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Análise da Temporada de Fórmula 1 de 2019

Olá, meus queridos leitores. Depois de muito tempo, nos encontramos de volta. Hoje relembraremos como foi o desempenho dos pilotos esse ano na Fórmula 1. Para melhor compreensão, eles serão agrupados de acordo com suas respectivas equipes. Sem mais enrolação, vamos à análise:

 

Atenção: Os quadrinhos contém uma análise humorística, já os textos uma análise séria. Não temos intenção de ofender ninguém, e buscamos brincar igualmente com todos.

 

  • Lewis Hamilton

 

 

Hamilton consagrou-se hexacampeão em 2019. Somando 413 pontos (cinco a mais que no ano passado), o inglês manteve uma constância de bons resultados, chegando ao pódio em 17 de 21 corridas e vencendo 11 vezes. No entanto, nem tudo no ano foi perfeito para Hamilton. Suas piores atuações foram na Alemanha, onde escorregou, bateu no muro, cortou caminho para o pit stop e foi penalizado com cinco segundos, e no Brasil, onde bateu em Alexander Albon e foi penalizado com a perda do terceiro lugar (embora tenha subido ao pódio para a celebração, pois os comissários demoraram a analisar o caso).

Essas duas exceções são surpreendentes para Hamilton, que sempre foi lembrado como um piloto prudente, que evita acidentes sempre que possível e, devido a isso, consegue manter uma sequência de bons resultados. No começo do ano, parecia que seu companheiro Valtteri Bottas traria uma ameaça. Porém, Bottas não é Nico Rosberg e não pôde aproveitar todo o potencial do carro da Mercedes para competir pelo título com Hamilton.

Hamilton também, infelizmente, foi alvo de um dos piores casos de racismo na história da Fórmula 1. No Grande Prêmio da Itália, após os comissários decidirem não penalizar Charles Leclerc, da Ferrari, por tê-lo espremido contra o muro (apenas o advertiram com uma bandeira branca e preta), os torcedores da tifosi vaiaram o inglês, segundo colocado na corrida, e imitaram macacos para ele. Hamilton respondeu com elegância, afirmando que os ferraristas não devem manchar seu conhecido entusiasmo com atitudes tão antiéticas. Hamilton foi a terceira vítima de decisões controvérsias dessa corrida, pois além dele, Lance Stroll (da Racing Point), indígena, e Alexander Albon (da Red Bull), asiático, também foram vítimas de decisões injustas que beneficiaram pilotos brancos.

Se por um lado a carreira atlética do inglês vai bem, fora das pistas ele se meteu em polêmicas. Vegano convicto, Hamilton aposta em sua popularidade para fazer ativismo pela causa vegana e realizar um trabalho de conscientização. No entanto, às vezes a emoção supera a razão e isso atrapalha as ações. Hamilton se posicionou sobre os incêndios na Amazônia postando uma foto antiga (cujo autor até já faleceu) e divulgou uma fake news há muito tempo desmentida por especialistas: de que a Amazônia é o “pulmão do mundo”, que produz 20% do oxigênio consumido pelos seres vivos (a verdade é que o oxigênio que respiramos provém dos oceanos; a Amazônia produz apenas 2% do oxigênio atmosférico e, como comunidade clímax, ela produz o oxigênio que ela mesma consome). Ou seja, antes de criar uma animosidade com populações de outros países divulgando informações falsas, Hamilton deveria pesquisar mais sobre o assunto que pretende discutir antes de falar como o especialista que ele não é. Caso contrário, sua popularidade apenas vai prejudicá-lo, pois ficaria mais conhecido como mentiroso do que como um ativista bem-intencionado. Toto Wolff já havia dado esse conselho a ele.

Portanto, a Lewis Hamilton damos os parabéns pelo título merecido e desejamos a ele muito sucesso em sua carreira e projetos. Mas, sempre pensando antes de agir.

 

  • Valtteri Bottas

 

 

Valtteri Bottas foi o vice-campeão de 2019, com 326 pontos (79 a mais que no ano passado). O finlandês teve uma temporada constante, com 15 pódios (entre eles quatro vitórias) em 21 corridas. Igual ao companheiro Lewis Hamilton, suas piores corridas foram na Alemanha e no Brasil. Na primeira, Bottas bateu no muro enquanto perseguia Lance Stroll, da Racing Point, na busca por um pódio. Na segunda, seu motor pifou.

Como a primeira corrida do ano foi vencida por Bottas, muitos achavam que ele seria o principal concorrente de Hamilton ao título de 2019. No entanto, embora o carro da Mercedes lhe rendesse bons resultados, Bottas não é o tipo de piloto que gosta de se arriscar por posições mais altas. Sua melhor corrida foi no Japão, onde passou Sebastian Vettel, da Ferrari, como um ninja, logo após a largada, e conseguiu uma ótima vitória. Porém, sua corrida em Mônaco escancarou o duplo-padrão que os comissários da FIA têm ao julgar os incidentes de prova. Bottas e Max Verstappen, da Red Bull, se enfrentaram nos boxes e o holandês perdeu o pódio ao ser punido com cinco segundos (o que promoveu Vettel ao segundo lugar e Bottas ao terceiro). No entanto, quando Charles Leclerc, da Ferrari, enfrentou Romain Grosjean, da Haas, nos boxes da Alemanha, os comissários simplesmente aplicaram uma multa à Cinderela.

Bottas pareceu mais confiante esse ano do que em 2018. De acordo com o que foi divulgado por Mariana Becker, repórter da Rede Globo, aparentemente esta confiança é resultado de um tratamento psicológico que o finlandês teria feito durante as férias. Também na vida pessoal de Bottas, ocorreu o divórcio de sua esposa Emilia Pikkarainen.

Desejamos boa sorte a Valtteri Bottas para o ano que vem e parabenizamos seu vice-campeonato. Esperamos que ele continue enfrentando suas dificuldades e consiga mais arrojo para ultrapassar seus adversários.

 

  • Max Verstappen

 

 

Max Verstappen foi o terceiro colocado no campeonato, com 278 pontos (29 a mais que no ano passado). Em 21 corridas, ele conseguiu nove pódios e três vitórias (Áustria, Alemanha e Brasil). Sua temporada foi mais constante que a de 2018, e Verstappen praticamente carregou sua equipe, a Red Bull, nas costas, pois seu primeiro companheiro do ano, Pierre Gasly, não era capaz de lutar por pódios e seu segundo companheiro, Alexander Albon, teve pouco tempo para conseguir os pontos necessários para a equipe subir no ranking. Consequentemente, mesmo com os problemas internos da Ferrari que prejudicavam a escuderia italiana, a Red Bull ficou atrás desta no campeonato de construtoras, em terceiro lugar.

Verstappen é o piloto que traz emoção às corridas, pois ele não tem medo de desafios e de se arriscar por posições melhores. Sua conduta não mudou muito em relação ao ano passado, porém teve menos acidentes: os únicos do ano foram com Kimi Raikkonen, da Alpha Romeo, na Bélgica, e com Charles Leclerc, da Ferrari, no Japão (este último incidente por culpa do piloto monegasco). Verstappen, no entanto, fica em desvantagem pela falta de competitividade do carro da Red Bull. Parece que os engenheiros da equipe austríaca são incapazes de produzir algo à altura do talento do jovem holandês. Consequentemente, Max perde oportunidades preciosas de vitória. Lembrando também que o motor Honda algumas vezes o deixou na mão durante as largadas, como na Áustria e na Alemanha, mas a vontade de Verstappen de vencer possibilitou que ele superasse esses contratempos e garantisse belas vitórias.

Muito se falou sobre a rivalidade travada entre Verstappen e Leclerc, principalmente depois do Grande Prêmio da Áustria, vencido por Max após uma bela ultrapassagem sobre o pole position Charles nas últimas voltas. Leclerc até hoje não superou esse trauma e, inclusive, até se recusou a cumprimentar o vencedor na sala dos pilotos (conduta mais mimada e antiesportiva possível). Entre estes dois jovens talentos, é nítido que embora Leclerc tenha um carro melhor, Verstappen tem mais experiência, mais coragem para enfrentar os adversários e mais destreza na direção. Caso o holandês fosse para uma equipe melhor (especula-se que Toto Wolff mais uma vez esteja tentando trazê-lo para a Mercedes), a disputa seria mais interessante.

Ano que vem termina o contrato de Max Verstappen com a Red Bull. Não sabemos se ele ficará nessa equipe, que não está à sua altura, ou se ele irá para a Mercedes. Mas desejamos a ele boa sorte e sabedoria em suas escolhas.

 

  • Alexander Albon

 

 

O estreante Alexander Albon começou o ano na Toro Rosso. Porém, a incompetência de Pierre Gasly fez com que Helmut Marko o trouxesse para a Red Bull, substituindo o francês. Albon marcou 92 pontos e quase conseguiu seu primeiro pódio, no Grande Prêmio do Brasil, mas foi acertado por Lewis Hamilton, da Mercedes, durante a corrida. Terminou o campeonato em oitavo lugar.

Até a sua promoção à Red Bull, Albon havia pontuado em cinco de 12 corridas com a Toro Rosso. Até a corrida na Alemanha, onde seu então companheiro Daniil Kvyat conseguiu um pódio, a disputa entre os dois pilotos estava equilibrada. Em sua primeira corrida com a nova equipe, na Bélgica, teve uma atuação digna de elogios, conquistando um quinto lugar. Outra atuação excelente foi na Rússia, onde largou dos boxes e conseguiu chegar em quinto. É nítido que Albon tem mais coragem e destreza que Gasly e, embora ainda não esteja ao nível de Verstappen, ele é o companheiro de equipe que a Red Bull esperava para o holandês desde a saída de Daniel Ricciardo para a Renault. Esperava-se que Gasly cumpriria o papel, mas este se revelou uma das maiores decepções do ano.

Além do acidente com Hamilton, outro acontecimento foi negativo para Albon. O tailandês foi jogado para fora da pista por Carlos Sainz Jr., piloto espanhol da McLaren, no Grande Prêmio da Itália. Porém, os comissários decidiram punir Albon, mesmo este sendo a vítima. Esta decisão, a segunda entre três controvérsias desta corrida, gerou suspeita de racismo, pois Albon (asiático) e mais dois pilotos de cor, Lance Stroll (da Racing Point, indígena) e Lewis Hamilton (negro), foram prejudicados injustamente por ações que beneficiaram pilotos brancos.

Alexander Albon é, sem dúvida alguma, a maior revelação da Fórmula 1 de 2019. Não é à toa que foi escolhido pela FIA como o Estreante do Ano (ainda que os “fãs” tivessem optado por Lando Norris, da McLaren, cujos resultados medíocres nem se aproximam dos de Albon). Desejamos ao tailandês boa sorte para o ano que vem e que ele continue fazendo excelentes corridas.

