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Análise da Temporada de Fórmula 1 de 2018

Olá, meus queridos leitores. Depois de muito tempo, nos encontramos de volta. Sei que estou atrasada com muitos artigos, mas vou tentar superar esse atraso, agora que a minha faculdade não está me enchendo de trabalhos para fazer.

Sem mais enrolação, fique agora com uma análise de cada piloto dessa temporada:

 

  • Lewis Hamilton

 

 

O pentacampeão Lewis Hamilton teve uma temporada parecida com a de 2017: o que parecia ser um começo desafiador teve um desfecho gratificante. Hamilton encerrou o ano com 408 pontos, 45 a mais que no ano passado. No entanto, alguns fatos devem ser vistos.

Hamilton teve o carro considerado o melhor do grid. Isso, somado a um piloto com um talento indiscutível normalmente resulta em títulos. Porém, alguns fatores ajudaram a conquista de Hamilton: a impulsividade de Sebastian Vettel e as técnicas da Mercedes. O alemão colidiu com Max Verstappen na China e no Japão, bateu no muro na Alemanha, colidiu com Hamilton na Itália e com Daniel Ricciardo nos Estados Unidos. Esses acontecimentos fizeram o piloto ferrarista perder pontos preciosos e decisivos. Além disso, o GP da Rússia manchou a reputação da Mercedes, quando a escuderia deu a ordem clara para Valtteri Bottas deixar Hamilton passar à sua frente. Entendo que Hamilton, e não Bottas, precisava de mais pontos para conquistar o título, entretanto, esse tipo de estratégia, bem conhecida na história da Fórmula 1, acaba estragando a competição e afastando os possíveis torcedores. No Brasil, teve muita ajuda de Esteban Ocon, que bateu em Verstappen para que Hamilton vencesse a corrida.

Esperamos que Hamilton continue com um ótimo desempenho e forneça um bom espetáculo aos fãs do automobilismo. Porém, também desejamos que a Mercedes abandone essa técnica de interferência em resultados.

 

  • Valtteri Bottas

 

 

O piloto finlandês terminou o ano em 5º lugar, com 247 pontos, 58 a menos que em 2017. Na última corrida do ano, em Abu Dhabi, Bottas se aproveitou, e muito, da ambiguidade das decisões dos comissários: cortou um baita pedaço da pista para evitar ser ultrapassado por Verstappen, mas não foi punido. Esteban Ocon e Fernando Alonso fizeram o mesmo, mas não escaparam da punição. Nota-se que no GP da Itália, Bottas fez uma encenação tão bárbara que faria Neymar sentir inveja (brincadeira, Neymar, amamos você): saiu para a rota de escape para que os comissários entendessem que Verstappen o jogara para fora da pista e punissem o holandês que, de raiva, não deixou o finlandês passá-lo mesmo com a punição. O castigo para Bottas veio a cavalo: mesmo com a vista grossa dos comissários (que parecem só punir os pilotos que NÃO são da Mercedes ou da Ferrari), Verstappen o ultrapassou na pista e lhe tomou o 4º lugar no campeonato.

A temporada de Bottas não foi das mais animadoras. Não teve vitórias (o GP do Azerbaijão escapou entre seus dedos devido a um furo no pneu) e ainda recebeu ordens de equipe na Rússia para deixar Hamilton ultrapassá-lo. Este piloto é o retrato de uma nova Mercedes: beneficiada pelos comissários, mas não está livre de desafios. Parece que, adotando um estilo semelhante ao da Ferrari, a Mercedes já elegeu bem claramente o seu campeão. Mesmo que no discurso a equipe negue, Bottas na prática é um escudeiro de Hamilton. Esperamos que ele supere essa fase, e que não volte a simular “faltas”.

 

  • Sebastian Vettel

 

 

 

O alemão permaneceu com seu estilo impetuoso: apesar de começar o ano vencendo, suas manobras impulsivas lhe custaram as chances de levar o título. Terminou 2018 com 320 pontos, dois a mais que no ano anterior. Talvez sua corrida mais lamentável tenha sido na Alemanha, onde as ordens de equipe para que Kimi Raikkonen deixasse Vettel passar foram por água abaixo quando o piloto bateu no muro.

A esse episódio somaram-se as colisões com Max Verstappen (China e Japão), com Lewis Hamilton (Itália) e Daniel Ricciardo (Estados Unidos). Vettel raramente é punido por suas manobras em pista, tendo seu único castigo a perda do título. Infelizmente, não vejo esperanças de que esse comportamento dos comissários acabe tão cedo e isso só afasta os torcedores do esporte (depois não adianta chamar celebridades para o evento).

