Posts

Análise Grande Prêmio de Portugal de 2020 | 2020 Portuguese Grand Prix

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 25 de outubro, o Grande Prêmio de Portugal de 2020 teve como palco o Circuito de Portimão (Autódromo Internacional do Algarve), uma pista usada em competições como a Fórmula 3. A última vez que a Fórmula 1 esteve no país foi em 1996, sendo usado o Circuito do Estoril. E, como dizem os portugueses, esta prova foi “bestial”.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro Valtteri Bottas. Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Logo na primeira volta houve várias ultrapassagens e um toque entre Verstappen e Sergio Pérez (Racing Point) que colocou o mexicano no último lugar do grid. Seu companheiro Lance Stroll superava vários adversários e chegou à zona de pontuação em pouco tempo.

Carlos Sainz Jr. (McLaren) chegou a liderar a prova na primeira volta, mas logo foi ultrapassado por Bottas e Hamilton. Enquanto isso, Pierre Gasly (AlphaTauri) e Stroll subiam de posições. Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) chegou a ficar entre os 10 colocados, mas logo foi superado. Pérez também conseguiu compensar o prejuízo e chegou à zona de pontuação com menos de 1/3 da prova concluída. Hamilton recuperou a liderança.

Na volta 22, numa tentativa de ultrapassar Lando Norris (McLaren), Stroll colidiu com o inglês, obrigando ambos a fazer pit stop. O canadense foi punido com 5 segundos e em seguida com mais 5 por ter excedido os limites da pista. Como bem notado pela Adriana, quando Verstappen colidiu com Stroll exatamente do mesmo jeito nos treinos livres, os comissários optaram por não punir ninguém, mas na corrida penalizaram Stroll (triste coincidência um indígena sofrer numa corrida em Portugal). O piloto da Racing Point abandonou a prova depois por problemas no carro.

Na volta 50, Daniel Ricciardo (Renault) foi ultrapassado por Gasly e Sainz. O australiano também havia conseguido boas posições até então.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. O Grande Prêmio de Portugal teve muitas reviravoltas e ultrapassagens, o que torna a corrida muito emocionante, embora nem sempre as emoções sejam positivas. Os eventos mostraram que há pilotos com muita sede de vitória, ou no mínimo de melhores posições, mas a prudência sempre deve vir antes.

Resumo da corrida, por Dilma Rousseff.

Opinião da Rebeca:

No começo o Grande Prêmio de Portugal parecia surpreender, mas no fim acabou do mesmo jeito que a maioria das corridas de 2020. Como apontado na análise, reconheço que Lance Stroll teve responsabilidade pela colisão com Lando Norris, mas os comissários deveriam ter coerência em suas decisões e punir todos os pilotos que fazem o mesmo (inclusive Max Verstappen). É como disse Luciano Burti sobre o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2017: “se você só faz justiça com um, está fazendo uma injustiça”. Na ocasião, os comissários haviam punido Verstappen por ter excedido os limites da pista, mas outros fizeram o mesmo e não foram punidos. Em minha sincera opinião, a FIA deveria importar os juízes da FIFA (e olha que também não confio totalmente nestes).

Minha reação à batida na volta 22.

Opinião da Adriana:

E temos um novo recorde na Fórmula 1! Que privilégio ver Hamilton sendo o maior vencedor de todos os tempos! Ele merece e muito, que exemplo de piloto e pessoa. Sem dúvidas, o maior de todos os tempos.

E para falar a verdade, ainda bem que alguma coisa boa aconteceu nessa corrida. Eu detesto corridas onde eu fico mais nervosa do que qualquer coisa. O que começou com uma confusão, prometendo mais uma corrida com novos resultados, acabou do mesmo jeito e só serviu para nos entregar mais uma conquista arrasadora de Hamilton.

Acho que o comissário dessa corrida foi a Oprah porque o tanto de bandeira preta e branca que tivemos foi surreal. Tirando isso, mais uma corrida morna. 

Merecidíssimo o Piloto do Dia ser de Pérez, que após o incidente com Verstappen, conseguiu fazer uma corrida de recuperação maravilhosa. Quero dar uma ligadinha pra Racing Point e perguntar como eles estão depois de dispensar o mexicano…

Também noto aqui a destreza de Ocon em conseguir tantas voltas com seus pneus, parando apenas nas últimas voltas da corrida. 

E aproveito do meu espaço para manifestar o meu repúdio às atitudes de Verstappen na sexta-feira, logo após seu incidente com Stroll. Usar de palavras ofensivas que atinge pessoas de deficiência intelectual, não se desculpar depois por classificar “não ser um problema seu” e ter sua atitude justificada pelo “calor do momento” é repugnante e não deveria ter nem espaço na Fórmula 1 para esse tipo de atitude. Até porque todos corremos como um, não é mesmo?

Notas

Corrida: 7 (Rebeca e Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca e Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca e Adriana)
  3. Max Verstappen: 7 (Rebeca: era para ser 8, mas vou tirar um ponto pela grosseria nos treinos) (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  5. Pierre Gasly: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Sergio Pérez: 9 (Rebeca) 10 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 7 (Rebeca) 8 (Adriana)
  9. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  10. Sebastian Vettel: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 8 (Rebeca) 5 (Adriana)
  12. Alexander Albon: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  13. Lando Norris: 6 (Rebeca: se eu souber que você andou xingando o Lance na imprensa, a nota muda para 0; entendo a frustração, mas cortesia em primeiro lugar) 5 (Adriana)
  14. George Russell: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  15. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  16. Kevin Magnussen: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Romain Grosjean: 4 (Rebeca e Adriana)
  18. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca e Adriana)
  19. Daniil Kvyat: 3 (Rebeca e Adriana)

 

Abandonou

  1. Lance Stroll: 9/3 (Rebeca: diferente dos comissários eu serei coerente; como no Grande Prêmio da China de 2018 eu dei uma nota alta para o Verstappen mesmo com a batida no Vettel porque o holandês havia feito uma boa prova, darei duas notas ao Lance, 9 pelo ótimo começo de corrida, 3 pela batida) 6 (Adriana)

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Lewis Hamilton (Rebeca) | Lewis Hamilton e Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: Daniil Kvyat (Rebeca) | Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat (Adriana: já tão fazendo hora extra já)

Análise Grande Prêmio do Eifel de 2020 | 2020 Eifel Grand Prix Analysis

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro | By Adriana Perantoni and Rebeca Pinheiro

Ocorrido no dia 11 de outubro, o Grande Prêmio do Eifel de 2020 teve como cenário o Circuito de Nürburgring, que não era usado na Fórmula 1 desde 2014. Esse GP contou com o retorno de Nico Hulkenberg (Racing Point), substituindo Lance Stroll, que estava com problemas intestinais desde o sábado. A corrida começou como esperado, com uma batalha pela primeira posição entre Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (ambos da Mercedes), no qual o finlandês leva vantagem. Logo na primeira curva, Daniel Ricciardo (Renault) ultrapassou Alexander Albon (Red Bull Racing) e desde a primeira volta, o australiano ameaçou Charles Leclerc (Ferrari) pela quarta posição. Na 5ª volta, durante um rádio para Carlos Sainz Jr (McLaren), foi avisado que a chuva estava se aproximando do circuito.

Após 10 voltas, Ricciardo finalmente consegue ultrapassar Leclerc, conquistando a 4ª posição. A partir daqui, alguns lances importantes começaram a acontecer.

Na 11ª volta, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou na zebra e acabou rodando sozinho. Na 12ª volta, Bottas errou e travou seus pneus, então Hamilton ultrapassou seu companheiro e assumiu a liderança.

Na 14ª volta, em uma manobra lamentável, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) colidiu com George Russell (Williams) na Volta 1, o que fez o inglês quase tombar seu carro. Por isso, o finlandês levou uma punição de 10 segundos. Essa colisão fez com que Russell abandonasse a corrida na 16ª volta. Na volta 17, foi a vez de Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Albon colidirem. Em um toque durante uma tentativa de ultrapassagem, Albon tocou em Kvyat, fazendo com que a asa dianteira do russo quebrasse, levando o russo para o último lugar. Por esse acidente, Albon também foi punido, com 5 segundos no pit stop and go.

Bottas começou a desacelerar na 18ª volta, apresentando problemas em sua Mercedes. O finlandês abandona na próxima volta, por falta de potência. Na 23ª volta, foi a vez de Esteban Ocon (Renault) abandonar a corrida, também por problemas em seu motor.

Ao parar nos pits para cumprir sua punição na volta 25, Albon abandonou a corrida com a alegação de problemas, mas sem muitas explicações do que aconteceu. Vale lembrar que antes de parar, o tailandês quase colidiu com Pierre Gasly (Alpha Tauri) na Volta 1. Em seu rádio, Albon disse que “(Gasly) estava pressionando demais”.

Na 26ª volta, foi a vez de Lando Norris (McLaren) relatar problemas de falta de potência (em um jeito nada cortês). Mesmo assim, o inglês parou nos boxes para trocar os pneus e voltou à pista e mesmo com problemas, ele conseguiu brigar por posições com Sergio Pérez (Racing Point), porém o mexicano levou a melhor. A partir daí, Pérez batalhou pela 4ª posição com Leclerc, que perdeu a posição para o mexicano na 34ª volta. Na 42ª volta, Hulkenberg ultrapassou Vettel e garantiu a nona posição, voltando aos pontos após largar em último. 

Mesmo após tentar continuar na corrida, Norris não conseguiu superar os problemas em seu carro e abandonou na 44ª volta, acionando assim o Safety Car, que permaneceu na pista até a 49ª volta. 

Na relargada, Ricciardo ameaçou Max Verstappen (Red Bull Racing) pela segunda posição, mas o holandês levou vantagem e conseguiu manter a posição. Com isso, o australiano começou a ser atacado por Pérez, mas conseguiu manter sua terceira posição. 

Depois de tantas tentativas falhas, Ricciardo finalmente conseguiu o seu pódio, subindo em um pódio histórico onde Hamilton iguala as vitórias de Michael Schumacher. Com isso, o pódio do GP de Eifel contou com Lewis Hamilton em 1º, Max Verstappen em 2º e Daniel Ricciardo em 3º.

E a gente fica como? Só esperando isso tudo passar… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Mais uma vez deixo Neji falar por mim.

Opinião da Adriana:

EU ESTOU FORA DE MIM. Ninguém encosta em mim. Por favor. FINALMENTE! Não teve Albon que passasse ele, não teve Pérez. Não teve ninguém. Eu realmente não consigo esquecer meu lado fã nessa hora e vocês me desculpem. Foram 2 anos desde a vitória no GP de Mônaco em 2018. Quantas coisas aconteceram para Daniel nesse meio tempo? Ele foi do céu ao inferno, trocou de equipe, não conseguiu o que esperava com a Renault, acertou com a McLaren e agora, conseguiu um pódio com uma RENAULT! Quando eu digo que o fator piloto conta mais que o fator carro, eu não minto.

