Análise Grande Prêmio do Eifel de 2020 | 2020 Eifel Grand Prix Analysis

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro | By Adriana Perantoni and Rebeca Pinheiro

Ocorrido no dia 11 de outubro, o Grande Prêmio do Eifel de 2020 teve como cenário o Circuito de Nürburgring, que não era usado na Fórmula 1 desde 2014. Esse GP contou com o retorno de Nico Hulkenberg (Racing Point), substituindo Lance Stroll, que estava com problemas intestinais desde o sábado. A corrida começou como esperado, com uma batalha pela primeira posição entre Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (ambos da Mercedes), no qual o finlandês leva vantagem. Logo na primeira curva, Daniel Ricciardo (Renault) ultrapassou Alexander Albon (Red Bull Racing) e desde a primeira volta, o australiano ameaçou Charles Leclerc (Ferrari) pela quarta posição. Na 5ª volta, durante um rádio para Carlos Sainz Jr (McLaren), foi avisado que a chuva estava se aproximando do circuito.

Após 10 voltas, Ricciardo finalmente consegue ultrapassar Leclerc, conquistando a 4ª posição. A partir daqui, alguns lances importantes começaram a acontecer.

Na 11ª volta, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou na zebra e acabou rodando sozinho. Na 12ª volta, Bottas errou e travou seus pneus, então Hamilton ultrapassou seu companheiro e assumiu a liderança.

Na 14ª volta, em uma manobra lamentável, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) colidiu com George Russell (Williams) na Volta 1, o que fez o inglês quase tombar seu carro. Por isso, o finlandês levou uma punição de 10 segundos. Essa colisão fez com que Russell abandonasse a corrida na 16ª volta. Na volta 17, foi a vez de Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Albon colidirem. Em um toque durante uma tentativa de ultrapassagem, Albon tocou em Kvyat, fazendo com que a asa dianteira do russo quebrasse, levando o russo para o último lugar. Por esse acidente, Albon também foi punido, com 5 segundos no pit stop and go.

Bottas começou a desacelerar na 18ª volta, apresentando problemas em sua Mercedes. O finlandês abandona na próxima volta, por falta de potência. Na 23ª volta, foi a vez de Esteban Ocon (Renault) abandonar a corrida, também por problemas em seu motor.

Ao parar nos pits para cumprir sua punição na volta 25, Albon abandonou a corrida com a alegação de problemas, mas sem muitas explicações do que aconteceu. Vale lembrar que antes de parar, o tailandês quase colidiu com Pierre Gasly (Alpha Tauri) na Volta 1. Em seu rádio, Albon disse que “(Gasly) estava pressionando demais”.

Na 26ª volta, foi a vez de Lando Norris (McLaren) relatar problemas de falta de potência (em um jeito nada cortês). Mesmo assim, o inglês parou nos boxes para trocar os pneus e voltou à pista e mesmo com problemas, ele conseguiu brigar por posições com Sergio Pérez (Racing Point), porém o mexicano levou a melhor. A partir daí, Pérez batalhou pela 4ª posição com Leclerc, que perdeu a posição para o mexicano na 34ª volta. Na 42ª volta, Hulkenberg ultrapassou Vettel e garantiu a nona posição, voltando aos pontos após largar em último. 

Mesmo após tentar continuar na corrida, Norris não conseguiu superar os problemas em seu carro e abandonou na 44ª volta, acionando assim o Safety Car, que permaneceu na pista até a 49ª volta. 

Na relargada, Ricciardo ameaçou Max Verstappen (Red Bull Racing) pela segunda posição, mas o holandês levou vantagem e conseguiu manter a posição. Com isso, o australiano começou a ser atacado por Pérez, mas conseguiu manter sua terceira posição. 

Depois de tantas tentativas falhas, Ricciardo finalmente conseguiu o seu pódio, subindo em um pódio histórico onde Hamilton iguala as vitórias de Michael Schumacher. Com isso, o pódio do GP de Eifel contou com Lewis Hamilton em 1º, Max Verstappen em 2º e Daniel Ricciardo em 3º.

E a gente fica como? Só esperando isso tudo passar… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Mais uma vez deixo Neji falar por mim.

Opinião da Adriana:

EU ESTOU FORA DE MIM. Ninguém encosta em mim. Por favor. FINALMENTE! Não teve Albon que passasse ele, não teve Pérez. Não teve ninguém. Eu realmente não consigo esquecer meu lado fã nessa hora e vocês me desculpem. Foram 2 anos desde a vitória no GP de Mônaco em 2018. Quantas coisas aconteceram para Daniel nesse meio tempo? Ele foi do céu ao inferno, trocou de equipe, não conseguiu o que esperava com a Renault, acertou com a McLaren e agora, conseguiu um pódio com uma RENAULT! Quando eu digo que o fator piloto conta mais que o fator carro, eu não minto.

Vou falar a verdade e dizer que eu não prestei atenção em mais ninguém nessa corrida além de Daniel. Nem com a rodada (mais uma pro meu bingo) de Vettel, Bottas abandonando, Albon cometendo erros de principiante em ultrapassagens, Raikkonen sendo um babaca para cima de Russell (sério, gente, esse cara não se aposenta nunca? Já deu!) e nem mesmo o absurdo do Hulkenberg ganhando como piloto do dia tiraram minha atenção do australiano. Que corrida! E aguentem o menino com um motor Mercedes ano que vem. Um beijo, Zak Brown, obrigada pelos mimos!

Que homenagem linda da família Schumacher em entregar o capacete de Michael à Lewis. Um momento que também me levou às lágrimas, devo confessar. Que lindo ver o único piloto negro no grid fazendo história, sendo o melhor piloto dos últimos tempos e ainda assim, homenageando Schumacher, levando seu capacete ao pódio. Um verdadeiro lorde inglês. Que exemplo, Lewis, que exemplo!

Bom, eu não tenho muito mais o que dizer. Não sei nem se consigo eleger um pior piloto (mentira, consigo sim) e não sei nem se vou sair dessa animação que estou até agora. Como diz Ricciardo: ele lambeu o selo e mandou. Mandou com tudo.

Notas

Observação: as notas dessa corrida serão dadas apenas pela Adriana, que se encontra tremendo feito um pinscher.

Corrida: 10

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Max Verstappen: 9 
  3. Daniel Ricciardo: 10
  4. Sergio Perez: 8
  5. Carlos Sainz: 7
  6. Pierre Gasly: 8 
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Nico Hulkenberg: 7,5
  9. Romain Grosjean: 8
  10. Antonio Giovinazzi: 7
  11. Sebastian Vettel: 5
  12. Kimi Raikkonen: 0 
  13. Kevin Magnussen: 4
  14. Nicholas Latifi: 6
  15. Daniil Kvyat: 5

Abandonaram

  1. Lando Norris: 7 (por ter conseguido ultrapassagens e ainda se manter na pista mesmo com problemas de potência, ele mereceu essa nota)
  2. Alex Albon: 0 (lamentável os toques provocados pelo tailandês)
  3. Esteban Ocon: 3 (nem percebi ele na corrida até abandonar…)
  4. Valtteri Bottas: 3 (bem… o que dizer dele, né?)
  5. George Russell: 5 (estava indo bem até o torpedo Raikkonen atingi-lo) 

Piloto do dia (eleito pelo público): Nico Hülkenberg

Melhor piloto: Daniel Ricciardo e Lewis Hamilton

Pior piloto: Kimi Raikkonen

Quem é Lawrence Stroll? O Papai Famoso de Lance

O empresário Lawrence Stroll vem atraindo a atenção da mídia esportiva nos últimos anos devido a seus investimentos na Fórmula 1. Desde o ingresso de seu filho caçula Lance na categoria até a compra da equipe Force India (atual Racing Point e futura Aston Martin) o nome de Stroll desperta curiosidade em jornalistas e torcedores.

No entanto, muitas vezes os fãs da Fórmula 1 acabam por acreditar em boatos e ter falsas impressões a respeito do canadense, e com isso não percebem as verdadeiras intenções de seus detratores. Nesta matéria, vamos explicar quem é Lawrence Stroll através de fatos e mostrar para o apaixonado por automobilismo quem é o famoso “Papai Stroll”.

 

1- A origem dos Strolls

 

A família Stroll, cujo nome original é Strulovitch, tem origens na Rússia. Durante a era dos czares, os judeus foram intensamente perseguidos. Uma das políticas de Estado eram os pogroms: invasões de aldeias judaicas acompanhadas de saques, incêndios e mortes. Logo, muitos judeus tinham esperança em novos tempos com as revoluções de 1917 (inclusive, alguns líderes dos movimentos contra o czar Nicolau II, como Leon Trotsky, eram judeus). No entanto, o período soviético não trouxe paz para esta comunidade, sobretudo no regime de Josef Stalin. As perseguições não apenas continuaram, como se intensificaram.

Com isso, muitos judeus fugiram da Rússia rumo a países democráticos. Uma grande parte fugiu para as Américas. Foi o caso de Leo Strulovitch. Recomeçando a vida no Novo Continente, Strulovitch e sua esposa Sandra (nascida no Canadá) tiveram dois filhos: Lawrence e Randy. O jovem Lawrence cresceu observando seu pai, que trabalhava como comerciante de roupas (tornando-se investidor anos depois, introduzindo a linha feminina da Pierre Cardin e a marca Ralph Lauren no Canadá), e decidiu seguir seus passos. Estudou, trabalhou, montou seus primeiros negócios, e alguns anos depois começou seus primeiros investimentos.

