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Análise do Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2021 | 2021 Emilia Romagna Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Texto em inglês revisado por Jack Thurston | English text revised by Jack Thurston

O Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2021 ocorreu no dia 18 de abril. Debaixo de chuva, a corrida teve muitas reviravoltas e tinha todos os ingredientes para ser um espetáculo. No entanto, uma velha conhecida estragou uma parte do show: a famigerada ordem de equipe.

Lewis Hamilton (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Sergio Pérez (Red Bull). Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari), que havia escapado na volta de apresentação, completaram a segunda fila. Logo após a largada, houve uma briga tripla entre Hamilton, Pérez e Verstappen, com o holandês levando a melhor. Passou o inglês após as duas primeiras curvas e tomou uma grande distância. Com a pista molhada, houve muitas escapadas, entre elas a de Nicholas Latifi (Williams), que bateu no muro e provocou a entrada do safety car. Outro piloto que passou por um infortúnio foi Mick Schumacher (Haas), que rodou na saída dos boxes e perdeu a asa dianteira. O alemão completou algumas voltas antes de repor a peça.

Com a saída do safety car, houve uma disputa no meio do grid entre Pierre Gasly (AlphaTauri), Lando Norris (McLaren), Carlos Sainz Jr. (Ferrari), Lance Stroll (Aston Martin) e Valtteri Bottas (Mercedes). Norris disparou na frente enquanto Gasly perdia posições constantemente. Logo foi a vez de Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Yuki Tsunoda (AlphaTauri) ultrapassarem o francês. Pouco depois, houve mais um caso lamentável de ordens de equipe: Norris disse para a McLaren que “andaria mais rápido se a pista estivesse livre”, insinuando que a equipe deveria mandar seu companheiro Daniel Ricciardo lhe ceder a posição. A McLaren acatou o pedido e ordenou ao australiano que deixasse Norris passar.

A pista molhada ainda prejudicava o andamento da corrida. Pérez foi punido pelos comissários com 10 segundos de stop-and-go por ter recuperado na pista as duas posições que havia perdido após sair temporariamente do traçado. Sebastian Vettel (Aston Martin) recebeu a mesma punição por ter saído do pit stop antes da placa de 5 segundos. No entanto, enquanto a chuva dificultava a vida de uns, para outros ela não foi problema. Foi o caso de Verstappen, que trocou os pneus antes de Hamilton e voltou para o primeiro lugar após a parada do inglês. Aproveitando a abertura de Bottas (retardatário) para o líder, Stroll ultrapassou o finlandês.

Logo após, houve mais dois incidentes. Ao ultrapassar o retardatário George Russell (Williams), Hamilton escorregou e parou no muro. Parecia fim de prova para o piloto britânico, mas o heptacampeão, mesmo com dificuldade devido à brita, colocou seu carro novamente na pista e seguiu a corrida. Pouco depois, Russell escorregou e tocou a traseira de Bottas, que fazia uma prova decepcionante. Ambos bateram no muro e deixaram muitos detritos na pista. Houve bandeira vermelha.

Na relargada, Raikkonen escapou do traçado e facilitou o trabalho de alguns pilotos que estavam atrás. Um deles foi Hamilton, que do nono lugar, passou para o sétimo em poucas voltas. Logo estava à caça de Sainz. Enquanto isso, Leclerc perdia o segundo lugar para Norris e não conseguia atacar o piloto da McLaren. Hamilton veio como um furacão para cima de Sainz e, apesar da defesa acirrada de Leclerc, conseguiu superar os dois pilotos da Ferrari e ultrapassou Norris com maestria. Tsunoda havia levado duas advertência por exceder os limites da pista e depois foi punido com 5 segundos. Vettel foi o último a abandonar, recolhendo seu carro para a garagem a poucos minutos do fim.

Max Verstappen foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo lugar e Lando Norris em terceiro. Diferente da edição anterior, na qual os acidentes provocaram uma corrida sem grandes ações, o Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2021 teve grandes reviravoltas. A expectativa era alta para Sergio Pérez, que estava largando em segundo lugar, mas terminou fora da zona de pontuação. Verstappen outra vez deu uma demonstração de seu talento na chuva, chegando a colocar 20 segundos de diferença para o segundo colocado. Ao mesmo tempo, Norris repetiu a atitude que tomou no Grande Prêmio da França de 2019, ao mandar novamente a equipe parar seu companheiro para que possa ultrapassá-lo. Manobras como essa sempre mancharam a história da Fórmula 1 (dois exemplos memoráveis foram as trocas de posição entre Michael Schumacher e Rubens Barrichello no Grande Prêmio da Áustria de 2002 e entre Fernando Alonso e Felipe Massa no Grande Prêmio da Alemanha de 2010). É lamentável que a McLaren tenha optado por essa atitude antiética e antiesportiva e que Norris seja condecorado pela imprensa e pelos torcedores por isso. A corrida poderia ter sido perfeita se não fosse pelo fantasma das ordens de equipe pairando sobre o paddock novamente.

Atualização 1: Lance Stroll cruzou a linha de chegada em sétimo, mas foi punido após a prova por ultrapassar Pierre Gasly fora do traçado. Com isso, as posições dos pilotos foram invertidas.

Atualização 2: Kimi Raikkonen terminou a corrida em nono, mas foi punido com 30 segundos por ter falhado em entrar no pit lane para a relargada. Fernando Alonso e Esteban Ocon ganharam posições e o finlandês terminou fora da zona de pontuação.

“Papai, mande o Ricciardo parar para eu passar, AGORA!”

Opinião da Rebeca:

Em minha humilde opinião, Lewis Hamilton foi o nome do dia. O painel da Fórmula 1 chegou a colocar “FORA” (em inglês, “OUT”) ao lado de sua sigla, indicando que o piloto estava abandonando. Mas estamos falando daquele que venceu o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 com apenas três rodas. Hamilton não conhece a palavra “desistir”. Ele é um piloto destemido, talentoso e persistente, um colírio para os olhos dos torcedores. Sua recuperação foi impressionante, e o pódio devidamente merecido. Outro piloto que merece elogios é Max Verstappen, que fez uma prova praticamente sem erros. A equação (chuva) + (Verstappen) quase sempre resulta em corridas incríveis. Um exemplo é o Grande Prêmio do Brasil de 2016 (que, inclusive, foi no meu aniversário).

Agora, com relação a Lando Norris, repito: atitude lamentável. Piloto que precisa pedir para a equipe parar o companheiro não merece créditos por seu resultado na corrida. Daniel Ricciardo não merecia passar por essa humilhação. O piloto australiano, que tem poles, pódios e vitórias na carreira, anda comendo o pão que o diabo amassou desde suas duas temporadas na Renault, e esperava uma situação diferente na McLaren. Curiosamente, a narração brasileira aplaudiu o pedido de Norris, e antes havia insinuado que a AlphaTauri deveria ter feito o mesmo entre Yuki Tsunoda e Pierre Gasly. No entanto, o piloto japonês não precisa de ordens de equipe, pois pode passar por mérito próprio. Ao contrário do filho de Adam Norris, que não esconde sua antipatia e falta de espírito esportivo. Norris quase nunca é repreendido por suas atitudes, e a explicação talvez seja a mesma da questão apresentada no episódio “Todo Mundo Odeia Bad Boys”, da série “Todo Mundo Odeia o Chris” (me refiro à cena em que a família de Chris é humilhada em um restaurante enquanto a família dos Banks, que estava nas mesmas condições, é tratada com muita cortesia).

Outro que decepcionou foi Charles Leclerc, que foi muito macho para se defender, mas uma princesa para atacar. Mais um motivo para o apelido de “Cinderela”.

Opinião da Adriana:

É incrível como as corridas na Itália conseguem ser dramáticas e entregar corridas que são definidas na última volta. Assim como no ano passado, Imola nos entregou um pódio diferente, com Verstappen, Hamilton e Norris, demonstrando a força do motor Mercedes com os últimos dois.

Desde antes da corrida, sabíamos que essa corrida seria caótica, seja pela pista molhada ou pelos incidentes: um dano no carro de Bottas, os freios de Stroll pegando fogo, Vettel começando do pitlane e Alonso tendo problemas. 

Na largada, Verstappen mostrou que esse ano, ele será o competidor direto de Hamilton, que deve estar ansioso para mais batalhas ao decorrer da temporada. Norris também demonstrou estar com sede de resultados. Logo no começo, o britânico sofreu um toque mas logo depois, conseguiu se recuperar e conquistar o pódio. Talvez a ordem de equipe tenha tirado um pouco do brilho de sua performance (pelo menos, para mim) mas não podemos negar que ele tem o que precisa para se tornar um grande piloto. 

O incidente de Russell e Bottas foi bizarro, para dizer o mínimo e o pequeno “tapa” do britânico foi quase uma homenagem a Piquet, quando deu um soco em Salazar após uma colisão. Temos que entender que, além de um incidente de corrida, a rivalidade entre os dois vai muito além de pontos e sim, de uma possível vaga para o mais jovem. Vamos acompanhar os próximos capítulos dessa novela com muita atenção.

E o que foi Sir Lewis salvando o carro de ré da brita? Só essa manobra deveria lhe garantir o prêmio de piloto do dia. Somando com a sua corrida de recuperação, ele prova que mesmo com todas as dificuldades, seu talento é indiscutível.

