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Análise do Grande Prêmio do Azerbaijão de 2021 | 2021 Azerbaijan Grand Prix Analysis

O Grande Prêmio do Azerbaijão de 2021 ocorreu no dia 06 de junho. Como é de costume, o Circuito de Baku foi palco de mais uma corrida na qual a maior atração foram os acidentes. Sendo um circuito de rua, a pista dificulta ultrapassagens. Mas, diferente de Mônaco, os resultados são imprevisíveis

Charles Leclerc (Ferrari) largou da pole position, ao lado de Lewis Hamilton (Mercedes). Max Verstappen (Red Bull) e Pierre Gasly (Alpha Tauri) completaram a segunda fila. Após a largada, não houve muitas mudanças no grid. Os pilotos da Haas, Nikita Mazepin e Mick Schumacher, tiveram um pequeno toque, já Lance Stroll (Aston Martin) começou a ganhar várias posições. O canadense havia largado em penúltimo lugar, pois um acidente nos últimos treinos livres o impediu de correr no treino classificatório.

Algum tempo depois, Esteban Ocon (Alpine) se tornou o primeiro piloto a abandonar a corrida, devido a uma falha no motor. Hamilton e Verstappen ultrapassaram Leclerc, cujo carro perdia muito rendimento. Logo foi a vez de Sergio Pérez (Red Bull) superar o monegasco, depois de ter conseguido as posições de Carlos Sainz Jr. (McLaren) e Gasly. A Mercedes chamou Hamilton aos boxes primeiro, esperando dificultar para a Red Bull. No entanto, o pit stop foi muito lento (durando mais de quatro segundos). Em contraste, a parada de Verstappen foi a mais rápida da corrida, com 1,9 segundos. A demora na troca de pneus prejudicou Hamilton, pois Pérez conseguiu voltar à pista à frente do inglês mesmo que sua parada tenha sido lenta.

A situação não estava fácil para a Mercedes. Seu outro piloto, Valtteri Bottas, não conseguia sair do décimo lugar. Sua maior briga foi com Lando Norris (McLaren), que havia largado em nono lugar por ter desobedecido as regras de bandeira vermelha nos treinos classificatórios (os comissários o puniram com três posições). Por outro lado, a AlphaTauri estava com sorte, pois tanto Gasly quanto Yuki Tsunoda, que havia largado em sétimo lugar, se mantinham firmes na zona de pontuação.

No meio da prova, um dos pneus traseiros de Stroll furou, fazendo com que o canadense, que estava em quarto lugar, perdesse o controle do carro e batesse no muro do setor 2. Diferente do que costuma fazer em situações como essa em Baku, a direção de prova não acionou a bandeira vermelha, optando pelo safety car. Na relargada, Hamilton tentou se aproximar de Pérez, mas o rendimento do carro da Mercedes não estava muito bom. Quando a vitória de Verstappen era dada como certa, ocorreu o mesmo que com Stroll: um dos pneus traseiros furou e o holandês bateu no muro oposto ao da reta dos boxes. A direção de prova acionou a bandeira vermelha, tomando uma atitude no mínimo curiosa, pois o local onde Verstappen se acidentou era mais amplo e daria menos margem para acidentes do que o lugar onde houve o acidente de Stroll. Com a segunda relargada, Hamilton novamente tentou superar Pérez, mas acabou parando na área de escape, onde Sainz havia entrado no começo da prova. Com isso, o beneficiado foi Sebastian Vettel (Aston Martin), que havia conseguido ultrapassar vários adversários durante a corrida.

Sergio Pérez foi o vencedor, com Sebastian Vettel em segundo e Pierre Gasly em terceiro. Embora o resultado possa chamar muito a atenção, pois não houve pilotos da Mercedes no pódio, nem o primeiro piloto da Red Bull, reviravoltas como essa são esperadas para Baku. Como explicado anteriormente, esse circuito de rua cria um ambiente muito propício para acidentes. Alguns torcedores chegam a considerar essa pista pior do que Mônaco em termos de segurança e dificuldade de ultrapassagem. O Grande Prêmio do Azerbaijão de 2021 deixa a Mercedes em alerta. Fica implícito para quem acompanha as notícias que a equipe alemã deseja contratar Max Verstappen no futuro para substituir Lewis Hamilton quando o inglês se aposentar. No entanto, o holandês se mostra muito fiel à Red Bull, equipe que até então não havia conseguido lhe dar um carro à altura de disputar o campeonato (ver “O Caso Max Verstappen: Muito Piloto Para Pouca Equipe”). Com os sucessivos erros nos pit stops, como houve por exemplo em Mônaco, Verstappen pode se sentir menos motivado a se juntar à Mercedes, pois as trocas de pneus são fundamentais para o resultado das corridas, principalmente em circuitos de rua. Quanto à Red Bull, o pódio de hoje é uma grande prova de que a impaciência de Helmut Marko não pode ser levada a sério, pois Sergio Pérez e Pierre Gasly, muito criticados pelo consultor, mostram que têm muito a oferecer para a Fórmula 1. Para entender o quanto Marko prejudica novos talentos, leia “O Caso Alexander Albon: Um Potencial Desperdiçado”.

Corrida com muito acidente e pouca ultrapassagem? Teria sido melhor ir ver o Pelé.