 

Lawrence Stroll e seu sócio Silas Chou. [1]

 

Lawrence Stroll é apontado como o responsável pela popularização da marca Polo Ralph Lauren no continente europeu e da expansão da Michael Kors no mercado. Em 1989, Stroll e seu sócio Silas Chou fundaram a Sportswear Holdings Limited, uma das maiores empresas do setor da moda de toda a história, como apontado pelo jornalista espanhol Jaime Cevallos. A companhia permitiu a popularização da marca Tommy Hilfiger, que conquistou um grande espaço no setor têxtil. Na década de 2000, Stroll e Chou viram algumas marcas que receberam seus investimentos, como a Michael Kors, entrar na Bolsa de Valores. A compra e venda de ações renderam uma boa fortuna aos empresários.

Em agosto de 1994, Stroll se casou com a estilista belga Claire-Anne Callens. Em 11 de março do ano seguinte, nasceu a primeira filha do casal: Chloe. O segundo filho, Lance, nasceu em 29 de outubro de 1998. Dona da grife Callens, Claire-Anne administra seus negócios sozinha, e suas lojas se encontram em muitas cidades da Europa, Estados Unidos e Canadá.

 

Claire-Anne Callens: estilista belga e esposa de Lawrence Stroll. [2]

 

2- Lawrence Stroll e o esporte: uma interação antiga

 

No documentário W5: Lance Stroll Canada’s Top Formula 1 Racer, Lawrence Stroll relata que participou do Ferrari Challenge, uma competição feita por colecionadores que possuem o modelo Ferrari 348, por volta de seus 30 anos e continuou durante a infância de seus filhos, que eram levados para ver o pai no evento. Esta foi a primeira inserção de Stroll no mundo esportivo, muito antes de Lance pensar em ser piloto de Fórmula 1. Logo, cai por terra o primeiro mito sobre o empresário: de que ele só teria entrado no ramo do automobilismo porque seu filho queria ser piloto.

Assim como Lawrence adquiriu gosto pela moda ao observar o trabalho de seu pai Leo, Lance Stroll compartilha o amor pelo esporte com seu pai. O automobilismo é uma das categorias esportivas mais caras que existem devido ao custo de sua mão de obra e materiais. Consequentemente, é necessário que haja um suporte financeiro na carreira dos atletas, tornando impossível o ingresso de pilotos sem investimentos desde às categorias de base até as mais altas. Possuidor de uma fortuna decorrente de seus negócios no ramo têxtil, Lawrence Stroll foi um dos apoiadores do filho em seu caminho no esporte.

 

Lawrence Stroll no Ferrari Challenge com seus filhos. [3]

 

A formação de um piloto requer investimento e desempenho atlético. Neste caso, pouco importa se o patrocínio vem de sua família ou não. Um piloto talentoso sem um bom investimento não consegue ajudar nas contas da equipe, enquanto que um atleta sem aptidão não alcança bons resultados que se traduzem em ganhos financeiros para a escuderia. Com esses obstáculos, é quase impossível um piloto chegar à categoria máxima do automobilismo mundial apenas com aparato financeiro e com um desempenho frustrante. Atletas assim normalmente abandonam suas carreiras em etapas mais baixas, como o kart. Ainda, de acordo com Nuno Sousa Pinto, diretor esportivo, a própria FIA dificultou ainda mais o ingresso de pilotos cujos desempenhos não justificariam os investimentos em suas carreiras (os famosos “pilotos pagantes”): a partir de 2016, para entrar na Fórmula 1 seria preciso marcar 40 pontos na Superlicença.

 

3- Lance e Lawrence: pai e filho na Fórmula 1

 

Sendo campeão da Fórmula 4 Italiana em 2014 (o primeiro da categoria), da Toyota Racing Series em 2015, e da Fórmula 3 Europeia em 2016, Lance Stroll obteve os pontos necessários na Superlicença para ingressar na Fórmula 1 em 2017 pela equipe Williams. Nuno Sousa Pinto aponta que o currículo de Stroll é mais impressionante do que de muitos atletas jovens que também chegaram à Fórmula 1, e que apesar destes também virem de famílias ricas não são criticados pela imprensa. Isto revela que, infelizmente, alguns jornalistas deixam as preferências pessoais se sobressair ao profissionalismo esperado e espalham desinformação, ignorando um dos princípios mais importantes do jornalismo: a ética.

Os atletas têm um tempo de adaptação à categoria em que atuam. As críticas a Lance Stroll logo durante a pré-temporada foram, do ponto de vista jornalístico, precipitadas. Isso se comprovou ainda no primeiro semestre de 2017, quando Stroll marcou seus primeiros pontos no Grande Prêmio do Canadá e teve seu primeiro pódio no Grande Prêmio do Azerbaijão, quebrando seu primeiro recorde: mais jovem estreante a ter pódio. Um piloto “pagante” jamais conseguiria resultados tão impressionantes, pois não teria aptidão para o esporte, apenas aporte financeiro. No Grande Prêmio da Itália, Stroll quebrou o recorde de mais jovem piloto a largar da primeira fila, comprovando seu potencial e talento para o automobilismo.

 

Pódio do Grande Prêmio do Azerbaijão de 2017. [4]

 

Em uma entrevista para a emissora canadense RDS em agosto de 2018, Lance Stroll afirmou que seu pai é um homem de negócios, e que investe em empreendimentos que ele tem a certeza de que darão certo. Portanto, o interesse de Lawrence Stroll em escuderias, desde a Prema Powerteam à Racing Point, vai muito além de uma interação com seu filho: trata-se de oportunidades de bons investimentos.

Vale a pena ressaltar que os únicos pilotos do grid de 2020 que vieram de famílias mais humildes são Esteban Ocon e Valtteri Bottas. Todos os demais provém de família com boas condições financeiras: alguns de classe média como Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, outros de classes mais abastadas. No entanto, todos, sem exceção, possuem aporte financeiro, seja de suas famílias, de empresas ou até de ambos. Alguns pilotos são filhos de empresários (Lance Stroll, Lando Norris, Charles Leclerc, Daniel Ricciardo, Sebastian Vettel, etc.), que atuam em diferentes nichos (moda, investimentos, automóveis, engenharia, entre outros). Outros são filhos de atletas (Max Verstappen, Carlos Sainz Jr., Pierre Gasly), logo também têm condições privilegiadas desde o nascimento. A origem do piloto não interfere em seu desempenho pois, como definiu Lawrence Stroll, os pais não dirigem o carro pelos filhos.

 

4- Os rumores: noticiando antes de saber a verdade

 

Em 2018, quando a Force India foi vendida para o consórcio liderado por Lawrence Stroll (formado também por Silas Chou, Michael de Picciotto, John McCaw Jr., John Idol, Jonathan Dudman e Andre Desmarais), especulava-se que Lance se mudaria para a equipe imediatamente, já que falhas contínuas do departamento de engenharia da Williams comprometeram o desempenho de seus carros. Com a saída de Esteban Ocon do time, no final daquele ano, os fãs do piloto francês e alguns jornalistas imediatamente jogaram a culpa nos Strolls, como se o futuro de Ocon já estivesse garantido antes da venda da escuderia.

Na verdade, como relatou Joas van Wingerden, Toto Wolff já cogitava tirar seu apadrinhado da Force India. As negociações falharam porque os laços entre Ocon e Wolff eram vistos com desconfiança pelas outras equipes, como afirmado por Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull. Este fato se comprovou em 2019, quando Ocon desfez seus vínculos com Wolff para conseguir uma oportunidade de voltar à Fórmula 1 pela Renault.

Na época da compra da Force India, Sergio Pérez era mais atrativo para os investidores do que Esteban Ocon devido a sua consistência em pontuação e patrocinadores. Isso, somado às pretenções do empresário do piloto francês, garantiu que o mexicano fosse a melhor opção para correr ao lado de Lance Stroll. Além disso, o canadense apresentava boas perspectivas de futuro, devido aos investimentos e seus feitos no ano de estreia.

 

Lance Stroll e Sergio Pérez na Racing Point. [5]

 

Em 2020 ocorreu uma situação parecida. Sebastian Vettel não teve seu contrato com a Ferrari renovado pois seu trabalho não estava atendendo às expectativas do time. Os donos da Racing Point cogitaram contratá-lo em razão de seu passado como tetracampeão e de seu investimento financeiro. Embora parecesse óbvio que Lance Stroll não seria o escolhido para dar sua vaga a Vettel, isso não se deve simplesmente ao fato de ele ser filho de um dos donos. Existem de fato empresas que priorizam laços familiares e se os membros não são preparados para assumir as responsabilidades o negócio acaba por falir. Mas este não é o caso que se observa em Lawrence Stroll: o sucesso de seus investimentos se deve ao cuidado nas decisões.

Isso significa que laços familiares não são o fator decisivo para escolhas como esta. O que se discutia era qual dos dois pilotos, Stroll ou Pérez, teria mais chances de trazer os resultados que a equipe pretende alcançar em 2021. Ambos têm boas conquistas, diferindo no tempo de carreira na Fórmula 1: Pérez tem 10 e Stroll tem quatro. Em termos técnicos, os dois podem ser considerados pilotos experientes, mas o mexicano teria mais chances de se aposentar mais cedo, pois já tem 30 anos e está há uma década na Fórmula 1. Tendo ambos bons patrocínios, os investidores esportivos encontram mais perspectivas em atletas jovens, como é o caso de Stroll.

Percebe-se que os negócios envolvem questões muito mais profundas do que apenas laços de parentesco. O investimento na Fórmula 1 é de alto risco e, portanto, as decisões exigem cautela. É claro que a inconstância de narrativas na divulgação dos acontecimentos na Racing Point não facilitou a compreensão dos fatos, e quem não entende bem como funcionam os negócios pode impetuosamente julgar que se trata de um caso de pai protegendo o filho. Por isso se deve analisar friamente os fatos para divulgar as informações corretamente.

 

5- Conclusão

 

Esta é a história de Lawrence Stroll: um homem que construiu sua fortuna com investimentos e empreendedorismo, um trabalho que exige muito empenho e cautela. Se você esperava o estereótipo de um rico herdeiro de um grande capital, casado com uma socialite e com um filho boa vida, procure outra pessoa. Talvez você encontre algum pai de piloto com esse perfil, mas esse definitivamente não é Lawrence Stroll.

