O Caso Max Verstappen: Muito Piloto Para Pouca Equipe

Max Verstappen é uma das estrelas da Fórmula 1 atual. Detentor de seis recordes oficiais (entre eles o de “mais jovem vencedor de um Grande Prêmio”), destaque em corridas emocionantes e com vários pódios e vitórias em poucos anos de experiência, o piloto holandês surpreendeu os torcedores ao anunciar no dia 7 de janeiro de 2020 que havia renovado seu contrato com a Red Bull Racing até 2023. Enquanto alguns elogiam a decisão, outros criticam a escolha, se indagando o porquê de Verstappen não aceitar propostas de equipes melhores. A análise desse caso você confere a partir de agora.

 

1- A carreira de Max: surge uma estrela

 

Filho mais velho do ex-piloto holandês Jos Verstappen e da kartista belga Sophie Kumpen, Max Verstappen começou a carreira automobilística aos 4 anos de idade, em competições de kart regionais. Aos 17 anos, depois de terminar a Fórmula 3 Europeia de 2014 em terceiro lugar, foi contratado pela Scuderia Toro Rosso para competir na Fórmula 1 no ano seguinte. Em sua estreia, no Grande Prêmio da Austrália, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a estrear em uma corrida de Fórmula 1”, que antes pertencia a Jaime Alguersuari. Na corrida seguinte, na Malásia, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a pontuar na Fórmula 1”, que anteriormente era de Daniil Kvyat. Verstappen terminou seu ano de estreia pontuando 10 vezes, totalizando 49 pontos em 19 corridas, além de ser premiado pela FIA como “Estreante do Ano” e “Personalidade do Ano” e sua ultrapassagem sobre Felipe Nasr na Bélgica lhe rendeu o prêmio de “Ação do Ano”.

Todas essas conquistas foram essenciais para que em 2016 a Red Bull escolhesse Verstappen para substituir Kvyat, cujos resultados estavam abaixo do esperado. O holandês não decepcionou e conseguiu sua primeira vitória no Grande Prêmio da Espanha, quebrando os recordes de “mais jovem líder, por pelo menos uma volta na Fórmula 1”, “mais jovem piloto a conseguir um pódio na Fórmula 1” e “mais jovem vencedor de um Grande Prêmio”, todos que anteriormente pertenciam a Sebastian Vettel. Na Bélgica, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a largar da primeira fila”, que no ano seguinte foi quebrado por Lance Stroll. No Brasil, quebrou o recorde de “mais jovem piloto a fazer a volta mais rápida na Fórmula 1”, que antes pertencia a Nico Rosberg. No final daquele ano, com a aposentadoria de Rosberg, o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, estava à procura de um substituto para o alemão. Noticiou-se que ele entrou em contato com Jos Verstappen várias vezes para conversar sobre Max, mas o jovem continuou com a Red Bull. Wolff contratou seu apadrinhado Valtteri Bottas, que corria pela Williams, para assumir o segundo assento da equipe.

 

Vitória de Max no Grande Prêmio da Espanha de 2016.

 

Se 2016 foi um ano maravilhoso, no qual Verstappen pôde expor suas habilidades, 2017 foi decepcionante. Em 20 corridas, teve sete abandonos, mas nenhum por sua culpa. O primeiro foi no Bahrein, onde um problema nos freios o tirou da prova. O segundo foi na Espanha, onde Bottas colidiu com Verstappen e Kimi Raikkonen, tirando ambos da corrida. O terceiro foi no Canadá, onde uma falha elétrica desligou seu carro. O quarto ocorreu no Azerbaijão devido a um problema no óleo. O quinto foi causado por Kvyat, que colidiu com o holandês e com Fernando Alonso na Áustria. O sexto ocorreu na Bélgica, onde seu carro desligou no meio da corrida. No sétimo e último abandono, Verstappen foi esmagado pelos pilotos da Ferrari, Vettel e Raikkonen, e depois foi lançado para fora da pista pela reentrada perigosa do finlandês. Desapontado com a inconsistência de seu carro, contrastando com o bom desempenho do carro de seu companheiro Daniel Ricciardo, Verstappen teve momentos de fúria com sua equipe. Cientes da situação, Toto Wolff e Maurizio Arrivabene, chefe de equipe da Ferrari, entraram em contato com Jos para discutir o futuro do jovem prodígio. Estava nítido que a Red Bull não teve competência para produzir igualmente um carro vencedor para seus dois pilotos e Max estava sendo sacrificado. Wolff não estava satisfeito com a incapacidade de Bottas de competir de igual para igual com Lewis Hamilton (dando uma brecha para a Ferrari renascer como uma concorrente ao título) e Arrivabene buscava alguém para o lugar de Raikkonen, que estava perto de deixar o time. No entanto, Verstappen preferiu dar uma chance à equipe austríaca e assinou um contrato com cláusula de saída. Apesar das dificuldades, conseguiu duas vitórias, sendo uma na Malásia e uma no México.