Se quiser voltar à glória de seus tempos de tetracampeão pela Red Bull, Vettel terá que abandonar seu jeito furioso e impulsivo e prestar mais atenção em suas manobras. Claramente, é um piloto talentoso (caso contrário, não teria quatro títulos no currículo), porém perde muitas oportunidades por conta de sua agressividade. O resultado foi uma derrota amarga, como no ano passado. Esperamos que ele supere essa fase e tenha mais prudência em suas corridas.

 

  • Kimi Raikkonen

 

 

O finlandês teve mais um ano de fidelidade à Ferrari, e consequentemente a Sebastian Vettel. Terminou 2018 na 3ª colocação com 251 pontos, 46 a mais que no ano anterior. Suas manobras na Grã-Bretanha e no Japão, onde respectivamente acertou Lewis Hamilton e Max Verstappen, e as ordens que recebeu da escuderia para abrir mão da vitória em nome de Vettel na Alemanha deixaram claro que a Ferrari mantém Raikkonen como o escudeiro do alemão. A maneira como a equipe trata o finlandês na pista, mesmo sendo este o último campeão pela Ferrari, me deixa cética em relação ao futuro de Charles Leclerc. Ao contrário do que é bastante especulado na mídia, creio que, infelizmente, ele estará condenado a ter um cenário semelhante ao de Raikkonen.

Nos Estados Unidos, o piloto teve sua única vitória, e ainda quebrou o título de maior vencedor sob a bandeira da Finlândia (que antes pertencia a Mika Hakkinen). Era para ser a segunda do ano para ele, pois o GP da Alemanha lhe foi afanado pela própria equipe. Como em 2019 Raikkonen estará na Sauber, dificilmente teremos momentos emocionantes dele. Mas esses tempos de escudeiro não apagam seu grande passado, principalmente o título em 2007. Desejamos a Raikkonen boa sorte na escuderia nova.

 

  • Max Verstappen

 

 

O menino prodígio! Depois de um começo difícil e as instabilidades do motor Renault, Verstappen encerrou 2018 com 249 pontos, 81 a mais que no ano anterior e ainda conquistou a 4ª colocação (atrás de Raikkonen por APENAS dois pontos). Verstappen, assim como Vettel, é um piloto impulsivo, mas que sabe contornar as adversidades e conquistar excelentes resultados. Basta ver que as corridas em que ele abandona são as mais chatas, pois este piloto traz a emoção e a energia à Fórmula 1 que não se via desde os tempos de Ayrton Senna.

Verstappen teve duas vitórias (Áustria e México), mas moralmente ele foi o vencedor no Brasil. Se Esteban Ocon não tivesse jogado seu carro para cima dele para deixar Hamilton passar, Max com certeza teria três vitórias. Me perdoem os fãs do EX-piloto hispano-francês, mas a reação de Ocon não me deixa dúvidas que foi uma manobra antiética e proposital, pois se fosse um acidente, como ocorreu entre Verstappen e Lance Stroll na Espanha, ele não estaria com um sorriso maléfico de orelha a orelha ao ver a irritação no rosto do jovem prodígio holandês. Mas, cada um colhe o que planta: a Red Bull planeja um trabalho todo dedicado a Verstappen, enquanto a Mercedes jogou Ocon para escanteio. Verstappen ainda proporcionou à Fórmula 1 a única corrida emocionante em Mônaco (uma prova que normalmente é chata e monótona, se transformou com as ultrapassagens dele).

Não creio que devemos comparar a temporada de Verstappen com a do companheiro Daniel Ricciardo, como muitos veículos de imprensa fazem. Cada piloto tem um jeito, e ambos passaram pelas mesmas dificuldades do motor Renault. Não tenho plena confiança no motor Honda, mas confio em Verstappen. Esse menino nos prova que nenhum desafio é grande o suficiente para ele, pois Max é uma fênix que renasce das cinzas. Esperamos grandes corridas dele para o ano que vem.

 

  • Daniel Ricciardo

 

 

 

O australiano fechou o ano com 170 pontos, 30 a menos que em 2017. Ele começou bem a temporada, com vitórias na China e em Mônaco, mas uma série de abandonos o assombrou até o final do ano, motivando-o a procurar a Renault para competir em 2019.

