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O Caso Max Verstappen: Muito Piloto Para Pouca Equipe

Max Verstappen é uma das estrelas da Fórmula 1 atual. Detentor de seis recordes oficiais (entre eles o de “mais jovem vencedor de um Grande Prêmio”), destaque em corridas emocionantes e com vários pódios e vitórias em poucos anos de experiência, o piloto holandês surpreendeu os torcedores ao anunciar no dia 7 de janeiro de 2020 que havia renovado seu contrato com a Red Bull Racing até 2023. Enquanto alguns elogiam a decisão, outros criticam a escolha, se indagando o porquê de Verstappen não aceitar propostas de equipes melhores. A análise desse caso você confere a partir de agora.

 

1- A carreira de Max: surge uma estrela

 

Filho mais velho do ex-piloto holandês Jos Verstappen e da kartista belga Sophie Kumpen, Max Verstappen começou a carreira automobilística aos 4 anos de idade, em competições de kart regionais. Aos 17 anos, depois de terminar a Fórmula 3 Europeia de 2014 em terceiro lugar, foi contratado pela Scuderia Toro Rosso para competir na Fórmula 1 no ano seguinte. Em sua estreia, no Grande Prêmio da Austrália, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a estrear em uma corrida de Fórmula 1”, que antes pertencia a Jaime Alguersuari. Na corrida seguinte, na Malásia, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a pontuar na Fórmula 1”, que anteriormente era de Daniil Kvyat. Verstappen terminou seu ano de estreia pontuando 10 vezes, totalizando 49 pontos em 19 corridas, além de ser premiado pela FIA como “Estreante do Ano” e “Personalidade do Ano” e sua ultrapassagem sobre Felipe Nasr na Bélgica lhe rendeu o prêmio de “Ação do Ano”.

Todas essas conquistas foram essenciais para que em 2016 a Red Bull escolhesse Verstappen para substituir Kvyat, cujos resultados estavam abaixo do esperado. O holandês não decepcionou e conseguiu sua primeira vitória no Grande Prêmio da Espanha, quebrando os recordes de “mais jovem líder, por pelo menos uma volta na Fórmula 1”, “mais jovem piloto a conseguir um pódio na Fórmula 1” e “mais jovem vencedor de um Grande Prêmio”, todos que anteriormente pertenciam a Sebastian Vettel. Na Bélgica, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a largar da primeira fila”, que no ano seguinte foi quebrado por Lance Stroll. No Brasil, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a fazer a volta mais rápida na Fórmula 1”, que antes pertencia a Nico Rosberg. No final daquele ano, com a aposentadoria de Rosberg, o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, estava à procura de um substituto para o alemão. Noticiou-se que ele entrou em contato com Jos Verstappen várias vezes para conversar sobre Max, mas o jovem continuou com a Red Bull. Wolff contratou seu apadrinhado Valtteri Bottas, que corria pela Williams, para assumir o segundo assento da equipe.

 

Vitória de Max no Grande Prêmio da Espanha de 2016.

 

Se 2016 foi um ano maravilhoso, no qual Verstappen pôde expor suas habilidades, 2017 foi decepcionante. Em 20 corridas, teve sete abandonos, mas nenhum por sua culpa. O primeiro foi no Bahrein, onde um problema nos freios o tirou da prova. O segundo foi na Espanha, onde Bottas colidiu com Verstappen e Kimi Raikkonen, tirando ambos da corrida. O terceiro foi no Canadá, onde uma falha elétrica desligou seu carro. O quarto ocorreu no Azerbaijão devido a um problema no óleo. O quinto foi causado por Kvyat, que colidiu com o holandês e com Fernando Alonso na Áustria. O sexto ocorreu na Bélgica, onde seu carro desligou no meio da corrida. No sétimo e último abandono, Verstappen foi esmagado pelos pilotos da Ferrari, Vettel e Raikkonen, e depois foi lançado para fora da pista pela reentrada perigosa do finlandês. Desapontado com a inconsistência de seu carro, contrastando com o bom desempenho do carro de seu companheiro Daniel Ricciardo, Verstappen teve momentos de fúria com sua equipe. Cientes da situação, Toto Wolff e Maurizio Arrivabene, chefe de equipe da Ferrari, entraram em contato com Jos para discutir o futuro do jovem prodígio. Estava nítido que a Red Bull não teve competência para produzir igualmente um carro vencedor para seus dois pilotos e Max estava sendo sacrificado. Wolff não estava satisfeito com a incapacidade de Bottas de competir de igual para igual com Lewis Hamilton (dando uma brecha para a Ferrari renascer como uma concorrente ao título) e Arrivabene buscava alguém para o lugar de Raikkonen, que estava perto de deixar o time. No entanto, Verstappen preferiu dar uma chance à equipe austríaca e assinou um contrato com cláusula de saída. Apesar das dificuldades, conseguiu duas vitórias, sendo uma na Malásia e uma no México.

 

Acidente do Grande Prêmio de Singapura de 2017.

 

Em 2018 a situação se alterou. A Red Bull sabia que Max abriu mão de boas propostas para continuar com os austríacos, e decepcioná-lo significaria sua partida. O carro apresentou mais estabilidade, mas ainda não era potente o bastante para que a Red Bull se firmasse como uma ameaça à hegemonia da Mercedes, conseguindo apenas duas vitórias, na Áustria e no México. No entanto, o carro de Ricciardo apresentou muitas falhas, comprometendo o desempenho do australiano. O anúncio de que a Red Bull usaria os motores da Honda a partir do ano seguinte provocou desconfianças em Ricciardo, que assinou com a Renault para temporada de 2019. Verstappen preferiu não usar a cláusula de saída e continuou na equipe, que prometia um trabalho árduo com a Honda em torno do holandês.

A promessa foi cumprida de uma maneira bem morna, pois mesmo Verstappen sendo promovido ao posto de primeiro piloto, a Mercedes não sentiu nem a ponta das garras da Red Bull. Para piorar, a contratação de Pierre Gasly tornou-se um fracasso, pois o francês era incapaz de enfrentar os pilotos da Ferrari, que não estavam em boa fase no começo do ano, e impediu que a Red Bull conquistasse o vice-campeonato de construtoras. Com Verstappen carregando o time nas costas, o diretor Helmut Marko decidiu substituir Gasly por Alexander Albon, da Toro Rosso, algo similar ao que havia acontecido entre Kvyat e Max em 2016. Apesar de três boas vitórias, na Alemanha, na Áustria e no Brasil, Verstappen enfrentou falta de potência em corridas que poderiam compensar o déficit causado por Gasly, como na Rússia, em que seu carro não conseguiu alcançar o de Charles Leclerc. O término de seu contrato estava previsto para 2020, mas o holandês decidiu renová-lo para 2023.

 

2- Red Bull: gloriosa no passado, decadente no presente

 

A Red Bull Racing surgiu como escuderia de Fórmula 1 em 2004 após a empresa homônima comprar a escuderia Jaguar, cujo um de seus sócios era o tricampeão Jackie Stewart. O auge da equipe ocorreu entre os anos de 2010 e 2013, no qual Sebastian Vettel garantiu o tetracampeonato para a escuderia, derrotando a McLaren de Lewis Hamilton e a Ferrari de Fernando Alonso.

Nesse período, a categoria empregava o turbo em seus carros e a Red Bull foi capaz de montar um chassi que respondesse ao trabalho do motor. Vettel dominou as temporadas sentindo pouco perigo vindo de seus adversários. Hamilton se decepcionava com a McLaren e a Ferrari sentia o amargor de não vencer um campeonato de pilotos desde 2007 e de construtoras desde 2008. Em 2014, com a proibição do turbo, o cenário da Fórmula 1 mudou consideravelmente. O australiano Mark Webber, até então companheiro de Vettel, deu lugar ao conterrâneo Daniel Ricciardo, enquanto o austríaco Christian Horner assumia o papel de chefe de equipe. O carro do tetracampeão passou por uma sequência de quebras que impediram sua pontuação. Apesar de sua primeira vitória na carreira, Ricciardo não conseguiu muitos feitos e a Red Bull viu a ascensão de Hamilton na Mercedes e o domínio da escuderia alemã que dura até os dias de hoje.

Para os que não se lembram da sequência de falhas técnicas no carro de Vettel, fica a impressão de que Ricciardo venceu o companheiro por ter mais talento. Os críticos do alemão utilizam a temporada de 2014 até hoje como justificativa para afirmar que Vettel deveria se aposentar e que seus títulos são mais um produto do motor turbo do que de seu talento. No entanto, o fracasso em 2014 são significa a derrocada de Vettel. Sentindo-se traído e preterido pela equipe, ele assinou com a Ferrari para o ano de 2015, com a escuderia italiana se comprometendo a pagar por sua quebra de contrato com o time austríaco.

 

Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel na Red Bull. A saída do alemão foi o começo da decadência da escuderia.

 

Com Vettel na Ferrari, a Red Bull contratou Daniil Kvyat para correr ao lado de Ricciardo. Porém, nenhum dos dois trouxe de volta a glória dos tempos do alemão. Kvyat ganhou a fama de ser um “barbeiro” e seus acidentes lhe custaram a vaga na equipe principal e a confiança dos dirigentes. Ricciardo deu a impressão de ser um “piloto burocrata”, pois não costumava batalhar por posições maiores. Max Verstappen não era apenas um substituto de Kvyat aos olhos da Red Bull, mas sim uma oportunidade de voltar à posição de campeã, já que o holandês apresentava todas as virtudes encontradas em Vettel: determinação, arrojo, coragem, persistência, entre outras.

No entanto, só é possível vencer um campeonato se há um equilíbrio entre o talento do piloto e o do departamento de engenharia. O atleta não pode ter medo de desafios, mas também deve ter prudência para evitar acidentes. O carro precisa corresponder ao desempenho do piloto, logo falhas elétricas, no motor, nos freios, no óleo ou em qualquer outra parte são inadmissíveis. O que parece óbvio para os torcedores parece não ser para a Red Bull. O arrojo de Max é constante, pois é nítido que ele sempre tenta superar seus adversários, não importa a situação. É um piloto que não se contenta com pontos ou pódios, pois busca a vitória. Seu carro, no entanto, é o mais fraco entre as chamadas “equipes de ponta”. A pergunta que fica no ar é: “Como que em sã consciência alguém pode se dizer fã de Max Verstappen e perdoar a Red Bull pelas quebras em 2017 e por proporcionar a ele uma média de apenas duas vitórias por ano?”.

 

3- Fidelidade vs. Conquistas

 

A primeira renovação de contrato de Max Verstappen com a Red Bull em 2017 já havia sido uma grande surpresa. Naquele ano, alguns veículos de imprensa começavam a questionar o talento do holandês, ignorando os verdadeiros responsáveis pelos abandonos. Isso aconteceu porque memória de jornalista esportivo incompetente é igual memória de eleitor: curta. Diferente de Sebastian Vettel, que percebeu as dificuldades da equipe e mudou-se para a Ferrari, Verstappen estava dando mais uma chance ao time que propiciou uma atmosfera artificial de desconfiança em torno de um piloto que não precisa provar mais nada.

Max nunca detalhou os motivos pelos quais escolheu continuar com o time austríaco, limitando-se a dizer que confiava no que a escuderia planejava para ele. O contrato oferecido era bem interessante: o holandês ficaria até 2020 com a Red Bull, mas uma cláusula de saída lhe dava a liberdade de escolher outra equipe caso suas expectativas não fossem atingidas. Em outras palavras, a Red Bull estava ciente que Verstappen havia recusado ótimas chances em outras equipes e se disponibilizaria a arcar com as consequências da escolha do holandês.

 

A instabilidade do carro da Red Bull custou vitórias e pontos para Verstappen. Mesmo assim, ele se recusa a deixar a equipe.

 

Logo, em 2018, acreditava-se que a Red Bull trabalharia duro para produzir um carro à altura do talento de Max para que ele tivesse a chance de competir pelo título com Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Embora seus resultados tenham sido satisfatórios, Verstappen estava um pouco longe do esperado para se tornar um campeão: teve apenas duas vitórias (Áustria e México) e mais nove pódios. Hamilton teve 11 vitórias e Vettel venceu cinco vezes naquele ano. No final de 2018, Verstappen variava as respostas que dava para a imprensa sobre as expectativas para 2019: hora dizia que estavam prontos para lutar pelo campeonato, hora dizia que não tinham chances. Só uma coisa era irredutível: ele não deixaria a Red Bull.