 

Acidente do Grande Prêmio de Singapura de 2017.

 

Em 2018 a situação se alterou. A Red Bull sabia que Max abriu mão de boas propostas para continuar com os austríacos, e decepcioná-lo significaria sua partida. O carro apresentou mais estabilidade, mas ainda não era potente o bastante para que a Red Bull se firmasse como uma ameaça à hegemonia da Mercedes, conseguindo apenas duas vitórias, na Áustria e no México. No entanto, o carro de Ricciardo apresentou muitas falhas, comprometendo o desempenho do australiano. O anúncio de que a Red Bull usaria os motores da Honda a partir do ano seguinte provocou desconfianças em Ricciardo, que assinou com a Renault para temporada de 2019. Verstappen preferiu não usar a cláusula de saída e continuou na equipe, que prometia um trabalho árduo com a Honda em torno do holandês.

A promessa foi cumprida de uma maneira bem morna, pois mesmo Verstappen sendo promovido ao posto de primeiro piloto, a Mercedes não sentiu nem a ponta das garras da Red Bull. Para piorar, a contratação de Pierre Gasly tornou-se um fracasso, pois o francês era incapaz de enfrentar os pilotos da Ferrari, que não estavam em boa fase no começo do ano, e impediu que a Red Bull conquistasse o vice-campeonato de construtoras. Com Verstappen carregando o time nas costas, o diretor Helmut Marko decidiu substituir Gasly por Alexander Albon, da Toro Rosso, algo similar ao que havia acontecido entre Kvyat e Max em 2016. Apesar de três boas vitórias, na Alemanha, na Áustria e no Brasil, Verstappen enfrentou falta de potência em corridas que poderiam compensar o déficit causado por Gasly, como na Rússia, em que seu carro não conseguiu alcançar o de Charles Leclerc. O término de seu contrato estava previsto para 2020, mas o holandês decidiu renová-lo para 2023.

 

2- Red Bull: gloriosa no passado, decadente no presente

 

A Red Bull Racing surgiu como escuderia de Fórmula 1 em 2004 após a empresa homônima comprar a escuderia Jaguar, cujo um de seus sócios era o tricampeão Jackie Stewart. O auge da equipe ocorreu entre os anos de 2010 e 2013, no qual Sebastian Vettel garantiu o tetracampeonato para a escuderia, derrotando a McLaren de Lewis Hamilton e a Ferrari de Fernando Alonso.

Nesse período, a categoria empregava o turbo em seus carros e a Red Bull foi capaz de montar um chassi que respondesse ao trabalho do motor. Vettel dominou as temporadas sentindo pouco perigo vindo de seus adversários. Hamilton se decepcionava com a McLaren e a Ferrari sentia o amargor de não vencer um campeonato de pilotos desde 2007 e de construtoras desde 2008. Em 2014, com a proibição do turbo, o cenário da Fórmula 1 mudou consideravelmente. O australiano Mark Webber, até então companheiro de Vettel, deu lugar ao conterrâneo Daniel Ricciardo, enquanto o austríaco Christian Horner assumia o papel de chefe de equipe. O carro do tetracampeão passou por uma sequência de quebras que impediram sua pontuação. Apesar de sua primeira vitória na carreira, Ricciardo não conseguiu muitos feitos e a Red Bull viu a ascensão de Hamilton na Mercedes e o domínio da escuderia alemã que dura até os dias de hoje.

Para os que não se lembram da sequência de falhas técnicas no carro de Vettel, fica a impressão de que Ricciardo venceu o companheiro por ter mais talento. Os críticos do alemão utilizam a temporada de 2014 até hoje como justificativa para afirmar que Vettel deveria se aposentar e que seus títulos são mais um produto do motor turbo do que de seu talento. No entanto, o fracasso em 2014 são significa a derrocada de Vettel. Sentindo-se traído e preterido pela equipe, ele assinou com a Ferrari para o ano de 2015, com a escuderia italiana se comprometendo a pagar por sua quebra de contrato com o time austríaco.

