Análise Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 | 2020 British Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 ocorreu no dia 2 de agosto. Antes mesmo de começar, a corrida passou por uma situação atípica: Sergio Pérez (Racing Point) foi diagnosticado com Covid-19 e ficou de fora da prova, sendo substituído por Nico Hülkenberg. O mexicano talvez fique de fora de outras provas devido à doença. No entanto, devido a problemas hidráulicos, Hülkenberg não chegou a largar. Lance Stroll foi o único piloto da Racing Point a correr em Silverstone.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou na pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Vários duelos começaram após a largada. Lando Norris (McLaren) tentou avançar sobre Leclerc, mas não obteve sucesso. Carlos Sainz Jr. (McLaren) e Daniel Ricciardo (Renault) ganharam posições enquanto Norris e Stroll perderam duas cada um. Porém, o que mais chamou atenção foi o acidente na segunda volta entre Kevin Magnussen (Haas) e Alexander Albon (Red Bull). O dinamarquês tentou “fechar a porta” quando o tailandês tentou a ultrapassagem e os dois colidiram. Magnussen foi lançado para a caixa de brita. O safety car foi acionado.

A grande maioria dos pilotos aproveitou o safety car para trocar os pneus. Romain Grosjean (Haas) foi o único que não fez o pit stop. Após a relargada, o grid permaneceu praticamente o mesmo. Algumas voltas depois, Daniil Kvyat (Alpha Tauri) passou pela zebra, rodou e colidiu fortemente com o muro, causando mais uma bandeira amarela e, consequentemente, a volta do safety car.

Depois da segunda relargada, Grosjean foi praticamente o único a apresentar resistência aos adversários. O francês foi ultrapassado por Norris, Sainz, Ricciardo e Stroll antes de fazer a troca de pneus. Infelizmente, uma situação lamentável para a Racing Point surgiu durante a prova: como em uma reprise do Grande Prêmio da Estíria, Stroll se aproximou muito de Ricciardo, mas não conseguia ultrapassar. Diferente da segunda corrida do ano, dessa vez o canadense não pôde superar o australiano nem no final da prova e acabou perdendo a posição para três pilotos. Um deles foi Albon, que havia recebido uma punição de 5 segundos pelo acidente com Magnussen.

Faltando quatro voltas para o fim da corrida, Bottas teve um grave problema em uma das rodas, mas se recusou a ir para o pit stop tão cedo. Ele ainda correu uma volta antes de parar para a troca, perdendo muitas posições e entregando o segundo lugar a Verstappen. Sainz passou pelo mesmo. Em uma situação parecida, Hamilton também apresentou problemas nas rodas, mas como faltava apenas uma volta, o inglês continuou na pista e cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro caindo aos pedaços.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Devido aos acidentes de Alexander Albon e Daniil Kvyat, o safety car permaneceu muito tempo na pista, impossibilitando bons confrontos na corrida. O meio do grid protagonizou as disputas mais emocionantes, enquanto que o pódio parecia ser o trivial Hamilton-Bottas-Verstappen até o problema nas rodas do finlandês mudar a classificação final. Um dos destaques negativos da prova foi Sebastian Vettel (Ferrari), que havia largado em décimo e passou boa parte da prova fora da zona de pontuação, sendo ultrapassado inclusive por Pierre Gasly (Alpha Tauri), piloto que foi demitido da Red Bull em seu primeiro ano pelo time austríaco por falta de resultados satisfatórios. A Racing Point também não teve um fim de semana agradável, com Lance Stroll decepcionado com seu sexto lugar de largada e nono de chegada, e com Nico Hülkenberg incapaz de substituir Sergio Pérez na pista. A tortuosa pista de Silverstone raramente traz corridas emocionantes, e com esta não foi diferente.

Ganhar com o carro em ruínas não é para qualquer um.

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha se mostrou até agora a corrida mais chata e monótona de 2020 pelos motivos mencionados na análise. Quando o safety car domina boa parte da prova, perde-se boa parte da emoção porque os pilotos são impedidos de ultrapassar. Com certeza o momento em que Hamilton cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro arruinado foi brilhante, mas foi uma gota de surpresa em um oceano de marasmo.

Deixo meus elogios à atitude bonita de Norris de usar um capacete feito por uma fã de 6 anos chamada Eva, bem como deixo minha crítica à Racing Point por ter escolhido Hülkenberg para substituir Pérez. O alemão não teve uma boa carreira na Fórmula 1, tendo apenas sua pole no Grande Prêmio do Brasil de 2010 como momento marcante. Hülkenberg coleciona polêmicas, como não ter reconhecido a importância do halo no salvamento da vida de Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica de 2018 e suas falas machistas a respeito do papel da mulher no automobilismo. Creio que é incorente da parte de uma equipe como a Racing Point, cuja dupla de pilotos é formada por atletas de minorias étnicas (um latino e um indígena judeu), contratar como substituto de Pérez um piloto que tenha apresentado um comportamento tão antiético no passado.

Opinião da Adriana:

O que foram as duas últimas voltas? Ainda estou tentando me recuperar. Ver Bottas com um pneu danificado, Verstappen ultrapassando, Ricciardo subindo de posições, Sainz perdendo posições, Albon conseguindo terminar nos pontos depois de uma corrida cheia de problemas e um toque com Magnussen logo no começo… Que corrida.

Admito que no começo estava um pouco entediada mas as batalhas por posições entre Sainz, Norris, Ricciardo e Stroll foi só o começo. Norris mostrou mais uma vez que é melhor que Sainz e mesmo com aquela escapada na primeira tentativa de ultrapassagem, conseguiu manter o ritmo durante a corrida e ainda desafiou Ricciardo, que estava a sua frente. Ocon também mostrou que, mesmo com um carro inferior comparado à Racing Point, ainda consegue desafiar seus rivais.

Preciso falar aqui da felicidade em ver Ricciardo brilhando de novo, mesmo com essa Renault. Se a corrida durasse por mais duas voltas, poderíamos ter o Australiano no pódio de novo. Durante a corrida, ele teve problemas de aderência e ritmo mas isso não o impediu de dar um show no final da corrida. Mal posso esperar em ver seu desempenho na McLaren ano que vem.

Outro que deu um show foi Hamilton. O que foi ver o pneu dele danificado e mesmo assim, o Inglês conseguiu cruzar a linha em primeiro? Isso é o que faz Lewis Hamilton ser o melhor piloto da atualidade, quiçá, de todos os tempos.

Deixo aqui também meu reconhecimento ao Russell, que conseguiu terminar em 12º com uma Williams! O que seria dele com uma Mercedes, hein? Toto, mais uma vez eu venho te avisar que você precisa considerar o Britânico para substituir Bottas.