 

Atualização (09/10/2020): Como revelado por Adam Cooper no site Motorsport (veja aqui), Sebastian Vettel havia comprado ações da Aston Martin antes de assinar o contrato com a equipe. Logo, este fato reforça o que dizemos neste artigo: a contratação de Vettel em vez da renovação de contrato de Sergio Pérez foi feita com base em negócios, não em privilégio de Lance Stroll por ser filho do dono.

 

Bibliografia

 

 

Fotos

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Who’s Lawrence Stroll? Lance’s Famous Daddy

Businessman Lawrence Stroll has been attracting the attention of sports media in recent years due to his investments in Formula One. From the entry of his youngest son Lance into the category to the purchase of the Force India team (now Racing Point and future Aston Martin), the Stroll name arouses curiosity in journalists and fans.

However, Formula One fans often end up believing in rumors and having false impressions about the Canadian. Consequently, they do not realize the true intentions of his detractors. In this article, we will explain who is Lawrence Stroll through facts and show to the motorsports lovers who is famous Daddy Stroll.

 

1- The origin of the Strolls

 

The Stroll family, whose original name is Strulovitch, has origins in Russia. During the tsar era, there was intense persecution of Jews. One of the state policies was the pogroms: invasions of Jewish villages accompanied by raids, fires, and deaths. Soon, many Jews had hoped for new times with the revolutions of 1917 (including some leaders of the movements against Tsar Nicholas II, such as Leon Trotsky, were Jews). However, the Communist period did not bring peace to this community, especially in the regime of Josef Stalin. The persecutions not only continued but intensified.

As a part, many Jews fled Russia for democratic countries. A large part fled to the Americas. It was the case of Leo Strulovitch. Resuming life on the New Continent, Strulovitch and his wife Sandra (born in Canada) had two children: Lawrence and Randy. Lawrence decided to follow in the footsteps of his father, a clothing merchant who, years later, became an investor and introduced Ralph Lauren and Pierre Cardin’s feminine line in Canada. He studied, worked, set up his first businesses, and started his initial investments a few years later.

 

Lawrence Stroll and his partner Silas Chou. [1]

 

Specialists point Lawrence Stroll as responsible for the popularization of the Polo Ralph Lauren brand in the European continent and the expansion of Michael Kors in the market. In 1989, Stroll and his partner Silas Chou founded Sportswear Holdings Limited, one of the largest companies in the fashion industry in history, as pointed out by Spanish journalist Jaime Cevallos. The company allowed the popularization of the Tommy Hilfiger brand, which gained a large space in the textile sector. In the 2000s, Stroll and Chou saw some brands that received their investments entered the Stock Exchange, like Michael Kors. The purchase and sale of shares earned a good fortune to entrepreneurs.

In August 1994, Stroll married Belgian fashion designer Claire-Anne Callens; On March 11 of the following year, their first daughter Chloe was born. Their second son, Lance, was born on October 29, 1998. Owner of the Callens brand, Claire-Anne runs her business alone, and her stores are in many cities in Europe, the United States, and Canada.

 

Belgian fashin designer Claire-Anne Callens, Lawrence Stroll’s wife. [2]

 

2- Lawrence Stroll and sport: an ancient interaction

 

In the documentary W5: Lance Stroll Canada’s Top Formula 1 Racer, Lawrence Stroll reports that he raced in the Ferrari Challenge, a competition made by collectors who own the Ferrari model 348, around his 30 years and continued during the childhood of his children, who used to see their father at the event. That was the first insertion of Stroll into the sporting world, long before Lance thought about being a Formula One driver. Soon, the first myth about the entrepreneur falls apart: that he would only have entered the motorsport business because his son wanted to be a driver.

Just as Lawrence acquired a taste for fashion by observing the work of his father Leo, Lance Stroll shares a love of the sport with his father. Motorsport is one of the most expensive sports categories that exist due to the cost of your labor and materials. Consequently, it is necessary to have financial support in the career of athletes, making it impossible for drivers without investments to enter from the basic categories to the highest. Possessing a fortune stemming from his textile business, Lawrence Stroll was one of his son’s supporters on his way into the sport.

 

Lawrence Stroll at the Ferrari challenge with his children. [3]

 

The training of a driver requires investment and athletic performance. In this case, it does not matter if the sponsorship comes from your family or not. A talented driver without a good investment cannot help the team’s budget, and an athlete without aptitude does not achieve impressive results that translate into financial gains for the team. With these obstacles, it is almost impossible for a driver to reach the top category of world motorsport with only financial and frustrating performance. Athletes like this usually abandon their careers in lower stages, such as karting. Also, according to Nuno Sousa Pinto, sports director, the FIA itself made it even more difficult for drivers whose performances would not justify investments in their careers (the famous pay drivers): from 2016, to enter Formula One, they would have to score 40 points in the Super license.

 

3- Lance and Lawrence: father and son in Formula One

 

As the 2014 Italian Formula 4 champion (the first in the category), the Toyota Racing Series in 2015, and European Formula Three in 2016, Lance Stroll earned the points needed in the Super license to join Formula 1 in 2017 for the Williams team. Nuno Sousa Pinto points out that Stroll’s curriculum is more impressive than that of many young athletes who also entered Formula One and, even though having wealthy families, do not receive criticism;

It reveals that, unfortunately, some journalists let personal preferences stand out from the expected professionalism and spread misinformation, ignoring one of the main principles of journalism: ethics.

Athletes need time to adapt to the category in which they work. The criticism of Lance Stroll during the pre-season was, from a journalistic point of view, hasty. The first half of 2017 confirmed it, as Stroll scored his first points at the Canadian Grand Prix and finished third at the Azerbaijan Grand Prix, breaking his first record: youngest rookie to score a podium;

A pay driver would never get such impressive results because he would not have an aptitude for the sport, only financial contribution. At the Italian Grand Prix, Stroll broke the record for the youngest driver to start from the front row, proving his potential and talent for motorsport.

 

2017 Azerbaijan Grand Prix’s podium. [4]

 

In an interview with Canadian broadcaster RDS in 2018, Lance Stroll stated that his father is a businessman and that he invests in ventures that he is sure will work. Therefore, Lawrence Stroll’s interest in teams, from Prema Powerteam to Racing Point, goes far beyond interaction with his son: these are opportunities for high investments.

It is worth noting that the only drivers on the 2020 grid who came from more humble families are Esteban Ocon and Valtteri Bottas. Everyone else comes from families with high financial conditions: some from the middle class like Lewis Hamilton and Kimi Raikkonen, others from more affluent classes. However, all, without exception, have financial contributions, whether from their families, companies, or even both.

Some drivers were born to entrepreneurs (Lance Stroll, Lando Norris, Charles Leclerc, Daniel Ricciardo, and Sebastian Vettel) who work in different areas such as fashion, investments, automobiles, engineering, among others;

Others are children of athletes (Max Verstappen, Carlos Sainz Jr., and Pierre Gasly), soon also have privileged conditions since birth. The driver’s origin does not interfere with his performance because, as Lawrence Stroll defined, parents do not drive the car for their children.

 

4- The rumors: reporting before knowing the truth

 

In 2018, with Force India sale to the consortium led by Lawrence Stroll (also formed by Silas Chou, Michael de Picciotto, John McCaw Jr., John Idol, Jonathan Dudman, and Andre Desmarais), the media speculated that Lance would move to the team immediately, as the engineering department of Williams failed in making a competitive car;

When Esteban Ocon left the team after the season, his fans and some journalists immediately blamed the Strolls, as if the French driver had his situation already assured before the sale of the team;

However, as Joas van Wingerden reported, Toto Wolff was already considering taking his patron from Force India. The negotiations failed because the ties between Ocon and Wolff were viewed with suspicion by the other teams, as stated by Christian Horner, the team principal of Red Bull. That was proved in 2019 when Ocon undid his ties with Wolff to get an opportunity to return to Formula One for Renault.

At the time of the purchase of Force India, Sergio Pérez was more attractive to investors than Esteban Ocon due to his consistency in scoring and sponsors. That, added to the intentions of the French driver manager, ensured that the Mexican was the best option to race alongside Lance Stroll. Also, the Canadian presented good prospects for the next seasons due to investments and his achievements in the debut year.

 

Lance Stroll and Sergio Pérez at Racing Point. [5]

 

In 2020 there was a similar situation. Sebastian Vettel did not have his contract with Ferrari renewed because his work was not meeting their expectations. Racing Point owners considered contracting him because of his past as a four-time champion and his financial investment. Although it seemed apparent that the team would not choose Lance Stroll to give Vettel his seat, this is not just because he is the son of one of the owners. There are indeed companies that prioritize family ties and, if their members are not prepared to take this kind of responsibility, the business ends up going bankrupt. But this is not the case observed in Lawrence Stroll: the success of his investments is due to care in decisions.

That means that family ties are not the deciding factor for choices like this. What was discussed was which of the two drivers, Stroll or Pérez, would have more chances to bring the results that the team intends to achieve in 2021. Both have impressive achievements, differing in career time in Formula One: Pérez has ten, and Stroll has four. In technical terms, the two can be considered experienced drivers. However, the Mexican is more likely to retire early, as he is 30 years old and is in Formula One for a decade. Having both good sponsorships, sports investors find more prospects in young athletes, such as Stroll.

It perceives that business involves much deeper issues than just kinship ties. Investment in Formula One is high risk and therefore, decisions require caution. Of course, the inconstant narratives of Racing Point difficulted the understanding of the facts, so laypeople in business can judge this is a case of a father protecting his son. That is why one must coldly analyze the facts to disclose the information correctly.

