Análise Grande Prêmio do Eifel de 2020 | 2020 Eifel Grand Prix Analysis

Por Adriana Perantoni e Rebeca Pinheiro | By Adriana Perantoni and Rebeca Pinheiro

Ocorrido no dia 11 de outubro, o Grande Prêmio do Eifel de 2020 teve como cenário o Circuito de Nürburgring, que não era usado na Fórmula 1 desde 2014. Esse GP contou com o retorno de Nico Hulkenberg (Racing Point), substituindo Lance Stroll, que estava com problemas intestinais desde o sábado. A corrida começou como esperado, com uma batalha pela primeira posição entre Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (ambos da Mercedes), no qual o finlandês leva vantagem. Logo na primeira curva, Daniel Ricciardo (Renault) ultrapassou Alexander Albon (Red Bull Racing) e desde a primeira volta, o australiano ameaçou Charles Leclerc (Ferrari) pela quarta posição. Na 5ª volta, durante um rádio para Carlos Sainz Jr (McLaren), foi avisado que a chuva estava se aproximando do circuito.

Após 10 voltas, Ricciardo finalmente consegue ultrapassar Leclerc, conquistando a 4ª posição. A partir daqui, alguns lances importantes começaram a acontecer.

Na 11ª volta, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou na zebra e acabou rodando sozinho. Na 12ª volta, Bottas errou e travou seus pneus, então Hamilton ultrapassou seu companheiro e assumiu a liderança.

Na 14ª volta, em uma manobra lamentável, Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) colidiu com George Russell (Williams) na Volta 1, o que fez o inglês quase tombar seu carro. Por isso, o finlandês levou uma punição de 10 segundos. Essa colisão fez com que Russell abandonasse a corrida na 16ª volta. Na volta 17, foi a vez de Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Albon colidirem. Em um toque durante uma tentativa de ultrapassagem, Albon tocou em Kvyat, fazendo com que a asa dianteira do russo quebrasse, levando o russo para o último lugar. Por esse acidente, Albon também foi punido, com 5 segundos no pit stop and go.

Bottas começou a desacelerar na 18ª volta, apresentando problemas em sua Mercedes. O finlandês abandona na próxima volta, por falta de potência. Na 23ª volta, foi a vez de Esteban Ocon (Renault) abandonar a corrida, também por problemas em seu motor.

Ao parar nos pits para cumprir sua punição na volta 25, Albon abandonou a corrida com a alegação de problemas, mas sem muitas explicações do que aconteceu. Vale lembrar que antes de parar, o tailandês quase colidiu com Pierre Gasly (Alpha Tauri) na Volta 1. Em seu rádio, Albon disse que “(Gasly) estava pressionando demais”.

Na 26ª volta, foi a vez de Lando Norris (McLaren) relatar problemas de falta de potência (em um jeito nada cortês). Mesmo assim, o inglês parou nos boxes para trocar os pneus e voltou à pista e mesmo com problemas, ele conseguiu brigar por posições com Sergio Pérez (Racing Point), porém o mexicano levou a melhor. A partir daí, Pérez batalhou pela 4ª posição com Leclerc, que perdeu a posição para o mexicano na 34ª volta. Na 42ª volta, Hulkenberg ultrapassou Vettel e garantiu a nona posição, voltando aos pontos após largar em último. 

Mesmo após tentar continuar na corrida, Norris não conseguiu superar os problemas em seu carro e abandonou na 44ª volta, acionando assim o Safety Car, que permaneceu na pista até a 49ª volta. 

Na relargada, Ricciardo ameaçou Max Verstappen (Red Bull Racing) pela segunda posição, mas o holandês levou vantagem e conseguiu manter a posição. Com isso, o australiano começou a ser atacado por Pérez, mas conseguiu manter sua terceira posição. 

Depois de tantas tentativas falhas, Ricciardo finalmente conseguiu o seu pódio, subindo em um pódio histórico onde Hamilton iguala as vitórias de Michael Schumacher. Com isso, o pódio do GP de Eifel contou com Lewis Hamilton em 1º, Max Verstappen em 2º e Daniel Ricciardo em 3º.

E a gente fica como? Só esperando isso tudo passar… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Mais uma vez deixo Neji falar por mim.

Opinião da Adriana:

EU ESTOU FORA DE MIM. Ninguém encosta em mim. Por favor. FINALMENTE! Não teve Albon que passasse ele, não teve Pérez. Não teve ninguém. Eu realmente não consigo esquecer meu lado fã nessa hora e vocês me desculpem. Foram 2 anos desde a vitória no GP de Mônaco em 2018. Quantas coisas aconteceram para Daniel nesse meio tempo? Ele foi do céu ao inferno, trocou de equipe, não conseguiu o que esperava com a Renault, acertou com a McLaren e agora, conseguiu um pódio com uma RENAULT! Quando eu digo que o fator piloto conta mais que o fator carro, eu não minto.

Vou falar a verdade e dizer que eu não prestei atenção em mais ninguém nessa corrida além de Daniel. Nem com a rodada (mais uma pro meu bingo) de Vettel, Bottas abandonando, Albon cometendo erros de principiante em ultrapassagens, Raikkonen sendo um babaca para cima de Russell (sério, gente, esse cara não se aposenta nunca? Já deu!) e nem mesmo o absurdo do Hulkenberg ganhando como piloto do dia tiraram minha atenção do australiano. Que corrida! E aguentem o menino com um motor Mercedes ano que vem. Um beijo, Zak Brown, obrigada pelos mimos!

Que homenagem linda da família Schumacher em entregar o capacete de Michael à Lewis. Um momento que também me levou às lágrimas, devo confessar. Que lindo ver o único piloto negro no grid fazendo história, sendo o melhor piloto dos últimos tempos e ainda assim, homenageando Schumacher, levando seu capacete ao pódio. Um verdadeiro lorde inglês. Que exemplo, Lewis, que exemplo!

Bom, eu não tenho muito mais o que dizer. Não sei nem se consigo eleger um pior piloto (mentira, consigo sim) e não sei nem se vou sair dessa animação que estou até agora. Como diz Ricciardo: ele lambeu o selo e mandou. Mandou com tudo.

Notas

Observação: as notas dessa corrida serão dadas apenas pela Adriana, que se encontra tremendo feito um pinscher.