Notas

Corrida: 6 (Rebeca) 8,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8 (Rebeca) 10 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 8 (Rebeca e Adriana)
  3. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6.       ? (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  8. Alexander Albon: 3 (Rebeca) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  10. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  11. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  12. George Russell: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  15. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Kimi Raikkonen: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. Kevin Magnussen: 10 de consolação

 

Não largou:

  1. Nico Hülkenberg:

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lewis Hamilton

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Alexander Albon (Rebeca) | Romain Grosjean e Valtteri Bottas (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Hungria de 2020 | 2020 Hungarian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 19 de julho, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 começou com uma situação atípica na pista. Havia chovido alguns minutos antes e o asfalto estava molhado, obrigando os pilotos a usarem pneus intermediários. No entanto, o que parecia ser uma prova fora do normal terminou em um pódio pouco surpreendente.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. A segunda fila foi preenchida pelos dois carros da Racing Point, guiados por Lance Stroll e Sergio Pérez. Durante a largada, Bottas foi lento e caiu para o sexto lugar. Stroll assumiu a segunda posição e se manteve assim na primeira volta até a chegada de Max Verstappen (Red Bull). Com a pista menos molhada, a grande maioria dos pilotos parou para colocar pneus de pista seca. Os pilotos da Haas, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, foram alguns dos que não pararam (pois já haviam trocado os pneus antes da largada e depois da volta de apresentação). Stroll os superou facilmente.

Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) enfrentava os pilotos do meio do grid. Alexander Albon (Red Bull) e Sebastian Vettel (Ferrari) foram alguns dos adversários do monegasco. Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o único a abandonar por problemas no motor. Bottas tentava recuperar-se do prejuízo e usou toda a potência de seu carro para alcançar o quarto lugar. Leclerc foi seu adversário mais difícil, pois bloqueava todos os ataques do finlandês. Bottas conseguiu se aproximar de Stroll, mas não teve chances de ultrapassar o canadense. O piloto da Mercedes só conseguiu o terceiro lugar devido a um undercut nos boxes (parou para a troca de pneus antes de Stroll e o pit stop da Racing Point foi mais lento). No entanto, Stroll se manteve firme em quarto e os demais pilotos não puderam se aproximar dele.

Um ponto de destaque da prova foram os incidentes envolvendo Nicholas Latifi (Williams). O primeiro ocorreu no início da prova, após um toque com Carlos Sainz Jr. (McLaren) na saída dos boxes que lhe rendeu uma punição de 5 segundos. Ele voltou para a pista, rodou e quase bateu nos pilotos do fim do grid. No segundo, Latifi rodou e parou na brita, mas retornou à prova.

Leclerc enfrentava sérios problemas com seus pneus macios e pediu uma troca para sua equipe. Colocando pneus médios, ele perdeu muitas posições e teve dificuldades para chegar à zona de pontuação. Sua maior batalha foi com Lando Norris (McLaren) pelo 12º lugar. Perto do fim da corrida, após Leclerc ultrapassar Sainz, o espanhol aproveitou a oportunidade e recuperou o décimo lugar. Ao mesmo tempo, o carro de Bottas apresentava um bom desempenho e o finlandês buscou se aproximar de Verstappen. Para isso, fez duas trocas de pneus para aumentar a velocidade. No entanto, o esforço foi em vão. Mesmo com as dificuldades do carro da Red Bull e os retardatários, Verstappen terminou a corrida em segundo lugar.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Contrariando as expectativas, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 teve muitas ultrapassagens, mais não trouxe muitos momentos emocionantes. O pódio foi quase o mesmo da corrida anterior, mudando apenas as posições de Verstappen e Bottas. A Racing Point conseguiu ótimos resultados, com o quarto lugar de Lance Stroll e o sétimo de Sergio Pérez. A Red Bull conquista mais um pódio, mas o quinto lugar de Alexander Albon, embora vantajoso para a equipe foi marcado por uma dura batalha entre o tailandês e Sebastian Vettel pois, segundo o próprio, a Red Bull não lhe dava mais potência. Com a Racing Point se destacando, o time austríaco deve se manter atento a suas políticas para não perder o lugar entre as equipes de ponta. Nesta prova, a McLaren sai humilhada, conseguindo apenas um ponto com o décimo lugar de Sainz. Agora, com Hamilton liderando o campeonato e a cinco vitórias de igualar o recorde de Michael Schumacher como o maior vencedor da Fórmula 1, a temporada de 2020 começa a ganhar forma, mas o domínio da Mercedes parece inevitável.

Atualização: Os pilotos da Haas foram punidos por trocar os pneus antes da largada, ferindo o artigo 27.1 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1. Com isso, Kevin Magnussen caiu do nono para o décimo lugar e Romain Grosjean caiu do 15º para o 16º lugar.

Resumo da corrida

Opinião da Rebeca:

A corrida começou com surpresas, mas terminou de maneira bem blasé. As melhores ultrapassagens ocorreram na metade do grid porque os dois primeiros lugares foram definidos nas primeiras voltas da corrida. Hungaroring é a pista mais lenta da Fórmula 1 e talvez a segunda mais difícil de obter ultrapassagens (atrás apenas do Circuito de Mônaco), então quando esta etapa se aproxima, normalmente se esperam corridas monótonas, como a de 2018. Porém, o grid de largada criou expectativas de um resultado diferente do típico pódio formado por pilotos da Mercedes mais um da Red Bull ou Ferrari.

No entanto, não se pode ignorar que o resultado da Racing Point foi muito satisfatório e que ela é uma boa candidata a conseguir pódios esse ano. Lance Stroll merece muitos elogios pela maneira prudente como guiou seu carro e garantiu uma boa colocação para sua equipe. Situação bem diferente da McLaren, cujos pilotos tiveram uma corrida mais difícil (destacando para Lando Norris que só conseguiu ultrapassar Esteban Ocon perto do fim). Porém, elas ainda estão bem próximas de ameaçar a Red Bull na ponta do grid.

Opinião da Adriana:

Essa foi, sem dúvidas, a corrida mais chata até agora. As primeiras voltas foram promissoras, com as disputas de posições logo nas primeiras curvas, mas depois foi um verdadeiro marasmo.

É sabido que o circuito húngaro é difícil de criar uma corrida emocionante, com poucas oportunidades de ultrapassagens e isso foi provado mais uma vez. Tirando algumas vezes como Sainz contra Leclerc e Albon contra Vettel, de resto, o resultado do grid foi definido pelas paradas para troca de pneus.

Em uma corrida parada como essa, é difícil escolher os melhores e piores momentos mas não podemos esquecer do talento de Hamilton em dominar a corrida de ponta a ponta, sem qualquer ameaça dos outros carros. E devemos reconhecer a habilidade dos mecânicos de Verstappen em conseguir acertar o carro a tempo da corrida após a batida do holandês antes da corrida.

O pior momento foi a largada de Bottas, que claramente foi queimada (fiscais de corrida, estou de olho em vocês). Logo no começo da corrida, teve muita dificuldade em passar Leclerc, com um carro inferior comparado à sua Mercedes e não conseguiu alcançar Verstappen, mesmo sendo mais rápido nas últimas voltas. Toto, acho que está na hora de considerar o Russell para o assento do finlandês em 2022.