 

Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel na Red Bull. A saída do alemão foi o começo da decadência da escuderia.

 

Com Vettel na Ferrari, a Red Bull contratou Daniil Kvyat para correr ao lado de Ricciardo. Porém, nenhum dos dois trouxe de volta a glória dos tempos do alemão. Kvyat ganhou a fama de ser um “barbeiro” e seus acidentes lhe custaram a vaga na equipe principal e a confiança dos dirigentes. Ricciardo deu a impressão de ser um “piloto burocrata”, pois não costumava batalhar por posições maiores. Max Verstappen não era apenas um substituto de Kvyat aos olhos da Red Bull, mas sim uma oportunidade de voltar à posição de campeã, já que o holandês apresentava todas as virtudes encontradas em Vettel: determinação, arrojo, coragem, persistência, entre outras.

No entanto, só é possível vencer um campeonato se há um equilíbrio entre o talento do piloto e o do departamento de engenharia. O atleta não pode ter medo de desafios, mas também deve ter prudência para evitar acidentes. O carro precisa corresponder ao desempenho do piloto, logo falhas elétricas, no motor, nos freios, no óleo ou em qualquer outra parte são inadmissíveis. O que parece óbvio para os torcedores parece não ser para a Red Bull. O arrojo de Max é constante, pois é nítido que ele sempre tenta superar seus adversários, não importa a situação. É um piloto que não se contenta com pontos ou pódios, pois busca a vitória. Seu carro, no entanto, é o mais fraco entre as chamadas “equipes de ponta”. A pergunta que fica no ar é: “Como que em sã consciência alguém pode se dizer fã de Max Verstappen e perdoar a Red Bull pelas quebras em 2017 e por proporcionar a ele uma média de apenas duas vitórias por ano?”.

 

3- Fidelidade vs. Conquistas

 

A primeira renovação de contrato de Max Verstappen com a Red Bull em 2017 já havia sido uma grande surpresa. Naquele ano, alguns veículos de imprensa começavam a questionar o talento do holandês, ignorando os verdadeiros responsáveis pelos abandonos. Isso aconteceu porque memória de jornalista esportivo incompetente é igual memória de eleitor: curta. Diferente de Sebastian Vettel, que percebeu as dificuldades da equipe e mudou-se para a Ferrari, Verstappen estava dando mais uma chance ao time que propiciou uma atmosfera artificial de desconfiança em torno de um piloto que não precisa provar mais nada.

Max nunca detalhou os motivos pelos quais escolheu continuar com o time austríaco, limitando-se a dizer que confiava no que a escuderia planejava para ele. O contrato oferecido era bem interessante: o holandês ficaria até 2020 com a Red Bull, mas uma cláusula de saída lhe dava a liberdade de escolher outra equipe caso suas expectativas não fossem atingidas. Em outras palavras, a Red Bull estava ciente que Verstappen havia recusado ótimas chances em outras equipes e se disponibilizaria a arcar com as consequências da escolha do holandês.

 

A instabilidade do carro da Red Bull custou vitórias e pontos para Verstappen. Mesmo assim, ele se recusa a deixar a equipe.

 

Logo, em 2018, acreditava-se que a Red Bull trabalharia duro para produzir um carro à altura do talento de Max para que ele tivesse a chance de competir pelo título com Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Embora seus resultados tenham sido satisfatórios, Verstappen estava um pouco longe do esperado para se tornar um campeão: teve apenas duas vitórias (Áustria e México) e mais nove pódios. Hamilton teve 11 vitórias e Vettel venceu cinco vezes naquele ano. No final de 2018, Verstappen variava as respostas que dava para a imprensa sobre as expectativas para 2019: hora dizia que estavam prontos para lutar pelo campeonato, hora dizia que não tinham chances. Só uma coisa era irredutível: ele não deixaria a Red Bull.

