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Análise do Grande Prêmio da França de 2021 | 2021 French Grand Prix Analysis

O Grande Prêmio da França de 2021 ocorreu no dia 20 de junho. O esperado era uma corrida sem emoção, pois o palco era o Circuito de Paul Ricard. No entanto, as últimas voltas surpreenderam.

Max Verstappen (Red Bull) largou da pole position, ao lado de Lewis Hamilton (Mercedes). Valtteri Bottas (Mercedes) e Sergio Pérez (Red Bull) completaram a segunda fila. Embora tenha feito uma boa largada, Verstappen quase perdeu o controle do carro na curva 2 e acabou sendo ultrapassado por Hamilton. Pérez e Bottas também disputaram posições, mas o carro do finlandês tinha um rendimento melhor. Já Charles Leclerc (Ferrari) não tinha a mesma sorte: foi ultrapassado por muitos concorrentes devido ao fraco desempenho de seu carro. Os dois pilotos da Haas, Nikita Mazepin e Mick Schumacher tiveram um toque, como houve no Azerbaijão.

Ainda no começo da prova, no fim do grid, Lance Stroll (Aston Martin) conseguia superar vários adversários. O canadense largou em penúltimo lugar devido a complicações no treino classificatório (teve sua volta deletada por exceder os limites de pista, e a bandeira vermelha causada pela batida de Mick Schumacher o impediu de tentar uma boa classificação). O mesmo ocorreu com Yuki Tsunoda (AlphaTauri), que largou dos boxes porque alguns problemas no carro o impossibilitaram de participar do treino classificatório.

Outro piloto de destaque foi Pierre Gasly (AlphaTauri), que travou boas disputas, por exemplo com Esteban Ocon (Alpine) e Carlos Sainz Jr. (Ferrari). Lando Norris (McLaren), falhou em ultrapassar o companheiro Daniel Ricciardo e acabou na área de escape. Ele só conseguiu a ultrapassagem no meio da corrida, com Ricciardo não apresentando resistência. O ítalo-australiano fez um bom começo de prova, tendo um de seus principais momentos uma notável ultrapassagem sobre Fernando Alonso (Alpine). Seu pit stop também foi um dos mais rápidos da corrida, durando 2.3 segundos. Enquanto isso, os pit stops de Leclerc o colocavam em situações cada vez mais difíceis. O primeiro deles o levou para o penúltimo lugar do grid.

A pista abrasiva levou muitos pilotos a trocarem seus pneus perto da volta 10. Aparentemente as equipes da frente do grid, que haviam largado de pneus mais macios, fariam duas trocas, enquanto os pilotos com pneus duros apenas uma. Verstappen fez sua troca antes das Mercedes, planejando um undercut. A parada de Hamilton foi mais rápida e o inglês voltou bem próximo de Max. Pérez assumiu temporariamente a liderança, mas após o pit stop, as Mercedes levaram vantagem. Enquanto isso, a Aston Martin protelava ao máximo as trocas de pneus de seus pilotos. Consequentemente, tanto Stroll quanto Sebastian Vettel tiveram que lutar pelos últimos lugares da zona de prontuação. É a segunda vez na carreira de Stroll que as más estratégias de pit stops de sua equipe o impedem de terminar a corrida em um lugar mais alto (isso aconteceu também em 2019, quando a escuderia se chamava Racing Point).

Nas últimas voltas, Verstappen trocou os pneus, em mais uma tentativa de undercut. A Mercedes, no entanto, optou por não chamar nenhum de seus pilotos para o box. Isso acabou sendo uma má estratégia. Algum tempo depois de ultrapassar Pérez, Verstappen chegou em Bottas. O finlandês apresentou certa resistência, mas a ultrapassagem do holandês foi inevitável. Depois, Verstappen alcançou Hamilton, e embora tenha pego um pouco de trânsito com os retardatários na volta 51, o piloto da Red Bull duelou com o inglês até o fim e o ultrapassou na penúltima volta. Como um bônus, fez a volta mais rápida e conquistou um ponto extra. Além disso, Pérez superou Bottas na curva 11, e embora os comissários tivessem suspeitado de que o mexicano tivesse excedido os limites da pista, nenhuma investigação foi feita.

Max Verstappen foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo e Sergio Pérez. Consequentemente, o holandês se mantém como o líder, com 12 pontos de vantagem para o inglês. Verstappen tinha muitas expectativas para essa corrida, buscando “recuperar os 25 pontos que perdeu em Baku” (se referindo ao furo em seu pneu que o impediu de vencer o Grande Prêmio do Azerbaijão). Se as expectativas do jovem piloto da Red Bull foram atendidas, a dos torcedores foram superadas. As corridas em Paul Ricard tendem a ser chatas, pois a pintura do autódromo dificulta a compreensão do traçado e perde-se muito tempo nos pit stops. No entanto, a batalha entre Verstappen e Hamilton mudou completamente a configuração da prova, com Max mais uma vez superando cada dificuldade com maestria. Nada consegue parar esse príncipe da Fórmula 1.

Quando Max Verstappen está inspirado, nada consegue pará-lo.