Notas

Corrida: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6,5 (Adriana)
  4. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Sebastian Vettel: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  7. Sergio Pérez: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  9. Carloz Sainz Jr.: 6 (Rebeca e Adriana)
  10. Kevin Magnussen: 7 (Rebeca e Adriana)
  11. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  13. Lando Norris: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Esteban Ocon: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Kimi Raikkonen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. George Russell: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 2 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Pierre Gasly: 10

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Lance Stroll e Alexander Albon (Rebeca) | Lewis Hamilton (Adriana)

Pior piloto: Nicholas Latifi (Rebeca) | Valtteri Bottas (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Estíria de 2020 | 2020 Styrian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Estíria, ocorrido no dia 12 de julho, foi a segunda etapa da temporada de 2020. A corrida foi disputada no Red Bull Ring, mesma pista do Grande Prêmio da Áustria. Porém, diferente da prova anterior, esta apresentou muitos momentos emocionantes.

Lewis Hamilton (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Max Verstappen (Red Bull). Pouco depois do início da prova, Charles Leclerc (Ferrari) se chocou com o companheiro Sebastian Vettel e quebrou a asa traseira do alemão. O carro do monegasco deu um pulo e também teve danos. Vettel foi o primeiro a abandonar. Leclerc fez um pit stop, mas poucas voltas depois abandonou a corrida.

A surpresa do dia foram os carros da Racing Point, que tiveram problemas durante a qualificação no dia anterior devido à forte chuva. Sergio Pérez e Lance Stroll conseguiram boas ultrapassagens, como em cima de Lando Norris (McLaren) e de Pierre Gasly (Alpha Tauri). Um pouco a diante, Daniel Ricciardo (Renault) travou uma boa disputa com seu companheiro Esteban Ocon. O hispano-francês, que como previsto pelo The Racing Track precisou repensar suas táticas para voltar à Fórmula 1, teve problemas mecânicos no carro e foi forçado a deixar a prova. George Russell (Williams) saiu da pista e foi parar na caixa de brita, mas voltou para a corrida normalmente.

Muitos carros do fim do grid protagonizaram boas lutas por posições, notadamente Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Romain Grosjean (Haas) e Kevin Magnussen (Haas). Após o abandono de Ocon, Pérez e Stroll brigaram entre si pelo sexto lugar, com o mexicano conseguindo a ultrapassagem. Logo depois, Pérez chegou em Ricciardo e também o ultrapassou. Stroll se aproximou muito do australiano e a disputa pela posição durou até o final da corrida.

Enquanto isso, a Red Bull tentava um undercut para evitar que Verstappen perdesse o segundo lugar para Valtteri Bottas (Mercedes). A estratégia funcionou por um tempo, pois o holandês conseguiu superar o finlandês quando este foi para os boxes. No entanto, o carro da Red Bull mais uma vez revelou sua inferioridade em relação à Mercedes. Além disso, Verstappen tinha um detrito na asa dianteira. Ele e Bottas brigaram intensamente pelo segundo lugar, chegando a trocar de posições algumas vezes, mas o finlandês conseguiu a ultrapassagem.

Pérez tentou ultrapassar Alexander Albon (Red Bull), mas acabou sendo tocado pelo carro do tailandês quando este defendeu sua posição. O mexicano deveria desacelerar para garantir a integridade do carro, mas acelerou e provocou o toque. Com o dano no carro, Pérez perdeu forças e acabou sendo utrapassado por Norris, que após superar seu companheiro Carlos Sainz Jr. ainda se envolveu em uma disputa tripla com Stroll e Ricciardo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Como dito anteriormente, o Grande Prêmio da Estíria atendeu as expectativas e foi bem mais emocionante que o Grande Prêmio da Áustria. Isso revela que uma pista pode ser palco de corridas totalmente diferentes. A Ferrari sai derrotada de mais uma etapa do campeonato, com o primeiro duplo abandono desde o Grande Prêmio do Brasil de 2019. Já a Mercedes consolida seu domínio na categoria, enquanto Racing Point e McLaren protagonizam espetáculos que ofuscam a atuação da Red Bull. Mesmo com o calendário alterado e diversas mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19, a temporada de 2020 mostra que seu cenário pode ser bem diferente dos anos anteriores (que foram bem semelhantes um do outro).

Ferrari mais uma vez vai por água abaixo.

Opinião da Rebeca: 

Creio que o Grande Prêmio da Estíria mostrou que a Racing Point pode ser considerada uma “equipe de ponta” em breve. Lance Stroll mostrou grandes habilidades na chuva (vide classificação do Grande Prêmio da Itália de 2017 e Grande Prêmio da Alemanha de 2019), porém o carro da equipe inglesa falhou consideravelmente no sábado. Seus dois pilotos conseguiram superar as adversidades e terminar a corrida em ótimos lugares. Vejo que McLaren e Racing Point travarão uma boa briga, parecida com a que a Mercedes e a Ferrari tiveram em 2017 e 2018 pela liderança do campeonato.

Alexander Albon, por sua vez, demonstrou ser muito esforçado e mais merecedor da vaga na Red Bull do que Pierre Gasly. As dificuldades enfrentadas por ele durante a briga com Valtteri Bottas são resultado da inferioridade do carro da equipe austríaca, assim como a vitória de Bottas em sua disputa com Max Verstappen. Como já demonstrado no The Racing Track, a Red Bull precisa provar para o holandês que é merecedora de seus serviços.

Opinião da Adriana:

Em comparação com a última corrida, essa foi menos emocionante. Ter um pódio previsível, com duas Mercedes e a Red Bull de Verstappen ao invés de ver uma cara nova no pódio – seja com Albon ou Pérez – tirou a minha emoção comparada ao pódio passado. Porém, o protesto de Lewis Hamilton, ao lado de dois pilotos brancos – Bottas, seu companheiro de equipe e que até a Mercedes “obrigá-lo” a falar alguma coisa em relação ao movimento Black Lives Matter, ficou calado sobre o assunto e Verstappen, que sequer ajoelhou no fim de semana passada e tampouco apareceu nessa cerimônia antes do começo da corrida – foi marcante e muito emocionante.

Tirando as três primeiras posições e excluindo a batalha Bottas vs Verstappen nas últimas voltas, a corrida foi cheia de ultrapassagens a serem lembradas. O que foi Norris conseguindo ultrapassar três carros na última volta? Não me surpreenderia em vê-lo em mais pódios nesta temporada atípica. Ricciardo mostrou que, mesmo com um carro ruim, continua afiado no que faz de melhor: ultrapassagens. Seu estilo em frear um pouco mais tarde lhe rendeu boas batalhas com Stroll mas vamos combinar que Racing Point não é apelidada de Mercedes Rosa por acaso. No asfalto seco, Stroll e Pérez brilharam e com isso, o mexicano conseguiu ganhar o prêmio de Piloto do Dia, o que na minha opinião, foi merecidíssimo. Já nos últimos lugares, Raikkonen e Magnussen batalharam por melhores posições mas vem cá, alguém de fato prestou atenção?  

Os destaques da corrida, para mim, vai mais uma vez ao britânico Norris, que mesmo com dores durante todo o fim de semana, conseguiu uma performance brilhante no domingo, ofuscando seu companheiro de equipe, Sainz, que conseguiu a 3ª colocação no sábado e perdeu 6 posições durante a corrida. Será que ele parou para pensar na situação da Ferrari? E também, não posso esquecer de Sergio Pérez, que conseguiu fazer uma ótima corrida de superação, brigou com boa parte do grid e ainda protagonizou um momento fofo com seu engenheiro no rádio. Quem não sorriu com a felicidade do mexicano, bom sujeito não é. Também reconheço o talento de Russell conseguir lutar com aquela Williams por algumas voltas. Pena que teve um pequeno erro, o que lhe custou muitas posições no grid.