Ricciardo é um bom piloto, que foi injustiçado pelas quebras do motor de seu carro. Também foi um dos pilotos que mais lutou pela igualdade entre todos os competidores no tratamento dado a cada equipe. Seus conhecimentos de engenharia automobilística o tornam uma boa escolha para seus contratantes. Esperamos que ele tenha um ótimo ano com a Renault.

 

  • Sergio Pérez

 

 

Sergio Pérez teve um ano bem contrastante. Com seu único pódio no Azerbaijão (3º lugar), ele fechou 2018 com 62 pontos, 38 a menos que no ano anterior. Os demais resultados foram bem modestos, mas Pérez também é um piloto com muito potencial.

Sua relação com o companheiro Esteban Ocon não mudou: está bem claro que os dois NÃO são amigos. Porém, se engana quem pensa que Pérez é um piloto difícil, pois sua gentileza com Lance Stroll, seu companheiro para o ano que vem, foi louvável. A falência da Sahara Force India e sua briga com os antigos proprietários destacaram sua temporada. Agora sob nova direção e sob o nome de Racing Point, a escuderia deu uma nova chance a ele para mostrar bons resultados, e acreditamos que ele o fará. Desejamos a ele boa sorte para o ano que vem.

 

  • Esteban Ocon

 

 

Infelizmente, Esteban Ocon briga com Charles Leclerc pelo título de “piloto mais SUPERESTIMADO do ano”. Fechando 2018 com 49 pontos, 38 a menos que no ano anterior, Ocon foi rebaixado para a vaga de terceiro piloto da Mercedes para 2019. Sua temporada foi machada por episódios lamentáveis (principalmente por parte de seus fãs).

A falência da Sahara Force India pegou todos de surpresa. O empresário Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll, montou um consórcio para comprar a empresa e salvar 405 empregos, como o The Racing Track já noticiou. Pelo que se andou dizendo na imprensa, havia uma conversa entre a Mercedes e outras equipes, como a Renault e a McLaren para que Ocon fosse transferido e deixar a vaga para Stroll. Vale lembrar que o empresário de Ocon é Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes. No entanto, a relação entre Ocon e a Mercedes foi vista com desconfiança pelas outras equipes e, temendo um novo escândalo de espionagem como ouve com a McLaren em 2007, as escuderias duvidavam se Ocon seria fiel a elas. Franz Tost, chefe de equipe da Toro Rosso, tinha a mesma dúvida. A manobra no Brasil que tirou a vitória de Max Verstappen e o comportamento reprovável em zombar do holandês e não se desculpar pelo ocorrido provou a todas as outras equipes que Ocon é sim, fiel, E MUITO, à Mercedes. Você contrataria um funcionário que seria mais leal ao seu concorrente do que a você? Eu não.

Mas os fãs de Ocon não enxergam dessa forma. As decisões de Renault e McLaren de contratarem outros pilotos enfureceram os fãs do hispano-francês, que passaram a atacar agressivamente Lance Stroll. O canadense salvou empregos e uma escuderia com um grande potencial, mas o que vale para os fãs de Ocon é a pele de um piloto que não tem recursos para ajudar a própria equipe, não teve resultados impressionantes e é mais fiel a Toto Wolff do que seria à própria mãe. Os internautas furiosos, que nem conhecem direito a história de Stroll, acusaram-no de compra de vaga e de não ter talento, ignorando o fato de que Stroll foi CAMPEÃO de todas as principais categorias de acesso à Fórmula 1, além de ter dois recordes no currículo e ter um pódio no ano de estreia (coisa que nem Verstappen teve). Ocon passou três anos na Fórmula 1 e nunca teve sequer um pódio ou um 4º lugar no mínimo. Depois de seu título na Fórmula 3, ele nunca mais teve resultados impressionantes.

 

 

Eu sei que não conheço os pilotos pessoalmente, então não deveria dar palpite na relação deles. Mas, para mim, amigos de verdade AJUDAM um ao outro. Isso significa não deixar que vagabundos da internet insultem e difamem seu amigo.

E o PIOR, mesmo vendo a situação pela qual o seu AMIGO passava, Ocon preferiu ignorar os acontecimentos e só se pronunciou sobre os ataques a Stroll MESES depois, pedindo para que os ataques parassem. Para se ter uma ideia, George W. Bush demorou MENOS para ajudar as vítimas do Furacão Katrina. Uma dica para os fãs: pesquisem sobre seus ídolos antes de atacarem o próximo. Stroll e Ocon são amigos e a culpa por ele estar sem equipe NÃO É DO STROLL, e sim DA RELAÇÃO QUASE PROMÍSCUA QUE OCON TEM COM A MERCEDES (deu pra entender ou quer que eu desenhe?).

 

  • Lance Stroll

 

 

Lance Stroll foi o piloto mais prejudicado do ano por sua própria equipe. Terminando o ano com 6 pontos (em 2017 teve 40), o canadense sofreu com o carro ineficiente da Williams. Mesmo com todo o patrocínio, a escuderia inglesa enrolou seus pilotos com promessas e prazos para um bom carro, que nunca saiu.

Infelizmente, como os pilotos estão mais em evidência do que os engenheiros, Stroll e seu companheiro Sergey Sirotkin foram alvos de comentários maldosos e injustos. Só para lembrar, quem FAZ o carro é o ENGENHEIRO, não o piloto. Paddy Lowe, engenheiro chefe da Williams, não admitia os próprios erros, deixando que a mídia e os internautas cobrassem mais de Stroll e Sirotkin por coisas que não eram da responsabilidade deles.

Porém, se a Williams foi injusta com Stroll, seu pai Lawrence não foi. Visando um bom investimento, o empresário comprou a Sahara Force India, que estava falida pela má administração de Vijay Mallya, e salvou 405 empregos, como noticiado anteriormente pelo The Racing Track. Apesar dos comentários injustos dos fãs fanáticos de Esteban Ocon, que omitiu ajuda ao amigo por boa parte do tempo e só se pronunciou meses depois, Stroll confia em seu potencial e os testes de Abu Dhabi no final do ano mostraram que a Force India, agora Racing Point, tem um tesouro em mãos. O próprio chefe de equipe, Otmar Szafnauer, afirmou que Stroll está no mesmo nível de Ocon (bem, Ocon nunca esteve em 3º lugar, nem nos treinos, então eu acho que Stroll está melhor). Desejamos a ele boa sorte e um ótimo ano na escuderia nova.

 

  • Sergey Sirotkin

 

 

O estreante russo teve um bom começo nos treinos do GP da Austrália (com um 6º lugar), porém, foi muito prejudicado pela incompetência da Williams. Fechou o ano com apenas 1 ponto, que conseguiu na Itália, após sua promoção para o 10º lugar devido à desclassificação de Romain Grosjean pelo assoalho do carro ser considerado irregular.

Não creio que Sirotkin seja um piloto pagante, como muitos afirmam. Dificilmente pessoas que vieram de situações financeiras mais humildes, como Ocon, entram na Fórmula 1, mas não porque é um esporte mercenário e elitista, e sim porque é um esporte caro. São muitos gastos: funcionários, peças, projetos, desenvolvimento, entre outros. É indispensável o dinheiro do patrocínio, e se os pilotos arrumam, isso só ajuda a equipe. O problema da Williams é que o dinheiro não foi bem administrado e o carro virou uma carroça. Infelizmente, Sirotkin não estará na Fórmula 1 ano que vem, mas desejamos a ele boa sorte para sua carreira.

 

 

  • Fernando Alonso

 

 

Ah, Fernando Alonso…. Um dos pilotos mais polêmicos da história da Fórmula 1. Sua carreira foi marcada por dois títulos mundiais (2005 e 2006), mas também por muitas polêmicas, como o escândalo do Crashgate, no qual o chefe de equipe da Renault, Flavio Briatore, mandou Nelson Piquet Jr. (“Nelsinho”) bater no GP de Singapura para que o safety car fosse acionado e Alonso vencesse a prova. Queridinho dos comentaristas brasileiros, principalmente os da SporTV, Alonso terminou 2018 com 50 pontos, 33 a mais que no ano anterior.

A falta de competitividade do carro da McLaren não permitiu que Alonso tivesse grandes momentos. Mas isso não impediu que o espanhol ficasse longe de polêmicas. Rude com jornalistas e com pilotos com quem teve acidentes, Alonso dificilmente admite seus erros, o que o torna uma figura mal vista no paddock apesar de suas conquistas (o episódio com Lance Stroll nos Estados Unidos foi lamentável, principalmente a postura agressiva de seus fãs contra o canadense, que é um grande fã de Alonso; mas o castigo veio a cavalo, com o abandono no México).

