pilotos que prejudicou (Lance Stroll na Rússia e Sergio Pérez em Sakhir). Por isso, creio que ele mereceu não só o meu voto, como a vitória nesta categoria.

Adriana: nessa categoria, eu escolhi o Charles. Para mim, o ápice dele foi na colisão em Sakhir, onde ele tentou se fazer de desentendido mas não tinha como negar ou esconder sua culpa nesse acidente. O monegasco tem talento mas ainda é muito afobado em suas atitudes, então na minha opinião, mereceu ganhar nessa categoria.

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Charles Leclerc (61,60%) | Daniil Kvyat (38,40%) 

INSTAGRAM: Charles Leclerc (58%) | Daniil Kvyat (42%)

MÉDIA GERAL: Charles Leclerc (59,80%) | Daniil Kvyat (40,20%) 

 

CATEGORIA VITÓRIA INESPERADA

VENCEDOR: Pierre Gasly (51,40%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Outra categoria difícil de escolher um vencedor. Mas, sem querer desmerecer a vitória de Pierre Gasly, creio que a de Sergio Pérez foi mais impressionante. O mexicano havia sofrido um acidente logo no começo do Grande Prêmio do Sakhir, sendo forçado a fazer um pit stop prematuro. Tudo levava a crer que Checo sairia derrotado, mas ele persistiu e superou cada adversário para terminar a corrida com uma belíssima vitória. Gasly também teve um ótimo desempenho na Itália, guiando um carro de uma equipe considerada não suficientemente competitiva até o primeiro lugar do pódio, resistindo aos ataques constantes de Carlos Sainz Jr. Por este motivo, mesmo minha escolha sendo Pérez, acho que Gasly mereceu o prêmio.

Adriana: com toda a certeza, a vitória mais inesperada para mim foi a de Checo em Sakhir. Ele conseguiu sua primeira vitória do último lugar (graças ao “Dick Vigarista”) e quebrou um jejum de 50 anos desde a última vitória mexicana. A reviravolta dessa corrida, junto com a possibilidade do mexicano não ter uma vaga em 2021 (o que finalmente foi descartada com a sua contratação pela Red Bull) e a emoção do mexicano (latinos são todos chorões, não é mesmo?) foram o combo perfeito para tornar essa vitória emocionante do jeito que foi.

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Pierre Gasly (44,80%) | Sergio Pérez (55,20%) 

INSTAGRAM: Pierre Gasly (58%) | Sergio Pérez (42%)

MÉDIA GERAL: Pierre Gasly (51,40%) | Sergio Pérez (48,60%)

 

CATEGORIA SURPRESA DA TEMPORADA

VENCEDOR: Desempenho de Gasly (73,95%)

 

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Como explicado na minha análise sobre a categoria “Vitória Inesperada”, Gasly foi um grande destaque no Grande Prêmio da Itália, vencendo com uma AlphaTauri uma corrida difícil, com vários acidentes e imprevistos. Particularmente, acho que a conduta antidesportiva da Renault durante o ano me impede de fazer elogios a seu desempenho (falo da equipe, pois seus pilotos são outro assunto). Daniel Ricciardo definitivamente mereceu seus pódios (o mesmo não posso dizer sobre seu companheiro, minha opinião). Gasly, por outro lado, renasceu das cinzas como uma fênix. Ano passado seu trabalho na Red Bull desagradou a muitos (inclusive essa que vos fala), mas 2020 lhe trouxe merecidos triunfos. E por isso meu voto foi para ele.

Adriana: para mim, os três pódios da Renault foram a surpresa da temporada. A evolução da equipe francesa foi visível e após tantos quase (pelo menos, com Ricciardo), os três pódios mostraram que a Renault era capaz de um bom desenvolvimento do carro, diferente da péssima temporada de 2019. Os pódios foram uma ótima despedida para Ricciardo e Cyril Abiteboul, que não seguirá como chefe de equipe na Alpine, a nova era da Renault na Fórmula 1.