Vou falar a verdade e dizer que eu não prestei atenção em mais ninguém nessa corrida além de Daniel. Nem com a rodada (mais uma pro meu bingo) de Vettel, Bottas abandonando, Albon cometendo erros de principiante em ultrapassagens, Raikkonen sendo um babaca para cima de Russell (sério, gente, esse cara não se aposenta nunca? Já deu!) e nem mesmo o absurdo do Hulkenberg ganhando como piloto do dia tiraram minha atenção do australiano. Que corrida! E aguentem o menino com um motor Mercedes ano que vem. Um beijo, Zak Brown, obrigada pelos mimos!

Que homenagem linda da família Schumacher em entregar o capacete de Michael à Lewis. Um momento que também me levou às lágrimas, devo confessar. Que lindo ver o único piloto negro no grid fazendo história, sendo o melhor piloto dos últimos tempos e ainda assim, homenageando Schumacher, levando seu capacete ao pódio. Um verdadeiro lorde inglês. Que exemplo, Lewis, que exemplo!

Bom, eu não tenho muito mais o que dizer. Não sei nem se consigo eleger um pior piloto (mentira, consigo sim) e não sei nem se vou sair dessa animação que estou até agora. Como diz Ricciardo: ele lambeu o selo e mandou. Mandou com tudo.

Notas

Observação: as notas dessa corrida serão dadas apenas pela Adriana, que se encontra tremendo feito um pinscher.

Corrida: 10

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Max Verstappen: 9 
  3. Daniel Ricciardo: 10
  4. Sergio Perez: 8
  5. Carlos Sainz: 7
  6. Pierre Gasly: 8 
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Nico Hulkenberg: 7,5
  9. Romain Grosjean: 8
  10. Antonio Giovinazzi: 7
  11. Sebastian Vettel: 5
  12. Kimi Raikkonen: 0 
  13. Kevin Magnussen: 4
  14. Nicholas Latifi: 6
  15. Daniil Kvyat: 5

Abandonaram

  1. Lando Norris: 7 (por ter conseguido ultrapassagens e ainda se manter na pista mesmo com problemas de potência, ele mereceu essa nota)
  2. Alex Albon: 0 (lamentável os toques provocados pelo tailandês)
  3. Esteban Ocon: 3 (nem percebi ele na corrida até abandonar…)
  4. Valtteri Bottas: 3 (bem… o que dizer dele, né?)
  5. George Russell: 5 (estava indo bem até o torpedo Raikkonen atingi-lo) 

Piloto do dia (eleito pelo público): Nico Hülkenberg

Melhor piloto: Daniel Ricciardo e Lewis Hamilton

Pior piloto: Kimi Raikkonen

Análise Grande Prêmio da Rússia de 2020 | 2020 Russian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 27 de setembro, Grande Prêmio da Rússia de 2020 começou movimentado. Desde o treino de classificação, o circuito russo demonstrava que a corrida não seria parada. A expectativa de que Lewis Hamilton (Mercedes) iguale o número de vitórias de Michael Schumacher foi ameaçada por duas punições de 5 segundos cada por ter treinado a largada na volta de instalação. 

Logo na primeira volta, Carlos Sainz Jr (McLaren) escapou na primeira curva e bateu no muro, deixando muitos detritos na pista. Logo depois, Lance Stroll (Racing Point) foi tocado por Charles Leclerc (Ferrari) e também bateu no muro, abandonando a corrida.

Com isso, o Safety Car entrou na pista e ficou até a volta 5. Logo após a liberação da pista, Hamilton ficou ciente de sua punição e então tentou abrir vantagem de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas (Mercedes) até a sua parada na volta 17. O inglês não conseguiu e por isso, voltou à pista na 11ª colocação. Graças a diversos pit stops e seu carro superior a todos do grid, ele conseguiu recuperar suas posições tranquilamente, voltando a ameaçar Bottas e Max Verstappen (Red Bull).

Durante algumas voltas, o que surpreendeu foi a briga no final do grid, entre Lando Norris (McLaren), Alex Albon (Red Bull) – que cumpriu punições por troca de motor – e George Russell (Williams), tendo Norris a vantagem sobre seus dois rivais, mesmo apresentando problemas em sua McLaren.

Daniel Ricciardo (Renault) foi outro piloto que também levou uma punição. Depois de um pit stop lento, o australiano voltou na 13ª posição e começou a recuperar suas posições para voltar ao top 10. Contudo, ao ultrapassar Esteban Ocon (Renault), Ricciardo escapou e ultrapassou Ocon fora dos limites da pista, também levando uma punição de 5 segundos. O australiano conseguiu abrir vantagem sobre Leclerc e mesmo com a punição, manteve a 5ª posição na corrida.

Na volta 43, Romain Grosjean (Haas) colidiu com a sinalização, o que causou a entrada do Safety Car virtual, que logo foi retirado porque os detritos foram tirados da pista.

Mesmo com um começo promissor, o GP da Rússia não teve grandes surpresas, com a vitória de Valtteri Bottas, Verstappen em segundo e Hamilton em terceiro. O hexacampeão continua na batalha em igualar Schumacher em vitórias, que poderá ser feito no GP de Eifel, ironicamente no país do heptacampeão.

A FIA estava extremamente generosa hoje… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Opinião da Adriana:

O que começou como uma corrida promissora, virou isso aí que a gente viu. Eu sei que eu já usei aqui na análise do GP de 70 anos de F1: essa festa virou um enterro. Para falar a verdade, não sei porque eu tive esperanças sobre essa corrida já que o circuito não ajuda muito e honestamente, espero que a FIA não tente voltar com esse circuito chato para o calendário.

Confesso que mantive minhas esperanças por conta do bom desempenho de Ricciardo durante os treinos mas mais uma vez, a Renault fez o que a Renault sabe fazer melhor: trapalhada. O primeiro pit stop de Ricciardo foi mais lento que a Ferrari e prejudicou que ele lutasse desde o começo por boas posições. Sua punição por escapar ao ultrapassar Ocon foi a cereja no bolo. O australiano disse no rádio que “conseguiria” não tomar prejuízo e não é que ele conseguiu? Como eu já disse, piloto que é piloto consegue resultado mesmo com um carro ruim. Aliás, quero saber aonde estão aquelas pessoas que juraram que o Ocon ia botar ele no bolso, será que estão bem?

Uma corrida chata com a vitória de um piloto que não merece o carro que tem. Eu só consegui rir do discurso de Bottas no final da corrida porque, convenhamos, ele só ganhou essa corrida por causa da punição de Hamilton. Bottas tem que comer muito feijão com arroz para chegar no potencial que ele deseja ter e esse tipo de atitude só demonstra isso.

Com uma corrida que deixou a desejar, só consigo eleger o pior piloto com base em um erro e que erro grotesco foi o de Sainz. Que batida foi aquela?

Já sobre o melhor piloto, tenho que ir com o óbvio e escolher Hamilton. Uma ótima corrida de recuperação para terminar um fim de semana que não foi do jeito que ele esperava mas que ainda garantiu bons pontos para o inglês.

Notas

Observação: como só a autora que vos fala (Adriana) suportou essa corrida, as notas serão dadas apenas por mim.

Corrida: 6

Pilotos:

  1. Valtteri Bottas: 7
  2. Max Verstappen: 8
  3. Lewis Hamilton: 8,5
  4. Sergio Pérez: 7
  5. Daniel Ricciardo: 8
  6. Charles Leclerc: 6
  7. Esteban Ocon: 6
  8. Daniil Kvyat: 6 (olha, finalmente conseguiu superar o Gasly, hein 🤭)
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Alexander Albon: 5
  11. Antonio Giovinazzi: 5
  12. Kevin Magnussen: 4
  13. Sebastian Vettel: 4 
  14. Kimi Räikkönen: 3
  15. Lando Norris: 4,5
  16. Nicholas Latifi: 4
  17. Romain Grosjean: 3
  18. George Russell: 3

Abandonaram

19. Carlos Sainz Jr: 0
    20. Lance Stroll: 10 de consolação (o que a Rebeca não me pede chorando, que eu faço rindo, né? ❤️)

Driver of the day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Lewis Hamilton

Pior piloto: Carlos Sainz Jr.

Análise Grande Prêmio da Itália 2020 | 2020 Italian Grand Prix

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 6 de setembro, o Grande Prêmio da Itália de 2020 marcou a última participação da família Williams na escuderia homônima. Para entender os motivos que levaram à sua venda ao grupo americano Dorilton, leia A Queda da Williams: Do Auge à Ruína. Foi uma corrida bem movimentada e com um resultado surpreendente

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position, ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. O finlandês não teve sorte e caiu da segunda posição para a sexta, sendo ultrapassado por Carlos Sainz Jr. (McLaren), Lando Norris (McLaren), Sergio Pérez (Racing Point) e Daniel Ricciardo (Renault).

Na primeira volta, houve o primeiro de muitos incidentes: Alexander Albon (Red Bull) e Pierre Gasly (Alpha Tauri) se tocaram, mas sem nenhuma punição. Na sexta volta, Sebastian Vettel (Ferrari) escapa na curva 1 e atinge as barreiras de isopor. O alemão abandonou a corrida na próxima volta por conta de problemas nos freios.

Durante a corrida, Bottas reclamou constantemente sobre problemas no motor, mas sem respostas da Mercedes.

Na 20ª volta, Kevin Magnussen (Haas) encostou seu carro próximo à entrada dos boxes, causando a entrada do Safety Car. Com isso, a entrada para o pitlane foi fechada, mas Hamilton e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) pararam para trocar seus pneus, o que custou punição para os dois pilotos, um pit stop-and-go de 10 segundos, custando a liderança de Hamilton. 

Quatro voltas depois, Charles Leclerc (Ferrari) bateu forte na Parabolica, destruindo a barreira dos pneus e causando uma bandeira vermelha. Assim, todos os carros foram ao pitlane, aguardando a liberação da pista para a relargada. Nessa altura, todos os pilotos fizeram seu pitstop, menos Lance Stroll (Racing Point). Com isso, o canadense aproveitou a parada no pitlane e trocou seus pneus.

Na relargada, Hamilton conseguiu manter a liderança com Pierre Gasly (Alpha Tauri) em segundo. Ao cumprir sua punição, o britânico caiu para a última posição, mudando totalmente as primeiras posições. Na 31ª volta, foi a vez de Max Verstappen (Red Bull) abandonar a corrida. Pérez escapou do traçado e teve de ultrapassar muitos adversários para chegar ao décimo lugar.

Durante as últimas voltas, Sainz se aproximou de Gasly, ameaçando a liderança do francês. Já para Hamilton, essa foi sua corrida de recuperação, terminando na zona de pontuação.

Pierre Gasly foi o vencedor, com Carlos Sainz Jr. em segundo e Lance Stroll em terceiro. Vale lembrar que a última vez que um piloto ganhou com uma Alpha Tauri, a antiga Scuderia Toro Rosso, foi justamente em Monza, com o então novato Sebastian Vettel, em 2008. O Grande Prêmio da Itália de 2020 teve muitas reviravoltas, marcando um duplo-abandono da Ferrari, problemas nos carros da Mercedes (inclusive uma dura punição a Lewis Hamilton) e três pilotos fora de equipes de ponta completaram o pódio. Lembrando que Gasly foi demitido da Red Bull em 2019, mas está brilhando em 2020 com a Alpha Tauri. As equipes de Sainz e Stroll também são destaques nessa temporada, e os dois fazem um ótimo trabalho nelas. Com este pódio, os três calam mais uma vez seus críticos e provam que a nova geração da Fórmula 1 é carregada de surpresas.