Corrida: 10

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Max Verstappen: 9 
  3. Daniel Ricciardo: 10
  4. Sergio Perez: 8
  5. Carlos Sainz: 7
  6. Pierre Gasly: 8 
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Nico Hulkenberg: 7,5
  9. Romain Grosjean: 8
  10. Antonio Giovinazzi: 7
  11. Sebastian Vettel: 5
  12. Kimi Raikkonen: 0 
  13. Kevin Magnussen: 4
  14. Nicholas Latifi: 6
  15. Daniil Kvyat: 5

Abandonaram

  1. Lando Norris: 7 (por ter conseguido ultrapassagens e ainda se manter na pista mesmo com problemas de potência, ele mereceu essa nota)
  2. Alex Albon: 0 (lamentável os toques provocados pelo tailandês)
  3. Esteban Ocon: 3 (nem percebi ele na corrida até abandonar…)
  4. Valtteri Bottas: 3 (bem… o que dizer dele, né?)
  5. George Russell: 5 (estava indo bem até o torpedo Raikkonen atingi-lo) 

Piloto do dia (eleito pelo público): Nico Hülkenberg

Melhor piloto: Daniel Ricciardo e Lewis Hamilton

Pior piloto: Kimi Raikkonen

Análise Grande Prêmio da Rússia de 2020 | 2020 Russian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 27 de setembro, Grande Prêmio da Rússia de 2020 começou movimentado. Desde o treino de classificação, o circuito russo demonstrava que a corrida não seria parada. A expectativa de que Lewis Hamilton (Mercedes) iguale o número de vitórias de Michael Schumacher foi ameaçada por duas punições de 5 segundos cada por ter treinado a largada na volta de instalação. 

Logo na primeira volta, Carlos Sainz Jr (McLaren) escapou na primeira curva e bateu no muro, deixando muitos detritos na pista. Logo depois, Lance Stroll (Racing Point) foi tocado por Charles Leclerc (Ferrari) e também bateu no muro, abandonando a corrida.

Com isso, o Safety Car entrou na pista e ficou até a volta 5. Logo após a liberação da pista, Hamilton ficou ciente de sua punição e então tentou abrir vantagem de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas (Mercedes) até a sua parada na volta 17. O inglês não conseguiu e por isso, voltou à pista na 11ª colocação. Graças a diversos pit stops e seu carro superior a todos do grid, ele conseguiu recuperar suas posições tranquilamente, voltando a ameaçar Bottas e Max Verstappen (Red Bull).

Durante algumas voltas, o que surpreendeu foi a briga no final do grid, entre Lando Norris (McLaren), Alex Albon (Red Bull) – que cumpriu punições por troca de motor – e George Russell (Williams), tendo Norris a vantagem sobre seus dois rivais, mesmo apresentando problemas em sua McLaren.

Daniel Ricciardo (Renault) foi outro piloto que também levou uma punição. Depois de um pit stop lento, o australiano voltou na 13ª posição e começou a recuperar suas posições para voltar ao top 10. Contudo, ao ultrapassar Esteban Ocon (Renault), Ricciardo escapou e ultrapassou Ocon fora dos limites da pista, também levando uma punição de 5 segundos. O australiano conseguiu abrir vantagem sobre Leclerc e mesmo com a punição, manteve a 5ª posição na corrida.

Na volta 43, Romain Grosjean (Haas) colidiu com a sinalização, o que causou a entrada do Safety Car virtual, que logo foi retirado porque os detritos foram tirados da pista.

Mesmo com um começo promissor, o GP da Rússia não teve grandes surpresas, com a vitória de Valtteri Bottas, Verstappen em segundo e Hamilton em terceiro. O hexacampeão continua na batalha em igualar Schumacher em vitórias, que poderá ser feito no GP de Eifel, ironicamente no país do heptacampeão.

A FIA estava extremamente generosa hoje… (Charge feita por Adriana Perantoni)

Opinião da Rebeca:

Opinião da Adriana:

O que começou como uma corrida promissora, virou isso aí que a gente viu. Eu sei que eu já usei aqui na análise do GP de 70 anos de F1: essa festa virou um enterro. Para falar a verdade, não sei porque eu tive esperanças sobre essa corrida já que o circuito não ajuda muito e honestamente, espero que a FIA não tente voltar com esse circuito chato para o calendário.

Confesso que mantive minhas esperanças por conta do bom desempenho de Ricciardo durante os treinos mas mais uma vez, a Renault fez o que a Renault sabe fazer melhor: trapalhada. O primeiro pit stop de Ricciardo foi mais lento que a Ferrari e prejudicou que ele lutasse desde o começo por boas posições. Sua punição por escapar ao ultrapassar Ocon foi a cereja no bolo. O australiano disse no rádio que “conseguiria” não tomar prejuízo e não é que ele conseguiu? Como eu já disse, piloto que é piloto consegue resultado mesmo com um carro ruim. Aliás, quero saber aonde estão aquelas pessoas que juraram que o Ocon ia botar ele no bolso, será que estão bem?

Uma corrida chata com a vitória de um piloto que não merece o carro que tem. Eu só consegui rir do discurso de Bottas no final da corrida porque, convenhamos, ele só ganhou essa corrida por causa da punição de Hamilton. Bottas tem que comer muito feijão com arroz para chegar no potencial que ele deseja ter e esse tipo de atitude só demonstra isso.

Com uma corrida que deixou a desejar, só consigo eleger o pior piloto com base em um erro e que erro grotesco foi o de Sainz. Que batida foi aquela?

Já sobre o melhor piloto, tenho que ir com o óbvio e escolher Hamilton. Uma ótima corrida de recuperação para terminar um fim de semana que não foi do jeito que ele esperava mas que ainda garantiu bons pontos para o inglês.

Notas

Observação: como só a autora que vos fala (Adriana) suportou essa corrida, as notas serão dadas apenas por mim.

Corrida: 6

Pilotos:

  1. Valtteri Bottas: 7
  2. Max Verstappen: 8
  3. Lewis Hamilton: 8,5
  4. Sergio Pérez: 7
  5. Daniel Ricciardo: 8
  6. Charles Leclerc: 6
  7. Esteban Ocon: 6
  8. Daniil Kvyat: 6 (olha, finalmente conseguiu superar o Gasly, hein 🤭)
  9. Pierre Gasly: 7
  10. Alexander Albon: 5
  11. Antonio Giovinazzi: 5
  12. Kevin Magnussen: 4
  13. Sebastian Vettel: 4 
  14. Kimi Räikkönen: 3
  15. Lando Norris: 4,5
  16. Nicholas Latifi: 4
  17. Romain Grosjean: 3
  18. George Russell: 3

Abandonaram

19. Carlos Sainz Jr: 0
    20. Lance Stroll: 10 de consolação (o que a Rebeca não me pede chorando, que eu faço rindo, né? ❤️)

Driver of the day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Lewis Hamilton

Pior piloto: Carlos Sainz Jr.