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Desempenho de Gasly (80,90%) | Pódios da Renault (19,10%) 

INSTAGRAM: Desempenho de Gasly (67%) | Pódios da Renault (33%) 

MÉDIA GERAL: Desempenho de Gasly (73,95%) | Pódios da Renault (26,05%) 

 

CATEGORIA MOMENTO EMOCIONANTE

VENCEDOR: Resgate de Grosjean no Bahrain (89,50%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Quando vi o acidente de Romain Grosjean no Grande Prêmio do Bahrein, fiquei muito assustada. Já cogitava a hipótese de o piloto ter se acidentado gravemente. Graças a Deus tudo ficou bem. Sem contar que este momento relembrou a importância do halo (para o caso de haver mais pessoas como Nico Hülkenberg, que priorizam a beleza em vez da segurança). Por isso, meu voto foi para o resgate de Grosjean.

Adriana: Escolhi o heptacampeonato de Hamilton como o momento mais emocionante dessa temporada. Tanto pelo significado do único piloto negro na maior categoria de automobilismo do mundo e por sua representatividade a tantas pessoas que podem se identificar com sua luta e valores. Ver a história sendo feita nessa temporada atípica foi sensacional e ver a emoção de Hamilton ao sair do carro foi indescritível e com certeza, me lembrarei desse evento por muito tempo.

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Resgate de Grosjean (87,10%) | Heptacampeonato de Hamilton (12,90%) 

INSTAGRAM: Resgate de Grosjean (92%) | Heptacampeonato de Hamilton (8%)

MÉDIA GERAL: Resgate de Grosjean (89,50%) | Heptacampeonato de Hamilton (10,45%)

 

CATEGORIA GAFE DO ANO

VENCEDOR: Estratégias da Racing Point (57,10%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca:

Uma categoria também bem difícil. A Racing Point fez um ótimo trabalho na engenharia de seus carros e no preparo de seus pilotos, mas os estrategistas foram verdadeiros jumentos em algumas corridas, como o Grande Prêmio da Turquia. A falha no carro de Lance Stroll poderia muito bem ser evitada se a equipe fizesse uma boa vistoria no carro. Creio que, se era inevitável que tanto Stroll quanto Sergio Pérez fossem ultrapassados por Lewis Hamilton (que vinha em alta velocidade), seria melhor deixar o canadense na pista e perder apenas uma posição. Pelo menos haveria um pódio duplo da Racing Point. Em vez disso, o chamaram para uma troca de pneus desnecessária, e a redução da velocidade (devido ao pit stop) somada ao problema na asa dianteira fez com que ele perdesse muitas posições. Ao ver essa trapalhada da equipe, que sempre tem uma desculpa na ponta da língua para enrolar a mídia e os fãs (em vez de contar a verdade: que os estrategistas são incompetentes), me pareceu que o time queria sabotar Stroll de propósito só para os haters pararem de acusar a equipe de favorecê-lo (uma acusação infundada, como você pode ver no artigo de Ricardo Hernandes Meyer). Vou considerar que foi só uma incompetência mesmo, pois seria muita burrice de uma escuderia se autosabotar só para conseguir uma trégua com pessoas infantis que nunca vão mudar seu discurso. Por isso, meu voto foi para as estratégias da Racing Point, embora o pit stop da Mercedes em Sakhir tenha sido vergonhoso, e um ótimo concorrente ao título.

 

 

Adriana: Para mim, a maior gafe foi, sem dúvidas, o pitstop da Mercedes em Sakhir. Eu li em algum lugar que a Mercedes só funciona certinho quando o Lewis está por perto (mas o GP da Alemanha de 2019 tá aí para provar o contrário) e eu acho que essa teoria da conspiração pode até ter um pouco de verdade. 

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Estratégias da Racing Point (89,20%) | Pitstop da Mercedes em Sakhir (10,80%) 

INSTAGRAM: Estratégias da Racing Point (25%) | Pitstop da Mercedes em Sakhir (75%)

MÉDIA GERAL: Estratégias da Racing Point (57,10%) | Pitstop da Mercedes em Sakhir (42,90%)

 

CATEGORIA FOFOCA DO ANO  

VENCEDOR: Demissão do Pérez (65,85%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Eu particularmente não soube do lance entre Max Verstappen e Kelly Piquet até a Adriana me contar. Só por este motivo, meu voto foi para a demissão de Sergio Pérez, que foi acompanhada de uma inconstância na narrativa da Racing Point, como já foi muito discutido aqui no site The Racing Track.