Já sobre a corrida de Ricciardo, a sexta posição foi um resultado ótimo. Temporadas de adaptação com uma nova equipe tendem a ser assim e se compararmos seu começo na McLaren com a temporada de 2019, percebemos a notável diferença que um carro bom faz. Essa ainda é sua segunda corrida e o australiano ainda tem muitas corridas pela frente para conseguir extrair o potencial completo do carro. 

Acho que para a próxima corrida, vou preparar uma cartela de bingo para ver se não fico tão nervosa. 

Notas

Corrida: 9,5 (Rebeca) | 7,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  2. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca e Adriana)
  3. Lando Norris: 6 (Rebeca) | 8,5 (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 7 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  5. Carlos Sainz Jr.: 6,5 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  7. Pierre Gasly: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  8. Lance Stroll: 8 (Rebeca e Adriana)
  9. Esteban Ocon: 5 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  10. Fernando Alonso: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 6 (Rebeca e Adriana)
  12. Sergio Pérez: 7 (Rebeca e Adriana)
  13. Yuki Tsunoda: 7 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  15. Sebastian Vettel*: 2 (Rebeca) | 4 (Adriana)
  16. Mick Schumacher: 2 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  17. Nikita Mazepin: 2

 

Abandonaram

  1. Valtteri Bottas: 0 (Rebeca e Adriana)
  2. George Russell: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  3. Nicholas Latifi: 10 de consolação (Rebeca) | 6 (Adriana)

(*Nota: Sebastian Vettel também abandonou, mas como Mick Schumacher e Nikita Mazepin estavam muito longe, ele foi classificado como 15º colocado, por ter se retirado com 95% da prova concluída)

Piloto do Dia (escolhido pelo público): O filho do Príncipe Adam da Disney (aquele que foi transformado em Fera) com a Veruca Salt (a menina mimada da Fantástica Fábrica de Chocolate)

Melhor piloto: Lewis Hamilton (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Análise Grande Prêmio da Turquia de 2020 | 2020 Turkish Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 15 de novembro, o Grande Prêmio da Turquia de 2020 marcou a volta da Fórmula 1 ao país depois de nove anos. Um treino classificatório embaixo de chuva trouxe um grid de largada maravilhoso: pela primeira vez no ano, um piloto de uma equipe que não a Mercedes começa a prova do primeiro lugar. No entanto, imprevistos tornaram o resultado uma grande frustração.

Lance Stroll (Racing Point) largou da pole position ao lado de Max Verstappen (Red Bull). É a primeira vez que um canadense obtém a pole desde Jacques Villeneuve em 1997. Além disso, Stroll é o 101º piloto e o quinto mais jovem a ter esta conquista. Verstappen não teve uma boa largada e foi ultrapassado por vários concorrentes. Com o asfalto molhado, a primeira volta teve um toque entre Esteban Ocon (Renault) e Valtteri Bottas (Mercedes) e ambos saíram da pista, voltando logo em seguida, porém perdendo várias posições.

Na primeira metade da corrida não houve muitas ultrapassagens porque os pilotos buscaram dirigir cautelosamente. Lewis Hamilton (Mercedes) disputava o quinto lugar com Sebastian Vettel (Ferrari), mas saía da pista constantemente. Alexander Albon (Red Bull) acabou ultrapassando ambos. Com a troca de pneus de Stroll, Verstappen chegou a liderar a prova, mas depois de Sergio Pérez (Racing Point) parar nos boxes, a equipe chamou o holandês. Max e Checo lutaram pelo segundo lugar, com o mexicano à frente, mas o piloto da Red Bull rodou e perdeu a oportunidade de ultrapassar. O primeiro abandono foi de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), que estacionou seu carro na grama.

Muitos pilotos saíram prejudicados com a pista escorregadia. Um deles foi George Russell (Williams), que foi tocado por Lando Norris (McLaren). Parece que os comissários nem perceberam isso, mas notaram que Verstappen cruzou a linha do pit lane na saída dos boxes. Decidiram investigar o caso após a corrida.

Por incrível que pareça, a Racing Point se auto-sabotou: chamou Stroll para a troca de pneus, pois outros haviam feito o mesmo. No entanto, isso só prejudicou o canadense, cujo carro perdeu rendimento e, consequentemente, acabou terminando a prova em nono lugar. O maior beneficiado foi Hamilton, que depois de uma primeira metade de prova cheia de rodadas, fez um final de corrida quase sem erros (maneira semelhante à de Stroll até a burrada de sua equipe). Por outro lado, Bottas rodava mais e mais vezes, e por incrível que pareça continuou no páreo. Nicholas Latifi (Williams) e Romain Grosjean (Haas) se tocaram e o canadense abandonou a prova. O francês e seu companheiro de equipe Kevin Magnussen também se retiraram, mas próximo ao final da corrida.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Sergio Pérez em segundo e Sebastian Vettel em terceiro. O resultado do Grande Prêmio da Turquia de 2020 não foi como esperado, o que não significa que tenha sido dos melhores. Para melhor entendimento da questão, ler as opiniões das colunistas. Apesar de tudo, há uma coisa boa: Hamilton agora se consagrou heptacampeão mundial de Fórmula 1, igualando o recorde de Michael Schumacher.

A imagem fala por si própria.

Opinião da Rebeca:

A pole position de Lance Stroll é mais do que merecida. Sua estrela brilha cada vez mais forte. Ele e Max Verstappen são ótimos correndo na chuva. É uma pena que a capacidade cognitiva de seus estrategistas não seja diretamente proporcional. Mas isso não tira o valor da conquista.

Peço perdão a quem tenha gostado do resultado, mas eu particularmente não curti. Acredito que uma boa oportunidade de mudanças foi perdida por mais uma ideia jeguial da Racing Point. Entretanto, devemos continuar firmes e seguir em frente. Afinal, corridas são imprevisíveis e esta é a graça da Fórmula 1.

Opinião da Adriana:

Para mim, a corrida hoje foi agridoce. Mais uma vez vimos Lewis Hamilton provando sua grandeza ao conquistar mais um campeonato mundial, igualando Michael Schumacher e ele merece demais. Em um fim de semana que não foi perfeito, ele foi lá e mostrou do que é feito. O melhor do mundo fazendo o que sabe de melhor.

Outra coisa que me deixou muito feliz na corrida foi o segundo lugar de Pérez. O mexicano é bom, merece um lugar pro ano que vem e eu espero que consiga porque a performance de hoje foi perfeita.

Por outro lado, mais uma vez a Racing Point estragou a corrida de um de seus pilotos com uma estratégia péssima. Tantas equipes para copiarem e me copiam a Ferrari? Como diz um meme que eu amo usar: olha, sinceramente Britto… Stroll tinha tudo para ganhar sua primeira corrida, ganhar bons pontos para a equipe com uma sobrinha de primeiro e segundo lugar e eles fazem aquilo. Eu não tenho nem mais o que comentar sobre isso, além de que eu entendo os fãs do Checo agora.

Nunca achei Istambul Park aquele circuito todo, que muitos fãs alegam ser, e hoje a corrida foi extremamente anticlímax: prometeu mas não entregou nada. Não tenho dúvidas em quem escolher como melhor piloto, que é Hamilton. E como pior, assim como já fiz com a Renault antes, escolho uma equipe e esse prêmio vai para a Racing Point.

Notas

Corrida: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 10 (Adriana)
  2. Sergio Pérez: 10 (Rebeca e Adriana)
  3. Sebastian Vettel: 4 (Rebeca)
  4. Charles Leclerc: 4 (Rebeca) 8 (Adriana)
  5. Max Verstappen: 5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  6. Alexander Albon: 5,5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  7. Lando Norris: 4 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Lance Stroll: 10 (Rebeca: você é maravilhoso, mas sua equipe que não presta) 9 (Adriana)
  9. Daniel Ricciardo: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  10. Esteban Ocon: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  11. Daniil Kvyat: 3 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Pierre Gasly: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Valtteri Bottas: 2 (Rebeca) 4 (Adriana)
  14. Kimi Raikkonen: 4 (Rebeca e Adriana)
  15. George Russell: 4 (Rebeca e Adriana)

 

Abandonaram

  1. Kevin Magnussen
  2. Romain Grosjean
  3. Nicholas Latifi
  4. Antonio Giovinazzi

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sebastian Vettel (definitivamente, a voz do povo NÃO é a voz de Deus)

Melhor piloto: Lance Stroll (Rebeca) | Lewis Hamilton (Adriana)

Pior piloto: Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Pior equipe: Racing Point

Análise Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2020 | 2020 Emilia Romagna Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 1º de novembro, o Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2020 marcou a volta da Fórmula 1 ao Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. Esta pista, usada pela última vez na categoria em 2006, foi palco de duas das maiores tragédias da história do automobilismo: as mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna em 1994. Para suprir o cancelamento de algumas corridas devido à pandemia de Covid-19, a Fórmula 1 optou por reviver provas que há muito tempo não eram disputadas. No caso de Ímola, a etapa teve o nome alterado: foi batizada de “Grande Prêmio da Emília-Romanha” depois de anos sendo chamada de “Grande Prêmio de San Marino”.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro Lewis Hamilton. Max Verstappen (Red Bull) e Pierre Gasly (AlphaTauri) completaram a segunda fila. O francês, inclusive, usou um capacete em homenagem a Senna. Logo na primeira volta, Kevin Magnussen (Haas). Lance Stroll (Racing Point) teve um toque com a traseira de Esteban Ocon (Renault), forçando o canadense a trocar a asa dianteira. Além disso, foi o primeiro da corrida a colocar pneus duros.

