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Análise do Grande Prêmio da Espanha de 2021 | 2021 Spanish Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Texto em inglês revisado por Jack Thurston | English text revised by Jack Thurston

O Grande Prêmio da Espanha de 2021 ocorreu no dia 9 de maio. Embora sem tantos destaques como os torcedores gostam, a corrida trouxe alguns duelos na frente do grid que valeram a pena assistir.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position (a 100ª de sua carreira), ao lado de Max Verstappen (Red Bull). Valtteri Bottas (Mercedes) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. No final da volta de apresentação, Pierre Gasly (AlphaTauri) posicionou seu carro um pouco à frente dos limites da vaga e foi posteriormente punido com 5 segundos. Nas primeiras curvas do Circuito da Catalunha, Verstappen ultrapassou Hamilton e logo foi a vez de Leclerc superar Bottas.

Algum tempo depois, o carro de Yuki Tsunoda (AlphaTauri) simplesmente apagou e o piloto foi obrigado a abandonar. O safety car foi acionado. Um destaque negativo durante o esse tempo foi o pit stop de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), que superou os 40 segundos porque um dos mecânicos demorou para trazer o pneu. Pouca coisa mudou no grid após a relargada, mas na parte de trás, Gasly procurou recuperar o prejuízo. Daniel Ricciardo (McLaren) foi um dos que conseguiu se manter firme no meio do grid, mesmo tendo o seu pit stop consideravelmente mais lento que o de seu companheiro de equipe Lando Norris. Para sorte do ítalo-australiano, o inglês estava várias posições atrás, impedindo que a McLaren o mandasse parar para que Norris passasse como houve no Grande Prêmio da Emília-Romanha.

Leclerc e Bottas disputaram o terceiro lugar por muito tempo até que o finlandês levou a melhor. Ao mesmo tempo, a briga entre Verstappen e Hamilton ligou o alerta no paddock. A Red Bull chamou Verstappen ao boxes para garantir a liderança. A Mercedes, por outro lado, demorou muito para chamar Hamilton para o pit stop, consolidando a liderança da Red Bull. No entanto, o desempenho do carro do inglês era consideravelmente melhor, e isso foi um fator decisivo para o desfecho da corrida.

Embora Sergio Pérez (Red Bull) tenha começado a corrida com certa desvantagem (largando da nona posição), sua perseverança o levou a posições mais altas. Mesmo sem conseguir alcançar Leclerc, o mexicano teve seus momentos de destaque, principalmente na luta com Ricciardo. Enquanto isso, Hamilton continuou em um ótimo ritmo após o segundo pit stop, e Verstappen se mantinha na pista com pneus velhos. Faltando menos de 15 voltas para o final, o inglês conseguiu retomar a liderança, e a Red Bull partiu para o plano B: aproveitar que Bottas estava muito longe e fazer uma troca de pneus para conseguir a volta mais rápida. Ainda no final da prova, Fernando Alonso (Alpine) acabou tocando em Lance Stroll (Aston Martin) quando o canadense o ultrapassou. Stroll acabou saindo da pista e devolvendo a posição e enfrentando um congestionamento com Gasly e Sebastian Vettel (Aston Martin). O incidente foi investigado e até o momento não temos informações sobre isso. Gasly acabou à frente dos adversários, no décimo lugar.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Se Verstappen tivesse ganho, ele e Hamilton estariam a apenas dois pontos de diferença, mas com a vitória do britânico, a vantagem do piloto da Mercedes supera uma dezena. Além disso, com o resultado final, Bottas tira Lando Norris do top-3 do campeonato e assume a terceira posição. Norris agora está apenas dois pontos à frente de Charles Leclerc, que pode ameaçar o piloto da McLaren. De maneira geral, foi uma corrida razoável, com apenas um abandono, algumas ultrapassagens e modificações relevantes no campeonato, mas o Grande Prêmio da Espanha de 2021 ainda não está perto da emocionante edição de 2016. Porém, já podemos ter uma noção de que não apenas a liderança, como as demais posições do ranking estão sujeitas a grandes reviravoltas.

Red Bull e Mercedes estavam equivalentes no pit stop: ambas erraram e acertaram ao mesmo tempo.

Opinião da Rebeca:

Dessa vez as disputas na frente do grid foram as mais chamativas, ainda que tenham demorado várias voltas para se concretizarem. Isso porque a pista do Circuito da Catalunha é muito abrasiva. Tanto Lewis Hamilton quanto Max Verstappen lidaram com o alto desgaste dos pneus.