Já um momento para se esquecer dessa corrida foi a ultrapassagem impensada, equivocada e totalmente afobada de Leclerc para cima de Vettel. Sabemos que numa corrida, qualquer espaço é o suficiente para um piloto arrojado se jogar e ultrapassar seu adversário, mas onde o monegasco estava com a cabeça de tentar ultrapassar seu companheiro de equipe na zebra? Falta de cálculo e perspicácia, na minha humilde opinião.

Hamilton, em seu protesto contra o racismo. Fonte: The Guardian. Fotógrafo:  Joe Klamar/AP

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca e Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  4. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6. Sergio Pérez: 9,5 (Rebeca) 10 (Adriana)
  7. Lance Stroll: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  9. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca e Adriana)
  10. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Kevin Magnussen: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Pierre Gasly: 4 (Rebeca e Adriana)
  16. George Russell: 2 (Rebeca) 7 (Adriana)
  17. Nicholas Latifi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Esteban Ocon
  2. Charles Leclerc
  3. Sebastian Vettel

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Sergio Pérez (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: George Russell (Rebeca) | Charles Leclerc (Adriana)

Errata: O texto original afirmava que Esteban Ocon havia desfeito seus laços com Toto Wolff para retornar à Fórmula 1. No entanto, como apontado pelo jornalista Kadu Gouvêa em 18 de junho de 2021, o piloto continua tendo sua carreira gerenciada pela Mercedes, equipe na qual Wolff é chefe de equipe.

Análise Grande Prêmio da Áustria de 2020 | 2020 Austrian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 05 de julho, o Grande Prêmio da Áustria de 2020 foi a primeira corrida da temporada, já que a pandemia de Covid-19 provocou o cancelamento e adiamento das etapas anteriores. Havia muita expectativa, mas a corrida foi um desastre. Muitos abandonos, poucas ultrapassagens e punições questionáveis. Antes da prova, houve uma manifestação contra o racismo na qual os pilotos se ajoelharam. Dos 20 atletas, seis se recusaram a se ajoelhar: Daniil Kvyat (Alpha Tauri), Carlos Sainz Jr. (McLaren), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Max Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo). Desses seis, três abandonaram.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position. Com a punição de seu companheiro Lewis Hamilton, Verstappen largou em segundo. Logo após a largada, houve algumas disputas, como entre Verstappen e Lando Norris (McLaren) e entre Sebastian Vettel (Ferrari) e Daniel Ricciardo (Renault). Infelizmente, os acidentes não tardaram a vir. Verstappen foi o primeiro a abandonar quando seu carro desligou subitamente. Quando o holandês abandona, é quase certeza que a corrida vai ser a pior e mais chata possível, porque Max sabe como dar um show na pista (vide a disputa com Leclerc no ano passado). Pouco depois, Ricciardo teve uma falha mecânica e se retirou da prova e o motor de Lance Stroll (Racing Point), que havia largado em nono, o fez abandonar a corrida. Vettel rodou após uma disputa com Sainz, foi para o fundo de grid e lá permaneceu.

Kevin Magnussen (Haas) rodou e foi parar na caixa de brita. Com isso, o safety car foi acionado. Sergio Pérez (Racing Point) e Alexander Albon (Red Bull) disputavam o terceiro lugar. Anteriormente, o mexicano enfrentou dificuldades para superar Norris. Com a relargada, Romain Grosjean (Haas) e George Russell (Williams) deixaram a corrida.

Na frente do grid, após uma disputa com Pérez, Albon tentou ultrapassar Hamilton, mas foi tocado pelo inglês e saiu da pista. Hamilton, que planejava uma manifestação antirracista no pódio, levou uma punição de 5 segundos. Pérez foi igualmente punido por ter ultrapassado a velocidade máxima permitida no pit lane. Enquanto isso, Leclerc sofria para ultrapassar Norris. Após a ultrapassagem do monegasco, Sainz tentou superar o companheiro, mas não conseguiu. No fim da prova, Raikkonen passou pela zebra e perdeu uma roda do carro. Kvyat quebrou a suspensão e também abandonou.

Valtteri Bottas foi o grande vencedor. Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada em segundo, porém com a punição, Charles Leclerc herdou o segundo lugar e Lando Norris ficou em terceiro. Sinceramente, nenhuma das colunistas do site tinha vontade de analisar a prova, pois corrida monótona e com muitas quebras não são de nosso agrado (principalmente quando pilotos pelos quais temos grande carinho abandonam logo no começo). No entanto, reconhecemos o bom trabalho dos atletas e tiramos algumas conclusões. A primeira é que a Ferrari teve um começo desastroso, com seus pilotos enfrentando dificuldades em ultrapassar equipes consideradas “resto”, como a McLaren. Segunda, Racing Point e McLaren surgem como potenciais ameaças à Red Bull pelo posto de “equipe de ponta”. Terceira, a Mercedes começou com domínio em uma corrida fora do comum, mas talvez esse ano não tenha tanto sossego como nas temporadas anteriores.

A bruxa está solta em Spielberg. (Charge feita pela nossa nova colunista, Adriana Perantoni).

Notas

 

Corrida: 0-6

 

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 9
  2. Charles Leclerc: 7
  3. Lando Norris: 9
  4. Lewis Hamilton: 8,5
  5. Carlos Sainz Jr.: 7
  6. Sergio Pérez: 8,5
  7. Pierre Gasly: 7
  8. Esteban Ocon: 7
  9. Antonio Giovinazzi: 7
  10. Sebastian Vettel: 0
  11. Nicholas Latifi: 6

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 0
  2. Alexander Albon: 7,5
  3. Kimi Raikkonen: 0
  4. George Russell: 0
  5. Romain Grosjean: 0
  6. Kevin Magnussen: 0
  7. Lance Stroll: 10
  8. Daniel Ricciardo: 10
  9. Max Verstappen: 10

 (Observação: Esclarecendo as últimas notas, daremos 10 como nota de consolação a todos os pilotos que tiveram de abandonar a prova no começo por falhas no carro, seja no motor, na parte elétrica, no câmbio, nos freios, ou em qualquer outra parte).

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Alexander Albon

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Sebastian Vettel

Análise Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019 | 2019 Abu Dhabi Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 1º de dezembro, o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2019 não trouxe grandes surpresas. Uma corrida sem atrativos, porém com um resultado muito bom, que definiu certas posições no ranking dos pilotos. Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de Max Verstappen (Red Bull). A largada ocorreu seu problemas, mas o carro da Red Bull estava consideravelmente mais lento do que os concorrentes. Consequentemente, Charles Leclerc (Ferrari) conseguiu ultrapassá-lo.

No meio do grid, Pierre Gasly (Toro Rosso) se meteu entre as Racing Point’s de Sergio Pérez e Lance Stroll. Com o toque em Pérez, o barbeiro francês foi obrigado a parar para trocar a asa dianteira, e só pra variar a equipe da Toro Rosso demorou uma eternidade para fazer a troca. Valtteri Bottas (Mercedes) largou em último por ter trocado o motor. Mas isso não afetou o desempenho do finlandês, que ultrapassou seus adversários perfeitamente e poucas voltas depois já estava na zona de pontuação.