Já em 2019, a temporada foi um pouco melhor, mas também longe do primeiro lugar: Max teve três vitórias e mais seis pódios. Jos Verstappen até ameaçou pedir para o filho sair da Red Bull caso a equipe não lhe desse condições de disputar um título. Com o fim do contrato se aproximando, os fãs da Fórmula 1 ficaram curiosos para saber qual seria o destino do jovem prodígio. Como Verstappen não deu indícios de que estava disposto a sair da equipe, Toto Wolff renovou com Valtteri Bottas. Foi então, que no dia 7 de janeiro de 2020, Verstappen deu um ótimo presente de 35 anos a Lewis Hamilton: renovou com a Red Bull até 2023. Pelo que se observa desde 2017, a fidelidade de Max o prende à sua atual equipe, mas só isso não lhe garante conquistas, pois lhe falta um carro competitivo (que o próprio às vezes admite que a Red Bull não sabe fazer).

 

4- Mitos e Verdades

 

  •   Mito: Daniel Ricciardo saiu da Red Bull em 2019 porque a equipe estava priorizando Verstappen

 

Essa teoria absurda criada pelos haters de Verstappen já foi desmentida várias vezes pelo próprio Ricciardo, mas volta e meia aparece alguém para dizer isso na internet. O fato é que o piloto australiano deixou a Red Bull em 2019 porque estava descontente, mas não foi por causa do companheiro de equipe.

Em 2017, Max começou o ano à frente do companheiro, chegando ao terceiro lugar do campeonato na segunda corrida da temporada, no Grande Prêmio da China. No entanto, a série de abandonos que se iniciou no Grande Prêmio do Bahrein permitiu a Ricciardo superá-lo na pontuação. Isso não significa, porém, que o australiano teve um ano fácil: apesar de sua vitória no Azerbaijão e de mais oito pódios, Daniel acumulou seis abandonos, sendo o pior no México, onde havia conseguido a pole position. No ano seguinte, venceu duas vezes (na China e em Mônaco), mas teve oito abandonos. Aqueles que acusam a Red Bull de fornecer um carro pior para Ricciardo em 2018 para beneficiar Verstappen, deviam no mínimo ser coerentes e admitir que parecia que em 2017 a equipe havia feito o contrário: prejudicou o carro de Verstappen para que Ricciardo o superasse no campeonato.

 

Verstappen e Ricciardo mantiveram a amizade após a saída do australiano.

 

Ainda em 2018 os executivos da Red Bull anunciaram que a partir de 2019 a equipe trocaria os motores da Renault pelos da Honda. A notícia surpreendeu os torcedores, já que a fornecedora japonesa vivia em guerra com a McLaren quando esta usou seus motores na época de Fernando Alonso. O piloto espanhol teve vários abandonos devido a falhas no motor. Ricciardo afirmou que não queria ter o mesmo destino de Alonso, e ciente de que nem a Mercedes nem a Ferrari estavam interessadas em contratá-lo, o australiano trocou a incerteza da Red Bull pela provável estabilidade da Renault. Infelizmente, a equipe francesa teve um desempenho insatisfatório em 2019, mas não era possível adivinhar que isso iria acontecer.

Ricciardo e Verstappen já disseram que sentem falta um do outro e foram vistos em momentos de descontração diversas vezes. Ou seja, se Max fosse o motivo pelo qual Daniel saiu da Red Bull, eles não teriam essa relação saudável após a ida dele para a Renault.

 

  •   Verdade: A Mercedes já vinha mostrando interesse em Verstappen desde 2014

 

Toto Wolff não esconde sua admiração por Max. O chefe de equipe da Mercedes revelou em entrevistas que em 2014, quando Verstappen ainda estava na Fórmula 3, que o time alemão havia tentado contratá-lo para o futuro. No entanto, a Red Bull planejava inseri-lo na Fórmula 1 mais cedo do que o proposto pela Mercedes. Max e seu pai Jos se interessaram mais pela oferta da Red Bull e o jovem estreou pela Toro Rosso em 2015.

Praticamente nenhum piloto na história da Fórmula 1 correu em apenas uma equipe durante toda a carreira (exceto em casos em que o piloto morreu ou foi demitido no ano de estreia). A ideia de Verstappen futuramente deixar a Red Bull para correr pela Mercedes não parece absurda. Mas a análise dessa possibilidade depende da desmistificação de mais uma inverdade que os haters de Verstappen adoram proferir.

 

  •   Mito: Se sair da Red Bull, Verstappen não tem para onde ir

 

Foram muitas as vezes que Toto Wolff chamou Jos Verstappen para conversar. E é lógico que o chefe de equipe da Mercedes não marcaria encontros com o pai de Max para falar sobre o capítulo da novela ou sobre o último jogo de futebol, ainda mais se tratando da pessoa que já teve interesse em contratar o jovem quando ele ainda não estava na Fórmula 1.

Os atuais pilotos da Mercedes são o campeão Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas. Este último apresenta uma peculiaridade: todos os contratos assinados até então tiveram validade de apenas um ano. Se a Mercedes rejeita Verstappen da maneira como os haters afirmam, por que ela não contrata Bottas para correr no mínimo uns três anos? A resposta é simples: a equipe alemã sabe que o finlandês não tem condições de enfrentar Hamilton como Rosberg o fez, então usa o piloto como um tampão enquanto Max continua na Red Bull. Alguns questionam se Hamilton permitiria o ingresso do jovem na Mercedes, mas o fato é que o inglês não tem poder decisivo no time. Se tivesse, Rosberg teria sido demitido em 2015.

Outra opção de Max, embora esta seja mais improvável, é a Ferrari. A escuderia italiana atualmente conta com Sebastian Vettel e Charles Leclerc, dois pilotos com os quais Verstappen não se dá bem. O holandês já afirmou que não se importaria em correr ao lado de Leclerc, mas o monegasco não esconde que não gostaria de ser companheiro de equipe dele. Já Vettel é um notório rival de Max, com quem já teve vários conflitos. Esses são os motivos pelos quais é menos provável que Verstappen vá para a Ferrari, apesar da equipe ter demonstrado interesse por ele em 2017.

 

  •   Verdade: A falta de títulos de Verstappen na Fórmula 1 é culpa de sua equipe

 

Os pilotos não são responsáveis pelo desempenho de seus carros. Isso é tarefa do departamento de engenharia, e consequentemente, dos engenheiros. Culpar Verstappen pelas falhas no motor, na parte elétrica ou nos freios é burrice. Apenas em casos de acidentes é que se pode atribuir culpa ao piloto, e mesmo assim os acidentes são analisados para saber se houve falha dele ou não.

Max começou 2017 como um dos favoritos ao título. O campeonato foi perdido por culpa dos abandonos, causados ou por falhas no carro ou por colisões causadas por outros pilotos. Em 2018 e 2019, foram várias as oportunidades de vitórias perdidas porque o rendimento do carro não possibilitava ultrapassar adversários das equipes de ponta. Será que um piloto que aos 19 anos havia quebrado seis recordes e que consegue correr tão bem na chuva (como no Brasil em 2016, na China em 2017 e na Alemanha em 2019), realmente não consegue ser campeão por “falta de talento”? Ou será que o carro da “competente” Red Bull só é capaz de lhe garantir no máximo três vitórias por ano?

 

5- Conclusão

 

Max Verstappen é um dos maiores talentos da Fórmula 1. Suas habilidades foram comprovadas em várias corridas, basta procurar os vídeos. Porém, sua equipe, a Red Bull Racing, ainda não foi capaz de lhe proporcionar um carro competitivo que corresponda à sua determinação. Quem não se lembra do Grande Prêmio do México de 2017, em que a equipe pedia para ele desacelerar para não sobrecarregar o carro?

Verstappen tem muitas chances de ser um campeão tão bem-sucedido quanto Lewis Hamilton. Ele já tem uma das chaves para ter sucesso na Fórmula 1: o talento. Só falta a outra: o carro. Mas, se continuar dando chances a uma equipe que até agora só protelou seu sonho, essa conquista corre o risco de ser adiada até um ponto em que ele se encontraria em situação semelhante à de Ricciardo: já com certa idade e sem esperanças de título.

 

 

 O que você prefere? Vencer onze vezes com a Mercedes ou três vezes com a Red Bull?

 

Fontes:

 

 

Fotos

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The Max Verstappen Case: A Big Driver For a Little Team

Max Verstappen is one of the stars of Formula 1 today. Holder of six official records (among them the “youngest Grand Prix winner”), highlighted in exciting races and with several podiums and victories in a few years of experience, the Dutch driver surprised fans by announcing on January 7th, 2020 that he had renewed his contract with Red Bull Racing until 2023. While some praise the decision, others criticize the choice, wondering why Verstappen did not accept proposals from better teams. The analysis of this case you can check from now on.

 

1- Max’s career: a star appears

 

The eldest son of Dutch former Formula One driver Jos Verstappen and Belgian former kart driver Sophie Kumpen, Max Verstappen started his auto career at the age of 4, in regional kart competitions. At 17, after finishing the European Formula 3 2014 in third place, he was hired by Scuderia Toro Rosso to compete in Formula 1 the following year. In his debut at the Australian Grand Prix, he broke the record for “youngest driver to debut in a Formula One race”, which previously belonged to Jaime Alguersuari. In the next race in Malaysia, he broke the record for “youngest driver to score in Formula One”, which was previously owned by Daniil Kvyat. Verstappen ended his debut year by scoring 10 times, totaling 49 points in 19 races, in addition to being awarded by the FIA ​​as “Rookie of the Year” and “Personality of the Year” and his overtaking over Felipe Nasr in Belgium earned him the “Action of the Year” award.

All these achievements were essential for Red Bull to choose Verstappen in 2016 to replace Kvyat, whose results were below expectations. The Dutchman did not disappoint and achieved his first victory in the Spanish Grand Prix, breaking the records of “youngest leader, by at least one lap in Formula One”, “youngest driver to achieve a podium in Formula One” and “youngest Grand Prize winner ”, all of which previously belonged to Sebastian Vettel. In Belgium, he broke the record for “youngest driver to start from the front row”, which the following year was broken by Lance Stroll. In Brazil, he broke the record for “youngest driver to make the fastest lap in Formula One”, which previously belonged to Nico Rosberg. At the end of that year, with Rosberg’s retirement, Mercedes team principal Toto Wolff was looking for a replacement for the German. It was reported that he contacted Jos Verstappen several times to talk about Max, but the young man continued with Red Bull. Wolff hired his sponsor Valtteri Bottas, who was racing for Williams, to take the team’s second seat.

 

Max’s victory on 2016 Spanish Grand Prix.

 

If 2016 was a wonderful year, in which Verstappen was able to expose his skills, 2017 was disappointing. In 20 races, he had seven retirements, but none because of him. The first was in Bahrain, where a brake problem took him out of the race. The second was in Spain, where Bottas collided with Verstappen and Kimi Raikkonen, taking both of them out of the race. The third was in Canada, where an electrical failure shut down his car. The fourth occurred in Azerbaijan due to an oil problem. The fifth was caused by Kvyat, who collided with the Dutchman and Fernando Alonso in Austria. The sixth took place in Belgium, where his car shut down in the middle of the race. In the seventh and final retirement, Verstappen was crushed by Ferrari drivers, Vettel and Raikkonen, and then was thrown off the track by the Finn’s dangerous re-entry. Disappointed by the inconsistency of his car, in contrast to the good performance of the car of his teammate Daniel Ricciardo, Verstappen had moments of fury with his team. Aware of the situation, Toto Wolff and Maurizio Arrivabene, Ferrari’s team principal, contacted Jos to discuss the future of the young prodigy. It was clear that Red Bull had no competence to produce a winning car for its two drivers as well and Max was being sacrificed. Wolff was not satisfied with Bottas’ inability to compete on an equal footing with Lewis Hamilton (giving Ferrari a rebirth as a title contender) and Arrivabene was looking for someone to replace Raikkonen, who was close to leaving the team. However, Verstappen preferred to give the Austrian team a chance and signed a contract with an exit clause. Despite the difficulties, he managed two victories, one in Malaysia and one in Mexico.

 

 

2017 Singapore Grand Prix accident.

 

In 2018 the situation changed. Red Bull knew that Max gave up good proposals to continue with the Austrians, and disappointing him would mean his departure. The car showed more stability, but it was not yet powerful enough for Red Bull to establish itself as a threat to Mercedes’ hegemony, achieving only two victories, in Austria and Mexico. However, Ricciardo’s car had many flaws, compromising the Australian’s performance. The announcement that Red Bull would use Honda engines from the following year caused suspicion in Ricciardo, who signed with Renault for the 2019 season. Verstappen preferred not to use the exit clause and remained with the team, which promised hard work with Honda around the Dutchman.