Como dizem os italianos: “Ma che!”

Opinião da Rebeca:

Essa corrida mexeu muito com as minhas emoções, com tantas reviravoltas em pouco tempo. Creio que o Grande Prêmio da Itália de 2020 foi uma prova da ineficiência de Valtteri Bottas na Mercedes, já que o mesmo teve uma péssima largada, e desperdiçou todas as chances de ultrapassar Lando Norris. Além disso, um erro grosseiro da Mercedes em chamar Lewis Hamilton para os boxes antes da entrada do pit lane ser autorizada custou a vitória do piloto inglês. Hamilton fez uma ótima corrida de recuperação.

Embora a bandeira vermelha tenha ajudado a consertar o erro de não chamar Lance Stroll para o pit stop antes, a Racing Point deve reavaliar o trabalho de seus estrategistas. O pódio do canadense foi merecido, pois o mesmo superou muitos contratempos e se manteve firme no terceiro lugar.

Pierre Gasly é outro que merece elogios: mostrou a Helmut Marko que tem sim muito talento. Enquanto isso, seu substituto Alexander Albon amarga fora dos pontos.

Também foi um dia ruim para a Ferrari.

Opinião da Adriana:

Que. Corrida. Foi. Essa? Simplesmente excelente. Eu não consegui parar de tremer desde que a corrida terminou. Que corrida! Foi uma corrida incrível. Que alívio ver um pódio diferente de Hamilton, Bottas e Verstappen. Substituiria Sainz por um outro piloto, no entanto.

Que felicidade ver Gasly ganhando essa corrida! O francês mostrou para o que veio e deu um belo “chupa” para Helmut Marko. Mais do que merecida essa vitória. Sem dúvidas, Gasly mereceu o piloto do dia pela votação do público e aqui do nosso site. Sensacional. Não me lembro de ter torcido tanto assim em uma vitória. Admito que chorei em ver a felicidade dos mecânicos da Alpha Tauri, acho lindo o quanto esse esporte pode mexer conosco. E que felicidade ver Stroll no pódio! Já o outro piloto, do segundo lugar, finjo que ele sequer estava ali.

Sinceramente, eu queria que todas as corridas fossem surpreendentes como essa. Eu já perdi metade da minha voz na largada com o desempenho de Norris e Ricciardo na largada, que passaram o Bottas logo na primeira volta. Aliás, que corrida desastrosa pro finlandês. Um outro piloto com um carro excelente como a Mercedes não pagaria esse papelão que Bottas cometeu. Toto, você está fugindo da minha conversa em substituí-lo por Russell.

Aliás, outra parte hilária da corrida foi como Magnussen saiu do carro assim que abandonou a corrida. Eu juro que mandei uma mensagem para a Rebeca falando “a vida é o carro e eu sou o Kevin”.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 10 (Adriana – se pudesse, daria 11)

Pilotos

  1. Pierre Gasly: 10 (Rebeca and Adriana)
  2. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  3. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca – um ótimo pódio pra esfregar na cara da Claire Williams) 9 (Adriana)
  4. Lando Norris: 7 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Valtteri Bottas: 4 (Rebeca) 7 (Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  7. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  9. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Nicholas Latifi: 7,5 (Rebeca) 8 (Adriana – que orgulho, gente!)
  12. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. George Russell: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Alexander Albon: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana – poxa, para de se meter em confusão, querido)
  16. Antonio Giovinazzi: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Max Verstappen
  2. Charles Leclerc
  3. Kevin Magnussen
  4. Sebastian Vettel

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Pierre Gasly (Rebeca e Adriana)

Piores pilotos: Alexander Albon e Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Adendo (por Rebeca Pinheiro): No meu exercício como profissional da imprensa, condeno as declarações de Lando Norris a respeito da regra da bandeira vermelha. No entendimento do caso, o piloto inglês apenas considerou a regra “estúpida” porque não conseguiu o pódio. Criticar a troca de pneus de Lance Stroll durante a bandeira vermelha não tem cabimento, pois além de estar dentro do regulamento, outros pilotos fizeram o mesmo (incluindo o próprio). Lembrando que em tempos passados trocas mais radicais eram permitidas durante a bandeira vermelha, e que no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2017, por exemplo, a Ferrari chegou até a devolver Kimi Raikkonen para a pista depois do mesmo ter abandonado a prova. Ressalto que um piloto investigado por violar uma regra do pit lane, sendo excessivamente lento, e que escapou de uma punição, não está em posição de fazer qualquer questionamento sobre o cumprimento das regras. Me perdoem os fãs de Norris, nada contra Lando, só contra este comportamento.

Análise Grande Prêmio da Bélgica de 2020 | 2020 Belgian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 30 de agosto, o Grande Prêmio da Bélgica de 2020 veio acompanhado de boas ações e lindas homenagens. Lance Stroll (Racing Point) doou US$ 3,600 para a Los Angeles Fire Department Foundation (US$ 1,800 para cada ponto conquistado) para ajudar no combate aos incêndios florestais na Califórnia (a criadora do The Racing Track participou dessa campanha, doando US$ 10). Lewis Hamilton (Mercedes) dedicou sua pole position ao ator Chadwick Boseman (do filme “Pantera Negra”), falecido no dia 28 de agosto. E por último, mas não menos importante, todos os pilotos homenagearam Anthoine Hubert, piloto francês de Fórmula 2 que faleceu no Circuito de Spa-Francorchamps um dia antes do Grande Prêmio da Bélgica de 2019.

Nossa solidariedade a Anthoine Hubert. Cartaz feito por Adriana Perantoni.

Carlos Sainz Jr. (McLaren) teve um problema no escapamento e não pôde largar. Valtteri Bottas (Mercedes) dividiu a primeira fila com Hamilton. Max Verstappen (Red Bull) e Daniel Ricciardo (Renault) largaram respectivamente da terceira e quarta posição. Esses dois pilotos foram os primeiros a se enfrentar logo no começo da corrida, mas suas posições não se alteraram. Charles Leclerc (Ferrari) teve um bom avanço, chegando à zona de pontuação em poucas voltas depois de largar em 13º lugar. Infelizmente, o carro não correspondeu aos esforços do piloto e Leclerc foi ultrapassado por vários pilotos. Seu companheiro Sebastian Vettel tentou o mesmo, duelando com Lando Norris (McLaren) por exemplo, mas teve o mesmo destino.

Ainda no começo da corrida, Bottas solicitou à equipe que liberasse mais potência para o motor, assim teria mais velocidade para competir com Hamilton. No entanto, a Mercedes não permitiu, visando evitar a briga entre companheiros. Bottas ficou decepcionado com isso.

Um grande destaque da prova foi Pierre Gasly (Alpha Tauri), que travou várias disputas por posições. Uma delas foi com Sergio Pérez (Racing Point), com quem teve um toque na Eau Rouge que espremeu o francês contra o muro. Foi possível lembrar de um incidente parecido entre Pérez e Esteban Ocon (hoje na Renault) quando ambos corriam pela Racing Point no Grande Prêmio da Bélgica de 2018.

Na volta 11, um acidente mudou o rumo da corrida. Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) perdeu o controle do carro e bateu contra o muro. Um de seus pneus se desprendeu e colidiu com o carro de George Russell (Williams), fazendo com que o inglês também batesse. Pela quantidade de detritos deixada pista, ambas as colunistas julgaram que a situação exigiria uma bandeira vermelha, mas os comissários optaram pelo safety car. Todos os pilotos exceto Gasly e Pérez fizeram trocas de pneus.

O safety car ficou três voltas na pista. Algum tempo depois da relargada, Leclerc teve que trocar os pneus e acabou na última posição do grid. Aos poucos ele foi avançando, mas não conseguiu voltar à zona de pontuação. Pérez conseguiu ultrapassar os dois carros da Ferrari quando buscou recuperar as posições perdidas no pit stop. Vettel atingiu Leclerc quando este tentou superá-lo, mas não houve danos no carro.

Nas últimas voltas, Norris deu um piti no rádio quando a equipe o avisou que os comissários não estavam gostando de suas saídas da pista. Tal atitude lembra seu comportamento no Grande Prêmio da França de 2019, quando o piloto pediu à McLaren para ordenar a Sainz que lhe deixasse passar. Ocon lutou com Alexander Albon (Red Bull) pelo quinto lugar, mas só conseguiu ultrapassar depois de um bom tempo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Com o pódio semelhante ao da maioria das corridas realizadas até agora, a surpresa ficou para o meio do grid. Daniel Ricciardo e Esteban Ocon terminaram no quarto e quinto lugar, consolidando o melhor resultado da Renault na temporada. O Circuito de Spa-Francorchamps é um dos mais desafiadores do calendário, dificultando o trabalho de boas equipes, como a Ferrari e a Racing Point. No entanto, estamos apenas na metade da temporada, e muitas coisas podem acontecer. Além do desempenho de Pierre Gasly em sua Alpha Tauri, outro ponto que chamou atenção nessa prova foi a inteferência da Mercedes na disputa entre Bottas e Hamilton. A equipe alemã já havia feito alguns jogos de equipe, como no Grande Prêmio da Rússia de 2018, mas normalmente isso acontecia em corridas que Hamilton precisava vencer para se manter no primeiro lugar do campeonato com grande vantagem. Jogos de equipe na metade do campeonato não são bons para o esporte.

Opinião da Rebeca:

Essa corrida foi a que mais me tirou do sério por enquanto. Para mim, é uma grande tristeza ver os carros da Racing Point e da Ferrari perdendo força e não tendo o desempenho merecido. Ressalto que Spa-Francorchamps não é uma das minhas pistas favoritas justamente pela dificuldade que alguns pilotos e equipes enfrentam nela. Como também não sou obrigada a exaltar nenhum piloto específico, deixarei de elogiar dois deles (fica a critério do leitor imaginar quais são).

Os fãs de Naruto vão entender essa referência: a cara que eu estou agora é a mesma que o Hiashi faz quando a Hinata perde uma luta.

Opinião da Adriana:

Spa é um dos meus circuitos favoritos – perde apenas para Interlagos e Suzuka – e mais uma vez, tivemos uma corrida boa! As ultrapassagens garantiram uma corrida movimentada e finalmente, eu vi uma corrida sem pensar ‘nossa, mas falta muito para acabar?’.

O susto com a batida de Giovinazzi e Russell logo se dissipou (ainda bem que os dois pilotos saíram ilesos do acidente) e vimos quase todos os carros disputando posições. Deixo aqui minha alegria em ver Gasly tendo um bom desempenho na Alpha Tauri, deixando de lado sua meia temporada conturbada com a Red Bull. Um final de semana emocionante para o francês, que prestou homenagens à Anthoine Hubert, seu amigo que faleceu ano passado na pista belga. Fiquei feliz em vê-lo brilhar em Spa, Hubert ficaria orgulhoso de seu desempenho. Finalmente, a votação de Piloto do Dia organizada pela F1 foi certeira.