Tirando a recuperação de Bottas, não houve tantos momentos impressionantes na corrida. A Ferrari mandou seus dois pilotos para os boxes antes dos demais da frente do grid. A parada de Leclerc foi boa, mas a de Sebastian Vettel demorou um pouco por causa de um problema na troca do pneu traseiro esquerdo. Porém, mesmo com essa troca e a Red Bull sendo obrigada a chamar seus pilotos mais tarde, algo inacreditável estaria por vir. Verstappen reclamava de falta de potência, num claro blefe no rádio, já que ele fazia voltas cada vez mais rápidas e diminuía muito a desvantagem em relação a Leclerc. Chegando próximo ao monegasco, Max deu um créu em Charles que deixou o piloto da Ferrari sem saber o que fazer. Leclerc tentou reagir, mas o holandês bloqueou seu ataque e acelerou para ganhar uma boa distância. Alguns toques ocorreram, como o de Robert Kubica (Williams) e Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo), mas parece que os comissários não estavam a fim de punir ninguém. Stroll foi o único a abandonar, depois de ter feito uma prova decepcionante. Seu companheiro Pérez, pelo contrário, fazia de tudo para conseguir o décimo lugar no ranking e ultrapassou cada adversário até chegar em Lando Norris (McLaren). Apesar de muita luta, o mexicano conseguiu superar o inglês, que caiu no choro. Ao mesmo tempo, Bottas se aproximava de Leclerc, mas não suficientemente para ultrapassá-lo. Não havia mais esperanças para o monegasco: Verstappen estava consolidando o terceiro lugar no campeonato e a Cinderela da Fórmula 1 não iria para o baile da FIA.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. São raras as vezes em que as corridas no Circuito Yas Marina são boas. A exceção foi 2018. A edição de 2019 foi entediante e parada, mas está longe de ser uma das piores corridas do ano, devido aos shows de Bottas e Verstappen que salvaram o dia. Campeão com antecedência, Hamilton está cada vez mais perto de superar Schumacher. Verstappen se firma como uma estrela do esporte, mas vive o dilema entre se manter na Red Bull, ganhando apenas 2 ou 3 corridas no ano, ou ir para uma equipe de ponta como a Mercedes, onde ele venceria no mínimo 11, como Hamilton. Leclerc fez ótimas corridas, mas pagou o preço por ser tão superestimado por seus fãs. Seu relacionamento turbulento com Vettel atrapalhou os planos da Ferrari, que teve uma temporada mais parecida com a de 2016 (uma das piores de sua história, com nenhuma vitória) do que com as de 2017 e 2018, quando disputou o título com a Mercedes. Além disso, dois pilotos se despedem da Fórmula 1 em Abu Dhabi: Robert Kubica, que já estava condenado ao fracasso por estar numa equipe pessimamente gerenciada (Williams) e com condições físicas que limitavam sua atuação (sequelas do acidente em 2011), e Nico Hülkenberg (Renault), que será substituído em 2020 por Esteban Ocon (conhecido pelas más línguas como “o cachorro do Toto Wolff”). Nico não impressionou a Renault, que estava farta de seus resultados medianos. Não sei se Ocon fará melhor, e muito provavelmente Daniel Ricciardo o vencerá como companheiro. A análise da temporada você confere dentro de alguns dias no The Racing Track.  

Com o quarto lugar no ranking, a Cinderela fica de fora do baile de gala da FIA.

    Notas  

Corrida: 5  

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Max Verstappen: 9,5
  3. Charles Leclerc: 8
  4. Valtteri Bottas: 10
  5. Sebastian Vettel: 8
  6. Alexander Albon: 8
  7. Sergio Pérez: 9
  8. Lando Norris: 3
  9. Daniil Kvyat: 5
  10. Carlos Sainz Jr.: 6
  11. Daniel Ricciardo: 6
  12. Nico Hülkenberg: 6
  13. Kimi Raikkonen: 6
  14. Kevin Magnussen: 6
  15. Romain Grosjean: 3
  16. Antonio Giovinazzi: 6
  17. George Russell: 3
  18. Pierre Gasly: 0
  19. Robert Kubica: 1

Abandonou

  1. Lance Stroll

  Driver of the Day (escolhido pelo público): Nico Hülkenberg (houve uma campanha de pessoas que acham que o Driver of the Day deve ser um prêmio de consolação)

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Pierre Gasly

Análise Grande Prêmio do Brasil de 2019 | 2019 Brazilian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 17 de novembro, o Grande Prêmio do Brasil de 2019 foi uma corrida enérgica e emocionante. Abandonos imprevisíveis e lutas impressionantes marcaram a penúltima etapa do ano, no Autódromo José Carlos Pace, no bairro de Interlagos, zona sul de São Paulo.

Max Verstappen (Red Bull) largou da pole position, dividindo a primeira fila com Sebastian Vettel (Ferrari). Pouco depois da largada, Lewis Hamilton (Mercedes) ultrapassou o alemão e começou a caça ao holandês. O companheiro de Vettel. Charles Leclerc, largou em 14º após levar uma punição, porém em poucas voltas chegou ao sexto lugar. Também no começo da prova, Daniel Ricciardo (Renault) e Kevin Magnussen (Haas) se chocaram, levando o dinamarquês a sair da pista e o ítalo-australiano a trocar a asa dianteira. Ricciardo foi punido com 5 segundos pela colisão.

A Mercedes chamou Hamilton para os boxes para tentar um undercut em Verstappen, porém trocou os pneus macios por outros do mesmo tipo. A Red Bull reagiu e chamou Max para a troca de pneus na volta seguinte, também trocando os pneus macios por outros macios. Com isso, tanto Lewis quanto Verstappen seriam obrigados a fazer mais uma troca para usar dois tipos diferentes de pneus. Max voltou à frente (mesmo com Robert Kubica, da Williams, atrapalhando sua saída dos boxes) e conseguiu recuperar a liderança após as paradas de Vettel e Valtteri Bottas (Mercedes). Os líderes algumas voltas mais tarde trocaram seus pneus macios por médios. Kubica foi punido com 5 segundos pela “gracinha”.

Algum tempo depois, Bottas começou a perseguir Leclerc. O carro da Mercedes se aproximava bem da Ferrari, mas não conseguia ultrapassá-la. O motor de Bottas começou a fumar e o finlandês parou seu carro perto da saída dos boxes. O safety car foi chamado e Verstappen foi para os boxes trocar seus pneus médios por macios, tornando Lewis novamente o líder da prova. No entanto, após a saída do safety car, Max o ultrapassou e retomou o primeiro lugar. Em seguida, Alexander Albon (Red Bull) conseguiu bloquear um ataque de Vettel. Pouco tempo depois, Leclerc tentou ultrapassar o companheiro, mas Sebastian não deu muito espaço para Charles. Os dois acabaram batendo, causando um duplo abandono da equipe. Lance Stroll (Racing Point) acabou passando por cima de um pedaço das Ferraris e foi obrigado a deixar a prova. Esse foi o primeiro abandono do piloto indígena desde o Grande Prêmio da Espanha de 2019.