 

  • Sebastian Vettel

 

 

Sebastian Vettel terminou o campeonato no quinto lugar, com 240 pontos (80 pontos a menos que no ano passado). Este não foi um ano auspicioso para o alemão, que assistiu a Mercedes aumentando sua vantagem, a Red Bull tornando-se uma forte concorrente com Max Verstappen, e a briga interna na Ferrari entre as políticas tradicionais da escuderia e o novo companheiro de Vettel, Charles Leclerc.

Como explicado anteriormente no The Racing Track, a Ferrari mantém uma política interna de “campeão e escudeiro” que protege o primeiro piloto e obriga o segundo a servir como ajudante para garantir pontuações valiosas para a equipe. Foi assim com Michael Schumacher (“campeão”) e Rubens Barrichello (“escudeiro”), entre Fernando Alonso (“campeão”) e Felipe Massa (“escudeiro”) e entre Vettel (“campeão”) e Kimi Raikkonen (“escudeiro”). No entanto, Leclerc não aceitava essa política, pois mesmo sendo obrigado a ceder suas posições para Vettel na Austrália e na China, o monegasco conseguia mais pole positions e se julgava no direito de ser tratado como o “campeão” da equipe. Mas seus protestos não foram atendidos pela Ferrari, que continuou protegendo Vettel. A indignação do monegasco gerou atrito entre ele e o alemão, resultando algumas vezes em acidentes, como o duplo-abandono ferrarista no Brasil.

Vettel também não perdeu seu estilo arrojado e sua sede por superações. Porém, por ser o tipo de piloto que mais age do que pensa, acabou por causar acidentes que prejudicaram não só ele mesmo como sua equipe. Um grande exemplo é o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, quando Vettel, indignado por ter sido ultrapassado por Verstappen, acelerou e bateu na traseira do holandês, tirando ambos da pista temporariamente. Verstappen voltou para a pista e cruzou a linha de chegada em quinto lugar, mas Vettel, além de ser punido com 10 segundos, voltou em último, chegando inclusive atrás das Williams. Outro exemplo foi a batida em Lance Stroll, da Racing Point, na Itália após o alemão ter rodado e saído da pista. Mesmo sendo Stroll a vítima e Vettel admitindo o erro (inclusive pedindo perdão pessoalmente a Stroll), os torcedores italianos lançaram insultos racistas ao canadense por suas origens indígenas e esta corrida também foi marcada por uma das arbitragens mais controversas da história da Fórmula 1, com pilotos de cor recebendo punições indevidas e pilotos brancos sendo beneficiados.

Em 21 corridas, Vettel teve nove pódios e apenas uma vitória, em Singapura. O resultado desta corrida também não foi bem aceito por Leclerc, que acusou a Ferrari de demorar em seu pit stop para beneficiar Vettel. A equipe assumiu depois que realmente visou ajudar o alemão para garantir que ele tivesse ânimo para continuar a temporada. Mas não se pode tirar o mérito de Vettel. Ele não é um tetracampeão à toa. Só está passando por uma fase ruim como acontece com qualquer atleta. E, se até ano passado ele era um forte candidato ao título, não se pode afirmar que ele não tem mais condições de continuar na disputa.

Desejamos a Sebastian Vettel um 2020 com muita sorte e prudência. Ele é um dos pilotos que deixa a Fórmula 1 atual mais interessante.

 

  • Charles Leclerc

 

 

Charles Leclerc terminou 2019 no quarto lugar no campeonato, com 264 pontos (225 pontos a mais que no ano passado). A “Cinderela da Fórmula 1”, como foi apelidado, conseguiu sete poles positions, mais do que qualquer outro piloto do grid. Em 21 corridas, Leclerc teve 10 pódios e duas vitórias (Bélgica e Itália). Mas nem tudo foram flores para ele, pois o monegasco também foi o protagonista de uma das maiores polêmicas do ano na Fórmula 1.

Embora a mídia especulasse que Leclerc seria a próxima aposta da Ferrari para conquistar títulos, era claro que o jovem havia sido contratado como “escudeiro”, “posto” já ocupado por Rubens Barrichello (“escudeiro” de Michael Schumacher), Felipe Massa (“escudeiro” de Fernando Alonso) e Kimi Raikkonen (“escudeiro” de Sebastian Vettel). O motivo? Era óbvio. Por que uma equipe de ponta tão tradicional como a Ferrari iria destronar Vettel (que foi uma ameaça a Lewis Hamilton por dois anos) para dar lugar a um jovem menino cuja única experiência havia sido um ano na Sauber e cujos resultados haviam sido piores que os anos de estreia de pilotos da mesma faixa etária, como Max Verstappen e Lance Stroll? Apenas os cegos pelo fanatismo acreditaram que a escuderia de Maranello faria uma exceção especialmente para Leclerc.

“Cinderela”, porém, não reagiu bem às ordens da “madrasta”, que havia obrigado o piloto a ficar atrás de Vettel na Austrália e na China. Como Leclerc havia feito mais poles positions, e seria burrice mandá-lo parar para esperar Vettel (o que permitiria que outros pilotos o ultrapassassem), o monegasco quis desafiar a política interna tradicional da Ferrari e algumas vezes enfrentou o alemão. Este confronto gerou problemas para a equipe, como no duplo-abandono no Brasil.

Leclerc também provou não lidar bem com situações adversas, como na Áustria, onde perdeu a vitória para Max Verstappen, da Red Bull, nas últimas voltas, e se recusou a cumprimentar o holandês na sala de espera. Apenas o fez pelo Twitter, e muito provavelmente a mensagem foi escrita pela assessora de imprensa. Outro exemplo da atitude mimada de Leclerc foi em Singapura, onde ele acusou a própria equipe de sabotar seu pit stop para entregar a vitória a Vettel, gerando um clima de desconforto na Ferrari. No Japão, após bater em Verstappen, ele ficou com uma peça presa em sua asa dianteira e se recusou a ir para o box retirá-la, colocando em risco a segurança de Lewis Hamilton, da Mercedes, que vinha logo atrás. A peça chegou inclusive a desprender-se do carro e acertar o halo de Hamilton. Na Alemanha, enfrentou Romain Grosjean nos boxes e levou apenas uma multa. Na Itália, espremeu Hamilton contra o muro e levou apenas uma advertência (em uma das arbitragens mais controversas da Fórmula 1). Em Abu Dhabi, seu carro tinha irregularidades no combustível, mas também só recebeu uma multa. Ao que parece, os comissários têm medo de punir a “Cinderela”. Com isso, ele se tornou o segundo piloto mais mimado do grid, atrás de Lando Norris, da McLaren.

Leclerc foi obrigado a lidar com outra perda importante no ano: a de seu amigo Antoine Hubert, que faleceu em um acidente na Fórmula 2, um dia antes do Grande Prêmio da Bélgica, vencido pelo monegasco. Ele passou o resto do ano pilotando com uma mensagem de “descanse em paz” no volante.

Desejamos a Charles Leclerc um 2020 cheio de sabedoria e prudência, além de boa sorte. Ele tem muito talento, só precisa aproveitá-lo mais.

 

  • Sergio Pérez

 

 

Sergio Pérez terminou 2019 no décimo lugar do campeonato, com 52 pontos (10 a menos que no ano passado). Infelizmente, não obteve pódios esse ano, mas lutou constantemente por melhores resultados, que garantiram uma boa posição para a Racing Point no ranking de construtoras.

A temporada de 2019 pode ser resumida em um ano de transição para a Racing Point, pois foi o primeiro ano completo com os novos donos. Pérez conseguiu provar que não é o “monstro” que seu companheiro de 2018, Esteban Ocon, tentou fazer parecer (ver Entenda o Caso Esteban Ocon). Ocon o havia acusado de ser uma pessoa descontrolada, capaz de matar um adversário, mas em 2019, Pérez provou ser uma pessoa prudente e equilibrada, dando as boas-vindas ao novo companheiro, Lance Stroll, e a dupla teve uma temporada de bom relacionamento, tanto dentro quanto fora das pistas. O mexicano pontuou em 11 das 21 corridas do ano, oscilando entre o sexto e o décimo lugar. Seu feito mais marcante foi a ultrapassagem sobre Lando Norris, da McLaren, no Grande Prêmio de Abu Dhabi, levando o inglês às lágrimas e desbancando-o do décimo lugar do campeonato.

A Racing Point não foi capaz de fazer um carro competitivo o suficiente para enfrentar a Red Bull, como era o esperado pela equipe no começo do ano. Consequentemente, a escuderia britânica terminou o ano em sétimo lugar no ranking após o pódio de Pierre Gasly garantir o sexto lugar para a Toro Rosso. Muito do desempenho da Racing Point foi obtido graças a Pérez, devido a um péssimo trabalho do estrategista de seu companheiro e à dificuldade de Stroll de manter suas posições durante as corridas, embora o melhor resultado do canadense no ano (um quarto lugar na Alemanha) tenha sido melhor do que o melhor resultado do mexicano (sexto lugar no Azerbaijão e na Bélgica).

Na vida pessoal, Pérez foi agraciado com o nascimento de sua filha Carlota, sua segunda criança com Carola Martínez. Eles também são pais de Júnior, nascido em 2018.

Sérgio Pérez será uma importante peça para as futuras conquistas da Racing Point. Desejamos a ele boa sorte para o ano que vem.

 

  • Lance Stroll

 

 

Lance Stroll terminou 2019 em 15º lugar no campeonato, com 21 pontos (15 a mais que no ano passado). O canadense suspirou aliviado em uma equipe muito melhor que a Williams, cuja incompetência de seu setor de engenharia (comandado por Paddy Lowe) e de seus administradores (notadamente Claire Williams) prejudicaram sua temporada em 2018. Porém, 2019 provou de quem realmente era a culpa pelos maus resultados da Williams: Lowe e a herdeira de Frank Williams. Stroll começou o ano pontuando e totalizou seis chegadas à zona de pontuação. Mas talvez sua característica mais notável na temporada foram suas excelentes largadas que eram prejudicadas por performances preguiçosas no decorrer das provas.

É claro que Stroll, assim como a Racing Point, passava por um período de transição. O canadense estava em uma equipe com profissionais mais competentes e não havia um clima de tensão e animosidade como havia na Williams. Ele era visto como o salvador da escuderia, e não mais como o bode expiatório que Claire Williams e Paddy Lowe tentaram torná-lo para esconderem suas próprias falhas. A Racing Point, por outro lado, vivia seu primeiro ano completo sob nova gestão. Porém, Stroll desperdiçou muitas oportunidades de pontuação que poderiam ter rendido posições melhores à escuderia no campeonato de construtoras.

