Análise do Grande Prêmio de Mônaco de 2021 | 2021 Monaco Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Texto em inglês revisado por Jack Thurston | English text revised by Jack Thurston

O Grande Prêmio de Mônaco de 2021 ocorreu no dia 23 de maio. Foi a primeira edição da corrida mais tradicional na Fórmula 1 na década, pois em 2020 o evento teve de ser cancelado devido à pandemia de Covid-19.

Charles Leclerc (Ferrari) largaria da pole position ao lado de Max Verstappen (Red Bull). No entanto, um problema na suspensão impediu o monegasco de participar da corrida. A vaga da pole ficou fazia. Apesar do terceiro colocado, Valtteri Bottas (Mercedes), tentar uma ultrapassagem, Verstappen largou em um movimento defensivo e se manteve à frente.

Como esperado para Mônaco, não houve muitas variações no grid, e umas das pouquíssimas ultrapassagens em pista foi a de Mick Schumacher (Haas) em cima do colega de equipe Nikita Mazepin, embora o russo tenha recuperado a posição algumas voltas depois. Somente no pit stop houve uma reviravolta: o pneu dianteiro direito de Bottas não soltou na hora da troca e o piloto foi obrigado a deixar a prova. Sergio Pérez (Red Bull) conseguiu assumir a liderança enquanto Verstappen estava no box, mas o holandês recuperou a posição depois da parada do mexicano.

A poucas voltas do fim, Pérez tentou ultrapassar Lando Norris (McLaren), mas embora se aproximasse bastante e os retardatários não atrapalhassem, a pista dificultou o trabalho e não foi possível sair do quarto lugar. Durante a corrida, alguns pilotos receberam a bandeira preta e branca por exceder os limites da pista. Foram os casos de Mazepin, Norris e Yuki Tsunoda (AlphaTauri). Lance Stroll (Aston Martin) foi investigado por ter falhado em se manter à direita da saída dos boxes, mas nenhuma ação foi tomada.

Max Verstappen foi o vencedor, com Carlos Sainz Jr. (Ferrari) em segundo e Lando Norris em terceiro. Como explicado anteriormente, o Circuito de Monte Carlo dificulta ultrapassagens. Logo, na prática, as posições só mudam quando alguém entra nos boxes ou quebra, e a emoção de Mônaco se resume a ver se o piloto vai bater ou não. Infelizmente, um conjunto de fatores (sobretudo financeiros) mantém Mônaco como uma corrida “tradicional” na Fórmula 1 mesmo que ela em si seja uma das mais monótonas. Mas é louvável lembrar que Verstappen venceu com uma diferença de 9 segundos em relação a Sainz, o que reflete muito do talento do holandês. Agora, Verstappen lidera o campeonato, pois Lewis Hamilton (Mercedes), que largou em sétimo e terminou na mesma posição, não conseguiu pontos o suficiente para manter a vantagem. As emoções da disputa do campeonato estão apenas começando.

Tal como no Bahrein em 2019, o sonho de Charles Leclerc não pôde se realizar.

Opinião da Rebeca:

Eu, particularmente, fiquei com muita pena de Charles Leclerc por não ter conseguido largar na corrida. O piloto nunca conseguiu pontuar em um GP sediado em sua terra natal, e largar da pole indicatia uma provável vitória. Mas Max Verstappen merece muitos elogios, pois seu primeiro pódio em Mônaco coincide com sua primeira vitória na “jóia da coroa da Fórmula 1”.

Exceto por esses dois pontos, e pela louvável tentativa de ultrapassagem de Sergio Pérez em cima de Lando Norris, não encontro nada para ressaltar nessa prova. Não gostei muito do resultado do segundo lugar para baixo. Mas já era esperada acontecer alguma zica em Mônaco.