Durante a primeira metade da prova, não houve muitos momentos marcantes. Carlos Sainz Jr. (McLaren) fez a única ultrapassagem desse tempo, sobre o companheiro Lando Norris. Gasly foi o primeiro a abandonar devido a um problema de motor. Verstappen se aproximava de Bottas, mantendo um ritmo melhor que o do finlandês. Mais tarde, o motor de Ocon obrigou o hispano-francês a estacionar o carro na grama. O safety car virtual foi acionado.

Daniil Kvyat (AlphaTauri) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) faziam uma boa corrida. O russo disputava posições constantemente com Alexander Albon (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari). O finlandês se manteve firme entre os seis primeiros colocados. Enquanto isso, na frente do grid, Verstappen ultrapassou Bottas e Hamilton se consolidou como líder.

No entanto, a alegria do holandês não durou muito, pois rodou e parou na brita. O safety car entrou na pista e muitos aproveitaram para trocar os pneus. George Russell (Williams) rodou sozinho e quase bateu em Sainz, sendo o quarto a abandonar. O último a se retirar foi Magnussen, que após a saída do safety car sentiu enxaqueca.

A estratégia de troca de pneus foi essencial para o destino da corrida. A Racing Point chamou Sergio Pérez, que estava em terceiro lugar, para trocar os pneus, e o mexicano foi ultrapassado por Daniel Ricciardo (Renault), Kvyat, Albon e Leclerc. Em nenhum momento Bottas foi capaz de ameaçar Hamilton.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo lugar e Daniel Ricciardo em terceiro. O Grande Prêmio da Emília-Romanha deixou escancarado que Ímola é uma pista de emergência, pois houve pouquíssimas ultrapassagens e a corrida foi bem monótona até a segunda metade. A Fórmula 1 precisou improvisar para manter os investimentos pré-pandemia, e é compreensivo que algumas pistas não muito atrativas tiveram que ser usadas. No entanto, o resultado não é muito agradável, pois a corrida de hoje parecia com o Grande Prêmio da França em termos de marasmo. É como se a Fórmula 1 quisesse compensar o cancelamento de uma corrida chata fazendo outra corrida chata.

E aí, Kimi? Como foi a corrida?

Opinião da Rebeca:

Eu sinceramente acho uma falta de respeito reutilizar o Circuito de Ímola na Fórmula 1. Em uma época em que os carros são mais velozes, a categoria deveria aproveitar pistas que facilitam ultrapassagens, não que dificultam. Como descrito na análise, a primeira metade da corrida foi muito chata, com praticamente uma única ultrapassagem (de Carlos Sainz Jr. sobre Lando Norris). Estava quase desistindo de assistir àquela chatice, mas o meu trabalho falou mais alto.

Uma observação pessoal: não sei se apenas eu reparei nisso, mas o Autódromo Enzo e Dino Ferrari tem um formato de um ânus. Aí fica meio previsível como que vai terminar a corrida, não é?

Opinião da Adriana:

Eu vou ser sincera (como sempre sou) e dizer que eu quase desisti dessa corrida. E que bom que eu não desisti. 

Hoje, vou desconsiderar as primeiras 50 e poucas voltas e falar só das últimas porque foi aí que tudo começou a ficar bom. Eu fiquei muito triste com o abandono do Russell, foi de cortar o coração vê-lo daquele jeito. Mas eu tenho certeza que ele consegue um ponto até o final dessa temporada (ou pelo menos espero).

Não pensei que Ricciardo iria tão bem esse fim de semana. Inclusive sonhei que ele tinha um fim de semana horrível e não é que ele falou “hoje não”? E que bom, porque só um pódio incomum salvaria essa corrida.

Que alegria vê-lo mais uma vez no pódio, se consagrando como um grande piloto que sempre foi. As sete vitórias na Red Bull demonstraram isso mas os dois pódios pela Renault, que não promete em nada com seu carro intermediário, ele apenas confirma sua grandeza. E que venha a McLaren com motor Mercedes!

Mais uma vez, fico muito feliz com o desempenho de Pérez, que prova mais uma vez como merece uma vaga para o ano que vem. Por outro lado, Gasly, que vinha de um fim de semana forte e com um ótimo desempenho, teve que abandonar o GP logo nas primeiras voltas. Uma pena para o francês.

Kvyat parece que finalmente acordou (agora, você jura?) mas pelo o que Helmut Marko disse em entrevistas neste sábado, a vaga já é de Tsunoda. Já estou torcendo pelo japonês.

Enfim, eu tremi, gritei, fiquei nervosa e não acreditei que Ricciardo conseguiria outro pódio e ele conseguiu. Essa temporada está de parabéns por nos proporcionar esse tipo de entretenimento durante tempos tão difíceis para o mundo.

Notas

Corrida: 5 (Rebeca) 7 (Adriana: ela ainda foi chata pela maior parte do tempo, então é essa a nota)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca e Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  3. Daniel Ricciardo: 9 (Rebeca) 10 (Adriana)
  4. Daniil Kvyat: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  5. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  6. Sergio Pérez: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Lando Norris: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  9. Kimi Raikkonen: 10 (Rebeca) 7 (Adriana)
  10. Antonio Giovinazzi: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  11. Nicholas Latifi: 8 (Rebeca e Adriana)
  12. Sebastian Vettel: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Lance Stroll: 6 (Rebeca e Adriana)
  14. Romain Grosjean: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Alexander Albon: 2 (Rebeca) 4 (Adriana)

Abandonaram

  1. George Russell: 3 (Rebeca) 8 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  3. Kevin Magnussen: 3 (Rebeca) 4 (Adriana)
  4. Esteban Ocon: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  5. Pierre Gasly: 10 de consolação (Rebeca) 8 (Adriana: ele estava indo muito bem até abandonar, deu dó)

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Kimi Raikkonen

Melhor piloto: Kimi Raikkonen (Rebeca) | Daniel Ricciardo (Adriana)

Pior piloto: Alexander Albon (Rebeca e Adriana)

Análise Grande Prêmio de Portugal de 2020 | 2020 Portuguese Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 25 de outubro, o Grande Prêmio de Portugal de 2020 teve como palco o Circuito de Portimão (Autódromo Internacional do Algarve), uma pista usada em competições como a Fórmula 3. A última vez que a Fórmula 1 esteve no país foi em 1996, sendo usado o Circuito do Estoril. E, como dizem os portugueses, esta prova foi “bestial”.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro Valtteri Bottas. Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Logo na primeira volta houve várias ultrapassagens e um toque entre Verstappen e Sergio Pérez (Racing Point) que colocou o mexicano no último lugar do grid. Seu companheiro Lance Stroll superava vários adversários e chegou à zona de pontuação em pouco tempo.

Carlos Sainz Jr. (McLaren) chegou a liderar a prova na primeira volta, mas logo foi ultrapassado por Bottas e Hamilton. Enquanto isso, Pierre Gasly (AlphaTauri) e Stroll subiam de posições. Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) chegou a ficar entre os 10 colocados, mas logo foi superado. Pérez também conseguiu compensar o prejuízo e chegou à zona de pontuação com menos de 1/3 da prova concluída. Hamilton recuperou a liderança.

Na volta 22, numa tentativa de ultrapassar Lando Norris (McLaren), Stroll colidiu com o inglês, obrigando ambos a fazer pit stop. O canadense foi punido com 5 segundos e em seguida com mais 5 por ter excedido os limites da pista. Como bem notado pela Adriana, quando Verstappen colidiu com Stroll exatamente do mesmo jeito nos treinos livres, os comissários optaram por não punir ninguém, mas na corrida penalizaram Stroll (triste coincidência um indígena sofrer numa corrida em Portugal). O piloto da Racing Point abandonou a prova depois por problemas no carro.

Na volta 50, Daniel Ricciardo (Renault) foi ultrapassado por Gasly e Sainz. O australiano também havia conseguido boas posições até então.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. O Grande Prêmio de Portugal teve muitas reviravoltas e ultrapassagens, o que torna a corrida muito emocionante, embora nem sempre as emoções sejam positivas. Os eventos mostraram que há pilotos com muita sede de vitória, ou no mínimo de melhores posições, mas a prudência sempre deve vir antes.

Resumo da corrida, por Dilma Rousseff.

Opinião da Rebeca:

No começo o Grande Prêmio de Portugal parecia surpreender, mas no fim acabou do mesmo jeito que a maioria das corridas de 2020. Como apontado na análise, reconheço que Lance Stroll teve responsabilidade pela colisão com Lando Norris, mas os comissários deveriam ter coerência em suas decisões e punir todos os pilotos que fazem o mesmo (inclusive Max Verstappen). É como disse Luciano Burti sobre o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2017: “se você só faz justiça com um, está fazendo uma injustiça”. Na ocasião, os comissários haviam punido Verstappen por ter excedido os limites da pista, mas outros fizeram o mesmo e não foram punidos. Em minha sincera opinião, a FIA deveria importar os juízes da FIFA (e olha que também não confio totalmente nestes).