 

5- Conclusion

 

That is the story of Lawrence Stroll: a man who built his fortune with investment and entrepreneurship, works that require a lot of commitment and caution. If you expected the stereotype of a wealthy heir to large capital, married to a socialite and a playboy child, look for someone else. Maybe you will find a driver’s father with that profile, but that is definitely not Lawrence Stroll.

 

Update (October 9th, 2020): As revealed by Adam Cooper in the website Motorsport (check here), Sebastian Vettel bought shares in Aston Martin before signing his contract. It proves what was said here: the hiring of Vettel instead of the renewal of Sergio Pérez was due to business, not a priviledge of Lance Stroll for being the son of the owner.

 

Bibliography

 

 

Photos

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Análise Grande Prêmio da Rússia de 2020 | 2020 Russian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 27 de setembro, Grande Prêmio da Rússia de 2020 começou movimentado. Desde o treino de classificação, o circuito russo demonstrava que a corrida não seria parada. A expectativa de que Lewis Hamilton (Mercedes) iguale o número de vitórias de Michael Schumacher foi ameaçada por duas punições de 5 segundos cada por ter treinado a largada na volta de instalação. 

Logo na primeira volta, Carlos Sainz Jr (McLaren) escapou na primeira curva e bateu no muro, deixando muitos detritos na pista. Logo depois, Lance Stroll (Racing Point) foi tocado por Charles Leclerc (Ferrari) e também bateu no muro, abandonando a corrida.

Com isso, o Safety Car entrou na pista e ficou até a volta 5. Logo após a liberação da pista, Hamilton ficou ciente de sua punição e então tentou abrir vantagem de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas (Mercedes) até a sua parada na volta 17. O inglês não conseguiu e por isso, voltou à pista na 11ª colocação. Graças a diversos pit stops e seu carro superior a todos do grid, ele conseguiu recuperar suas posições tranquilamente, voltando a ameaçar Bottas e Max Verstappen (Red Bull).

Durante algumas voltas, o que surpreendeu foi a briga no final do grid, entre Lando Norris (McLaren), Alex Albon (Red Bull) – que cumpriu punições por troca de motor – e George Russell (Williams), tendo Norris a vantagem sobre seus dois rivais, mesmo apresentando problemas em sua McLaren.

Daniel Ricciardo (Renault) foi outro piloto que também levou uma punição. Depois de um pit stop lento, o australiano voltou na 13ª posição e começou a recuperar suas posições para voltar ao top 10. Contudo, ao ultrapassar Esteban Ocon (Renault), Ricciardo escapou e ultrapassou Ocon fora dos limites da pista, também levando uma punição de 5 segundos. O australiano conseguiu abrir vantagem sobre Leclerc e mesmo com a punição, manteve a 5ª posição na corrida.

Na volta 43, Romain Grosjean (Haas) colidiu com a sinalização, o que causou a entrada do Safety Car virtual, que logo foi retirado porque os detritos foram tirados da pista.

Mesmo com um começo promissor, o GP da Rússia não teve grandes surpresas, com a vitória de Valtteri Bottas, Verstappen em segundo e Hamilton em terceiro. O hexacampeão continua na batalha em igualar Schumacher em vitórias, que poderá ser feito no GP de Eifel, ironicamente no país do heptacampeão.

A FIA estava extremamente generosa hoje… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Opinião da Adriana:

O que começou como uma corrida promissora, virou isso aí que a gente viu. Eu sei que eu já usei aqui na análise do GP de 70 anos de F1: essa festa virou um enterro. Para falar a verdade, não sei porque eu tive esperanças sobre essa corrida já que o circuito não ajuda muito e honestamente, espero que a FIA não tente voltar com esse circuito chato para o calendário.

Confesso que mantive minhas esperanças por conta do bom desempenho de Ricciardo durante os treinos mas mais uma vez, a Renault fez o que a Renault sabe fazer melhor: trapalhada. O primeiro pit stop de Ricciardo foi mais lento que a Ferrari e prejudicou que ele lutasse desde o começo por boas posições. Sua punição por escapar ao ultrapassar Ocon foi a cereja no bolo. O australiano disse no rádio que “conseguiria” não tomar prejuízo e não é que ele conseguiu? Como eu já disse, piloto que é piloto consegue resultado mesmo com um carro ruim. Aliás, quero saber aonde estão aquelas pessoas que juraram que o Ocon ia botar ele no bolso, será que estão bem?

Uma corrida chata com a vitória de um piloto que não merece o carro que tem. Eu só consegui rir do discurso de Bottas no final da corrida porque, convenhamos, ele só ganhou essa corrida por causa da punição de Hamilton. Bottas tem que comer muito feijão com arroz para chegar no potencial que ele deseja ter e esse tipo de atitude só demonstra isso.

Com uma corrida que deixou a desejar, só consigo eleger o pior piloto com base em um erro e que erro grotesco foi o de Sainz. Que batida foi aquela?

Já sobre o melhor piloto, tenho que ir com o óbvio e escolher Hamilton. Uma ótima corrida de recuperação para terminar um fim de semana que não foi do jeito que ele esperava mas que ainda garantiu bons pontos para o inglês.

Notas

Observação: como só a autora que vos fala (Adriana) suportou essa corrida, as notas serão dadas apenas por mim.

Corrida: 6

Pilotos:

  1. Valtteri Bottas: 7
  2. Max Verstappen: 8
  3. Lewis Hamilton: 8,5
  4. Sergio Pérez: 7
  5. Daniel Ricciardo: 8
  6. Charles Leclerc: 6
  7. Esteban Ocon: 6
  8. Daniil Kvyat: 6 (olha, finalmente conseguiu superar o Gasly, hein 🤭)
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Alexander Albon: 5
  11. Antonio Giovinazzi: 5
  12. Kevin Magnussen: 4
  13. Sebastian Vettel: 4 
  14. Kimi Räikkönen: 3
  15. Lando Norris: 4,5
  16. Nicholas Latifi: 4
  17. Romain Grosjean: 3
  18. George Russell: 3

Abandonaram

19. Carlos Sainz Jr: 0
    20. Lance Stroll: 10 de consolação (o que a Rebeca não me pede chorando, que eu faço rindo, né? ❤️)

Driver of the day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Lewis Hamilton

Pior piloto: Carlos Sainz Jr.

Pérez’ dismiss from Racing Point and how this is bad for Latin representation

Note: this is an opinion piece. Even so, I base my opinion on facts and these will be linked throughout the article. The text is the author’s sole responsibility and does not reflect necessarily the opinion of the website.

It is known and I’ll talk briefly about it in my opinion of Tuscany GP’s article, I decided to do my very first solo post about the telenovela around Sergio Pérez’s dismiss from Racing Point and Sebastian Vettel’s signing up with Aston Martin, announced last Wednesday and Thursday (9 and 10), respectively.

Racing Point revoked the Mexican’s contract that was guaranteed in the team for the next season. However, to give the new hired driver’ space, the “pink Mercedes” decided to sacrifice Pérez.

At one of the million social medias we have over the internet, there was a great mobilization from both sides fans – either celebrating that Vettel’ still safe in F1 or mourning Checo’s dismissal – and then, my inspiration to write this piece with my point of view came alive.

Even knowing this sport is moved by money, negotiations and political moves, it hurts to see a driver that, somehow, represents you in a mostly white and European space. I have many caveats related to this hiring, the hired driver to substitute Pérez and the way he was dismissed by his team so I couldn’t help but feel bad for Checo. At the end of the day, we’re talking about people that, apart from being athletes, have their own resilience stories and even more considering that Mexico isn’t historically known in Formula 1.

Pérez moved from Mexico to Germany when he was 15 years old, in order to start his career in Europe. Going through the feeder series such as Formula BMW, A1 Grand Prix, Formula 3 and GP2 (now known as Formula 2), he proved his talent and joined the Ferrari Drivers Academy until 2012. His career in Formula 1 is well-marked by traditional teams like Sauber – 2011 to 2012 -, McLaren – 2013, where he had a similar dismissal, compared to now days – and since 2014, he’s driving for Racing Point, once known as Force India.

His career was backed up by the then richest man in the world, Carlos Slim, nicknamed “Midas’ King of telecommunications”. One of his most known companies is Claro, which is a very popular mobile operator in Latino America and at least in Brazil, also provides broadband Internet, telephony services and even cable TV. Slim also owns Escudería Telmex, an organisation that supports and reveals latinxs drivers, such as Tatiana Calderón (the first latina to ever drive an F1, during Free Practice One at the Mexican Grand Prix in 2018), Pietro Fittipaldi and Pérez himself.

Calderón, Fittipaldi and Pérez: (one of the many) latinx drivers backed up by Escudería Telmex [1, 2, 3]

One half of the debaters that mourned over the lack of latinx representation on the sport introduced valid arguments, listing the difficulties faced by Latinx Americans and how much those countries lost their representers over the years. For example, the last Brazilian driver was Felipe Massa, who left the category in 2018. It’s worth mentioning that Brazilian’s biggest public station, Globo, won’t broadcast the races in 2021 (link in Portuguese). Another pinpoint is that Interlagos may be out of the 2021 season calendar (considering it only got worse after 2020’s cancelation after Covid-19 pandemic and our current situation), since its contract’s only valid until 2020, no forecast for renewal given the legal battle to build the circuit in Jacarepaguá, at Rio de Janeiro. The second race based on Latino America is precisely on Mexico, which has an almost certain forecast to be renewed for more seasons.

During his long career with Racing Point/Force India, in 2018, then Force India went through financial difficulties after filing for bankruptcy by the ex-owner and team boss Vijay Mallya, the Mexican brought action against the team, which he alleged “necessary” in order to save it and guarantee thousands of jobs. Right after, Lawrence Stroll bought the team and concretized it, becoming the known Racing Point.