Stroll foi aclamado pela Fórmula 1 como o piloto que mais ganhou posições durante as largadas. Todavia, este feito não se traduziu em pontos, pois algumas voltas depois da largada (momento em que o canadense costumava a ganhar de seis a dez posições), o carro não mantinha o desempenho esperado e o piloto era facilmente ultrapassado por seus adversários. Isto, somado à falha de seu estrategista, que o chamava para as trocas de pneus mais tarde do que o devido, prejudicaram a performance do canadense. Foi o caso do Grande Prêmio da França, onde Stroll conquistava o sexto lugar, mas sua troca tardia de pneus o levou para o 13º lugar. Outro momento ruim foi o Grande Prêmio da Itália, onde ele garantia o sétimo lugar quando foi acertado por Sebastian Vettel, da Ferrari. Jogado para fora da pista, Stroll voltou em situação normal, mas Pierre Gasly, da Toro Rosso, em uma manobra para garantir uma punição ao piloto indígena e se beneficiar com isso, saiu temporariamente da pista para parecer que a culpa havia sido de Stroll. Vendo uma oportunidade de se vingar por terem sido obrigados a punir um piloto da Ferrari, os comissários puniram Stroll injustamente, marcando a primeira entre três decisões controversas da arbitragem que levaram à suspeita de racismo. Vettel chegou a se desculpar pessoalmente com Stroll, mas isso não impediu os torcedores fanáticos a atacarem o canadense por suas origens indígenas, provando que, infelizmente, a mentalidade colonialista e racista ainda está viva na Europa.

Mas nem tudo estava perdido para o jovem Stroll. Sua melhor corrida foi na Alemanha, onde chegou a liderar a volta por algum tempo e terminou em quarto lugar (o melhor resultado de sua equipe no ano). O portal WTF1 declarou que ele é oficialmente o segundo adolescente mais bem-sucedido da história da categoria, somente atrás de Max Verstappen. Isso prova que, mesmo os racistas tentando emplacar Lando Norris e George Russell (pilotos brancos europeus com resultados inferiores) como melhores, o único indígena do Canadá a pilotar na Fórmula 1 ainda mantém seu legado e seu lugar merecido na história (ver O Caso Lance Stroll: Um Indígena na Fórmula 1).

Desejamos a Lance Stroll um ano de 2020 com muita sorte e destreza. Esperamos que ele vença as dificuldades, supere seus limites e continue representando tão bem os indígenas na Fórmula 1.

 

  • Daniel Ricciardo

 

 

Daniel Ricciardo fez seu primeiro ano na Renault. Marcando 54 pontos (170 a menos que no ano passado), o australiano não teve o desempenho que esperava quando decidiu trocar a Red Bull pela escuderia francesa por não confiar no motor Honda. Terminou 2019 no nono lugar.

Ricciardo pontuou em oito de 21 corridas. Suas primeiras etapas resultaram em quebra. O motor Renault traiu sua confiança e o piloto ainda sofreu punições por irregularidades no carro que garantiam mais potência: como a largada do fim do grid em Singapura e a desclassificação no Japão. Com isso, a performance de Ricciardo foi altamente afetada e ele acabou comendo o pão que o diabo amassou.

O australiano pode ser considerado o piloto mais inteligente do grid, pois seus conhecimentos de engenharia estão acima dos de seus concorrentes. No entanto, a ineficiência da Renault desperdiçou o potencial que ele traria para a equipe. Ricciardo também é um dos nomes que mais luta por igualdade no tratamento entre as equipes e pilotos por parte da FIA e isso é uma qualidade muito nobre para o esporte.

Desejamos a Daniel Ricciardo um ano de sorte em 2020 e que ele consiga superar suas dificuldades. Talvez, como o próprio já esperava, não consiga lutar pelas melhores posições, mas que pelo menos ele possa manter uma constância de bons resultados.

 

  • Nico Hülkenberg

 

 

Nico Hülkenberg terminou 2019 no 14º lugar no campeonato, com 37 pontos (32 a menos que no ano passado). O alemão será substituído por Esteban Ocon na Renault em 2020, ficando sem vaga para o ano que vem.

A performance de Hülkenberg não foi das melhores. Pontuando em 10 de 21 corridas, tendo seu melhor resultado um quinto lugar no Grande Prêmio da Itália, sua falta de progresso se deve à ineficiência do motor Renault e à constante queda de desempenho que o piloto vem apresentando ao longo dos anos. O melhor momento de sua carreira foi sua pole position no Grande Prêmio do Brasil de 2010, corrida que ele não foi capaz nem de terminar no pódio. Mesmo assim, como todo mundo vira “lenda” ou quando morre ou quando se aposenta, de repente, os “fãs” de Hülkenberg saíram de sua hibernação de nove anos, e protestaram contra a volta de Ocon para a Fórmula 1, inclusive acusando o hispano-francês, baseado em fatos, de “piloto pagante” (ver mais sobre a polêmica em Entenda o Caso Esteban Ocon).

Desejamos a Nico Hülkenberg boa sorte em 2020 para onde quer que ele vá. Esperamos que seu substituto não traga mais problemas como os que ele trouxe em 2018.

 

  • Carlos Sainz Jr.

 

 

Carlos Sainz Jr. terminou 2019 no sexto lugar do campeonato, com 96 pontos (43 a mais que no ano passado). Sainz foi um dos três únicos pilotos fora de uma equipe de ponta a conseguir um pódio no ano (os outros foram Pierre Gasly e Daniil Kvyat, ambos da Toro Rosso), mas infelizmente não pôde comemorar devidamente porque os comissários demoraram para punir Lewis Hamilton, da Mercedes. Depois de herdar o terceiro lugar da corrida, ele recebeu uma homenagem de sua equipe, a McLaren, com direito a confetes, champanhe e Estrella Galicia (uma das patrocinadoras), mas sem público para assistir. Para piorar, durante a sessão de fotos, a equipe deixou seu companheiro Lando Norris tirar uma foto com a taça como se ele tivesse conquistado o título (parecia que ele tinha dito “Papai, quero a taça”, e o sr. Adam Norris havia pago para a equipe fingir que seu filho havia sido o conquistador do pódio).

Depois de um começo difícil, Sainz pontuou em 12 de 21 corridas, oscilando entre o quinto e o décimo lugar. Em algumas ocasiões, ele chegou a disputar posições com pilotos da Ferrari e da Red Bull logo após a largada, como no Grande Prêmio de Singapura, onde um choque com Alexander Albon, da Red Bull, o obrigou a parar mais cedo nos boxes.

Também com Albon, Sainz protagonizou um episódio lamentável de uma das corridas mais polêmicas da história da Fórmula 1: O Grande Prêmio da Itália de 2019. O espanhol jogou o tailandês para fora da pista e os comissários decidiram punir a vítima. O incidente entre Sainz e Albon foi o tira-teima para a acusação de racismo que pairou sobre a arbitragem da prova, pois além de Albon, que é asiático, outros dois pilotos de cor, Lance Stroll (da Racing Point), indígena, e Lewis Hamilton (da Mercedes), negro, foram prejudicados por decisões injustas que beneficiaram pilotos brancos.

Sainz foi o destaque da McLaren, vencendo seu companheiro de equipe por uma vantagem de 47 pontos. Mesmo assim, por uma questão de marketing, o espanhol não recebe o devido reconhecimento e as mídias digitais insistem em colocar Norris como melhor por ter largado à frente dele mais vezes do que o contrário. Tais marqueteiros e torcedores se esquecem que largada não quer dizer nada. O que conta não é o começo da corrida, e sim o final.

Desejamos a Carlos Sainz Jr. um ano de 2020 com mais sorte e mais conquistas. Seria muito prazeroso vê-lo mais vezes no pódio.

 

  • Lando Norris

 

 

Ah, Lando Norris… em minha observação o piloto mais superestimado do grid. O estreante inglês pela McLaren terminou 2019 em 11º lugar com 49 pontos. Filho de um empresário multimilionário (Adam Norris, do setor de investimentos), Lando não obteve resultados impressionantes e, para contornar a fama de “piloto pagante” que começava a se desenvolver na mídia inglesa, apostou em uma vasta campanha de marketing para convencer os torcedores e a própria Fórmula 1 de que ele deveria ser lembrado como um “piloto engraçado” e não como o filho que sairia de um casamento entre Damian Wayne e Veruca Salt.

Norris pontuou em 11 de 21 corridas, oscilando entre o sexto e o oitavo lugar. Apesar de ter largado à frente de seu companheiro Carlos Sainz Jr. mais vezes do que o contrário, o inglês foi derrotado pelo espanhol por 47 pontos. Seu ano de estreia não foi tão marcante como os de Max Verstappen e de Lance Stroll, por exemplo, pois não obteve pódios ou recordes.

Logo, suas condutas chamaram mais atenção que seu desempenho. No Grande Prêmio da Espanha, colidiu com Stroll, da Racing Point, e saiu xingando o canadense. O castigo veio a cavalo, quando seu carro pegou fogo no Grande Prêmio do Canadá. Na França, gritou com a equipe no rádio para que obrigasse Sainz a deixá-lo passar (requerimento que não foi atendido), e mesmo assim foi eleito “Piloto do Dia” por ter chegado em um simples nono lugar. Em Abu Dhabi, após ser ultrapassado por Sergio Pérez, da Racing Point, chorou no rádio. Ainda assim, os perfis oficiais da Fórmula 1 divulgavam cada peido que ele dava, tentando empurrá-lo goela abaixo dos torcedores mesmo suas atitudes na pista e no rádio não revelando carisma algum.

A campanha de marketing em torno de Norris contribuiu para o fortalecimento do racismo na Fórmula 1. É nítido que muitos torcedores e perfis midiáticos (sejam jornalísticos ou humorísticos) não se conformaram que a Fórmula 1 não é mais exclusividade de pilotos brancos europeus e não aceitaram a presença de um indígena na categoria. A solução encontrada foi uma guerra midiática, tentando emplacar a narrativa de que Stroll não merecia seu lugar na Fórmula 1 por ser bilionário (como se os pilotos brancos não tivessem patrocínio bilionário por trás de suas carreiras). Mesmo Stroll tendo conseguido em seu ano de estreia um pódio, uma largada da primeira fila e três recordes, tudo em um carro nada competitivo, e tendo seu melhor resultado em 2019 um quarto lugar na Alemanha, enquanto que um sexto lugar no Bahrein e na Áustria foram o melhor que conseguiu Norris, que até agora não possui pódios, largadas da primeira fila ou recordes, os racistas se negam a chamar o inglês de “piloto pagante” e continuam a desmerecer o canadense. Mas, fatos não ligam para sentimentos. Os fanáticos podem tentar omitir a fortuna de Norris (pois para um racista, um branco rico não é tão surpreendente quanto um indígena rico) e tentar convencer os mal informados de que ele é melhor que Stroll, mas os fatos provam que na verdade seria mais lógico considerar Norris o verdadeiro “piloto pagante” da Fórmula 1, e Stroll continua sendo o segundo adolescente mais bem-sucedido da Fórmula 1 (para ver uma análise mais completa, veja a reportagem O Caso Lance Stroll: Um Indígena na Fórmula 1).