Minha reação à batida na volta 22.

Opinião da Adriana:

E temos um novo recorde na Fórmula 1! Que privilégio ver Hamilton sendo o maior vencedor de todos os tempos! Ele merece e muito, que exemplo de piloto e pessoa. Sem dúvidas, o maior de todos os tempos.

E para falar a verdade, ainda bem que alguma coisa boa aconteceu nessa corrida. Eu detesto corridas onde eu fico mais nervosa do que qualquer coisa. O que começou com uma confusão, prometendo mais uma corrida com novos resultados, acabou do mesmo jeito e só serviu para nos entregar mais uma conquista arrasadora de Hamilton.

Acho que o comissário dessa corrida foi a Oprah porque o tanto de bandeira preta e branca que tivemos foi surreal. Tirando isso, mais uma corrida morna. 

Merecidíssimo o Piloto do Dia ser de Pérez, que após o incidente com Verstappen, conseguiu fazer uma corrida de recuperação maravilhosa. Quero dar uma ligadinha pra Racing Point e perguntar como eles estão depois de dispensar o mexicano…

Também noto aqui a destreza de Ocon em conseguir tantas voltas com seus pneus, parando apenas nas últimas voltas da corrida. 

E aproveito do meu espaço para manifestar o meu repúdio às atitudes de Verstappen na sexta-feira, logo após seu incidente com Stroll. Usar de palavras ofensivas que atinge pessoas de deficiência intelectual, não se desculpar depois por classificar “não ser um problema seu” e ter sua atitude justificada pelo “calor do momento” é repugnante e não deveria ter nem espaço na Fórmula 1 para esse tipo de atitude. Até porque todos corremos como um, não é mesmo?

Notas

Corrida: 7 (Rebeca e Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca e Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca e Adriana)
  3. Max Verstappen: 7 (Rebeca: era para ser 8, mas vou tirar um ponto pela grosseria nos treinos) (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  5. Pierre Gasly: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Sergio Pérez: 9 (Rebeca) 10 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 7 (Rebeca) 8 (Adriana)
  9. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  10. Sebastian Vettel: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 8 (Rebeca) 5 (Adriana)
  12. Alexander Albon: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  13. Lando Norris: 6 (Rebeca: se eu souber que você andou xingando o Lance na imprensa, a nota muda para 0; entendo a frustração, mas cortesia em primeiro lugar) 5 (Adriana)
  14. George Russell: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  15. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  16. Kevin Magnussen: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Romain Grosjean: 4 (Rebeca e Adriana)
  18. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca e Adriana)
  19. Daniil Kvyat: 3 (Rebeca e Adriana)

 

Abandonou

  1. Lance Stroll: 9/3 (Rebeca: diferente dos comissários eu serei coerente; como no Grande Prêmio da China de 2018 eu dei uma nota alta para o Verstappen mesmo com a batida no Vettel porque o holandês havia feito uma boa prova, darei duas notas ao Lance, 9 pelo ótimo começo de corrida, 3 pela batida) 6 (Adriana)

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Lewis Hamilton (Rebeca) | Lewis Hamilton e Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: Daniil Kvyat (Rebeca) | Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat (Adriana: já tão fazendo hora extra já)

Análise Grande Prêmio do Eifel de 2020 | 2020 Eifel Grand Prix Analysis

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro | By Adriana Perantoni and Rebeca Pinheiro

Ocorrido no dia 11 de outubro, o Grande Prêmio do Eifel de 2020 teve como cenário o Circuito de Nürburgring, que não era usado na Fórmula 1 desde 2014. Esse GP contou com o retorno de Nico Hulkenberg (Racing Point), substituindo Lance Stroll, que estava com problemas intestinais desde o sábado. A corrida começou como esperado, com uma batalha pela primeira posição entre Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (ambos da Mercedes), no qual o finlandês leva vantagem. Logo na primeira curva, Daniel Ricciardo (Renault) ultrapassou Alexander Albon (Red Bull Racing) e desde a primeira volta, o australiano ameaçou Charles Leclerc (Ferrari) pela quarta posição. Na 5ª volta, durante um rádio para Carlos Sainz Jr (McLaren), foi avisado que a chuva estava se aproximando do circuito.

Após 10 voltas, Ricciardo finalmente consegue ultrapassar Leclerc, conquistando a 4ª posição. A partir daqui, alguns lances importantes começaram a acontecer.

Na 11ª volta, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou na zebra e acabou rodando sozinho. Na 12ª volta, Bottas errou e travou seus pneus, então Hamilton ultrapassou seu companheiro e assumiu a liderança.

Na 14ª volta, em uma manobra lamentável, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) colidiu com George Russell (Williams) na Volta 1, o que fez o inglês quase tombar seu carro. Por isso, o finlandês levou uma punição de 10 segundos. Essa colisão fez com que Russell abandonasse a corrida na 16ª volta. Na volta 17, foi a vez de Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Albon colidirem. Em um toque durante uma tentativa de ultrapassagem, Albon tocou em Kvyat, fazendo com que a asa dianteira do russo quebrasse, levando o russo para o último lugar. Por esse acidente, Albon também foi punido, com 5 segundos no pit stop and go.

Bottas começou a desacelerar na 18ª volta, apresentando problemas em sua Mercedes. O finlandês abandona na próxima volta, por falta de potência. Na 23ª volta, foi a vez de Esteban Ocon (Renault) abandonar a corrida, também por problemas em seu motor.

Ao parar nos pits para cumprir sua punição na volta 25, Albon abandonou a corrida com a alegação de problemas, mas sem muitas explicações do que aconteceu. Vale lembrar que antes de parar, o tailandês quase colidiu com Pierre Gasly (Alpha Tauri) na Volta 1. Em seu rádio, Albon disse que “(Gasly) estava pressionando demais”.

Na 26ª volta, foi a vez de Lando Norris (McLaren) relatar problemas de falta de potência (em um jeito nada cortês). Mesmo assim, o inglês parou nos boxes para trocar os pneus e voltou à pista e mesmo com problemas, ele conseguiu brigar por posições com Sergio Pérez (Racing Point), porém o mexicano levou a melhor. A partir daí, Pérez batalhou pela 4ª posição com Leclerc, que perdeu a posição para o mexicano na 34ª volta. Na 42ª volta, Hulkenberg ultrapassou Vettel e garantiu a nona posição, voltando aos pontos após largar em último. 

Mesmo após tentar continuar na corrida, Norris não conseguiu superar os problemas em seu carro e abandonou na 44ª volta, acionando assim o Safety Car, que permaneceu na pista até a 49ª volta. 

Na relargada, Ricciardo ameaçou Max Verstappen (Red Bull Racing) pela segunda posição, mas o holandês levou vantagem e conseguiu manter a posição. Com isso, o australiano começou a ser atacado por Pérez, mas conseguiu manter sua terceira posição. 

Depois de tantas tentativas falhas, Ricciardo finalmente conseguiu o seu pódio, subindo em um pódio histórico onde Hamilton iguala as vitórias de Michael Schumacher. Com isso, o pódio do GP de Eifel contou com Lewis Hamilton em 1º, Max Verstappen em 2º e Daniel Ricciardo em 3º.

E a gente fica como? Só esperando isso tudo passar… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Mais uma vez deixo Neji falar por mim.

Opinião da Adriana:

EU ESTOU FORA DE MIM. Ninguém encosta em mim. Por favor. FINALMENTE! Não teve Albon que passasse ele, não teve Pérez. Não teve ninguém. Eu realmente não consigo esquecer meu lado fã nessa hora e vocês me desculpem. Foram 2 anos desde a vitória no GP de Mônaco em 2018. Quantas coisas aconteceram para Daniel nesse meio tempo? Ele foi do céu ao inferno, trocou de equipe, não conseguiu o que esperava com a Renault, acertou com a McLaren e agora, conseguiu um pódio com uma RENAULT! Quando eu digo que o fator piloto conta mais que o fator carro, eu não minto.

Vou falar a verdade e dizer que eu não prestei atenção em mais ninguém nessa corrida além de Daniel. Nem com a rodada (mais uma pro meu bingo) de Vettel, Bottas abandonando, Albon cometendo erros de principiante em ultrapassagens, Raikkonen sendo um babaca para cima de Russell (sério, gente, esse cara não se aposenta nunca? Já deu!) e nem mesmo o absurdo do Hulkenberg ganhando como piloto do dia tiraram minha atenção do australiano. Que corrida! E aguentem o menino com um motor Mercedes ano que vem. Um beijo, Zak Brown, obrigada pelos mimos!

Que homenagem linda da família Schumacher em entregar o capacete de Michael à Lewis. Um momento que também me levou às lágrimas, devo confessar. Que lindo ver o único piloto negro no grid fazendo história, sendo o melhor piloto dos últimos tempos e ainda assim, homenageando Schumacher, levando seu capacete ao pódio. Um verdadeiro lorde inglês. Que exemplo, Lewis, que exemplo!