After announcing his departure, Pérez didn’t hide his surprise with Lawrence Stroll’s decision, which was only confirmed – both the media and the driver – last Wednesday. Some websites affirm that Checo heard “through the walls” a talk between the businessman instructing their legal counsel on how to prepare the documents to sign up Vettel during the Monza Grand Prix. Imagine being on a team for years, helping with their financial recovery to avoid closing and listening through the walls that they were signing somebody else? I’d, at least, rage.

The Mexican didn’t hide his gratitude to the team on his official press release, posted on his social medias’ profiles, stating that he’d “keep in the memories of the great moments lived together, the friendships and the satisfaction of always giving his all”. Besides that, he wished good luck to the team, led by Lawrence, specially with the upcoming Aston Martin project. The full release can be read in his tweet, both in English and Spanish.

This isn’t the first time that a team terminates their contract with Checo, even having a year already guaranteed. In 2013, McLaren decided to fire him to hire the Danish Kevin Magnussen. The exit statement was also announced by Pérez, who thanked the opportunity to be part of the historical team. “It has been an honor for me to have been in one of the most competitive teams in the sport and I do not regret even a bit having joined them. I have always given the best of me for the team and still despite this I could not achieve what I aimed for in this historic team”, Pérez said. He also highlighted the many friendships he made within the team, the same said about Racing Point.

Mikey’s one of Checo’s mechanics and this was his comment on his goodbye post [4]

With all this repercussion and taking fans by surprise, reactions were quick on both sides, whether from supporters of Vettel or Pérez. The German’s fans rejoiced at the new opportunity, meanwhile the Mexican’s ones (and even those who didn’t consider themselves as his fans) were shocked by the way the negotiation went, as exposed by Checo. With that, the discussion mentioned at the beginning of this article began.

It is important to contextualize Sergio’s career, from beginning to the feeder series and the teams he’s been on at F1 until now to get to the point I want to focus: the latinx representation.  

As pointed out by a friend of mine, during the 2010 era of F1, we had many Latinx drivers such as the Brazilians Bruno Senna, Felipe Massa, Felipe Nasr, Lucas di Grassi, Luiz Razia e Rubens Barrichello; the Mexicans Esteban Gutierrez and Sergio Pérez and the Venezuelan Pastor Maldonado. Each one of them had their destinies in the sport and for different reasons, didn’t continued in Formula 1. Comparing today’s scenario, we realise how good it was having a bit of diversity in the sport! But since 2018, Checo is the only remaining latino. Isn’t that a bit weird?

Most of the drivers mentioned above suffered with media’s scrutiny, like for example, Pastor Maldonado. How many times did the Venezuelan was a laugh stock? How many memes were made mocking his “hit and run” fame? What about Rubinho? Until today, we see memes saying how “late” he is or how slow, putting him in the eternal spot of the “number two driver”.

When the latinxs united themselves to talk about how unfair this situation is through extremely valid arguments, of course some ‘unpopular opinions’ came alive. “But where is the Balkan representation?”, someone posted in a very sarcastic tone, meaning that “not only latinxs struggle with lack of representation”. “But what if Kvyat, who’s Eastern European, leaves F1, would you guys be upset like that too?”, another one questioned.

So everything went downhill from that point. The debate itself wasn’t about a driver but about representation. Just like Senna’s iconic career inspired many Brazilian children – and worldwide too, like our six-time world champion Lewis Hamilton -, to be drivers professionally. How many karting programs were funded in Brazil, thanks to Senna? Many, more than we can count. His nephew, Bruno, followed his uncle’s footsteps and he’s a professional driver, now competing for the World Endurance Championship.

Now imagine how a Mexican child, who saw Checo’s conquering his space in the sport, year after year, overcoming all difficulties, even the team’s bankruptcy he currently raced for, felt when they knew about the abrupt termination of his contract. Imagine knowing that the guy who looks like you the most may not even race for 2021. This goes beyond any driver “feud”.

Sauber, McLaren, Force India and Racing Point… which will be the next team for Checo? [5, 6, 7, 8]

What raged me the most about this whole tour was to know that someone else’s pain, who saw themselves represented by a driver who shares the same ethnicity is something to be mocked. Something to be used as comparison. What’s funny, in a tragic way, it’s to know that many people supported the Black Lives Matter movement and fervently criticised the drivers who never kneeled in respect to the black community and the only black driver on the grid. You can’t simply defend a community that always suffered with racism and when you have the opportunity to listen and learn with another ethnicity that also suffers daily with racism and xenophobia, you act like you don’t care at all.

As I talked with my closest friends, besides being a performative activism, it’s disgusting. Just for the sake of “being wokefor your “audience”. You question yourself if the anti-racist posture these people had were an actual thing or just for likes. I choose the latter,

One person, during the whole discourse, said they weren’t sad for the loss of a driver but for the loss of representation. This is all happening in the same year F1 created the We Race as One campaign to promote diversity – basically because they were pressured by Lewis, which I think he was right in doing so -, it’s hard to swallow this as a simple silly season kind of move. When you’re latinx, you know how we are discriminated against by standards and stereotypes forced by the media and this type of structural racism forces us to occupy a supporting space, reinforces the need to erase our narrative, keeps us invisible and prevents us from occupying spaces.

Since I started watching F1, Checo was always there so I felt a deep sadness to know about his departure. I consider him a talented driver, with the potential to develop his driving skills every season and I see in him the love for the sport. In my opinion, this move pulled by Racing Point was extremely truculent and Otmar’s statements were mere bluffs (which, by the way, were awful). [1, 2]

There are already rumours of McLaren wanting him at their Indy team and even Red Bull (video in Spanish). This information came from the same journalist that confirmed Alonso’s return to Renault, but everything is still rumoured. Formula E may be an interesting option for him as well, since the category already welcomed ex-F1 drivers such as Jean-Eric Vergne, Nelson Piquet Jr and Antonio Félix da Costa, that once were not so friendly dismissed from their teams or their formation programs, in da Costa’s case.

I hope Checo gets a seat in Formula 1 or any other category that treats him with the respect he deserves. After all, that’s not the treatment the “Mexican wunderkind” deserves.

As we wait for the next step, Checo’ll have the last nine races of the season to make all latinxs proud [9]

Photos

Note: None of the photos used in this article belongs to me. This site has informative intentions, not commercial. The links where I took the photos are indicated below. All copyrights reserved.

[1, 2, 3] Montage made from the photo found in:

1. https://twitter.com/alfaromeoracing/status/1230069607324618752

2. https://www.uol.com.br/esporte/f1/ultimas-noticias/2019/03/03/louco-pelo-verdao-e-farofa-pietro-fittipaldi-e-mais-brasileiro-que-parece.htm

3. https://www.gazetadigital.com.br/editorias/esporte/force-india-confirma-permanencia-de-sergio-perez-para-a-temporada-de-2019-da-f-1/553522

[4, 5, 6, 7] Montage made from the photo found in:

4. Screenshot from Sergio Pérez’s Instagram post

5. https://www.f1aldia.com/14101/presentacion-sauber-2012-c31/

6. https://themotorsportarchive.com/2013/01/31/mclaren-launch-the-mp4-28/

7. https://holatelcel.com/holatelcel/checo-perez-y-nico-hulkenberg-pasan-de-la-pista-a-la-cancha/

8. https://www.formula1.com/en/drivers/sergio-perez.html

9. https://www.portada-online.com/sports-marketing/sergio-perez-becomes-mexicos-most-accomplished-f1-racer/

A saída de Pérez da Racing Point e como isso é ruim para a representatividade latina

Nota: esse é um artigo de opinião. Mesmo assim, baseio minha opinião em fatos e estes estarão devidamente linkados ao decorrer do artigo. O texto é de responsabilidade da autora e não reflete necessariamente a opinião do site.

Como é cediço e comentei um pouco sobre essa situação na opinião do GP da Toscana, decidi fazer com que meu primeiro post completamente independente seja sobre essa novela da demissão de Sergio Pérez e a contratação de Sebastian Vettel pela futura Aston Martin, anunciada nas últimas quarta e quinta-feiras (9 e 10), respectivamente.

A Racing Point decidiu rescindir seu contrato com o mexicano Sergio Pérez, que estava garantido na equipe para a próxima temporada. Contudo, para dar espaço ao novo contratado, a “Mercedes rosa” decidiu sacrificar Pérez. 

Em uma das milhares de redes sociais que temos na internet, houve uma grande mobilização dos fãs de ambos os lados – tanto comemorando o fato de Vettel continuar na F1 e lamentando a despedida de Checo – e foi aí que me surgiu a inspiração para tornar meu ponto de vista em um devido artigo de opinião aqui.

Mesmo sabendo que esse esporte é movido por dinheiro, negociações e movimentações políticas, dói ver um piloto que de algum jeito lhe representa em um esporte majoritariamente branco e europeu. Eu, que tenho muitas ressalvas quanto a essa negociação, o piloto contratado para substituir Pérez e a maneira com que o mexicano foi tirado de sua equipe, não pude deixar de sentir tristeza por Checo. Afinal de contas, estamos lidando com pessoas que, além de simples atletas, têm suas histórias de superação e ainda mais considerando que o México não é historicamente conhecido na Fórmula 1.

Pérez saiu do México aos 15 anos para morar sozinho na Alemanha, a fim de começar sua carreira na Europa. Passando pelas categorias de base como a Fórmula BMW, A1 Grand Prix, Fórmula 3 e a GP2 (agora conhecida como a Fórmula 2), o mexicano provou seu talento e conseguiu entrar para a Academia de Pilotos da Ferrari, onde continuou até 2012. Sua carreira na Fórmula 1 também é marcada por times tradicionais, como a Sauber – 2011 a 2012 -, McLaren – 2013, onde sofreu uma quebra de contrato muito parecida com sua situação atual – e desde 2014, está na Racing Point, que também já foi chamada de Force India.