Adriana: Essa é para as fofoqueiras de plantão. Quem acompanhou os posts do novo casal do momento sabe que essa fofoca estava cheia de viradas e easter eggs, então sem dúvidas, eu escolhi a vida amorosa de Max. Até o casal se assumir, os pombinhos trocaram emojis, frases de efeito nos comentários e até teve foto vazada dos dois por aí. Leo Dias chorou com o poder de CSI das fãs de F1 naquele dia.

 

Escolha do público

GOOGLE FORMS: Vida Amorosa de Verstappen (10,30%) | Demissão de Pérez (89,70%) 

INSTAGRAM: Vida Amorosa de Verstappen (58%) | Demissão de Pérez (42%)

MÉDIA GERAL: Vida Amorosa de Verstappen (34,15%) | Demissão de Pérez (65,85%)

 

CATEGORIA ERRRROU

VENCEDOR: Sebastian Vettel (77,05%)

 

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Sebastian Vettel mais uma vez cometeu erros grosseiros durante o ano. Ele, na verdade, quase foi indicado à categoria Dick Vigarista junto com Charles Leclerc e Daniil Kvyat. É certo que o carro da Ferrari em 2020 não estava nas melhores condições, mas os erros de Vettel ocorrem continuamente desde 2017. Logo, ainda que seus fãs aleguem seu glorioso passado na Red Bull para justificar a trama da compra de ações da Aston Martin para continuar no grid em 2021, o alemão não age exatamente como um campeão, mas como os pilotos que ele tanto criticou por provocarem acidentes (como o próprio Kvyat). Por este motivo, meu voto foi para ele.

 

Volta o cão arrependido…

 

Adriana: Na minha opinião, o próprio Faustão tinha que entregar o prêmio pro vencedor e que também foi o meu escolhido. Não é de hoje que Vettel vem cometendo erros de principiante, como rodadas ou escapadas para fora da pista e essa temporada, com um carro muito aquém do que o tetracampeão está acostumado a guiar, sua pilotagem não foi das melhores. Muitos fãs juram que seu carro foi “sabotado” e que era inferior ao de Leclerc (o que, na minha visão, seria muita burrice por parte da Ferrari se isso fosse verdade), mas tá tudo bem admitir que ele não rende mais como rendia nos tempos da Red Bull, isso pode acontecer com todo e qualquer piloto. Por isso, Vettel mereceu ganhar nessa categoria.

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: Alex Albon (12,90%) | Sebastian Vettel (87,10%)

INSTAGRAM: Alex Albon (33%) | Sebastian Vettel (67%)

MÉDIA GERAL: Alex Albon (22,95%) | Sebastian Vettel (77,05%)

 

CATEGORIA VERGONHA DO ANO

VENCEDOR: Pilotos que não ajoelharam (67,90%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Mais uma categoria com duas escolhas bem difíceis. Acredito que o caso de Nikita Mazepin, embora esteja relacionado a sua vida pessoal e não profissional, foi mais do que suficiente para que a Haas o demitisse. Escândalos como este (do assédio sexual a uma moça) são gravíssimos, e mesmo que a escuderia não tenha responsabilidade pelo ato, manter-se ligada a ele pode manchar sua imagem. Mas meu voto foi para os pilotos que não se ajoelharam, pois estes deixaram suas preferências político-partidárias prevalecer sobre a empatia ao próximo. O racismo, na minha opinião, é um mal universal, e deveria ser combatido por todas as vertentes políticas, mas infelizmente não é o que ocorre na vida real. É certo que alguns pilotos se ajoelharam unicamente para se promover (embora sejam a minoria), mas este simples ato de se abaixar demonstraria uma união contra o racismo e apoio às vítimas, que sofrem muito com a discriminação e a violência. Infelizmente, parece nem todos os pilotos pensam em união apesar das diferenças.

