Análise Grande Prêmio da Bélgica de 2019 | 2019 Belgian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 1º de setembro, o Grande Prêmio da Bélgica de 2019 começou com um clima de luto pela morte do piloto de Fórmula 2 Anthoine Hubert, de 22 anos. Um acidente na Eau Rouge no dia anterior afetou três pilotos e tirou a vida do francês. Homenagens foram prestadas a ele. Na corrida da Fórmula 1, o clima era semelhante, porém, o sapatinho de cristal serviu em um piloto.

Charles Leclerc (Ferrari) foi o pole position, seguido do companheiro de equipe, Sebastian Vettel. Os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, largaram da segunda fila. Logo após a largada, Max Verstappen (Red Bull) se chocou com Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) e pouco depois bateu em um muro, sendo o primeiro a abandonar a prova. O safety car foi chamado. Raikkonen foi obrigado a trocar a asa dianteira.

Algum tempo depois, o carro de Carlos Sainz Jr. (McLaren) desligou durante os boxes e seu rendimento foi afetado. O piloto espanhol deixou a corrida uma volta depois. Leclerc abria vantagem e a maior parte das brigas por posição ocorreram no meio do grid. Sergio Pérez (Racing Point) teve uma briga com Kevin Magnussen (Haas) e conseguiu ultrapassado. Em seguida, Magnussen foi superado por Pierre Gasly (que foi rebaixado para a Toro Rosso durante as férias), Lance Stroll (Racing Point) e Daniil Kvyat (Toro Rosso). Alexander Albon (promovido para a Red Bull no lugar de Gasly) enfrentava dificuldades para sair do 14º lugar.

Com as trocas de pneus, Vettel assumiu a liderança, mas o rendimento dos carros da Mercedes era maior. Algumas voltas depois, Leclerc se aproximou dele e a equipe, surpreendentemente, reconheceu que o carro do “escudeiro” estava melhor que o do primeiro piloto e mandou Vettel deixar o companheiro passar. O alemão cumpriu a ordem. Seus pneus estavam bem desgastados e a briga com Hamilton seria difícil, já que não seria aconselhada a troca naquele momento.

Hamilton superou Vettel e foi à caça de Leclerc. Porém, embora estivesse mais rápido, o inglês não conseguia se aproximar do monegasco. Nas voltas finais, Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo) bateu no muro e Lando Norris (McLaren) fez o mesmo. Albon conseguiu aproveitar a potência do carro para alcançar o quinto lugar.

Charles Leclerc venceu a corrida, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. A Ferrari finalmente admitiu que não foi uma boa escolha frear o jovem piloto no começo do ano. Mesmo com uma vitória, Charles permanece em quinto lugar no campeonato, mas a vitória serve para afastar os fantasmas do Bahrein (onde seu carro teve problemas e a vitória foi para Hamilton) e da Áustria (onde Verstappen o ultrapassou nas voltas finais e venceu a corrida). Dessa vez, a carruagem de Leclerc não virou abóbora e ele pôde aproveitar o baile.

(Infelizmente, eu não consegui postar a imagem dessa corrida. Veja a charge do dia no Instagram: https://www.instagram.com/p/B134IgcHO3_/ )

Notas

Corrida: 8

Pilotos

  1. Charles Leclerc: 9,5
  2. Lewis Hamilton: 9
  3. Valtteri Bottas: 7
  4. Sebastian Vettel: 7
  5. Alexander Albon: 8
  6. Sergio Pérez: 10
  7. Daniil Kvyat: 7
  8. Nico Hülkenberg: 9
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Lance Stroll: 8,5
  11. Kevin Magnussen: 2
  12. Romain Grosjean: 3
  13. Daniel Ricciardo: 3
  14. George Russell: 3
  15. Kimi Raikkonen: 3
  16. Robert Kubica: 3

Abandonaram

  1. 17.Lando Norris
  2. 18. Antonio Giovinazzi
  3. 19. Carlos Sainz Jr.
  4. 20. Max Verstappen

Driver of the Day (escolhido pelo público): Charles Leclerc

Melhor piloto: Sergio Pérez

Pior piloto: Kevin Magnussen

Análise GP da Bélgica de 2018

 

O Grande Prêmio da Bélgica de 2018 ocorreu no dia 26 de agosto, sendo a primeira corrida depois das férias dos pilotos. O maior assunto da competição foi a compra da equipe Force India pelo consórcio liderado por Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll (Williams). Como relatado pelo The Racing Track, o fato salvou 405 empregos.