Durante sua carreira, Checo teve apoio do, até então, homem mais rico do mundo, Carlos Slim, apelidado de “Rei Midas das telecomunicações”. Uma de suas empresas mais conhecida é a Claro, que é muito popular por toda a América Latina por ser provedora de operadora para celulares e pelo menos no Brasil, internet banda larga, serviços de telefonia fixa e até mesmo TV a cabo. Slim também organiza a Escudería Telmex, que apoia e divulga pilotos latino-americanos, como Tatiana Calderón (primeira mulher latino americana a pilotar um F1, durante o 1º treino livre GP do México de 2018), Pietro Fittipaldi e o próprio Pérez.

Calderón, Fittipaldi and Pérez: (algum dos) pilotos latinos apoiados pela Escudería Telmex [1, 2, 3]

O debate, que por um lado, lamentava a falta de representatividade latina no esporte, apresentava argumentos lúcidos, elencando as dificuldades enfrentadas por pessoas da América Latina e o quanto esses países perderam seus representantes durante os anos. No Brasil, por exemplo, seu último piloto foi Felipe Massa, que deixou a categoria em 2018. Vale ressaltar que, além de estar dois anos sem um piloto brasileiro, a maior emissora de canal aberto do Brasil, Globo, não exibirá mais as corridas a partir de 2021. Outro ponto é que o circuito de Interlagos também corre o risco de ficar de fora do calendário de 2021, visto que seu contrato vence em 2020, sem previsões para renovação visto a batalha judicial para a construção do circuito em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A segunda corrida sediada na América Latina é justamente no México, que tem uma previsão quase certa para ser renovado por mais temporadas (link em inglês).

Durante sua então longa carreira com a Racing Point, em 2018, quando a então Force India passava por dificuldades financeiras após a declaração de falência do  ex-dono e chefe de equipe Vijay Mallya, o mexicano entrou com uma ação contra a equipe, no qual alegou ser “necessário” a fim de salvá-la e garantir o emprego de seus funcionários. Logo depois, Lawrence Stroll comprou de vez a equipe e concretizou isso, tornando-se hoje a conhecida Racing Point.

Após o comunicado de sua saída, Pérez não escondeu sua surpresa com a decisão de Lawrence Stroll, que teve sua confirmação na última quarta-feira. Inclusive, alguns sites afirmam que Checo escutou “pelas paredes” uma conversa do empresário com a equipe jurídica da Racing Point sobre a contratação de Vettel durante o GP de Monza. Imagine você estar na equipe há anos, ajudar na recuperação financeira a fim de evitar seu fechamento e escutar pelas paredes que estavam contratando outra pessoa para te substituir? Eu, no mínimo, viraria uma arara.

O mexicano também não escondeu sua gratidão ao time na nota oficial que postou em seus perfis, afirmando que “manterá em sua memória os momentos felizes que viveu com a equipe, as amizades e a satisfação em sempre dar o seu melhor”. Além disso, desejou sorte à equipe, chefiada por Lawrence, ainda mais com o novo projeto da Aston Martin. O comunicado na íntegra pode ser lido em seu tweet, escrito em inglês e espanhol.

Vale lembrar que essa não foi a primeira vez que uma equipe rompe o contrato com Checo, mesmo tendo um ano já garantido. Em 2013, a McLaren decidiu dispensá-lo para contratar o dinamarquês Kevin Magnussen. O comunicado da saída também foi anunciado por Pérez, que agradeceu pela oportunidade na histórica equipe. “Foi uma honra estar em uma das equipes mais competitivas do esporte e nunca imaginei que faria parte do time. Sempre dei o meu melhor para a equipe e infelizmente não consegui o resultado que gostaria neste histórico time”, disse. Da mesma maneira que destacou em sua despedida à Racing Point, Checo também lembrou das amizades que conquistou dentro da equipe.

Tradução: “Estou muito triste, cara. Você sabe disso, toda a nossa equipe técnica está” – Mikey
“Não chore porque acabou. Sorria porque aconteceu #amigosparaavida” 15- Sergio

Mikey é um dos mecânicos de Checo e esse foi o seu comentário no post de despedida [4]

Com toda essa repercussão e pegando os fãs de surpresa, as reações foram rápidas de ambas as partes, seja de apoiadores de Vettel e Pérez. Os fãs do alemão comemoraram a nova oportunidade e os do mexicano (e até mesmo quem não o apoiava) ficaram chocados com a maneira que a negociação, conforme exposta por Checo, repentina foi levada. Com isso, começou a discussão citada no começo deste artigo.

É importante contextualizar a carreira de Sergio, desde o começo com as categorias de base, as equipes pelas quais passou pela F1 até o derradeiro momento de sua demissão para chegar no ponto em que quero focar neste artigo: a representatividade latina. 

Como apontado por uma amiga, durante a era de 2010 na F1, tivemos muitos pilotos latinos como os brasileiros Bruno Senna, Felipe Massa, Felipe Nasr, Lucas di Grassi, Luiz Razia e Rubens Barrichello; os mexicanos Esteban Gutierrez e Sergio Pérez e o venezuelano Pastor Maldonado. Cada um teve o seu destino dentro do esporte e por diversas situações, não continuaram na Fórmula 1. Olhando para o cenário de hoje em dia, vemos como isso foi bom na época, afinal, tínhamos finalmente um pouco de diversidade! Mas desde 2018, Checo é o único latino no esporte. Isso não soa um pouco estranho?

Muitos dos pilotos listados acima sofreram com o escracho da mídia, como por exemplo, Pastor Maldonado. Quantas vezes o venezuelano não foi motivo de chacota? Quantas vezes não encontramos um meme no Facebook, por exemplo, zombando de sua fama de “bate-bate”? E com Rubinho? Até hoje, vemos memes com o “atrasado”, “lento”, “eterno segundo piloto”.

Quando as vozes dos fãs latinos se uniram e começaram a apresentar argumentos extremamente válidos com a sua tristeza quanto à situação envolvendo Checo, é lógico que surgiriam opiniões contrárias. “Mas aonde fica a representação dos pilotos balcãs?”, alguém postou em tom extremamente sarcástico, dando a entender que “não são só os latinos que sofrem com falta de representatividade”. “Mas se Kvyat, que é do leste europeu, saísse da categoria, vocês vão se chatear desse jeito?”, questionou outro.

E é aí que tudo desandou. O debate em si não era mais sobre pilotos e sim sobre representatividade. Assim como a carreira icônica de Senna motivou várias crianças brasileiras – e do mundo afora, como aconteceu com o atual hexacampeão Lewis Hamilton -, a serem pilotos. Quantos programas voltados ao kart surgiram no Brasil, graças a essa visibilidade de Senna? Vários, inúmeros e acho que não conseguiríamos contar nem se quiséssemos. Seu sobrinho, Bruno, seguiu a carreira automobilística e ainda é piloto profissional, agora competindo pelo Campeonato Mundial de Endurance.

Agora, imagine como uma criança mexicana que viu Checo conquistando seu espaço no esporte ano após ano, superando todas as dificuldades, até a ameaça de falência da equipe pela qual competiu na F1, se sentiu ao saber desse rompimento abrupto de seu contrato. Imagine saber que a pessoa que mais se parece com você no grid pode não estar lá em 2021. Isso excede a disputa entre pilotos. Isso não é mais sobre Fulano ou Sicrano.

Sauber, McLaren, Force India e Racing Point… qual será a próxima equipe de Checo? [5, 6, 7, 8]

O ponto que mais me revoltou nessa tour toda foi saber que a dor do outro, de alguém que se vê representado em um piloto da mesma etnia serve de zombaria. Serve de comparação. E o engraçado, de uma forma trágica, é saber que muitas dessas pessoas apoiaram o movimento Vidas Negras Importam e criticaram fervorosamente os pilotos que não se ajoelharam, em respeito ao movimento e ao único piloto negro do grid. Você não pode simplesmente defender uma comunidade que sempre sofreu com o racismo e quando tem a oportunidade de escutar e aprender com uma outra etnia que sofre diariamente com racismo e xenofobia, você opta por fazer pouco caso. 

Como eu comentei com meus amigos mais próximos, além de ser performativo, é nojento. Sabe aquela expressão “lacrastes?” usada muito no Twitter? Então, isso se aplica nessa situação perfeitamente. Você chega a se questionar se a posição antirracista performada no perfil da pessoa era sincera ou apenas um personagem criado para likes. Eu fico com a segunda opção.

Uma pessoa, nesse debate todo, disse que não estava triste pela perda do piloto em si e sim, pela perda de representação no automobilismo. Justo no ano em que a F1 se viu obrigada a criar uma campanha para a diversidade – basicamente pressionada por Lewis, o que acho correto a imposição do britânico -, é difícil engolir isso apenas como uma simples “dança das cadeiras”. Sabemos, enquanto latinos, como somos discriminados por padrões e estereótipos forçados pela mídia e esse tipo de racismo estrutural nos força a ocupar um espaço de coadjuvante, reforça a necessidade de apagar a nossa narrativa, nos mantém invisível e nos impede de ocupar espaços.

Eu, como sempre vi Checo no grid desde quando comecei a ver F1, senti uma profunda tristeza ao saber de sua saída. Considero o mexicano um piloto talentoso, com potencial de desenvolver sua pilotagem a cada temporada e vejo nele o amor pelo esporte. Considerei essa movimentação interna da Racing Point truculenta com o mexicano e agora, interpreto as declarações de Otmar como meros blefes (que foram péssimos, afinal). [1, 2, 3]

Já existem rumores de sua ida à Indy com a McLaren e até mesmo para a Red Bull (vídeo em espanhol). Vale lembrar que essa informação veio da mesma jornalista que cravou a volta de Alonso com a Renault, mas até agora, não se passam de rumores. A Fórmula E parece um mercado bom para ele, que já abrigou ex-pilotos como Jean-Eric Vergne, Nelson Piquet Jr e Antonio Félix da Costa, que ou já foram dispensados de forma não muito amigável, para ser legal, da Fórmula 1 ou de seus programas de formação, no caso de da Costa.