Bom, eu não tenho muito mais o que dizer. Não sei nem se consigo eleger um pior piloto (mentira, consigo sim) e não sei nem se vou sair dessa animação que estou até agora. Como diz Ricciardo: ele lambeu o selo e mandou. Mandou com tudo.

Notas

Observação: as notas dessa corrida serão dadas apenas pela Adriana, que se encontra tremendo feito um pinscher.

Corrida: 10

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Max Verstappen: 9 
  3. Daniel Ricciardo: 10
  4. Sergio Perez: 8
  5. Carlos Sainz: 7
  6. Pierre Gasly: 8 
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Nico Hulkenberg: 7,5
  9. Romain Grosjean: 8
  10. Antonio Giovinazzi: 7
  11. Sebastian Vettel: 5
  12. Kimi Raikkonen: 0 
  13. Kevin Magnussen: 4
  14. Nicholas Latifi: 6
  15. Daniil Kvyat: 5

Abandonaram

  1. Lando Norris: 7 (por ter conseguido ultrapassagens e ainda se manter na pista mesmo com problemas de potência, ele mereceu essa nota)
  2. Alex Albon: 0 (lamentável os toques provocados pelo tailandês)
  3. Esteban Ocon: 3 (nem percebi ele na corrida até abandonar…)
  4. Valtteri Bottas: 3 (bem… o que dizer dele, né?)
  5. George Russell: 5 (estava indo bem até o torpedo Raikkonen atingi-lo) 

Piloto do dia (eleito pelo público): Nico Hülkenberg

Melhor piloto: Daniel Ricciardo e Lewis Hamilton

Pior piloto: Kimi Raikkonen

Análise Grande Prêmio da Rússia de 2020 | 2020 Russian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 27 de setembro, Grande Prêmio da Rússia de 2020 começou movimentado. Desde o treino de classificação, o circuito russo demonstrava que a corrida não seria parada. A expectativa de que Lewis Hamilton (Mercedes) iguale o número de vitórias de Michael Schumacher foi ameaçada por duas punições de 5 segundos cada por ter treinado a largada na volta de instalação. 

Logo na primeira volta, Carlos Sainz Jr (McLaren) escapou na primeira curva e bateu no muro, deixando muitos detritos na pista. Logo depois, Lance Stroll (Racing Point) foi tocado por Charles Leclerc (Ferrari) e também bateu no muro, abandonando a corrida.

Com isso, o Safety Car entrou na pista e ficou até a volta 5. Logo após a liberação da pista, Hamilton ficou ciente de sua punição e então tentou abrir vantagem de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas (Mercedes) até a sua parada na volta 17. O inglês não conseguiu e por isso, voltou à pista na 11ª colocação. Graças a diversos pit stops e seu carro superior a todos do grid, ele conseguiu recuperar suas posições tranquilamente, voltando a ameaçar Bottas e Max Verstappen (Red Bull).

Durante algumas voltas, o que surpreendeu foi a briga no final do grid, entre Lando Norris (McLaren), Alex Albon (Red Bull) – que cumpriu punições por troca de motor – e George Russell (Williams), tendo Norris a vantagem sobre seus dois rivais, mesmo apresentando problemas em sua McLaren.

Daniel Ricciardo (Renault) foi outro piloto que também levou uma punição. Depois de um pit stop lento, o australiano voltou na 13ª posição e começou a recuperar suas posições para voltar ao top 10. Contudo, ao ultrapassar Esteban Ocon (Renault), Ricciardo escapou e ultrapassou Ocon fora dos limites da pista, também levando uma punição de 5 segundos. O australiano conseguiu abrir vantagem sobre Leclerc e mesmo com a punição, manteve a 5ª posição na corrida.

Na volta 43, Romain Grosjean (Haas) colidiu com a sinalização, o que causou a entrada do Safety Car virtual, que logo foi retirado porque os detritos foram tirados da pista.

Mesmo com um começo promissor, o GP da Rússia não teve grandes surpresas, com a vitória de Valtteri Bottas, Verstappen em segundo e Hamilton em terceiro. O hexacampeão continua na batalha em igualar Schumacher em vitórias, que poderá ser feito no GP de Eifel, ironicamente no país do heptacampeão.

A FIA estava extremamente generosa hoje… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Opinião da Adriana:

O que começou como uma corrida promissora, virou isso aí que a gente viu. Eu sei que eu já usei aqui na análise do GP de 70 anos de F1: essa festa virou um enterro. Para falar a verdade, não sei porque eu tive esperanças sobre essa corrida já que o circuito não ajuda muito e honestamente, espero que a FIA não tente voltar com esse circuito chato para o calendário.

Confesso que mantive minhas esperanças por conta do bom desempenho de Ricciardo durante os treinos mas mais uma vez, a Renault fez o que a Renault sabe fazer melhor: trapalhada. O primeiro pit stop de Ricciardo foi mais lento que a Ferrari e prejudicou que ele lutasse desde o começo por boas posições. Sua punição por escapar ao ultrapassar Ocon foi a cereja no bolo. O australiano disse no rádio que “conseguiria” não tomar prejuízo e não é que ele conseguiu? Como eu já disse, piloto que é piloto consegue resultado mesmo com um carro ruim. Aliás, quero saber aonde estão aquelas pessoas que juraram que o Ocon ia botar ele no bolso, será que estão bem?

Uma corrida chata com a vitória de um piloto que não merece o carro que tem. Eu só consegui rir do discurso de Bottas no final da corrida porque, convenhamos, ele só ganhou essa corrida por causa da punição de Hamilton. Bottas tem que comer muito feijão com arroz para chegar no potencial que ele deseja ter e esse tipo de atitude só demonstra isso.

Com uma corrida que deixou a desejar, só consigo eleger o pior piloto com base em um erro e que erro grotesco foi o de Sainz. Que batida foi aquela?

Já sobre o melhor piloto, tenho que ir com o óbvio e escolher Hamilton. Uma ótima corrida de recuperação para terminar um fim de semana que não foi do jeito que ele esperava mas que ainda garantiu bons pontos para o inglês.

Notas

Observação: como só a autora que vos fala (Adriana) suportou essa corrida, as notas serão dadas apenas por mim.

Corrida: 6

Pilotos:

  1. Valtteri Bottas: 7
  2. Max Verstappen: 8
  3. Lewis Hamilton: 8,5
  4. Sergio Pérez: 7
  5. Daniel Ricciardo: 8
  6. Charles Leclerc: 6
  7. Esteban Ocon: 6
  8. Daniil Kvyat: 6 (olha, finalmente conseguiu superar o Gasly, hein 🤭)
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Alexander Albon: 5
  11. Antonio Giovinazzi: 5
  12. Kevin Magnussen: 4
  13. Sebastian Vettel: 4 
  14. Kimi Räikkönen: 3
  15. Lando Norris: 4,5
  16. Nicholas Latifi: 4
  17. Romain Grosjean: 3
  18. George Russell: 3

Abandonaram

19. Carlos Sainz Jr: 0
    20. Lance Stroll: 10 de consolação (o que a Rebeca não me pede chorando, que eu faço rindo, né? ❤️)

Driver of the day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Lewis Hamilton

Pior piloto: Carlos Sainz Jr.

Análise Grande Prêmio da Itália 2020 | 2020 Italian Grand Prix

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro| By Adriana Perantoni and Rebeca Pinheiro

Ocorrido no dia 6 de setembro, o Grande Prêmio da Itália de 2020 marcou a última participação da família Williams na escuderia homônima. Para entender os motivos que levaram à sua venda ao grupo americano Dorilton, leia A Queda da Williams: Do Auge à Ruína. Foi uma corrida bem movimentada e com um resultado surpreendente

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position, ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. O finlandês não teve sorte e caiu da segunda posição para a sexta, sendo ultrapassado por Carlos Sainz Jr. (McLaren), Lando Norris (McLaren), Sergio Pérez (Racing Point) e Daniel Ricciardo (Renault).

Na primeira volta, houve o primeiro de muitos incidentes: Alexander Albon (Red Bull) e Pierre Gasly (Alpha Tauri) se tocaram, mas sem nenhuma punição. Na sexta volta, Sebastian Vettel (Ferrari) escapa na curva 1 e atinge as barreiras de isopor. O alemão abandonou a corrida na próxima volta por conta de problemas nos freios.

Durante a corrida, Bottas reclamou constantemente sobre problemas no motor, mas sem respostas da Mercedes.

Na 20ª volta, Kevin Magnussen (Haas) encostou seu carro próximo à entrada dos boxes, causando a entrada do Safety Car. Com isso, a entrada para o pitlane foi fechada, mas Hamilton e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) pararam para trocar seus pneus, o que custou punição para os dois pilotos, um pit stop-and-go de 10 segundos, custando a liderança de Hamilton. 

Quatro voltas depois, Charles Leclerc (Ferrari) bateu forte na Parabolica, destruindo a barreira dos pneus e causando uma bandeira vermelha. Assim, todos os carros foram ao pitlane, aguardando a liberação da pista para a relargada. Nessa altura, todos os pilotos fizeram seu pitstop, menos Lance Stroll (Racing Point). Com isso, o canadense aproveitou a parada no pitlane e trocou seus pneus.