Eu não tenho muito o que falar sobre a corrida porque tirando as lutas entre Hamilton e Verstappen e entre Valtteri Bottas e Charles Leclerc, foram poucos os momentos que me chamaram a atenção. Gostei mais dessa corrida do que da anterior, mas sinto que não verei outro Grande Prêmio da Espanha como o de 2016 tão cedo.

Opinião da Adriana:

Mesmo com uma corrida menos emocionante, eu gostei do GP da Espanha. Mais uma vez, assim como no GP de Portugal, o pelotão do meio rendeu uma corrida movimentada e cheia de trocas de posições. 

Para falar a verdade, quem reinou nessa corrida foram as estratégias montadas pelas equipes. Enquanto algumas mostraram mais destreza (como a Mercedes) e outras mostraram que ainda precisam melhorar – e muito -, como foi o caso da Aston Martin.

Nessas quatro corridas, me chama a atenção o ótimo desempenho de Ocon, que consegue se manter à frente de Alonso, e demonstra que dois títulos mundiais não servem para pressionar ou assustar o francês. Muitos comentaristas – inclusive a bancada da Band – o chamam de “carne de pescoço”, mas eu o vejo como um piloto dedicado e arrojado. 

Mais uma corrida em que Lewis Hamilton crava seu nome na história da Fórmula 1 e levou a 98 vitória para casa, ganhando também como o piloto do dia, o que foi merecido demais. Não tem discussão, ele é o maior de todos os tempos. E como diz o meme: quem discordar, discorde da sua casa.

E eu juro, em Mônaco, eu trago o bingo que eu prometi. Todo mundo vai ter um ponto garantido porque certeza que vai ter “Mazepin fez lambança”. Porque isso é garantido que ele vai fazer, seja nos treinos ou na corrida.

Notas

Corrida: 8 (Rebeca e Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca e Adriana)
  2. Max Verstappen: 10 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  4. Charles Leclerc: 8 (Rebeca e Adriana)
  5. Sergio Pérez: 8 (Rebeca e Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca) | 8,5 (Adriana)
  7. Carlos Sainz Jr.: 6,5 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  8. Lando Norris: 6 (Rebeca e Adriana)
  9. Esteban Ocon: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  10. Pierre Gasly: 7 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  11. Lance Stroll: 5 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  12. Kimi Raikkonen: 5 (Rebeca e Adriana)
  13. Sebastian Vettel: 3 (Rebeca) | 4 (Adriana)
  14. George Russell: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  15. Antonio Giovinazzi: 4 (Rebeca e Adriana)
  16. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca e Adriana)
  17. Fernando Alonso: 4 (Rebeca e Adriana)
  18. Mick Schumacher: 2 (Rebeca) | 4 (Adriana)
  19. Nikita Mazepin: 0

Abandonou

  1. Yuki Tsunoda

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Lewis Hamilton

Melhor piloto: Max Verstappen (Rebeca) | Lewis Hamilton (Adriana)

Pior piloto: Sebastian Vettel (Rebeca) | Nikita Mazepin (Adriana)

Análise do Grande Prêmio de Portugal de 2021 | 2021 Portuguese Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Texto em inglês revisado por Jack Thurston | English text revised by Jack Thurston

O Grande Prêmio de Portugal de 2021 ocorreu no dia 2 de maio. Mais uma vez, as curvas e ladeiras do Circuito de Portimão geraram uma corrida monótona, com poucas ultrapassagens e sem muitos momentos de grande emoção.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro de equipe Lewis Hamilton. A dupla da Red Bull, formada por Max VerstappenSergio Pérez, completou a segunda fila. Após a largada, o rendimento de Pérez caiu muito e ele acabou perdendo posições para Carlos Sainz Jr. (Ferrari) e Lando Norris (McLaren), embora esses dois tenham conseguido avançar após saírem com as quatro rodas para fora da pista. Ao mesmo tempo, Bottas conseguiu manter um bom ritmo e se manteve na liderança, seguido por Hamilton e Verstappen. Na volta 2, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) tocou a traseira do companheiro de equipe Antonio Giovinazzi e quebrou a asa dianteira. O finlandês foi obrigado a parar na caixa de brita e o safety car foi acionado. Os carros tiveram que passar pelo pit lane por causa dos detritos na pista.