Adriana: Essa categoria foi difícil de escolher. Eu escolhi os pilotos que não ajoelharam, pela falta de empatia que tiveram com o único piloto negro da categoria e com toda a comunidade negra. Em momentos como esse, quando se trata sobre vidas negras sendo perdidas por brutalidade policial, temos que avaliar nosso comportamento e além de tudo, adotarmos uma posição antirracista e praticarmos isso no nosso dia a dia. E parece que, mesmo com todo o acesso à informação que esses pilotos têm, escolheram permanecer em sua zona de conforto e ignorância, passando vergonha todo domingo. 

Já sobre Mazepin, infelizmente, o dinheiro fala muito mais alto nestas situações. Para quem não sabe, o russo postou em seu Instagram um vídeo nos stories em que aparece apalpando uma garota, que claramente não quer que isso aconteça e que muito menos seja filmada durante essa situação extremamente humilhante. Algumas horas depois desse infortúnio, Mazepin deletou o vídeo de seu perfil, mas é claro que ele já estava salvo e sendo divulgado pela internet. Mesmo com a repercussão e diversos abaixo-assinados pela internet, especulou-se na época que a Haas teria demitido o sem noção, mas isso não se passou de um mero rumor. Através de um comunicado (a melhor definição, nesse caso, é uma bela “passada de pano”), a equipe divulgou que Mazepin continuaria na equipe e que “o caso seria resolvido internamente”. Com isso, a vítima – que falou sobre o caso em seu Instagram, mas não convém expor a identidade da garota, que já deve ter sofrido o bastante tendo seu trauma exposto e revivido diversas vezes por toda a internet -, terá que ver seu abusador por aí, seguindo sua carreira como se nada tivesse acontecido. 

Então, por isso, tanto faz quem ganhasse essa categoria, pois ambos são uma vergonha catastrófica que marcou a temporada de 2020. E não preciso dizer que vou fingir que esse cara nem está no grid esse ano, não é mesmo?

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: Pilotos que não ajoelharam (93,80%) | Mazepin na Haas (6,20%)

INSTAGRAM: Pilotos que não ajoelharam (42%) | Mazepin na Haas (58%)

MÉDIA GERAL: Pilotos que não ajoelharam (67,90%) | Mazepin na Haas (32,10%)

 

CATEGORIA JUMENTO

VENCEDOR: Max Verstappen e sua confiança na Red Bull (65,20%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Eu acompanhei muitas entrevistas com Lance Stroll em minha carreira jornalística (tanto em texto quanto em vídeo e áudio). E devido a algumas pérolas que ele soltou, como responder gêneros musicais ao perguntado sobre artistas e responder bandas ao ser perguntado sobre canções, não saber dizer o nome de um herói nacional de seu país natal (o Canadá) nem o mascote do time de hóquei que ele torce, não saber o que é um Papai Noel (mesmo tendo usado um gorro de Natal anos antes), não saber identificar a bandeira da Espanha (mesmo estando todo ano no país), e dizer que 30 – 29 = 2, eu já comecei a me perguntar se esse piloto não teria fugido da escola. Mas o que lhe deu a indicação à categoria “Jumento” foi sua lealdade a Esteban Ocon. Vamos analisar: imagine que você está sendo acusado de prejudicar uma pessoa, e esta sabe que você é inocente, mas deixa você levar a culpa e ter a reputação linchada, se pronunciando apenas um mês depois que todo mundo já te destruiu. Você consideraria esta pessoa sua “amiga”? Foi exatamente o que aconteceu entre Lance Stroll e Esteban Ocon (leia sobre isto em “Entenda o Caso Esteban Ocon”). Eu não convivo com nenhum piloto pessoalmente, mas não me lembro de ter visto Ocon interagindo com Stroll durante todo o ano de 2019 (conversei com fã-clubes ligados ao canadense, e eles também não viram). Lembrando que em 2019, Ocon era piloto reserva da Mercedes e vivia no paddock. De repente, em 2020, o hispano-francês volta a se aproximar “magicamente” dele. Não me lembro de ter visto tanta ingenuidade assim desde que li “Chapeuzinho Vermelho”. Também é importante lembrar que houve momentos em que Stroll parecia estar entregando sua posição a Ocon, como no Grande Prêmio de Abu Dhabi, não trazendo benefícios a Ocon, mas prejudicando a posição de Stroll na classificação final do campeonato. Ainda por cima, Stroll brinca com a situação, como se a Fórmula 1 fosse um jogo entre ele e Ocon. Fica a minha pergunta: Lance Stroll é burro, ou simplesmente a pessoa mais ingênua do planeta?