Espero que Checo consiga algum lugar na Fórmula 1 e em alguma outra categoria em que seja tratado com o respeito que merece. Afinal de contas, não é esse tipo de tratamento que o “prodígio mexicano” (em inglês) merece.

Enquanto aguardamos seu próximo passo, Checo terá o restante da temporada para orgulhar todos os latinos [9]

Fotos

Obs.: Nenhuma das fotos inseridas neste artigo, exceto a montagem, pertence a mim. Este site possui fins informativos, não comerciais. Abaixo estão indicados os links de onde tirei as fotos. Todos os direitos reservados.

Montagem feita a partir da foto encontrada em:

1. https://twitter.com/alfaromeoracing/status/1230069607324618752

2. https://www.uol.com.br/esporte/f1/ultimas-noticias/2019/03/03/louco-pelo-verdao-e-farofa-pietro-fittipaldi-e-mais-brasileiro-que-parece.htm

3. https://www.gazetadigital.com.br/editorias/esporte/force-india-confirma-permanencia-de-sergio-perez-para-a-temporada-de-2019-da-f-1/553522

Montagem feita a partir da foto encontrada em:

4. Captura de tela da seção de comentários do Instagram de Sergio Pérez

5. https://www.f1aldia.com/14101/presentacion-sauber-2012-c31/

6. https://themotorsportarchive.com/2013/01/31/mclaren-launch-the-mp4-28/

7. https://holatelcel.com/holatelcel/checo-perez-y-nico-hulkenberg-pasan-de-la-pista-a-la-cancha/

8. https://www.formula1.com/en/drivers/sergio-perez.html

9. https://www.portada-online.com/sports-marketing/sergio-perez-becomes-mexicos-most-accomplished-f1-racer/

Análise Grande Prêmio da Toscana de 2020 | 2020 Tuscan Grand Prix Analysis

Atualizado em 23 de setembro de 2020 | Updated on September 23th, 2020

 

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 13 de setembro, o Grande Prêmio da Toscana de 2020 foi a segunda corrida da temporada a ser realizada em solo italiano. Diferente do que houve na etapa anterior, um pódio surpreendente no Grande Prêmio da Itália, a corrida de hoje foi marcada por uma série de acidentes que tirou da prova quase metade do grid. Somado a isso, a colunista e criadora do site Rebeca Pinheiro está de luto pela morte trágica esta manhã de sua amiga Natália, e devido a isso não daremos notas aos pilotos.

Quatro dias antes da prova, Sergio Pérez anunciou que não correrá com a Racing Point em 2021. Como revelado por Luke Smith no site Motorsport, o mexicano estava com o contrato renovado, mas o time voltou atrás na decisão. Como a equipe de comunicação da Racing Point não esclareceu os acontecimentos desde o início, o The Racing Track faz sua parte como veículo de imprensa e reforça que qualquer acusação contra Lance Stroll não passa de uma atitude leviana, uma vez que o canadense e o mexicano têm uma boa relação e ambos estão fazendo um ótimo trabalho esse ano. A decisão foi tomada pelo corpo executivo da escuderia. Apesar de ter negado algumas vezes, o time confirmou Sebastian Vettel (Ferrari) como seu substituto para o ano que vem, comprovando a incoerência da narrativa da Racing Point.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe. Ainda na primeira volta houve dois acidentes: Carlos Sainz Jr. (McLaren) rodou sozinho, e um toque com Romain Grosjean (Haas) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) tirou Pierre Gasly (AlphaTauri) e Max Verstappen (Red Bull) da corrida. O safety car foi acionado, mas na primeira relargada ocorreu um acidente entre Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), Nicholas Latifi (Williams), Kevin Magnussen (Haas) e Sainz. Os quatro abandonaram e houve a primeira bandeira vermelha. Antes da relargada, Esteban Ocon (Renault) teve um superaquecimento nos freios e não pôde voltar à pista.

Tendo normalizado a situação, Lance Stroll (Racing Point) passou Charles Leclerc (Ferrari) e alcansou o terceiro lugar. O monegasco depois foi ultrapassado por Daniel Ricciardo (Renault), Alexander Albon (Red Bull) e Sergio Pérez (Racing Point). Leclerc foi obrigado a trocar os pneus devido ao desgaste e fez uma prova de recuperação. Infelizmente, a situação da corrida piorou após um furo no pneu fazer Stroll perder o controle do carro e bater no muro. Outra bandeira vermelha foi acionada.

Na relargada, Ricciardo ganhou a posição de Bottas, mas depois foi superado pelo finlandês e por Albon. Raikkonen recebeu uma punição de cinco segundos por ter cruzado a linha do pit lane antes de recolher seu carro durante a bandeira vermelha. Com isso, Leclerc ganhou uma posição.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Alexander Albon em terceiro. É muito importante saber que Mugello é uma pista projetada para corridas de moto, não de carros. Logo, foi uma ideia muito ruim ter escolhido este traçado para compensar um dos cancelamentos devido à pandemia. A corrida teve mais abandonos que ultrapassagens e o resultado não foi muito surpreendente. É uma pena para o automobilismo.

Descanse em paz, Natália. Você estará sempre em meu coração.

Opinião da Rebeca:

(Opinião escrita em 12/09/2020): Em primeiro lugar, preciso comentar sobre a saída de Sergio Pérez e sua substituição por Sebastian Vettel. Se o alemão já era uma escolha para 2021, a Racing Point deveria ter deixado isso claro desde o início. Parece que a equipe ainda não percebeu que um de seus pilotos, Lance Stroll, é alvo de uma campanha de difamação há anos e poderia ser injustamente culpado se Checo saísse. Sabemos que os haters online não vão mudar nada, mas isso não significa que o piloto deva ser objeto de inverdades, pois eles podem repetir uma mentira até que pareça verdade. Contar a verdade é sempre a melhor escolha, e uma equipe de assessoria de imprensa sempre precisa saber da situação de um cliente. É uma pena que a Racing Point optou pelo malabarismo de narrativas e expôs seus pilotos a essas condições. Além disso, lamento que a narrativa não tenha um consenso, já que em um dia o chefe de equipe diz que Vettel não correrá pelo time e no outro dia é contratado; em um dia Checo diz que foi pego de surpresa e no outro a escuderia diz que seu empresário já estava sabendo de tudo.

(Atualização 23/09/2020) Lamento que muitos torcedores e jornalistas tenham aproveitado essa triste despedida de Pérez para mais uma vez destilar ódio contra Lance Stroll e seu pai Lawrence. É preciso ter em mente que contratações são negócios, e está bem claro que Sebastian Vettel traz mais do que experiência, mas também um grande investimento financeiro. Dizer que Stroll se manteve na equipe por ser filho do dono é uma análise muito rasa da situação. Seu pai construiu sua fortuna, não herdou, logo prova que o empresário faz seus negócios com muito cuidado e atenção aos investimentos. Analisando friamente a questão, Pérez já é um piloto de idade avançada e com menos chances de vitórias. Além de estar à frente do companheiro no ranking quando Vettel foi anunciado, Stroll é jovem e logo tem mais chances de desenvolvimento, o que se torna um atrativo para os negócios. Sabemos que Pérez ficou afastado duas corridas devido à Covid-19, mas se Stroll fosse incompetente não teria conseguido boas pontuações para melhorar sua posição no campeonato.

(Opinião escrita em 12/09/2020) Sobre a contratação de Vettel, não a vejo com bons olhos. Lembro que no Grande Prêmio da Malásia de 2017, o alemão jogou seu carro em cima de Stroll depois da corrida e xingou o canadense e seu time (na época ele corria pela Williams). Como um piloto com um temperamento curto e uma grande impulsividade pode ser um bom companheiro de equipe? Vettel teve problemas com todos os pilotos com os quais correu ao lado desde 2010. Você pode argumentar que o incidente com Stroll foi a três anos atrás e que Vettel pode ter mudado, mas eu não lembro de tê-lo visto sendo gentil com Stroll antes de tentar uma vaga na Racing Point. Parece meio falso para mim. Vettel é um ótimo piloto, mas também muito impulsivo e se envolve em muitos acidentes. De qualquer maneira, tudo o que posso fazer é lhes desejar boa sorte.

Uma grande mudança, sem nenhum interesse por trás (ironia).

(Opinião escrita em 13/09/2020): Particularmente não gostei dessa corrida porque muitos pilotos talentosos tiveram que abandonar devido a acidentes. Somado a isso, recebi a notícia hoje que minha amiga Natália morreu de uma maneira trágica, vítima de atropelamento. Peço desculpas aos meus leitores, mas não estou em condições de falar muito sobre a corrida.

Opinião da Adriana:

O que dizer desse fim de semana que começou com uma notícia bombástica – e triste, pelo menos para mim – de que Vettel vai substituir Pérez na Aston Martin ano que vem? Vou contar um pouco mais sobre isso amanhã, no meu primeiro artigo aqui no The Racing Track.

Agora vamos para o que interessa: a corrida. Não teve um momento em que eu fiquei calma durante essas 59 voltas. E mais uma corrida movimentada para a temporada, com oito abandonos. 

E hoje quase foi a vez do Ricciardo ir pro pódio! Infelizmente, a potência da Red Bull falou mais alto e Albon conseguiu pegar o terceiro lugar. Tanta corrida para esse menino ir bem e ele escolhe justo essa? #chateada

Agora, vamos ter o merecido descanso por um final de semana e na próxima semana, voltamos pro circo. Eu já estou com minha peruca pronta, só falta o nariz de palhaça. Vamos ver o que a próxima corrida nos fornece.