Depois do safety car, o grid não mudou muito, a não ser pelos avanços de Daniel Ricciardo (McLaren) e Esteban Ocon (Alpine). Na parte da frente, Verstappen conseguiu superar Hamilton, mas a ladeira da primeira curva fez seu carro perder rendimento e o inglês recuperou o segundo lugar. Algumas voltas depois, Hamilton superou Bottas. Alguns dos pilotos que mais perderam posições nessa corrida foram Sebastian Vettel (Aston Martin) e Pierre Gasly (AlphaTauri).

A primeira equipe a trocar os pneus foi a Ferrari, com Sainz. Seu companheiro Charles Leclerc parou muito depois, e sua troca foi bem mais lenta que a do espanhol. Norris e Vettel também tiveram pit stops lentos, ao contrário de Ocon, cuja troca levou 2.5 segundos (a média de tempo dos pit stops da Ferrari em seus últimos anos de triunfo). O mais lento foi o de Ricciardo (com 4.8 segundos). Mais tarde, Verstappen trocou seus pneus antes dos carros da Mercedes, mas teve que frear bruscamente para não exceder o limite de velocidade. O holandês conseguiu ficar à frente de Bottas mesmo com as paradas dele e de Hamilton, mas embora o carro do finlandês fosse mais rápido, não houve muitas chances de ultrapassagem.

Pérez estava na liderança, sendo o único piloto que até então não havia trocado os pneus. O mexicano foi atrapalhado pelo retardatário Nikita Mazepin (Haas), que recebeu uma punição de 5 segundos por ignorar a bandeira azul. Hamilton ultrapassou Pérez na pista, e pouco depois este trocou os pneus. Ele voltou muito atrás de Bottas, mas também estava a uma grande distância de Norris. Nas últimas voltas, Bottas e Verstappen trocaram os pneus para disputar a volta mais rápida. Oficialmente, o piloto da Red Bull a conquistou, mas teve seu tempo deletado por ter saído do traçado na curva 14. Logo, a volta de Bottas foi considerada a mais rápida.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. O Grande Prêmio de Portugal de 2021 foi mais tranquilo em relação à edição do ano anterior, mas ainda sim está longe de ser uma das edições mais atrativas do calendário. Ainda que o relevo da pista seja um diferencial, ele atrapalha as ultrapassagens, que são um dos fatores decisivos para uma corrida emocionante. Consequentemente, não há muitos comentários a se fazer em relação a esta prova.

Kimi Raikkonen expressando como a corrida foi gratificante.

Opinião da Rebeca:

Como demonstrei na análise, não consigo considerar Portimão uma boa pista, pois seu traçado dificulta as disputas por posições. Quando um fã assiste à corrida, ele quer ver as ultrapassagens. Se fosse para ver carros andando em fila indiana, não seria preciso da Fórmula 1, bastava pegar um trânsito qualquer na cidade. Creio que por conta do marasmo gerado, não consigo dar uma boa nota para a corrida e nenhum dos pilotos merece, na minha opinião, um 10. Mas deixo elogios às atuações de Lewis Hamilton e Max Verstappen na frente do grid, à resiliência de Daniel Ricciardo (que havia largado em 16º), e às ultrapassagens de Esteban Ocon (que, entre os vários adversários, se destacou ao superar Pierre Gasly).

Uma das críticas que eu faço às narrações, e à mídia da Fórmula 1 em geral, é a supervalorização da pole position. Muitos apostavam que Valtteri Bottas venceria, mas sua atuação não foi das melhores. Por muito tempo, Verstappen havia conquistado muitas vitórias sem ter uma pole sequer, enquanto há na história pilotos com poles e sequer tiveram pódios (Nico Hulkenberg é o exemplo mais memorável). Não é o começo da corrida que decide o campeonato, é o final dela.

Opinião da Adriana:

Essa corrida foi um pouco entediante para mim. Ao mesmo tempo que algumas ultrapassagens foram boas, o cenário completo não chamou a minha atenção.

Mais uma vez, vimos uma ótima disputa entre a Red Bull e a Mercedes, na qual eu espero que continue assim durante a temporada. É um pouco cansativo repetir isso toda a corrida, mas Hamilton é gigante mas é impossível não reconhecê-lo como o melhor piloto da história do esporte e eu fico muito feliz em poder presenciar isso a cada corrida. 