Análise Grande Prêmio da Toscana de 2020 | 2020 Tuscan Grand Prix Analysis

Atualizado em 23 de setembro de 2020 | Updated on September 23th, 2020

 

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 13 de setembro, o Grande Prêmio da Toscana de 2020 foi a segunda corrida da temporada a ser realizada em solo italiano. Diferente do que houve na etapa anterior, um pódio surpreendente no Grande Prêmio da Itália, a corrida de hoje foi marcada por uma série de acidentes que tirou da prova quase metade do grid. Somado a isso, a colunista e criadora do site Rebeca Pinheiro está de luto pela morte trágica esta manhã de sua amiga Natália, e devido a isso não daremos notas aos pilotos.

Quatro dias antes da prova, Sergio Pérez anunciou que não correrá com a Racing Point em 2021. Como revelado por Luke Smith no site Motorsport, o mexicano estava com o contrato renovado, mas o time voltou atrás na decisão. Como a equipe de comunicação da Racing Point não esclareceu os acontecimentos desde o início, o The Racing Track faz sua parte como veículo de imprensa e reforça que qualquer acusação contra Lance Stroll não passa de uma atitude leviana, uma vez que o canadense e o mexicano têm uma boa relação e ambos estão fazendo um ótimo trabalho esse ano. A decisão foi tomada pelo corpo executivo da escuderia. Apesar de ter negado algumas vezes, o time confirmou Sebastian Vettel (Ferrari) como seu substituto para o ano que vem, comprovando a incoerência da narrativa da Racing Point.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe. Ainda na primeira volta houve dois acidentes: Carlos Sainz Jr. (McLaren) rodou sozinho, e um toque com Romain Grosjean (Haas) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) tirou Pierre Gasly (AlphaTauri) e Max Verstappen (Red Bull) da corrida. O safety car foi acionado, mas na primeira relargada ocorreu um acidente entre Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), Nicholas Latifi (Williams), Kevin Magnussen (Haas) e Sainz. Os quatro abandonaram e houve a primeira bandeira vermelha. Antes da relargada, Esteban Ocon (Renault) teve um superaquecimento nos freios e não pôde voltar à pista.

Tendo normalizado a situação, Lance Stroll (Racing Point) passou Charles Leclerc (Ferrari) e alcansou o terceiro lugar. O monegasco depois foi ultrapassado por Daniel Ricciardo (Renault), Alexander Albon (Red Bull) e Sergio Pérez (Racing Point). Leclerc foi obrigado a trocar os pneus devido ao desgaste e fez uma prova de recuperação. Infelizmente, a situação da corrida piorou após um furo no pneu fazer Stroll perder o controle do carro e bater no muro. Outra bandeira vermelha foi acionada.

Na relargada, Ricciardo ganhou a posição de Bottas, mas depois foi superado pelo finlandês e por Albon. Raikkonen recebeu uma punição de cinco segundos por ter cruzado a linha do pit lane antes de recolher seu carro durante a bandeira vermelha. Com isso, Leclerc ganhou uma posição.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Alexander Albon em terceiro. É muito importante saber que Mugello é uma pista projetada para corridas de moto, não de carros. Logo, foi uma ideia muito ruim ter escolhido este traçado para compensar um dos cancelamentos devido à pandemia. A corrida teve mais abandonos que ultrapassagens e o resultado não foi muito surpreendente. É uma pena para o automobilismo.

Descanse em paz, Natália. Você estará sempre em meu coração.

Opinião da Rebeca:

(Opinião escrita em 12/09/2020): Em primeiro lugar, preciso comentar sobre a saída de Sergio Pérez e sua substituição por Sebastian Vettel. Se o alemão já era uma escolha para 2021, a Racing Point deveria ter deixado isso claro desde o início. Parece que a equipe ainda não percebeu que um de seus pilotos, Lance Stroll, é alvo de uma campanha de difamação há anos e poderia ser injustamente culpado se Checo saísse. Sabemos que os haters online não vão mudar nada, mas isso não significa que o piloto deva ser objeto de inverdades, pois eles podem repetir uma mentira até que pareça verdade. Contar a verdade é sempre a melhor escolha, e uma equipe de assessoria de imprensa sempre precisa saber da situação de um cliente. É uma pena que a Racing Point optou pelo malabarismo de narrativas e expôs seus pilotos a essas condições. Além disso, lamento que a narrativa não tenha um consenso, já que em um dia o chefe de equipe diz que Vettel não correrá pelo time e no outro dia é contratado; em um dia Checo diz que foi pego de surpresa e no outro a escuderia diz que seu empresário já estava sabendo de tudo.

(Atualização 23/09/2020) Lamento que muitos torcedores e jornalistas tenham aproveitado essa triste despedida de Pérez para mais uma vez destilar ódio contra Lance Stroll e seu pai Lawrence. É preciso ter em mente que contratações são negócios, e está bem claro que Sebastian Vettel traz mais do que experiência, mas também um grande investimento financeiro. Dizer que Stroll se manteve na equipe por ser filho do dono é uma análise muito rasa da situação. Seu pai construiu sua fortuna, não herdou, logo prova que o empresário faz seus negócios com muito cuidado e atenção aos investimentos. Analisando friamente a questão, Pérez já é um piloto de idade avançada e com menos chances de vitórias. Além de estar à frente do companheiro no ranking quando Vettel foi anunciado, Stroll é jovem e logo tem mais chances de desenvolvimento, o que se torna um atrativo para os negócios. Sabemos que Pérez ficou afastado duas corridas devido à Covid-19, mas se Stroll fosse incompetente não teria conseguido boas pontuações para melhorar sua posição no campeonato.

(Opinião escrita em 12/09/2020) Sobre a contratação de Vettel, não a vejo com bons olhos. Lembro que no Grande Prêmio da Malásia de 2017, o alemão jogou seu carro em cima de Stroll depois da corrida e xingou o canadense e seu time (na época ele corria pela Williams). Como um piloto com um temperamento curto e uma grande impulsividade pode ser um bom companheiro de equipe? Vettel teve problemas com todos os pilotos com os quais correu ao lado desde 2010. Você pode argumentar que o incidente com Stroll foi a três anos atrás e que Vettel pode ter mudado, mas eu não lembro de tê-lo visto sendo gentil com Stroll antes de tentar uma vaga na Racing Point. Parece meio falso para mim. Vettel é um ótimo piloto, mas também muito impulsivo e se envolve em muitos acidentes. De qualquer maneira, tudo o que posso fazer é lhes desejar boa sorte.

Uma grande mudança, sem nenhum interesse por trás (ironia).

(Opinião escrita em 13/09/2020): Particularmente não gostei dessa corrida porque muitos pilotos talentosos tiveram que abandonar devido a acidentes. Somado a isso, recebi a notícia hoje que minha amiga Natália morreu de uma maneira trágica, vítima de atropelamento. Peço desculpas aos meus leitores, mas não estou em condições de falar muito sobre a corrida.