Com Verstappen na liderança, houve uma briga entre Albon e Hamilton que fez com que o tailandês virasse o carro e fosse para o fim do grid. Com isso, o beneficiado foi Pierre Gasly (Toro Rosso), que assumiu o segundo lugar. Os comissários (sempre eles) decidiram analisar o incidente após o fim da corrida. Nico Hülkenberg (Renault) foi penalizado com 5 segundos por ultrapassar Magnussen antes da re-largada.

Max Verstappen foi o grande vencedor, com Pierre Gasly em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Com certeza, o Grande Prêmio do Brasil de 2019 foi melhor do que a edição do ano anterior, arruinada pelo infame piloto sem talento Esteban Ocon. Max sai vitorioso, com uma corrida vencida por seu talento e arrojo. Como recompensa, recebeu um troféu que homenageia Ayrton Senna. Hamilton pode até ser o campeão e ser lembrado como um fã de Senna, mas se a alma de Ayrton já reencarnou, muito provavelmente ela está agora no corpo de Verstappen.  

Atualização: Hamilton foi punido com 5 segundos pela colisão com Albon. Com isso, Sainz herda o pódio.

Max Verstappen: a reencarnação de Ayrton Senna

Notas  

Corrida: 10

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Pierre Gasly: 7
  3. Carlos Sainz Jr.: 9
  4. Kimi Raikkonen.: 9
  5. Antonio Giovinazzi: 9
  6. Daniel Ricciardo: 9
  7. Lewis Hamilton: 8
  8. Lando Norris: 5
  9. Sergio Pérez: 9
  10. Daniil Kvyat: 7
  11. Kevin Magnussen: 6
  12. George Russel: 2
  13. Romain Grosjean: 3
  14. Alexander Albon: 9
  15. Nico Hülkenberg: 5
  16. Robert Kubica: 0

  Abandonaram:

  1. Sebastian Vettel
  2. Charles Leclerc
  3. Lance Stroll
  4. Valtteri Bottas

 Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Robert Kubica (graças a Deus sai da Fórmula 1 ano que vem!!!)

Análise Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2019 | 2019 United Stades Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 3 de novembro, o Grande Prêmio dos Estados Unidos coroou Lewis Hamilton como hexacampeão mundial de Fórmula 1. Num fim de semana com certo equilíbrio de forças entre a Mercedes e a Red Bull, a Ferrari acabou saindo derrotada e o inglês se tornou o segundo maior campeão da história do esporte.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Sebastian Vettel (Ferrari). Max Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari), Lewis Hamilton (Mercedes) e Alexander Albon (Red Bull) vinham logo atrás. Após a largada, Vettel perdeu sua posição para Verstappen e Hamilton ultrapassou a dupla ferrarista. Carlos Sainz Jr. (McLaren) se chocou contra Albon e causou danos ao carro do tailandês, que teve que fazer um pit stop mais cedo. Porém, a garra e determinação de Albon fez com que ele recuperasse as posições bem rápido.

Verstappen, que quase passou Bottas ainda na largada, se mantinha em segundo e Hamilton diminuía a diferença em relação ao holandês. Vettel, por outro lado, havia caído do segundo para o sétimo lugar e estava à caça de Daniel Ricciardo (Renault) e Lando Norris (McLaren). Para infortúnio do alemão, a passagem pela zebra da curva 8 quebrou sua suspensão traseira, deixou uma das rodas soltas e o piloto foi o primeiro a se retirar da corrida. Sergio Pérez (Racing Point) havia largado dos boxes devido a uma punição e conseguiu fazer uma boa prova ao lado de seu companheiro Lance Stroll. O piloto indígena canadense havia feito um pit stop mais cedo do que os demais por ter sido obrigado a sair do traçado e evitar uma colisão com pilotos do fundo do grid.

O meio da prova foi um tanto monótono, sem grandes surpresas. Verstappen acabou indo para os boxes antes dos piloto da Mercedes, fazendo a equipe alemã chamar Bottas para a troca de pneus antes. Leclerc teve outro pit stop desastroso, levando 7.7 segundos (a média da Ferrari é 2.5). O monegasco chegou a ficar longas distâncias atrás dos três primeiros colocados. Pouco tempo depois, Robert Kubica (Williams) foi obrigado a abandonar a corrida também.

Muito se especulava sobre a estratégia da Mercedes (se ela deixaria a vitória para Bottas ou Hamilton). Enquanto isso, Pérez e Stroll lutavam por pontos para passar a Toro Rosso no ranking das construtoras, duelando com o piloto russo dessa escuderia, Daniil Kvyat. No entanto, o segundo pit stop de Stroll fez ele perder muitas posições e ele não conseguiu recuperar o ritmo. No entanto, a Toro Rosso falhou com seus pilotos: Kvyat foi ultrapassado depois por Nico Hülkenberg (Renault) e por Kimi Raikkonen (Alpha Romeo), enquanto que o pit stop demorado de Pierre Gasly levou o francês a ficar atrás de pilotos como Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo) e Romain Grosjean (Haas). Enquanto isso, Albon superava Sainz, Norris e Ricciardo, fazendo ultrapassagens espetaculares. Ele só não conseguiu chegar mais próximo de Leclerc porque estava à mais de 20 segundos do tempo do monegasco. Perto do fim da prova, Kevin Magnussen (Haas) errou o percurso e acabou na caixa de brita, acionando a bandeira amarela e impedindo Verstappen de ultrapassar Hamilton.

Valtteri Bottas foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo e Max Verstappen em terceiro. Com o resultado da prova, Hamilton se consagrou campeão com 381 pontos. A Mercedes dominou o ano de 2019 devido a muitos fatores. Dois pontos importantes de se notar são a briga interna da Ferrari que impediu a escuderia italiana de lutar por mais vitórias (a equipe deu muita proteção a Vettel, freou Leclerc no começo do ano, e o alemão não conseguiu ritmo para ameaçar Lewis como ocorreu em 2017 e 2018) e a falta de competitividade do carro da Red Bull, que impede que o super talentoso Max Verstappen se aproxime de Hamilton. No entanto, não se pode tirar o mérito de Lewis: o inglês é um dos pilotos mais sábios da Fórmula 1: toma cuidado para não se chocar com ninguém, sabe o momento certo de ultrapassar e é prudente em suas manobras. Se continuar assim, não tenho dúvida nenhuma de que ele quebrará os recordes de Michael Schumacher.  

Parabéns, Lewis!!!!!!

