Análise Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2019 | 2019 United Stades Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 3 de novembro, o Grande Prêmio dos Estados Unidos coroou Lewis Hamilton como hexacampeão mundial de Fórmula 1. Num fim de semana com certo equilíbrio de forças entre a Mercedes e a Red Bull, a Ferrari acabou saindo derrotada e o inglês se tornou o segundo maior campeão da história do esporte.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Sebastian Vettel (Ferrari). Max Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari), Lewis Hamilton (Mercedes) e Alexander Albon (Red Bull) vinham logo atrás. Após a largada, Vettel perdeu sua posição para Verstappen e Hamilton ultrapassou a dupla ferrarista. Carlos Sainz Jr. (McLaren) se chocou contra Albon e causou danos ao carro do tailandês, que teve que fazer um pit stop mais cedo. Porém, a garra e determinação de Albon fez com que ele recuperasse as posições bem rápido.

Verstappen, que quase passou Bottas ainda na largada, se mantinha em segundo e Hamilton diminuía a diferença em relação ao holandês. Vettel, por outro lado, havia caído do segundo para o sétimo lugar e estava à caça de Daniel Ricciardo (Renault) e Lando Norris (McLaren). Para infortúnio do alemão, a passagem pela zebra da curva 8 quebrou sua suspensão traseira, deixou uma das rodas soltas e o piloto foi o primeiro a se retirar da corrida. Sergio Pérez (Racing Point) havia largado dos boxes devido a uma punição e conseguiu fazer uma boa prova ao lado de seu companheiro Lance Stroll. O piloto indígena canadense havia feito um pit stop mais cedo do que os demais por ter sido obrigado a sair do traçado e evitar uma colisão com pilotos do fundo do grid.

O meio da prova foi um tanto monótono, sem grandes surpresas. Verstappen acabou indo para os boxes antes dos piloto da Mercedes, fazendo a equipe alemã chamar Bottas para a troca de pneus antes. Leclerc teve outro pit stop desastroso, levando 7.7 segundos (a média da Ferrari é 2.5). O monegasco chegou a ficar longas distâncias atrás dos três primeiros colocados. Pouco tempo depois, Robert Kubica (Williams) foi obrigado a abandonar a corrida também.

Muito se especulava sobre a estratégia da Mercedes (se ela deixaria a vitória para Bottas ou Hamilton). Enquanto isso, Pérez e Stroll lutavam por pontos para passar a Toro Rosso no ranking das construtoras, duelando com o piloto russo dessa escuderia, Daniil Kvyat. No entanto, o segundo pit stop de Stroll fez ele perder muitas posições e ele não conseguiu recuperar o ritmo. No entanto, a Toro Rosso falhou com seus pilotos: Kvyat foi ultrapassado depois por Nico Hülkenberg (Renault) e por Kimi Raikkonen (Alpha Romeo), enquanto que o pit stop demorado de Pierre Gasly levou o francês a ficar atrás de pilotos como Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo) e Romain Grosjean (Haas). Enquanto isso, Albon superava Sainz, Norris e Ricciardo, fazendo ultrapassagens espetaculares. Ele só não conseguiu chegar mais próximo de Leclerc porque estava à mais de 20 segundos do tempo do monegasco. Perto do fim da prova, Kevin Magnussen (Haas) errou o percurso e acabou na caixa de brita, acionando a bandeira amarela e impedindo Verstappen de ultrapassar Hamilton.

Valtteri Bottas foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo e Max Verstappen em terceiro. Com o resultado da prova, Hamilton se consagrou campeão com 381 pontos. A Mercedes dominou o ano de 2019 devido a muitos fatores. Dois pontos importantes de se notar são a briga interna da Ferrari que impediu a escuderia italiana de lutar por mais vitórias (a equipe deu muita proteção a Vettel, freou Leclerc no começo do ano, e o alemão não conseguiu ritmo para ameaçar Lewis como ocorreu em 2017 e 2018) e a falta de competitividade do carro da Red Bull, que impede que o super talentoso Max Verstappen se aproxime de Hamilton. No entanto, não se pode tirar o mérito de Lewis: o inglês é um dos pilotos mais sábios da Fórmula 1: toma cuidado para não se chocar com ninguém, sabe o momento certo de ultrapassar e é prudente em suas manobras. Se continuar assim, não tenho dúvida nenhuma de que ele quebrará os recordes de Michael Schumacher.  

Parabéns, Lewis!!!!!!