Já em 2019, a temporada foi um pouco melhor, mas também longe do primeiro lugar: Max teve três vitórias e mais seis pódios. Jos Verstappen até ameaçou pedir para o filho sair da Red Bull caso a equipe não lhe desse condições de disputar um título. Com o fim do contrato se aproximando, os fãs da Fórmula 1 ficaram curiosos para saber qual seria o destino do jovem prodígio. Como Verstappen não deu indícios de que estava disposto a sair da equipe, Toto Wolff renovou com Valtteri Bottas. Foi então, que no dia 7 de janeiro de 2020, Verstappen deu um ótimo presente de 35 anos a Lewis Hamilton: renovou com a Red Bull até 2023. Pelo que se observa desde 2017, a fidelidade de Max o prende à sua atual equipe, mas só isso não lhe garante conquistas, pois lhe falta um carro competitivo (que o próprio às vezes admite que a Red Bull não sabe fazer).

 

4- Mitos e Verdades

 

  •   Mito: Daniel Ricciardo saiu da Red Bull em 2019 porque a equipe estava priorizando Verstappen

 

Essa teoria absurda criada pelos haters de Verstappen já foi desmentida várias vezes pelo próprio Ricciardo, mas volta e meia aparece alguém para dizer isso na internet. O fato é que o piloto australiano deixou a Red Bull em 2019 porque estava descontente, mas não foi por causa do companheiro de equipe.

Em 2017, Max começou o ano à frente do companheiro, chegando ao terceiro lugar do campeonato na segunda corrida da temporada, no Grande Prêmio da China. No entanto, a série de abandonos que se iniciou no Grande Prêmio do Bahrein permitiu a Ricciardo superá-lo na pontuação. Isso não significa, porém, que o australiano teve um ano fácil: apesar de sua vitória no Azerbaijão e de mais oito pódios, Daniel acumulou seis abandonos, sendo o pior no México, onde havia conseguido a pole position. No ano seguinte, venceu duas vezes (na China e em Mônaco), mas teve oito abandonos. Aqueles que acusam a Red Bull de fornecer um carro pior para Ricciardo em 2018 para beneficiar Verstappen, deviam no mínimo ser coerentes e admitir que parecia que em 2017 a equipe havia feito o contrário: prejudicou o carro de Verstappen para que Ricciardo o superasse no campeonato.

 

Verstappen e Ricciardo mantiveram a amizade após a saída do australiano.

 

Ainda em 2018 os executivos da Red Bull anunciaram que a partir de 2019 a equipe trocaria os motores da Renault pelos da Honda. A notícia surpreendeu os torcedores, já que a fornecedora japonesa vivia em guerra com a McLaren quando esta usou seus motores na época de Fernando Alonso. O piloto espanhol teve vários abandonos devido a falhas no motor. Ricciardo afirmou que não queria ter o mesmo destino de Alonso, e ciente de que nem a Mercedes nem a Ferrari estavam interessadas em contratá-lo, o australiano trocou a incerteza da Red Bull pela provável estabilidade da Renault. Infelizmente, a equipe francesa teve um desempenho insatisfatório em 2020, mas não era possível adivinhar que isso iria acontecer.

Ricciardo e Verstappen já disseram que sentem falta um do outro e foram vistos em momentos de descontração diversas vezes. Ou seja, se Max fosse o motivo pelo qual Daniel saiu da Red Bull, eles não teriam essa relação saudável após a ida dele para a Renault.

 

  •   Verdade: A Mercedes já vinha mostrando interesse em Verstappen desde 2014

 

Toto Wolff não esconde sua admiração por Max. O chefe de equipe da Mercedes revelou em entrevistas que em 2014, quando Verstappen ainda estava na Fórmula 3, que o time alemão havia tentado contratá-lo para o futuro. No entanto, a Red Bull planejava inseri-lo na Fórmula 1 mais cedo do que o proposto pela Mercedes. Max e seu pai Jos se interessaram mais pela oferta da Red Bull e o jovem estreou pela Toro Rosso em 2015.

Praticamente nenhum piloto na história da Fórmula 1 correu em apenas uma equipe durante toda a carreira (exceto em casos em que o piloto morreu ou foi demitido no ano de estreia). A ideia de Verstappen futuramente deixar a Red Bull para correr pela Mercedes não parece absurda. Mas a análise dessa possibilidade depende da desmistificação de mais uma inverdade que os haters de Verstappen adoram proferir.

 

  •   Mito: Se sair da Red Bull, Verstappen não tem para onde ir

 

Foram muitas as vezes que Toto Wolff chamou Jos Verstappen para conversar. E é lógico que o chefe de equipe da Mercedes não marcaria encontros com o pai de Max para falar sobre o capítulo da novela ou sobre o último jogo de futebol, ainda mais se tratando da pessoa que já teve interesse em contratar o jovem quando ele ainda não estava na Fórmula 1.

