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Análise do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2021 | 2021 British Grand Prix Analysis

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2021 ocorreu no dia 18 de julho. A Fórmula 1 aplicou um novo modelo de classificação para decidir a pole position no final de semana. Na sexta feira, a segunda sessão de treinos livres definiu o grid de largada para uma corrida sprint, realizada no sábado. O resultado dessa, por sua vez, decidiu a classificação para a corrida oficial, no domingo.

Max Verstappen (Red Bull) largou da pole position ao lado de Lewis Hamilton (Mercedes). Valtteri Bottas (Mercedes) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Verstappen e Hamilton travaram um duelo intenso pela liderança, já Leclerc conseguiu ultrapassar Bottas com facilidade. Antes da primeira volta ser completada, Max fez um movimento tardio para se defender de Lewis, que também freou tarde, e acabou batendo forte no muro. Leclerc aproveitou o momento e tomou a liderança. A direção de prova acionou a bandeira vermelha. O holandês saiu do carro sentindo tonturas e foi levado para o centro médico.

Durante a bandeira vermelha, os comissários ouviram representantes da Red Bull e da Mercedes e decidiram punir Hamilton com 10 segundos. Após a relargada, Leclerc se manteve à frente e Lando Norris (McLaren) ultrapassou Bottas. No fim do grid, Sergio Pérez (Red Bull), que largou do pit lane por ter abandonado a corrida sprint, superava vários adversários. Sebastian Vettel (Aston Martin) rodou na pista e perdeu muitas posições. Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) escapou da pista e foi obrigado a deixar seus concorrentes passarem.

Como o traçado de Silverstone tem muitas curvas, muitos pilotos se aproximavam de seus rivais, mas não conseguiam ultrapassá-los. Foi o que houve, por exemplo, com Pérez, Pierre Gasly (AlphaTauri) e Fernando Alonso (Alpine). Leclerc relatou problemas no motor para a equipe e a Ferrari trabalhou rapidamente para resolver a situação. Esperando manter-se na pista por mais tempo para compensar a largada de uma posição desfavorável, Pérez foi o primeiro a ir para os boxes. Entre os quatro primeiros pilotos do grid, Norris foi o primeiro a trocar os pneus, mas seu pit stop foi muito lento (seis segundos) e o levou para o sexto lugar. Com isso, embora Bottas tenha saído dos boxes muito próximo ao piloto da McLaren, o finlandês se manteve à frente.

Hamilton fez a troca de pneus e cumpriu a punição. Ele acelerou ao máximo para compensar o tempo perdido. Em poucas voltas, alcançou Norris e o tirou do terceiro lugar. As paradas dos carros da Ferrari foram lentas (a de Carlos Sainz Jr. demorou muito devido a um problema na retirada de um dos pneus), mas Leclerc continuou à frente. Sainz tentava superar Daniel Ricciardo (McLaren), mas apesar de se aproximar bastante, não conseguiu melhorar sua posição. Embora Pérez estivesse lutando por lugares mais altos na zona de pontuação, buscando ultrapassar Lance Stroll (Aston Martin) e Alonso para chegar ao sétimo lugar, a sorte não estava do seu lado. A Red Bull o chamou para uma segunda troca de pneus e o mexicano perdeu as chances de pontuar. A equipe ainda fez uma terceira troca, perto do fim, que apenas serviu para tirar o ponto extra de Hamilton pela volta mais rápida. Raikkonen, que foi um de seus adversários mais difíceis, acabou saindo da pista em uma disputa com Checo. Os comissários decidiram investigar o ocorrido depois do fim. Vettel teve que abandonar devido a problemas no carro.

Enquanto isso, Hamilton ia à caça de Leclerc. A Mercedes havia decidido inverter sua posição com a de Bottas, já que o companheiro estava com problemas nos pneus e não havia expectativa de ultrapassar o monegasco. O inglês superou o piloto da Ferrari na penúltima volta, quando Leclerc cometeu um pequeno erro que o fez sair da pista momentaneamente.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Charles Leclerc em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Com sua vitória e o abandono de Max Verstappen, a diferença entre o líder e o vice-líder do campeonato cai para oito pontos. A Red Bull foi a maior derrotada no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2021, pois nenhum de seus pilotos pontuou e Hamilton está mais próximo de Verstappen na disputa pelo título. O inglês provou mais uma vez que sua determinação supera as maiores adversidades. Um ponto no mínimo curioso foi a Fórmula 1 ter decorado a área do pódio com o rosto de Lando Norris sem nenhuma razão aparente. Não é o aniversário do piloto, nem de sua equipe, e ele não é o único inglês do grid, muito menos o piloto dessa nacionalidade com mais feitos (nem na atualidade, nem em toda a história do esporte). Isso acaba comprovando a análise de Ricardo Hernandes Meyer sobre a conveniência da Fórmula 1 com a idolatria injustificada a Lando Norris.

Quando o piloto é bom de verdade, não tem para ninguém. E Lewis Hamilton é a prova disso.

Notas

Corrida: 8

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Charles Leclerc: 10
  3. Valtteri Bottas: 7,5
  4. Lando Norris: 7,5
  5. Daniel Ricciardo: 6
  6. Carlos Sainz Jr.: 6
  7. Fernando Alonso: 7
  8. Lance Stroll: 7
  9. Esteban Ocon: 6,5
  10. Yuki Tsunoda: 5
  11. Pierre Gasly: 6,5
  12. George Russell: 5
  13. Antonio Giovinazzi: 4
  14. Nicholas Latifi: 4
  15. Kimi Raikkonen: 2
  16. Sérgio Pérez: 6,5
  17. Nikita Mazepin: 3
  18. Mick Schumacher: 3

Abandonaram

  1. Sebastian Vettel: 3
  2. Max Verstappen

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Charles Leclerc

Melhores pilotos: Charles Leclerc e Lewis Hamilton

Pior piloto: Kimi Raikkonen

Análise Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 | 2020 British Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 ocorreu no dia 2 de agosto. Antes mesmo de começar, a corrida passou por uma situação atípica: Sergio Pérez (Racing Point) foi diagnosticado com Covid-19 e ficou de fora da prova, sendo substituído por Nico Hülkenberg. O mexicano talvez fique de fora de outras provas devido à doença. No entanto, devido a problemas hidráulicos, Hülkenberg não chegou a largar. Lance Stroll foi o único piloto da Racing Point a correr em Silverstone.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou na pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Vários duelos começaram após a largada. Lando Norris (McLaren) tentou avançar sobre Leclerc, mas não obteve sucesso. Carlos Sainz Jr. (McLaren) e Daniel Ricciardo (Renault) ganharam posições enquanto Norris e Stroll perderam duas cada um. Porém, o que mais chamou atenção foi o acidente na segunda volta entre Kevin Magnussen (Haas) e Alexander Albon (Red Bull). O dinamarquês tentou “fechar a porta” quando o tailandês tentou a ultrapassagem e os dois colidiram. Magnussen foi lançado para a caixa de brita. O safety car foi acionado.

A grande maioria dos pilotos aproveitou o safety car para trocar os pneus. Romain Grosjean (Haas) foi o único que não fez o pit stop. Após a relargada, o grid permaneceu praticamente o mesmo. Algumas voltas depois, Daniil Kvyat (Alpha Tauri) passou pela zebra, rodou e colidiu fortemente com o muro, causando mais uma bandeira amarela e, consequentemente, a volta do safety car.

Depois da segunda relargada, Grosjean foi praticamente o único a apresentar resistência aos adversários. O francês foi ultrapassado por Norris, Sainz, Ricciardo e Stroll antes de fazer a troca de pneus. Infelizmente, uma situação lamentável para a Racing Point surgiu durante a prova: como em uma reprise do Grande Prêmio da Estíria, Stroll se aproximou muito de Ricciardo, mas não conseguia ultrapassar. Diferente da segunda corrida do ano, dessa vez o canadense não pôde superar o australiano nem no final da prova e acabou perdendo a posição para três pilotos. Um deles foi Albon, que havia recebido uma punição de 5 segundos pelo acidente com Magnussen.

Faltando quatro voltas para o fim da corrida, Bottas teve um grave problema em uma das rodas, mas se recusou a ir para o pit stop tão cedo. Ele ainda correu uma volta antes de parar para a troca, perdendo muitas posições e entregando o segundo lugar a Verstappen. Sainz passou pelo mesmo. Em uma situação parecida, Hamilton também apresentou problemas nas rodas, mas como faltava apenas uma volta, o inglês continuou na pista e cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro caindo aos pedaços.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Devido aos acidentes de Alexander Albon e Daniil Kvyat, o safety car permaneceu muito tempo na pista, impossibilitando bons confrontos na corrida. O meio do grid protagonizou as disputas mais emocionantes, enquanto que o pódio parecia ser o trivial Hamilton-Bottas-Verstappen até o problema nas rodas do finlandês mudar a classificação final. Um dos destaques negativos da prova foi Sebastian Vettel (Ferrari), que havia largado em décimo e passou boa parte da prova fora da zona de pontuação, sendo ultrapassado inclusive por Pierre Gasly (Alpha Tauri), piloto que foi demitido da Red Bull em seu primeiro ano pelo time austríaco por falta de resultados satisfatórios. A Racing Point também não teve um fim de semana agradável, com Lance Stroll decepcionado com seu sexto lugar de largada e nono de chegada, e com Nico Hülkenberg incapaz de substituir Sergio Pérez na pista. A tortuosa pista de Silverstone raramente traz corridas emocionantes, e com esta não foi diferente.

Ganhar com o carro em ruínas não é para qualquer um.

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha se mostrou até agora a corrida mais chata e monótona de 2020 pelos motivos mencionados na análise. Quando o safety car domina boa parte da prova, perde-se boa parte da emoção porque os pilotos são impedidos de ultrapassar. Com certeza o momento em que Hamilton cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro arruinado foi brilhante, mas foi uma gota de surpresa em um oceano de marasmo.

Deixo meus elogios à atitude bonita de Norris de usar um capacete feito por uma fã de 6 anos chamada Eva, bem como deixo minha crítica à Racing Point por ter escolhido Hülkenberg para substituir Pérez. O alemão não teve uma boa carreira na Fórmula 1, tendo apenas sua pole no Grande Prêmio do Brasil de 2010 como momento marcante. Hülkenberg coleciona polêmicas, como não ter reconhecido a importância do halo no salvamento da vida de Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica de 2018 e suas falas machistas a respeito do papel da mulher no automobilismo. Creio que é incorente da parte de uma equipe como a Racing Point, cuja dupla de pilotos é formada por atletas de minorias étnicas (um latino e um indígena judeu), contratar como substituto de Pérez um piloto que tenha apresentado um comportamento tão antiético no passado.

Opinião da Adriana:

O que foram as duas últimas voltas? Ainda estou tentando me recuperar. Ver Bottas com um pneu danificado, Verstappen ultrapassando, Ricciardo subindo de posições, Sainz perdendo posições, Albon conseguindo terminar nos pontos depois de uma corrida cheia de problemas e um toque com Magnussen logo no começo… Que corrida.

Admito que no começo estava um pouco entediada mas as batalhas por posições entre Sainz, Norris, Ricciardo e Stroll foi só o começo. Norris mostrou mais uma vez que é melhor que Sainz e mesmo com aquela escapada na primeira tentativa de ultrapassagem, conseguiu manter o ritmo durante a corrida e ainda desafiou Ricciardo, que estava a sua frente. Ocon também mostrou que, mesmo com um carro inferior comparado à Racing Point, ainda consegue desafiar seus rivais.

Preciso falar aqui da felicidade em ver Ricciardo brilhando de novo, mesmo com essa Renault. Se a corrida durasse por mais duas voltas, poderíamos ter o Australiano no pódio de novo. Durante a corrida, ele teve problemas de aderência e ritmo mas isso não o impediu de dar um show no final da corrida. Mal posso esperar em ver seu desempenho na McLaren ano que vem.

Outro que deu um show foi Hamilton. O que foi ver o pneu dele danificado e mesmo assim, o Inglês conseguiu cruzar a linha em primeiro? Isso é o que faz Lewis Hamilton ser o melhor piloto da atualidade, quiçá, de todos os tempos.

Deixo aqui também meu reconhecimento ao Russell, que conseguiu terminar em 12º com uma Williams! O que seria dele com uma Mercedes, hein? Toto, mais uma vez eu venho te avisar que você precisa considerar o Britânico para substituir Bottas.

Notas

Corrida: 6 (Rebeca) 8,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8 (Rebeca) 10 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 8 (Rebeca e Adriana)
  3. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6.       ? (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  8. Alexander Albon: 3 (Rebeca) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  10. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  11. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  12. George Russell: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  15. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Kimi Raikkonen: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. Kevin Magnussen: 10 de consolação

 

Não largou:

  1. Nico Hülkenberg:

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lewis Hamilton

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Alexander Albon (Rebeca) | Romain Grosjean e Valtteri Bottas (Adriana)