Opinião da Adriana:

O que dizer desse fim de semana que começou com uma notícia bombástica – e triste, pelo menos para mim – de que Vettel vai substituir Pérez na Aston Martin ano que vem? Vou contar um pouco mais sobre isso amanhã, no meu primeiro artigo aqui no The Racing Track.

Agora vamos para o que interessa: a corrida. Não teve um momento em que eu fiquei calma durante essas 59 voltas. E mais uma corrida movimentada para a temporada, com oito abandonos. 

E hoje quase foi a vez do Ricciardo ir pro pódio! Infelizmente, a potência da Red Bull falou mais alto e Albon conseguiu pegar o terceiro lugar. Tanta corrida para esse menino ir bem e ele escolhe justo essa? #chateada

Agora, vamos ter o merecido descanso por um final de semana e na próxima semana, voltamos pro circo. Eu já estou com minha peruca pronta, só falta o nariz de palhaça. Vamos ver o que a próxima corrida nos fornece.

Resultados

  1. Lewis Hamilton
  2. Valtteri Bottas
  3. Alexander Albon
  4. Daniel Ricciardo
  5. Sergio Pérez
  6. Lando Norris
  7. Daniil Kvyat
  8. Charles Leclerc
  9. Kimi Raikkonen
  10. Sebastian Vettel
  11. George Russell
  12. Romain Grosjean

 

Abandonaram

  1. Lance Stroll
  2. Esteban Ocon
  3. Nicholas Latifi
  4. Kevin Magnussen
  5. Antonio Giovinazzi
  6. Carlos Sainz Jr.
  7. Max Verstappen
  8. Pierre Gasly

Driver of the Day (escolhido pelo público): Daniel Ricciardo

Melhor piloto: Charles Leclerc (Rebeca) | Daniel Ricciardo (Adriana)

Pior piloto: Carlos Sainz Jr. (Rebeca) | Kimi Raikkonen (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Itália 2020 | 2020 Italian Grand Prix

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 6 de setembro, o Grande Prêmio da Itália de 2020 marcou a última participação da família Williams na escuderia homônima. Para entender os motivos que levaram à sua venda ao grupo americano Dorilton, leia A Queda da Williams: Do Auge à Ruína. Foi uma corrida bem movimentada e com um resultado surpreendente

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position, ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. O finlandês não teve sorte e caiu da segunda posição para a sexta, sendo ultrapassado por Carlos Sainz Jr. (McLaren), Lando Norris (McLaren), Sergio Pérez (Racing Point) e Daniel Ricciardo (Renault).

Na primeira volta, houve o primeiro de muitos incidentes: Alexander Albon (Red Bull) e Pierre Gasly (Alpha Tauri) se tocaram, mas sem nenhuma punição. Na sexta volta, Sebastian Vettel (Ferrari) escapa na curva 1 e atinge as barreiras de isopor. O alemão abandonou a corrida na próxima volta por conta de problemas nos freios.

Durante a corrida, Bottas reclamou constantemente sobre problemas no motor, mas sem respostas da Mercedes.

Na 20ª volta, Kevin Magnussen (Haas) encostou seu carro próximo à entrada dos boxes, causando a entrada do Safety Car. Com isso, a entrada para o pitlane foi fechada, mas Hamilton e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) pararam para trocar seus pneus, o que custou punição para os dois pilotos, um pit stop-and-go de 10 segundos, custando a liderança de Hamilton. 

Quatro voltas depois, Charles Leclerc (Ferrari) bateu forte na Parabolica, destruindo a barreira dos pneus e causando uma bandeira vermelha. Assim, todos os carros foram ao pitlane, aguardando a liberação da pista para a relargada. Nessa altura, todos os pilotos fizeram seu pitstop, menos Lance Stroll (Racing Point). Com isso, o canadense aproveitou a parada no pitlane e trocou seus pneus.

Na relargada, Hamilton conseguiu manter a liderança com Pierre Gasly (Alpha Tauri) em segundo. Ao cumprir sua punição, o britânico caiu para a última posição, mudando totalmente as primeiras posições. Na 31ª volta, foi a vez de Max Verstappen (Red Bull) abandonar a corrida. Pérez escapou do traçado e teve de ultrapassar muitos adversários para chegar ao décimo lugar.

Durante as últimas voltas, Sainz se aproximou de Gasly, ameaçando a liderança do francês. Já para Hamilton, essa foi sua corrida de recuperação, terminando na zona de pontuação.

Pierre Gasly foi o vencedor, com Carlos Sainz Jr. em segundo e Lance Stroll em terceiro. Vale lembrar que a última vez que um piloto ganhou com uma Alpha Tauri, a antiga Scuderia Toro Rosso, foi justamente em Monza, com o então novato Sebastian Vettel, em 2008. O Grande Prêmio da Itália de 2020 teve muitas reviravoltas, marcando um duplo-abandono da Ferrari, problemas nos carros da Mercedes (inclusive uma dura punição a Lewis Hamilton) e três pilotos fora de equipes de ponta completaram o pódio. Lembrando que Gasly foi demitido da Red Bull em 2019, mas está brilhando em 2020 com a Alpha Tauri. As equipes de Sainz e Stroll também são destaques nessa temporada, e os dois fazem um ótimo trabalho nelas. Com este pódio, os três calam mais uma vez seus críticos e provam que a nova geração da Fórmula 1 é carregada de surpresas.

Como dizem os italianos: “Ma che!”

Opinião da Rebeca:

Essa corrida mexeu muito com as minhas emoções, com tantas reviravoltas em pouco tempo. Creio que o Grande Prêmio da Itália de 2020 foi uma prova da ineficiência de Valtteri Bottas na Mercedes, já que o mesmo teve uma péssima largada, e desperdiçou todas as chances de ultrapassar Lando Norris. Além disso, um erro grosseiro da Mercedes em chamar Lewis Hamilton para os boxes antes da entrada do pit lane ser autorizada custou a vitória do piloto inglês. Hamilton fez uma ótima corrida de recuperação.

Embora a bandeira vermelha tenha ajudado a consertar o erro de não chamar Lance Stroll para o pit stop antes, a Racing Point deve reavaliar o trabalho de seus estrategistas. O pódio do canadense foi merecido, pois o mesmo superou muitos contratempos e se manteve firme no terceiro lugar.

Pierre Gasly é outro que merece elogios: mostrou a Helmut Marko que tem sim muito talento. Enquanto isso, seu substituto Alexander Albon amarga fora dos pontos.

Também foi um dia ruim para a Ferrari.

