Análise GP da França de 2019 | 2019 French GP Analysis

O Grande Prêmio da França de 2019 ocorreu no dia 23 de junho, no confuso circuito de Paul Ricard, em Le Castellet. Esta foi a segunda edição do evento nesta pista desde a sua volta ao calendário da Fórmula 1. Paul Ricard tem o traçado caótico por causa da pintura e das diversas curvas que se mesclam ao caminho dos pilotos. O resultado não poderia ser diferente: corridas chatas e sem emoção. Foi assim em 2018, e aconteceu de novo em 2019.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position acompanhado do companheiro de equipe Valtteri Bottas. Charles Leclerc (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull) completaram a segunda fila. Logo na largada, a dupla da McLaren, composta por Carlos Sainz Jr. e Lando Norris, tentou fechar Verstappen e dificultou a briga com Leclerc pelo terceiro lugar. Houve disputa, mas as posições permaneceram as mesmas. Pouco tempo depois, Sebastian Vettel (Ferrari), que largou do 7º lugar, conseguiu ultrapassar os dois. Também no começo da corrida, Sergio Pérez (Racing Point) cortou caminho para não bater nos concorrentes e voltou para a pista ganhando posições. Os comissários o penalizaram com 5 segundos.

Sem muitas surpresas na frente do grid, as melhores brigas ocorreram na parte de trás. Lance Stroll (Racing Point) conseguiu ultrapassar Kevin Magnussen (Haas) depois de muito esforço e foi guiando firmemente seu carro até a zona de pontuação. Algumas voltas mais tarde, ele estava em 8º. Alexander Albon (Toro Rosso) também conseguiu passar Magnussen. Daniel Ricciardo (Renault) e Pierre Gasly (Red Bull) se enfrentaram, com o australiano de ascendência italiana levando a melhor. Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) conseguia atingir a zona de pontuação, enquanto seu companheiro Antonio Giovinazzi, que havia largado em 10º, era facilmente ultrapassado pelos concorrentes.

O carro de Verstappen apresentava problemas de torque e isso impediu que ele se aproximasse de Leclerc, mas Vettel estava bem longe e não foi uma ameaça. O pit stop lento da Red Bull o fez perder posições, que ele só recuperaria bem depois. Outra equipe que fez um péssimo trabalho, e ainda pior que a Red Bull, foi a Racing Point, que esperou Stroll chegar a 6º lugar a apenas algumas voltas do fim para trocar os pneus, fazendo com que todo o ótimo trabalho do canadense terminasse em 13º lugar. Percebo que é muito fácil para certos comentaristas idosos culparem Lance pelos erros de seus engenheiros e estrategistas. Tal trabalho era esperado da fraca equipe Williams, não da herdeira da antiga Force India. Cabe a Stroll explicar isso para a imprensa e cobrar bastante da equipe, que está manchando a imagem de seu piloto injustamente. O único abandono da corrida foi o de Romain Grosjean, com problemas hidráulicos.

Perto do fim, Norris ficou reclamando à equipe por uma ordem a lá Ferrari para que Sainz lhe cedesse o lugar. A escuderia não acatou o pedido e o jovem ficou reclamando até o fim da corrida. Não é a primeira vez que o piloto age dessa maneira. Quem acusava Lance Stroll de ser um “riquinho mimado” mesmo com toda a humildade do canadense, e se cala hoje diante deste comportamento de Lando Norris, nada mais é do que um grandissíssimo HIPÓCRITA.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Charles Leclerc em terceiro. O GP da França é uma daquelas corridas antigas que no passado geraram grandes momentos mas hoje não acrescentam nada de relevante ao calendário. Paul Ricard, repito, é uma pista confusa e suas corridas são muito monótonas. É uma pena que em 2020 não teremos o Grande Prêmio do México, cujo Autódromo Hermanos Rodríguez, é fascinante, enquanto que seremos obrigados a aguentar mais uma chatice de Paul Ricard.

Não é o tipo de comportamento adequado para um piloto de Fórmula 1.

Notas

 

Corrida: 4

 

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Valtteri Bottas: 8
  3. Charles Leclerc: 8
  4. Max Verstappen: 9
  5. Sebastian Vettel: 8
  6. Carlos Sainz Jr.: 7
  7. Daniel Ricciardo: 9
  8. Kimi Raikkonen: 9
  9. Nico Hülkenberg: 8
  10. Lando Norris: 6
  11. Pierre Gasly: 3
  12. Sergio Pérez: 4
  13. Lance Stroll: 10
  14. Daniil Kvyat: 5
  15. Alexander Albon: 8
  16. Antonio Giovinazzi: 6
  17. Kevin Magnussen: 4
  18. Robert Kubica: 3
  19. George Russell: 3

 

Abandonou

  1. Romain Grosjean: 3

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lando Norris

Melhor piloto: Lance Stroll

Pior piloto: Pierre Gasly (11º lugar em uma Red Bull é um resultado vergonhoso)

Análise GP da França de 2018

O GP da França voltou ao calendário da Fórmula 1 no dia 24 de junho de 2018, após um hiato de 10 anos. O clássico (porém traiçoeiro) Circuito Le Castellet, em Paul Ricard, deu a segunda reviravolta no campeonato: Lewis Hamilton (Mercedes) voltou a liderar o campeonato, com 145, enquanto Sebastian Vettel (Ferrari) enfrenta um cenário de incertezas.