Fiquei contente em ver a corrida de recuperação de Ricciardo, indo de P16 para P6 e se não fosse pelo pitstop extremamente lento (McLaren, por favor, trabalhe nisso), ele terminaria em uma posição melhor. Mesmo assim, ele subiu 7 posições e já é um ótimo resultado e mostra que o australiano está conseguindo se adaptar cada vez mais ao carro.

Outra coisa que me deixou feliz foi ver a disputa entre Schumacher e Latifi. Não é fácil estar nos dois piores carros do grid, mas os dois protagonizaram uma disputa muito boa por algumas voltas.

E meus parabéns ao Pérez também, ele liderou a corrida por algumas voltas e se não fosse pela estratégia esquisita de mantê-lo na pista, o que com certeza tirou suas chances de ir ao pódio.

Essa é a primeira das duas corridas em seguida que teremos e eu espero que as próximas duas sejam um pouco mais emocionantes do que essa.

Notas

Corrida: 6 (Rebeca) | 7,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca e Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca e Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  4. Sergio Pérez: 8 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  5. Lando Norris: 7,5 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  6. Charles Leclerc: 7 (Rebeca e Adriana)
  7. Esteban Ocon: 9 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  8. Fernando Alonso: 6 (Rebeca | 7 (Adriana)
  9. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  10. Pierre Gasly: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Carlos Sainz Jr.: 6 (Rebeca e Adriana)
  12. Antonio Giovinazzi: 6 (Rebeca)| 7 (Adriana)
  13. Sebastian Vettel: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  14. Lance Stroll: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  15. Yuki Tsunoda: 5 (Rebeca e Adriana)
  16. George Russell: 3 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  17. Mick Schumacher: 3 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  18. Nicholas Latifi: 3 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  19. Nikita Mazepin: 0

Abandonou

  1. Kimi Raikkonen

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Esteban Ocon (Rebeca) | Daniel Ricciardo (Adriana)

Pior piloto: Nikita Mazepin (Rebeca e Adriana)

Análise do Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2021 | 2021 Emilia Romagna Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Texto em inglês revisado por Jack Thurston | English text revised by Jack Thurston

O Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2021 ocorreu no dia 18 de abril. Debaixo de chuva, a corrida teve muitas reviravoltas e tinha todos os ingredientes para ser um espetáculo. No entanto, uma velha conhecida estragou uma parte do show: a famigerada ordem de equipe.

Lewis Hamilton (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Sergio Pérez (Red Bull). Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari), que havia escapado na volta de apresentação, completaram a segunda fila. Logo após a largada, houve uma briga tripla entre Hamilton, Pérez e Verstappen, com o holandês levando a melhor. Passou o inglês após as duas primeiras curvas e tomou uma grande distância. Com a pista molhada, houve muitas escapadas, entre elas a de Nicholas Latifi (Williams), que bateu no muro e provocou a entrada do safety car. Outro piloto que passou por um infortúnio foi Mick Schumacher (Haas), que rodou na saída dos boxes e perdeu a asa dianteira. O alemão completou algumas voltas antes de repor a peça.

Com a saída do safety car, houve uma disputa no meio do grid entre Pierre Gasly (AlphaTauri), Lando Norris (McLaren), Carlos Sainz Jr. (Ferrari), Lance Stroll (Aston Martin) e Valtteri Bottas (Mercedes). Norris disparou na frente enquanto Gasly perdia posições constantemente. Logo foi a vez de Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Yuki Tsunoda (AlphaTauri) ultrapassarem o francês. Pouco depois, houve mais um caso lamentável de ordens de equipe: Norris disse para a McLaren que “andaria mais rápido se a pista estivesse livre”, insinuando que a equipe deveria mandar seu companheiro Daniel Ricciardo lhe ceder a posição. A McLaren acatou o pedido e ordenou ao australiano que deixasse Norris passar.

A pista molhada ainda prejudicava o andamento da corrida. Pérez foi punido pelos comissários com 10 segundos de stop-and-go por ter recuperado na pista as duas posições que havia perdido após sair temporariamente do traçado. Sebastian Vettel (Aston Martin) recebeu a mesma punição por ter saído do pit stop antes da placa de 5 segundos. No entanto, enquanto a chuva dificultava a vida de uns, para outros ela não foi problema. Foi o caso de Verstappen, que trocou os pneus antes de Hamilton e voltou para o primeiro lugar após a parada do inglês. Aproveitando a abertura de Bottas (retardatário) para o líder, Stroll ultrapassou o finlandês.

Logo após, houve mais dois incidentes. Ao ultrapassar o retardatário George Russell (Williams), Hamilton escorregou e parou no muro. Parecia fim de prova para o piloto britânico, mas o heptacampeão, mesmo com dificuldade devido à brita, colocou seu carro novamente na pista e seguiu a corrida. Pouco depois, Russell escorregou e tocou a traseira de Bottas, que fazia uma prova decepcionante. Ambos bateram no muro e deixaram muitos detritos na pista. Houve bandeira vermelha.

Na relargada, Raikkonen escapou do traçado e facilitou o trabalho de alguns pilotos que estavam atrás. Um deles foi Hamilton, que do nono lugar, passou para o sétimo em poucas voltas. Logo estava à caça de Sainz. Enquanto isso, Leclerc perdia o segundo lugar para Norris e não conseguia atacar o piloto da McLaren. Hamilton veio como um furacão para cima de Sainz e, apesar da defesa acirrada de Leclerc, conseguiu superar os dois pilotos da Ferrari e ultrapassou Norris com maestria. Tsunoda havia levado duas advertência por exceder os limites da pista e depois foi punido com 5 segundos. Vettel foi o último a abandonar, recolhendo seu carro para a garagem a poucos minutos do fim.

Max Verstappen foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo lugar e Lando Norris em terceiro. Diferente da edição anterior, na qual os acidentes provocaram uma corrida sem grandes ações, o Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2021 teve grandes reviravoltas. A expectativa era alta para Sergio Pérez, que estava largando em segundo lugar, mas terminou fora da zona de pontuação. Verstappen outra vez deu uma demonstração de seu talento na chuva, chegando a colocar 20 segundos de diferença para o segundo colocado. Ao mesmo tempo, Norris repetiu a atitude que tomou no Grande Prêmio da França de 2019, ao mandar novamente a equipe parar seu companheiro para que possa ultrapassá-lo. Manobras como essa sempre mancharam a história da Fórmula 1 (dois exemplos memoráveis foram as trocas de posição entre Michael Schumacher e Rubens Barrichello no Grande Prêmio da Áustria de 2002 e entre Fernando Alonso e Felipe Massa no Grande Prêmio da Alemanha de 2010). É lamentável que a McLaren tenha optado por essa atitude antiética e antiesportiva e que Norris seja condecorado pela imprensa e pelos torcedores por isso. A corrida poderia ter sido perfeita se não fosse pelo fantasma das ordens de equipe pairando sobre o paddock novamente.

Atualização 1: Lance Stroll cruzou a linha de chegada em sétimo, mas foi punido após a prova por ultrapassar Pierre Gasly fora do traçado. Com isso, as posições dos pilotos foram invertidas.

Atualização 2: Kimi Raikkonen terminou a corrida em nono, mas foi punido com 30 segundos por ter falhado em entrar no pit lane para a relargada. Fernando Alonso e Esteban Ocon ganharam posições e o finlandês terminou fora da zona de pontuação.

“Papai, mande o Ricciardo parar para eu passar, AGORA!”

Opinião da Rebeca:

Em minha humilde opinião, Lewis Hamilton foi o nome do dia. O painel da Fórmula 1 chegou a colocar “FORA” (em inglês, “OUT”) ao lado de sua sigla, indicando que o piloto estava abandonando. Mas estamos falando daquele que venceu o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 com apenas três rodas. Hamilton não conhece a palavra “desistir”. Ele é um piloto destemido, talentoso e persistente, um colírio para os olhos dos torcedores. Sua recuperação foi impressionante, e o pódio devidamente merecido. Outro piloto que merece elogios é Max Verstappen, que fez uma prova praticamente sem erros. A equação (chuva) + (Verstappen) quase sempre resulta em corridas incríveis. Um exemplo é o Grande Prêmio do Brasil de 2016 (que, inclusive, foi no meu aniversário).