A verdade é que o apelido de “meme lord” ou “lorde dos memes” dado a Norris nada mais é do que uma tentativa de esconder o desempenho mediano do piloto e de convencer a todos de que os brancos devem ser tratados como superiores aos indígenas, não importa o quão bem-sucedidos os indígenas sejam. Devido a seu comportamento reprovável, Lando Norris ganhou o apelido de “Veruca Salt”, a menina mimada de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

Desejamos a Lando Norris boa sorte para o ano que vem e mais maturidade, com menos postagens no Instagram e mais resultados na pista. Esperamos que a mídia pare de bajulá-lo e trate-o com o mesmo padrão que trataria qualquer outro piloto. Lembrando que não estamos dizendo que Norris é responsável pelo racismo na Fórmula 1, mas lamentavelmente ele é usado como escudo pelos racistas, pois usam um padrão duplo para julgar pilotos de cor em relação aos brancos.

 

  • Daniil Kvyat

 

 

Daniil Kvyat terminou o ano no 13º lugar, com 37 pontos. Foi o ano de retorno do russo à Fórmula 1 após um ano como terceiro piloto da Ferrari. Pontuou em 10 de 21 corridas e conquistou um pódio com o terceiro lugar na Alemanha, sendo um dos únicos três pilotos de fora das equipes de ponta a conseguir o feito (os outros foram seu companheiro Pierre Gasly e Carlos Sainz Jr., da McLaren).

Kvyat foi companheiro de Alexander Albon na primeira metade do ano, mantendo um equilíbrio de forças com relação ao tailandês. Esse equilíbrio se manteve com Gasly como novo companheiro. O lado “barbeiro” de Kvyat se manteve, com alguns acidentes como o do Grande Prêmio de Singapura, que tirou Kimi Raikkonen, da Alpha Romeo, da prova.

Na vida pessoal, Kvyat teve sua primeira filha, Penélope, do relacionamento com Kelly Piquet, filha do tricampeão Nelson Piquet. Seu pódio na Alemanha foi dedicado a ela.

Desejamos a Daniil Kvyat boa sorte para 2020. Esperamos que o próximo ano traga melhores resultados e menos acidentes.

 

  • Pierre Gasly

 

 

Pierre Gasly, a maior decepção do ano, terminou 2019 em sétimo lugar, com 95 pontos (66 a mais que no ano passado). Contratado pela Red Bull para substituir Daniel Ricciardo, que se mudou para a Renault, Gasly era a aposta da equipe austríaca para bons resultados, baseada no ótimo desempenho que ele teve com a Toro Rosso em 2018. No entanto, ele se revelou incapaz de lutar por posições à altura de uma equipe de ponta, não soube aproveitar as brigas internas da Ferrari que lhe trariam vantagens na pista, e fez com que a Red Bull não tivesse pontos o suficiente para vencer a Ferrari no ranking de construtoras. Um dos maiores exemplos de sua incompetência foi no Grande Prêmio da Áustria, onde não conseguiu passar Ricciardo mesmo tendo um carro muito superior. Com seu companheiro Max Verstappen carregando o time nas costas, o francês foi demitido e mandado de volta à Toro Rosso.

Provando que pilota melhor em equipe fraca do que em equipe de ponta, Gasly conseguiu um pódio no Grande Prêmio do Brasil com um segundo lugar. Ele foi o segundo de três pilotos de fora das equipes de ponta a conseguir um pódio (os outros foram seu companheiro Daniil Kvyat – que conseguiu o feito quando o francês estava na Red Bull – e Carlos Sainz Jr., da McLaren). No entanto, ele também protagonizou uma polêmica no Grande Prêmio da Itália: mesmo estando a metros de distância de Lance Stroll, piloto da Racing Point que havia sido atingido pelo ferrarista Sebastian Vettel, Gasly fingiu ter sido obrigado a deixar temporariamente a pista pela volta de Stroll. Os comissários, irritados por terem sido obrigados pelo regulamento a punir um piloto da Ferrari, encontraram uma oportunidade de vingança e puniram Stroll injustamente. Esta foi uma das três decisões controversas da corrida, somada à punição de Alexander Albon, piloto asiático da Red Bull, por ter sido jogado para fora da pista pelo piloto europeu Sainz, e a advertência branda ao ferrarista Charles Leclerc após ter espremido Lewis Hamilton, piloto da Mercedes e único negro no grid, contra o muro. Gasly parece ter algum problema pessoal contra pilotos indígenas (ou, no mínimo, apenas contra Stroll), pois no Grande Prêmio de Abu Dhabi, acusou o canadense de quebrar-lhe a asa dianteira, mesmo tendo sido o francês o autor de uma manobra imprudente numa tentativa de se colocar entre os dois pilotos da Racing Point. Numa tentativa de autopromoção, curtiu uma postagem mentirosa no Instagram do presidente de seu país, Emmanuel Macron, sobre os incêndios na Amazônia, provocando a indignação de torcedores brasileiros pelo suposto apoio de Gasly a uma mentalidade colonialista europeia.

Desejamos a Pierre Gasly um ano de 2020 com sorte e prudência. Esperamos que ele pare de concorrer com Lando Norris, da McLaren, o posto de piloto mais birrento do grid e tente valorizar o investimento que suas equipes fazem nele.

 

  • Kimi Raikkonen

 

 

Kimi Raikkonen terminou seu primeiro ano com a Alpha Romeo (herdeira da Sauber) em 12º lugar, com 43 pontos (208 a menos que no ano passado). Lembrando que Raikkonen já havia corrido antes pela Sauber, porém não se pode considerar Sauber e Alpha Romeo como a mesma equipe.

Com um carro nada competitivo, Raikkonen se esforçou ao máximo para garantir pontos preciosos a sua equipe. Pontuando em nove de 21 corridas, oscilando entre o sétimo e o décimo lugar (porém chegando em quarto no Grande Prêmio do Brasil), o finlandês teve ótimas atuações, como no Grande Prêmio da China, onde largou em 13º e cruzou a linha de chegada em nono após uma linda série de ultrapassagens. Raikkonen também superou seu companheiro de equipe, Antonio Giovinazzi, com 29 pontos de vantagem.

Desejamos a Kimi Raikkonen boa sorte para o ano que vem e esperamos que continue lutando por boas posições. Ele é um dos pilotos mais batalhadores do grid e suas disputas são sempre ótimas de se assistir.

 

  • Antonio Giovinazzi

 

 

Antonio Giovinazzi terminou 2019 no 17º lugar, com 14 pontos. Contratado pela Alpha Romeo para substituir o sueco Marcus Ericsson quando a Sauber mudou de gestão e de nome, o italiano pontuou em quatro de 21 corridas, tendo seu melhor resultado um quarto lugar no Grande Prêmio do Brasil.

O momento mais marcante do ano de Giovinazzi foi quando conseguiu liderar a volta no Grande Prêmio de Singapura (que terminou em décimo lugar). O carro nada competitivo da Alpha Romeo prejudicou seu desempenho, somado à falta de experiência considerável na Fórmula 1. Suas últimas corridas até sua contratação oficial foram os Grandes Prêmios da Austrália e da China de 2017, quando substituiu Pascal Wehrlein, que estava lesionado. Fora da categoria por quase dois anos (lembrando que em 2017 ele participou de apenas duas corridas), Giovinazzi passou por um ano de adaptação ao carro. E embora não tenha tido o mesmo desempenho de seu companheiro Kimi Raikkonen (que o venceu com uma vantagem de 29 pontos), Giovinazzi se manteve relativamente longe de incidentes, exceto pelo abandono na Grã-Bretanha (onde rodou e parou na caixa de brita) e o choque com Robert Kubica, da Williams, em Abu Dhabi.

Desejamos a Antonio Giovinazzi boa sorte para 2020 e que ele consiga se adaptar melhor ao carro. Cremos que ele tem o potencial suficiente para conseguir melhores resultados no futuro.

 

  • Romain Grosjean

 

 

Romain Grosjean terminou o ano em 18º lugar, com 8 pontos (29 a menos que no ano passado). Pontuando em apenas três das 21 corridas do ano, conseguindo um sétimo lugar na Alemanha e um décimo lugar na Espanha e em Mônaco, Grosjean teve um dos desempenhos mais medíocres de 2019 e a renovação de seu contrato gerou descontentamento por parte dos torcedores, pois a Haas estaria investindo em pilotos que há muito tempo deixam a desejar em vez de dar oportunidades a jovens que procuram uma oportunidade (como Pietro Fittipaldi e Sérgio Sette Câmara).

Começando o ano batendo em Lance Stroll, da Racing Point, no treino classificatório do Grande Prêmio da Austrália e logo após a largada do Grande Prêmio do Bahrein, Grosjean se destacou por suas barbeiragens típicas e suas reclamações no rádio. Nem mesmo seu companheiro Kevin Magnussen escapou dos confrontos, como no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, onde os dois se chocaram e causaram um duplo-abandono.

Desejamos a Romain Grosjean sorte para o ano que vem e mais prudência em sua direção. Esperamos que ele justifique o investimento da Haas e traga melhores resultados para sua equipe.

 

  • Kevin Magnussen

 

 

Kevin Magnussen terminou 2019 no 16º lugar, com 20 pontos (36 a menos que no ano passado). Os torcedores também não reagiram bem à notícia da renovação de seu contrato com a Haas, pois o desempenho do dinamarquês estava bem longe do esperado.

Pontuando em quatro de 21 corridas, oscilando entre o sexto e o nono lugar, Magnussen teve uma temporada medíocre, marcada por conflitos com seu companheiro Romain Grosjean, como o duplo-abandono no Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Sua vantagem em relação ao francês se deve por ter pontuado em uma corrida a mais do que o companheiro. Porém, para um piloto que teve um bom começo de carreira, Magnussen vêm apresentando um declínio em rendimento e, na opinião de muitos torcedores, não justifica o investimento da Haas.

Desejamos a Kevin Magnussen um 2020 com mais sorte e sabedoria. Mesmo que não consiga os mesmos resultados do começo de sua carreira, esperamos que ele possa contornar as dificuldades e superar seus limites.

 

  • Robert Kubica

 

 

A surpresa de 2019, Robert Kubica terminou o ano em 19º lugar com apenas um ponto (o único de sua equipe), obtido no Grande Prêmio da Alemanha após ser promovido para o décimo lugar depois da dupla da Alpha Romeo (Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi) ser punida com 30 segundos para cada piloto. O polonês regressou à Fórmula 1 depois de anos afastado devido a um acidente em 2011. Pressionada pelo discurso dos empresários de Kubica (entre eles o campeão de 2016, Nico Rosberg), a Williams via na contratação do polonês uma oportunidade de atrair investimentos de empresas polonesas e conseguir mais atenção midiática. A escuderia inglesa, porém, percebeu que Kubica não resolveria os problemas administrativos e financeiros que enfrenta há alguns anos.

