Análise Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019 | 2019 Abu Dhabi Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 1º de dezembro, o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019 não trouxe grandes surpresas. Uma corrida sem atrativos, porém com um resultado muito bom, que definiu certas posições no ranking dos pilotos. Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de Max Verstappen (Red Bull). A largada ocorreu seu problemas, mas o carro da Red Bull estava consideravelmente mais lento do que os concorrentes. Consequentemente, Charles Leclerc (Ferrari) conseguiu ultrapassá-lo.

No meio do grid, Pierre Gasly (Toro Rosso) se meteu entre as Racing Point’s de Sergio Pérez e Lance Stroll. Com o toque em Pérez, o barbeiro francês foi obrigado a parar para trocar a asa dianteira, e só pra variar a equipe da Toro Rosso demorou uma eternidade para fazer a troca. Valtteri Bottas (Mercedes) largou em último por ter trocado o motor. Mas isso não afetou o desempenho do finlandês, que ultrapassou seus adversários perfeitamente e poucas voltas depois já estava na zona de pontuação.

Tirando a recuperação de Bottas, não houve tantos momentos impressionantes na corrida. A Ferrari mandou seus dois pilotos para os boxes antes dos demais da frente do grid. A parada de Leclerc foi boa, mas a de Sebastian Vettel demorou um pouco por causa de um problema na troca do pneu traseiro esquerdo. Porém, mesmo com essa troca e a Red Bull sendo obrigada a chamar seus pilotos mais tarde, algo inacreditável estaria por vir. Verstappen reclamava de falta de potência, num claro blefe no rádio, já que ele fazia voltas cada vez mais rápidas e diminuía muito a desvantagem em relação a Leclerc. Chegando próximo ao monegasco, Max deu um créu em Charles que deixou o piloto da Ferrari sem saber o que fazer. Leclerc tentou reagir, mas o holandês bloqueou seu ataque e acelerou para ganhar uma boa distância. Alguns toques ocorreram, como o de Robert Kubica (Williams) e Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo), mas parece que os comissários não estavam a fim de punir ninguém. Stroll foi o único a abandonar, depois de ter feito uma prova decepcionante. Seu companheiro Pérez, pelo contrário, fazia de tudo para conseguir o décimo lugar no ranking e ultrapassou cada adversário até chegar em Lando Norris (McLaren). Apesar de muita luta, o mexicano conseguiu superar o inglês, que caiu no choro. Ao mesmo tempo, Bottas se aproximava de Leclerc, mas não suficientemente para ultrapassá-lo. Não havia mais esperanças para o monegasco: Verstappen estava consolidando o terceiro lugar no campeonato e a Cinderela da Fórmula 1 não iria para o baile da FIA.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. São raras as vezes em que as corridas no Circuito Yas Marina são boas. A exceção foi 2018. A edição de 2019 foi entediante e parada, mas está longe de ser uma das piores corridas do ano, devido aos shows de Bottas e Verstappen que salvaram o dia. Campeão com antecedência, Hamilton está cada vez mais perto de superar Schumacher. Verstappen se firma como uma estrela do esporte, mas vive o dilema entre se manter na Red Bull, ganhando apenas 2 ou 3 corridas no ano, ou ir para uma equipe de ponta como a Mercedes, onde ele venceria no mínimo 11, como Hamilton. Leclerc fez ótimas corridas, mas pagou o preço por ser tão superestimado por seus fãs. Seu relacionamento turbulento com Vettel atrapalhou os planos da Ferrari, que teve uma temporada mais parecida com a de 2016 (uma das piores de sua história, com nenhuma vitória) do que com as de 2017 e 2018, quando disputou o título com a Mercedes. Além disso, dois pilotos se despedem da Fórmula 1 em Abu Dhabi: Robert Kubica, que já estava condenado ao fracasso por estar numa equipe pessimamente gerenciada (Williams) e com condições físicas que limitavam sua atuação (sequelas do acidente em 2011), e Nico Hülkenberg (Renault), que será substituído em 2020 por Esteban Ocon (conhecido pelas más línguas como “o cachorro do Toto Wolff”). Nico não impressionou a Renault, que estava farta de seus resultados medianos. Não sei se Ocon fará melhor, e muito provavelmente Daniel Ricciardo o vencerá como companheiro. A análise da temporada você confere dentro de alguns dias no The Racing Track.  

Com o quarto lugar no ranking, a Cinderela fica de fora do baile de gala da FIA.

    Notas  

Corrida: 5  

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Max Verstappen: 9,5
  3. Charles Leclerc: 8
  4. Valtteri Bottas: 10
  5. Sebastian Vettel: 8
  6. Alexander Albon: 8
  7. Sergio Pérez: 9
  8. Lando Norris: 3
  9. Daniil Kvyat: 5
  10. Carlos Sainz Jr.: 6
  11. Daniel Ricciardo: 6
  12. Nico Hülkenberg: 6
  13. Kimi Raikkonen: 6
  14. Kevin Magnussen: 6
  15. Romain Grosjean: 3
  16. Antonio Giovinazzi: 6
  17. George Russell: 3
  18. Pierre Gasly: 0
  19. Robert Kubica: 1

Abandonou

  1. Lance Stroll

  Driver of the Day (escolhido pelo público): Nico Hülkenberg (houve uma campanha de pessoas que acham que o Driver of the Day deve ser um prêmio de consolação)

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Pierre Gasly

Análise GP de Abu Dhabi de 2018

Antes de tudo, o The Racing Track agradece carinhosamente ao leitor Régis Fernandes pelos dois volumes da coleção “Os Grandes Pilotos de Todos os Tempos”. Será uma grande ajuda para os próximos artigos biográficos.

 

O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2018, que aconteceu no dia 25 de novembro, trouxe elementos que há muito tempo não se via nos Emirados Árabes. Acidentes, lutas por posições e condições decisivas para um bom resultado trouxeram emoção para uma corrida que há muito tempo era conhecida por ser uma das mais monótonas da Fórmula 1.

Lewis Hamilton (Mercedes), pentacampeão esse ano, largou na pole position ao lado do companheiro Valtteri Bottas. Na segunda fila, largaram os pilotos da Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen (este fazia sua última corrida pela escuderia italiana). Na terceira, a dupla dinâmica da Red Bull: Max Verstappen e Daniel Ricciardo (que ano que vem se juntará à Renault). Logo na largada, algumas surpresas: o carro de Verstappen perdeu rendimento e o menino prodígio caiu para a 10ª posição. Mas o que mais chamou atenção na primeira volta foi o acidente entre Nico Hülkenberg (Renault) e Romain Grosjean (Haas): o alemão disputou a posição roda com roda com o francês e acabou sendo arremessado contra o muro. O carro pegou fogo e ficou de ponta cabeça. O piloto passa bem.

 

Acidente de Hülkenberg na primeira volta

 

O safety car foi acionado. Raikkonen teve um problema técnico no carro e foi obrigado a deixar a corrida. Depois da saída do safety car, Verstappen deu o troco no (censurado) Esteban Ocon (Force India) pelo papelão do GP do Brasil e depois de uma batalha épica, o ultrapassou. Também no começo da prova, Hamilton trocou os pneus, e com os novos seguiria até o fim da prova. O inglês voltou atrás do holandês e tentou ultrapassá-lo. Mas Max não facilitou.

A corrida passou a ser liderada por Bottas, que estava bem mais lento que os demais pilotos da frente do grid. Vettel vinha atrás, mas não conseguia passar o finlandês. Com as trocas e ultrapassagens, a liderança da prova caiu no colo de Ricciardo, que seguiu bem e manteve uma boa distância com relação a Hamilton. Vale lembrar que o pit stop de Verstappen foi o mais rápido do ano: 2.08 segundos.

Marcus Ericsson (Sauber), que será piloto reserva da Sauber ano que vem, enfrentou problemas técnicos e também abandonou a prova. No meio do grid, alguns pilotos se destacaram pela atuação, como Stoffel Vandoorne (McLaren), que não estará no grid em 2019, Sérgio Perez (Force India), Brendon Hartley (Toro Rosso), Carlos Sainz Jr. (Renault) e Charles Leclerc (Sauber). Ocon protagonizou alguns conflitos, mas não demorou para quebrar mais uma vez o regulamento e ganhar vantagem ao sair da pista e voltar. O engraçadinho levou 5 segundos de punição. Mas não tardou para os comissários adicionarem mais um capítulo à novela “Dois Pesos, Duas Medidas”.

Valtteri Bottas estava mais lento, foi passado por Vettel e seria facilmente ultrapassado por Verstappen, mas cortou um grande pedaço da pista para ganhar vantagem. O incidente foi notado e investigado, mas até agora estamos esperando o resultado. Nada adiantou, porque Verstappen ultrapassou com categoria e depois Ricciardo fez o mesmo. O finlandês da MERCEDES (equipe que está disputando com a Ferrari o título de mais privilegiada pela incoerência dos comissários) teve de trocar os pneus, aproveitando que Sainz estava a mais de 40 segundos, por causa do confronto com Max.