Opinião da Adriana:

Que. Corrida. Foi. Essa? Simplesmente excelente. Eu não consegui parar de tremer desde que a corrida terminou. Que corrida! Foi uma corrida incrível. Que alívio ver um pódio diferente de Hamilton, Bottas e Verstappen. Substituiria Sainz por um outro piloto, no entanto.

Que felicidade ver Gasly ganhando essa corrida! O francês mostrou para o que veio e deu um belo “chupa” para Helmut Marko. Mais do que merecida essa vitória. Sem dúvidas, Gasly mereceu o piloto do dia pela votação do público e aqui do nosso site. Sensacional. Não me lembro de ter torcido tanto assim em uma vitória. Admito que chorei em ver a felicidade dos mecânicos da Alpha Tauri, acho lindo o quanto esse esporte pode mexer conosco. E que felicidade ver Stroll no pódio! Já o outro piloto, do segundo lugar, finjo que ele sequer estava ali.

Sinceramente, eu queria que todas as corridas fossem surpreendentes como essa. Eu já perdi metade da minha voz na largada com o desempenho de Norris e Ricciardo na largada, que passaram o Bottas logo na primeira volta. Aliás, que corrida desastrosa pro finlandês. Um outro piloto com um carro excelente como a Mercedes não pagaria esse papelão que Bottas cometeu. Toto, você está fugindo da minha conversa em substituí-lo por Russell.

Aliás, outra parte hilária da corrida foi como Magnussen saiu do carro assim que abandonou a corrida. Eu juro que mandei uma mensagem para a Rebeca falando “a vida é o carro e eu sou o Kevin”.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 10 (Adriana – se pudesse, daria 11)

Pilotos

  1. Pierre Gasly: 10 (Rebeca and Adriana)
  2. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  3. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca – um ótimo pódio pra esfregar na cara da Claire Williams) 9 (Adriana)
  4. Lando Norris: 7 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Valtteri Bottas: 4 (Rebeca) 7 (Adriana)
  6. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  7. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  9. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Nicholas Latifi: 7,5 (Rebeca) 8 (Adriana – que orgulho, gente!)
  12. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. George Russell: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Alexander Albon: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana – poxa, para de se meter em confusão, querido)
  16. Antonio Giovinazzi: 4,5 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Max Verstappen
  2. Charles Leclerc
  3. Kevin Magnussen
  4. Sebastian Vettel

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Pierre Gasly (Rebeca e Adriana)

Piores pilotos: Alexander Albon e Valtteri Bottas (Rebeca e Adriana)

Adendo (por Rebeca Pinheiro): No meu exercício como profissional da imprensa, condeno as declarações de Lando Norris a respeito da regra da bandeira vermelha. No entendimento do caso, o piloto inglês apenas considerou a regra “estúpida” porque não conseguiu o pódio. Criticar a troca de pneus de Lance Stroll durante a bandeira vermelha não tem cabimento, pois além de estar dentro do regulamento, outros pilotos fizeram o mesmo (incluindo o próprio). Lembrando que em tempos passados trocas mais radicais eram permitidas durante a bandeira vermelha, e que no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2017, por exemplo, a Ferrari chegou até a devolver Kimi Raikkonen para a pista depois do mesmo ter abandonado a prova. Ressalto que um piloto investigado por violar uma regra do pit lane, sendo excessivamente lento, e que escapou de uma punição, não está em posição de fazer qualquer questionamento sobre o cumprimento das regras. Me perdoem os fãs de Norris, nada contra Lando, só contra este comportamento.

Análise Grande Prêmio da Bélgica de 2020 | 2020 Belgian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 30 de agosto, o Grande Prêmio da Bélgica de 2020 veio acompanhado de boas ações e lindas homenagens. Lance Stroll (Racing Point) doou US$ 3,600 para a Los Angeles Fire Department Foundation (US$ 1,800 para cada ponto conquistado) para ajudar no combate aos incêndios florestais na Califórnia (a criadora do The Racing Track participou dessa campanha, doando US$ 10). Lewis Hamilton (Mercedes) dedicou sua pole position ao ator Chadwick Boseman (do filme “Pantera Negra”), falecido no dia 28 de agosto. E por último, mas não menos importante, todos os pilotos homenagearam Anthoine Hubert, piloto francês de Fórmula 2 que faleceu no Circuito de Spa-Francorchamps um dia antes do Grande Prêmio da Bélgica de 2019.

Nossa solidariedade a Anthoine Hubert. Cartaz feito por Adriana Perantoni.

Carlos Sainz Jr. (McLaren) teve um problema no escapamento e não pôde largar. Valtteri Bottas (Mercedes) dividiu a primeira fila com Hamilton. Max Verstappen (Red Bull) e Daniel Ricciardo (Renault) largaram respectivamente da terceira e quarta posição. Esses dois pilotos foram os primeiros a se enfrentar logo no começo da corrida, mas suas posições não se alteraram. Charles Leclerc (Ferrari) teve um bom avanço, chegando à zona de pontuação em poucas voltas depois de largar em 13º lugar. Infelizmente, o carro não correspondeu aos esforços do piloto e Leclerc foi ultrapassado por vários pilotos. Seu companheiro Sebastian Vettel tentou o mesmo, duelando com Lando Norris (McLaren) por exemplo, mas teve o mesmo destino.

Ainda no começo da corrida, Bottas solicitou à equipe que liberasse mais potência para o motor, assim teria mais velocidade para competir com Hamilton. No entanto, a Mercedes não permitiu, visando evitar a briga entre companheiros. Bottas ficou decepcionado com isso.

Um grande destaque da prova foi Pierre Gasly (Alpha Tauri), que travou várias disputas por posições. Uma delas foi com Sergio Pérez (Racing Point), com quem teve um toque na Eau Rouge que espremeu o francês contra o muro. Foi possível lembrar de um incidente parecido entre Pérez e Esteban Ocon (hoje na Renault) quando ambos corriam pela Racing Point no Grande Prêmio da Bélgica de 2018.

Na volta 11, um acidente mudou o rumo da corrida. Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) perdeu o controle do carro e bateu contra o muro. Um de seus pneus se desprendeu e colidiu com o carro de George Russell (Williams), fazendo com que o inglês também batesse. Pela quantidade de detritos deixada pista, ambas as colunistas julgaram que a situação exigiria uma bandeira vermelha, mas os comissários optaram pelo safety car. Todos os pilotos exceto Gasly e Pérez fizeram trocas de pneus.

O safety car ficou três voltas na pista. Algum tempo depois da relargada, Leclerc teve que trocar os pneus e acabou na última posição do grid. Aos poucos ele foi avançando, mas não conseguiu voltar à zona de pontuação. Pérez conseguiu ultrapassar os dois carros da Ferrari quando buscou recuperar as posições perdidas no pit stop. Vettel atingiu Leclerc quando este tentou superá-lo, mas não houve danos no carro.