 

 

Mas meu voto foi para Max Verstappen e sua confiança doentia na Red Bull, mesmo que a equipe tenha provado com todas as forças que nunca vai dar ao holandês um carro à altura de seu talento. Leia mais em “O Caso Max Verstappen: Muito Piloto Para Pouca Equipe”.

 

 

Adriana: Nessa categoria, fui com a maioria e também escolhi Max e sua confiança na Red Bull. Não sabemos como o carro taurino estará nessa temporada, mas é claro que o próximo campeão com a Red Bull só sairá por um milagre ou eventual falha da Mercedes. O segredo para os tempos dourados da Red Bull estava na mão de Adrian Newey, um dos melhores projetistas da categoria. Com a mudança nas regras e seu afastamento da liderança dos projetos, a Red Bull sofre em achar o acerto perfeito para voltar ao topo, como no início da década de 2010. A confiança que o holandês tem em acreditar que a Red Bull pode lhe tornar um campeão do mundo é louvável, pois demonstra que Verstappen é leal à sua equipe, mas às vezes, beira a burrice. O carro ainda sofre com confiabilidade e por muitas vezes, o deixa na mão mas mesmo assim, ele continua firme e acreditando nas promessas da Red Bull. Também, quem deixaria uma equipe em que seu posto de primeiro piloto é garantido? 

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: Lance e sua lealdade (19,60%) | Max e sua confiança na Red Bull (80,40%)

INSTAGRAM: Lance e sua lealdade (50%) | Max e sua confiança na Red Bull (50%)

MÉDIA GERAL: Lance e sua lealdade (34,80%) | Max e sua confiança na Red Bull (65,20%)

 

CATEGORIA PALESTRINHA

VENCEDOR: Esteban Ocon (56,15%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Como explicado na categoria anterior, na minha opinião, até o Lobo Mau da história da Chapeuzinho Vermelho merece mais confiança do que Esteban Ocon. Este piloto sabe como manipular a mídia a seu favor e a destruir a reputação de seus adversários para que suas más ações sejam mascaradas e ele pose de “coitadinho” (leia sobre isto em “Entenda o Caso Esteban Ocon”). Mas Ocon não conseguiu repetir o feito com Pierre Gasly no Grande Prêmio da Itália, pois se recusou a cumprimentar o vencedor devido a uma questão pessoal, demonstrando falta de espírito esportivo. Ao final da mesma corrida, ele chegou a receber uma reprimenda do chefe de equipe Cyril Abiteboul por reclamar exageradamente de sua posição final (atrás do companheiro Daniel Ricciardo). Esta atitude imatura lhe rendeu o meu voto.

Adriana: Sabe quando você sente seus olhos dando aquele 360? Essa sou eu quando eu vejo o gráfico do rádio de Sainz na TV. Não é possível que esse menino só abra a boca no rádio para reclamar. Reclama dos outros, reclama do carro, reclama de tudo. O Ocon não fica muito atrás (vide aquela corrida que o Ricciardo ficou na frente dele e ele quis lavar a roupa suja no rádio e levou um chega pra lá de Cyril) mas para mim, o Sainz merece esse prêmio por ser chato ao extremo em toda oportunidade que pode.

