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Análise do Grande Prêmio da Hungria de 2021 | 2021 Hungarian Grand Prix Analysis

O Grande Prêmio da Hungria de 2021 ocorreu no dia 1º de agosto.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro de equipe Valtteri Bottas. A dupla da Red Bull, formada por Max Verstappen e Sergio Pérez, completou a segunda fila. Sendo superado por Verstappen, Pérez, Pierre Gasly (AlphaTauri) e Lando Norris (McLaren), Bottas cometeu um erro que levou vários pilotos ao abandono. O finlandês acertou a traseira de Norris, que acabou acertando Verstappen. Bottas perdeu o controle do carro e acertou Pérez. Ao mesmo tempo, Lance Stroll (Aston Martin) tentava ultrapassar Charles Leclerc (Ferrari) por fora, escorregou na tinta e acertou o monegasco, provocando o abandono de ambos. Daniel Ricciardo (McLaren) também foi atingido, pelo carro de Leclerc. A direção de prova primeiro optou por bandeira amarela, depois acionou a bandeira vermelha.

O carro de Verstappen sofreu danos no assoalho, e mesmo a Red Bull tendo remendado o veículo, esses problemas atrapalharam o piloto por toda a corrida. A McLaren optou por não devolver Norris para a pista depois do acidente. O grid mantinha Hamilton na liderança, com Esteban Ocon (Alpine) em segundo e Sebastian Vettel (Aston Martin) em terceiro. Hamilton foi o único a relargar na pista, pois os demais partiram dos boxes. Durante a troca de pneus, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) acertou Nikita Mazepin (Haas) e obrigou o russo a se retirar da corrida. Raikkonen foi punido posteriormente com 10 segundos. Seu companheiro de equipe, Antonio Giovinazzi, recebeu a mesma punição por acelerar no pit lane. Embora Hamilton estivesse confortável no primeiro lugar, a Mercedes o chamou para trocar os pneus e o inglês parou no 14º lugar, passando a liderança a Ocon.

As pontuações de Verstappen e Hamilton eram decisivas para a liderança do campeonato, pois o abandono do holandês e a vitória do inglês na corrida anterior fez a diferença entre ambos cair bastante. Mick Schumacher (Haas) foi um dos adversários mais difíceis que ambos tiveram que superar. Verstappen o ultrapassou pouco depois de Schumacher lançá-lo para fora, e o alemão quase provocou um acidente com Hamilton quando o piloto da Mercedes disputou a posição com ele. Na frente do grid, Vettel se aproximava de Ocon, mas a pista tortuosa do Hungaroring impossibilitava sua ultrapassagem. Nicholas Latifi (Williams) estava no terceiro lugar.

As trocas de pneus mudaram muito a configuração do grid. Hamilton parou antes de Verstappen, mas não houve nenhum duelo direto entre ambos. No entanto, os dois protagonizaram a maior parte das disputas por posições. Ricciardo e Verstappen tinham dificuldades para entrar na zona de pontuação, não conseguindo alcançar George Russell (Williams). Hamilton escalava o pelotão em busca do pódio, conseguindo superar, entre outros, Yuki Tsunoda (AlphaTauri) e Latifi. Fernando Alonso (Alpine) foi seu adversário mais difícil, pois o espanhol se defendia de maneira muito agressiva e corria o risco de bater. No entanto, Hamilton foi capaz não apenas de superar Alonso, como também Carlos Sainz Jr. (Ferrari).

Esteban Ocon foi o vencedor, com Sebastian Vettel em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Embora o Grande Prêmio da Hungria de 2021 tenha marcado alguns eventos notáveis no ano (como a primeira pontuação de Nicholas Latifi, os primeiros pontos de George Russell pela Williams e o primeiro abandono de Lando Norris no ano), a corrida em si não foi uma das mais agradáveis de se assistir. A dificuldade de ultrapassagem acaba gerando momentos de tédio, e embora o resultado tenha sido surpreendente, ele teria sito mais notável se os pilotos tivessem conquistado por meio de superações, não às custas de acidentes de terceiros. O único dentre os pilotos do pódio que trabalhou duro para conseguir sua posição foi Hamilton, que volta à liderança do campeonato.

A Red Bull aprendeu com o Julius que consertar o carro com a fita dá certo e é mais barato.