Nas últimas voltas, Norris deu um piti no rádio quando a equipe o avisou que os comissários não estavam gostando de suas saídas da pista. Tal atitude lembra seu comportamento no Grande Prêmio da França de 2019, quando o piloto pediu à McLaren para ordenar a Sainz que lhe deixasse passar. Ocon lutou com Alexander Albon (Red Bull) pelo quinto lugar, mas só conseguiu ultrapassar depois de um bom tempo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Com o pódio semelhante ao da maioria das corridas realizadas até agora, a surpresa ficou para o meio do grid. Daniel Ricciardo e Esteban Ocon terminaram no quarto e quinto lugar, consolidando o melhor resultado da Renault na temporada. O Circuito de Spa-Francorchamps é um dos mais desafiadores do calendário, dificultando o trabalho de boas equipes, como a Ferrari e a Racing Point. No entanto, estamos apenas na metade da temporada, e muitas coisas podem acontecer. Além do desempenho de Pierre Gasly em sua Alpha Tauri, outro ponto que chamou atenção nessa prova foi a inteferência da Mercedes na disputa entre Bottas e Hamilton. A equipe alemã já havia feito alguns jogos de equipe, como no Grande Prêmio da Rússia de 2018, mas normalmente isso acontecia em corridas que Hamilton precisava vencer para se manter no primeiro lugar do campeonato com grande vantagem. Jogos de equipe na metade do campeonato não são bons para o esporte.

Opinião da Rebeca:

Essa corrida foi a que mais me tirou do sério por enquanto. Para mim, é uma grande tristeza ver os carros da Racing Point e da Ferrari perdendo força e não tendo o desempenho merecido. Ressalto que Spa-Francorchamps não é uma das minhas pistas favoritas justamente pela dificuldade que alguns pilotos e equipes enfrentam nela. Como também não sou obrigada a exaltar nenhum piloto específico, deixarei de elogiar dois deles (fica a critério do leitor imaginar quais são).

Os fãs de Naruto vão entender essa referência: a cara que eu estou agora é a mesma que o Hiashi faz quando a Hinata perde uma luta.

Opinião da Adriana:

Spa é um dos meus circuitos favoritos – perde apenas para Interlagos e Suzuka – e mais uma vez, tivemos uma corrida boa! As ultrapassagens garantiram uma corrida movimentada e finalmente, eu vi uma corrida sem pensar ‘nossa, mas falta muito para acabar?’.

O susto com a batida de Giovinazzi e Russell logo se dissipou (ainda bem que os dois pilotos saíram ilesos do acidente) e vimos quase todos os carros disputando posições. Deixo aqui minha alegria em ver Gasly tendo um bom desempenho na Alpha Tauri, deixando de lado sua meia temporada conturbada com a Red Bull. Um final de semana emocionante para o francês, que prestou homenagens à Anthoine Hubert, seu amigo que faleceu ano passado na pista belga. Fiquei feliz em vê-lo brilhar em Spa, Hubert ficaria orgulhoso de seu desempenho. Finalmente, a votação de Piloto do Dia organizada pela F1 foi certeira.

Agora, vamos falar de Ricciardo. Ele brilhou com aquela carroça que ele chama de carro. Que orgulho! Mais uma vez, o australiano mostra que tem muito talento e conseguiu terminar a corrida na mesma posição que começou, mostrando que a Renault tinha um bom ritmo durante todo o fim de semana. O meu piloto do dia vai para ele. Imagine ele no ano que vem com um motor Mercedes? Ele tá me deixando sonhar!

Bom, como pior piloto, elejo o Leclerc. Mesmo sofrendo com a Ferrari que perdeu muita velocidade, comparado ao último ano em que o monegasco ganhou a corrida, ele ficou uma posição atrás de seu companheiro de equipe, Vettel, além de ser 2 segundos mais lento que ele. Que fase, Ferrari…

Notas

Corrida: 4 (Rebeca) 9 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9,5 (Rebeca) 9 (Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Max Verstappen: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Esteban Ocon: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  7. Lando Norris: 7 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Pierre Gasly: 9,5 (Rebeca – eu ia dar 10, mas não gostei de suas últimas voltas) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6,5 (Rebeca – eu não devia dar esse 1/2 ponto extra, mas suas boas ações lhe renderam esse bônus) 8 (Adriana)
  10. Sergio Pérez: 6,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  11. Daniil Kvyat: 6,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  12. Kimi Raikkonen: 6,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  13. Sebastian Vettel: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Charles Leclerc: 8 (Rebeca – foi muito esforçado hoje) 5 (Adriana)
  15. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  17. Kevin Magnussen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonaram

  1. Antonio Giovinazzi: 2 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. George Russell: 10 de consolação (Rebeca) 0 (Adriana)

 

Não largou

  1. Carlos Sainz Jr.

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Pierre Gasly

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Antonio Giovinazzi (Rebeca) | Charles Leclerc (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Espanha de 2020 | 2020 Spanish Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | By Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 16 de agosto, o Grande Prêmio da Espanha de 2020 foi uma corrida emocionante. Realizada no Circuito da Catalunha, a prova teve disputas impressionantes e uma boa amostra do trabalho dos estrategistas, fundamentais para o resultado final.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe. Max Verstappen (Red Bull) e Sergio Pérez (Racing Point) completaram a segunda fila. Mas a surpresa da largada foi Lance Stroll (Racing Point), que fez uma brilhante ultrapassagem em cima de Pérez e Bottas. O canadense se manteve à frente do finlandês por muito tempo. Verstappen assumiu a segunda posição.

No final da parte do meio do grid, Sebastian Vettel (Ferrari) era ameaçado por Daniil Kvyat (Alpha Tauri) e Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) se defendia de Esteban Ocon (Renault). Algumas voltas depois, outro piloto se juntaria a essas brigas. Alexander Albon (Red Bull) não conseguia se aproximar da dupla da Racing Point. Com a troca de pneus, ele foi parar próximo ao fim do grid. O tailandês teve algumas dificuldades para recuperar as posições.

Verstappen teve atritos com a equipe por causa do gerenciamento dos pneus. Em suas duas paradas, o holandês conseguiu superar Bottas, mas permaneceu atrás de Hamilton. Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) perseguia Lando Norris (McLaren), mas seu carro simplesmente desligou, parando em cima de uma curva. O monegasco conseguiu religá-lo e levá-lo para os boxes para se retirar da corrida. Seu abandono foi o único da prova. Pouco depois, Albon enfrentou Carlos Sainz Jr. (McLaren) e os dois quase bateram.