Agora, com relação a Lando Norris, repito: atitude lamentável. Piloto que precisa pedir para a equipe parar o companheiro não merece créditos por seu resultado na corrida. Daniel Ricciardo não merecia passar por essa humilhação. O piloto australiano, que tem poles, pódios e vitórias na carreira, anda comendo o pão que o diabo amassou desde suas duas temporadas na Renault, e esperava uma situação diferente na McLaren. Curiosamente, a narração brasileira aplaudiu o pedido de Norris, e antes havia insinuado que a AlphaTauri deveria ter feito o mesmo entre Yuki Tsunoda e Pierre Gasly. No entanto, o piloto japonês não precisa de ordens de equipe, pois pode passar por mérito próprio. Ao contrário do filho de Adam Norris, que não esconde sua antipatia e falta de espírito esportivo. Norris quase nunca é repreendido por suas atitudes, e a explicação talvez seja a mesma da questão apresentada no episódio “Todo Mundo Odeia Bad Boys”, da série “Todo Mundo Odeia o Chris” (me refiro à cena em que a família de Chris é humilhada em um restaurante enquanto a família dos Banks, que estava nas mesmas condições, é tratada com muita cortesia).

Outro que decepcionou foi Charles Leclerc, que foi muito macho para se defender, mas uma princesa para atacar. Mais um motivo para o apelido de “Cinderela”.

Opinião da Adriana:

É incrível como as corridas na Itália conseguem ser dramáticas e entregar corridas que são definidas na última volta. Assim como no ano passado, Imola nos entregou um pódio diferente, com Verstappen, Hamilton e Norris, demonstrando a força do motor Mercedes com os últimos dois.

Desde antes da corrida, sabíamos que essa corrida seria caótica, seja pela pista molhada ou pelos incidentes: um dano no carro de Bottas, os freios de Stroll pegando fogo, Vettel começando do pitlane e Alonso tendo problemas. 

Na largada, Verstappen mostrou que esse ano, ele será o competidor direto de Hamilton, que deve estar ansioso para mais batalhas ao decorrer da temporada. Norris também demonstrou estar com sede de resultados. Logo no começo, o britânico sofreu um toque mas logo depois, conseguiu se recuperar e conquistar o pódio. Talvez a ordem de equipe tenha tirado um pouco do brilho de sua performance (pelo menos, para mim) mas não podemos negar que ele tem o que precisa para se tornar um grande piloto. 

O incidente de Russell e Bottas foi bizarro, para dizer o mínimo e o pequeno “tapa” do britânico foi quase uma homenagem a Piquet, quando deu um soco em Salazar após uma colisão. Temos que entender que, além de um incidente de corrida, a rivalidade entre os dois vai muito além de pontos e sim, de uma possível vaga para o mais jovem. Vamos acompanhar os próximos capítulos dessa novela com muita atenção.

E o que foi Sir Lewis salvando o carro de ré da brita? Só essa manobra deveria lhe garantir o prêmio de piloto do dia. Somando com a sua corrida de recuperação, ele prova que mesmo com todas as dificuldades, seu talento é indiscutível.

Já sobre a corrida de Ricciardo, a sexta posição foi um resultado ótimo. Temporadas de adaptação com uma nova equipe tendem a ser assim e se compararmos seu começo na McLaren com a temporada de 2019, percebemos a notável diferença que um carro bom faz. Essa ainda é sua segunda corrida e o australiano ainda tem muitas corridas pela frente para conseguir extrair o potencial completo do carro. 

Acho que para a próxima corrida, vou preparar uma cartela de bingo para ver se não fico tão nervosa. 

Notas

Corrida: 9,5 (Rebeca) | 7,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  2. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca e Adriana)
  3. Lando Norris: 6 (Rebeca) | 8,5 (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 7 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  5. Carlos Sainz Jr.: 6,5 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  7. Pierre Gasly: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  8. Lance Stroll: 8 (Rebeca e Adriana)
  9. Esteban Ocon: 5 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  10. Fernando Alonso: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 6 (Rebeca e Adriana)
  12. Sergio Pérez: 7 (Rebeca e Adriana)
  13. Yuki Tsunoda: 7 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  15. Sebastian Vettel*: 2 (Rebeca) | 4 (Adriana)
  16. Mick Schumacher: 2 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  17. Nikita Mazepin: 2

 

Abandonaram

  1. Valtteri Bottas: 0 (Rebeca e Adriana)
  2. George Russell: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  3. Nicholas Latifi: 10 de consolação (Rebeca) | 6 (Adriana)

(*Nota: Sebastian Vettel também abandonou, mas como Mick Schumacher e Nikita Mazepin estavam muito longe, ele foi classificado como 15º colocado, por ter se retirado com 95% da prova concluída)

Piloto do Dia (escolhido pelo público): O filho do Príncipe Adam da Disney (aquele que foi transformado em Fera) com a Veruca Salt (a menina mimada da Fantástica Fábrica de Chocolate)

Melhor piloto: Lewis Hamilton (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Análise do Grande Prêmio do Bahrein de 2021 | 2021 Bahrain Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio do Bahrein de 2021 ocorreu no dia 28 de março. A expectativa era alta, e tudo indicava que seria uma corrida cheia de surpresas. Logo na volta de apresentação, Sergio Pérez (Red Bull) teve uma pane elétrica no carro e precisou largar dos boxes. Além disso, foi preciso mais uma volta de apresentação para retirar o carro da pista. No entanto, o mexicano provou mais uma vez que pode surpreender diante de situações adversas.

Max Verstappen (Red Bull) largou da pole position ao lado de Lewis Hamilton (Mercedes). Valtteri Bottas (Mercedes) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Esta foi a segunda vez que Verstappen consegue a pole em uma corrida no Oriente Médio (a primeira foi no Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2020). Logo no início, Leclerc ultrapassou Bottas e o estreante Nikita Mazepin (Haas) rodou na pista, chocando-se contra o muro. O safety car foi acionado.

Após a relargada, houve alguns confrontos, como a ultrapassagem de Lance Stroll (Aston Martin) sobre Fernando Alonso (Alpine), a revanche entre Bottas e Leclerc e os avanços do estreante Yuki Tsunoda (AlphaTauri). Seu companheiro de equipe, Pierre Gasly, não teve a mesma sorte. Problemas no carro levaram o francês a amargar nas últimas posições do grid durante toda a corrida.

Embora tenha tido um bom começo de prova, o desempenho de Leclerc caiu muito após o triunfo de Bottas. Adversários como Lando Norris e Daniel Ricciardo (ambos da McLaren) tiveram vantagem sobre o monegasco. Ao mesmo tempo, Sebastian Vettel (Aston Martin) lutava contra pilotos do fim do grid, como o estreante Mick Schumacher (Haas), Nicholas Latifi e George Russell (ambos da Williams). Um dos mais emblemáticos combates do alemão nesta corrida foi contra Tsunoda, no qual o estreante japonês ultrapassou com facilidade o tetracampeão alemão.

Mas quem brilhou no GP do Bahrein foi Pérez. Sua garra e determinação o tiraram rapidamente do fim do grid e o levaram à zona de pontuação em poucos minutos. Duelos com Vettel, Alonso, Stroll e Ricciardo foram impressionantes. Embora não tenha conseguido a vitória (como houve no Grande Prêmio de Sahkir do ano passado), Checo mais uma vez surpreendeu o público, pois seu abandono era dado como certo e mesmo assim conseguiu triunfar sobre pilotos que aparentemente estavam em situações tranquilas.

Alonso foi forçado a abandonar a prova devido a falhas mecânicas. Latifi e Gasly também se retiraram perto do fim da corrida. No fim do grid, Vettel fez mais uma de suas manobras à lá Dick Vigarista e bateu na traseira de Esteban Ocon (Alpine). O incidente foi analisado pelos comissários.

A estratégia adotada foi de dois pit stops. Uma demora para chamar Verstappen para a troca (problema recorrente na Red Bull) deu a liderança da corrida a Hamilton. A Mercedes trocou bem rápido os pneus do piloto inglês, mas o mesmo não ocorreu no segundo pit stop de Bottas, que levou pouco mais de 10 segundos. Nas últimas voltas, Verstappen tirava tudo de seu carro e conseguiu ultrapassar Hamilton, mas se desequilibrou e o britânico retomou a dianteira.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. O Grande Prêmio do Bahrein foi um ótimo começo para a temporada de 2021, com várias ultrapassagens e duelos emocionantes (até mesmo nas últimas voltas). Hamilton e Verstappen confirmam o favoritismo na batalha pelo título. As estreias de Sergio Pérez pela Red Bull e de Yuki Tsunoda na Fórmula 1 foram impressionantes, o mesmo não se pode dizer sobre as de Sebastian Vettel na Aston Martin e de Nikita Mazepin na categoria. Embora Fernando Alonso tenha precisado abandonar, seu desempenho foi elogiável, pois se manteve na zona de pontuação em boa parte da prova.

Carro com problemas? Isso não é nada para o Super Checo.

Opinião da Rebeca:

O GP do Bahrein traz muitas expectativas para a temporada de 2021. A corrida foi emocionante sem tensionar os fãs. A vitória seria merecida tanto se fosse conquistada por Lewis Hamilton quanto por Max Verstappen, pois ambos os pilotos são muito talentosos e sempre garantem bons momentos para os torcedores. Percebe-se um certo equilíbrio de forças entre os dois atletas, embora o carro da Mercedes ainda seja superior ao da Red Bull, veterana em estratégias erradas de pit stop.

Como explicado na análise, a estreia de Sebastian Vettel na Aston Martin foi vergonhosa. Não importa quantas vezes os executivos da escuderia e os fãs do alemão mencionem os quatro títulos vencidos pelo piloto no passado, é preciso admitir que sua conduta no presente é de um piloto barbeiro, impulsivo e não merecedor de qualquer conquista. Parece que a compra de ações da Aston Martin, embora lhe garanta prestígio na equipe, não se traduz em resultados nas pistas. Seu companheiro Lance Stroll se manteve na zona de pontuação, mas continua com seu costume ridículo de entregar posições no final das corridas (como fez para Esteban Ocon no Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2020 e para Yuki Tsunoda na edição de hoje). Desse jeito, não dá para pensar em competir com McLaren e Ferrari, que dirá com Red Bull e Mercedes.

Opinião da Adriana:

Um começo bom para a temporada de 2021. O GP de Bahrain nos ofereceu momentos de boas ultrapassagens e uma corrida movimentada para o pelotão do meio. Espero que esse ano seja mais uma temporada disputada e com alguns resultados inesperados.

Sergio Pérez, mais uma vez, conseguiu entregar uma ótima corrida de recuperação após seu carro apresentar problemas na volta de apresentação. É oficial: podemos eleger Checo como o Rei do Bahrain. Cirúrgico em todas suas ultrapassagens, o mexicano prova que agora tem um carro que faz jus ao seu talento.

A disputa entre Hamilton e Verstappen foi uma das mais interessantes da corrida, provando que o carro da Red Bull é, mais do que nunca, uma grande ameaça à Mercedes. Mesmo com uma disputa acirrada, Hamilton levou a melhor e quebrou mais uma vez o recorde de piloto com mais vitórias na F1. Ter quase 100 vitórias é só pra quem pode. Outro momento marcante foi a disputa de posições entre Alonso e Vettel, mostrando que mesmo estando dois anos longe da F1, Alonso não deixou de ser um piloto arrojado.

Deixo aqui minha agradável surpresa em ver Stroll com uma corrida consistente e cheia de ultrapassagens. Parece que pelo menos uma Aston Martin se deu bem esse fim de semana.

Mesmo com o pódio previsível, essa corrida foi emocionante e com boas performances, dando aos fãs a esperança de que teremos mais uma temporada surpreendente.

Nota: como mencionado no post do The Racing Track Awards nessa temporada, não mencionarei o outro piloto da Haas. Assim, nas notas, apenas avaliarei os outros 19 pilotos. Eu mencionei rapidamente o porquê dessa decisão e a reforço aqui: o russo não demonstra um pingo de respeito pelas mulheres e o escândalo em que se envolveu no ano passado prova isso. Se a Fórmula 1 realmente “corre como um”, o esporte não deveria dar espaço a um “homem” como ele. Por isso, não mencionarei nada sobre ele, mantendo assim, pelo menos, o meu espaço livre dele.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca e Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca e Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca e Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  4. Lando Norris: 7,5 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  5. Sergio Pérez: 10 (Rebeca e Adriana)
  6. Charles Leclerc: 7 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  7. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  8. Carlos Sainz Jr: 7 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  9. Yuki Tsunoda: 9 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  10. Lance Stroll: 7 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  12. Antonio Giovinazzi: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  13. Esteban Ocon: 3 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  14. George Russell: 6 (Rebeca e Adriana)
  15. Sebastian Vettel: 2 (Rebeca) | 4 (Adriana)
  16. Mick Schumacher: 3 (Rebeca) | 6 (Adriana)

Abandonaram

  1. Pierre Gasly: 5 (Rebeca e Adriana)
  2. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca e Adriana)
  3. Fernando Alonso: 6,5 (Rebeca) | 7 (Adriana – até o abandono)
  4. Nikita Mazepin

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Sergio Pérez (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Sebastian Vettel (Rebeca e Adriana)