Opinião da Adriana:

Notas

Corrida: 6 (Rebeca) | 5 (Adriana)

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10 (Rebeca) | 9 (Adriana)
  2. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca e Adriana)
  3. Lando Norris: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  4. Sergio Pérez: 8 (Rebeca e Adriana)
  5. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  6. Pierre Gasly: 6 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  7. Lewis Hamilton: 6 (Rebeca) | 7 (Adriana)
  8. Lance Stroll: 3 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  9. Esteban Ocon: 3 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  10. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) | 8 (Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 3 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  12. Daniel Ricciardo: 3 (Rebeca) | 6 (Adriana)
  13. Fernando Alonso: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  14. George Russell: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  15. Nicholas Latifi: 3 (Rebeca) | 5 (Adriana)
  16. Yuki Tsunoda: 4 (Rebeca e Adriana)
  17. Nikita Mazepin: 3 (Rebeca)
  18. Mick Schumacher: 3 (Rebeca) | 4 (Adriana)

Abandonou

  1. Valtteri Bottas

Não largou

  1. Charles Leclerc

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Max Verstappen (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: Lance Stroll (Rebeca) | Kimi Raikkonen (Adriana)

Análise GP de Mônaco de 2019 | 2019 Monaco GP Analysis

 

 

Como não estou em condições para tal, optei por não analisar essa corrida. Nos vemos na próxima.

 

Atualização (22/05/2021): Posteriormente, o Grande Prêmio de Mônaco de 2019 foi uma das corridas que tive que analisar para o meu TCC da faculdade. Você pode conferir a análise no capítulo 3, subtítulo 3.2.1, páginas 73-79 (74-80 no arquivo), no seguinte link: https://theracingtrack.com/wp-content/uploads/2021/05/A-Formula-1-no-Brasil-Uma-analise-sobre-a-transmissao-televisiva-no-pais.pdf.

Análise GP de Mônaco de 2018

No dia 27 de maio ocorreu o Grande Prêmio de Mônaco de 2018. Antes da corrida começar, os espectadores já ansiavam pela largada para saber o que Max Verstappen (Red Bull) faria, uma vez que largaria em último (pois bateu no TL3 e não pode participar do treino classificatório), mas as provas do jovem prodígio são imprevisíveis. Pessoalmente, faço elogios à narração de Cléber Machado na transmissão da corrida: foram feitos comentários sensatos, dignos de um bom profissional, sem babação de ovo ou ataques a pilotos, como fazem muitos “narradores” por aí. Parabéns ao Cléber! Continue assim! #Clébertitular

Daniel Ricciardo (Red Bull) largou na pole depois de terminar todos os treinos com o melhor tempo. Sebastian Vettel (Ferrari) dividia a primeira fila, seguido por Lewis Hamilton (Mercedes) e Kimi Raikkonen (Ferrari). Foi dada a largada e pouquíssimo tempo depois, Vettel estava atacando Ricciardo, mas não houve nada além de um leve toque de pneus. Enquanto isso, Verstappen ultrapassava os dois carros da Haas e dava início a uma corrida de recuperação. Lance Stroll (Williams) fazia sua única ultrapassagem do dia, em cima de Marcus Ericsson (Sauber) logo depois da curva Louis Chiron.

Max Verstappen ultrapassava cada carro que estava a sua frente com muita prudência. Ele havia largado com o pneu ultramacio, mais duro que o hipermacio usado pelos demais. Isso diminuiu o desgaste e o ajudou a diminuir a diferença para os outros pilotos para em seguida superá-los. Primeiro foi Ericsson, depois Stroll, em seguida Charles Leclerc (Sauber) e Stoffel Vandoorne (McLaren), e assim por diante. Em apenas 27 voltas, Max estava no décimo lugar.

Pela equipe ter mexido no carro antes da largada, depois da volta de apresentação, Sergey Sirotkin (Williams) foi punido com 10 segundos e quase levou uma segunda sanção pelo mecânico ter ficado com a mão no carro enquanto ele cumpria a punição. Lance Stroll teve problemas com os pneus e a asa dianteira e também parou mais cedo. A dupla da Williams parou 3 vezes no pit stop.

Na parte da frente do grid, Hamilton segurava Raikkonen, que era seguido por Valtteri Bottas (Mercedes), enquanto Vettel corria mais rápido que Ricciardo, mas não conseguia superá-lo. Ao longo da corrida, diversos duelos foram travados, principalmente por Verstappen.

Fernando Alonso (McLaren), que até então estava em 8º lugar acabou tendo um problema de câmbio e abandonou a prova. Fazendo seu pit stop tardiamente, Verstappen acabou superado por Carlos Sainz Jr. (Renault) e algumas voltas depois por Nico Hülkenberg (Renault). Mas a dupla da equipe francesa teve muitas dificuldades para lidar com o holandês. Uma ordem de equipe foi dada para que Sainz deixasse Hülkenberg passar. Porém, não só Max conseguiu superar o espanhol (e deixá-lo a uma boa distância), como chegou no alemão, que tentava passar Pierre Gasly (Toro Rosso).