Nota para os fãs brasileiros: A repórter Mariana Becker cometeu um erro ao afirmar que Esteban Ocon trabalhou em lanchonetes para ganhar dinheiro. Ocon na verdade disse que se Toto Wolff não o tivesse ajudado, ele estaria trabalhando em lanchonetes. Confira a fonte na matéria de Federico Faturos para o site Motorsport: <https://motorsport.uol.com.br/f1/news/ocon-nao-fosse-a-mercedes-estaria-no-mcdonalds-hoje-934128/934128/>.

Notas

Corrida: 7

Pilotos

  1. Esteban Ocon: 7 (ler o último parágrafo da análise para entender a nota)
  2. Sebastian Vettel: 6 (um “tetracampeão” apanhar de um piloto muito mais novo, com menos experiência e um carro pior é vergonhoso)
  3. Lewis Hamilton: 10
  4. Carlos Sainz Jr.: 8
  5. Fernando Alonso: 8,5
  6. Pierre Gasly: 8
  7. Yuki Tsunoda: 8
  8. Nicholas Latifi: 8
  9. George Russell: 8
  10. Max Verstappen: 7
  11. Kimi Raikkonen: 3
  12. Daniel Ricciardo: 6
  13. Mick Schumacher: 0
  14. Antonio Giovinazzi: 4

 

Abandonaram

  1. Nikita Mazepin: 10 de consolação
  2. Lando Norris:
  3. Sergio Pérez: 10 de consolação
  4. Lance Stroll: 0
  5. Charles Leclerc: 10 de consolação
  6. Valtteri Bottas: 0

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Fernando Alonso

Melhor piloto: Lewis Hamilton

Pior piloto: Valtteri Bottas

Análise Grande Prêmio da Hungria de 2020 | 2020 Hungarian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 19 de julho, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 começou com uma situação atípica na pista. Havia chovido alguns minutos antes e o asfalto estava molhado, obrigando os pilotos a usarem pneus intermediários. No entanto, o que parecia ser uma prova fora do normal terminou em um pódio pouco surpreendente.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. A segunda fila foi preenchida pelos dois carros da Racing Point, guiados por Lance Stroll e Sergio Pérez. Durante a largada, Bottas foi lento e caiu para o sexto lugar. Stroll assumiu a segunda posição e se manteve assim na primeira volta até a chegada de Max Verstappen (Red Bull). Com a pista menos molhada, a grande maioria dos pilotos parou para colocar pneus de pista seca. Os pilotos da Haas, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, foram alguns dos que não pararam (pois já haviam trocado os pneus antes da largada e depois da volta de apresentação). Stroll os superou facilmente.

Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) enfrentava os pilotos do meio do grid. Alexander Albon (Red Bull) e Sebastian Vettel (Ferrari) foram alguns dos adversários do monegasco. Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o único a abandonar por problemas no motor. Bottas tentava recuperar-se do prejuízo e usou toda a potência de seu carro para alcançar o quarto lugar. Leclerc foi seu adversário mais difícil, pois bloqueava todos os ataques do finlandês. Bottas conseguiu se aproximar de Stroll, mas não teve chances de ultrapassar o canadense. O piloto da Mercedes só conseguiu o terceiro lugar devido a um undercut nos boxes (parou para a troca de pneus antes de Stroll e o pit stop da Racing Point foi mais lento). No entanto, Stroll se manteve firme em quarto e os demais pilotos não puderam se aproximar dele.

Um ponto de destaque da prova foram os incidentes envolvendo Nicholas Latifi (Williams). O primeiro ocorreu no início da prova, após um toque com Carlos Sainz Jr. (McLaren) na saída dos boxes que lhe rendeu uma punição de 5 segundos. Ele voltou para a pista, rodou e quase bateu nos pilotos do fim do grid. No segundo, Latifi rodou e parou na brita, mas retornou à prova.