Quer saber mais sobre o hexacampeão mundial? Leia nosso artigo: https://theracingtrack.com/lewis-hamilton/  

Notas

Corrida: 4

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 8
  2. Lewis Hamilton: 8
  3. Max Verstappen: 9
  4. Charles Leclerc: 7
  5. Alexander Albon: 10
  6. Daniel Ricciardo: 8
  7. Lando Norris: 3
  8. Carlos Sainz Jr.: 4
  9. Nico Hülkenberg: 6
  10. Sergio Pérez: 8
  11. Kimi Raikkonen: 7
  12. Daniil Kvyat: 6
  13. Lance Stroll.: 6,5
  14. Antonio Giovinazzi: 5
  15. Romain Grosjean: 4
  16. Pierre Gasly: 4
  17. George Russel: 3

Abandonaram

  1. Kevin Magnussen
  2. Robert Kubica
  3. Sebastian Vettel

Driver of the Day (escolhido pelo público): Alexander Albon

Melhor piloto: Alexander Albon

Pior piloto: Lando Norris

Análise GP dos Estados Unidos de 2018 | 2018 US GP Analysis

Ocorrido no dia 21 de outubro de 2018, o Grande Prêmio dos Estados Unidos veio carregado de expectativas. Lewis Hamilton (Mercedes) precisava fazer 8 pontos a mais que Sebastian Vettel (Ferrari) para levar o título para casa. Mas uma série de imprevistos adiou a decisão do campeonato para a prova seguinte.

Hamilton largou na pole, seguido por Kimi Raikkonen. Vettel havia se classificado em 2º, mas foi punido com três posições por não diminuir a velocidade o suficiente após o acidente de Charles Leclerc (Sauber) nos treinos livres. Pouco depois da largada, Hamilton tentou fechar Raikkonen, mas o finlandês se livrou da manobra e ultrapassou o inglês. Largando em 18º após um problema de câmbio no treino classificatório e uma punição pela troca da peça, Max Verstappen (Red Bull) já estava em 9º lugar na primeira volta.

Ainda no começo da prova, aconteceram dois acidentes. Fernando Alonso (McLaren) bateu em Lance Stroll (Williams), abandonando a prova e ferrando com o carro do adversário, mas foi o canadense que levou uma punição de drive-through. O espanhol ainda xingou muito no Twitter para a imprensa e um certo narrador cheerleader dele também xingou muito o Lance (depois quer ser chamado de profissional…). O segundo incidente foi a batida de Romain Grosjean (Haas) em Leclerc. O francês saiu da corrida, mas deixou sequelas no carro do monegasco.

Em seguida, Vettel quis medir forças com Daniel Ricciardo (Red Bull). O alemão acabou rodando, saindo da pista, e parando na parte de trás do grid, fazendo sua enésima corrida de recuperação do ano. Ricciardo abandonou depois, devido a problemas no carro. Uma decepção para o australiano, que veio caracterizado para essa prova. Mas, segundo ele, agora é seguir em frente e esperar pela próxima corrida (isso aí, Daniel!!!).

Os momentos mais emocionantes aconteceram na parte da frente do grid. Hamilton conseguiu retomar a liderança quando Raikkonen foi para os boxes, mas depois sua parada permitiu ao finlandês voltar ao páreo. Verstappen se mantinha constante no 3º lugar, enquanto Vettel amargava em 5º, atrás de Valtteri Bottas (Mercedes). Leclerc deixou a prova chateado. O incidente entre ele e Grosjean só seria analisado após a corrida. No final, Lewis até tentou ultrapassar Max, mas como ele não é um avião caça-furacões para se aproximar do menino nessas horas, acabou saindo da pista, voltando sem perder posições, mas com mais cautela. Bottas acabou freando tarde demais e Vettel o ultrapassou.

Kimi Raikkonen foi o vencedor, seguido por Max Verstappen e Lewis Hamilton. É a primeira vitória do finlandês desde 2013 (no GP da Austrália) e isso garantiu a quebra do recorde de “mais vitórias de um piloto finlandês a Fórmula 1”, que antes pertencia a Mika Hakkinen. Lewis agora precisa de 5 pontos de vantagem em cima de Vettel para levar o pentacampeonato. Apesar de não atender as expectativas, o GP dos Estados Unidos foi uma corrida emocionante, marcada pelo ótimo desempenho de Verstappen, que mais uma vez deu a volta por cima. Se, no ano passado, os comissários lhe roubaram o pódio, nesse ano ele esfrega um belo 2º lugar na cara dos haters.

Notas

Corrida: 10

Pilotos                                                                       

  1. Kimi Raikkonen: 9
  2. Max Verstappen: 10
  3. Lewis Hamiton: 8,5
  4. Sebastian Vettel: 4
  5. Valtteri Bottas: 4
  6. Nico Hülkenberg: 7
  7. Carlos Sainz Jr.: 7
  8. Esteban Ocon: 7,5
  9. Kevin Magnussen: 7,5
  10. Sergio Perez: 7
  11. Brendon Hartley: 6
  12. Marcus Ericsson: 6
  13. Stoffel Vandoorne: 4
  14. Pierre Gasly: 5
  15. Sergey Sirotkin: 5
  16. Lance Stroll: 6

 

Abandonaram:

  1. Charles Leclerc
  2. Daniel Ricciardo
  3. Romain Grosjean
  4. Fernando Alonso

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Piores pilotos: Romain Grosjean e Fernando Alonso

Pior narrador: não vou citar nomes por razões éticas, mas digamos que não é justo culpar Stroll pelas palhaçadas de Alonso (o tempo do espanhol já era e não adianta as cheerleaders antiéticas dele ficarem passando a mão na cabeça)