Quer saber mais sobre o hexacampeão mundial? Leia nosso artigo: https://theracingtrack.com/lewis-hamilton/  

Notas

Corrida: 4

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 8
  2. Lewis Hamilton: 8
  3. Max Verstappen: 9
  4. Charles Leclerc: 7
  5. Alexander Albon: 10
  6. Daniel Ricciardo: 8
  7. Lando Norris: 3
  8. Carlos Sainz Jr.: 4
  9. Nico Hülkenberg: 6
  10. Sergio Pérez: 8
  11. Kimi Raikkonen: 7
  12. Daniil Kvyat: 6
  13. Lance Stroll.: 6,5
  14. Antonio Giovinazzi: 5
  15. Romain Grosjean: 4
  16. Pierre Gasly: 4
  17. George Russel: 3

Abandonaram

  1. Kevin Magnussen
  2. Robert Kubica
  3. Sebastian Vettel

Driver of the Day (escolhido pelo público): Alexander Albon

Melhor piloto: Alexander Albon

Pior piloto: Lando Norris

Análise Grande Prêmio do México de 2019 | 2019 Mexican Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 27 de outubro, o Grande Prêmio do México de 2019 começou com uma grande polêmica. Max Verstappen (Red Bull) conseguiu a pole position em uma pista que ele domina muito bem (o lindíssimo Autódromo Hermanos Rodriguez). No entanto, um acidente causado por Valtteri Bottas (Mercedes) provocou uma bandeira amarela e os pilotos teriam que reduzir sua velocidade. Max não reduziu. O resultado é descrito na charge abaixo:

Logo na largada, houve dois toques que mudaram totalmente o grid: um entre Verstappen e Lewis Hamilton (Mercedes) e um entre Hamilton e Sebastian Vettel (Ferrari). Hamilton e Verstappen saíram prejudicados, mas o inglês se recuperou bem rápido. O holandês, no entanto, teve mais problemas, principalmente após um toque com Bottas lhe rasgar o pneu. No entanto, como estamos falando de um dos pilotos mais talentosos do grid, ele conseguiu superar seus adversários pouco a pouco até chegar em sexto.

Já com o ladrãozinho de poles, Charles Leclerc (Ferrari), o castigo veio a cavalo: um problema no pit stop fez com que ele perdesse tempos preciosos e amargou na quarta colocação. Logo depois, Daniel Ricciardo (Renault) tentou passar Sergio Pérez (Racing Point), no entanto, acabou saindo da pista e teve que devolver a posição. Apenas dois pilotos abandonaram a prova: Lando Norris (McLaren), que sofreu um acidente, e Kimi Raikkonen (Alpha Romeo), que teve problemas técnicos no carro. Após a bandeirada, Daniil Kvyat (Toro Rosso) bateu em Nico Hülkenberg (Renault), mas provavelmente o abandono não foi contabilizado.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Sebastian Vettel em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. As corridas no México costumam ser muito divertidas e gostosas de se ver. No entanto, a postura antiética dos comissários estraga o show. Não é errado punir um piloto que não respeita as regras, mas é errado punir apenas pilotos de certas equipes. Lembrando que Vettel queimou a largada no Japão, mas os comissários não o puniram por ele ser da Ferrari. Leclerc também fez manobras arriscadas no Grande Prêmio da Itália, e os comissários também não puniram a Cinderela da Fórmula 1. Infelizmente, o esporte vive uma ditadura nas mãos de comissários que são tigrões com a Red Bull, Racing Point, Renault e outras equipes, mas são tchutchucas da Ferrari. Mas, felizmente, a trapaça da equipe de Maranello não adiantou e Lewis Hamilton está cada vez mais próximo de se consagrar hexacampeão.

Notas

Corrida: 5

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8
  2. Sebastian Vettel: 8
  3. Valtteri Bottas: 7,5
  4. Charles Leclerc: 1
  5. Alexander Albon: 10
  6. Max Verstappen: 9
  7. Sergio Pérez: 9
  8. Daniel Ricciardo: 8
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Nico Hülkenberg: 7
  11. Daniil Kvyat: 5
  12. Lance Stroll: 6
  13. Carlos Sainz Jr.: 5
  14. Antonio Giovinazzi: 5
  15. Kevin Magnussen: 4
  16. George Russell: 4
  17. Romain Grosjean: 3
  18. Robert Kubica: 2

 

Abandonaram

  1. Kimi Raikkonen
  2. Lando Norris

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Alexander Albon

Pior piloto: Charles Leclerc

Análise Grande Prêmio do Japão de 2019 | 2019 Japanese Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 13 de outubro, durante o primeiro dia do feriado de Sucot, o Grande Prêmio do Japão de 2019 ocorreu poucas horas depois do treino classificatório, pois o tufão Hagibis atingiu o país durante a semana e seus ventos e chuvas poderiam colocar em risco a vida de todos os presentes no evento. Com a tempestade se deslocou para longe de Suzuka, o tempo para a corrida estava ensolarado, porém com muito vento.

Sebastian Vettel (Ferrari) foi o pole position e largou ao lado de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc. Na segunda fila estavam os pilotos da Mercedes, Valtteri Bottas e Lewis Hamilton. Logo após a largada, Bottas ultrapassou Leclerc e Vettel e assumiu a liderança. Ainda na primeira volta, Leclerc jogou o carro em cima de Max Verstappen, tirando causando sérios danos ao carro do holandês, que mais tarde foi obrigado a abandonar a corrida. Os comissários primeiramente decidiram não investigar, depois voltaram atrás, mas decidiram investigar apenas depois da prova. Leclerc foi instruído pela equipe a parar nos boxes devido à asa quebrada, mas Charles não acatou, e um pedaço de sua asa acertou o carro de Hamilton. O monegasco só foi parar para a troca duas voltas depois. Mantendo a tradição da FIArrari, ops, FIA, os comissários decidiram não punir Vettel por ele ter queimado a largada, mesmo com o vídeo provando que ele o fez.

No meio do grid, Lance Stroll (Racing Point) fazia uma ótima prova, conseguindo boa posições, como oitavo e sétimo lugar. Porém o piloto canadense tinha muita dificuldade em ultrapassar Pierre Gasly (Toro Rosso), mesmo se aproximando bastante do piloto francês. Alexander Albon (Red Bull), que havia sido superado pela dupla da McLaren (Carlos Sainz Jr. e Lando Norris) também dava seu melhor e conseguiu ultrapassar os rivais. Nessa disputa, um choque entre ele e Norris fez o inglês parar no fundo do grid. Outro piloto que se destacou foi Daniel Ricciardo (Renault), que superou as consequências de um desempenho ruim da equipe nos treinos classificatórios e conseguiu boas posições ao longo da prova.

Hamilton e Vettel tinham desempenhos semelhantes, mas o inglês não conseguia ultrapassar o alemão. Temendo um undercut, a Ferrari chamou Vettel aos boxes para trocar os pneus antes da dupla da Mercedes. Bottas parou antes de Hamilton e com isso perdeu a liderança. Durante um tempo, Hamilton esteve à frente do grid, porém havia uma suspeita de manobra da escuderia alemã pois Bottas havia sido chamado aos boxes pela segunda vez e Lewis permaneceu na pista mesmo com pneus mais desgastados. No entanto, perto do fim, Hamilton fez a troca e a liderança da prova voltou para Bottas.

Na última volta, quando Hamilton estava quase ultrapassando Vettel, ocorreu um milagre: Sergio Pérez (Racing Point), foi acertado por Gasly e foi parar no muro. Sob bandeira amarela, todos os pilotos tiveram que reduzir suas velocidades. Depois da corrida, Leclerc foi punido com 15 segundos por causar uma colisão e não acatar as ordens de equipe, perdendo sua posição para Ricciardo.