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: Esteban Ocon (76,30%) | Carlos Sainz Jr (23,70%)

INSTAGRAM: Esteban Ocon (36%) | Carlos Sainz Jr (64%)

MÉDIA GERAL: Esteban Ocon (56,15%) | Carlos Sainz Jr (43,85%)

 

CATEGORIA DEBOCHADO

VENCEDOR: Cyril Abiteboul (64,65%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Sinceramente, na minha opinião, os dois mereciam concorrer à categoria “Boca de Fogo” com Max Verstappen e Lando Norris. Tanto Zak Brown quanto Cyril Abiteboul se destacaram por fazerem comentários deselegantes sobre assuntos que não lhes diziam respeito, adotando uma postura que não condiz com o ambiente da Fórmula 1. Por isso, creio que os dois mereciam levar o título. No entanto, votei em Zak Brown por extrapolar os limites e querer induzir a mídia a questionar seus adversários em termos pessoais.

 

 

Adriana: De um lado, temos Cyril Abiteboul, que manteve o protesto contra a Racing Point até quando pode e não perde a chance de dar uma alfinetada em Horner (ou até mesmo em Ricciardo, quando o mesmo anunciou que estava de saída da Renault) e do outro, temos Zak Brown, que sabe manter sua postura de debochado ao perguntar qual foi o médico que atendeu Stroll (Dr. Dre? Dr. Seuss? Ainda não sabemos) e sempre tem uma resposta na ponta da língua quando questionam sua capacidade em ser CEO de uma equipe histórica como a McLaren. Por sempre ser elegante e perspicaz em suas alfinetadas, votei em Brown porque ele consegue manter sua postura e raramente, se afeta com as críticas.

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: Cyril Abiteboul (69,30%) | Zak Brown (30,70%) 

INSTAGRAM: Cyril Abiteboul (60%) | Zak Brown (40%)

MÉDIA GERAL: Cyril Abiteboul (64,65%) | Zak Brown (35,35%)

 

CATEGORIA TROCA DO ANO 

VENCEDOR: Sergio Pérez na Red Bull (68,50%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Estava em dúvida entre a troca de Sergio Pérez e a de Daniel Ricciardo, então optei pela primeira, pois o mexicano conseguiu um merecido lugar em uma equipe de ponta depois de ser obrigado a deixar a Racing Point devido à manobra financeira de Sebastian Vettel (que comprou ações da Aston Martin, atual dona do time, e assegurou uma vaga). A contratação de Pérez não só foi um alívio para os torcedores do mexicano, como frustrou os planos daqueles que estavam prontos para demonizar Lance Stroll como fizeram em 2018 no Caso Esteban Ocon. Logo, pela justiça feita a Pérez e Stroll, escolhi a ida do mexicano para a Red Bull. Mas também elogio a ida de Daniel Ricciardo para a McLaren, onde terá um aporte maior que na Renault.

Adriana: Até a contratação de Pérez pela Red Bull, a melhor troca do ano, na minha opinião, foi Ricciardo na McLaren. Assim como na Renault, o australiano aposta mais uma vez na mudança e dessa vez, conta com a melhor equipe “do resto” (best of the rest) e que fechou a temporada de 2020 com a terceira colocação no campeonato de construtores. 

Além disso, Zak Brown vem construindo um ambiente com cara e espírito de campeões: escalou Andreas Seidl, que teve uma campanha de sucesso com a Porsche no campeonato de Endurance; James Key, conhecido engenheiro, que agora é o diretor de engenharia; Andrea Stella, que passou anos na Ferrari como engenheiro de Fernando Alonso, que o acompanhou na troca para a McLaren e agora ocupa a posição de diretor de corridas e claro, a troca de motores para a Mercedes e a construção de seu próprio túnel de vento (que é fundamental para o desenvolvimento aerodinâmico do carro) trazem a esperança de que isso é apenas o começo da volta da McLaren ao lugar mais alto do pódio. Então, ao meu ver, Ricciardo acertou em cheio ao trocar a (agora extinta) Renault pela McLaren.