The promise was fulfilled in a very warm way because even though Verstappen was promoted to the position of first driver, Mercedes did not feel the tip of Red Bull’s claws. To make matters worse, the hiring of Pierre Gasly became a failure, as the Frenchman was unable to face the Ferrari drivers, who were not in a good phase at the beginning of the year, and prevented Red Bull from winning the runners-up championship. With Verstappen carrying the team on his back, director Helmut Marko decided to replace Gasly with Alexander Albon, from Toro Rosso, something similar to what happened between Kvyat and Max in 2016. Despite three good victories in Germany, Austria and Brazil Verstappen faced a lack of power in races that could make up for the deficit caused by Gasly, as in Russia, where his car failed to reach Charles Leclerc’s. His contract was due to expire in 2020, but the Dutchman decided to renew it for 2023.

 

2- Red Bull: glorious in the past, decadent in the present

 

Red Bull Racing emerged as a Formula 1 team in 2004 after the eponymous company bought the Jaguar team, whose partner was three-time champion, Jackie Stewart. The peak of the team occurred between the years 2010 and 2013, in which Sebastian Vettel secured the fourth championship for the team, defeating McLaren of Lewis Hamilton and Ferrari of Fernando Alonso.

During this period, the category employed turbo in their cars and Red Bull was able to assemble a chassis that would respond to the engine’s work. Vettel dominated the seasons feeling little danger from his opponents. Hamilton was disappointed with McLaren and Ferrari felt the bitterness of not winning a drivers’ championship since 2007 and a constructors’ championship since 2008. In 2014, with the ban on the turbo, the scenario of Formula 1 changed considerably. Australian Mark Webber, until then Vettel’s companion, gave way to fellow countryman Daniel Ricciardo, while Austrian Christian Horner assumed the role of team leader. The four-time champion’s car went through a sequence of breaks that prevented his score. Despite his first career victory, Ricciardo did not achieve much and Red Bull saw Hamilton’s rise in Mercedes and the dominance of the German team that lasts until today.

For those who do not remember the sequence of technical failures in Vettel’s car, it is the impression that Ricciardo beat his teammate for having more talent. Critics of the German use the 2014 season to this day as a justification for saying that Vettel should retire and that his titles are more a product of the turbo engine than his talent. However, the failure in 2014 does mean Vettel’s downfall. Feeling betrayed and neglected by the team, he signed with Ferrari for 2015, with the Italian team committing to pay for his breach of contract with the Austrian team.

 

Daniel Ricciardo and Sebastian Vettel in Red Bull. The German’s exit was the beginning of the teams downfall.

 

With Vettel at Ferrari, Red Bull hired Daniil Kvyat to race alongside Ricciardo. However, neither brought back the glory of German times. Kvyat gained the reputation of being a “Sunday driver” and his accidents cost him the place on the main team and the confidence of the leaders. Ricciardo gave the impression of being a “bureaucrat driver”, as he did not usually fight for bigger positions. Max Verstappen was not just a substitute for Kvyat in the eyes of Red Bull, but an opportunity to return to the position of champion, since the Dutchman had all the virtues found in Vettel: determination, boldness, courage, persistence, among others.

However, it is only possible to win a championship if there is a balance between the talent of the driver and that of the engineering department. The athlete cannot be afraid of challenges, but must also be prudent to avoid accidents. The car needs to match the driver’s performance, so electrical failures in the engine, brakes, oil or elsewhere are unacceptable. What seems obvious to fans seems not to be for Red Bull. Max’s boldness is constant, as it is clear that he always tries to overcome his opponents, no matter the situation. He is a driver who is not satisfied with points or podiums, as he seeks victory. His car, however, is the weakest among the so-called “top teams”. The question that remains in the air is: “How in good conscience can anyone claim to be a fan of Max Verstappen and forgive Red Bull for the crashes in 2017 and for giving him an average of just two wins a year?”.

 

3- Loyalty vs. Achievements

 

Max Verstappen’s first contract renewal with Red Bull in 2017 had already been a big surprise. In that year, some press outlets began to question the Dutchman’s talent, ignoring the real responsible for the retirements. This happened because the memory of an incompetent sports journalist is the same as the memory of a voter: short. Unlike Sebastian Vettel, who realized the team’s difficulties and moved to Ferrari, Verstappen was giving the team one more chance that provided an artificial atmosphere of distrust around a driver who doesn’t need to prove anything else.

Max never detailed the reasons why he chose to stay with the Austrian team, just saying that he trusted what the team planned for him. The contract offered was very interesting: the Dutchman would stay with Red Bull until 2020, but an exit clause gave him the freedom to choose another team if his expectations were not met. In other words, Red Bull was aware that Verstappen had refused great chances on other teams and would be willing to bear the consequences of the Dutchman’s choice.

 

Red Bull’s car instability costed victories and points to Verstappen. Anyway he refuses to leave the team.

 

Therefore, in 2018, it was believed that Red Bull would work hard to produce a car that matched Max’s talent so that he had a chance to compete for the title with Lewis Hamilton and Sebastian Vettel. Although his results were satisfactory, Verstappen was a little far from expected to become a champion: he had only two victories (Austria and Mexico) and nine more podiums. Hamilton had 11 wins and Vettel won five times that year. At the end of 2018, Verstappen varied the answers he gave to the press about expectations for 2019: sometimes said they were ready to fight for the championship, sometimes said they had no chance. Only one thing was irreducible: he would not leave Red Bull.

In 2019, the season was a little better, but also far from the first place: Max had three wins and six more podiums. Jos Verstappen even threatened to ask his son to leave Red Bull if the team was unable to compete for a title. With the end of the contract approaching, Formula One fans were curious to know what the fate of the young prodigy would be. As Verstappen did not indicate that he was willing to leave the team, Toto Wolff renewed with Valtteri Bottas. It was then, that on January 7, 2020, Verstappen gave Lewis Hamilton a great 35-year gift: he renewed with Red Bull until 2023. From what has been observed since 2017, Max’s loyalty binds him to his current team, but that alone does not guarantee achievements, as he lacks a competitive car (which he sometimes admits that Red Bull does not know how to do).

 

4- Myths and Truths

 

  •   Myth: Daniel Ricciardo left Red Bull in 2019 because the team was prioritizing Verstappen

 

This absurd theory created by Verstappen haters has been contradicted several times by Ricciardo himself, but now and then someone appears to say this on the internet. The fact is that the Australian driver left Red Bull in 2019 because he was unhappy, but it was not because of his teammate.

In 2017, Max started the year ahead of his teammate, reaching third place in the championship in the second race of the season, at the Chinese Grand Prix. However, the series of retirements that started at the Bahrain Grand Prix allowed Ricciardo to surpass him in the scoring. This does not mean, however, that the Australian had an easy year: despite his victory in Azerbaijan and eight more podiums, Daniel accumulated six retirements, the worst being in Mexico, where he had achieved pole position. The following year, he won twice (in China and Monaco), but had eight dropouts. Those who accuse Red Bull of providing Ricciardo with a worse car in 2018 to benefit Verstappen, should at the very least be consistent and admit that it seemed that in 2017 the team had done the opposite: damaged the Verstappen car so that Ricciardo overcame him in the championship.

 

Verstappen and Ricciardo keep their friendship after the Australian’s exit.

 

Still, in 2018, Red Bull executives announced that starting in 2019, the team would switch from Renault to Honda engines. The news surprised fans, as the Japanese supplier was at war with McLaren when it used its engines at the time of Fernando Alonso. The Spanish driver had several dropouts due to engine failures. Ricciardo said he did not want to have the same fate as Alonso, and aware that neither Mercedes nor Ferrari were interested in hiring him, the Australian traded Red Bull’s uncertainty for Renault’s likely stability. Unfortunately, the French team performed poorly in 2019, but it was not possible to guess that this would happen.

Ricciardo and Verstappen have already said that they miss each other and have been seen in moments of relaxation several times. That is, if Max were the reason Daniel left Red Bull, they would not have this healthy relationship after his departure for Renault.

 

  •    Truth: Mercedes had been showing interest in Verstappen since 2014

 

Toto Wolff does not hide his admiration for Max. The Mercedes team chief revealed in interviews that in 2014, when Verstappen was still in Formula Three, that the German team had tried to sign him for the future. However, Red Bull planned to put him in Formula 1 earlier than proposed by Mercedes. Max and his father Jos were more interested in the Red Bull offer and the young man debuted for Toro Rosso in 2015.

Virtually no driver in Formula One history has raced in just one team during his entire career (except in cases where the driver died or was fired in his debut year). The idea of ​​Verstappen leaving Red Bull to race for Mercedes in the future does not seem absurd. But the analysis of this possibility depends on demystifying yet another untruth that Verstappen haters love to utter.

 

  •   Myth: If he leaves Red Bull, Verstappen has nowhere to go

 

Toto Wolff called Jos Verstappen to talk many times. And, logically, the Mercedes team leader would not set up meetings with Max’s father to talk about a chapter of a soap opera or about the last football match, especially when it comes to the person who was already interested in hiring the young man when he was still was not in Formula One.

The current Mercedes drivers are champion Lewis Hamilton and Finn Valtteri Bottas. The latter has a peculiarity: all contracts signed so far have been valid for only one year. If Mercedes rejects Verstappen the way the haters claim, why doesn’t it hire Bottas to run for at least three years? The answer is simple: the German team knows that the Finn is not in a position to face Hamilton like Rosberg did, so he uses the driver as a buffer while Max remains at Red Bull. Some question whether Hamilton would allow the youngster to join Mercedes, but the fact is that the Englishman has no decisive power in the team. If he had, Rosberg would have been fired in 2015.

Another option for Max, although this is more unlikely, is Ferrari. The Italian team currently has Sebastian Vettel and Charles Leclerc, two drivers Verstappen does not get along with. The Dutchman has already stated that he would not mind running alongside Leclerc, but the Monegasque does not hide that he would not like to be his teammate. Vettel is a notorious rival to Max, with whom he has had several conflicts. Those are the reasons why Verstappen is less likely to go to Ferrari, despite the team showing interest in him in 2017.

 

  •    Truth: Verstappen’s lack of titles in Formula One is his team’s fault

 

Drivers are not responsible for the performance of their cars. This is the task of the engineering department, and consequently, of the engineers. Blaming Verstappen for engine, electrical or brake failures is stupid. Only in cases of accidents can the pilot be blamed, and even then accidents are analyzed to find out if he failed or not.

Max started 2017 as one of the title favorites. The championship was lost due to the abandonments, caused either by car failures or collisions caused by other drivers. In 2018 and 2019, there were several opportunities for lost victories because the performance of the car did not make it possible to overcome opponents of the top teams. Could it be that a driver who, at 19 years old, had broken six records and can run so well in the rain (as in Brazil in 2016, China in 2017 and Germany in 2019), really does not manage to be champion for “lack of talent”? Or is the car of the “competent” Red Bull only capable of guaranteeing a maximum of three victories per year?

 

5- Conclusion

 

Max Verstappen is one of the greatest talents in Formula One. His skills have been proven in several races, just look for the videos. However, his team, Red Bull Racing, has not yet been able to provide him with a competitive car that matches his determination. Who doesn’t remember the 2017 Mexican Grand Prix, in which the team asked him to slow down so as not to overload the car?

Verstappen has a good chance of being as successful a champion as Lewis Hamilton. He already has one of the keys to success in Formula One: talent. Only the other is missing: the car. But if he continues to give chances to a team that until now has only delayed his dream, this achievement risks being postponed to a point where he would find himself in a situation similar to that of Ricciardo: already at a certain age and without hopes of a title.

 

 

 What do you prefer? Winning eleven times with Mercedes or three times with Red Bull?

 

6- Sources

 

 

Photos

Note: None of the photos used in this article belongs to me. This site has informative intentions, not commercial. The links where I took the photos are indicated below. All copyrights reserved.

Análise da Temporada de Fórmula 1 de 2019

Olá, meus queridos leitores. Depois de muito tempo, nos encontramos de volta. Hoje relembraremos como foi o desempenho dos pilotos esse ano na Fórmula 1. Para melhor compreensão, eles serão agrupados de acordo com suas respectivas equipes. Sem mais enrolação, vamos à análise:

 

Atenção: Os quadrinhos contém uma análise humorística, já os textos uma análise séria. Não temos intenção de ofender ninguém, e buscamos brincar igualmente com todos.