Valtteri Bottas foi o vencedor, com Sebastian Vettel em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Com o resultado, a Mercedes ganhou o campeonato de construtores devido à vantagem de 15 segundos em relação à Ferrari (14 pontos em corrida e um ponto extra pela volta mais rápida de Hamilton). As decisões da FIA revelam três coisas: a segurança e a vida humana vêm antes do show, é possível fazer um grande prêmio com apenas dois dias de preparação, e não importa o quão errado estejam os pilotos da Ferrari, a FIA sempre vai ajudá-la.

Valtteri Bottas: o ninja da Mercedes

Notas

Corrida: 7,5

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 10
  2. Sebastian Vettel: 8
  3. Lewis Hamilton: 8
  4. Alexander Albon: 10
  5. Carlos Sainz Jr.: 8
  6. Daniel Ricciardo: 9,5 (desclassificado)
  7. Charles Leclerc: 0
  8. Pierre Gasly: 6
  9. Nico Hülkenberg: 6
  10. Lance Stroll: 7
  11. Daniil Kvyat: 6
  12. Lando Norris: 4
  13. Kimi Raikkonen: 4
  14. Romain Grosjean: 4
  15. Antonio Giovinazzi: 4
  16. Kevin Magnussen: 4
  17. George Russell: 4
  18. Robert Kubica: 4

Abandonaram

  1. Sergio Pérez
  2. Max Verstappen

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Valtteri Bottas

Melhores pilotos: Valtteri Bottas e Alexander Albon

Pior piloto: Charles Leclerc

Atualização 1: Devido a um erro no painel eletrônico de Suzuka, que deu a bandeirada antes da última volta, mesmo tendo batido, Sergio Pérez manteve o nono lugar e sua pontuação. Essa corrida conseguiu ser a segunda pior do ano, perdendo apenas para o GP da Itália.

Atualização 2: A Renault foi desclassificada da prova após uma fiscalização descobrir irregularidades em seus carros. Com isso, a punição de Charles Leclerc se torna praticamente anulada, pois devolve o monegasco para o sexto lugar. Pierre Gasly consegue o sétimo lugar, Sergio Pérez o oitavo (mesmo com o abandono), Lance Stroll o nono e Daniil Kvyat o décimo.

Análise Grande Prêmio da Rússia de 2019 | 2019 Russian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 29 de setembro, o Grande Prêmio da Rússia de 2019 trazia consigo um tabu: nenhuma outra equipe além da Mercedes venceu no Circuito de Sochi. Para a surpresa de muitos, a Ferrari conseguiu a pole position, porém a corrida teve um resultado surpreendente.

Charles Leclerc largou da pole ao lado de Lewis Hamilton (Mercedes). Pouco após a largada, Sebastian Vettel (Ferrari), que havia largado em terceiro lugar, assumiu a liderança da prova. Ainda no começo, Antonio Giovinazzi (Alpha Romeo) chocou-se contra Romain Grosjean (Haas) e Daniel Ricciardo (Renault). O francês abandonou a corrida e o safety car foi acionado. É importante lembrar também que Kimi Raikkonen (Alpha Romeo) foi punido com um drive-through após queimar a largada.

Max Verstappen (Red Bull), que havia se classificado em quarto mas foi obrigado a largar em nono devido a uma punição por troca de motor, tentava fazer uma boa prova de recuperação. Com muito esforço, ele conseguiu passar Sergio Pérez (Racing Point), Lando Norris (McLaren) e Carlos Sainz Jr. (McLaren). Seu companheiro Alexander Albon, que largou da linha dos boxes devido ao acidente no treino classificatório, conseguia boas ultrapassagens e se tornou um dos destaques da corrida.

Na frente do grid, Leclerc reclamava com a equipe sobre a estratégia adotada. Segundo o monegasco, ele havia sido obrigado pela equipe a deixar Vettel passá-lo na largada para bloquear um possível ataque de Hamilton, mas que sua posição seria devolvida em seguida. No entanto isso não aconteceu. Charles mais tarde quebraria sua promessa de não reclamar das estratégias.

A Ferrari chamou Leclerc para os boxes antes de Vettel, dando a entender que Charles seria a preferência da equipe, pois voltaria à frente quando o alemão trocasse os pneus. Porém, a Mercedes conseguiu uma boa vantagem e continuou à frente. Ricciardo sentiu os efeitos da colisão e foi obrigado a deixar a prova. Duas voltas depois, Vettel teve um problema na unidade de potência de seu motor (MGU-K) e abandonou a corrida. Pouco tempo depois, George Russell (Williams) bateu no muro e Robert Kubica (Williams) se retirou da corrida uma volta depois do companheiro.

Albon aproveitava tudo em seu carro para chegar ao Top-5. Ele sabia que Verstappen estava longe, mas isso não desanimou o tailandês, que fez excelentes ultrapassagens em cima de pilotos como Norris e Sainz. Por outro lado, o carro de Max não tinha um bom rendimento e ele não conseguia se aproximar de Leclerc, que lutava pelo segundo lugar com Valtteri Bottas (Mercedes). Charles só não conseguiu a ultrapassagem por causa de pequenos erros em curvas. Ao mesmo tempo, grandes batalhas se travavam no final do grid. Pierre Gasly (Toro Rosso) era ultrapassado por vários pilotos e quase bateu no muro em uma luta com o companheiro Daniil Kvyat. Kevin Magnussen (Haas) cortou um pedaço da pista ao tentar se proteger do ataque de Pérez e foi punido com 5 segundos.

Lewis Hamilton foi o vencedor da prova, com Valtteri Bottas em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Muitos relembraram que no ano passado Bottas foi obrigado pela equipe a deixar Hamilton passar, e esse ano a Ferrari faz o mesmo com Leclerc e Vettel. O clima na Ferrari parece tenso: a escuderia italiana não ganha um campeonato de pilotos desde 2007 (e não ganha o de construtores desde 2008) e Leclerc não está aceitando bem essa ideia de ser escudeiro de Vettel por ter dado mais vitórias à equipe do que o alemão. Vettel também não aceita ser escudeiro do monegasco. A Ferrari prova nessa corrida que nem sempre é possível ensinar a uma velha raposa novos truques.

(Veja também no Instagram: https://www.instagram.com/p/B2_5EAunmY_/)

Notas

Corrida: 8

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Valtteri Bottas: 8,5
  3. Charles Leclerc: 9
  4. Max Verstappen: 8
  5. Alexander Albon: 10
  6. Carlos Sainz Jr.: 7
  7. Sergio Pérez: 7
  8. Lando Norris: 7
  9. Kevin Magnussen: 6
  10. Nico Hülkenberg: 5
  11. Lance Stroll: 7
  12. Daniil Kvyat: 6,5
  13. Kimi Raikkonen: 5
  14. Pierre Gasly: 4
  15. Antonio Giovinazzi: 3

Abandonaram

  1. 16. Robert Kubica
  2. 17. George Russell
  3. 18. Sebastian Vettel
  4. 19. Daniel Ricciardo
  5. 20. Romain Grosjean

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Alexander Albon

Pior piloto: Antonio Giovinazzi