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Análise Grande Prêmio do Eifel de 2020 | 2020 Eifel Grand Prix Analysis

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro | By Adriana Perantoni and Rebeca Pinheiro

Ocorrido no dia 11 de outubro, o Grande Prêmio do Eifel de 2020 teve como cenário o Circuito de Nürburgring, que não era usado na Fórmula 1 desde 2014. Esse GP contou com o retorno de Nico Hulkenberg (Racing Point), substituindo Lance Stroll, que estava com problemas intestinais desde o sábado. A corrida começou como esperado, com uma batalha pela primeira posição entre Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (ambos da Mercedes), no qual o finlandês leva vantagem. Logo na primeira curva, Daniel Ricciardo (Renault) ultrapassou Alexander Albon (Red Bull Racing) e desde a primeira volta, o australiano ameaçou Charles Leclerc (Ferrari) pela quarta posição. Na 5ª volta, durante um rádio para Carlos Sainz Jr (McLaren), foi avisado que a chuva estava se aproximando do circuito.

Após 10 voltas, Ricciardo finalmente consegue ultrapassar Leclerc, conquistando a 4ª posição. A partir daqui, alguns lances importantes começaram a acontecer.

Na 11ª volta, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou na zebra e acabou rodando sozinho. Na 12ª volta, Bottas errou e travou seus pneus, então Hamilton ultrapassou seu companheiro e assumiu a liderança.

Na 14ª volta, em uma manobra lamentável, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) colidiu com George Russell (Williams) na Volta 1, o que fez o inglês quase tombar seu carro. Por isso, o finlandês levou uma punição de 10 segundos. Essa colisão fez com que Russell abandonasse a corrida na 16ª volta. Na volta 17, foi a vez de Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Albon colidirem. Em um toque durante uma tentativa de ultrapassagem, Albon tocou em Kvyat, fazendo com que a asa dianteira do russo quebrasse, levando o russo para o último lugar. Por esse acidente, Albon também foi punido, com 5 segundos no pit stop and go.

Bottas começou a desacelerar na 18ª volta, apresentando problemas em sua Mercedes. O finlandês abandona na próxima volta, por falta de potência. Na 23ª volta, foi a vez de Esteban Ocon (Renault) abandonar a corrida, também por problemas em seu motor.

Ao parar nos pits para cumprir sua punição na volta 25, Albon abandonou a corrida com a alegação de problemas, mas sem muitas explicações do que aconteceu. Vale lembrar que antes de parar, o tailandês quase colidiu com Pierre Gasly (Alpha Tauri) na Volta 1. Em seu rádio, Albon disse que “(Gasly) estava pressionando demais”.

Na 26ª volta, foi a vez de Lando Norris (McLaren) relatar problemas de falta de potência (em um jeito nada cortês). Mesmo assim, o inglês parou nos boxes para trocar os pneus e voltou à pista e mesmo com problemas, ele conseguiu brigar por posições com Sergio Pérez (Racing Point), porém o mexicano levou a melhor. A partir daí, Pérez batalhou pela 4ª posição com Leclerc, que perdeu a posição para o mexicano na 34ª volta. Na 42ª volta, Hulkenberg ultrapassou Vettel e garantiu a nona posição, voltando aos pontos após largar em último. 

Mesmo após tentar continuar na corrida, Norris não conseguiu superar os problemas em seu carro e abandonou na 44ª volta, acionando assim o Safety Car, que permaneceu na pista até a 49ª volta. 

Na relargada, Ricciardo ameaçou Max Verstappen (Red Bull Racing) pela segunda posição, mas o holandês levou vantagem e conseguiu manter a posição. Com isso, o australiano começou a ser atacado por Pérez, mas conseguiu manter sua terceira posição. 

Depois de tantas tentativas falhas, Ricciardo finalmente conseguiu o seu pódio, subindo em um pódio histórico onde Hamilton iguala as vitórias de Michael Schumacher. Com isso, o pódio do GP de Eifel contou com Lewis Hamilton em 1º, Max Verstappen em 2º e Daniel Ricciardo em 3º.

E a gente fica como? Só esperando isso tudo passar… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Mais uma vez deixo Neji falar por mim.

Opinião da Adriana:

EU ESTOU FORA DE MIM. Ninguém encosta em mim. Por favor. FINALMENTE! Não teve Albon que passasse ele, não teve Pérez. Não teve ninguém. Eu realmente não consigo esquecer meu lado fã nessa hora e vocês me desculpem. Foram 2 anos desde a vitória no GP de Mônaco em 2018. Quantas coisas aconteceram para Daniel nesse meio tempo? Ele foi do céu ao inferno, trocou de equipe, não conseguiu o que esperava com a Renault, acertou com a McLaren e agora, conseguiu um pódio com uma RENAULT! Quando eu digo que o fator piloto conta mais que o fator carro, eu não minto.

Vou falar a verdade e dizer que eu não prestei atenção em mais ninguém nessa corrida além de Daniel. Nem com a rodada (mais uma pro meu bingo) de Vettel, Bottas abandonando, Albon cometendo erros de principiante em ultrapassagens, Raikkonen sendo um babaca para cima de Russell (sério, gente, esse cara não se aposenta nunca? Já deu!) e nem mesmo o absurdo do Hulkenberg ganhando como piloto do dia tiraram minha atenção do australiano. Que corrida! E aguentem o menino com um motor Mercedes ano que vem. Um beijo, Zak Brown, obrigada pelos mimos!

Que homenagem linda da família Schumacher em entregar o capacete de Michael à Lewis. Um momento que também me levou às lágrimas, devo confessar. Que lindo ver o único piloto negro no grid fazendo história, sendo o melhor piloto dos últimos tempos e ainda assim, homenageando Schumacher, levando seu capacete ao pódio. Um verdadeiro lorde inglês. Que exemplo, Lewis, que exemplo!

Bom, eu não tenho muito mais o que dizer. Não sei nem se consigo eleger um pior piloto (mentira, consigo sim) e não sei nem se vou sair dessa animação que estou até agora. Como diz Ricciardo: ele lambeu o selo e mandou. Mandou com tudo.

Notas

Observação: as notas dessa corrida serão dadas apenas pela Adriana, que se encontra tremendo feito um pinscher.

Corrida: 10

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Max Verstappen: 9 
  3. Daniel Ricciardo: 10
  4. Sergio Perez: 8
  5. Carlos Sainz: 7
  6. Pierre Gasly: 8 
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Nico Hulkenberg: 7,5
  9. Romain Grosjean: 8
  10. Antonio Giovinazzi: 7
  11. Sebastian Vettel: 5
  12. Kimi Raikkonen: 0 
  13. Kevin Magnussen: 4
  14. Nicholas Latifi: 6
  15. Daniil Kvyat: 5

Abandonaram

  1. Lando Norris: 7 (por ter conseguido ultrapassagens e ainda se manter na pista mesmo com problemas de potência, ele mereceu essa nota)
  2. Alex Albon: 0 (lamentável os toques provocados pelo tailandês)
  3. Esteban Ocon: 3 (nem percebi ele na corrida até abandonar…)
  4. Valtteri Bottas: 3 (bem… o que dizer dele, né?)
  5. George Russell: 5 (estava indo bem até o torpedo Raikkonen atingi-lo) 

Piloto do dia (eleito pelo público): Nico Hülkenberg

Melhor piloto: Daniel Ricciardo e Lewis Hamilton

Pior piloto: Kimi Raikkonen