 

  • Lewis Hamilton

 

 

Hamilton consagrou-se hexacampeão em 2019. Somando 413 pontos (cinco a mais que no ano passado), o inglês manteve uma constância de bons resultados, chegando ao pódio em 17 de 21 corridas e vencendo 11 vezes. No entanto, nem tudo no ano foi perfeito para Hamilton. Suas piores atuações foram na Alemanha, onde escorregou, bateu no muro, cortou caminho para o pit stop e foi penalizado com cinco segundos, e no Brasil, onde bateu em Alexander Albon e foi penalizado com a perda do terceiro lugar (embora tenha subido ao pódio para a celebração, pois os comissários demoraram a analisar o caso).

Essas duas exceções são surpreendentes para Hamilton, que sempre foi lembrado como um piloto prudente, que evita acidentes sempre que possível e, devido a isso, consegue manter uma sequência de bons resultados. No começo do ano, parecia que seu companheiro Valtteri Bottas traria uma ameaça. Porém, Bottas não é Nico Rosberg e não pôde aproveitar todo o potencial do carro da Mercedes para competir pelo título com Hamilton.

Hamilton também, infelizmente, foi alvo de um dos piores casos de racismo na história da Fórmula 1. No Grande Prêmio da Itália, após os comissários decidirem não penalizar Charles Leclerc, da Ferrari, por tê-lo espremido contra o muro (apenas o advertiram com uma bandeira branca e preta), os torcedores da tifosi vaiaram o inglês, segundo colocado na corrida, e imitaram macacos para ele. Hamilton respondeu com elegância, afirmando que os ferraristas não devem manchar seu conhecido entusiasmo com atitudes tão antiéticas. Hamilton foi a terceira vítima de decisões controvérsias dessa corrida, pois além dele, Lance Stroll (da Racing Point), indígena, e Alexander Albon (da Red Bull), asiático, também foram vítimas de decisões injustas que beneficiaram pilotos brancos.

Se por um lado a carreira atlética do inglês vai bem, fora das pistas ele se meteu em polêmicas. Vegano convicto, Hamilton aposta em sua popularidade para fazer ativismo pela causa vegana e realizar um trabalho de conscientização. No entanto, às vezes a emoção supera a razão e isso atrapalha as ações. Hamilton se posicionou sobre os incêndios na Amazônia postando uma foto antiga (cujo autor até já faleceu) e divulgou uma fake news há muito tempo desmentida por especialistas: de que a Amazônia é o “pulmão do mundo”, que produz 20% do oxigênio consumido pelos seres vivos (a verdade é que o oxigênio que respiramos provém dos oceanos; a Amazônia produz apenas 2% do oxigênio atmosférico e, como comunidade clímax, ela produz o oxigênio que ela mesma consome). Ou seja, antes de criar uma animosidade com populações de outros países divulgando informações falsas, Hamilton deveria pesquisar mais sobre o assunto que pretende discutir antes de falar como o especialista que ele não é. Caso contrário, sua popularidade apenas vai prejudicá-lo, pois ficaria mais conhecido como mentiroso do que como um ativista bem-intencionado. Toto Wolff já havia dado esse conselho a ele.

Portanto, a Lewis Hamilton damos os parabéns pelo título merecido e desejamos a ele muito sucesso em sua carreira e projetos. Mas, sempre pensando antes de agir.

 

  • Valtteri Bottas

 

 

Valtteri Bottas foi o vice-campeão de 2019, com 326 pontos (79 a mais que no ano passado). O finlandês teve uma temporada constante, com 15 pódios (entre eles quatro vitórias) em 21 corridas. Igual ao companheiro Lewis Hamilton, suas piores corridas foram na Alemanha e no Brasil. Na primeira, Bottas bateu no muro enquanto perseguia Lance Stroll, da Racing Point, na busca por um pódio. Na segunda, seu motor pifou.

Como a primeira corrida do ano foi vencida por Bottas, muitos achavam que ele seria o principal concorrente de Hamilton ao título de 2019. No entanto, embora o carro da Mercedes lhe rendesse bons resultados, Bottas não é o tipo de piloto que gosta de se arriscar por posições mais altas. Sua melhor corrida foi no Japão, onde passou Sebastian Vettel, da Ferrari, como um ninja, logo após a largada, e conseguiu uma ótima vitória. Porém, sua corrida em Mônaco escancarou o duplo-padrão que os comissários da FIA têm ao julgar os incidentes de prova. Bottas e Max Verstappen, da Red Bull, se enfrentaram nos boxes e o holandês perdeu o pódio ao ser punido com cinco segundos (o que promoveu Vettel ao segundo lugar e Bottas ao terceiro). No entanto, quando Charles Leclerc, da Ferrari, enfrentou Romain Grosjean, da Haas, nos boxes da Alemanha, os comissários simplesmente aplicaram uma multa à Cinderela.

Bottas pareceu mais confiante esse ano do que em 2018. De acordo com o que foi divulgado por Mariana Becker, repórter da Rede Globo, aparentemente esta confiança é resultado de um tratamento psicológico que o finlandês teria feito durante as férias. Também na vida pessoal de Bottas, ocorreu o divórcio de sua esposa Emilia Pikkarainen.

Desejamos boa sorte a Valtteri Bottas para o ano que vem e parabenizamos seu vice-campeonato. Esperamos que ele continue enfrentando suas dificuldades e consiga mais arrojo para ultrapassar seus adversários.

 

  • Max Verstappen

 

 

Max Verstappen foi o terceiro colocado no campeonato, com 278 pontos (29 a mais que no ano passado). Em 21 corridas, ele conseguiu nove pódios e três vitórias (Áustria, Alemanha e Brasil). Sua temporada foi mais constante que a de 2018, e Verstappen praticamente carregou sua equipe, a Red Bull, nas costas, pois seu primeiro companheiro do ano, Pierre Gasly, não era capaz de lutar por pódios e seu segundo companheiro, Alexander Albon, teve pouco tempo para conseguir os pontos necessários para a equipe subir no ranking. Consequentemente, mesmo com os problemas internos da Ferrari que prejudicavam a escuderia italiana, a Red Bull ficou atrás desta no campeonato de construtoras, em terceiro lugar.

Verstappen é o piloto que traz emoção às corridas, pois ele não tem medo de desafios e de se arriscar por posições melhores. Sua conduta não mudou muito em relação ao ano passado, porém teve menos acidentes: os únicos do ano foram com Kimi Raikkonen, da Alpha Romeo, na Bélgica, e com Charles Leclerc, da Ferrari, no Japão (este último incidente por culpa do piloto monegasco). Verstappen, no entanto, fica em desvantagem pela falta de competitividade do carro da Red Bull. Parece que os engenheiros da equipe austríaca são incapazes de produzir algo à altura do talento do jovem holandês. Consequentemente, Max perde oportunidades preciosas de vitória. Lembrando também que o motor Honda algumas vezes o deixou na mão durante as largadas, como na Áustria e na Alemanha, mas a vontade de Verstappen de vencer possibilitou que ele superasse esses contratempos e garantisse belas vitórias.

Muito se falou sobre a rivalidade travada entre Verstappen e Leclerc, principalmente depois do Grande Prêmio da Áustria, vencido por Max após uma bela ultrapassagem sobre o pole position Charles nas últimas voltas. Leclerc até hoje não superou esse trauma e, inclusive, até se recusou a cumprimentar o vencedor na sala dos pilotos (conduta mais mimada e antiesportiva possível). Entre estes dois jovens talentos, é nítido que embora Leclerc tenha um carro melhor, Verstappen tem mais experiência, mais coragem para enfrentar os adversários e mais destreza na direção. Caso o holandês fosse para uma equipe melhor (especula-se que Toto Wolff mais uma vez esteja tentando trazê-lo para a Mercedes), a disputa seria mais interessante.

Ano que vem termina o contrato de Max Verstappen com a Red Bull. Não sabemos se ele ficará nessa equipe, que não está à sua altura, ou se ele irá para a Mercedes. Mas desejamos a ele boa sorte e sabedoria em suas escolhas.

 

  • Alexander Albon

 

 

O estreante Alexander Albon começou o ano na Toro Rosso. Porém, a incompetência de Pierre Gasly fez com que Helmut Marko o trouxesse para a Red Bull, substituindo o francês. Albon marcou 92 pontos e quase conseguiu seu primeiro pódio, no Grande Prêmio do Brasil, mas foi acertado por Lewis Hamilton, da Mercedes, durante a corrida. Terminou o campeonato em oitavo lugar.

Até a sua promoção à Red Bull, Albon havia pontuado em cinco de 12 corridas com a Toro Rosso. Até a corrida na Alemanha, onde seu então companheiro Daniil Kvyat conseguiu um pódio, a disputa entre os dois pilotos estava equilibrada. Em sua primeira corrida com a nova equipe, na Bélgica, teve uma atuação digna de elogios, conquistando um quinto lugar. Outra atuação excelente foi na Rússia, onde largou dos boxes e conseguiu chegar em quinto. É nítido que Albon tem mais coragem e destreza que Gasly e, embora ainda não esteja ao nível de Verstappen, ele é o companheiro de equipe que a Red Bull esperava para o holandês desde a saída de Daniel Ricciardo para a Renault. Esperava-se que Gasly cumpriria o papel, mas este se revelou uma das maiores decepções do ano.

Além do acidente com Hamilton, outro acontecimento foi negativo para Albon. O tailandês foi jogado para fora da pista por Carlos Sainz Jr., piloto espanhol da McLaren, no Grande Prêmio da Itália. Porém, os comissários decidiram punir Albon, mesmo este sendo a vítima. Esta decisão, a segunda entre três controvérsias desta corrida, gerou suspeita de racismo, pois Albon (asiático) e mais dois pilotos de cor, Lance Stroll (da Racing Point, indígena) e Lewis Hamilton (negro), foram prejudicados injustamente por ações que beneficiaram pilotos brancos.

Alexander Albon é, sem dúvida alguma, a maior revelação da Fórmula 1 de 2019. Não é à toa que foi escolhido pela FIA como o Estreante do Ano (ainda que os “fãs” tivessem optado por Lando Norris, da McLaren, cujos resultados medíocres nem se aproximam dos de Albon). Desejamos ao tailandês boa sorte para o ano que vem e que ele continue fazendo excelentes corridas.

 

  • Sebastian Vettel

 

 

Sebastian Vettel terminou o campeonato no quinto lugar, com 240 pontos (80 pontos a menos que no ano passado). Este não foi um ano auspicioso para o alemão, que assistiu a Mercedes aumentando sua vantagem, a Red Bull tornando-se uma forte concorrente com Max Verstappen, e a briga interna na Ferrari entre as políticas tradicionais da escuderia e o novo companheiro de Vettel, Charles Leclerc.

Como explicado anteriormente no The Racing Track, a Ferrari mantém uma política interna de “campeão e escudeiro” que protege o primeiro piloto e obriga o segundo a servir como ajudante para garantir pontuações valiosas para a equipe. Foi assim com Michael Schumacher (“campeão”) e Rubens Barrichello (“escudeiro”), entre Fernando Alonso (“campeão”) e Felipe Massa (“escudeiro”) e entre Vettel (“campeão”) e Kimi Raikkonen (“escudeiro”). No entanto, Leclerc não aceitava essa política, pois mesmo sendo obrigado a ceder suas posições para Vettel na Austrália e na China, o monegasco conseguia mais pole positions e se julgava no direito de ser tratado como o “campeão” da equipe. Mas seus protestos não foram atendidos pela Ferrari, que continuou protegendo Vettel. A indignação do monegasco gerou atrito entre ele e o alemão, resultando algumas vezes em acidentes, como o duplo-abandono ferrarista no Brasil.

Vettel também não perdeu seu estilo arrojado e sua sede por superações. Porém, por ser o tipo de piloto que mais age do que pensa, acabou por causar acidentes que prejudicaram não só ele mesmo como sua equipe. Um grande exemplo é o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, quando Vettel, indignado por ter sido ultrapassado por Verstappen, acelerou e bateu na traseira do holandês, tirando ambos da pista temporariamente. Verstappen voltou para a pista e cruzou a linha de chegada em quinto lugar, mas Vettel, além de ser punido com 10 segundos, voltou em último, chegando inclusive atrás das Williams. Outro exemplo foi a batida em Lance Stroll, da Racing Point, na Itália após o alemão ter rodado e saído da pista. Mesmo sendo Stroll a vítima e Vettel admitindo o erro (inclusive pedindo perdão pessoalmente a Stroll), os torcedores italianos lançaram insultos racistas ao canadense por suas origens indígenas e esta corrida também foi marcada por uma das arbitragens mais controversas da história da Fórmula 1, com pilotos de cor recebendo punições indevidas e pilotos brancos sendo beneficiados.