Agora, vamos falar de Ricciardo. Ele brilhou com aquela carroça que ele chama de carro. Que orgulho! Mais uma vez, o australiano mostra que tem muito talento e conseguiu terminar a corrida na mesma posição que começou, mostrando que a Renault tinha um bom ritmo durante todo o fim de semana. O meu piloto do dia vai para ele. Imagine ele no ano que vem com um motor Mercedes? Ele tá me deixando sonhar!

Bom, como pior piloto, elejo o Leclerc. Mesmo sofrendo com a Ferrari que perdeu muita velocidade, comparado ao último ano em que o monegasco ganhou a corrida, ele ficou uma posição atrás de seu companheiro de equipe, Vettel, além de ser 2 segundos mais lento que ele. Que fase, Ferrari…

Notas

Corrida: 4 (Rebeca) 9 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9,5 (Rebeca) 9 (Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Max Verstappen: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Esteban Ocon: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  7. Lando Norris: 7 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Pierre Gasly: 9,5 (Rebeca – eu ia dar 10, mas não gostei de suas últimas voltas) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6,5 (Rebeca – eu não devia dar esse 1/2 ponto extra, mas suas boas ações lhe renderam esse bônus) 8 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 6,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  11. Daniil Kvyat: 6,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  12. Kimi Raikkonen: 6,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Sebastian Vettel: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Charles Leclerc: 8 (Rebeca – foi muito esforçado hoje) 5 (Adriana)
  15. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  17. Kevin Magnussen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonaram

  1. Antonio Giovinazzi: 2 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. George Russell: 10 de consolação (Rebeca) 0 (Adriana)

 

Não largou

  1. Carlos Sainz Jr.

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Antonio Giovinazzi (Rebeca) | Charles Leclerc (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Espanha de 2020 | 2020 Spanish Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 16 de agosto, o Grande Prêmio da Espanha de 2020 foi uma corrida emocionante. Realizada no Circuito da Catalunha, a prova teve disputas impressionantes e uma boa amostra do trabalho dos estrategistas, fundamentais para o resultado final.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe. Max Verstappen (Red Bull) e Sergio Pérez (Racing Point) completaram a segunda fila. Mas a surpresa da largada foi Lance Stroll (Racing Point), que fez uma brilhante ultrapassagem em cima de Pérez e Bottas. O canadense se manteve à frente do finlandês por muito tempo. Verstappen assumiu a segunda posição.

No final da parte do meio do grid, Sebastian Vettel (Ferrari) era ameaçado por Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) se defendia de Esteban Ocon (Renault). Algumas voltas depois, outro piloto se juntaria a essas brigas. Alexander Albon (Red Bull) não conseguia se aproximar da dupla da Racing Point. Com a troca de pneus, ele foi parar próximo ao fim do grid. O tailandês teve algumas dificuldades para recuperar as posições.

Verstappen teve atritos com a equipe por causa do gerenciamento dos pneus. Em suas duas paradas, o holandês conseguiu superar Bottas, mas permaneceu atrás de Hamilton. Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) perseguia Lando Norris (McLaren), mas seu carro simplesmente desligou, parando em cima de uma curva. O monegasco conseguiu religá-lo e levá-lo para os boxes para se retirar da corrida. Seu abandono foi o único da prova. Pouco depois, Albon enfrentou Carlos Sainz Jr. (McLaren) e os dois quase bateram.

Alguns pilotos demoraram mais para fazer a troca de pneus do que outros. Consequentemente, muitas posições mudariam. Mas mesmo aqueles que só haviam feito uma parada também foram superados na pista. Daniel Ricciardo (Renault) e Vettel foram alguns exemplos. Ambos foram ultrapassados por Stroll. Perto do fim, Pérez e Kvyat receberam punições de cinco segundos por não respeitarem a bandeira azul. O mexicano permaneceu na pista, seguindo a melhor estratégia, pois se parasse para uma troca, perderia mais tempo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. As corridas no Circuito da Catalunha tendem a precisar do safety car, mas felizmente ele não foi necessário e os pilotos puderam duelar livremente. Apesar do ponto extra pela volta mais rápida, Bottas se mantém atrás de Verstappen no campeonato de pilotos. A Racing Point faz outra corrida excelente, com Lance Stroll vencendo seus adversários e Sergio Pérez mantendo o ritmo que tinha antes de sua pausa devido à Covid-19. A Ferrari e a McLaren, por outro lado, não tiveram sorte. Aguardaremos qual dessas três equipes terá a melhor posição no campeonato.

Qual o feito de Vettel hoje? Perder para todo mundo? Esse é o Driver of the Day…

Opinião da Rebeca:

A edição deste ano do Grande Prêmio da Espanha foi gratificante, pois houve boas disputas durante a prova que garantiram a emoção da corrida. Lance Stroll foi um dos maiores destaques, conseguindo ultrapassar adversários experientes, como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel (este em uma Ferrari). Isso mostra que tanto ele quanto seu companheiro Sergio Pérez proporcionam resultados formidáveis para a Racing Point, uma das equipes mais invejadas esse ano. Mas não adianta, a Renault pode lançar mil protestos, pode recorrer até o papa, nada vai tirar o talento dos pilotos da Racing Point.

Opinião da Adriana:

Essa temporada começou promissora e agora, todas as corridas são previsíveis. O circuito de Barcelona não é conhecido por proporcionar corridas emocionantes e essa não fugiu do padrão.

Mais uma vez, tivemos algumas disputas entre as equipes intermediárias, mas nada muito emocionante. A largada de Stroll foi sensacional e o baile que ele deu em Bottas nas primeiras voltas mostrou que não basta ter apenas um carro bom, é preciso ser um bom piloto também. 

A rodada de Leclerc mostra que até mesmo com seu primeiro piloto, a Ferrari ainda tem dificuldade em ter um bom ritmo de corrida. A estratégia de Vettel em ficar até o final com seu jogo de pneus lhe rendeu bons pontos, mas o alemão ainda sofre com esse chassi.

Mesmo com a punição de 5 segundos por ignorar a bandeira azul, Pérez é o melhor piloto da corrida para mim. Conseguiu se recuperar da Covid, voltou à pista depois de duas corridas, foi o melhor do resto e conseguiu manter um bom ritmo durante as 55 voltas, somando mais um bom resultado na temporada.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca) 9 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 10 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  4. Lance Stroll: 10 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  5. Sergio Pérez: 9 (Rebeca e Adriana)
  6. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca e Adriana)
  7. Sebastian Vettel: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  9. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  10. Lando Norris: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Daniel Ricciardo: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Esteban Ocon: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Kevin Magnussen: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  16. Antonio Giovinazzi: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  17. George Russell: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Romain Grosjean: 3 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 0 (Adriana)

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Lance Stroll (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: Romain Grosjean (Rebeca e Adriana)

Análise Grande Prêmio do 70.º Aniversário | 70th Anniversary Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

No dia 8 de agosto de 2020, a Fórmula 1 realizou no Circuito de Silverstone, o mesmo do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, o Grande Prêmio do 70º Aniversário como forma de relembrar a primeira corrida de Fórmula 1 da história: o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1950. A data do evento comemorativo coincide com o segundo domingo de agosto, no qual é celebrado o Dia dos Pais no Brasil. Embora tenha sido realizada em Silverstone, esta prova marcou uma grande diferença em relação à etapa anterior. Talvez devido às mudanças implementadas pela Pirelli para evitar o alto desgaste de pneus, houve muito mais disputas por posições.

Publicação feita em 2019 pelo The Racing Track para comemorar o Dia dos Pais. Está um pouco desatualizada (porque alguns pilotos saíram e outros entraram), mas vamos deixar assim porque queremos evitar a fadiga.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro Lewis Hamilton. Nico Hülkenberg, substituindo Sergio Pérez na Racing Point mais uma vez, largou em terceiro e dividiu a segunda fila com Max Verstappen (Red Bull). Pouco depois do início, Verstappen ultrapassou Hülkenberg, Hamilton atacou Bottas e Sebastian Vettel (Ferrari) rodou, perdendo muitas posições.

Aparentemente, seria mais uma prova em que os melhores momentos se passariam no meio do grid. No entanto, o desgaste de pneus da Mercedes favoreceu a briga entre seus pilotos e Verstappen. A Red Bull tinha uma estratégia diferente de troca, que parecia ser apenas uma contra duas da Mercedes. Porém, embora ambas tivessem duas trocas, a equipe austríaca saiu melhor. Bottas foi o primeiro a parar nos boxes, entregando a liderança a Hamilton. Depois, o inglês parou e Max assumiu a ponta. Bottas e Verstappen chegaram a se enfrentar duas vezes, uma delas após a saída dos boxes de ambos, mas o holandês foi vitorioso. Um fato importante de ser lembrado foi que os pneus da Red Bull tinham mais resistência ao desgaste, enquanto que os de Hamilton praticamente se esfarelaram antes da troca.

Outro momento notável foi o confronto entre Kevin Magnussen (Haas) e Nicholas Latifi (Williams). Durante a disputa por posição, o dinamarquês saiu da pista e voltou para o traçado batendo no canadense. Por causa disso, recebeu uma punição de cinco segundos. Outros pilotos que não tiveram sorte foram Vettel, que permaneceu fora da zona de pontuação por toda a corrida, e Daniel Ricciardo (cuja equipe protagonizou um dos maiores vexames da história da Fórmula 1), que rodou enquanto tentava se defender de um ataque de Carlos Sainz Jr. (McLaren) e teve de fazer ao todo três trocas de pneus.

Verstappen praticamente correu tranquilo nas últimas voltas. Após voltar em quarto lugar para a pista devido ao pit stop, Hamilton conseguiu superar Charles Leclerc (Ferrari) e travou um duelo com Bottas, do qual saiu vencedor. Magnussen foi o único a abandonar. Diferente do que foi dito no comentário leviano do comentarista brasileiro Luciano Burti, a Racing Point não chamou Hülkenberg aos boxes para que este cedesse a posição ao companheiro Lance Stroll, mas sim porque o alemão sentiu vibrações no carro e precisou fazer uma terceira parada (declaração da própria Racing Point). Hamilton fez a volta mais rápida da prova.

Max Verstappen foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Agora, o holandês é o segundo colocado no campeonato. É gratificante ver uma prova onde não há safety car e os pilotos podem correr livremente pelo traçado e disputar posições. Embora houvesse alguns infortúnios para bons pilotos, como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, deve-se ressaltar que a própria Fórmula 1 tomou providências para que a corrida que comemora os 70 anos do primeiro grande prêmio da história não fosse uma carnificina como foi a última prova em Silverstone. Com isto, a categoria prova que pode realizar bons espetáculos se trabalhar duro por isso.

Corpo de menino, alma de campeão: esse é Max Verstappen. (Charge de Rebeca Pinheiro)

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio do 70.º Aniversário não foi a prova mais emocionante que eu já vi, mas posso afirmar com toda a certeza que foi melhor que o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Como mencionado na análise, o trabalho conjunto da Pirelli com a organização da Fórmula 1 contribuiu para que o safety car fosse evitado.