Leclerc enfrentava sérios problemas com seus pneus macios e pediu uma troca para sua equipe. Colocando pneus médios, ele perdeu muitas posições e teve dificuldades para chegar à zona de pontuação. Sua maior batalha foi com Lando Norris (McLaren) pelo 12º lugar. Perto do fim da corrida, após Leclerc ultrapassar Sainz, o espanhol aproveitou a oportunidade e recuperou o décimo lugar. Ao mesmo tempo, o carro de Bottas apresentava um bom desempenho e o finlandês buscou se aproximar de Verstappen. Para isso, fez duas trocas de pneus para aumentar a velocidade. No entanto, o esforço foi em vão. Mesmo com as dificuldades do carro da Red Bull e os retardatários, Verstappen terminou a corrida em segundo lugar.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Contrariando as expectativas, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 teve muitas ultrapassagens, mais não trouxe muitos momentos emocionantes. O pódio foi quase o mesmo da corrida anterior, mudando apenas as posições de Verstappen e Bottas. A Racing Point conseguiu ótimos resultados, com o quarto lugar de Lance Stroll e o sétimo de Sergio Pérez. A Red Bull conquista mais um pódio, mas o quinto lugar de Alexander Albon, embora vantajoso para a equipe foi marcado por uma dura batalha entre o tailandês e Sebastian Vettel pois, segundo o próprio, a Red Bull não lhe dava mais potência. Com a Racing Point se destacando, o time austríaco deve se manter atento a suas políticas para não perder o lugar entre as equipes de ponta. Nesta prova, a McLaren sai humilhada, conseguindo apenas um ponto com o décimo lugar de Sainz. Agora, com Hamilton liderando o campeonato e a cinco vitórias de igualar o recorde de Michael Schumacher como o maior vencedor da Fórmula 1, a temporada de 2020 começa a ganhar forma, mas o domínio da Mercedes parece inevitável.

Atualização: Os pilotos da Haas foram punidos por trocar os pneus antes da largada, ferindo o artigo 27.1 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1. Com isso, Kevin Magnussen caiu do nono para o décimo lugar e Romain Grosjean caiu do 15º para o 16º lugar.

Resumo da corrida

Opinião da Rebeca:

A corrida começou com surpresas, mas terminou de maneira bem blasé. As melhores ultrapassagens ocorreram na metade do grid porque os dois primeiros lugares foram definidos nas primeiras voltas da corrida. Hungaroring é a pista mais lenta da Fórmula 1 e talvez a segunda mais difícil de obter ultrapassagens (atrás apenas do Circuito de Mônaco), então quando esta etapa se aproxima, normalmente se esperam corridas monótonas, como a de 2018. Porém, o grid de largada criou expectativas de um resultado diferente do típico pódio formado por pilotos da Mercedes mais um da Red Bull ou Ferrari.

No entanto, não se pode ignorar que o resultado da Racing Point foi muito satisfatório e que ela é uma boa candidata a conseguir pódios esse ano. Lance Stroll merece muitos elogios pela maneira prudente como guiou seu carro e garantiu uma boa colocação para sua equipe. Situação bem diferente da McLaren, cujos pilotos tiveram uma corrida mais difícil (destacando para Lando Norris que só conseguiu ultrapassar Esteban Ocon perto do fim). Porém, elas ainda estão bem próximas de ameaçar a Red Bull na ponta do grid.

Opinião da Adriana:

Essa foi, sem dúvidas, a corrida mais chata até agora. As primeiras voltas foram promissoras, com as disputas de posições logo nas primeiras curvas, mas depois foi um verdadeiro marasmo.

É sabido que o circuito húngaro é difícil de criar uma corrida emocionante, com poucas oportunidades de ultrapassagens e isso foi provado mais uma vez. Tirando algumas vezes como Sainz contra Leclerc e Albon contra Vettel, de resto, o resultado do grid foi definido pelas paradas para troca de pneus.

Em uma corrida parada como essa, é difícil escolher os melhores e piores momentos mas não podemos esquecer do talento de Hamilton em dominar a corrida de ponta a ponta, sem qualquer ameaça dos outros carros. E devemos reconhecer a habilidade dos mecânicos de Verstappen em conseguir acertar o carro a tempo da corrida após a batida do holandês antes da corrida.

O pior momento foi a largada de Bottas, que claramente foi queimada (fiscais de corrida, estou de olho em vocês). Logo no começo da corrida, teve muita dificuldade em passar Leclerc, com um carro inferior comparado à sua Mercedes e não conseguiu alcançar Verstappen, mesmo sendo mais rápido nas últimas voltas. Toto, acho que está na hora de considerar o Russell para o assento do finlandês em 2022.

Notas

Corrida: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6,5 (Adriana)
  4. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Sebastian Vettel: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  7. Sergio Pérez: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  9. Carloz Sainz Jr.: 6 (Rebeca e Adriana)
  10. Kevin Magnussen: 7 (Rebeca e Adriana)
  11. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  13. Lando Norris: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Esteban Ocon: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Kimi Raikkonen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. George Russell: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 2 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Pierre Gasly: 10

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Lance Stroll e Alexander Albon (Rebeca) | Lewis Hamilton (Adriana)

Pior piloto: Nicholas Latifi (Rebeca) | Valtteri Bottas (Adriana)