Mais tarde, não pagando a punição, mas levando um belo de um castigo, Ocon notou seu motor fumando e foi obrigado a deixar a prova. Ele ainda parou na entrada dos boxes, bloqueando a entrada. Assim, Esteban Ocon se despede da Fórmula 1 com um abandono e mais trapalhadas. Tirando aqueles desocupados invejosos da internet que xingam Lance Stroll (Williams) por ter SALVADO a Force India e por ter resultados beeeem melhores que Ocon, ninguém sentirá falta desse piloto. Os fãs do Verstappen agradecem que não teremos mais um assistente da Mercedes para ferrar com as vitórias dos outros.

 

¡Adiós, Esteban! Não sentiremos sua falta

 

Depois, Pierre Gasly (Toro Rosso) enfrentou o mesmo problema e deixou a corrida. Gasly ainda brincou de disputar a pista com Vertsappen, mas a equipe mandou ele parar. Diferente de Ocon, ele teve que estacionar o carro em um cantinho da pista. Fernando Alonso (McLaren), que se despede da Fórmula 1 após uma carreira marcada por 2 títulos mundiais e uma série de polêmicas (Crashgate, escândalo de espionagem, Fernando is faster than you, entre outras), também foi punido com 5 segundos por sair da pista e receber vantagens. Moral da história: Todos os pilotos são iguais, mas os pilotos da Mercedes e da Ferrari são mais iguais que os outros.

Lewis Hamilton foi o vencedor, seguido por Sebastian Vettel e Max Verstappen, que passou Valtteri Bottas no campeonato (chupa, Ocon), conquistando o 4º lugar. Hamilton se consagra campeão com 408 pontos contra 320 de Vettel. O terceiro colocado no campeonato foi Kimi Raikkonen, com 251, 2 pontos a mais que Verstappen. O GP de Abu Dhabi de 2018 foi uma corrida emocionante e atípica para o Circuito de Yas Marina, e marcou bem a despedida de Fernando Alonso, Esteban Ocon, Stoffel Vandoorne, Marcus Ericsson, Sergey Sirotkin e Brendon Hartley da Fórmula 1.

 

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8
  2. Sebastian Vettel: 7
  3. Max Verstappen: 9
  4. Daniel Ricciardo: 9
  5. Valtteri Bottas: 6
  6. Carlos Sainz Jr.: 8
  7. Charles Leclerc: 8
  8. Sergio Perez: 8
  9. Romain Grosjean: 7
  10. Kevin Magnussen: 7
  11. Fernando Alonso: 6
  12. Brendon Hartley: 6
  13. Lance Stroll: 7 (resultado nada mal, se a Williams não fosse ruim de estratégia, teria chegado em 10º; desejamos boa sorte ano que vem na Force India)
  14. Stoffel Vandoorne: 7
  15. Sergey Sirotkin: 5

 

Abandonaram

  1. Pierre Gasly
  2. Esteban Ocon 
  3. Marcus Ericsson
  4. Kimi Raikkonen
  5. Nico Hülkenberg

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Fernando Alonso (só porque tá indo embora)

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon

 

Campeão: Lewis Hamilton (5º título)

Melhor piloto do ano: Max Verstappen

Pior piloto do ano: Esteban Ocon

Classificação final

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 408
  2. Sebastian Vettel: 320
  3. Kimi Raikkonen: 251
  4. Max Verstappen: 249
  5. Valtteri Bottas: 247
  6. Daniel Ricciardo: 170
  7. Nico Hülkenberg: 69
  8. Sergio Perez: 62
  9. Kevin Magnussen: 59
  10. Carlos Sainz Jr.: 53
  11. Fernando Alonso: 50
  12. Esteban Ocon: 49
  13. Charles Leclerc: 39
  14. Romain Grosjean: 37
  15. Pierre Gasly: 29
  16. Stoffel Vandoorne: 12
  17. Marcus Ericsson: 9
  18. Lance Stroll: 6
  19. Brendon Hartley: 4
  20. Sergey Sirotkin: 1

 

Equipes

  1. Mercedes: 655
  2. Ferrari: 571
  3. Red Bull: 419
  4. Renault: 122
  5. Haas: 93
  6. McLaren: 62
  7. Racing Point Force India: 52*
  8. Sauber: 48
  9. Toro Rosso: 33
  10. Williams: 7

*lembrando que com a troca de comando, a Force India perdeu os pontos e a nova equipe, chamada Racing Point Force India, passou a receber os pontos depois da troca, não herdando os conquistados pelos pilotos anteriormente