Notas

Corrida: 6

Pilotos

  1. Sergio Pérez: 10
  2. Sebastian Vettel: 8
  3. Pierre Gasly: 10
  4. Charles Leclerc: 8,5
  5. Lando Norris: 6
  6. Fernando Alonso: 7
  7. Yuki Tsunoda: 9
  8. Carlos Sainz: 6
  9. Daniel Ricciardo: 6
  10. Kimi Raikkonen: 6
  11. Antonio Giovinazzi: 5
  12. Valtteri Bottas: 3
  13. Mick Schumacher: 3
  14. Nikita Mazepin: 3
  15. Lewis Hamilton: 8
  16. Nicholas Latifi: 3

Abandonaram

  1. George Russell: 3
  2. Max Verstappen: 10
  3. Lance Stroll: 10
  4. Esteban Ocon:

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Valtteri Bottas

Análise GP do Azerbaijão de 2019 | 2019 Azerbaijan GP Analysis

Baku não é uma pista fácil. O circuito de rua da capital do Azerbaijão é conhecido por suas curvas fechadas e notórios acidentes (como o de Daniil Kvyat em 2017 e de Daniel Ricciardo e Max Verstappen em 2018). Foi o que aconteceu na classificação para o Grande Prêmio do Azerbaijão de 2019, que ocorreu no dia 28 de abril. No dia anterior, Charles Leclerc (Ferrari) bateu na Curva do Castelo e arruinou as chances de pole position. Chateado consigo mesmo, ele saiu do carro se chamando de burro. Foi o suficiente para a equipe de transmissão da Globo puxar ao máximo o saco do jovem piloto que até agora só serviu de capacho para o companheiro Sebastian Vettel, mesmo contra sua vontade.

Valtteri Bottas (Mercedes) fez a pole position, largando ao lado de Lewis Hamilton, seu companheiro. Vettel e Max Verstappen (Red Bull) completaram a segunda fila. Pouco depois da largada, Verstappen foi surpreendido por Sergio Pérez (Racing Point), mas a alegria do mexicano durou pouco e Max ultrapassou o concorrente. Pierre Gasly (Red Bull), Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen (ambos da Alpha Romeo) largaram do pit lane, mas faziam boas provas de recuperação. Destaque também para as ultrapassagens de Lance Stroll (Racing Point), que deu bastante trabalho para Daniel Ricciardo (Renault).

Leclerc largou em nono, mas pouco tempo depois já estava em quinto lugar, chegando até a ultrapassar Verstappen. Com as paradas da maioria dos pilotos, ele assumiu a liderança da prova, para delírio do narrador Luis Roberto, que descaradamente torceu para Leclerc confundindo sua função de narrador com o de torcedor. A babação de ovo era tamanha que, como dizemos no Brasil, se eu desse um chute no saco do Leclerc, quebrava os dentes do Luis Roberto.

Dica: Pare de ficar puxando saco de piloto e aprenda a falar os nomes corretamente. O russo, por exemplo, se chama DANIIL Kvyat, não Daniel Kvyat!

Mesmo bem à frente, Leclerc não conseguiu impedir a aproximação da dupla da Mercedes. Bottas e Hamilton passaram o monegasco, que demorou bastante para trocar os pneus. Ele acabou voltando para a pista em sexto, atrás de Verstappen, que fazia voltas cada vez mais rápidas. Era possível estranhar que até então não houve nenhuma batida feia ou acidente. Foi quando começaram as encrencas: Romain Grosjean (Haas) deu um cavalo de pau na área perto da Curva do Castelo e voltou para a pista em situação um pouco arriscada, mas não atingiu ninguém. Mais tarde, nesse mesmo lugar, Ricciardo e Daniil Kvyat (Toro Rosso) também se atrapalharam: o australiano foi reto para a área de escape em vez de fazer a curva e o russo acabou indo na mesma direção para evitar colidir. Ao dar ré, Ricciardo acabou acertando Kvyat. Esses três pilotos abandonaram a prova. Depois foi a vez de Gasly, acionando o safety car virtual.

Verstappen se aproximava de Vettel, mas deu uma balançada no carro e acabou perdendo tempos preciosos. Bottas também assumiu a volta mais rápida, que depois foi superada por Hamilton e em seguida por Leclerc. A dupla da escuderia alemã protagonizou um bom duelo pela vitória nas últimas voltas.

Valtteri Bottas foi o vencedor, seguido por Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. O ano de 2019 trouxe uma das edições mais simplórias do GP do Azerbaijão: nenhuma das características marcantes do evento estava presente. Para completar, a narração da Globo foi péssima, desrespeitando os torcedores dos outros pilotos como se o público fosse obrigado a torcer para Charles Leclerc. Entendo a situação dele, e lamento que a Ferrari o humilhe tanto nas corridas, mas a Fórmula 1 não se sustenta apenas com os fãs dele. Se não sabe separar a parte profissional da parte afetiva, não assuma como narrador. Cleber Machado faz narrações muito melhores. #ficaadica

Narrar é uma coisa, torcer é outra

Notas

Corrida: 6

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 10
  2. Lewis Hamilton: 10
  3. Sebastian Vettel: 9
  4. Max Verstappen: 10
  5. Charles Leclerc: 9
  6. Sergio Pérez: 9
  7. Carlos Sainz Jr.: 9
  8. Lando Norris: 9
  9. Lance Stroll: 8
  10. Kimi Raikkonen: 7
  11. Alexander Albon: 6
  12. Antonio Giovinazzi: 5
  13. Kevin Magnussen: 3
  14. Nico Hülkenberg: 3
  15. George Russell: 1
  16. Robert Kubica: 1

 

Abandonaram

  1. Pierre Gasly: 8
  2. Romain Grosjean: 3
  3. Daniil Kvyat: 3
  4. Daniel Ricciardo: 3

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Charles Leclerc (como puxam o saco da criatura!)

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Robert Kubica