Max Verstappen teve um desempenho excelente, enfrentando o domínio da Mercedes e vencendo a prova com maestria. A Racing Point também merece elogios, pois seus pilotos foram consistentes e marcaram juntos 14 pontos contra quatro da equipe francesa que se utilizou de meios antiéticos para lhe tomar 15 pontos. Agora, enquanto a concorrente sofre o karma por sua leviandade, o time inglês recupera uma posição no campeonato e desbanca a escuderia responsável pelo Crashgate em 2008.

Por outro lado, Alexander Albon, companheiro de Verstappen, se mostra cada vez mais indigno de sua posição na Red Bull. O tailandês começa suas corridas em posições desfavoráveis, se mantém fora da zona de pontuação durante boa parte das provas, e só consegue superar seus adversários no final. É o típico piloto que apelidamos de “ejaculação tardia”.

Opinião da Adriana:

Nessa corrida, não vou conseguir separar meu lado fã do meu lado profissional. Que corrida desastrosa pro Ricciardo. Sei que aqui temos o costume de eleger o melhor e pior piloto durante a corrida mas hoje, eu escolho a pior equipe como a Renault. É incrível como os franceses são péssimos quando se trata de estratégia. Sei que a rodada do australiano não ajudou seu desempenho na reta final da corrida mas o ritmo da Renault é terrível. Mais uma corrida horrível para Ricciardo pilotando essa coisa chocha, capenga, manca, anêmica, frágil e inconsistente. Fecha a conta e passa a régua que eu não aguento mais. Boa sorte ao Alonso em 2021.

Outro piloto que não nos desaponta em nada é Vettel, que entregou mais uma rodada no começo da corrida. É fácil culpar a equipe mas o conjunto da obra – a incapacidade dos italianos em não terem um carro que esperam e a falta de maturidade emocional de Vettel em momentos de crise – não ajuda nenhuma das partes. Mas me compadeço do alemão, deve ser horrível ver o companheiro de equipe ir melhor do que ele com o mesmo carro. Mas ainda sim, meu prêmio de pior piloto da corrida vai para ele. Como disseram na transmissão da Globo: que fase! 

Abro um parênteses para dizer que, mesmo com a Mercedes Rosa, o Hülkenberg não conseguiu um pódio. Queria dizer que fico triste com uma notícia dessas mas eu não consigo gostar do alemão. Fica pra próxima, querido.

Já um piloto que me deu alguns sorrisos durante a corrida foi Albon. Mesmo sendo preterido na equipe austríaca, ele consegue mostrar que consegue sim entregar resultados bons em corridas com condições desfavoráveis. Mais uma vez, o tailandês saiu do fundo do grid e conseguiu chegar na área de pontuação. Quem conhece a Red Bull, sabe muito bem o tratamento dos touros em relação ao segundo piloto mas Albon luta com unhas e dentes para conseguir se destacar do seu jeito. Para mim, ele deveria ser o piloto do dia.

Como destaquei a incapacidade da Renault como equipe, tenho que elogiar a estratégia da Red Bull no pitstop do Verstappen, que conseguiu sair na frente de Bottas e segurar o primeiro lugar. Mas mesmo assim, eu queria esquecer que essa corrida existiu.

Toda a expectativa foi pro brejo. (Charge de Adriana Perantoni)

Notas

Corrida: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10 (Rebeca) 8 (Adriana)
  2. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Lance Stroll: 8,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  7. Nico Hülkenberg: 8,5 (Rebeca) 5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  9. Lando Norris: 7 (Rebeca e Adriana)
  10. Daniil Kvyat: 8 (Rebeca e Adriana)
  11. Pierre Gasly: 7 (Rebeca e Adriana)
  12. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 5 (Rebeca e Adriana)
  14. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 6 (Adriana – que afirma “Renault, você me paga!”)
  15. Kimi Raikkonen: 8 (Rebeca) 4 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  18. George Russell: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonou

  1. Kevin Magnussen: 1 (Rebeca) 0 (Adriana)

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lewis Hamilton (Rebeca) | Alexander Albon (Adriana)

Pior piloto: Kevin Magnussen (Rebeca) | Sebastian Vettel (Adriana)

Renault: Um Passado Que Condena

Durante a temporada de 2020, a Renault F1 Team lançou quatro protestos contra a Racing Point F1 Team alegando que a rival havia copiado o projeto de freios da Mercedes-Benz Grand Prix Limited. As reclamações começaram após o Grande Prêmio da Estíria, o qual os carros do time inglês terminaram à frente dos da escuderia francesa (Sergio Pérez e Lance Stroll cruzaram a linha de chegada respectivamente em sexto e sétimo lugar, enquanto Daniel Ricciardo foi o oitavo colocado e Esteban Ocon abandonou). Desde então, em toda corrida em que os pilotos da Racing Point superavam os da Renault, o time comandado pelo controverso Cyril Abiteboul lançava um novo protesto. Apenas no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em que Ricciardo e Ocon terminaram à frente de Stroll, não houve reclamações.

A priori parece infantil a postura da Renault de querer desclassificar sua adversária porque não consegue vencê-la nas pistas. Todavia, se for analisado o passado da equipe, marcado por trapaças e falcatruas que, inclusive, custaram a carreira de um jovem piloto brasileiro filho de um tricampeão, é possível notar a leviandade e hipocrisia do time francês e levantar a hipótese de que, além de querer subir na classificação do campeonato sem mérito, ela procura apagar seu histórico manchado. Esta matéria fará um breve retrospecto da história da Renault na Fórmula 1 para identificar qual é o verdadeiro objetivo da escuderia em se prestar a esse papel tão baixo.

 

1- Origens obscuras: colaboração com o nazismo

 

A Renault foi fundada como empresa em 1899 por Louis Renault, um industrial de Paris. Em 1938, o empresário se reuniu com Adolf Hitler em pessoa e no ano seguinte se tornou um dos principais fornecedores do exército francês. A Resistência Francesa passou a rejeitá-lo por sua aparente colaboração com o governo de Vichy, que estava a serviço dos nazistas. Em 1942, a força aérea britânica bombardeou as instalações da Renault para enfraquecer o abastecimento das tropas aliadas à Alemanha. Dois anos depois, Louis Renault foi preso acusado de colaborar com os nazistas. Suas fábricas foram expropriadas pelo governo francês.

 

Louis Renault, fundador da Renault e colaborador do regime nazista. (Foto: Famous People) [1]

 

A figura de Louis Renault ainda gera controvérsia entre os historiadores. Alguns afirmam que ele apoiou o nazismo por interesses econômicos, outros dizem que ele foi forçado a colaborar com o regime de Vichy. De qualquer maneira, a empresa teve um papel ativo na Segunda Guerra Mundial, abastecendo o exército francês, aliado de Hitler na época. Muitas fabricantes de carro europeias tiveram experiências parecidas, principalmente as alemãs, e hoje tentam apagar essa mancha em seu passado. Com a Renault não é diferente.

 

2- A Renault enquanto escuderia: um começo desastroso

 

O irmão de Louis Renault, Michel, era apaixonado por automobilismo. Isso despertou o interesse da empresa pelo esporte. No entanto, a Renault ingressou na Fórmula 1 como escuderia somente em 1977. Seu primeiro ano na categoria foi um fracasso. Correndo com apenas um piloto, Jean-Pierre Jabouille, a Équipe Renault Elf encerrou a temporada sem pontos e sem um lugar de classificação. Das oito corridas que participaria, Jabouille desistiu de três, abandonou quatro e não se qualificou para uma.

 

Jean-Pierre Jabouille: primeiro piloto da Renault. (Foto: Carthrottle) [2]

 

No ano seguinte, a escuderia marcou seus primeiros pontos no Grande Prêmio dos Estados Unidos, o qual Jabouille terminou em quarto lugar. A Renault foi a 12ª colocada na classificação final, com três pontos. A primeira vitória do time ocorreu no Grande Prêmio da França de 1979, que colocou a equipe no sexto lugar entre as construtoras, mas também foi a única corrida no qual a Renault pontuou.

 

3- Anos 80: do céu ao primeiro hiato

 

Assim como a Williams, a Renault teve boas temporadas na década de 80. Correndo com Jean-Pierre Jabouille e René Arnoux, a Renault foi a quarta colocada em 1980 (com 38 pontos). No ano seguinte, Alain Prost substituiu Jabouille e o time ficou em terceiro lugar no campeonato, com 54 pontos, repetindo a classificação em 1982, com 62 pontos. O americano Eddie Cheever substituiu Arnoux em 1983, tornando-se o primeiro piloto não-francês a competir pela escuderia, que foi a vice-campeã daquele ano com 79 pontos.

 

Alain Prost foi um dos pilotos da Renault nos anos 80. Hoje, é um de seus embaixadores. (Foto: Renault) [3]

 

Em 1984, a Renault foi a quinta colocada na classificação final, com 34 pontos, e no ano seguinte ficou em sétimo lugar entre as construtoras, com 16 pontos. Patrick Tambay foi seu principal piloto nesses anos, sendo companheiro de Derek Warwick em 1984 e de François Henault em 1985. No ano seguinte, a Renault deixou de participar na Fórmula 1 como escuderia, limitando-se ao papel de fornecedora de motor para as equipes Lotus, Ligier e Tyrrell. Em 1987, ela deixou de fornecer motores, entrando em um hiato que só foi encerrado dois anos depois, quando equipou a vice-campeã Williams.

 

4- Anos 90: sucesso com as campeãs e segundo hiato

 

Durante quase toda a década de 90, a Renault permaneceu como fornecedora de motor na Fórmula 1. Suas parcerias mais bem-sucedidas foram com a Williams e a Benetton, que conquistaram títulos entre 1992 e 1997 (sendo cinco campeonatos vencidos pela Williams e um pela Benetton). No entanto, em 1998, apesar do auge de seus motores, a Renault saiu novamente da Fórmula 1, voltando novamente apenas em 2001, como fornecedora de motor da Benetton, que encerrou o ano no sétimo lugar, com 10 pontos.

 

Michael Schumacher na Benetton em 1994. A equipe utilizava motores Renault. (Foto: site oficial de Michael Schumacher) [4]

 

Até então, a atitude da Renault era encarada como estranha aos olhos de suas concorrentes. Sabe-se que o automobilismo é uma categoria esportiva com muitos custos, mas os resultados obtidos pelas clientes da marca francesa justificariam os investimentos, pois as recompensas pagas pela FIA seriam altas. Nas décadas seguintes, a Renault evitou hiatos, mas embora seus resultados tivessem melhorado, sua participação na Fórmula 1 foi acompanhada de episódios polêmicos.

 

5- Anos 2000: o auge, a ruína e o Singaporegate (ou Crashgate)

 

Em 2002, a Renault voltou para a Fórmula 1 como escuderia, sob o nome de Mild Seven Renault F1 Team. Seus pilotos eram Jarno Trulli e Jenson Button, que lhe renderam 23 pontos e colocaram a equipe no quarto lugar do campeonato. No ano seguinte, o qual o time repetiu a posição de classificação (com 88 pontos), Button foi substituído por um dos pilotos mais controversos da história do esporte: o espanhol Fernando Alonso. Embora responsável pelos melhores momentos da Renault, Alonso foi também um dos personagens de um episódio tão polêmico que atingiu várias equipes e pilotos naquela década.