Após tentarem convencer a mídia e os torcedores de que seus pilotos eram os culpados pelos problemas da Williams em 2018, Paddy Lowe e Claire Williams apostaram em uma dupla nova para 2019. No entanto, o rendimento do carro piorou e não havia mais bodes expiatórios. Lowe optou por deixar o departamento de engenharia alegando problemas pessoais, e caiu em cima de Claire toda a culpa pelo mal funcionamento da escuderia de seu pai. Antes de contratarem Kubica, deveriam ter pensado que as sequelas do acidente que lesionou o braço esquerdo do piloto demandariam um carro adaptado, o que significaria mais gastos. Uma equipe com problemas financeiros não deveria assumir esse risco, até por que não havia garantias de que Kubica, afastado da categoria por oito anos, traria bons resultados que justificassem tal investimento.

Dois momentos marcaram o ano do polonês: sua temporária condecoração como “Piloto do Dia” do Grande Prêmio da Áustria (que depois se revelou como um erro de sistema, pois o verdadeiro eleito havia sido Max Verstappen, da Red Bull), e seu choque com o holandês nos boxes do Grande Prêmio do Brasil. Felizmente, o incidente não prejudicou a prova como havia ocorrido no ano anterior graças à imprudência de Esteban Ocon, e Kubica foi penalizado com cinco segundos.

Não podendo arcar com os custos do polonês, a equipe o demitiu e contratou o canadense de ascendência iraniana Nicholas Latifi para substituí-lo em 2020. Um fato curioso é que o volante adaptado de Kubica que havia sido encomendado para o começo do ano só chegou na segunda metade da temporada, provando que a Williams ainda sofre com problemas de prazo na entrega tanto de equipamentos quanto de resultados.

Desejamos a Robert Kubica boa sorte para ano que vem, seja lá qual for o seu destino. Foi muito legal ver que, apesar do resultado ter sido fruto de uma punição a adversários, ele conseguiu no mínimo trazer um ponto para sua equipe, coisa que seu companheiro de time, George Russell, não foi capaz de fazer mesmo estando com o corpo perfeitamente saudável. Kubica foi um exemplo de superação esse ano.

 

  • George Russell

 

 

George Russell foi o último colocado no campeonato (em 20º lugar), sendo o único piloto incapaz de pontuar em 2019. Grande parte da culpa por seu fraco desempenho foi a incompetência de sua equipe, a Williams, e a crise financeira e administrativa que a escuderia passa.

Uma curiosidade sobre Russell é que, mesmo sem querer, ele foi uma peça no jogo de uma guerra publicitária racista contra Lance Stroll, da Racing Point. Mesmo Stroll tendo pontuado em seis ocasiões, tendo seu melhor resultado um quarto lugar na Alemanha, e Russell sendo o único do grid a não pontuar sequer uma vez, alguns veículos midiáticos insistem que ele é melhor que o canadense. Este absurdo só tem uma explicação lógica: Russell é branco e europeu, Stroll é caboclo (mestiço de branco com indígena), e ainda há pessoas que desejam que a Fórmula 1 volte a ser dominada exclusivamente por brancos de etnia europeia (sejam estes nascidos na Europa ou descendentes exclusivamente de europeus). Para mais explicações, consultar a reportagem O Caso Lance Stroll: Um Indígena na Fórmula 1.

Apesar deste lamentável fato, Russell não esteve blindado de ataques. Apesar de ter sido derrotado nos resultados finais pelo companheiro Robert Kubica, os torcedores poloneses não admitiram que o inglês tivesse largado à frente de Kubica em todas as corridas. Consequentemente, Russell foi alvo de ataques na internet, muitos de conotações homofóbicas. Isso prova que o esporte deve combater, além do racismo, a homofobia.

Desejamos a George Russell boa sorte para o ano que vem e que ele possa pontuar em várias corridas. Não se pode afirmar sobre o potencial de Russell, já que seu carro o impediu de triunfar, mas é nítido que, se ele espera melhores resultados em sua carreira, deve deixar a Williams.

 

De maneira geral…

 

A temporada de 2019 se diferenciou da de 2018 pela incapacidade da Ferrari de competir com a Mercedes pelo título. A Red Bull provou mais uma vez que detém pilotos excelentes, mas não consegue produzir um carro à altura. A Mercedes se beneficia por seu carro mais potente em relação ao grid, enquanto a Ferrari sai prejudicada pela falta de liderança de Mattia Binotto (substituto do veterano Maurizio Arrivabene) e o conflito interno entre a política tradicional da equipe e seus pilotos, Sebastian Vettel e Charles Leclerc. Corridas como a da Alemanha e do Brasil se destacaram pela emoção e adrenalina, enquanto que outras, como França, mereciam ser retiradas do calendário. O duplo-padrão adotado pelos comissários para julgar incidentes, como em Mônaco e na Itália, mancham a imagem da categoria, e existem pilotos que lutam contra essa política, como Max Verstappen, Sergio Pérez e Daniel Ricciardo. Não se sabe se 2020 trará mais mudanças, mas presenciamos em 2019 o princípio de uma revolução que contrasta com os anos de 2017 e 2018.

Análise Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019 | 2019 Abu Dhabi Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 1º de dezembro, o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019 não trouxe grandes surpresas. Uma corrida sem atrativos, porém com um resultado muito bom, que definiu certas posições no ranking dos pilotos. Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de Max Verstappen (Red Bull). A largada ocorreu seu problemas, mas o carro da Red Bull estava consideravelmente mais lento do que os concorrentes. Consequentemente, Charles Leclerc (Ferrari) conseguiu ultrapassá-lo.

No meio do grid, Pierre Gasly (Toro Rosso) se meteu entre as Racing Point’s de Sergio Pérez e Lance Stroll. Com o toque em Pérez, o barbeiro francês foi obrigado a parar para trocar a asa dianteira, e só pra variar a equipe da Toro Rosso demorou uma eternidade para fazer a troca. Valtteri Bottas (Mercedes) largou em último por ter trocado o motor. Mas isso não afetou o desempenho do finlandês, que ultrapassou seus adversários perfeitamente e poucas voltas depois já estava na zona de pontuação.

Tirando a recuperação de Bottas, não houve tantos momentos impressionantes na corrida. A Ferrari mandou seus dois pilotos para os boxes antes dos demais da frente do grid. A parada de Leclerc foi boa, mas a de Sebastian Vettel demorou um pouco por causa de um problema na troca do pneu traseiro esquerdo. Porém, mesmo com essa troca e a Red Bull sendo obrigada a chamar seus pilotos mais tarde, algo inacreditável estaria por vir. Verstappen reclamava de falta de potência, num claro blefe no rádio, já que ele fazia voltas cada vez mais rápidas e diminuía muito a desvantagem em relação a Leclerc. Chegando próximo ao monegasco, Max deu um créu em Charles que deixou o piloto da Ferrari sem saber o que fazer. Leclerc tentou reagir, mas o holandês bloqueou seu ataque e acelerou para ganhar uma boa distância. Alguns toques ocorreram, como o de Robert Kubica (Williams) e Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo), mas parece que os comissários não estavam a fim de punir ninguém. Stroll foi o único a abandonar, depois de ter feito uma prova decepcionante. Seu companheiro Pérez, pelo contrário, fazia de tudo para conseguir o décimo lugar no ranking e ultrapassou cada adversário até chegar em Lando Norris (McLaren). Apesar de muita luta, o mexicano conseguiu superar o inglês, que caiu no choro. Ao mesmo tempo, Bottas se aproximava de Leclerc, mas não suficientemente para ultrapassá-lo. Não havia mais esperanças para o monegasco: Verstappen estava consolidando o terceiro lugar no campeonato e a Cinderela da Fórmula 1 não iria para o baile da FIA.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. São raras as vezes em que as corridas no Circuito Yas Marina são boas. A exceção foi 2018. A edição de 2019 foi entediante e parada, mas está longe de ser uma das piores corridas do ano, devido aos shows de Bottas e Verstappen que salvaram o dia. Campeão com antecedência, Hamilton está cada vez mais perto de superar Schumacher. Verstappen se firma como uma estrela do esporte, mas vive o dilema entre se manter na Red Bull, ganhando apenas 2 ou 3 corridas no ano, ou ir para uma equipe de ponta como a Mercedes, onde ele venceria no mínimo 11, como Hamilton. Leclerc fez ótimas corridas, mas pagou o preço por ser tão superestimado por seus fãs. Seu relacionamento turbulento com Vettel atrapalhou os planos da Ferrari, que teve uma temporada mais parecida com a de 2016 (uma das piores de sua história, com nenhuma vitória) do que com as de 2017 e 2018, quando disputou o título com a Mercedes. Além disso, dois pilotos se despedem da Fórmula 1 em Abu Dhabi: Robert Kubica, que já estava condenado ao fracasso por estar numa equipe pessimamente gerenciada (Williams) e com condições físicas que limitavam sua atuação (sequelas do acidente em 2011), e Nico Hülkenberg (Renault), que será substituído em 2020 por Esteban Ocon (conhecido pelas más línguas como “o cachorro do Toto Wolff”). Nico não impressionou a Renault, que estava farta de seus resultados medianos. Não sei se Ocon fará melhor, e muito provavelmente Daniel Ricciardo o vencerá como companheiro. A análise da temporada você confere dentro de alguns dias no The Racing Track.  

Com o quarto lugar no ranking, a Cinderela fica de fora do baile de gala da FIA.

    Notas  

Corrida: 5  

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Max Verstappen: 9,5
  3. Charles Leclerc: 8
  4. Valtteri Bottas: 10
  5. Sebastian Vettel: 8
  6. Alexander Albon: 8
  7. Sergio Pérez: 9
  8. Lando Norris: 3
  9. Daniil Kvyat: 5
  10. Carlos Sainz Jr.: 6
  11. Daniel Ricciardo: 6
  12. Nico Hülkenberg: 6
  13. Kimi Raikkonen: 6
  14. Kevin Magnussen: 6
  15. Romain Grosjean: 3
  16. Antonio Giovinazzi: 6
  17. George Russell: 3
  18. Pierre Gasly: 0
  19. Robert Kubica: 1

Abandonou

  1. Lance Stroll

  Driver of the Day (escolhido pelo público): Nico Hülkenberg (houve uma campanha de pessoas que acham que o Driver of the Day deve ser um prêmio de consolação)

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Pierre Gasly

Análise Grande Prêmio do Brasil de 2019 | 2019 Brazilian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 17 de novembro, o Grande Prêmio do Brasil de 2019 foi uma corrida enérgica e emocionante. Abandonos imprevisíveis e lutas impressionantes marcaram a penúltima etapa do ano, no Autódromo José Carlos Pace, no bairro de Interlagos, zona sul de São Paulo.

Max Verstappen (Red Bull) largou da pole position, dividindo a primeira fila com Sebastian Vettel (Ferrari). Pouco depois da largada, Lewis Hamilton (Mercedes) ultrapassou o alemão e começou a caça ao holandês. O companheiro de Vettel. Charles Leclerc, largou em 14º após levar uma punição, porém em poucas voltas chegou ao sexto lugar. Também no começo da prova, Daniel Ricciardo (Renault) e Kevin Magnussen (Haas) se chocaram, levando o dinamarquês a sair da pista e o ítalo-australiano a trocar a asa dianteira. Ricciardo foi punido com 5 segundos pela colisão.