 

Estes são alguns dos heróis que salvaram o emprego de 405 pessoas. E quer apostar que ainda vai ter gente que vai falar mal? Não importa. Os funcionários estão garantidos e é isso que conta! #LawrenceStrollNossoHerói (#LawrenceStrollOurHero)

 

Lewis Hamilton (Mercedes) largou na pole position, dividindo a primeira fila com Sebastian Vettel (Ferrari), principal concorrente pelo título desse ano. Em terceiro e quarto vinham, respectivamente, os carros da Force India de Esteban Ocon e Sergio Perez. Após a largada, Nico Hülkenberg (Renault) colidiu com Fernando Alonso (McLaren), cujo carro voo por cima de Charles Leclerc (Sauber). O halo impediu que acontecesse uma fatalidade. Foi acionado o safety-car.

 

Alonso é atingido por Hülkenberg e o carro desgovernado passa por cima de Leclerc

 

Ainda nos primeiros segundos da prova, Daniel Ricciardo (Red Bull) e Kimi Raikkonen (Ferrari) se tocaram. O carro do australiano sofreu danos na asa e o balanço foi afetado, enquanto que um pneu traseiro do finlandês foi furado. Amos pararam nos boxes, com Kimi fazendo a troca e voltando para a pista enquanto que Daniel parava para alguns consertos.

 

Raikkonen é obrigado a parar nos boxes no início da prova

 

Na parte da frente do grid, Vettel ultrapassou Hamilton e assumiu a liderança. Max Verstappen (Red Bull) ultrapassou Romain Grosjean (Haas) e partiu para a caça aos pilotos da Force India, que também tentavam chegar no líder. Com firmeza e categoria, o holandês passou os dois, para o delírio do “Mar Laranja” formado por seus torcedores em Spa-Francorchamps.

Ricciardo era o único retardatário até o momento. Apesar disso, permaneceu por um bom tempo na pista. Depois de Raikkonen ter abandonado por problemas mecânicos (após fazer três pit stops), o australiano também deixou a prova. Enquanto isso, Valtteri Bottas (Mercedes) fazia uma boa corrida de recuperação, alcançando o 4º lugar depois de largar numa posição baixa do grid.

Vettel foi o vencedor, com Hamilton em segundo e Verstappen em terceiro. O inglês permanece líder, mas a vantagem diminuiu para 17 pontos. O GP da Bélgica demonstrou ser uma das corridas mais perigosas do calendário e, com isso, torna-se uma caixa de surpresas. A prova também mostrou o quão importante é o halo para os carros, pois apesar de ser uma peça feia (gerando polêmica entre os fãs), é fundamental para salvar vidas, como a de Leclerc.

Notas

Corrida: 8 (começou bem, mas terminou meio tediosa)

Pilotos:

  1. Sebastian Vettel: 9
  2. Lewis Hamilton: 9
  3. Max Verstappen: 10
  4. Valtteri Bottas: 9
  5. Sergio Perez: 8
  6. Esteban Ocon: 8
  7. Romain Grosjean: 7
  8. Kevin Magnussen: 7
  9. Pierre Gasly: 8
  10. Marcus Ericsson: 8
  11. Carlos Sainz Jr.: 7
  12. Sergey Sirotkin: 7
  13. Lance Stroll: 6
  14. Brendon Hartley: 6
  15. Stoffel Vandoorne: 3

Abandonaram:

  1. Daniel Ricciardo
  2. Kimi Raikkonen
  3. Charles Leclerc
  4. Fernando Alonso
  5. Nico Hülkenberg

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Nico Hülkenberg