 

Fernando Alonso ao lado de Michael Schumacher no Grande Prêmio de San Marino de 2005. Aquele ano marcou o primeiro título da Renault na Fórmula 1. (Foto: EssentiallySports) [5]

 

Depois de terminar a temporada de 2004 em terceiro lugar, a Renault conquistou seu primeiro título em 2005. Alonso teve sete vitórias, 15 pódios e mais uma chegada na zona de pontuação, somando 133 pontos. Seu companheiro, Giancarlo Fisichella, somou 58 pontos, com uma vitória, três pódios e mais oito chegadas na zona de pontuação. Além do título, foi a primeira vez que a Renault ultrapassou os 100 pontos em uma temporada, conquistando 191 no total. Em 2006, Alonso repetiu o feito, tornando-se bicampeão com sete vitórias, 14 pódios e mais duas chegadas na zona de pontuação. Fisichella obteve 72 pontos, com uma vitória, cinco pódios e mais 11 chegadas na zona de pontuação. Tendo marcado 206 pontos em 2006, a Renault perdeu Alonso no ano seguinte para a McLaren, na qual o espanhol correu ao lado do estreante Lewis Hamilton, mas o recebeu de volta em 2008. Mesmo com um bom resultado (terceiro lugar entre as construtoras, com 51 pontos) o time francês passou pelo primeiro aperto de sua história no Grande Prêmio do Canadá, no qual Fisichella foi desclassificado após sair do pit lane quando a luz vermelha estava acesa.

 

Giancarlo Fisichella correndo pela Renault. (Foto: Pinterest) [6]

 

Mas a punição a Fisichella estava longe do estrago que viria a acontecer em 2008. Correndo sob o nome de ING Renault F1 Team, a escuderia contratou Nelson Piquet Jr., filho do tricampeão Nelson Piquet, para substituir Fisichella. Naquele ano, Alonso estava longe de seus brilhantes resultados de outrora, e Piquet Jr. (conhecido no Brasil como “Nelsinho”) enfrentava dificuldades para pontuar. Foi então que, na 15ª etapa da temporada, o chefe de equipe Flavio Briatore colocou em prática um plano mirabolante para que o espanhol voltasse a vencer. Ordenou a Nelsinho que batesse seu carro na curva 17 para forçar a entrada do safety car. Com essa manobra, o grid mudou radicalmente. Fernando Alonso venceu a corrida, com Nico Rosberg em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Felipe Massa, que havia liderado boa parte da prova, foi o mais prejudicado a curto prazo: cruzou a linha de chegada em 13º lugar, tendo perdido muito tempo em um pit stop desastroso feito às pressas pelos mecânicos da Ferrari. Alguns torcedores e analistas afirmam que uma vitória de Massa em Singapura, que era dada como certa até a batida de Nelsinho, possibilitaria a conquista do título, que foi vencido por Hamilton.

 

Nelson Piquet Jr. (“Nelsinho”) batendo na curva 17 no Grande Prêmio de Singapura de 2008, conhecido como “Singaporegate” ou “Crashgate”. (Foto: EssentiallySports) [7]

 

Nelsinho foi demitido após o Grande Prêmio da Hungria de 2009. Seu pai recomendou ao filho que delatasse o esquema de Briatore, pois não era justo que o jovem piloto fosse prejudicado por uma ideia de seus superiores. Um inquérito foi instaurado, resultando no banimento de Briatore da Fórmula 1 para toda sua vida e de Pat Symonds, diretor de engenharia da Renault, por cinco anos. Alonso foi inocentado após dizer em tribunal que não sabia do esquema. A justiça francesa intercedeu pela Renault e revogou os banimentos, mas tanto Briatore quanto Symonds aceitaram não voltar mais à Fórmula 1.

 

Flavio Briatore: chefe de equipe da Renault em 2006 e mentor do Crashgate. (Foto: Gero Breloer/EPA) [8]

 

Se na época todas as equipes tivessem agido como a Renault fez em 2020, a escuderia francesa teria sido banida da Fórmula 1 igual a Briatore. O caso, apelidado de “Singaporegate” e de “Crashgate”, não apenas beneficiou Alonso e sua equipe, como prejudicou diretamente a luta de Massa pelo título e a carreira de Nelsinho.

 

6- Renault F1 Team: um velho lobo em nova pele de cordeiro

 

Apesar do vexame do Singaporegate, a Renault não foi banida da Fórmula 1. Com a saída de seus principais patrocinadores, o grupo ING e a Mutua Madrileña, devido à polêmica, o time adotou o nome de Renault F1 Team a partir da temporada de 2010. Tendo sua dupla de pilotos formada por Robert Kubica e Vitaly Petrov, a escuderia começou a década ficando em quinto lugar entre as construtoras, com 163 pontos. No ano seguinte, fez uma fusão com a Lotus que durou até 2014 (a palavra “Renault” saiu do nome da escuderia em 2012). Em 2015, a Lotus correu seu último ano na Fórmula 1, utilizando motores Mercedes. Um ano depois, a Renault saiu dos bastidores e voltou para a categoria como escuderia. Sua principal cliente, a Red Bull (que foi tetracampeã entre 2010 e 2013 com Sebastian Vettel), continuou usando os motores da Renault, mas sob o nome TAG-Heuer.

O primeiro ano do novo retorno da escuderia francesa não foi muito bom. Seus pilotos eram Kevin Magnussen e Jolyon Palmer. Pontuando em apenas três corridas, a Renault foi a nona colocada entre as construtoras, com apenas nove pontos. O ano seguinte foi melhor, com um sexto lugar na classificação final e 57 pontos. Nico Hülkenberg substituiu Palmer no meio da temporada. Em 2018, Carlos Sainz Jr. se juntou ao time em busca de oportunidades de crescimento na carreira. Pontuando em mais ocasiões, a Renault conseguiu o quarto lugar no campeonato.

 

Nico Hülkenberg e Daniel Ricciardo foram desclassificados do Grande Prêmio do Japão de 2019. (Foto: Instagram) [9]

 

No ano seguinte, porém, a situação foi bem diferente. Mesmo contando com bons pilotos, o desempenho do carro apresentou vários problemas, impedindo que Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg alcançassem melhores posições. Seu pior momento foi no Grande Prêmio do Japão, do qual seus dois pilotos foram desclassificados por irregularidades no carro. A Renault somou 91 pontos, fechando 2019 com o quinto lugar. Em 2020, com a saída de Hülkenberg, o time francês contratou um piloto quase tão polêmico quanto Alonso: Esteban Ocon. O hispano-francês havia ficado um ano fora da Fórmula 1 após suas escolhas e decisões terem lhe custado chances em praticamente todas as escuderias (para saber mais, leia Entenda o caso Esteban Ocon).

Terminando 2019 à frente da Racing Point, a Renault não se conformou com o excelente desempenho de sua rival no começo de 2020. Acusou a escuderia britânica de copiar os sistemas da Mercedes, visando desclassificar Sergio Pérez e Lance Stroll das corridas concluídas até então e garantir pontos extras a Ricciardo e Ocon. A “denúncia” tem duas faces, que serão desvendadas a seguir.

 

7- Denunciando a Racing Point: o sujo falando do mal lavado

 

É óbvio que, se houve de fato irregularidades, a Racing Point deveria ser responsabilizada por seus atos e sofrer as devidas sanções. Afinal, nenhuma equipe está acima do regulamento. No entanto, os julgamentos da FIA tendem a ser questionáveis. Um bom exemplo foi a cumplicidade do órgão com a Ferrari, quando a federação acobertou as alterações no carro da escuderia italiana em 2019, abrindo espaço para dúvidas a respeito da legalidade dos ajustes. Das nove equipes restantes, sete se juntaram em uma queixa coletiva contra o acordo entre Ferrari e FIA (apenas as equipes clientes dos motores Ferrari, Alfa Romeo e Haas, ficaram de fora, porém, a Mercedes retirou a queixa semanas depois). As explicações do presidente da federação, Jean Todt (ex-chefe de equipe da Ferrari) não foram convincentes, e o mesmo chegou a declarar que não podia revelar mais detalhes sem a aprovação do time italiano.

 

O famoso duplo-padrão da FIA [10]

 

Como a Racing Point foi uma das integrantes da queixa coletiva, a Ferrari foi uma das equipes a se intrometer no protesto da Renault (mesmo o time francês também fazendo parte da queixa), insinuando que o time inglês deveria ser punido. A McLaren, concorrente da Racing Point em 2020, insinuou que houve cópia, mas que esta não merecia nenhuma sanção. A Mercedes negou participação no projeto da Racing Point, e esta por sua vez sempre alegou sua inocência, afirmando que o desenvolvimento de cada parte do carro foi feito sob a fiscalização da própria FIA.

No dia 7 de agosto, a FIA anunciou que a Racing Point perderia 15 pontos e receberia uma multa, mas a pontuação de seus pilotos permanece inalterada. No entanto, cabe recurso contra a decisão. Com isso, Renault e Ferrari saíram beneficiadas, subindo de posição no ranking das construtoras. A denúncia em si, aparentemente, visaria justiça, pois uma das equipes competidoras estaria burlando o regulamento. No entanto, por que justamente a Renault, cujo passado foi marcado por escândalos, foi a responsável pelo protesto? Se tantos times depois se atreveram a comentar o caso, insinuando culpa da Racing Point, por que nenhum deles moveu o protesto? A resposta é simples: a Renault sabe que não é capaz de produzir um carro para competir de igual para igual com a Racing Point e a McLaren em 2020, portanto, recorrendo aos valores de Flavio Briatore, resolveu arrancar uma “vitória” à força, mexendo na classificação das construtoras. O órgão que julgou o caso também não seria o mais indicado para a função, já que possui histórico de favorecimento à Ferrari, mas é o único que a Fórmula 1 tem para situações como esta.

 

Resumo da ópera [11]

 

8- Conclusão

 

A história da Renault foi construída em cima de episódios lamentáveis. O fundador da marca foi um colaborador do regime nazista. A escuderia passou por dois hiatos entre os anos 80 e 90. Seus dirigentes destruíram a carreira de Nelson Piquet Jr. para que Fernando Alonso tivesse uma vitória em 2008, atrapalhando o rumo de Felipe Massa ao título. Na década de 2010, escondeu seu nome para não passar a vergonha de ser lembrada pelo Singaporegate (ou Crashgate). Atualmente, incapaz de fazer frente à concorrência, se utiliza de meios judiciais para subir de posição no campeonato.

Se a Renault estivesse mesmo sedenta por justiça, se desculparia a todos que prejudicou em sua história e, no mínimo, se retiraria da Fórmula 1 e pararia de manchar o esporte com sua participação vergonhosa. Valores morais é o que esse time não pode alegar, pois deseja que sua concorrente assuma um papel coadjuvante no esporte e que seja conhecida mais pelos memes feitos por torcedores de equipes rivais do que por resultados. A história prova que a verdadeira intenção da Renault é, como se diz no Brasil, ganhar no “tapetão” (sem méritos e por meio de decisões fora dos eventos esportivos). Afinal, se todos os campeonatos forem decididos na justiça, não há necessidade de os carros irem para a pista. Se tem uma coisa que a Renault definitivamente não pode acusar a Racing Point é de agir de má fé, pois nisso a equipe francesa já é especialista.