Notas

Corrida:

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Lewis Hamilton: 9,5
  3. Sergio Pérez: 9,5
  4. Valtteri Bottas: 8,5
  5. Lando Norris: 8
  6. Daniel Ricciardo: 8
  7. Pierre Gasly: 9
  8. Fernando Alonso: 8
  9. Sebastian Vettel: 7
  10. Lance Stroll: 10
  11. Carlos Sainz Jr.: 5
  12. George Russell: 5
  13. Yuki Tsunoda: 10
  14. Esteban Ocon: 5
  15. Antonio Giovinazzi: 4
  16. Charles Leclerc: 4
  17. Kimi Raikkonen: 4
  18. Nicholas Latifi: 4
  19. Mick Schumacher: 1
  20. Nikita Mazepin: 1

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen, Lance Stroll e Yuki Tsunoda

Pior piloto: Mick Schumacher

Análise GP da França de 2019 | 2019 French GP Analysis

O Grande Prêmio da França de 2019 ocorreu no dia 23 de junho, no confuso circuito de Paul Ricard, em Le Castellet. Esta foi a segunda edição do evento nesta pista desde a sua volta ao calendário da Fórmula 1. Paul Ricard tem o traçado caótico por causa da pintura e das diversas curvas que se mesclam ao caminho dos pilotos. O resultado não poderia ser diferente: corridas chatas e sem emoção. Foi assim em 2018, e aconteceu de novo em 2019.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position acompanhado do companheiro de equipe Valtteri Bottas. Charles Leclerc (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull) completaram a segunda fila. Logo na largada, a dupla da McLaren, composta por Carlos Sainz Jr. e Lando Norris, tentou fechar Verstappen e dificultou a briga com Leclerc pelo terceiro lugar. Houve disputa, mas as posições permaneceram as mesmas. Pouco tempo depois, Sebastian Vettel (Ferrari), que largou do 7º lugar, conseguiu ultrapassar os dois. Também no começo da corrida, Sergio Pérez (Racing Point) cortou caminho para não bater nos concorrentes e voltou para a pista ganhando posições. Os comissários o penalizaram com 5 segundos.

Sem muitas surpresas na frente do grid, as melhores brigas ocorreram na parte de trás. Lance Stroll (Racing Point) conseguiu ultrapassar Kevin Magnussen (Haas) depois de muito esforço e foi guiando firmemente seu carro até a zona de pontuação. Algumas voltas mais tarde, ele estava em 8º. Alexander Albon (Toro Rosso) também conseguiu passar Magnussen. Daniel Ricciardo (Renault) e Pierre Gasly (Red Bull) se enfrentaram, com o australiano de ascendência italiana levando a melhor. Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) conseguia atingir a zona de pontuação, enquanto seu companheiro Antonio Giovinazzi, que havia largado em 10º, era facilmente ultrapassado pelos concorrentes.

O carro de Verstappen apresentava problemas de torque e isso impediu que ele se aproximasse de Leclerc, mas Vettel estava bem longe e não foi uma ameaça. O pit stop lento da Red Bull o fez perder posições, que ele só recuperaria bem depois. Outra equipe que fez um péssimo trabalho, e ainda pior que a Red Bull, foi a Racing Point, que esperou Stroll chegar a 6º lugar a apenas algumas voltas do fim para trocar os pneus, fazendo com que todo o ótimo trabalho do canadense terminasse em 13º lugar. Percebo que é muito fácil para certos comentaristas idosos culparem Lance pelos erros de seus engenheiros e estrategistas. Tal trabalho era esperado da fraca equipe Williams, não da herdeira da antiga Force India. Cabe a Stroll explicar isso para a imprensa e cobrar bastante da equipe, que está manchando a imagem de seu piloto injustamente. O único abandono da corrida foi o de Romain Grosjean, com problemas hidráulicos.

Perto do fim, Norris ficou reclamando à equipe por uma ordem a lá Ferrari para que Sainz lhe cedesse o lugar. A escuderia não acatou o pedido e o jovem ficou reclamando até o fim da corrida. Não é a primeira vez que o piloto age dessa maneira. Quem acusava Lance Stroll de ser um “riquinho mimado” mesmo com toda a humildade do canadense, e se cala hoje diante deste comportamento de Lando Norris, nada mais é do que um grandissíssimo HIPÓCRITA.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Charles Leclerc em terceiro. O GP da França é uma daquelas corridas antigas que no passado geraram grandes momentos mas hoje não acrescentam nada de relevante ao calendário. Paul Ricard, repito, é uma pista confusa e suas corridas são muito monótonas. É uma pena que em 2020 não teremos o Grande Prêmio do México, cujo Autódromo Hermanos Rodríguez, é fascinante, enquanto que seremos obrigados a aguentar mais uma chatice de Paul Ricard.

Não é o tipo de comportamento adequado para um piloto de Fórmula 1.

Notas

 

Corrida: 4

 

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Valtteri Bottas: 8
  3. Charles Leclerc: 8
  4. Max Verstappen: 9
  5. Sebastian Vettel: 8
  6. Carlos Sainz Jr.: 7
  7. Daniel Ricciardo: 9
  8. Kimi Raikkonen: 9
  9. Nico Hülkenberg: 8
  10. Lando Norris: 6
  11. Pierre Gasly: 3
  12. Sergio Pérez: 4
  13. Lance Stroll: 10
  14. Daniil Kvyat: 5
  15. Alexander Albon: 8
  16. Antonio Giovinazzi: 6
  17. Kevin Magnussen: 4
  18. Robert Kubica: 3
  19. George Russell: 3

 

Abandonou

  1. Romain Grosjean: 3

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lando Norris

Melhor piloto: Lance Stroll

Pior piloto: Pierre Gasly (11º lugar em uma Red Bull é um resultado vergonhoso)