Em 21 corridas, Vettel teve nove pódios e apenas uma vitória, em Singapura. O resultado desta corrida também não foi bem aceito por Leclerc, que acusou a Ferrari de demorar em seu pit stop para beneficiar Vettel. A equipe assumiu depois que realmente visou ajudar o alemão para garantir que ele tivesse ânimo para continuar a temporada. Mas não se pode tirar o mérito de Vettel. Ele não é um tetracampeão à toa. Só está passando por uma fase ruim como acontece com qualquer atleta. E, se até ano passado ele era um forte candidato ao título, não se pode afirmar que ele não tem mais condições de continuar na disputa.

Desejamos a Sebastian Vettel um 2020 com muita sorte e prudência. Ele é um dos pilotos que deixa a Fórmula 1 atual mais interessante.

 

  • Charles Leclerc

 

 

Charles Leclerc terminou 2019 no quarto lugar no campeonato, com 264 pontos (225 pontos a mais que no ano passado). A “Cinderela da Fórmula 1”, como foi apelidado, conseguiu sete poles positions, mais do que qualquer outro piloto do grid. Em 21 corridas, Leclerc teve 10 pódios e duas vitórias (Bélgica e Itália). Mas nem tudo foram flores para ele, pois o monegasco também foi o protagonista de uma das maiores polêmicas do ano na Fórmula 1.

Embora a mídia especulasse que Leclerc seria a próxima aposta da Ferrari para conquistar títulos, era claro que o jovem havia sido contratado como “escudeiro”, “posto” já ocupado por Rubens Barrichello (“escudeiro” de Michael Schumacher), Felipe Massa (“escudeiro” de Fernando Alonso) e Kimi Raikkonen (“escudeiro” de Sebastian Vettel). O motivo? Era óbvio. Por que uma equipe de ponta tão tradicional como a Ferrari iria destronar Vettel (que foi uma ameaça a Lewis Hamilton por dois anos) para dar lugar a um jovem menino cuja única experiência havia sido um ano na Sauber e cujos resultados haviam sido piores que os anos de estreia de pilotos da mesma faixa etária, como Max Verstappen e Lance Stroll? Apenas os cegos pelo fanatismo acreditaram que a escuderia de Maranello faria uma exceção especialmente para Leclerc.

“Cinderela”, porém, não reagiu bem às ordens da “madrasta”, que havia obrigado o piloto a ficar atrás de Vettel na Austrália e na China. Como Leclerc havia feito mais poles positions, e seria burrice mandá-lo parar para esperar Vettel (o que permitiria que outros pilotos o ultrapassassem), o monegasco quis desafiar a política interna tradicional da Ferrari e algumas vezes enfrentou o alemão. Este confronto gerou problemas para a equipe, como no duplo-abandono no Brasil.

Leclerc também provou não lidar bem com situações adversas, como na Áustria, onde perdeu a vitória para Max Verstappen, da Red Bull, nas últimas voltas, e se recusou a cumprimentar o holandês na sala de espera. Apenas o fez pelo Twitter, e muito provavelmente a mensagem foi escrita pela assessora de imprensa. Outro exemplo da atitude mimada de Leclerc foi em Singapura, onde ele acusou a própria equipe de sabotar seu pit stop para entregar a vitória a Vettel, gerando um clima de desconforto na Ferrari. No Japão, após bater em Verstappen, ele ficou com uma peça presa em sua asa dianteira e se recusou a ir para o box retirá-la, colocando em risco a segurança de Lewis Hamilton, da Mercedes, que vinha logo atrás. A peça chegou inclusive a desprender-se do carro e acertar o halo de Hamilton. Na Alemanha, enfrentou Romain Grosjean nos boxes e levou apenas uma multa. Na Itália, espremeu Hamilton contra o muro e levou apenas uma advertência (em uma das arbitragens mais controversas da Fórmula 1). Em Abu Dhabi, seu carro tinha irregularidades no combustível, mas também só recebeu uma multa. Ao que parece, os comissários têm medo de punir a “Cinderela”. Com isso, ele se tornou o segundo piloto mais mimado do grid, atrás de Lando Norris, da McLaren.

Leclerc foi obrigado a lidar com outra perda importante no ano: a de seu amigo Antoine Hubert, que faleceu em um acidente na Fórmula 2, um dia antes do Grande Prêmio da Bélgica, vencido pelo monegasco. Ele passou o resto do ano pilotando com uma mensagem de “descanse em paz” no volante.

Desejamos a Charles Leclerc um 2020 cheio de sabedoria e prudência, além de boa sorte. Ele tem muito talento, só precisa aproveitá-lo mais.

 

  • Sergio Pérez

 

 

Sergio Pérez terminou 2019 no décimo lugar do campeonato, com 52 pontos (10 a menos que no ano passado). Infelizmente, não obteve pódios esse ano, mas lutou constantemente por melhores resultados, que garantiram uma boa posição para a Racing Point no ranking de construtoras.

A temporada de 2019 pode ser resumida em um ano de transição para a Racing Point, pois foi o primeiro ano completo com os novos donos. Pérez conseguiu provar que não é o “monstro” que seu companheiro de 2018, Esteban Ocon, tentou fazer parecer (ver Entenda o Caso Esteban Ocon). Ocon o havia acusado de ser uma pessoa descontrolada, capaz de matar um adversário, mas em 2019, Pérez provou ser uma pessoa prudente e equilibrada, dando as boas-vindas ao novo companheiro, Lance Stroll, e a dupla teve uma temporada de bom relacionamento, tanto dentro quanto fora das pistas. O mexicano pontuou em 11 das 21 corridas do ano, oscilando entre o sexto e o décimo lugar. Seu feito mais marcante foi a ultrapassagem sobre Lando Norris, da McLaren, no Grande Prêmio de Abu Dhabi, levando o inglês às lágrimas e desbancando-o do décimo lugar do campeonato.

A Racing Point não foi capaz de fazer um carro competitivo o suficiente para enfrentar a Red Bull, como era o esperado pela equipe no começo do ano. Consequentemente, a escuderia britânica terminou o ano em sétimo lugar no ranking após o pódio de Pierre Gasly garantir o sexto lugar para a Toro Rosso. Muito do desempenho da Racing Point foi obtido graças a Pérez, devido a um péssimo trabalho do estrategista de seu companheiro e à dificuldade de Stroll de manter suas posições durante as corridas, embora o melhor resultado do canadense no ano (um quarto lugar na Alemanha) tenha sido melhor do que o melhor resultado do mexicano (sexto lugar no Azerbaijão e na Bélgica).

Na vida pessoal, Pérez foi agraciado com o nascimento de sua filha Carlota, sua segunda criança com Carola Martínez. Eles também são pais de Júnior, nascido em 2018.

Sérgio Pérez será uma importante peça para as futuras conquistas da Racing Point. Desejamos a ele boa sorte para o ano que vem.

 

  • Lance Stroll

 

 

Lance Stroll terminou 2019 em 15º lugar no campeonato, com 21 pontos (15 a mais que no ano passado). O canadense suspirou aliviado em uma equipe muito melhor que a Williams, cuja incompetência de seu setor de engenharia (comandado por Paddy Lowe) e de seus administradores (notadamente Claire Williams) prejudicaram sua temporada em 2018. Porém, 2019 provou de quem realmente era a culpa pelos maus resultados da Williams: Lowe e a herdeira de Frank Williams. Stroll começou o ano pontuando e totalizou seis chegadas à zona de pontuação. Mas talvez sua característica mais notável na temporada foram suas excelentes largadas que eram prejudicadas por performances preguiçosas no decorrer das provas.

É claro que Stroll, assim como a Racing Point, passava por um período de transição. O canadense estava em uma equipe com profissionais mais competentes e não havia um clima de tensão e animosidade como havia na Williams. Ele era visto como o salvador da escuderia, e não mais como o bode expiatório que Claire Williams e Paddy Lowe tentaram torná-lo para esconderem suas próprias falhas. A Racing Point, por outro lado, vivia seu primeiro ano completo sob nova gestão. Porém, Stroll desperdiçou muitas oportunidades de pontuação que poderiam ter rendido posições melhores à escuderia no campeonato de construtoras.

Stroll foi aclamado pela Fórmula 1 como o piloto que mais ganhou posições durante as largadas. Todavia, este feito não se traduziu em pontos, pois algumas voltas depois da largada (momento em que o canadense costumava a ganhar de seis a dez posições), o carro não mantinha o desempenho esperado e o piloto era facilmente ultrapassado por seus adversários. Isto, somado à falha de seu estrategista, que o chamava para as trocas de pneus mais tarde do que o devido, prejudicaram a performance do canadense. Foi o caso do Grande Prêmio da França, onde Stroll conquistava o sexto lugar, mas sua troca tardia de pneus o levou para o 13º lugar. Outro momento ruim foi o Grande Prêmio da Itália, onde ele garantia o sétimo lugar quando foi acertado por Sebastian Vettel, da Ferrari. Jogado para fora da pista, Stroll voltou em situação normal, mas Pierre Gasly, da Toro Rosso, em uma manobra para garantir uma punição ao piloto indígena e se beneficiar com isso, saiu temporariamente da pista para parecer que a culpa havia sido de Stroll. Vendo uma oportunidade de se vingar por terem sido obrigados a punir um piloto da Ferrari, os comissários puniram Stroll injustamente, marcando a primeira entre três decisões controversas da arbitragem que levaram à suspeita de racismo. Vettel chegou a se desculpar pessoalmente com Stroll, mas isso não impediu os torcedores fanáticos a atacarem o canadense por suas origens indígenas, provando que, infelizmente, a mentalidade colonialista e racista ainda está viva na Europa.

Mas nem tudo estava perdido para o jovem Stroll. Sua melhor corrida foi na Alemanha, onde chegou a liderar a volta por algum tempo e terminou em quarto lugar (o melhor resultado de sua equipe no ano). O portal WTF1 declarou que ele é oficialmente o segundo adolescente mais bem-sucedido da história da categoria, somente atrás de Max Verstappen. Isso prova que, mesmo os racistas tentando emplacar Lando Norris e George Russell (pilotos brancos europeus com resultados inferiores) como melhores, o único indígena do Canadá a pilotar na Fórmula 1 ainda mantém seu legado e seu lugar merecido na história (ver O Caso Lance Stroll: Um Indígena na Fórmula 1).

Desejamos a Lance Stroll um ano de 2020 com muita sorte e destreza. Esperamos que ele vença as dificuldades, supere seus limites e continue representando tão bem os indígenas na Fórmula 1.

 

  • Daniel Ricciardo

 

 

Daniel Ricciardo fez seu primeiro ano na Renault. Marcando 54 pontos (170 a menos que no ano passado), o australiano não teve o desempenho que esperava quando decidiu trocar a Red Bull pela escuderia francesa por não confiar no motor Honda. Terminou 2019 no nono lugar.

Ricciardo pontuou em oito de 21 corridas. Suas primeiras etapas resultaram em quebra. O motor Renault traiu sua confiança e o piloto ainda sofreu punições por irregularidades no carro que garantiam mais potência: como a largada do fim do grid em Singapura e a desclassificação no Japão. Com isso, a performance de Ricciardo foi altamente afetada e ele acabou comendo o pão que o diabo amassou.

O australiano pode ser considerado o piloto mais inteligente do grid, pois seus conhecimentos de engenharia estão acima dos de seus concorrentes. No entanto, a ineficiência da Renault desperdiçou o potencial que ele traria para a equipe. Ricciardo também é um dos nomes que mais luta por igualdade no tratamento entre as equipes e pilotos por parte da FIA e isso é uma qualidade muito nobre para o esporte.

Desejamos a Daniel Ricciardo um ano de sorte em 2020 e que ele consiga superar suas dificuldades. Talvez, como o próprio já esperava, não consiga lutar pelas melhores posições, mas que pelo menos ele possa manter uma constância de bons resultados.

 

  • Nico Hülkenberg

 

 

Nico Hülkenberg terminou 2019 no 14º lugar no campeonato, com 37 pontos (32 a menos que no ano passado). O alemão será substituído por Esteban Ocon na Renault em 2020, ficando sem vaga para o ano que vem.