 

Perto do fim, Leclerc acabou batendo em Brendon Hartley (Toro Rosso) pouco depois da saída do túnel. O piloto da Sauber teve o carro praticamente destruído e o da Toro Rosso teve a traseira quebrada. Ambos abandonaram e o safety car vitural foi acionado.

 

Barbeiro do dia: Charles Leclerc

 

 

Ricciardo venceu a prova, com Vettel em segundo e Hamilton em terceiro. Essa corrida em Mônaco foi mágica: num circuito conhecido por ser o mais perigoso e difícil de ultrapassar, cada piloto fez o possível para fornecer um belo espetáculo para o público. Não foi uma daquelas típicas provas de Mônaco, na qual os carros andam em fila indiana e só ultrapassam se o adversário quebra ou para nos boxes. Sem dúvida, essa prova vai ficar na memória de muitos.

 

Notas:

Corrida: 10 (Nem parecia Mônaco, de tanta ultrapassagem que teve. Um espetáculo!)

Pilotos:

Daniel Ricciardo: 9,5 (sem dúvida teve um final de semana perfeito, mas na corrida não teve muitas lutas com os adversários; mesmo assim fez uma prova excelente)

Sebastian Vettel: 9 (não muito diferente das outras que teve)

Lewis Hamilton: 9 (não lutou muito com os demais pilotos para evitar acidentes típicos de Mônaco, mas se manteve muito bem)

Kimi Raikkonen: 8 (semelhante à Hamilton, com a diferença de ser caçado por Bottas por um bom tempo)

Valtteri Bottas: 8 (tentou uma ultrapassagem o máximo que pode, mas conseguiu uma boa colocação)

Esteban Ocon: 7 (conseguiu bons pontos para se superar no campeonato, mas nenhum de seus momentos foi emocionante)

Pierre Gasly: 8 (fez uma ótima prova e garantiu um bom lugar na prova, além de lutar muito para não perder sua colocação)

Nico Hülkenberg: 7 (mesmo com a velha estratégia do “Nico is faster than you”, o alemão não conseguiu despistar Verstappen e só não foi ultrapassado porque a lambança do Leclerc acionou o safety car virtual)

Max Verstappen: 10 (largando lá do fim, superou 10 pilotos em 27 voltas, EM MÔNACO!!!!!! Depois perguntam porque ele é comparado com o Senna)

Carlos Sainz Jr.: 6 (Nico is faster than you: conseguiu um ponto, mas viu Verstappen sumir diante de seus olhos)

Marcus Ericsson: 4 (foi beneficiado com o acidente que o seu companheiro causou)

Sergio Perez: 4 (resultado nada bom para uma Force India)

Kevin Magnussen: 4 (sua performance foi monótona e sem bons resultados)

Stoffel Vandoorne: 4 (idem Magnussen, quase se borrou de medo do Verstappen)

Romain Grosjean: 3 (idem Magnussen, mas com posição pior)

Sergey Sirotkin: 6 (sua equipe mais atrapalhou do que ajudou)

Lance Stroll: 6 (Lance passou por muitas dificuldades, novamente por culpa do carro da Williams)

Charles Leclerc: 0 (tomou o posto de pior do dia do Stroll: jogou o carro em cima de Hartley e ferrou a corrida dos dois; mandou muito mal em casa!)

Brendon Hartley: 3 (não tava lá essas coisas, mas também não merecia levar uma batida na traseira)

Fernando Alonso: 5 (tava pelo menos se mantendo, mas o câmbio não ajudou)

 

Driver of the day (eleito pelo público): Daniel Ricciardo (foi mais pelo fim de semana dele do que pela corrida em si)

Melhor piloto: Max Verstappen (Convenhamos: 10 ultrapassagens, em 27 voltas, em Mônaco, coisa digna de um campeão! Seguiu o exemplo do Senna!)

Pior piloto: Charles Leclerc (foi brincar de Grosjean e se ferrou; e da próxima vez, vá jogar o carro em cima da sua avó!)