Alguns pilotos demoraram mais para fazer a troca de pneus do que outros. Consequentemente, muitas posições mudariam. Mas mesmo aqueles que só haviam feito uma parada também foram superados na pista. Daniel Ricciardo (Renault) e Vettel foram alguns exemplos. Ambos foram ultrapassados por Stroll. Perto do fim, Pérez e Kvyat receberam punições de cinco segundos por não respeitarem a bandeira azul. O mexicano permaneceu na pista, seguindo a melhor estratégia, pois se parasse para uma troca, perderia mais tempo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. As corridas no Circuito da Catalunha tendem a precisar do safety car, mas felizmente ele não foi necessário e os pilotos puderam duelar livremente. Apesar do ponto extra pela volta mais rápida, Bottas se mantém atrás de Verstappen no campeonato de pilotos. A Racing Point faz outra corrida excelente, com Lance Stroll vencendo seus adversários e Sergio Pérez mantendo o ritmo que tinha antes de sua pausa devido à Covid-19. A Ferrari e a McLaren, por outro lado, não tiveram sorte. Aguardaremos qual dessas três equipes terá a melhor posição no campeonato.

Qual o feito de Vettel hoje? Perder para todo mundo? Esse é o Driver of the Day…

Opinião da Rebeca:

A edição deste ano do Grande Prêmio da Espanha foi gratificante, pois houve boas disputas durante a prova que garantiram a emoção da corrida. Lance Stroll foi um dos maiores destaques, conseguindo ultrapassar adversários experientes, como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel (este em uma Ferrari). Isso mostra que tanto ele quanto seu companheiro Sergio Pérez proporcionam resultados formidáveis para a Racing Point, uma das equipes mais invejadas esse ano. Mas não adianta, a Renault pode lançar mil protestos, pode recorrer até o papa, nada vai tirar o talento dos pilotos da Racing Point.

Opinião da Adriana:

Essa temporada começou promissora e agora, todas as corridas são previsíveis. O circuito de Barcelona não é conhecido por proporcionar corridas emocionantes e essa não fugiu do padrão.

Mais uma vez, tivemos algumas disputas entre as equipes intermediárias, mas nada muito emocionante. A largada de Stroll foi sensacional e o baile que ele deu em Bottas nas primeiras voltas mostrou que não basta ter apenas um carro bom, é preciso ser um bom piloto também. 

A rodada de Leclerc mostra que até mesmo com seu primeiro piloto, a Ferrari ainda tem dificuldade em ter um bom ritmo de corrida. A estratégia de Vettel em ficar até o final com seu jogo de pneus lhe rendeu bons pontos, mas o alemão ainda sofre com esse chassi.

Mesmo com a punição de 5 segundos por ignorar a bandeira azul, Pérez é o melhor piloto da corrida para mim. Conseguiu se recuperar da Covid, voltou à pista depois de duas corridas, foi o melhor do resto e conseguiu manter um bom ritmo durante as 55 voltas, somando mais um bom resultado na temporada.

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca) 9 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 10 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca e Adriana)
  4. Lance Stroll: 10 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  5. Sergio Pérez: 9 (Rebeca e Adriana)
  6. Carlos Sainz Jr.: 8 (Rebeca e Adriana)
  7. Sebastian Vettel: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  9. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  10. Lando Norris: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  11. Daniel Ricciardo: 6 (Rebeca) 7 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Esteban Ocon: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 7 (Adriana)
  15. Kevin Magnussen: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  16. Antonio Giovinazzi: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  17. George Russell: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. Nicholas Latifi: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Romain Grosjean: 3 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 0 (Adriana)

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Lance Stroll (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: Romain Grosjean (Rebeca e Adriana)

Análise Grande Prêmio do 70.º Aniversário | 70th Anniversary Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

No dia 8 de agosto de 2020, a Fórmula 1 realizou no Circuito de Silverstone, o mesmo do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, o Grande Prêmio do 70º Aniversário como forma de relembrar a primeira corrida de Fórmula 1 da história: o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1950. A data do evento comemorativo coincide com o segundo domingo de agosto, no qual é celebrado o Dia dos Pais no Brasil. Embora tenha sido realizada em Silverstone, esta prova marcou uma grande diferença em relação à etapa anterior. Talvez devido às mudanças implementadas pela Pirelli para evitar o alto desgaste de pneus, houve muito mais disputas por posições.

Publicação feita em 2019 pelo The Racing Track para comemorar o Dia dos Pais. Está um pouco desatualizada (porque alguns pilotos saíram e outros entraram), mas vamos deixar assim porque queremos evitar a fadiga.

Valtteri Bottas (Mercedes) largou da pole position ao lado do companheiro Lewis Hamilton. Nico Hülkenberg, substituindo Sergio Pérez na Racing Point mais uma vez, largou em terceiro e dividiu a segunda fila com Max Verstappen (Red Bull). Pouco depois do início, Verstappen ultrapassou Hülkenberg, Hamilton atacou Bottas e Sebastian Vettel (Ferrari) rodou, perdendo muitas posições.

Aparentemente, seria mais uma prova em que os melhores momentos se passariam no meio do grid. No entanto, o desgaste de pneus da Mercedes favoreceu a briga entre seus pilotos e Verstappen. A Red Bull tinha uma estratégia diferente de troca, que parecia ser apenas uma contra duas da Mercedes. Porém, embora ambas tivessem duas trocas, a equipe austríaca saiu melhor. Bottas foi o primeiro a parar nos boxes, entregando a liderança a Hamilton. Depois, o inglês parou e Max assumiu a ponta. Bottas e Verstappen chegaram a se enfrentar duas vezes, uma delas após a saída dos boxes de ambos, mas o holandês foi vitorioso. Um fato importante de ser lembrado foi que os pneus da Red Bull tinham mais resistência ao desgaste, enquanto que os de Hamilton praticamente se esfarelaram antes da troca.

Outro momento notável foi o confronto entre Kevin Magnussen (Haas) e Nicholas Latifi (Williams). Durante a disputa por posição, o dinamarquês saiu da pista e voltou para o traçado batendo no canadense. Por causa disso, recebeu uma punição de cinco segundos. Outros pilotos que não tiveram sorte foram Vettel, que permaneceu fora da zona de pontuação por toda a corrida, e Daniel Ricciardo (cuja equipe protagonizou um dos maiores vexames da história da Fórmula 1), que rodou enquanto tentava se defender de um ataque de Carlos Sainz Jr. (McLaren) e teve de fazer ao todo três trocas de pneus.