A performance de Hülkenberg não foi das melhores. Pontuando em 10 de 21 corridas, tendo seu melhor resultado um quinto lugar no Grande Prêmio da Itália, sua falta de progresso se deve à ineficiência do motor Renault e à constante queda de desempenho que o piloto vem apresentando ao longo dos anos. O melhor momento de sua carreira foi sua pole position no Grande Prêmio do Brasil de 2010, corrida que ele não foi capaz nem de terminar no pódio. Mesmo assim, como todo mundo vira “lenda” ou quando morre ou quando se aposenta, de repente, os “fãs” de Hülkenberg saíram de sua hibernação de nove anos, e protestaram contra a volta de Ocon para a Fórmula 1, inclusive acusando o hispano-francês, baseado em fatos, de “piloto pagante” (ver mais sobre a polêmica em Entenda o Caso Esteban Ocon).

Desejamos a Nico Hülkenberg boa sorte em 2020 para onde quer que ele vá. Esperamos que seu substituto não traga mais problemas como os que ele trouxe em 2018.

 

  • Carlos Sainz Jr.

 

 

Carlos Sainz Jr. terminou 2019 no sexto lugar do campeonato, com 96 pontos (43 a mais que no ano passado). Sainz foi um dos três únicos pilotos fora de uma equipe de ponta a conseguir um pódio no ano (os outros foram Pierre Gasly e Daniil Kvyat, ambos da Toro Rosso), mas infelizmente não pôde comemorar devidamente porque os comissários demoraram para punir Lewis Hamilton, da Mercedes. Depois de herdar o terceiro lugar da corrida, ele recebeu uma homenagem de sua equipe, a McLaren, com direito a confetes, champanhe e Estrella Galicia (uma das patrocinadoras), mas sem público para assistir. Para piorar, durante a sessão de fotos, a equipe deixou seu companheiro Lando Norris tirar uma foto com a taça como se ele tivesse conquistado o título (parecia que ele tinha dito “Papai, quero a taça”, e o sr. Adam Norris havia pago para a equipe fingir que seu filho havia sido o conquistador do pódio).

Depois de um começo difícil, Sainz pontuou em 12 de 21 corridas, oscilando entre o quinto e o décimo lugar. Em algumas ocasiões, ele chegou a disputar posições com pilotos da Ferrari e da Red Bull logo após a largada, como no Grande Prêmio de Singapura, onde um choque com Alexander Albon, da Red Bull, o obrigou a parar mais cedo nos boxes.

Também com Albon, Sainz protagonizou um episódio lamentável de uma das corridas mais polêmicas da história da Fórmula 1: O Grande Prêmio da Itália de 2019. O espanhol jogou o tailandês para fora da pista e os comissários decidiram punir a vítima. O incidente entre Sainz e Albon foi o tira-teima para a acusação de racismo que pairou sobre a arbitragem da prova, pois além de Albon, que é asiático, outros dois pilotos de cor, Lance Stroll (da Racing Point), indígena, e Lewis Hamilton (da Mercedes), negro, foram prejudicados por decisões injustas que beneficiaram pilotos brancos.

Sainz foi o destaque da McLaren, vencendo seu companheiro de equipe por uma vantagem de 47 pontos. Mesmo assim, por uma questão de marketing, o espanhol não recebe o devido reconhecimento e as mídias digitais insistem em colocar Norris como melhor por ter largado à frente dele mais vezes do que o contrário. Tais marqueteiros e torcedores se esquecem que largada não quer dizer nada. O que conta não é o começo da corrida, e sim o final.

Desejamos a Carlos Sainz Jr. um ano de 2020 com mais sorte e mais conquistas. Seria muito prazeroso vê-lo mais vezes no pódio.

 

  • Lando Norris

 

 

Ah, Lando Norris… em minha observação o piloto mais superestimado do grid. O estreante inglês pela McLaren terminou 2019 em 11º lugar com 49 pontos. Filho de um empresário multimilionário (Adam Norris, do setor de investimentos), Lando não obteve resultados impressionantes e, para contornar a fama de “piloto pagante” que começava a se desenvolver na mídia inglesa, apostou em uma vasta campanha de marketing para convencer os torcedores e a própria Fórmula 1 de que ele deveria ser lembrado como um “piloto engraçado” e não como o filho que sairia de um casamento entre Damian Wayne e Veruca Salt.

Norris pontuou em 11 de 21 corridas, oscilando entre o sexto e o oitavo lugar. Apesar de ter largado à frente de seu companheiro Carlos Sainz Jr. mais vezes do que o contrário, o inglês foi derrotado pelo espanhol por 47 pontos. Seu ano de estreia não foi tão marcante como os de Max Verstappen e de Lance Stroll, por exemplo, pois não obteve pódios ou recordes.

Logo, suas condutas chamaram mais atenção que seu desempenho. No Grande Prêmio da Espanha, colidiu com Stroll, da Racing Point, e saiu xingando o canadense. O castigo veio a cavalo, quando seu carro pegou fogo no Grande Prêmio do Canadá. Na França, gritou com a equipe no rádio para que obrigasse Sainz a deixá-lo passar (requerimento que não foi atendido), e mesmo assim foi eleito “Piloto do Dia” por ter chegado em um simples nono lugar. Em Abu Dhabi, após ser ultrapassado por Sergio Pérez, da Racing Point, chorou no rádio. Ainda assim, os perfis oficiais da Fórmula 1 divulgavam cada peido que ele dava, tentando empurrá-lo goela abaixo dos torcedores mesmo suas atitudes na pista e no rádio não revelando carisma algum.

A campanha de marketing em torno de Norris contribuiu para o fortalecimento do racismo na Fórmula 1. É nítido que muitos torcedores e perfis midiáticos (sejam jornalísticos ou humorísticos) não se conformaram que a Fórmula 1 não é mais exclusividade de pilotos brancos europeus e não aceitaram a presença de um indígena na categoria. A solução encontrada foi uma guerra midiática, tentando emplacar a narrativa de que Stroll não merecia seu lugar na Fórmula 1 por ser bilionário (como se os pilotos brancos não tivessem patrocínio bilionário por trás de suas carreiras). Mesmo Stroll tendo conseguido em seu ano de estreia um pódio, uma largada da primeira fila e três recordes, tudo em um carro nada competitivo, e tendo seu melhor resultado em 2019 um quarto lugar na Alemanha, enquanto que um sexto lugar no Bahrein e na Áustria foram o melhor que conseguiu Norris, que até agora não possui pódios, largadas da primeira fila ou recordes, os racistas se negam a chamar o inglês de “piloto pagante” e continuam a desmerecer o canadense. Mas, fatos não ligam para sentimentos. Os fanáticos podem tentar omitir a fortuna de Norris (pois para um racista, um branco rico não é tão surpreendente quanto um indígena rico) e tentar convencer os mal informados de que ele é melhor que Stroll, mas os fatos provam que na verdade seria mais lógico considerar Norris o verdadeiro “piloto pagante” da Fórmula 1, e Stroll continua sendo o segundo adolescente mais bem-sucedido da Fórmula 1 (para ver uma análise mais completa, veja a reportagem O Caso Lance Stroll: Um Indígena na Fórmula 1).

A verdade é que o apelido de “meme lord” ou “lorde dos memes” dado a Norris nada mais é do que uma tentativa de esconder o desempenho mediano do piloto e de convencer a todos de que os brancos devem ser tratados como superiores aos indígenas, não importa o quão bem-sucedidos os indígenas sejam. Devido a seu comportamento reprovável, Lando Norris ganhou o apelido de “Veruca Salt”, a menina mimada de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

Desejamos a Lando Norris boa sorte para o ano que vem e mais maturidade, com menos postagens no Instagram e mais resultados na pista. Esperamos que a mídia pare de bajulá-lo e trate-o com o mesmo padrão que trataria qualquer outro piloto. Lembrando que não estamos dizendo que Norris é responsável pelo racismo na Fórmula 1, mas lamentavelmente ele é usado como escudo pelos racistas, pois usam um padrão duplo para julgar pilotos de cor em relação aos brancos.

 

  • Daniil Kvyat

 

 

Daniil Kvyat terminou o ano no 13º lugar, com 37 pontos. Foi o ano de retorno do russo à Fórmula 1 após um ano como terceiro piloto da Ferrari. Pontuou em 10 de 21 corridas e conquistou um pódio com o terceiro lugar na Alemanha, sendo um dos únicos três pilotos de fora das equipes de ponta a conseguir o feito (os outros foram seu companheiro Pierre Gasly e Carlos Sainz Jr., da McLaren).

Kvyat foi companheiro de Alexander Albon na primeira metade do ano, mantendo um equilíbrio de forças com relação ao tailandês. Esse equilíbrio se manteve com Gasly como novo companheiro. O lado “barbeiro” de Kvyat se manteve, com alguns acidentes como o do Grande Prêmio de Singapura, que tirou Kimi Raikkonen, da Alpha Romeo, da prova.

Na vida pessoal, Kvyat teve sua primeira filha, Penélope, do relacionamento com Kelly Piquet, filha do tricampeão Nelson Piquet. Seu pódio na Alemanha foi dedicado a ela.

Desejamos a Daniil Kvyat boa sorte para 2020. Esperamos que o próximo ano traga melhores resultados e menos acidentes.

 

  • Pierre Gasly

 

 

Pierre Gasly, a maior decepção do ano, terminou 2019 em sétimo lugar, com 95 pontos (66 a mais que no ano passado). Contratado pela Red Bull para substituir Daniel Ricciardo, que se mudou para a Renault, Gasly era a aposta da equipe austríaca para bons resultados, baseada no ótimo desempenho que ele teve com a Toro Rosso em 2018. No entanto, ele se revelou incapaz de lutar por posições à altura de uma equipe de ponta, não soube aproveitar as brigas internas da Ferrari que lhe trariam vantagens na pista, e fez com que a Red Bull não tivesse pontos o suficiente para vencer a Ferrari no ranking de construtoras. Um dos maiores exemplos de sua incompetência foi no Grande Prêmio da Áustria, onde não conseguiu passar Ricciardo mesmo tendo um carro muito superior. Com seu companheiro Max Verstappen carregando o time nas costas, o francês foi demitido e mandado de volta à Toro Rosso.

Provando que pilota melhor em equipe fraca do que em equipe de ponta, Gasly conseguiu um pódio no Grande Prêmio do Brasil com um segundo lugar. Ele foi o segundo de três pilotos de fora das equipes de ponta a conseguir um pódio (os outros foram seu companheiro Daniil Kvyat – que conseguiu o feito quando o francês estava na Red Bull – e Carlos Sainz Jr., da McLaren). No entanto, ele também protagonizou uma polêmica no Grande Prêmio da Itália: mesmo estando a metros de distância de Lance Stroll, piloto da Racing Point que havia sido atingido pelo ferrarista Sebastian Vettel, Gasly fingiu ter sido obrigado a deixar temporariamente a pista pela volta de Stroll. Os comissários, irritados por terem sido obrigados pelo regulamento a punir um piloto da Ferrari, encontraram uma oportunidade de vingança e puniram Stroll injustamente. Esta foi uma das três decisões controversas da corrida, somada à punição de Alexander Albon, piloto asiático da Red Bull, por ter sido jogado para fora da pista pelo piloto europeu Sainz, e a advertência branda ao ferrarista Charles Leclerc após ter espremido Lewis Hamilton, piloto da Mercedes e único negro no grid, contra o muro. Gasly parece ter algum problema pessoal contra pilotos indígenas (ou, no mínimo, apenas contra Stroll), pois no Grande Prêmio de Abu Dhabi, acusou o canadense de quebrar-lhe a asa dianteira, mesmo tendo sido o francês o autor de uma manobra imprudente numa tentativa de se colocar entre os dois pilotos da Racing Point. Numa tentativa de autopromoção, curtiu uma postagem mentirosa no Instagram do presidente de seu país, Emmanuel Macron, sobre os incêndios na Amazônia, provocando a indignação de torcedores brasileiros pelo suposto apoio de Gasly a uma mentalidade colonialista europeia.

Desejamos a Pierre Gasly um ano de 2020 com sorte e prudência. Esperamos que ele pare de concorrer com Lando Norris, da McLaren, o posto de piloto mais birrento do grid e tente valorizar o investimento que suas equipes fazem nele.

 

  • Kimi Raikkonen

 

 

Kimi Raikkonen terminou seu primeiro ano com a Alpha Romeo (herdeira da Sauber) em 12º lugar, com 43 pontos (208 a menos que no ano passado). Lembrando que Raikkonen já havia corrido antes pela Sauber, porém não se pode considerar Sauber e Alpha Romeo como a mesma equipe.

Com um carro nada competitivo, Raikkonen se esforçou ao máximo para garantir pontos preciosos a sua equipe. Pontuando em nove de 21 corridas, oscilando entre o sétimo e o décimo lugar (porém chegando em quarto no Grande Prêmio do Brasil), o finlandês teve ótimas atuações, como no Grande Prêmio da China, onde largou em 13º e cruzou a linha de chegada em nono após uma linda série de ultrapassagens. Raikkonen também superou seu companheiro de equipe, Antonio Giovinazzi, com 29 pontos de vantagem.

Desejamos a Kimi Raikkonen boa sorte para o ano que vem e esperamos que continue lutando por boas posições. Ele é um dos pilotos mais batalhadores do grid e suas disputas são sempre ótimas de se assistir.

 

  • Antonio Giovinazzi

 

 

Antonio Giovinazzi terminou 2019 no 17º lugar, com 14 pontos. Contratado pela Alpha Romeo para substituir o sueco Marcus Ericsson quando a Sauber mudou de gestão e de nome, o italiano pontuou em quatro de 21 corridas, tendo seu melhor resultado um quarto lugar no Grande Prêmio do Brasil.

O momento mais marcante do ano de Giovinazzi foi quando conseguiu liderar a volta no Grande Prêmio de Singapura (que terminou em décimo lugar). O carro nada competitivo da Alpha Romeo prejudicou seu desempenho, somado à falta de experiência considerável na Fórmula 1. Suas últimas corridas até sua contratação oficial foram os Grandes Prêmios da Austrália e da China de 2017, quando substituiu Pascal Wehrlein, que estava lesionado. Fora da categoria por quase dois anos (lembrando que em 2017 ele participou de apenas duas corridas), Giovinazzi passou por um ano de adaptação ao carro. E embora não tenha tido o mesmo desempenho de seu companheiro Kimi Raikkonen (que o venceu com uma vantagem de 29 pontos), Giovinazzi se manteve relativamente longe de incidentes, exceto pelo abandono na Grã-Bretanha (onde rodou e parou na caixa de brita) e o choque com Robert Kubica, da Williams, em Abu Dhabi.

Desejamos a Antonio Giovinazzi boa sorte para 2020 e que ele consiga se adaptar melhor ao carro. Cremos que ele tem o potencial suficiente para conseguir melhores resultados no futuro.

 

  • Romain Grosjean

 

 

Romain Grosjean terminou o ano em 18º lugar, com 8 pontos (29 a menos que no ano passado). Pontuando em apenas três das 21 corridas do ano, conseguindo um sétimo lugar na Alemanha e um décimo lugar na Espanha e em Mônaco, Grosjean teve um dos desempenhos mais medíocres de 2019 e a renovação de seu contrato gerou descontentamento por parte dos torcedores, pois a Haas estaria investindo em pilotos que há muito tempo deixam a desejar em vez de dar oportunidades a jovens que procuram uma oportunidade (como Pietro Fittipaldi e Sérgio Sette Câmara).

Começando o ano batendo em Lance Stroll, da Racing Point, no treino classificatório do Grande Prêmio da Austrália e logo após a largada do Grande Prêmio do Bahrein, Grosjean se destacou por suas barbeiragens típicas e suas reclamações no rádio. Nem mesmo seu companheiro Kevin Magnussen escapou dos confrontos, como no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, onde os dois se chocaram e causaram um duplo-abandono.

Desejamos a Romain Grosjean sorte para o ano que vem e mais prudência em sua direção. Esperamos que ele justifique o investimento da Haas e traga melhores resultados para sua equipe.

 

  • Kevin Magnussen

 

 

Kevin Magnussen terminou 2019 no 16º lugar, com 20 pontos (36 a menos que no ano passado). Os torcedores também não reagiram bem à notícia da renovação de seu contrato com a Haas, pois o desempenho do dinamarquês estava bem longe do esperado.

Pontuando em quatro de 21 corridas, oscilando entre o sexto e o nono lugar, Magnussen teve uma temporada medíocre, marcada por conflitos com seu companheiro Romain Grosjean, como o duplo-abandono no Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Sua vantagem em relação ao francês se deve por ter pontuado em uma corrida a mais do que o companheiro. Porém, para um piloto que teve um bom começo de carreira, Magnussen vêm apresentando um declínio em rendimento e, na opinião de muitos torcedores, não justifica o investimento da Haas.

Desejamos a Kevin Magnussen um 2020 com mais sorte e sabedoria. Mesmo que não consiga os mesmos resultados do começo de sua carreira, esperamos que ele possa contornar as dificuldades e superar seus limites.

 

  • Robert Kubica

 

 

A surpresa de 2019, Robert Kubica terminou o ano em 19º lugar com apenas um ponto (o único de sua equipe), obtido no Grande Prêmio da Alemanha após ser promovido para o décimo lugar depois da dupla da Alpha Romeo (Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi) ser punida com 30 segundos para cada piloto. O polonês regressou à Fórmula 1 depois de anos afastado devido a um acidente em 2011. Pressionada pelo discurso dos empresários de Kubica (entre eles o campeão de 2016, Nico Rosberg), a Williams via na contratação do polonês uma oportunidade de atrair investimentos de empresas polonesas e conseguir mais atenção midiática. A escuderia inglesa, porém, percebeu que Kubica não resolveria os problemas administrativos e financeiros que enfrenta há alguns anos.

Após tentarem convencer a mídia e os torcedores de que seus pilotos eram os culpados pelos problemas da Williams em 2018, Paddy Lowe e Claire Williams apostaram em uma dupla nova para 2019. No entanto, o rendimento do carro piorou e não havia mais bodes expiatórios. Lowe optou por deixar o departamento de engenharia alegando problemas pessoais, e caiu em cima de Claire toda a culpa pelo mal funcionamento da escuderia de seu pai. Antes de contratarem Kubica, deveriam ter pensado que as sequelas do acidente que lesionou o braço esquerdo do piloto demandariam um carro adaptado, o que significaria mais gastos. Uma equipe com problemas financeiros não deveria assumir esse risco, até por que não havia garantias de que Kubica, afastado da categoria por oito anos, traria bons resultados que justificassem tal investimento.

Dois momentos marcaram o ano do polonês: sua temporária condecoração como “Piloto do Dia” do Grande Prêmio da Áustria (que depois se revelou como um erro de sistema, pois o verdadeiro eleito havia sido Max Verstappen, da Red Bull), e seu choque com o holandês nos boxes do Grande Prêmio do Brasil. Felizmente, o incidente não prejudicou a prova como havia ocorrido no ano anterior graças à imprudência de Esteban Ocon, e Kubica foi penalizado com cinco segundos.

Não podendo arcar com os custos do polonês, a equipe o demitiu e contratou o canadense de ascendência iraniana Nicholas Latifi para substituí-lo em 2020. Um fato curioso é que o volante adaptado de Kubica que havia sido encomendado para o começo do ano só chegou na segunda metade da temporada, provando que a Williams ainda sofre com problemas de prazo na entrega tanto de equipamentos quanto de resultados.

Desejamos a Robert Kubica boa sorte para ano que vem, seja lá qual for o seu destino. Foi muito legal ver que, apesar do resultado ter sido fruto de uma punição a adversários, ele conseguiu no mínimo trazer um ponto para sua equipe, coisa que seu companheiro de time, George Russell, não foi capaz de fazer mesmo estando com o corpo perfeitamente saudável. Kubica foi um exemplo de superação esse ano.

 

  • George Russell

 

 

George Russell foi o último colocado no campeonato (em 20º lugar), sendo o único piloto incapaz de pontuar em 2019. Grande parte da culpa por seu fraco desempenho foi a incompetência de sua equipe, a Williams, e a crise financeira e administrativa que a escuderia passa.

Uma curiosidade sobre Russell é que, mesmo sem querer, ele foi uma peça no jogo de uma guerra publicitária racista contra Lance Stroll, da Racing Point. Mesmo Stroll tendo pontuado em seis ocasiões, tendo seu melhor resultado um quarto lugar na Alemanha, e Russell sendo o único do grid a não pontuar sequer uma vez, alguns veículos midiáticos insistem que ele é melhor que o canadense. Este absurdo só tem uma explicação lógica: Russell é branco e europeu, Stroll é caboclo (mestiço de branco com indígena), e ainda há pessoas que desejam que a Fórmula 1 volte a ser dominada exclusivamente por brancos de etnia europeia (sejam estes nascidos na Europa ou descendentes exclusivamente de europeus). Para mais explicações, consultar a reportagem O Caso Lance Stroll: Um Indígena na Fórmula 1.

Apesar deste lamentável fato, Russell não esteve blindado de ataques. Apesar de ter sido derrotado nos resultados finais pelo companheiro Robert Kubica, os torcedores poloneses não admitiram que o inglês tivesse largado à frente de Kubica em todas as corridas. Consequentemente, Russell foi alvo de ataques na internet, muitos de conotações homofóbicas. Isso prova que o esporte deve combater, além do racismo, a homofobia.

Desejamos a George Russell boa sorte para o ano que vem e que ele possa pontuar em várias corridas. Não se pode afirmar sobre o potencial de Russell, já que seu carro o impediu de triunfar, mas é nítido que, se ele espera melhores resultados em sua carreira, deve deixar a Williams.

 

De maneira geral…

 

A temporada de 2019 se diferenciou da de 2018 pela incapacidade da Ferrari de competir com a Mercedes pelo título. A Red Bull provou mais uma vez que detém pilotos excelentes, mas não consegue produzir um carro à altura. A Mercedes se beneficia por seu carro mais potente em relação ao grid, enquanto a Ferrari sai prejudicada pela falta de liderança de Mattia Binotto (substituto do veterano Maurizio Arrivabene) e o conflito interno entre a política tradicional da equipe e seus pilotos, Sebastian Vettel e Charles Leclerc. Corridas como a da Alemanha e do Brasil se destacaram pela emoção e adrenalina, enquanto que outras, como França, mereciam ser retiradas do calendário. O duplo-padrão adotado pelos comissários para julgar incidentes, como em Mônaco e na Itália, mancham a imagem da categoria, e existem pilotos que lutam contra essa política, como Max Verstappen, Sergio Pérez e Daniel Ricciardo. Não se sabe se 2020 trará mais mudanças, mas presenciamos em 2019 o princípio de uma revolução que contrasta com os anos de 2017 e 2018.

Análise Grande Prêmio da Hungria de 2019 | 2019 Hungarian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 4 de agosto de 2019, o Grande Prêmio da Hungria foi bem diferente da versão anterior. O fim de semana foi surpreendente. Max Verstappen (Red Bull) fez sua primeira pole position e se tornou o 100º piloto da história da Fórmula 1 a largar da primeira posição do grid. Valtteri Bottas (Mercedes) afirmou em entrevista que seria “mais agressivo” para conquistar a vitória. Mas não foi o que aconteceu.

Com Max Verstappen largando na pole position e o companheiro Bottas em segundo, Lewis Hamilton largou em quarto, com Charles Leclerc (Ferrari) e seu companheiro Sebastian Vettel logo depois. Após a largada, a dupla da Mercedes se enfrentou, com Bottas levando a pior. O finlandês ainda levou um toque de Leclerc e foi obrigado a trocar a asa dianteira. Enquanto isso, Daniel Ricciardo (Renault) fazia uma corrida de superação. Largando em último devido a uma punição, o australiano não desistiu de buscar uma boa colocação e conseguiu vencer muitos adversários.

A briga mais emocionante era entre Verstappen e Hamilton. O inglês tinha um carro melhor, mas Max estava bem longe. A Red Bull fez o pit stop antes e isso deu mais vantagem para o holandês. No entanto, o bom desempenho de Lewis permitiu que a diferença fosse diminuída a cada volta.

A previsão era de que Hamilton só chegaria em Verstappen na última volta. No entanto, o inglês se aproximou faltando cinco voltas para o final. Lewis havia feito duas trocas de pneus (uma de médio para duro e outra de duro para médio), enquanto Max apenas uma (de médio para duro). O desgaste de pneus do carro da Red Bull foi o fator decisivo para o inglês levar a vitória. Também na última volta, Leclerc permitiu que Vettel o ultrapassasse, depois de ambos terem passado a corrida inteira sem chances de alcançar os líderes. O único abandono do dia foi de Romain Grosjean (Haas), que foi recolhido em sua garagem.

O Grande Prêmio da Hungria de 2019 foi uma surpresa. Devido ao fato do Hungaroring ser uma pista de difícil ultrapassagem, as corridas nele tendem a ser monótonas, como foi o caso do ano passado. No entanto, embora não tenha tido grandes duelos, essa edição trouxe uma boa disputa entre Verstappen e Hamilton. Max consegue sua primeira pole, seu primeiro pódio na Hungria e a volta mais rápida da prova. Ainda há esperanças de que esse piloto supertalentoso ultrapasse Bottas no campeonato.