Resultados

  1. Lewis Hamilton
  2. Valtteri Bottas
  3. Alexander Albon
  4. Daniel Ricciardo
  5. Sergio Pérez
  6. Lando Norris
  7. Daniil Kvyat
  8. Charles Leclerc
  9. Kimi Raikkonen
  10. Sebastian Vettel
  11. George Russell
  12. Romain Grosjean

 

Abandonaram

  1. Lance Stroll
  2. Esteban Ocon
  3. Nicholas Latifi
  4. Kevin Magnussen
  5. Antonio Giovinazzi
  6. Carlos Sainz Jr.
  7. Max Verstappen
  8. Pierre Gasly

Driver of the Day (escolhido pelo público): Daniel Ricciardo

Melhor piloto: Charles Leclerc (Rebeca) | Daniel Ricciardo (Adriana)

Pior piloto: Carlos Sainz Jr. (Rebeca) | Kimi Raikkonen (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Itália 2020 | 2020 Italian Grand Prix

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 6 de setembro, o Grande Prêmio da Itália de 2020 marcou a última participação da família Williams na escuderia homônima. Para entender os motivos que levaram à sua venda ao grupo americano Dorilton, leia A Queda da Williams: Do Auge à Ruína. Foi uma corrida bem movimentada e com um resultado surpreendente

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position, ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. O finlandês não teve sorte e caiu da segunda posição para a sexta, sendo ultrapassado por Carlos Sainz Jr. (McLaren), Lando Norris (McLaren), Sergio Pérez (Racing Point) e Daniel Ricciardo (Renault).

Na primeira volta, houve o primeiro de muitos incidentes: Alexander Albon (Red Bull) e Pierre Gasly (Alpha Tauri) se tocaram, mas sem nenhuma punição. Na sexta volta, Sebastian Vettel (Ferrari) escapa na curva 1 e atinge as barreiras de isopor. O alemão abandonou a corrida na próxima volta por conta de problemas nos freios.

Durante a corrida, Bottas reclamou constantemente sobre problemas no motor, mas sem respostas da Mercedes.

Na 20ª volta, Kevin Magnussen (Haas) encostou seu carro próximo à entrada dos boxes, causando a entrada do Safety Car. Com isso, a entrada para o pitlane foi fechada, mas Hamilton e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) pararam para trocar seus pneus, o que custou punição para os dois pilotos, um pit stop-and-go de 10 segundos, custando a liderança de Hamilton. 

Quatro voltas depois, Charles Leclerc (Ferrari) bateu forte na Parabolica, destruindo a barreira dos pneus e causando uma bandeira vermelha. Assim, todos os carros foram ao pitlane, aguardando a liberação da pista para a relargada. Nessa altura, todos os pilotos fizeram seu pitstop, menos Lance Stroll (Racing Point). Com isso, o canadense aproveitou a parada no pitlane e trocou seus pneus.

Na relargada, Hamilton conseguiu manter a liderança com Pierre Gasly (Alpha Tauri) em segundo. Ao cumprir sua punição, o britânico caiu para a última posição, mudando totalmente as primeiras posições. Na 31ª volta, foi a vez de Max Verstappen (Red Bull) abandonar a corrida. Pérez escapou do traçado e teve de ultrapassar muitos adversários para chegar ao décimo lugar.

Durante as últimas voltas, Sainz se aproximou de Gasly, ameaçando a liderança do francês. Já para Hamilton, essa foi sua corrida de recuperação, terminando na zona de pontuação.

Pierre Gasly foi o vencedor, com Carlos Sainz Jr. em segundo e Lance Stroll em terceiro. Vale lembrar que a última vez que um piloto ganhou com uma Alpha Tauri, a antiga Scuderia Toro Rosso, foi justamente em Monza, com o então novato Sebastian Vettel, em 2008. O Grande Prêmio da Itália de 2020 teve muitas reviravoltas, marcando um duplo-abandono da Ferrari, problemas nos carros da Mercedes (inclusive uma dura punição a Lewis Hamilton) e três pilotos fora de equipes de ponta completaram o pódio. Lembrando que Gasly foi demitido da Red Bull em 2019, mas está brilhando em 2020 com a Alpha Tauri. As equipes de Sainz e Stroll também são destaques nessa temporada, e os dois fazem um ótimo trabalho nelas. Com este pódio, os três calam mais uma vez seus críticos e provam que a nova geração da Fórmula 1 é carregada de surpresas.

Como dizem os italianos: “Ma che!”

Opinião da Rebeca:

Essa corrida mexeu muito com as minhas emoções, com tantas reviravoltas em pouco tempo. Creio que o Grande Prêmio da Itália de 2020 foi uma prova da ineficiência de Valtteri Bottas na Mercedes, já que o mesmo teve uma péssima largada, e desperdiçou todas as chances de ultrapassar Lando Norris. Além disso, um erro grosseiro da Mercedes em chamar Lewis Hamilton para os boxes antes da entrada do pit lane ser autorizada custou a vitória do piloto inglês. Hamilton fez uma ótima corrida de recuperação.

Embora a bandeira vermelha tenha ajudado a consertar o erro de não chamar Lance Stroll para o pit stop antes, a Racing Point deve reavaliar o trabalho de seus estrategistas. O pódio do canadense foi merecido, pois o mesmo superou muitos contratempos e se manteve firme no terceiro lugar.

Pierre Gasly é outro que merece elogios: mostrou a Helmut Marko que tem sim muito talento. Enquanto isso, seu substituto Alexander Albon amarga fora dos pontos.

Também foi um dia ruim para a Ferrari.

Opinião da Adriana:

Que. Corrida. Foi. Essa? Simplesmente excelente. Eu não consegui parar de tremer desde que a corrida terminou. Que corrida! Foi uma corrida incrível. Que alívio ver um pódio diferente de Hamilton, Bottas e Verstappen. Substituiria Sainz por um outro piloto, no entanto.

Que felicidade ver Gasly ganhando essa corrida! O francês mostrou para o que veio e deu um belo “chupa” para Helmut Marko. Mais do que merecida essa vitória. Sem dúvidas, Gasly mereceu o piloto do dia pela votação do público e aqui do nosso site. Sensacional. Não me lembro de ter torcido tanto assim em uma vitória. Admito que chorei em ver a felicidade dos mecânicos da Alpha Tauri, acho lindo o quanto esse esporte pode mexer conosco. E que felicidade ver Stroll no pódio! Já o outro piloto, do segundo lugar, finjo que ele sequer estava ali.

Sinceramente, eu queria que todas as corridas fossem surpreendentes como essa. Eu já perdi metade da minha voz na largada com o desempenho de Norris e Ricciardo na largada, que passaram o Bottas logo na primeira volta. Aliás, que corrida desastrosa pro finlandês. Um outro piloto com um carro excelente como a Mercedes não pagaria esse papelão que Bottas cometeu. Toto, você está fugindo da minha conversa em substituí-lo por Russell.

Aliás, outra parte hilária da corrida foi como Magnussen saiu do carro assim que abandonou a corrida. Eu juro que mandei uma mensagem para a Rebeca falando “a vida é o carro e eu sou o Kevin”.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 10 (Adriana – se pudesse, daria 11)

Pilotos

  1. Pierre Gasly: 10 (Rebeca and Adriana)
  2. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  3. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca – um ótimo pódio pra esfregar na cara da Claire Williams) 9 (Adriana)
  4. Lando Norris: 7 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Valtteri Bottas: 4 (Rebeca) 7 (Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  7. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  9. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Nicholas Latifi: 7,5 (Rebeca) 8 (Adriana – que orgulho, gente!)
  12. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. George Russell: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Alexander Albon: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana – poxa, para de se meter em confusão, querido)
  16. Antonio Giovinazzi: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Max Verstappen
  2. Charles Leclerc
  3. Kevin Magnussen
  4. Sebastian Vettel

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Pierre Gasly (Rebeca e Adriana)

Piores pilotos: Alexander Albon e Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Adendo (por Rebeca Pinheiro): No meu exercício como profissional da imprensa, condeno as declarações de Lando Norris a respeito da regra da bandeira vermelha. No entendimento do caso, o piloto inglês apenas considerou a regra “estúpida” porque não conseguiu o pódio. Criticar a troca de pneus de Lance Stroll durante a bandeira vermelha não tem cabimento, pois além de estar dentro do regulamento, outros pilotos fizeram o mesmo (incluindo o próprio). Lembrando que em tempos passados trocas mais radicais eram permitidas durante a bandeira vermelha, e que no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2017, por exemplo, a Ferrari chegou até a devolver Kimi Raikkonen para a pista depois do mesmo ter abandonado a prova. Ressalto que um piloto investigado por violar uma regra do pit lane, sendo excessivamente lento, e que escapou de uma punição, não está em posição de fazer qualquer questionamento sobre o cumprimento das regras. Me perdoem os fãs de Norris, nada contra Lando, só contra este comportamento.

Nota de falecimento 2020 | Note of demise 2020

O The Racing Track lamenta o falecimento do ex-piloto brasileiro Fritz D’Orey, ocorrido no dia 31 de agosto de 2020, aos 82 anos. D’Orey deixa cinco filhos. Desejamos que Deus conforte a família e que sua alma descanse em paz.

Fritz D’Orey correu na Fórmula 1 em 1959, sendo um dos primeiros brasileiros na categoria. Infelizmente, sua atuação não foi televisionada no Brasil. O país passou a transmitir a Fórmula 1 somente a partir da década de 70.

#RIPFritzD’Orey

Nota do The Racing Track | Press release from The Racing Track

Anunciamos que hoje, dia 28 de agosto de 2020, a criadora do site, Rebeca Alves, fez uma doação de US$ 10 à Los Angeles Fire Department Foundation.

O valor foi o máximo possível, devido à atual desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar americano. Mas esperamos que a doação ajude no combate aos incêndios florestais da Califórnia.

A LADF tem o apoio de toda a equipe de nosso site.

(Mais informações em nossa publicação no Instagram: https://www.instagram.com/p/CEc-fokhQA7/ )