 

Que coisa, não? [12]

 

9- Bibliografia

 

 

10- Fotos

Obs.: Nenhuma das fotos inseridas neste artigo, exceto a montagem, pertence a mim. Este site possui fins informativos, não comerciais. Abaixo estão indicados os links de onde tirei as fotos. Todos os direitos reservados.

Renault: A Past That Defiles

During the 2020 season, Renault F1 Team launched four protests against Racing Point F1 Team claiming the rival had copied the braking system project of Mercedes-Benz Grand Prix Limited. The complaints started after the Styrian Grand Prix, which the British team’s cars ended in front of the ones of the French team (Sergio Pérez and Lance Stroll crossed the finish line respectively in sixth and seventh place, while Daniel Ricciardo was the eighth finisher and Esteban Ocon retired). Since then, in every race that the Racing Point’s drivers surpassed Renault’s, the team commanded by controversial Cyril Abiteboul launched a new protest. Only at the British Grand Prix, in which Ricciardo e Ocon ended in front of Stroll, there were no complaints.

A priori it seems a childish attitude of Renault in wanting to disqualify its adversary because it cannot beat it on track seems childish. However, analyzing the team’s past, marked by cheating and cheating that, including, costed the career of a young Brazilian driver son of a three-time champion, it is possible to note the levity and hypocrisy of the French team and raise the hypothesis of that, besides wanting to rise at the championship standings without merit, it looks for erasing its spotted history. This article will take a brief retrospect of Renault’s history in Formula One to identify which is the team’s true goal in siking so low.

 

1- Obscure origins: collaboration with nazism

 

Renault was founded as an enterprise in 1899 by Louis Renault, an industrial from Paris. In 1938, the businessman reunited personally with Adolf Hitler and in the following year became one of the main suppliers of the French army. The French resistance started to reject him due to his apparent collaboration with Vichy’s government, which was in service to the Nazis. In 1942, the British Air Force bombed Renault’s facilities to weaken the supply of the troops allied to Germany. Two years later, Louis Renault was arrested under the accusation of collaboration with the Nazis. His factories were expropriated by the French government.

 

Louis Renault, founder of Renault and collaborator of the Nazi regime. (Photo: Famous People) [1]

 

Louis Renault’s figure still causes controversy among historians. Some of them claim that he supported nazism for financial interests, others say he was forced to collaborate with Vichy’s regime. Anyway, the enterprise had an active role in World War II, supplying the French army, Hitler’s allied at the time. Many European car manufacturers had similar experiences, mainly the German ones, and nowadays try to erase this spot in their past. Renault, it is not different.

 

2- Renault as a team: a disastrous beginning

 

Louis Renault’s brother, Michel, was passionate about racing. It aroused the enterprise’s interest in the sport. However, Renault entered Formula One as a team only in 1977. Its first year in the category was a failure. Racing with just one driver, Jean-Pierre Jabouille, the Équipe Renault Elf ended the season without points or a place in standings. Among the eight races he would take part, Jabouille withdrew from three, retired from four, and did not qualify for one.

 

Jean-Pierre Jabouille: Renault’s first driver. (Photo: Carthrottle) [2]

 

In the following year, the team scored its first points at the United States Grand Prix, which Jabouille finished in fourth place. Renault was the 12th placed at the final standings, with three points. The team’s first victory happened at the 1979 French Grand Prix, that put the team in the sixth place among the constructors, but was also the only race that Renault scored points.

 

3- 80’s: from Heaven to the first hiatus

 

Like Williams, Renault had good seasons in the ’80s. Racing with Jean-Pierre Jabouille and René Arnoux, Renault was the fourth place in 1980 (with 38 points). In the following year, Alain Prost replaced Jabouille and the team ended the championship in third place, with 54 points, repeating the position in 1982, with 62 points. American Eddie Cheever replaced Arnoux in 1983, becoming the first non-French driver to compete for the team, that was the runner-up that year with 79 points.

 

Alain Prost was one of Renault’s driver in the ’80s. Currently, he is one of its ambassadors. (Photo: Renault) [3]

 

In 1984 Renault was the fifth place in the final standings, with 34 points, and in the following year ended in seventh place among the constructors, with 16 points. Patrick Tambay was its main driver in these years, being Derek Warwick’s teammate in 1984 and François Henault’s in 1985. In the following year, Renault stopped to participate in Formula One as a team, limiting itself to the role of engine supplier of Lotus, Ligier, and Tyrrell teams. In 1987, it stopped to provide engines, entering a hiatus that was only ended two years later, when it equipped the runner-up, Williams.

 

4- 90’s: success with the champions and the second hiatus

 

During almost all the ’90s, Renault kept as an engine supplier in Formula One. Its most well-succeed partnerships were with Williams and Benetton, which won titles between 1992 and 1997 (being five championships won by Williams and one by Benetton). However, in 1998, though the height of its engines, Renault left Formula One once again, coming back again only in 2001, as the engine supplier of Benetton, which ended the year in the seventh place, with 10 points.

 

Michael Schumacher with Benetton in 1994. The team used Renault engines. (Photo: Michael Schumacher’s official website) [4]

 

Until then, Renault’s attitude was faced as strange in the eyes of its competitors. It is known that motorsport is a sports category with a lot of costs, but the results obtained by the French team’s clients would justify the investments, as the rewards paid by FIA would be high. In the following decades, Renault avoided hiatus, but even though its results had got better, its participation in Formula One was accompanied by controversial episodes.

 

5- 2000’s: the height, the ruins, and Singaporegate (or Crashgate)

 

In 2002, Renault returned to Formula One as a team, under the name of Mild Seven Renault F1 Team. Its drivers were Jarno Trulli and Jenson Button, who earned it 23 points and put the team in the fourth place of the championship. In the following year, which the team repeated the standing position (with 88 points), Button was replaced by one of the most controversial drivers of the history of the sport: Spanish Fernando Alonso. Though responsible for Renault’s best moments, Alonso was also one of the characters of such a contentious episode that affected many teams and drivers in that decade.

 

Fernando Alonso next to Michael Schumacher at the 2005 San Marino Grand Prix. That year marked Renault’s first title in Formula One. (Photo: EssentiallySports) [5]

 

After finishing the 2004 season in third place, Renault got its first title in 2005. Alonso had seven wins, 15 podiums, and one more finish in the scoring zone, getting 133 points. His teammate, Giancarlo Fisichella, scored 58 points, with one win, three podiums, and eight more finishes in the scoring zone. Besides the title, it was the first time Renault surpassed 100 points in a season, getting 191 in total. In 2006, Alonso repeated his feat, becoming a two-time champion with seven wins, 14 podiums, and two more finishes in the scoring zone. Fisichella got 7 points, with one win, five podiums, and 11 more finished in the scoring zone. Having scored 206 points in 2006, Renault lost Alonso in the following year to McLaren, in which the Spanish drove alongside rookie Lewis Hamilton, but received him back in 2008. Even with a good result (third place among the constructors, with 51 points), the French team passed through its first big problem in its history at the Canadian Grand Prix, in which Fisichella was disqualified after leaving the pit lane while the red light was on.

 

Giancarlo Fisichella driving for Renault. (Photo: Pinterest) [6]

 

But Fisichella’s penalty was far away from the spoilage that would happen in 2008. Racing under the name of  ING Renault F1 Team, the team hired Nelson Piquet Jr., son of three-time champion Nelson Piquet, to replace Fisichella. In that year, Alonso was far from his brilliant results of yore, and Piquet Jr. (known in Brazil as ‘Nelsinho’) faced difficulties to score. Then, at the 15th round of the season, that the managing director Flavio Briatore put into practice a fanciful plan for the Spanish return to win. He ordered Nelsinho to crash his car at turn 17 to force the safety car deployment. With this maneuver, the grid changed drastically. Fernando Alonso won the race, with Nico Rosberg in second place and Lewis Hamilton in third. Felipe Massa, who had led a good part of the race, was the most affected in a short term: crossed the finish line in 13th place, having lost much time in a disastrous pit stop made in a hurry by Ferrari’s mechanics. Some supporters and analysts claim that a Massa’s win in Singapore, that was taken as a fact until Nelsinho’s crash, would earn him the title, that was won by Hamilton.

 

Nelson Piquet Jr. (‘Nelsinho’) crashing at turn 17 at the 2008 Singapore Grand Prix, known as ‘Singaporegate’ and ‘Crashgate’. (Photo: EssentiallySports) [7]

 

Nelsinho was hired after the 2009 Hungarian Grand Prix. His father recommended him to denounce Briatore’s scheme, as it was not fair that the young driver to be hindered by an order from his superiors. An inquiry was launched, resulting in the Briatore’s ban for life from Formula One and Pat Symonds’, Renault’s engineering director, for five years. Alonso was absolved after saying on trial that he did not know about the scheme. The French court interceded for Renault and revoked the bans, but as Briatore as Symonds accepted to not come back to Formula One.

 

Flavio Briatore: Renault’s team principal in 2006 and mentor of the Crashgate. (Photo: Gero Breloer/EPA) [8]

 

If in that time the teams had acted as Renault acted in 2020, the French team would have been banned from Formula One like Briatore. The case, nicknamed ‘Singaporegate’ and ‘Crashgate’, not only benefited Alonso, as it harmed directly Massa’s struggle for the title and Nelsinho’s career.

 

6- Renault F1 Team: an old wolf in new sheep’s clothing

 

Despite the vexation of the Singaporegate, Renault was not banned from Formula One. With the exit of its main sponsors, the ING group and the Mutua Madrileña, due to the controversy, the team adopted the name of Renault F1 Team after the 2010 season. Having its driver duo formed by Robert Kubica and Vitaly Petrov, the team started the decade standing in fifth place among the constructors, with 163 points. In the following year, it made a fusion with Lotus that lasted until 2014 (the word ‘Renault’ got out of the team’s name in 2012). In 2015, Lotus raced its last year in Formula One, using Mercedes engines. One year later, Renault got out of the backstage and returned to the category as a team. Its main client, Red Bull (that won four titles between 2010 and 2013 with Sebastian Vettel), continued using Renault’s engines, but under the name TAG-Heuer.

The first year of the French team’s new return was not so good. Its drivers were Kevin Magnussen and Jolyon Palmer. Scoring in just three races, Renault was the ninth place among the constructors, with only nine points. The following year was better, with a sixth place in the final standings and 57 points. Nico Hülkenberg replaced Palmer in the middle of the season. In 2018, Carlos Sainz Jr. joined the team seeking out opportunities to grow in his career. Scoring on more occasions, Renault got fourth place in the championship.

 

Nico Hülkenberg and Daniel Ricciardo were disqualified from the 2019 Japanese Grand Prix. (Photo: Instagram) [9]

 

In the following year, however, the situation was quite different. Even counting with good drivers, the car’s performance showed many problems, preventing Daniel Ricciardo and Nico Hülkenberg from reaching better positions. Its worse moment was at the Japanese Grand Prix, from which its two drivers were disqualified due to irregularities in the car. Renault scored 91 points, ending 2019 with the fifth place. In 2020, with Hülkenberg’s departure, the French team hired a driver nearly as polemic as Alonso: Esteban Ocon. The Hispano-French had stayed of Formula One for a year after his choices and decisions had cost him chances in practically all the teams (to know more, read Understand the Esteban Ocon case).