Ficar na Red Bull ou ganhar na Mercedes?

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9,5
  2. Max Verstappen: 10
  3. Sebastian Vettel: 6
  4. Charles Leclerc: 9
  5. Carlos Sainz Jr.: 8
  6. Pierre Gasly: 7
  7. Kimi Raikkonen: 8
  8. Valtteri Bottas: 9
  9. Lando Norris: 7
  10. Alexander Albon: 7
  11. Sergio Pérez: 5
  12. Nico Hülkenberg: 5
  13. Kevin Magnussen: 5
  14. Daniel Ricciardo: 9
  15. Daniil Kvyat: 5
  16. George Russell: 5
  17. Lance Stroll: 4
  18. Antonio Giovinazzi:
    4
  19. Robert Kubica: 3

Abandonou:

20. Romain Grosjean: 4

Driver
of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor
piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Robert Kubica


Análise GP da Alemanha de 2019 | 2019 German Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 28 de julho de 2019, o Grande Prêmio da Alemanha começou debaixo de chuva. Nos treinos classificatórios, a Ferrari enfrentou sérios problemas: Sebastian Vettel não participou da sessão devido a um problema no turbo, sendo obrigado a largar em último, enquanto Charles Leclerc teve um imprevisto com o combustível e teve que largar em 10º.

Lewis Hamilton (Mercedes), que sofria de amidalite no sábado, largou da pole position, com Max Verstappen (Red Bull) em segundo. O safety car foi acionado ainda na volta de apresentação, que acabou se prolongando mais do que o esperado (houve, praticamente, seis voltas de apresentação). Na largada, o carro de Verstappen não acelerou em tempo e ele acabou sendo ultrapassado por alguns pilotos (como houve na largada do Grande Prêmio da Áustria desse ano). No entanto, isso não atrapalhou o ótimo desempenho do holandês.

A chuva dificultava o desempenho dos carros. O primeiro a abandonar a prova foi Sergio Pérez (Racing Point), que escorregou, rodou na pista e bateu no muro. O safety car foi acionado. Esta corrida foi marcada por muitos acidentes devido ao piso escorregadio nas voltas. Vettel fazia uma boa recuperação, enquanto Valtteri Bottas (Mercedes), o mais beneficiado pela largada ruim de Verstappen, sentia a ameaça holandesa se aproximando, para delírio dos torcedores de Max que lotaram algumas arquibancadas do circuito de Hockenheim.

Se por um lado Max ia bem, por outro seu companheiro Pierre Gasly lutava contra adversários de equipes como Haas e Renault. Lembrando que o francês também perdeu muitas posições na largada, revelando alguns problemas a serem resolvidos pela Red Bull. Para a sorte de Gasly, Daniel Ricciardo (Renault) enfrentou uma falha no motor semelhante à que ocorria frequentemente em 2017 e 2018 quando o australiano ainda estava na Red Bull. Ele foi o segundo piloto a abandonar a prova. Algum tempo depois, Lando Norris (McLaren) também bateu o carro no muro e deixou a corrida.

Kevin Magnussen (Haas) partiu para uma manobra arriscada e colocou pneus macios de pista seca enquanto o circuito ainda estava com partes molhadas. Muitos pilotos da ponta fizeram o mesmo, menos a Red Bull, que trocou os pneus de Verstappen para médios. Como teve um pequeno escorregão e acabou rodando, Max chegou a se irritar com a escolha, mas depois ela se revelou vantajosa. Leclerc, que havia colocado pneus macios, terminou batendo no muro e parando na brita, abandonando a corrida em lágrimas sob uma chuva de aplausos.

Com o safety car na pista, Verstappen assumiu a liderança, seguido por Nico Hülkenberg (Renault) e Bottas. Porém, com a saída do safety car, o finlandês passou o alemão e Hamilton, que estava em quarto, fez o mesmo. Pouco tempo depois, Hülkenberg teve uma batida semelhante à de Leclerc e deixou a prova. Hamilton acabou escorregando na mesma curva, bateu no muro e quebrou a asa dianteira. Por cortar o caminho para o pit stop (o qual a Mercedes fez da forma mais atrapalhada possível), o inglês foi penalizado com 5 segundos. Vale lembrar que no começo da corrida, Leclerc e Romain Grosjean (Haas) se enfrentaram nos boxes, mas os comissários multaram a Ferrari em vez de punir o monegasco.

Com as paradas nos boxes, Lance Stroll (Racing Point) chegou a liderar a prova, mas Verstappen recuperou a posição. Em seguida, Daniil Kvyat (Toro Rosso) assumiu o segundo lugar. Quando Bottas se aproximou de Stroll para ameaçá-lo, acabou batendo no muro e abandonando a prova também. Sem dúvida, o piloto do dia deveria ser esse muro…

Hamilton foi obrigado a fazer outras trocas de pneu, caindo para último e conseguindo apenas passar a dupla da Williams. Vettel conseguiu alcançar o segundo lugar, mas Verstappen estava muito longe. Na última volta, Gasly bateu perto dos boxes e abandonou.

Max Verstappen foi o grande vencedor da prova, com Sebastian Vettel em segundo, Daniil Kvyat em terceiro e Lance Stroll em quarto. A Mercedes sai humilhada da Alemanha, sem pontos e com um abandono. Verstappen novamente dá provas de seu grande talento, enquanto Stroll prova para seus críticos que ele pode sim lidar com situações adversas. Sem dúvidas, foi uma corrida excelente.

Atualização: Os comissários da FIA decidiram punir a dupla da Alfa Romeo (Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi) com 30 segundos para cada piloto por irregularidades na embreagem que teriam dado vantagens na largada. Consequentemente, eles perderam as posições de 7º e 8º e terminaram a corrida em 12º e 13º. Com isso, Lewis Hamilton ganhou dois pontos e Robert Kubica (Williams) um ponto.

Alguém deve ter feito a dança da chuva para essa corrida, não é, Lance?

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Sebastian Vettel: 9
  3. Daniil Kvyat: 8
  4. Lance Stroll: 10
  5. Carlos Sainz Jr.: 8
  6. Alexander Albon: 8
  7. Romain Grosjean: 6
  8. Kevin Magnussen: 6
  9. Lewis Hamilton: 8
  10. Robert Kubica: 5
  11. George Russell: 5
  12. Kimi Raikkonen: 9
  13. Antonio Giovinazzi: 7

Abandonaram

  1. 14.Pierre Gasly: 4
  2. 15. Valtteri Bottas: 7
  3. 16. Nico Hülkenberg: 7
  4. 17. Charles Leclerc: 7
  5. 18. Lando Norris: 6
  6. 19. Daniel Ricciardo: 6
  7. 20. Sergio Pérez: 6

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lance Stroll

Pior piloto: Pierre Gasly

Análise GP da Áustria de 2019 | 2019 Austrian GP Analysis

Ocorrido no dia 30 de junho de 2019, o Grande Prêmio da Áustria foi a corrida mais surpreendente do ano. Começou de um jeito e terminou de outro. Emocionante ao máximo, a prova se destacou pelas inúmeras ultrapassagens e pelos quase infinitos fãs de Max Verstappen (Red Bull), vestidos de cor de laranja, que vieram prestigiar o jovem prodígio da Fórmula 1.

Charles Leclerc (Ferrari) largou da pole position. Como Lewis Hamilton (Mercedes) foi punido por atrapalhar Kimi Raikkonen (Alpha Romeo), não pôde largar ao lado do jovem. A segunda posição foi herdada por Verstappen. Logo na largada, o carro de Verstappen apresentou problemas e o holandês caiu de 2º para 7º lugar. Tudo parecida perdido. Ledo engano.

Sebastian Vettel (Ferrari), que largou em 9º, teve facilidade para ultrapassar Lando Norris (McLaren) e foi guiando seu carro para o 3º lugar. Por outro lado, Pierre Gasly (Red Bull) decepcionou mais uma vez e teve enormes dificuldades para ultrapassar pilotos como Norris e Raikkonen. Hamilton acabou passando duas vezes em cima de uma zebra alta e teve problemas na asa. Seu companheiro Valtteri Bottas nem sequer se aproximava de Leclerc.

Verstappen ultrapassava seus adversários de maneira tímida. Poucos acreditavam em seu sucesso (apenas 9% dos espectadores da Globo acreditavam em vitória). Mas quando chegou a vez dos pit stops, tudo mudou. Vettel teve uma parada vergonhosa, com os mecânicos se atrapalhando e fazendo o alemão perder posições preciosas. Quando Hamilton assumiu a liderança, conseguiu uma boa distância, perdida no pit stop de 11 segundos no qual trocou a asa dianteira. Verstappen tornou-se o líder antes de parar. Leclerc voltou à liderança.

Mas, inacreditavelmente, Verstappen voltou com força máxima. Voltando para a pista à frente de Hamilton, ele passou Vettel com facilidade. Bottas estava longe, mas a diferença foi caindo gradativamente. O finlandês também foi superado e o holandês começou a caça a Leclerc.

Leclerc deu tudo o que pôde, mas não conseguiu impedir a chegada do Furacão Max. Verstappen superava cada retardatário e chegava bem perto do monegasco. Faltando duas voltas para o fim, os dois se encontraram de forma violenta e Max levou a melhor. Leclerc havia tentado segurar sua posição colocando-se ao lado do holandês e acabou saindo para fora. Até o fechamento dessa matéria, o resultado da investigação ainda não saiu.

Max Verstappen foi o brilhante vencedor da prova. Charles Leclerc foi o segundo e Valtteri Bottas foi o terceiro. Essa é a 6ª vitória de Max na carreira, segunda dele em Spielberg, e primeira vitória de uma equipe que não a Mercedes esse ano. Max deu um show de perseverança e trabalho duro, ultrapassou seus adversários com maestria e deu um espetáculo maravilhosamente incrível para seus fãs. Leclerc, pelo contrário, permaneceu com cara de luto no pódio, parecendo a Cinderela quando a madrasta tentou impedi-la de provar o sapatinho de cristal. Não é à toa que Max é chamado por muitos de “A reincarnação de Ayrton Senna”.

Atualização 1: Os comissários decidiram que não houve irregularidades. A vitória do Max foi mantida e o Leclerc ficou de mimimi.

Max Verstappen: o verdadeiro Furacão Max

Notas

 

Corrida: 10

 

Pilotos

 

  1. Max Verstappen: 10
  2. Charles Leclerc: 9
  3. Valtteri Bottas: 8
  4. Sebastian Vettel: 9
  5. Lewis Hamilton: 8
  6. Lando Norris: 7
  7. Pierre Gasly: 2
  8. Carlos Sainz Jr.: 7
  9. Kimi Raikkonen: 8
  10. Antonio Giovinazzi: 8
  11. Sergio Pérez: 6
  12. Daniel Ricciardo: 6
  13. Nico Hülkenberg: 6
  14. Lance Stroll: 6
  15. Alexander Albon: 6
  16. Romain Grosjean: 6
  17. Daniil Kvyat: 3
  18. George Russell: 3
  19. Kevin Magnussen: 3
  20. Robert Kubica: 3

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Pierre Gasly (quanto sofrimento pra passar o Norris, Raikkonen e Ricciardo, hein… isso porque está na Red Bull… imagine na Williams…)

Atualização 2: A Fórmula 1 havia noticiado Robert Kubica como o Driver of the Day, no entanto foi confirmado pela própria que tudo não passou de um engano e o verdadeiro Driver of the Day foi Max Verstappen.

Max Verstappen

English

Technical file

Full name: Max Emilian Verstappen

Birth date: September 30th, 1997

Birthplace: Hasselt, Limburg, Flanders, Belgium

Height: 1,80 m (5 ft 10)

Weight: 67 kg (147,7 lbs)

Astrological sign: Libra

Religion: Protestant (Dutch Reformed Church)

Formula One debut: 2015 Australian Grand Prix  (17 years old)

Country: Netherlands (Holland)

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Ficha técnica

Nome completo: Max Emilian Verstappen

Data de nascimento: 30 de setembro de 1997

Local de nascimento: Hasselt, Limburgo, Flandres, Bélgica

Altura: 1,80 m

Peso: 67 kg

Signo: Libra

Religião: Protestante (Igreja Reformada Holandesa)

Estreia na Fórmula 1: Grande Prêmio da Austrália de 2015 (17 anos)

País: Países Baixos (Holanda)