A pole position ficou com Hamilton, dividindo a fila com Valtteri Bottas (Mercedes). Ainda na primeira volta, não muito depois da largada, Vettel e Bottas colidiram. Além deles, também houve colisão entre Pierre Gasly (Toro Rosso) e Esteban Ocon (Force India), tirando ambos da prova. (Se eu me esqueci de mais um acidente, me avisem, a largada foi muito louca). O safety car foi acionado, com a prova liderada por Hamilton, seguido por Max Verstappen (Red Bull) e Carlos Sainz Jr. (Renault).

Com a asa quebrada, Vettel teve de fazer um pit stop e acabou nas posições mais baixas do grid. Bottas parou depois, com um pneu furado. Ambos fariam uma prova de recuperação. O alemão foi punido com 5 segundos por ter causado a colisão.

Sainz logo foi ultrapassado por Ricciardo (Red Bull) e por Kimi Raikkonen (Ferrari). Vettel passava, um a um, os carros à frente e conseguiu chegar na parte mais alta da zona de pontuação. Verstappen fez seu pit stop e voltou na frente do alemão, que preferiu não travar batalhas com o holandês (vocês sabem o que acontece, né?).

O restante da corrida pareceu bem monótono. Mas, inacreditavelmente, Raikkonen ultrapassou Vettel (contrariando a típica política ferrarista do “the first driver is faster than you”). Sergio Perez (Force India) abandonou a prova. Lance Stroll (Williams) teve um pneu furado e também deixou o GP, mas como 90% da prova estava concluído, ele foi classificado (se você riu da desgraça dele, não importa se é torcedor ou apresentador de TV, VOCÊ VAI PRO INFERNO!)

Lewis Hamilton foi o vencedor da corrida, com Max Verstappen em segundo e Kimi Raikkonen em terceiro. Agora, Vettel terá mais trabalho para retomar a liderança. O GP da França ressurgiu em um cenário ofuscado pela Copa do Mundo, além de apresentar um começo emocionante e uma continuação bem chata. Vamos aguardar para que o próximo GP seja melhor (perdoem-me a análise meio ruinzinha, estou super atarefada esses dias; se alguém lembrou de mais alguma coisa, me avise nos comentários).

 

Notas:

 

Corrida: 5 (começo emocionante, final chato, narração nota ZERO #voltaCléberMachado)

 

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10 (liderou muito bem a prova, parecia que estava em Silverstone)
  2. Max Verstappen: 10 (idem acima, porém na 2ª posição)
  3. Kimi Raikkonen: 9,5 (boa corrida)
  4. Daniel Ricciardo: 9 (boa prova)
  5. Sebastian Vettel: 3 (boa recuperação, mas mostrou-se muito Dick Vigarista)
  6. Kevin Magnussen: 7 (boa colocação)
  7. Valtteri Bottas: 7 (boa recuperação, mas podia ser melhor)
  8. Carlos Sainz Jr.: 7 (idem Magnussen)
  9. Nico Hülkenberg: 6 (sem comentários)
  10. Charles Leclerc: 5 (não vou puxar o saco do Leclerc; se você quiser ver bajulação, vá para um fã clube dele)
  11. Romain Grosjean: 5 (sem comentários)
  12. Stoffel Vandoorne: 5 (idem acima)
  13. Marcus Ericsson: 5 (idem acima)
  14. Brendon Hartley: 6 (finalmente se manteve longe de problemas)
  15. Sergey Sirotkin: 3 (parece que o furo no pneu de Lance foi culpa de Sergey, mas nada confirmado)
  16. Fernando Alonso: 4 (tava meio que apanhando de todo mundo)
  17. Lance Stroll: 6 (tava apanhando de todo mundo, mas tudo por culpa da carroça da Williams; estou me solidarizando com ele)
  18. Sergio Perez: 4 (sem comentários)
  19. Esteban Ocon: 0 (causou acidente)
  20. Pierre Gasly: 6 (sofreu acidente; então toma um 6 pra não perder seu dia)

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhores pilotos: Lewis Hamilton e Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon

 

E aí, Kimi? O que achou da corrida e da análise de hoje?