Na relargada, Hamilton conseguiu manter a liderança com Pierre Gasly (Alpha Tauri) em segundo. Ao cumprir sua punição, o britânico caiu para a última posição, mudando totalmente as primeiras posições. Na 31ª volta, foi a vez de Max Verstappen (Red Bull) abandonar a corrida. Pérez escapou do traçado e teve de ultrapassar muitos adversários para chegar ao décimo lugar.

Durante as últimas voltas, Sainz se aproximou de Gasly, ameaçando a liderança do francês. Já para Hamilton, essa foi sua corrida de recuperação, terminando na zona de pontuação.

Pierre Gasly foi o vencedor, com Carlos Sainz Jr. em segundo e Lance Stroll em terceiro. Vale lembrar que a última vez que um piloto ganhou com uma Alpha Tauri, a antiga Scuderia Toro Rosso, foi justamente em Monza, com o então novato Sebastian Vettel, em 2008. O Grande Prêmio da Itália de 2020 teve muitas reviravoltas, marcando um duplo-abandono da Ferrari, problemas nos carros da Mercedes (inclusive uma dura punição a Lewis Hamilton) e três pilotos fora de equipes de ponta completaram o pódio. Lembrando que Gasly foi demitido da Red Bull em 2019, mas está brilhando em 2020 com a Alpha Tauri. As equipes de Sainz e Stroll também são destaques nessa temporada, e os dois fazem um ótimo trabalho nelas. Com este pódio, os três calam mais uma vez seus críticos e provam que a nova geração da Fórmula 1 é carregada de surpresas.

Como dizem os italianos: “Ma che!”

Opinião da Rebeca:

Essa corrida mexeu muito com as minhas emoções, com tantas reviravoltas em pouco tempo. Creio que o Grande Prêmio da Itália de 2020 foi uma prova da ineficiência de Valtteri Bottas na Mercedes, já que o mesmo teve uma péssima largada, e desperdiçou todas as chances de ultrapassar Lando Norris. Além disso, um erro grosseiro da Mercedes em chamar Lewis Hamilton para os boxes antes da entrada do pit lane ser autorizada custou a vitória do piloto inglês. Hamilton fez uma ótima corrida de recuperação.

Embora a bandeira vermelha tenha ajudado a consertar o erro de não chamar Lance Stroll para o pit stop antes, a Racing Point deve reavaliar o trabalho de seus estrategistas. O pódio do canadense foi merecido, pois o mesmo superou muitos contratempos e se manteve firme no terceiro lugar.

Pierre Gasly é outro que merece elogios: mostrou a Helmut Marko que tem sim muito talento. Enquanto isso, seu substituto Alexander Albon amarga fora dos pontos.

Também foi um dia ruim para a Ferrari.

Opinião da Adriana:

Que. Corrida. Foi. Essa? Simplesmente excelente. Eu não consegui parar de tremer desde que a corrida terminou. Que corrida! Foi uma corrida incrível. Que alívio ver um pódio diferente de Hamilton, Bottas e Verstappen. Substituiria Sainz por um outro piloto, no entanto.

Que felicidade ver Gasly ganhando essa corrida! O francês mostrou para o que veio e deu um belo “chupa” para Helmut Marko. Mais do que merecida essa vitória. Sem dúvidas, Gasly mereceu o piloto do dia pela votação do público e aqui do nosso site. Sensacional. Não me lembro de ter torcido tanto assim em uma vitória. Admito que chorei em ver a felicidade dos mecânicos da Alpha Tauri, acho lindo o quanto esse esporte pode mexer conosco. E que felicidade ver Stroll no pódio! Já o outro piloto, do segundo lugar, finjo que ele sequer estava ali.

Sinceramente, eu queria que todas as corridas fossem surpreendentes como essa. Eu já perdi metade da minha voz na largada com o desempenho de Norris e Ricciardo na largada, que passaram o Bottas logo na primeira volta. Aliás, que corrida desastrosa pro finlandês. Um outro piloto com um carro excelente como a Mercedes não pagaria esse papelão que Bottas cometeu. Toto, você está fugindo da minha conversa em substituí-lo por Russell.

Aliás, outra parte hilária da corrida foi como Magnussen saiu do carro assim que abandonou a corrida. Eu juro que mandei uma mensagem para a Rebeca falando “a vida é o carro e eu sou o Kevin”.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 10 (Adriana – se pudesse, daria 11)

Pilotos

  1. Pierre Gasly: 10 (Rebeca and Adriana)
  2. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  3. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca – um ótimo pódio pra esfregar na cara da Claire Williams) 9 (Adriana)
  4. Lando Norris: 7 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Valtteri Bottas: 4 (Rebeca) 7 (Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  7. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  9. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Nicholas Latifi: 7,5 (Rebeca) 8 (Adriana – que orgulho, gente!)
  12. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. George Russell: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Alexander Albon: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana – poxa, para de se meter em confusão, querido)
  16. Antonio Giovinazzi: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Max Verstappen
  2. Charles Leclerc
  3. Kevin Magnussen
  4. Sebastian Vettel

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Pierre Gasly (Rebeca e Adriana)

Piores pilotos: Alexander Albon e Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Adendo (por Rebeca Pinheiro): No meu exercício como profissional da imprensa, condeno as declarações de Lando Norris a respeito da regra da bandeira vermelha. No entendimento do caso, o piloto inglês apenas considerou a regra “estúpida” porque não conseguiu o pódio. Criticar a troca de pneus de Lance Stroll durante a bandeira vermelha não tem cabimento, pois além de estar dentro do regulamento, outros pilotos fizeram o mesmo (incluindo o próprio). Lembrando que em tempos passados trocas mais radicais eram permitidas durante a bandeira vermelha, e que no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2017, por exemplo, a Ferrari chegou até a devolver Kimi Raikkonen para a pista depois do mesmo ter abandonado a prova. Ressalto que um piloto investigado por violar uma regra do pit lane, sendo excessivamente lento, e que escapou de uma punição, não está em posição de fazer qualquer questionamento sobre o cumprimento das regras. Me perdoem os fãs de Norris, nada contra Lando, só contra este comportamento.

Análise Grande Prêmio da Bélgica de 2020 | 2020 Belgian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 30 de agosto, o Grande Prêmio da Bélgica de 2020 veio acompanhado de boas ações e lindas homenagens. Lance Stroll (Racing Point) doou US$ 3,600 para a Los Angeles Fire Department Foundation (US$ 1,800 para cada ponto conquistado) para ajudar no combate aos incêndios florestais na Califórnia (a criadora do The Racing Track participou dessa campanha, doando US$ 10). Lewis Hamilton (Mercedes) dedicou sua pole position ao ator Chadwick Boseman (do filme “Pantera Negra”), falecido no dia 28 de agosto. E por último, mas não menos importante, todos os pilotos homenagearam Anthoine Hubert, piloto francês de Fórmula 2 que faleceu no Circuito de Spa-Francorchamps um dia antes do Grande Prêmio da Bélgica de 2019.

Nossa solidariedade a Anthoine Hubert. Cartaz feito por Adriana Perantoni.

Carlos Sainz Jr. (McLaren) teve um problema no escapamento e não pôde largar. Valtteri Bottas (Mercedes) dividiu a primeira fila com Hamilton. Max Verstappen (Red Bull) e Daniel Ricciardo (Renault) largaram respectivamente da terceira e quarta posição. Esses dois pilotos foram os primeiros a se enfrentar logo no começo da corrida, mas suas posições não se alteraram. Charles Leclerc (Ferrari) teve um bom avanço, chegando à zona de pontuação em poucas voltas depois de largar em 13º lugar. Infelizmente, o carro não correspondeu aos esforços do piloto e Leclerc foi ultrapassado por vários pilotos. Seu companheiro Sebastian Vettel tentou o mesmo, duelando com Lando Norris (McLaren) por exemplo, mas teve o mesmo destino.

Ainda no começo da corrida, Bottas solicitou à equipe que liberasse mais potência para o motor, assim teria mais velocidade para competir com Hamilton. No entanto, a Mercedes não permitiu, visando evitar a briga entre companheiros. Bottas ficou decepcionado com isso.

Um grande destaque da prova foi Pierre Gasly (Alpha Tauri), que travou várias disputas por posições. Uma delas foi com Sergio Pérez (Racing Point), com quem teve um toque na Eau Rouge que espremeu o francês contra o muro. Foi possível lembrar de um incidente parecido entre Pérez e Esteban Ocon (hoje na Renault) quando ambos corriam pela Racing Point no Grande Prêmio da Bélgica de 2018.

Na volta 11, um acidente mudou o rumo da corrida. Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) perdeu o controle do carro e bateu contra o muro. Um de seus pneus se desprendeu e colidiu com o carro de George Russell (Williams), fazendo com que o inglês também batesse. Pela quantidade de detritos deixada pista, ambas as colunistas julgaram que a situação exigiria uma bandeira vermelha, mas os comissários optaram pelo safety car. Todos os pilotos exceto Gasly e Pérez fizeram trocas de pneus.

O safety car ficou três voltas na pista. Algum tempo depois da relargada, Leclerc teve que trocar os pneus e acabou na última posição do grid. Aos poucos ele foi avançando, mas não conseguiu voltar à zona de pontuação. Pérez conseguiu ultrapassar os dois carros da Ferrari quando buscou recuperar as posições perdidas no pit stop. Vettel atingiu Leclerc quando este tentou superá-lo, mas não houve danos no carro.