Ending 2019 in front of Racing Point, a Renault did not comply with its rival’s excellent performance at the beginning of 2020. It accused the British team of copying Mercedes’ systems, aiming to disqualify Sergio Pérez and Lance Stroll from the concluded races until then and guarantee extra points to Ricciardo e Ocon. The “denounce” has two faces, which will be exposed right now.

 

7- Reporting Racing Point: the pot calling the kettle black

 

It is obvious that, if there were indeed irregularities, Racing Point should be held responsible for its acts and suffer the proper sanctions. After all, no team is above the regulation. However, FIA’s judgments tend to be questionable. A good example was the body’s complicity with Ferrari, when the federation shrouded the alterations of the Italian team’s car in 2019, opening space to doubts concerning the adjustments’ legality. From the nine remaining teams, seven joined in a collective complaint against the agreement between Ferrari and FIA (only the client teams of Ferrari engines, Alfa Romeo and Haas, stayed out, however, Mercedes removed the complaint some weeks later). The explanations of the federation’s president, Jean Todt (former team principal of Ferrari) were not convincing, and he even claimed he could not reveal more details without the Italian team’s approval.

 

FIA’s famous double standard [10]

 

As Racing Point was one of the integrants of the collective complaint, Ferrari was one of the teams to intrude on Renault’s protest (even the French team also being part of the complaint), implying that the British team should be punished. McLaren, Racing Point’s rival in 2020, insinuated that there was a copy, but it did not deserve any sanction. Mercedes denied its participation on Racing Point’s project, and this one in turn always alleged its innocence, claiming the development of each part of the car was made under the inspection of FIA itself.

On August 7th, FIA announced that Racing Point would lose 15 points and receive a fine, but its drivers’ scoring keeps unchanged. However, the decision is subject to appeal. With this, Renault and Ferrari were benefited, rising their positions in the constructors’ standings. The denounce by itself seems to aim justice, as one of the competitors would be violating the rules. However, why just Renault, whose past was marked by scandals, was responsible for the protest? If so many teams dared to comment on the case, implying Racing Point’s fault, why none of them moved the protest? The answer is simple: Renault knows it is not able to produce a car to compete as equal with Racing Point and McLaren in 2020, therefore, recurring to Flavio Briatore’s values, decided to snatch a “victory” by force, messing with the constructors’ standings. The body which judged the case also would not be the most appropriate to this function, once it already has a background of favoring Ferrari, but it is the only that Formula One has to situations like that.

 

The bottom line [11]

 

8- Conclusion

 

Renault’s history was built on regrettable episodes. The brand’s founder was a collaborator to the Nazi regime. The team passed through two hiatus between the ’80s and the ’90s. Its leaders destroyed Nelson Piquet Jr.’s career to Fernando Alonso have one win in 2008, disrupting Felipe Massa’s way to the title. In the ‘2010s, it hid its name for fear of the embarrassment of being remembered for the Singaporegate (or Crashgate). Nowadays, unable to withstand its rivals, it uses judicial ways to raise its position in the championship.

If Renault was indeed hungry for justice, it would apologize to all it harmed through its history, and, at least, get out of Formula One and stop tainting the sport with its shameful participation. Moral values it what this team cannot claim, as it wishes its rival assume a coadjuvant role in sport and be known more by the memes made by rival teams’ supporters than by results. The history proves that Renault’s true intention is, as we say in Brazil, win on ‘the big carpet’ (without merit and by decisions out of the sportive events). After all, if all the championships will be decided on court, there is no necessity of the cars going to the track. If there is something Renault definitely cannot accuse Racing Point is acting in bad faith, as in this the French team is already a specialist.

 

Coherent, no? [12]

 

9- Bibliography

 

 

10- Photos

Note: None of the photos used in this article, except the montage, belongs to me. This site has informative intentions, not commercial. The links where I took the photos are indicated below. All copyrights reserved.

Análise Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 | 2020 British Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 ocorreu no dia 2 de agosto. Antes mesmo de começar, a corrida passou por uma situação atípica: Sergio Pérez (Racing Point) foi diagnosticado com Covid-19 e ficou de fora da prova, sendo substituído por Nico Hülkenberg. O mexicano talvez fique de fora de outras provas devido à doença. No entanto, devido a problemas hidráulicos, Hülkenberg não chegou a largar. Lance Stroll foi o único piloto da Racing Point a correr em Silverstone.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou na pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Vários duelos começaram após a largada. Lando Norris (McLaren) tentou avançar sobre Leclerc, mas não obteve sucesso. Carlos Sainz Jr. (McLaren) e Daniel Ricciardo (Renault) ganharam posições enquanto Norris e Stroll perderam duas cada um. Porém, o que mais chamou atenção foi o acidente na segunda volta entre Kevin Magnussen (Haas) e Alexander Albon (Red Bull). O dinamarquês tentou “fechar a porta” quando o tailandês tentou a ultrapassagem e os dois colidiram. Magnussen foi lançado para a caixa de brita. O safety car foi acionado.

A grande maioria dos pilotos aproveitou o safety car para trocar os pneus. Romain Grosjean (Haas) foi o único que não fez o pit stop. Após a relargada, o grid permaneceu praticamente o mesmo. Algumas voltas depois, Daniil Kvyat (Alpha Tauri) passou pela zebra, rodou e colidiu fortemente com o muro, causando mais uma bandeira amarela e, consequentemente, a volta do safety car.

Depois da segunda relargada, Grosjean foi praticamente o único a apresentar resistência aos adversários. O francês foi ultrapassado por Norris, Sainz, Ricciardo e Stroll antes de fazer a troca de pneus. Infelizmente, uma situação lamentável para a Racing Point surgiu durante a prova: como em uma reprise do Grande Prêmio da Estíria, Stroll se aproximou muito de Ricciardo, mas não conseguia ultrapassar. Diferente da segunda corrida do ano, dessa vez o canadense não pôde superar o australiano nem no final da prova e acabou perdendo a posição para três pilotos. Um deles foi Albon, que havia recebido uma punição de 5 segundos pelo acidente com Magnussen.

Faltando quatro voltas para o fim da corrida, Bottas teve um grave problema em uma das rodas, mas se recusou a ir para o pit stop tão cedo. Ele ainda correu uma volta antes de parar para a troca, perdendo muitas posições e entregando o segundo lugar a Verstappen. Sainz passou pelo mesmo. Em uma situação parecida, Hamilton também apresentou problemas nas rodas, mas como faltava apenas uma volta, o inglês continuou na pista e cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro caindo aos pedaços.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Devido aos acidentes de Alexander Albon e Daniil Kvyat, o safety car permaneceu muito tempo na pista, impossibilitando bons confrontos na corrida. O meio do grid protagonizou as disputas mais emocionantes, enquanto que o pódio parecia ser o trivial Hamilton-Bottas-Verstappen até o problema nas rodas do finlandês mudar a classificação final. Um dos destaques negativos da prova foi Sebastian Vettel (Ferrari), que havia largado em décimo e passou boa parte da prova fora da zona de pontuação, sendo ultrapassado inclusive por Pierre Gasly (Alpha Tauri), piloto que foi demitido da Red Bull em seu primeiro ano pelo time austríaco por falta de resultados satisfatórios. A Racing Point também não teve um fim de semana agradável, com Lance Stroll decepcionado com seu sexto lugar de largada e nono de chegada, e com Nico Hülkenberg incapaz de substituir Sergio Pérez na pista. A tortuosa pista de Silverstone raramente traz corridas emocionantes, e com esta não foi diferente.

Ganhar com o carro em ruinas não é para qualquer um.

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha se mostrou até agora a corrida mais chata e monótona de 2020 pelos motivos mencionados na análise. Quando o safety car domina boa parte da prova, perde-se boa parte da emoção porque os pilotos são impedidos de ultrapassar. Com certeza o momento em que Hamilton cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro arruinado foi brilhante, mas foi uma gota de surpresa em um oceano de marasmo.

Deixo meus elogios à atitude bonita de Norris de usar um capacete feito por uma fã de 6 anos chamada Eva, bem como deixo minha crítica à Racing Point por ter escolhido Hülkenberg para substituir Pérez. O alemão não teve uma boa carreira na Fórmula 1, tendo apenas sua pole no Grande Prêmio do Brasil de 2010 como momento marcante. Hülkenberg coleciona polêmicas, como não ter reconhecido a importância do halo no salvamento da vida de Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica de 2018 e suas falas machistas a respeito do papel da mulher no automobilismo. Creio que é incorente da parte de uma equipe como a Racing Point, cuja dupla de pilotos é formada por atletas de minorias étnicas (um latino e um indígena judeu), contratar como substituto de Pérez um piloto que tenha apresentado um comportamento tão antiético no passado.

Opinião da Adriana:

O que foram as duas últimas voltas? Ainda estou tentando me recuperar. Ver Bottas com um pneu danificado, Verstappen ultrapassando, Ricciardo subindo de posições, Sainz perdendo posições, Albon conseguindo terminar nos pontos depois de uma corrida cheia de problemas e um toque com Magnussen logo no começo… Que corrida.

Admito que no começo estava um pouco entediada mas as batalhas por posições entre Sainz, Norris, Ricciardo e Stroll foi só o começo. Norris mostrou mais uma vez que é melhor que Sainz e mesmo com aquela escapada na primeira tentativa de ultrapassagem, conseguiu manter o ritmo durante a corrida e ainda desafiou Ricciardo, que estava a sua frente. Ocon também mostrou que, mesmo com um carro inferior comparado à Racing Point, ainda consegue desafiar seus rivais.

Preciso falar aqui da felicidade em ver Ricciardo brilhando de novo, mesmo com essa Renault. Se a corrida durasse por mais duas voltas, poderíamos ter o Australiano no pódio de novo. Durante a corrida, ele teve problemas de aderência e ritmo mas isso não o impediu de dar um show no final da corrida. Mal posso esperar em ver seu desempenho na McLaren ano que vem.

Outro que deu um show foi Hamilton. O que foi ver o pneu dele danificado e mesmo assim, o Inglês conseguiu cruzar a linha em primeiro? Isso é o que faz Lewis Hamilton ser o melhor piloto da atualidade, quiçá, de todos os tempos.

Deixo aqui também meu reconhecimento ao Russell, que conseguiu terminar em 12º com uma Williams! O que seria dele com uma Mercedes, hein? Toto, mais uma vez eu venho te avisar que você precisa considerar o Britânico para substituir Bottas.

Notas

Corrida: 6 (Rebeca) 8,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8 (Rebeca) 10 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 8 (Rebeca e Adriana)
  3. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6.       ? (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  8. Alexander Albon: 3 (Rebeca) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  10. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  11. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  12. George Russell: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  15. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Kimi Raikkonen: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. Kevin Magnussen: 10 de consolação

 

Não largou:

  1. Nico Hülkenberg:

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lewis Hamilton

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Alexander Albon (Rebeca) | Romain Grosjean e Valtteri Bottas (Adriana)