A Mercedes chamou Hamilton para os boxes para tentar um undercut em Verstappen, porém trocou os pneus macios por outros do mesmo tipo. A Red Bull reagiu e chamou Max para a troca de pneus na volta seguinte, também trocando os pneus macios por outros macios. Com isso, tanto Lewis quanto Verstappen seriam obrigados a fazer mais uma troca para usar dois tipos diferentes de pneus. Max voltou à frente (mesmo com Robert Kubica, da Williams, atrapalhando sua saída dos boxes) e conseguiu recuperar a liderança após as paradas de Vettel e Valtteri Bottas (Mercedes). Os líderes algumas voltas mais tarde trocaram seus pneus macios por médios. Kubica foi punido com 5 segundos pela “gracinha”.

Algum tempo depois, Bottas começou a perseguir Leclerc. O carro da Mercedes se aproximava bem da Ferrari, mas não conseguia ultrapassá-la. O motor de Bottas começou a fumar e o finlandês parou seu carro perto da saída dos boxes. O safety car foi chamado e Verstappen foi para os boxes trocar seus pneus médios por macios, tornando Lewis novamente o líder da prova. No entanto, após a saída do safety car, Max o ultrapassou e retomou o primeiro lugar. Em seguida, Alexander Albon (Red Bull) conseguiu bloquear um ataque de Vettel. Pouco tempo depois, Leclerc tentou ultrapassar o companheiro, mas Sebastian não deu muito espaço para Charles. Os dois acabaram batendo, causando um duplo abandono da equipe. Lance Stroll (Racing Point) acabou passando por cima de um pedaço das Ferraris e foi obrigado a deixar a prova. Esse foi o primeiro abandono do piloto indígena desde o Grande Prêmio da Espanha de 2019.

Com Verstappen na liderança, houve uma briga entre Albon e Hamilton que fez com que o tailandês virasse o carro e fosse para o fim do grid. Com isso, o beneficiado foi Pierre Gasly (Toro Rosso), que assumiu o segundo lugar. Os comissários (sempre eles) decidiram analisar o incidente após o fim da corrida. Nico Hülkenberg (Renault) foi penalizado com 5 segundos por ultrapassar Magnussen antes da re-largada.

Max Verstappen foi o grande vencedor, com Pierre Gasly em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Com certeza, o Grande Prêmio do Brasil de 2019 foi melhor do que a edição do ano anterior, arruinada pelo infame piloto sem talento Esteban Ocon. Max sai vitorioso, com uma corrida vencida por seu talento e arrojo. Como recompensa, recebeu um troféu que homenageia Ayrton Senna. Hamilton pode até ser o campeão e ser lembrado como um fã de Senna, mas se a alma de Ayrton já reencarnou, muito provavelmente ela está agora no corpo de Verstappen.  

Atualização: Hamilton foi punido com 5 segundos pela colisão com Albon. Com isso, Sainz herda o pódio.

Max Verstappen: a reencarnação de Ayrton Senna

Notas  

Corrida: 10

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Pierre Gasly: 7
  3. Carlos Sainz Jr.: 9
  4. Kimi Raikkonen.: 9
  5. Antonio Giovinazzi: 9
  6. Daniel Ricciardo: 9
  7. Lewis Hamilton: 8
  8. Lando Norris: 5
  9. Sergio Pérez: 9
  10. Daniil Kvyat: 7
  11. Kevin Magnussen: 6
  12. George Russel: 2
  13. Romain Grosjean: 3
  14. Alexander Albon: 9
  15. Nico Hülkenberg: 5
  16. Robert Kubica: 0

  Abandonaram:

  1. Sebastian Vettel
  2. Charles Leclerc
  3. Lance Stroll
  4. Valtteri Bottas

 Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Robert Kubica (graças a Deus sai da Fórmula 1 ano que vem!!!)

Análise Grande Prêmio da Rússia de 2019 | 2019 Russian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 29 de setembro, o Grande Prêmio da Rússia de 2019 trazia consigo um tabu: nenhuma outra equipe além da Mercedes venceu no Circuito de Sochi. Para a surpresa de muitos, a Ferrari conseguiu a pole position, porém a corrida teve um resultado surpreendente.

Charles Leclerc largou da pole ao lado de Lewis Hamilton (Mercedes). Pouco após a largada, Sebastian Vettel (Ferrari), que havia largado em terceiro lugar, assumiu a liderança da prova. Ainda no começo, Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo) chocou-se contra Romain Grosjean (Haas) e Daniel Ricciardo (Renault). O francês abandonou a corrida e o safety car foi acionado. É importante lembrar também que Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) foi punido com um drive-through após queimar a largada.

Max Verstappen (Red Bull), que havia se classificado em quarto mas foi obrigado a largar em nono devido a uma punição por troca de motor, tentava fazer uma boa prova de recuperação. Com muito esforço, ele conseguiu passar Sergio Pérez (Racing Point), Lando Norris (McLaren) e Carlos Sainz Jr. (McLaren). Seu companheiro Alexander Albon, que largou da linha dos boxes devido ao acidente no treino classificatório, conseguia boas ultrapassagens e se tornou um dos destaques da corrida.

Na frente do grid, Leclerc reclamava com a equipe sobre a estratégia adotada. Segundo o monegasco, ele havia sido obrigado pela equipe a deixar Vettel passá-lo na largada para bloquear um possível ataque de Hamilton, mas que sua posição seria devolvida em seguida. No entanto isso não aconteceu. Charles mais tarde quebraria sua promessa de não reclamar das estratégias.

A Ferrari chamou Leclerc para os boxes antes de Vettel, dando a entender que Charles seria a preferência da equipe, pois voltaria à frente quando o alemão trocasse os pneus. Porém, a Mercedes conseguiu uma boa vantagem e continuou à frente. Ricciardo sentiu os efeitos da colisão e foi obrigado a deixar a prova. Duas voltas depois, Vettel teve um problema na unidade de potência de seu motor (MGU-K) e abandonou a corrida. Pouco tempo depois, George Russell (Williams) bateu no muro e Robert Kubica (Williams) se retirou da corrida uma volta depois do companheiro.

Albon aproveitava tudo em seu carro para chegar ao Top-5. Ele sabia que Verstappen estava longe, mas isso não desanimou o tailandês, que fez excelentes ultrapassagens em cima de pilotos como Norris e Sainz. Por outro lado, o carro de Max não tinha um bom rendimento e ele não conseguia se aproximar de Leclerc, que lutava pelo segundo lugar com Valtteri Bottas (Mercedes). Charles só não conseguiu a ultrapassagem por causa de pequenos erros em curvas. Ao mesmo tempo, grandes batalhas se travavam no final do grid. Pierre Gasly (Toro Rosso) era ultrapassado por vários pilotos e quase bateu no muro em uma luta com o companheiro Daniil Kvyat. Kevin Magnussen (Haas) cortou um pedaço da pista ao tentar se proteger do ataque de Pérez e foi punido com 5 segundos.

Lewis Hamilton foi o vencedor da prova, com Valtteri Bottas em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Muitos relembraram que no ano passado Bottas foi obrigado pela equipe a deixar Hamilton passar, e esse ano a Ferrari faz o mesmo com Leclerc e Vettel. O clima na Ferrari parece tenso: a escuderia italiana não ganha um campeonato de pilotos desde 2007 (e não ganha o de construtores desde 2008) e Leclerc não está aceitando bem essa ideia de ser escudeiro de Vettel por ter dado mais vitórias à equipe do que o alemão. Vettel também não aceita ser escudeiro do monegasco. A Ferrari prova nessa corrida que nem sempre é possível ensinar a uma velha raposa novos truques.

(Veja também no Instagram: https://www.instagram.com/p/B2_5EAunmY_/)

Notas

Corrida: 8

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Valtteri Bottas: 8,5
  3. Charles Leclerc: 9
  4. Max Verstappen: 8
  5. Alexander Albon: 10
  6. Carlos Sainz Jr.: 7
  7. Sergio Pérez: 7
  8. Lando Norris: 7
  9. Kevin Magnussen: 6
  10. Nico Hülkenberg: 5
  11. Lance Stroll: 7
  12. Daniil Kvyat: 6,5
  13. Kimi Raikkonen: 5
  14. Pierre Gasly: 4
  15. Antonio Giovinazzi: 3

Abandonaram

  1. 16. Robert Kubica
  2. 17. George Russell
  3. 18. Sebastian Vettel
  4. 19. Daniel Ricciardo
  5. 20. Romain Grosjean

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Alexander Albon

Pior piloto: Antonio Giovinazzi

Análise Grande Prêmio da Bélgica de 2019 | 2019 Belgian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 1º de setembro, o Grande Prêmio da Bélgica de 2019 começou com um clima de luto pela morte do piloto de Fórmula 2 Anthoine Hubert, de 22 anos. Um acidente na Eau Rouge no dia anterior afetou três pilotos e tirou a vida do francês. Homenagens foram prestadas a ele. Na corrida da Fórmula 1, o clima era semelhante, porém, o sapatinho de cristal serviu em um piloto.

Charles Leclerc (Ferrari) foi o pole position, seguido do companheiro de equipe, Sebastian Vettel. Os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, largaram da segunda fila. Logo após a largada, Max Verstappen (Red Bull) se chocou com Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) e pouco depois bateu em um muro, sendo o primeiro a abandonar a prova. O safety car foi chamado. Raikkonen foi obrigado a trocar a asa dianteira.

Algum tempo depois, o carro de Carlos Sainz Jr. (McLaren) desligou durante os boxes e seu rendimento foi afetado. O piloto espanhol deixou a corrida uma volta depois. Leclerc abria vantagem e a maior parte das brigas por posição ocorreram no meio do grid. Sergio Pérez (Racing Point) teve uma briga com Kevin Magnussen (Haas) e conseguiu ultrapassado. Em seguida, Magnussen foi superado por Pierre Gasly (que foi rebaixado para a Toro Rosso durante as férias), Lance Stroll (Racing Point) e Daniil Kvyat (Toro Rosso). Alexander Albon (promovido para a Red Bull no lugar de Gasly) enfrentava dificuldades para sair do 14º lugar.

Com as trocas de pneus, Vettel assumiu a liderança, mas o rendimento dos carros da Mercedes era maior. Algumas voltas depois, Leclerc se aproximou dele e a equipe, surpreendentemente, reconheceu que o carro do “escudeiro” estava melhor que o do primeiro piloto e mandou Vettel deixar o companheiro passar. O alemão cumpriu a ordem. Seus pneus estavam bem desgastados e a briga com Hamilton seria difícil, já que não seria aconselhada a troca naquele momento.

Hamilton superou Vettel e foi à caça de Leclerc. Porém, embora estivesse mais rápido, o inglês não conseguia se aproximar do monegasco. Nas voltas finais, Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo) bateu no muro e Lando Norris (McLaren) fez o mesmo. Albon conseguiu aproveitar a potência do carro para alcançar o quinto lugar.