Os atuais pilotos da Mercedes são o campeão Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas. Este último apresenta uma peculiaridade: todos os contratos assinados até então tiveram validade de apenas um ano. Se a Mercedes rejeitasse Verstappen da maneira como os haters afirmam, por que ela não contrata Bottas para correr no mínimo uns três anos? A resposta é simples: a equipe alemã sabe que o finlandês não tem condições de enfrentar Hamilton como Rosberg o fez, então usa o piloto como um tampão enquanto Max continua na Red Bull. Alguns questionam se Hamilton permitiria o ingresso do jovem na Mercedes, mas o fato é que o inglês não tem poder decisivo no time. Se tivesse, Rosberg teria sido demitido em 2015.

Outra opção de Max, embora esta seja mais improvável, é a Ferrari. A escuderia italiana atualmente conta com Sebastian Vettel e Charles Leclerc, dois pilotos com os quais Verstappen não se dá bem. O holandês já afirmou que não se importaria em correr ao lado de Leclerc, mas o monegasco não esconde que não gostaria de ser companheiro de equipe dele. Já Vettel é um notório rival de Max, com quem já teve vários conflitos. Esses são os motivos pelos quais é menos provável que Verstappen vá para a Ferrari, apesar da equipe ter demonstrado interesse por ele em 2017.

 

  •   Verdade: A falta de títulos de Verstappen na Fórmula 1 é culpa de sua equipe

 

Os pilotos não são responsáveis pelo desempenho de seus carros. Isso é tarefa do departamento de engenharia, e consequentemente, dos engenheiros. Culpar Verstappen pelas falhas no motor, na parte elétrica ou nos freios é burrice. Apenas em casos de acidentes é que se pode atribuir culpa ao piloto, e mesmo assim os acidentes são analisados para saber se houve falha dele ou não.

Max começou 2017 como um dos favoritos ao título. O campeonato foi perdido por culpa dos abandonos, causados ou por falhas no carro ou por colisões causadas por outros pilotos. Em 2018 e 2019, foram várias as oportunidades de vitórias perdidas porque o rendimento do carro não possibilitava ultrapassar adversários das equipes de ponta. Será que um piloto que aos 19 anos havia quebrado seis recordes e que consegue correr tão bem na chuva (como no Brasil em 2016, na China em 2017 e na Alemanha em 2019), realmente não consegue ser campeão por “falta de talento”? Ou será que o carro da “competente” Red Bull só é capaz de lhe garantir no máximo três vitórias por ano?

 

5- Conclusão

 

Max Verstappen é um dos maiores talentos da Fórmula 1. Suas habilidades foram comprovadas em várias corridas, basta procurar os vídeos. Porém, sua equipe, a Red Bull Racing, ainda não foi capaz de lhe proporcionar um carro competitivo que corresponda à sua determinação. Quem não se lembra do Grande Prêmio do México de 2017, em que a equipe pedia para ele desacelerar para não sobrecarregar o carro?

Verstappen tem muitas chances de ser um campeão tão bem-sucedido quanto Lewis Hamilton. Ele já tem uma das chaves para ter sucesso na Fórmula 1: o talento. Só falta a outra: o carro. Mas, se continuar dando chances a uma equipe que até agora só protelou seu sonho, essa conquista corre o risco de ser adiada até um ponto em que ele se encontraria em situação semelhante à de Ricciardo: já com certa idade e sem esperanças de título.

 

 

 O que você prefere? Vencer onze vezes com a Mercedes ou três vezes com a Red Bull?

 

Fontes:

 

 

Fotos

Obs.: Nenhuma das fotos inseridas neste artigo pertence a mim. Este site possui fins informativos, não comerciais. Abaixo estão indicados os links de onde tirei as fotos. Todos os direitos reservados.

2 respostas
  1. Danilo
    Danilo says:

    Eu também não gostei da renovação do Verstappen. Ele tá perdendo tempo na Red Bull. Equipe ruim, carro lixo. Mas o burro ainda renova, desperdiçando chance de campeonato. O Hamilton só tem 6 títulos porque não tem concorrência. O único com capacidade de peitar ele continua numa equipe lixo.

    Responder

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *