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Análise do Grande Prêmio da Áustria de 2021 | 2021 Austrian Grand Prix Analysis

O Grande Prêmio da Áustria de 2021 ocorreu no dia 4 de julho. Foi a segunda corrida do ano a ser realizada no Red Bull Ring, após o Grande Prêmio da Estíria. Depois de um treino classificatório fora do comum, o grid de largada trouxe algumas surpresas. Os carros da Ferrari não chegaram ao Q3, George Russell (Williams) partiu da nona posição, e um piloto não-pertencente a Mercedes, Red Bull ou Ferrari, começou a prova da primeira fila.

Max Verstappen (Red Bull) largou da pole position, ao lado de Lando Norris. Sergio Pérez (Red Bull) e Lewis Hamilton (Mercedes) completaram a segunda fila. Não houve muitas mudanças no grid logo no começo. O que chamou mais atenção foi o incidente com Esteban Ocon (Alpine), que foi expremido por Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e Mick Schumacher (Haas), e teve que abandonar. O safety car foi acionado e a corrida foi liberada na terceira volta. Com isso, Giovinazzi foi o primeiro a trocar pneus.

Valtteri Bottas (Mercedes) ultrapassou Hamilton, mas o inglês recuperou a posição. Pouco depois, Pérez tentou ultrapassar Norris, mas foi forçado para fora da pista e acabou no décimo lugar. Os pilotos da AlphaTauri foram os primeiros do meio do grid a fazer a troca de pneus, com Yuki Tsunoda parando antes de Pierre Gasly. Ambos acabaram no fim do grid. Daniel Ricciardo (McLaren) fez uma boa ultrapassagem sobre Sebastian Vettel antes do piloto alemão ir para os boxes.

Os comissários puniram Norris com 5 segundos por ter forçado Pérez para fora da pista. Pouco depois do anúncio, Hamilton o ultrapassou. Tsunoda levou a mesma punição por ter cruzado a linha do pit lane (e mais tarde foi novamente punido por reincidência). Na volta 27 houve uma briga pelo quinto lugar entre Ricciardo, Charles Leclerc (Ferrari) e Pérez. O ítalo-australiano foi o primeiro dos três a parar. A McLaren chamou Norris aos boxes para a troca de pneus e pagamento da punição, mas a Mercedes previu a manobra e chamou Bottas. O finlandês voltou à frente do inglês. Em seguida foram as vezes de Hamilton e Verstappen trocar os pneus.

Leclerc tentou ultrapassar Pérez, mas o mexicano o forçou para fora da pista. Isso lhe rendeu uma punição de 5 segundos. Não sei se houve o mesmo na narração dos outros países, mas no Brasil, tanto o narrador Sérgio Maurício quanto os comentaristas Reginaldo Leme e Felipe Giaffone usaram dois pesos e duas medidas para descrever o ocorrido. Quando Norris jogou Pérez para fora, os três defenderam o piloto da McLaren, dizendo que “ele não tinha o que fazer”. Já quando Pérez fez o mesmo com Leclerc, tanto o narrador quanto os comentaristas clamaram furiosos pela punição ao mexicano, deixando bem claro a torcida e simpatia pelo filho de Adam Norris.

Mais tarde, Pérez voltou a forçar Leclerc para fora, levando mais uma punição de 5 segundos. Hamilton começou a enfrentar problemas no carro e a Mercedes invertei sua posição com Bottas para evitar ataques de Norris. O atual heptacampeão precisou trocar os pneus e acabou no quarto lugar. No fim da corrida, Carlos Sainz Jr. (Ferrari), que foi o último do grid a ir para os boxes, ultrapassou Leclerc e Fernando Alonso (Alpine) superou Russell, acabando com as chances do piloto da Williams marcar seu primeiro ponto pela equipe. Pouco depois da bandeira quadriculada, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) se chocou contra Vettel quando este tentava ultrapassá-lo. Os dois acabaram na brita.

Max Verstappen foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Lando Norris em terceiro. Tal como houve na corrida anterior, o Grande Prêmio da Áustria de 2021 não foi muito emocionante devido à imensa facilidade de vitória do pole position. A atuação de Charles Leclerc foi novamente motivo de aplausos, pois mesmo com vários problemas, conseguiu uma boa pontuação. Sua equipe está duelando com a McLaren no campeonato de construtoras e cada ponto faz a diferença. Por outro lado, a performance de Sergio Pérez deixou a desejar. Perdeu as chances de ultrapassar Lando Norris e forçou duas vezes Leclerc para fora da pista. Outro destaque negativo foi o carro da Mercedes, que deixou Lewis Hamilton na mão em um momento importante do campeonato. Agora, Verstappen tem uma grande vantagem e se consolida líder. Se a equipe alemã quer vencer a Red Bull, vai precisar cobrar mais do departamento de engenharia.

Mais um trabalho lamentável da narração brasileira

Notas

Corrida: 7

Pilotos

  1. Max Verstappen: 9
  2. Valtteri Bottas: 8
  3. Lando Norris: 8
  4. Lewis Hamilton: 9
  5. Carlos Sainz Jr.: 8
  6. Sérgio Pérez: 3
  7. Daniel Ricciardo: 7
  8. Charles Leclerc: 9
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Fernando Alonso: 7
  11. George Russell: 8
  12. Yuki Tsunoda: 7
  13. Lance Stroll: 3
  14. Antonio Giovinazzi: 3
  15. Nicholas Latifi: 3
  16. Kimi Raikkonen: 3*
  17. Sebastian Vettel: 3*
  18. Mick Schumacher: 3
  19. Nikita Mazepin: 3

 

Abandonou

  1. Esteban Ocon

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Lando Norris

Melhor piloto: Charles Leclerc

Pior piloto: Sergio Pérez

*Como a batida entre ambos ocorreu depois da bandeira quadriculada, Raikkonen e Vettel se classificaram, respectivamente em 16º e 17º lugar.

Análise Grande Prêmio da Áustria de 2020 | 2020 Austrian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 05 de julho, o Grande Prêmio da Áustria de 2020 foi a primeira corrida da temporada, já que a pandemia de Covid-19 provocou o cancelamento e adiamento das etapas anteriores. Havia muita expectativa, mas a corrida foi um desastre. Muitos abandonos, poucas ultrapassagens e punições questionáveis. Antes da prova, houve uma manifestação contra o racismo na qual os pilotos se ajoelharam. Dos 20 atletas, seis se recusaram a se ajoelhar: Daniil Kvyat (Alpha Tauri), Carlos Sainz Jr. (McLaren), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Max Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo). Desses seis, três abandonaram.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position. Com a punição de seu companheiro Lewis Hamilton, Verstappen largou em segundo. Logo após a largada, houve algumas disputas, como entre Verstappen e Lando Norris (McLaren) e entre Sebastian Vettel (Ferrari) e Daniel Ricciardo (Renault). Infelizmente, os acidentes não tardaram a vir. Verstappen foi o primeiro a abandonar quando seu carro desligou subitamente. Quando o holandês abandona, é quase certeza que a corrida vai ser a pior e mais chata possível, porque Max sabe como dar um show na pista (vide a disputa com Leclerc no ano passado). Pouco depois, Ricciardo teve uma falha mecânica e se retirou da prova e o motor de Lance Stroll (Racing Point), que havia largado em nono, o fez abandonar a corrida. Vettel rodou após uma disputa com Sainz, foi para o fundo de grid e lá permaneceu.

Kevin Magnussen (Haas) rodou e foi parar na caixa de brita. Com isso, o safety car foi acionado. Sergio Pérez (Racing Point) e Alexander Albon (Red Bull) disputavam o terceiro lugar. Anteriormente, o mexicano enfrentou dificuldades para superar Norris. Com a relargada, Romain Grosjean (Haas) e George Russell (Williams) deixaram a corrida.

Na frente do grid, após uma disputa com Pérez, Albon tentou ultrapassar Hamilton, mas foi tocado pelo inglês e saiu da pista. Hamilton, que planejava uma manifestação antirracista no pódio, levou uma punição de 5 segundos. Pérez foi igualmente punido por ter ultrapassado a velocidade máxima permitida no pit lane. Enquanto isso, Leclerc sofria para ultrapassar Norris. Após a ultrapassagem do monegasco, Sainz tentou superar o companheiro, mas não conseguiu. No fim da prova, Raikkonen passou pela zebra e perdeu uma roda do carro. Kvyat quebrou a suspensão e também abandonou.

Valtteri Bottas foi o grande vencedor. Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada em segundo, porém com a punição, Charles Leclerc herdou o segundo lugar e Lando Norris ficou em terceiro. Sinceramente, nenhuma das colunistas do site tinha vontade de analisar a prova, pois corrida monótona e com muitas quebras não são de nosso agrado (principalmente quando pilotos pelos quais temos grande carinho abandonam logo no começo). No entanto, reconhecemos o bom trabalho dos atletas e tiramos algumas conclusões. A primeira é que a Ferrari teve um começo desastroso, com seus pilotos enfrentando dificuldades em ultrapassar equipes consideradas “resto”, como a McLaren. Segunda, Racing Point e McLaren surgem como potenciais ameaças à Red Bull pelo posto de “equipe de ponta”. Terceira, a Mercedes começou com domínio em uma corrida fora do comum, mas talvez esse ano não tenha tanto sossego como nas temporadas anteriores.

A bruxa está solta em Spielberg. (Charge feita pela nossa nova colunista, Adriana Perantoni).

Notas

 

Corrida: 0-6

 

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 9
  2. Charles Leclerc: 7
  3. Lando Norris: 9
  4. Lewis Hamilton: 8,5
  5. Carlos Sainz Jr.: 7
  6. Sergio Pérez: 8,5
  7. Pierre Gasly: 7
  8. Esteban Ocon: 7
  9. Antonio Giovinazzi: 7
  10. Sebastian Vettel: 0
  11. Nicholas Latifi: 6

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 0
  2. Alexander Albon: 7,5
  3. Kimi Raikkonen: 0
  4. George Russell: 0
  5. Romain Grosjean: 0
  6. Kevin Magnussen: 0
  7. Lance Stroll: 10
  8. Daniel Ricciardo: 10
  9. Max Verstappen: 10

 (Observação: Esclarecendo as últimas notas, daremos 10 como nota de consolação a todos os pilotos que tiveram de abandonar a prova no começo por falhas no carro, seja no motor, na parte elétrica, no câmbio, nos freios, ou em qualquer outra parte).

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Alexander Albon

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Sebastian Vettel