Charles Leclerc venceu a corrida, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. A Ferrari finalmente admitiu que não foi uma boa escolha frear o jovem piloto no começo do ano. Mesmo com uma vitória, Charles permanece em quinto lugar no campeonato, mas a vitória serve para afastar os fantasmas do Bahrein (onde seu carro teve problemas e a vitória foi para Hamilton) e da Áustria (onde Verstappen o ultrapassou nas voltas finais e venceu a corrida). Dessa vez, a carruagem de Leclerc não virou abóbora e ele pôde aproveitar o baile.

Um sonho que se torna realidade. (Veja também no Instagram: https://www.instagram.com/p/B134IgcHO3_/ )

Notas

Corrida: 8

Pilotos

  1. Charles Leclerc: 9,5
  2. Lewis Hamilton: 9
  3. Valtteri Bottas: 7
  4. Sebastian Vettel: 7
  5. Alexander Albon: 8
  6. Sergio Pérez: 10
  7. Daniil Kvyat: 7
  8. Nico Hülkenberg: 9
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Lance Stroll: 8,5
  11. Kevin Magnussen: 2
  12. Romain Grosjean: 3
  13. Daniel Ricciardo: 3
  14. George Russell: 3
  15. Kimi Raikkonen: 3
  16. Robert Kubica: 3

Abandonaram

  1. 17.Lando Norris
  2. 18. Antonio Giovinazzi
  3. 19. Carlos Sainz Jr.
  4. 20. Max Verstappen

Driver of the Day (escolhido pelo público): Charles Leclerc

Melhor piloto: Sergio Pérez

Pior piloto: Kevin Magnussen

Análise GP da Alemanha de 2019 | 2019 German Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 28 de julho de 2019, o Grande Prêmio da Alemanha começou debaixo de chuva. Nos treinos classificatórios, a Ferrari enfrentou sérios problemas: Sebastian Vettel não participou da sessão devido a um problema no turbo, sendo obrigado a largar em último, enquanto Charles Leclerc teve um imprevisto com o combustível e teve que largar em 10º.

Lewis Hamilton (Mercedes), que sofria de amidalite no sábado, largou da pole position, com Max Verstappen (Red Bull) em segundo. O safety car foi acionado ainda na volta de apresentação, que acabou se prolongando mais do que o esperado (houve, praticamente, seis voltas de apresentação). Na largada, o carro de Verstappen não acelerou em tempo e ele acabou sendo ultrapassado por alguns pilotos (como houve na largada do Grande Prêmio da Áustria desse ano). No entanto, isso não atrapalhou o ótimo desempenho do holandês.

A chuva dificultava o desempenho dos carros. O primeiro a abandonar a prova foi Sergio Pérez (Racing Point), que escorregou, rodou na pista e bateu no muro. O safety car foi acionado. Esta corrida foi marcada por muitos acidentes devido ao piso escorregadio nas voltas. Vettel fazia uma boa recuperação, enquanto Valtteri Bottas (Mercedes), o mais beneficiado pela largada ruim de Verstappen, sentia a ameaça holandesa se aproximando, para delírio dos torcedores de Max que lotaram algumas arquibancadas do circuito de Hockenheim.

Se por um lado Max ia bem, por outro seu companheiro Pierre Gasly lutava contra adversários de equipes como Haas e Renault. Lembrando que o francês também perdeu muitas posições na largada, revelando alguns problemas a serem resolvidos pela Red Bull. Para a sorte de Gasly, Daniel Ricciardo (Renault) enfrentou uma falha no motor semelhante à que ocorria frequentemente em 2017 e 2018 quando o australiano ainda estava na Red Bull. Ele foi o segundo piloto a abandonar a prova. Algum tempo depois, Lando Norris (McLaren) também bateu o carro no muro e deixou a corrida.

Kevin Magnussen (Haas) partiu para uma manobra arriscada e colocou pneus macios de pista seca enquanto o circuito ainda estava com partes molhadas. Muitos pilotos da ponta fizeram o mesmo, menos a Red Bull, que trocou os pneus de Verstappen para médios. Como teve um pequeno escorregão e acabou rodando, Max chegou a se irritar com a escolha, mas depois ela se revelou vantajosa. Leclerc, que havia colocado pneus macios, terminou batendo no muro e parando na brita, abandonando a corrida em lágrimas sob uma chuva de aplausos.

Com o safety car na pista, Verstappen assumiu a liderança, seguido por Nico Hülkenberg (Renault) e Bottas. Porém, com a saída do safety car, o finlandês passou o alemão e Hamilton, que estava em quarto, fez o mesmo. Pouco tempo depois, Hülkenberg teve uma batida semelhante à de Leclerc e deixou a prova. Hamilton acabou escorregando na mesma curva, bateu no muro e quebrou a asa dianteira. Por cortar o caminho para o pit stop (o qual a Mercedes fez da forma mais atrapalhada possível), o inglês foi penalizado com 5 segundos. Vale lembrar que no começo da corrida, Leclerc e Romain Grosjean (Haas) se enfrentaram nos boxes, mas os comissários multaram a Ferrari em vez de punir o monegasco.

Com as paradas nos boxes, Lance Stroll (Racing Point) chegou a liderar a prova, mas Verstappen recuperou a posição. Em seguida, Daniil Kvyat (Toro Rosso) assumiu o segundo lugar. Quando Bottas se aproximou de Stroll para ameaçá-lo, acabou batendo no muro e abandonando a prova também. Sem dúvida, o piloto do dia deveria ser esse muro…

Hamilton foi obrigado a fazer outras trocas de pneu, caindo para último e conseguindo apenas passar a dupla da Williams. Vettel conseguiu alcançar o segundo lugar, mas Verstappen estava muito longe. Na última volta, Gasly bateu perto dos boxes e abandonou.

Max Verstappen foi o grande vencedor da prova, com Sebastian Vettel em segundo, Daniil Kvyat em terceiro e Lance Stroll em quarto. A Mercedes sai humilhada da Alemanha, sem pontos e com um abandono. Verstappen novamente dá provas de seu grande talento, enquanto Stroll prova para seus críticos que ele pode sim lidar com situações adversas. Sem dúvidas, foi uma corrida excelente.

Atualização: Os comissários da FIA decidiram punir a dupla da Alfa Romeo (Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi) com 30 segundos para cada piloto por irregularidades na embreagem que teriam dado vantagens na largada. Consequentemente, eles perderam as posições de 7º e 8º e terminaram a corrida em 12º e 13º. Com isso, Lewis Hamilton ganhou dois pontos e Robert Kubica (Williams) um ponto.

Alguém deve ter feito a dança da chuva para essa corrida, não é, Lance?

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Sebastian Vettel: 9
  3. Daniil Kvyat: 8
  4. Lance Stroll: 10
  5. Carlos Sainz Jr.: 8
  6. Alexander Albon: 8
  7. Romain Grosjean: 6
  8. Kevin Magnussen: 6
  9. Lewis Hamilton: 8
  10. Robert Kubica: 5
  11. George Russell: 5
  12. Kimi Raikkonen: 9
  13. Antonio Giovinazzi: 7

Abandonaram

  1. 14.Pierre Gasly: 4
  2. 15. Valtteri Bottas: 7
  3. 16. Nico Hülkenberg: 7
  4. 17. Charles Leclerc: 7
  5. 18. Lando Norris: 6
  6. 19. Daniel Ricciardo: 6
  7. 20. Sergio Pérez: 6

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lance Stroll

Pior piloto: Pierre Gasly

Análise GP da França de 2019 | 2019 French GP Analysis

O Grande Prêmio da França de 2019 ocorreu no dia 23 de junho, no confuso circuito de Paul Ricard, em Le Castellet. Esta foi a segunda edição do evento nesta pista desde a sua volta ao calendário da Fórmula 1. Paul Ricard tem o traçado caótico por causa da pintura e das diversas curvas que se mesclam ao caminho dos pilotos. O resultado não poderia ser diferente: corridas chatas e sem emoção. Foi assim em 2018, e aconteceu de novo em 2019.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position acompanhado do companheiro de equipe Valtteri Bottas. Charles Leclerc (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull) completaram a segunda fila. Logo na largada, a dupla da McLaren, composta por Carlos Sainz Jr. e Lando Norris, tentou fechar Verstappen e dificultou a briga com Leclerc pelo terceiro lugar. Houve disputa, mas as posições permaneceram as mesmas. Pouco tempo depois, Sebastian Vettel (Ferrari), que largou do 7º lugar, conseguiu ultrapassar os dois. Também no começo da corrida, Sergio Pérez (Racing Point) cortou caminho para não bater nos concorrentes e voltou para a pista ganhando posições. Os comissários o penalizaram com 5 segundos.

Sem muitas surpresas na frente do grid, as melhores brigas ocorreram na parte de trás. Lance Stroll (Racing Point) conseguiu ultrapassar Kevin Magnussen (Haas) depois de muito esforço e foi guiando firmemente seu carro até a zona de pontuação. Algumas voltas mais tarde, ele estava em 8º. Alexander Albon (Toro Rosso) também conseguiu passar Magnussen. Daniel Ricciardo (Renault) e Pierre Gasly (Red Bull) se enfrentaram, com o australiano de ascendência italiana levando a melhor. Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) conseguia atingir a zona de pontuação, enquanto seu companheiro Antonio Giovinazzi, que havia largado em 10º, era facilmente ultrapassado pelos concorrentes.

O carro de Verstappen apresentava problemas de torque e isso impediu que ele se aproximasse de Leclerc, mas Vettel estava bem longe e não foi uma ameaça. O pit stop lento da Red Bull o fez perder posições, que ele só recuperaria bem depois. Outra equipe que fez um péssimo trabalho, e ainda pior que a Red Bull, foi a Racing Point, que esperou Stroll chegar a 6º lugar a apenas algumas voltas do fim para trocar os pneus, fazendo com que todo o ótimo trabalho do canadense terminasse em 13º lugar. Percebo que é muito fácil para certos comentaristas idosos culparem Lance pelos erros de seus engenheiros e estrategistas. Tal trabalho era esperado da fraca equipe Williams, não da herdeira da antiga Force India. Cabe a Stroll explicar isso para a imprensa e cobrar bastante da equipe, que está manchando a imagem de seu piloto injustamente. O único abandono da corrida foi o de Romain Grosjean, com problemas hidráulicos.

Perto do fim, Norris ficou reclamando à equipe por uma ordem a lá Ferrari para que Sainz lhe cedesse o lugar. A escuderia não acatou o pedido e o jovem ficou reclamando até o fim da corrida. Não é a primeira vez que o piloto age dessa maneira. Quem acusava Lance Stroll de ser um “riquinho mimado” mesmo com toda a humildade do canadense, e se cala hoje diante deste comportamento de Lando Norris, nada mais é do que um grandissíssimo HIPÓCRITA.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Charles Leclerc em terceiro. O GP da França é uma daquelas corridas antigas que no passado geraram grandes momentos mas hoje não acrescentam nada de relevante ao calendário. Paul Ricard, repito, é uma pista confusa e suas corridas são muito monótonas. É uma pena que em 2020 não teremos o Grande Prêmio do México, cujo Autódromo Hermanos Rodríguez, é fascinante, enquanto que seremos obrigados a aguentar mais uma chatice de Paul Ricard.