Nas últimas voltas, Norris deu um piti no rádio quando a equipe o avisou que os comissários não estavam gostando de suas saídas da pista. Tal atitude lembra seu comportamento no Grande Prêmio da França de 2019, quando o piloto pediu à McLaren para ordenar a Sainz que lhe deixasse passar. Ocon lutou com Alexander Albon (Red Bull) pelo quinto lugar, mas só conseguiu ultrapassar depois de um bom tempo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Com o pódio semelhante ao da maioria das corridas realizadas até agora, a surpresa ficou para o meio do grid. Daniel Ricciardo e Esteban Ocon terminaram no quarto e quinto lugar, consolidando o melhor resultado da Renault na temporada. O Circuito de Spa-Francorchamps é um dos mais desafiadores do calendário, dificultando o trabalho de boas equipes, como a Ferrari e a Racing Point. No entanto, estamos apenas na metade da temporada, e muitas coisas podem acontecer. Além do desempenho de Pierre Gasly em sua Alpha Tauri, outro ponto que chamou atenção nessa prova foi a inteferência da Mercedes na disputa entre Bottas e Hamilton. A equipe alemã já havia feito alguns jogos de equipe, como no Grande Prêmio da Rússia de 2018, mas normalmente isso acontecia em corridas que Hamilton precisava vencer para se manter no primeiro lugar do campeonato com grande vantagem. Jogos de equipe na metade do campeonato não são bons para o esporte.

Opinião da Rebeca:

Essa corrida foi a que mais me tirou do sério por enquanto. Para mim, é uma grande tristeza ver os carros da Racing Point e da Ferrari perdendo força e não tendo o desempenho merecido. Ressalto que Spa-Francorchamps não é uma das minhas pistas favoritas justamente pela dificuldade que alguns pilotos e equipes enfrentam nela. Como também não sou obrigada a exaltar nenhum piloto específico, deixarei de elogiar dois deles (fica a critério do leitor imaginar quais são).

Os fãs de Naruto vão entender essa referência: a cara que eu estou agora é a mesma que o Hiashi faz quando a Hinata perde uma luta.

Opinião da Adriana:

Spa é um dos meus circuitos favoritos – perde apenas para Interlagos e Suzuka – e mais uma vez, tivemos uma corrida boa! As ultrapassagens garantiram uma corrida movimentada e finalmente, eu vi uma corrida sem pensar ‘nossa, mas falta muito para acabar?’.

O susto com a batida de Giovinazzi e Russell logo se dissipou (ainda bem que os dois pilotos saíram ilesos do acidente) e vimos quase todos os carros disputando posições. Deixo aqui minha alegria em ver Gasly tendo um bom desempenho na Alpha Tauri, deixando de lado sua meia temporada conturbada com a Red Bull. Um final de semana emocionante para o francês, que prestou homenagens à Anthoine Hubert, seu amigo que faleceu ano passado na pista belga. Fiquei feliz em vê-lo brilhar em Spa, Hubert ficaria orgulhoso de seu desempenho. Finalmente, a votação de Piloto do Dia organizada pela F1 foi certeira.

Agora, vamos falar de Ricciardo. Ele brilhou com aquela carroça que ele chama de carro. Que orgulho! Mais uma vez, o australiano mostra que tem muito talento e conseguiu terminar a corrida na mesma posição que começou, mostrando que a Renault tinha um bom ritmo durante todo o fim de semana. O meu piloto do dia vai para ele. Imagine ele no ano que vem com um motor Mercedes? Ele tá me deixando sonhar!

Bom, como pior piloto, elejo o Leclerc. Mesmo sofrendo com a Ferrari que perdeu muita velocidade, comparado ao último ano em que o monegasco ganhou a corrida, ele ficou uma posição atrás de seu companheiro de equipe, Vettel, além de ser 2 segundos mais lento que ele. Que fase, Ferrari…

Notas

Corrida: 4 (Rebeca) 9 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9,5 (Rebeca) 9 (Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Max Verstappen: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Esteban Ocon: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  7. Lando Norris: 7 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Pierre Gasly: 9,5 (Rebeca – eu ia dar 10, mas não gostei de suas últimas voltas) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6,5 (Rebeca – eu não devia dar esse 1/2 ponto extra, mas suas boas ações lhe renderam esse bônus) 8 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 6,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  11. Daniil Kvyat: 6,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  12. Kimi Raikkonen: 6,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Sebastian Vettel: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Charles Leclerc: 8 (Rebeca – foi muito esforçado hoje) 5 (Adriana)
  15. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  17. Kevin Magnussen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonaram

  1. Antonio Giovinazzi: 2 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. George Russell: 10 de consolação (Rebeca) 0 (Adriana)

 

Não largou

  1. Carlos Sainz Jr.

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Antonio Giovinazzi (Rebeca) | Charles Leclerc (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Espanha de 2020 | 2020 Spanish Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 16 de agosto, o Grande Prêmio da Espanha de 2020 foi uma corrida emocionante. Realizada no Circuito da Catalunha, a prova teve disputas impressionantes e uma boa amostra do trabalho dos estrategistas, fundamentais para o resultado final.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe. Max Verstappen (Red Bull) e Sergio Pérez (Racing Point) completaram a segunda fila. Mas a surpresa da largada foi Lance Stroll (Racing Point), que fez uma brilhante ultrapassagem em cima de Pérez e Bottas. O canadense se manteve à frente do finlandês por muito tempo. Verstappen assumiu a segunda posição.

No final da parte do meio do grid, Sebastian Vettel (Ferrari) era ameaçado por Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) se defendia de Esteban Ocon (Renault). Algumas voltas depois, outro piloto se juntaria a essas brigas. Alexander Albon (Red Bull) não conseguia se aproximar da dupla da Racing Point. Com a troca de pneus, ele foi parar próximo ao fim do grid. O tailandês teve algumas dificuldades para recuperar as posições.

Verstappen teve atritos com a equipe por causa do gerenciamento dos pneus. Em suas duas paradas, o holandês conseguiu superar Bottas, mas permaneceu atrás de Hamilton. Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) perseguia Lando Norris (McLaren), mas seu carro simplesmente desligou, parando em cima de uma curva. O monegasco conseguiu religá-lo e levá-lo para os boxes para se retirar da corrida. Seu abandono foi o único da prova. Pouco depois, Albon enfrentou Carlos Sainz Jr. (McLaren) e os dois quase bateram.

Alguns pilotos demoraram mais para fazer a troca de pneus do que outros. Consequentemente, muitas posições mudariam. Mas mesmo aqueles que só haviam feito uma parada também foram superados na pista. Daniel Ricciardo (Renault) e Vettel foram alguns exemplos. Ambos foram ultrapassados por Stroll. Perto do fim, Pérez e Kvyat receberam punições de cinco segundos por não respeitarem a bandeira azul. O mexicano permaneceu na pista, seguindo a melhor estratégia, pois se parasse para uma troca, perderia mais tempo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. As corridas no Circuito da Catalunha tendem a precisar do safety car, mas felizmente ele não foi necessário e os pilotos puderam duelar livremente. Apesar do ponto extra pela volta mais rápida, Bottas se mantém atrás de Verstappen no campeonato de pilotos. A Racing Point faz outra corrida excelente, com Lance Stroll vencendo seus adversários e Sergio Pérez mantendo o ritmo que tinha antes de sua pausa devido à Covid-19. A Ferrari e a McLaren, por outro lado, não tiveram sorte. Aguardaremos qual dessas três equipes terá a melhor posição no campeonato.

Qual o feito de Vettel hoje? Perder para todo mundo? Esse é o Driver of the Day…

Opinião da Rebeca:

A edição deste ano do Grande Prêmio da Espanha foi gratificante, pois houve boas disputas durante a prova que garantiram a emoção da corrida. Lance Stroll foi um dos maiores destaques, conseguindo ultrapassar adversários experientes, como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel (este em uma Ferrari). Isso mostra que tanto ele quanto seu companheiro Sergio Pérez proporcionam resultados formidáveis para a Racing Point, uma das equipes mais invejadas esse ano. Mas não adianta, a Renault pode lançar mil protestos, pode recorrer até o papa, nada vai tirar o talento dos pilotos da Racing Point.

Opinião da Adriana:

Essa temporada começou promissora e agora, todas as corridas são previsíveis. O circuito de Barcelona não é conhecido por proporcionar corridas emocionantes e essa não fugiu do padrão.

Mais uma vez, tivemos algumas disputas entre as equipes intermediárias, mas nada muito emocionante. A largada de Stroll foi sensacional e o baile que ele deu em Bottas nas primeiras voltas mostrou que não basta ter apenas um carro bom, é preciso ser um bom piloto também. 

A rodada de Leclerc mostra que até mesmo com seu primeiro piloto, a Ferrari ainda tem dificuldade em ter um bom ritmo de corrida. A estratégia de Vettel em ficar até o final com seu jogo de pneus lhe rendeu bons pontos, mas o alemão ainda sofre com esse chassi.