É quase uma unanimidade dos jornalistas que Alonso não encontra uma boa equipe para competir devido à sua personalidade difícil. A Ferrari não o quer por perto, e as outras temem um cenário instável como ele causou na McLaren com a estreia de Lewis Hamilton (inclusive, ele chegou a jogar o carro para cima do inglês em 2007 porque o companheiro não quis lhe ceder a pole position). Infelizmente, essa característica o prejudicou muito na carreira, pois ninguém quer trabalhar com pessoas difíceis, não importa o quão talentosas elas sejam. E, qualquer que seja o destino de Alonso, ele deve pensar bem nisso para não passar pelos mesmos problemas que teve na Fórmula 1.

 

  • Stoffel Vandoorne

 

 

Lembro-me que no ano passado, um comentarista cujo nome não vou mencionar por questões éticas disse que Verstappen, Ocon e Vandoorne seriam campeões. Hoje, está mais do que na cara que ele errou feio, errou rude: Ocon está fora da jogada, assim como Vandoorne. Esse comentarista não quer admitir, mas Verstappen e Stroll estão mais próximos de serem os campeões no futuro do que Ocon e Vandoorne.

O belga não teve bons resultados. Acabou encerrou o ano com 12 pontos, um a menos que em 2017. Com um carro nada competitivo, Stoffel Vandoorne foi muito superestimado por seus fãs. Talento ele tem, mas falta uma oportunidade em um carro mais competitivo. Infelizmente, a McLaren não quis lhe dar mais uma chance e ele não estará na Fórmula 1 em 2019. Desejamos boa sorte a ele, seja para onde for sua carreira.

 

  • Nico Hülkenberg

 

 

O alemão da Renault terminou o ano com 69 pontos, 26 a mais que em 2017. Com resultados modestos, ele se destacou mais por suas declarações polêmicas. Hülkenberg se limitou a repetir as opiniões do amigo Max Verstappen, mas de uma maneira mais incisiva. Suas declarações sobre as grid girls foram simplesmente machistas, e ele demonstrou misoginia contra pilotos femininas e contra as torcedoras do esporte (deve achar que nasceu só do pai também). Além disso, demonstrou total indiferença ao ocorrido com Charles Leclerc, que teve a vida salva pelo halo no GP da Bélgica.

Foi Hülkenberg quem bateu em Alonso, que voou e colidiu com Leclerc. Se não fosse o halo, o estreante monegasco teria sua cabeça arrancada (que Deus não permita que isso ocorra!). Mas Hülkenberg continuou atacando a peça, dizendo que ela era feia. Com todo o respeito, mas isso é um esporte que o que vale é a velocidade. Quer beleza? Vá pro São Paulo Fashion Week. O mínimo que o alemão deveria fazer é parar de atacar a peça de proteção e pedir desculpas a Alonso e Leclerc. É lamentável que um piloto tente aparecer mais por seu descaso com o próximo do que por seus resultados. Esperamos que ele melhore seu comportamento para o ano que vem.

 

  • Carlos Sainz Jr.

 

 

O piloto espanhol de Madri fechou o ano com 53 pontos, um a menos que em 2017. Seus resultados foram bem modestos, grande parte devido à falta de competitividade do carro da Renault. Sainz quer muito provar que pode conseguir posições bem maiores do que pôde em 2018, mas não sei se sua futura equipe, a McLaren, será capaz de lhe proporcionar um cenário melhor. Desejamos boa sorte a ele.

 

  • Pierre Gasly

 

 

Dos três pilotos franceses do grid, Gasly foi o que mais se destacou. Ele conseguiu seus primeiros pontos na Fórmula 1 em 2018, encerrando o ano com 29 pontos. Seu 4º lugar no Bahrein foi excelente, e a Red Bull tem muito a ganhar com ele em sua equipe. Apesar dos resultados modestos por certa instabilidade do motor Honda, ele soube driblar suas adversidades muito bem. Desejamos boa sorte a ele em sua nova equipe.

 

  • Brendon Hartley

 

 

Hartley teve um dos anos mais decepcionantes na Fórmula 1. Fazendo seus primeiros pontos em 2018, encerrando o ano com 4 pontos, o neozelandês ficou marcado principalmente por seus acidentes, como a colisão com Charles Leclerc em Mônaco e com Lance Stroll no Canadá. Pontuando apenas em três ocasiões (Azerbaijão, Alemanha e Estados Unidos), ele perdeu a confiança da Toro Rosso, que o demitiu. Esperamos que ele tenha um ano melhor em sua carreira, seja qual for o seu destino.

 

  • Romain Grosjean

 

 

O francês da Haas terminou o ano com 37 pontos, nove a mais que em 2017. O que parecia ser um começo maravilhoso, pelo seu desempenho na Austrália, acabou em um ano modesto, tendo seu pior momento na Itália, onde foi desclassificado por irregularidades no assoalho. Grosjean é um piloto competitivo, diferente do carro da Haas. Esperamos que a equipe supere as dificuldades e consiga melhores resultados em 2019.

 

  • Kevin Magnussen

 

 

Kevin Magnussen teve um bom ano, com 56 pontos, 37 a mais que em 2017. O dinamarquês alcançava a zona de pontuação constantemente, superando as dificuldades do carro da Haas. Seu pior momento foi nos Estados Unidos, onde ele foi desclassificado, junto com Esteban Ocon, por irregularidades no combustível. Desejamos a ele um ano melhor em 2019.

 

  • Marcus Ericsson

 

 

Se tem alguém que não pode reclamar de 2018 é Marcus Ericsson. O sueco, que terminou 2017 sem pontos, fez 9 pontos nesse ano. A Sauber teve um grande avanço em relação ao ano passado, permitindo que seus pilotos competissem pela zona de pontuação. Entretanto, seus resultados tímidos fizeram com que a Sauber desse uma chance a Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen para 2019, deixando Ericsson como terceiro piloto. Desejamos a ele boa sorte na nova posição.

 

  • Charles Leclerc

 

 

Ah, Charles Leclerc…. Esse estreante monegasco compete com Esteban Ocon pelo título de “piloto mais SUPERESTIMADO do ano”. Leclerc passou pelas mesmas dificuldades de qualquer estreante, como ocorreu com Max Verstappen e Lance Stroll. PORÉM, apesar de TAMBÉM VIR DE UMA FAMÍLIA RICA E COM PAI FAMOSO, Leclerc foi recebido com flores e elogios pela imprensa, e não por uma chuva de xingamentos e injustiças como Verstappen e Stroll. Porém, esses dois encerraram seus anos na 12ª colocação, enquanto que Leclerc, “apenas” na 13ª, com 39 pontos (um a menos que os 40 de Stroll e 10 a menos que os 49 de Verstappen).

Não digo que Leclerc não tem talento, pois ele provou que pode ser bem competitivo, alcançando constantemente a zona de pontuação, mas a última vez que um piloto estreante foi tão superestimado e elogiado exageradamente pela imprensa foi quando o patrocinador por trás dele estava comprando apoio (não estou fazendo nenhuma acusação, apenas uma constatação). Leclerc também não é a figura mais simpática com os jornalistas, que mesmo cobrindo ele de elogios, não fogem de receber um suspiro ou uma torcida de nariz do monegasco. Muitos juram que ele será uma ameaça para Vettel em 2019, mas pelo jeito que a Ferrari lida com seus estreantes, não creio que isso vai acontecer. A equipe de Maranello NUNCA chama alguém tão novo e inexperiente para ser seu “campeão”, e sim para ser seu “escudeiro”, como fez com Rubens Barrichello e Felipe Massa. Não ficaria surpresa em ver Leclerc como o escudeiro de Vettel, posto que esse ano foi preenchido por Raikkonen.

 

 

Tal como a Cinderela, que chegou ao baile do príncipe como uma linda princesa, mas na verdade era uma serva na casa de sua madrasta, Leclerc chegou Na Fórmula 1 como o “príncipe” que iria colocar medo em Verstappen e Stroll, mas na verdade, não alcançou o mesmo que os dois, mesmo com toda a babação de ovo que a imprensa faz com ele. Acredito que alcançará bons resultados com a Ferrari em 2019, mas não aposto que ele será uma ameaça para ninguém. Porém, desejamos a ele um bom ano na escuderia nova e que não ocorra mais acidentes como o do GP da Bélgica, no qual teve a vida salva pelo halo e ainda teve que aguentar o descaso de Nico Hülkenberg. Esperamos que ele possa demonstrar mais de seu potencial.

 

De maneira geral…

 

A temporada de Fórmula 1 de 2018 foi muito parecida com a de 2017: o título concentrado nas mãos da Mercedes e da Ferrari, ajudadas por comissários injustos, que punem seus adversários, mas nunca os “dominantes”, e um grande contraste entre as corridas. Corridas como as de Mônaco, Rússia e Abu Dhabi, que tendem a ser chatas, foram emocionantes, enquanto que a da Hungria foi tão chata, que nem perdi meu tempo analisando aquele sonífero televisivo. Não temos tanta esperança que esse cenário vá mudar em 2019, mas aguardamos por algumas mudanças significativas no grid com as novas contratações e melhorias nos carros.