Não é o tipo de comportamento adequado para um piloto de Fórmula 1.

Notas

 

Corrida: 4

 

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Valtteri Bottas: 8
  3. Charles Leclerc: 8
  4. Max Verstappen: 9
  5. Sebastian Vettel: 8
  6. Carlos Sainz Jr.: 7
  7. Daniel Ricciardo: 9
  8. Kimi Raikkonen: 9
  9. Nico Hülkenberg: 8
  10. Lando Norris: 6
  11. Pierre Gasly: 3
  12. Sergio Pérez: 4
  13. Lance Stroll: 10
  14. Daniil Kvyat: 5
  15. Alexander Albon: 8
  16. Antonio Giovinazzi: 6
  17. Kevin Magnussen: 4
  18. Robert Kubica: 3
  19. George Russell: 3

 

Abandonou

  1. Romain Grosjean: 3

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lando Norris

Melhor piloto: Lance Stroll

Pior piloto: Pierre Gasly (11º lugar em uma Red Bull é um resultado vergonhoso)

Análise GP de Mônaco de 2019 | 2019 Monaco GP Analysis

Para não sofrer processo por difamação por parte dos comissários da FIA e da Mercedes, optei por não analisar essa corrida. Nos vemos na próxima.

Análise GP da Espanha de 2019 | 2019 Spanish GP Analysis

No dia 12 de maio, Dia das Mães no Brasil, ocorreu o Grande Prêmio da Espanha de 2019. Muitos consideram que a temporada de Fórmula 1 começa oficialmente com essa corrida. O Circuito da Catalunha foi palco de momentos inesquecíveis, como a edição de 2016, na qual Lewis Hamilton e Nico Rosberg, a dupla da Mercedes, se chocaram e causaram um duplo abandono, possibilitando a vitória de Max Verstappen, que quebrou quatro recordes naquela corrida.

Valtteri Bottas (Mercedes) fez a pole position, largando ao lado de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe. Sebastian Vettel (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull) completaram a segunda volta. Pouco após a largada, Vettel se arriscou entre as Mercedes e permitiu que Hamilton ultrapassasse Bottas. Charles Leclerc (Ferrari) quase ultrapassou Verstappen, mas não teve sucesso. Na parte de trás do grid, Daniel Ricciardo (Renault) fazia boas ultrapassagens.

Mais tarde, com Verstappen se distanciando das Ferraris, a equipe italiana ordenou a Vettel que deixasse Leclerc passar (sim, isso aconteceu), pois o piloto monegasco estava mais rápido. Cumprida a ordem, Vettel fez o pit stop, mas um erro na troca do pneu traseiro esquerdo fez a parada levar 4.4 segundos e o alemão cair para décimo lugar. Percebendo a estratégia da concorrente, a Red Bull chamou Verstappen aos boxes, mas trocou os pneus macios por outros do mesmo tipo com menos voltas. Como a regra era de usar pelo menos dois compostos diferentes, Max teria que fazer outra troca mais tarde. O pit stop foi bem sucedido e o holandês recuperou com facilidade as duas posições perdidas.

Bottas não conseguia alcançar Hamilton e a Ferrari percebeu que a estratégia de deixar Leclerc passar para tentar alcançar Verstappen não deu muito certo. No meio do pelotão, Daniil Kvyat (Toro Rosso) e Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) protagonizaram uma boa disputa de posições, com o russo levando a melhor.

Não faltando muito para o final da prova, Lando Norris (McLaren) colidiu com Lance Stroll (Racing Point) e ainda direcionou o carro para a brita, sujando a pista. O inglês demonstrou um comportamento antiético ao xingar o canadense no rádio, mesmo os comissários definindo que este era inocente. Com o abandono de ambos, o safety car foi acionado. Hamilton aproveitou para trocar os pneus, que estavam com bolhas, e Leclerc fez o mesmo, perdendo a posição para Verstappen. A limpeza da pista foi demorada e o inglês segurou o grid por um bom tempo após o fim do safety car. Max se aproximava de Bottas, mas não conseguiu ultrapassá-lo. Mesmo resistente, Leclerc acabou superado por Vettel e quase que Pierre Gasly (Red Bull) o ultrapassa também. Logo depois, os carros da Haas, guiados por Romain Grosjean e Kevin Magnussen, se envolveram em brigas que levaram o dinamarquês a sair da pista duas vezes.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Com a volta mais rápida, Hamilton também levou um ponto extra e se mantém como líder do campeonato. A situação é semelhante à de 2016, com a Mercedes dominando, a Red Bull surgindo como uma segunda potência e a Ferrari apresentando dificuldades (só não está em terceiro porque os resultados de Gasly são inferiores aos de Leclerc). Porém, ainda faltam muitas corridas para se concluir algo sobre o campeonato.

Feliz Dia das Mães!!!

Notas

Corrida: 7,5

Pilotos

1. Lewis Hamilton: 10
2. Valtteri Bottas: 9
3. Max Verstappen: 10
4. Sebastian Vettel: 8
5. Charles Leclerc: 9
6. Pierre Gasly: 8
7. Kevin Magnussen: 7
8. Carlos Sainz Jr.: 6
9. Daniil Kvyat: 6
10. Romain Grosjean: 6
11. Alexander Albon: 6
12. Daniel Ricciardo: 8
13. Nico Hülkenberg: 6
14. Kimi Raikkonen: 6
15. Sergio Pérez: 6
16. Antonio Giovinazzi: 5
17. George Russell: 2
18. Robert Kubica: 2

Abandonaram
19. Lance Stroll: 6
20. Lando Norris: 0

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen
Melhores pilotos: Max Verstappen e Lewis Hamilton
Pior piloto: Lando Norris

Análise GP do Azerbaijão de 2019 | 2019 Azerbaijan GP Analysis

Baku não é uma pista fácil. O circuito de rua da capital do Azerbaijão é conhecido por suas curvas fechadas e notórios acidentes (como o de Daniil Kvyat em 2017 e de Daniel Ricciardo e Max Verstappen em 2018). Foi o que aconteceu na classificação para o Grande Prêmio do Azerbaijão de 2019, que ocorreu no dia 28 de abril. No dia anterior, Charles Leclerc (Ferrari) bateu na Curva do Castelo e arruinou as chances de pole position. Chateado consigo mesmo, ele saiu do carro se chamando de burro. Foi o suficiente para a equipe de transmissão da Globo puxar ao máximo o saco do jovem piloto que até agora só serviu de capacho para o companheiro Sebastian Vettel, mesmo contra sua vontade.

Valtteri Bottas (Mercedes) fez a pole position, largando ao lado de Lewis Hamilton, seu companheiro. Vettel e Max Verstappen (Red Bull) completaram a segunda fila. Pouco depois da largada, Verstappen foi surpreendido por Sergio Pérez (Racing Point), mas a alegria do mexicano durou pouco e Max ultrapassou o concorrente. Pierre Gasly (Red Bull), Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen (ambos da Alpha Romeo) largaram do pit lane, mas faziam boas provas de recuperação. Destaque também para as ultrapassagens de Lance Stroll (Racing Point), que deu bastante trabalho para Daniel Ricciardo (Renault).

Leclerc largou em nono, mas pouco tempo depois já estava em quinto lugar, chegando até a ultrapassar Verstappen. Com as paradas da maioria dos pilotos, ele assumiu a liderança da prova, para delírio do narrador Luis Roberto, que descaradamente torceu para Leclerc confundindo sua função de narrador com o de torcedor. A babação de ovo era tamanha que, como dizemos no Brasil, se eu desse um chute no saco do Leclerc, quebrava os dentes do Luis Roberto.

Dica: Pare de ficar puxando saco de piloto e aprenda a falar os nomes corretamente. O russo, por exemplo, se chama DANIIL Kvyat, não Daniel Kvyat!

Mesmo bem à frente, Leclerc não conseguiu impedir a aproximação da dupla da Mercedes. Bottas e Hamilton passaram o monegasco, que demorou bastante para trocar os pneus. Ele acabou voltando para a pista em sexto, atrás de Verstappen, que fazia voltas cada vez mais rápidas. Era possível estranhar que até então não houve nenhuma batida feia ou acidente. Foi quando começaram as encrencas: Romain Grosjean (Haas) deu um cavalo de pau na área perto da Curva do Castelo e voltou para a pista em situação um pouco arriscada, mas não atingiu ninguém. Mais tarde, nesse mesmo lugar, Ricciardo e Daniil Kvyat (Toro Rosso) também se atrapalharam: o australiano foi reto para a área de escape em vez de fazer a curva e o russo acabou indo na mesma direção para evitar colidir. Ao dar ré, Ricciardo acabou acertando Kvyat. Esses três pilotos abandonaram a prova. Depois foi a vez de Gasly, acionando o safety car virtual.

Verstappen se aproximava de Vettel, mas deu uma balançada no carro e acabou perdendo tempos preciosos. Bottas também assumiu a volta mais rápida, que depois foi superada por Hamilton e em seguida por Leclerc. A dupla da escuderia alemã protagonizou um bom duelo pela vitória nas últimas voltas.

Valtteri Bottas foi o vencedor, seguido por Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. O ano de 2019 trouxe uma das edições mais simplórias do GP do Azerbaijão: nenhuma das características marcantes do evento estava presente. Para completar, a narração da Globo foi péssima, desrespeitando os torcedores dos outros pilotos como se o público fosse obrigado a torcer para Charles Leclerc. Entendo a situação dele, e lamento que a Ferrari o humilhe tanto nas corridas, mas a Fórmula 1 não se sustenta apenas com os fãs dele. Se não sabe separar a parte profissional da parte afetiva, não assuma como narrador. Cleber Machado faz narrações muito melhores. #ficaadica

Narrar é uma coisa, torcer é outra

Notas

Corrida: 6

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 10
  2. Lewis Hamilton: 10
  3. Sebastian Vettel: 9
  4. Max Verstappen: 10
  5. Charles Leclerc: 9
  6. Sergio Pérez: 9
  7. Carlos Sainz Jr.: 9
  8. Lando Norris: 9
  9. Lance Stroll: 8
  10. Kimi Raikkonen: 7
  11. Alexander Albon: 6
  12. Antonio Giovinazzi: 5
  13. Kevin Magnussen: 3
  14. Nico Hülkenberg: 3
  15. George Russell: 1
  16. Robert Kubica: 1

 

Abandonaram

  1. Pierre Gasly: 8
  2. Romain Grosjean: 3
  3. Daniil Kvyat: 3
  4. Daniel Ricciardo: 3

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Charles Leclerc (como puxam o saco da criatura!)

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Robert Kubica