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: D. Ricciardo na McLaren (7,2%) | S. Vettel na Aston Martin (7,5%) | C. Sainz Jr na Ferrari (3,4%) | S. Pérez na Red Bull (82%)

INSTAGRAM: D. Ricciardo na McLaren (22,5%) | S. Vettel na Aston Martin (22,5%) | C. Sainz Jr na Ferrari (0%) | S. Pérez na Red Bull (55%)

MÉDIA GERAL: D. Ricciardo na McLaren (14,9%) | S. Vettel na Aston Martin (15%) | C. Sainz Jr na Ferrari (1,70%) | S. Pérez na Red Bull (68,5%)

 

CATEGORIA AZARÃO 

VENCEDOR: Charles Leclerc (73,85%)

 

Escolha das autoras:

Rebeca: Esta categoria é um pouco delicada de opinar, pois ela vai contra a narrativa dominante na mídia (que assim é por motivos financeiros e ideológicos). A imprensa tenta, a todo custo, vender George Russell como uma nova lenda, e até usa depoimentos de pessoas ligadas à Fórmula 1 para justificar essa narrativa. Porém, os fatos contradizem esta versão. A verdade é que Russell só foi capaz de pontuar quando estava em uma Mercedes, substituindo Lewis Hamilton no Grande Prêmio de Sakhir quando o piloto titular estava com Covid. Em sua equipe oficial, a Williams, Russell não fez sequer um ponto. Até aí não teria problemas (pois é sabido que o carro da Williams é longe de ser competitivo) se não fosse por um ponto: a precariedade do carro já era notada em 2018, quando a Williams tinha Lance Stroll e Sergey Sirotkin como pilotos, mas na época a imprensa culpou os atletas pelo desempenho do carro. Nota-se quando o problema está no piloto quando seu companheiro vai muito bem e ele não, mas quando ambos os pilotos não conseguem boas posições é sinal de que o problema está no carro. A mídia só foi “perceber” isto quando Stroll não estava mais lá, e mesmo Russell também tendo origem rica e apresentado dificuldades em pontuar, a imprensa passa a mão na cabeça do inglês, mesmo que o canadense, com todas os problemas para enfrentar, conseguiu no mínimo pontos para a escuderia (inclusive o último pódio do time). Este racismo implícito da mídia se agravou quando Russell foi escolhido para substituir Hamilton, quando alguns haters de Stroll usaram a imagem de Russell como escudo para difamar o canadense. É claro que a culpa não é de Russell, que é uma pessoa antirracista e ética e que não tem nenhum problema pessoal com Stroll (até o cumprimentou por sua pole na Turquia). A culpa é unicamente dos racistas covardes que usam a imagem dos outros para promover intrigas entre os torcedores. No entanto, embora eu reconheça que Russell tenha talento e que o mesmo não consegue ser aproveitado nas condições precárias da Williams, na posição de jornalista (profissional da comunicação), preciso me ater aos fatos e não colaborar para a continuidade da falácia criada pela mídia. Por isso, meu voto foi para Charles Leclerc, que mesmo enfrentando muita dificuldade em uma Ferrari de desempenho abaixo do esperado, terminou várias posições à frente de Vettel e muitas vezes carregou o time nas costas (como no Grande Prêmio da Toscana). Ressalto que tanto Russell quanto Leclerc são pilotos muito dedicados e desejo a eles uma boa temporada em 2021.

Adriana: Tudo bem que o Leclerc conseguiu dois pódios (quase três se não fosse por seu erro na última volta na Turquia) com a sofrida SF1000, mas na verdade, o azarão para mim foi Russell. Conseguir passar para o Q2 inúmeras vezes com o pior carro do grid é para poucos e o britânico conseguiu isso com facilidade. Sua performance com a Mercedes em Sakhir também provou que ele tem talento e quase tomou a pole de Bottas, que está há 4 temporadas com a Mercedes. Sem falar nas ultrapassagens de Russell no finlandês, que sequer teve tempo para reagir ou retomar sua posição do então “novato”. Por isso, escolhi Russell como o azarão da temporada.

 

Escolha do público:

GOOGLE FORMS: George Russell (2,3%) | Charles Leclerc (97,7%) 

INSTAGRAM: George Russell (50%) | Charles Leclerc (50%)

MÉDIA GERAL: George Russell (26,15%) | Charles Leclerc (73,85%)

6 respostas
  1. Elizete
    Elizete says:

    Adorei participar. Concordo com os comentários. Vamos acompanhar a próxima temporada e ver se as escolhas da equipes e pilotos foram acertadas. Parabéns meninas!

    Responder

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