Mesmo com a punição de 5 segundos por ignorar a bandeira azul, Pérez é o melhor piloto da corrida para mim. Conseguiu se recuperar da Covid, voltou à pista depois de duas corridas, foi o melhor do resto e conseguiu manter um bom ritmo durante as 55 voltas, somando mais um bom resultado na temporada.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca) 9 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 10 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  4. Lance Stroll: 10 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  5. Sergio Pérez: 9 (Rebeca e Adriana)
  6. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca e Adriana)
  7. Sebastian Vettel: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  9. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  10. Lando Norris: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Daniel Ricciardo: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Esteban Ocon: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Kevin Magnussen: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  16. Antonio Giovinazzi: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  17. George Russell: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Romain Grosjean: 3 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 0 (Adriana)

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Lance Stroll (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: Romain Grosjean (Rebeca e Adriana)

Análise Grande Prêmio do 70.º Aniversário | 70th Anniversary Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

No dia 8 de agosto de 2020, a Fórmula 1 realizou no Circuito de Silverstone, o mesmo do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, o Grande Prêmio do 70º Aniversário como forma de relembrar a primeira corrida de Fórmula 1 da história: o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1950. A data do evento comemorativo coincide com o segundo domingo de agosto, no qual é celebrado o Dia dos Pais no Brasil. Embora tenha sido realizada em Silverstone, esta prova marcou uma grande diferença em relação à etapa anterior. Talvez devido às mudanças implementadas pela Pirelli para evitar o alto desgaste de pneus, houve muito mais disputas por posições.

Publicação feita em 2019 pelo The Racing Track para comemorar o Dia dos Pais. Está um pouco desatualizada (porque alguns pilotos saíram e outros entraram), mas vamos deixar assim porque queremos evitar a fadiga.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro Lewis Hamilton. Nico Hülkenberg, substituindo Sergio Pérez na Racing Point mais uma vez, largou em terceiro e dividiu a segunda fila com Max Verstappen (Red Bull). Pouco depois do início, Verstappen ultrapassou Hülkenberg, Hamilton atacou Bottas e Sebastian Vettel (Ferrari) rodou, perdendo muitas posições.

Aparentemente, seria mais uma prova em que os melhores momentos se passariam no meio do grid. No entanto, o desgaste de pneus da Mercedes favoreceu a briga entre seus pilotos e Verstappen. A Red Bull tinha uma estratégia diferente de troca, que parecia ser apenas uma contra duas da Mercedes. Porém, embora ambas tivessem duas trocas, a equipe austríaca saiu melhor. Bottas foi o primeiro a parar nos boxes, entregando a liderança a Hamilton. Depois, o inglês parou e Max assumiu a ponta. Bottas e Verstappen chegaram a se enfrentar duas vezes, uma delas após a saída dos boxes de ambos, mas o holandês foi vitorioso. Um fato importante de ser lembrado foi que os pneus da Red Bull tinham mais resistência ao desgaste, enquanto que os de Hamilton praticamente se esfarelaram antes da troca.

Outro momento notável foi o confronto entre Kevin Magnussen (Haas) e Nicholas Latifi (Williams). Durante a disputa por posição, o dinamarquês saiu da pista e voltou para o traçado batendo no canadense. Por causa disso, recebeu uma punição de cinco segundos. Outros pilotos que não tiveram sorte foram Vettel, que permaneceu fora da zona de pontuação por toda a corrida, e Daniel Ricciardo (cuja equipe protagonizou um dos maiores vexames da história da Fórmula 1), que rodou enquanto tentava se defender de um ataque de Carlos Sainz Jr. (McLaren) e teve de fazer ao todo três trocas de pneus.

Verstappen praticamente correu tranquilo nas últimas voltas. Após voltar em quarto lugar para a pista devido ao pit stop, Hamilton conseguiu superar Charles Leclerc (Ferrari) e travou um duelo com Bottas, do qual saiu vencedor. Magnussen foi o único a abandonar. Diferente do que foi dito no comentário leviano do comentarista brasileiro Luciano Burti, a Racing Point não chamou Hülkenberg aos boxes para que este cedesse a posição ao companheiro Lance Stroll, mas sim porque o alemão sentiu vibrações no carro e precisou fazer uma terceira parada (declaração da própria Racing Point). Hamilton fez a volta mais rápida da prova.

Max Verstappen foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Agora, o holandês é o segundo colocado no campeonato. É gratificante ver uma prova onde não há safety car e os pilotos podem correr livremente pelo traçado e disputar posições. Embora houvesse alguns infortúnios para bons pilotos, como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, deve-se ressaltar que a própria Fórmula 1 tomou providências para que a corrida que comemora os 70 anos do primeiro grande prêmio da história não fosse uma carnificina como foi a última prova em Silverstone. Com isto, a categoria prova que pode realizar bons espetáculos se trabalhar duro por isso.

Corpo de menino, alma de campeão: esse é Max Verstappen. (Charge de Rebeca Pinheiro)

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio do 70.º Aniversário não foi a prova mais emocionante que eu já vi, mas posso afirmar com toda a certeza que foi melhor que o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Como mencionado na análise, o trabalho conjunto da Pirelli com a organização da Fórmula 1 contribuiu para que o safety car fosse evitado.

Max Verstappen teve um desempenho excelente, enfrentando o domínio da Mercedes e vencendo a prova com maestria. A Racing Point também merece elogios, pois seus pilotos foram consistentes e marcaram juntos 14 pontos contra quatro da equipe francesa que se utilizou de meios antiéticos para lhe tomar 15 pontos. Agora, enquanto a concorrente sofre o karma por sua leviandade, o time inglês recupera uma posição no campeonato e desbanca a escuderia responsável pelo Crashgate em 2008.

Por outro lado, Alexander Albon, companheiro de Verstappen, se mostra cada vez mais indigno de sua posição na Red Bull. O tailandês começa suas corridas em posições desfavoráveis, se mantém fora da zona de pontuação durante boa parte das provas, e só consegue superar seus adversários no final. É o típico piloto que apelidamos de “ejaculação tardia”.

Opinião da Adriana:

Nessa corrida, não vou conseguir separar meu lado fã do meu lado profissional. Que corrida desastrosa pro Ricciardo. Sei que aqui temos o costume de eleger o melhor e pior piloto durante a corrida mas hoje, eu escolho a pior equipe como a Renault. É incrível como os franceses são péssimos quando se trata de estratégia. Sei que a rodada do australiano não ajudou seu desempenho na reta final da corrida mas o ritmo da Renault é terrível. Mais uma corrida horrível para Ricciardo pilotando essa coisa chocha, capenga, manca, anêmica, frágil e inconsistente. Fecha a conta e passa a régua que eu não aguento mais. Boa sorte ao Alonso em 2021.

Outro piloto que não nos desaponta em nada é Vettel, que entregou mais uma rodada no começo da corrida. É fácil culpar a equipe mas o conjunto da obra – a incapacidade dos italianos em não terem um carro que esperam e a falta de maturidade emocional de Vettel em momentos de crise – não ajuda nenhuma das partes. Mas me compadeço do alemão, deve ser horrível ver o companheiro de equipe ir melhor do que ele com o mesmo carro. Mas ainda sim, meu prêmio de pior piloto da corrida vai para ele. Como disseram na transmissão da Globo: que fase! 

Abro um parênteses para dizer que, mesmo com a Mercedes Rosa, o Hülkenberg não conseguiu um pódio. Queria dizer que fico triste com uma notícia dessas mas eu não consigo gostar do alemão. Fica pra próxima, querido.

Já um piloto que me deu alguns sorrisos durante a corrida foi Albon. Mesmo sendo preterido na equipe austríaca, ele consegue mostrar que consegue sim entregar resultados bons em corridas com condições desfavoráveis. Mais uma vez, o tailandês saiu do fundo do grid e conseguiu chegar na área de pontuação. Quem conhece a Red Bull, sabe muito bem o tratamento dos touros em relação ao segundo piloto mas Albon luta com unhas e dentes para conseguir se destacar do seu jeito. Para mim, ele deveria ser o piloto do dia.

Como destaquei a incapacidade da Renault como equipe, tenho que elogiar a estratégia da Red Bull no pitstop do Verstappen, que conseguiu sair na frente de Bottas e segurar o primeiro lugar. Mas mesmo assim, eu queria esquecer que essa corrida existiu.

Toda a expectativa foi pro brejo. (Charge de Adriana Perantoni)

Notas

Corrida: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10 (Rebeca) 8 (Adriana)
  2. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Lance Stroll: 8,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  7. Nico Hülkenberg: 8,5 (Rebeca) 5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  9. Lando Norris: 7 (Rebeca e Adriana)
  10. Daniil Kvyat: 8 (Rebeca e Adriana)
  11. Pierre Gasly: 7 (Rebeca e Adriana)
  12. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 5 (Rebeca e Adriana)
  14. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 6 (Adriana – que afirma “Renault, você me paga!”)
  15. Kimi Raikkonen: 8 (Rebeca) 4 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  18. George Russell: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonou

  1. Kevin Magnussen: 1 (Rebeca) 0 (Adriana)

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lewis Hamilton (Rebeca) | Alexander Albon (Adriana)

Pior piloto: Kevin Magnussen (Rebeca) | Sebastian Vettel (Adriana)