Verstappen praticamente correu tranquilo nas últimas voltas. Após voltar em quarto lugar para a pista devido ao pit stop, Hamilton conseguiu superar Charles Leclerc (Ferrari) e travou um duelo com Bottas, do qual saiu vencedor. Magnussen foi o único a abandonar. Diferente do que foi dito no comentário leviano do comentarista brasileiro Luciano Burti, a Racing Point não chamou Hülkenberg aos boxes para que este cedesse a posição ao companheiro Lance Stroll, mas sim porque o alemão sentiu vibrações no carro e precisou fazer uma terceira parada (declaração da própria Racing Point). Hamilton fez a volta mais rápida da prova.

Max Verstappen foi o vencedor, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Agora, o holandês é o segundo colocado no campeonato. É gratificante ver uma prova onde não há safety car e os pilotos podem correr livremente pelo traçado e disputar posições. Embora houvesse alguns infortúnios para bons pilotos, como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, deve-se ressaltar que a própria Fórmula 1 tomou providências para que a corrida que comemora os 70 anos do primeiro grande prêmio da história não fosse uma carnificina como foi a última prova em Silverstone. Com isto, a categoria prova que pode realizar bons espetáculos se trabalhar duro por isso.

Corpo de menino, alma de campeão: esse é Max Verstappen. (Charge de Rebeca Pinheiro)

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio do 70.º Aniversário não foi a prova mais emocionante que eu já vi, mas posso afirmar com toda a certeza que foi melhor que o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Como mencionado na análise, o trabalho conjunto da Pirelli com a organização da Fórmula 1 contribuiu para que o safety car fosse evitado.

Max Verstappen teve um desempenho excelente, enfrentando o domínio da Mercedes e vencendo a prova com maestria. A Racing Point também merece elogios, pois seus pilotos foram consistentes e marcaram juntos 14 pontos contra quatro da equipe francesa que se utilizou de meios antiéticos para lhe tomar 15 pontos. Agora, enquanto a concorrente sofre o karma por sua leviandade, o time inglês recupera uma posição no campeonato e desbanca a escuderia responsável pelo Crashgate em 2008.

Por outro lado, Alexander Albon, companheiro de Verstappen, se mostra cada vez mais indigno de sua posição na Red Bull. O tailandês começa suas corridas em posições desfavoráveis, se mantém fora da zona de pontuação durante boa parte das provas, e só consegue superar seus adversários no final. É o típico piloto que apelidamos de “ejaculação tardia”.

Opinião da Adriana:

Nessa corrida, não vou conseguir separar meu lado fã do meu lado profissional. Que corrida desastrosa pro Ricciardo. Sei que aqui temos o costume de eleger o melhor e pior piloto durante a corrida mas hoje, eu escolho a pior equipe como a Renault. É incrível como os franceses são péssimos quando se trata de estratégia. Sei que a rodada do australiano não ajudou seu desempenho na reta final da corrida mas o ritmo da Renault é terrível. Mais uma corrida horrível para Ricciardo pilotando essa coisa chocha, capenga, manca, anêmica, frágil e inconsistente. Fecha a conta e passa a régua que eu não aguento mais. Boa sorte ao Alonso em 2021.

Outro piloto que não nos desaponta em nada é Vettel, que entregou mais uma rodada no começo da corrida. É fácil culpar a equipe mas o conjunto da obra – a incapacidade dos italianos em não terem um carro que esperam e a falta de maturidade emocional de Vettel em momentos de crise – não ajuda nenhuma das partes. Mas me compadeço do alemão, deve ser horrível ver o companheiro de equipe ir melhor do que ele com o mesmo carro. Mas ainda sim, meu prêmio de pior piloto da corrida vai para ele. Como disseram na transmissão da Globo: que fase! 

Abro um parênteses para dizer que, mesmo com a Mercedes Rosa, o Hülkenberg não conseguiu um pódio. Queria dizer que fico triste com uma notícia dessas mas eu não consigo gostar do alemão. Fica pra próxima, querido.

Já um piloto que me deu alguns sorrisos durante a corrida foi Albon. Mesmo sendo preterido na equipe austríaca, ele consegue mostrar que consegue sim entregar resultados bons em corridas com condições desfavoráveis. Mais uma vez, o tailandês saiu do fundo do grid e conseguiu chegar na área de pontuação. Quem conhece a Red Bull, sabe muito bem o tratamento dos touros em relação ao segundo piloto mas Albon luta com unhas e dentes para conseguir se destacar do seu jeito. Para mim, ele deveria ser o piloto do dia.

Como destaquei a incapacidade da Renault como equipe, tenho que elogiar a estratégia da Red Bull no pitstop do Verstappen, que conseguiu sair na frente de Bottas e segurar o primeiro lugar. Mas mesmo assim, eu queria esquecer que essa corrida existiu.

Toda a expectativa foi pro brejo. (Charge de Adriana Perantoni)

Notas

Corrida: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10 (Rebeca) 8 (Adriana)
  2. Lewis Hamilton: 10 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  4. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Lance Stroll: 8,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  7. Nico Hülkenberg: 8,5 (Rebeca) 5 (Adriana)
  8. Esteban Ocon: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  9. Lando Norris: 7 (Rebeca e Adriana)
  10. Daniil Kvyat: 8 (Rebeca e Adriana)
  11. Pierre Gasly: 7 (Rebeca e Adriana)
  12. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 5 (Rebeca e Adriana)
  14. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 6 (Adriana – que afirma “Renault, você me paga!”)
  15. Kimi Raikkonen: 8 (Rebeca) 4 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  18. George Russell: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonou

  1. Kevin Magnussen: 1 (Rebeca) 0 (Adriana)

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lewis Hamilton (Rebeca) | Alexander Albon (Adriana)

Pior piloto: Kevin Magnussen (Rebeca) | Sebastian Vettel (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 | 2020 British Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2020 ocorreu no dia 2 de agosto. Antes mesmo de começar, a corrida passou por uma situação atípica: Sergio Pérez (Racing Point) foi diagnosticado com Covid-19 e ficou de fora da prova, sendo substituído por Nico Hülkenberg. O mexicano talvez fique de fora de outras provas devido à doença. No entanto, devido a problemas hidráulicos, Hülkenberg não chegou a largar. Lance Stroll foi o único piloto da Racing Point a correr em Silverstone.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou na pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. Max Verstappen (Red Bull) e Charles Leclerc (Ferrari) completaram a segunda fila. Vários duelos começaram após a largada. Lando Norris (McLaren) tentou avançar sobre Leclerc, mas não obteve sucesso. Carlos Sainz Jr. (McLaren) e Daniel Ricciardo (Renault) ganharam posições enquanto Norris e Stroll perderam duas cada um. Porém, o que mais chamou atenção foi o acidente na segunda volta entre Kevin Magnussen (Haas) e Alexander Albon (Red Bull). O dinamarquês tentou “fechar a porta” quando o tailandês tentou a ultrapassagem e os dois colidiram. Magnussen foi lançado para a caixa de brita. O safety car foi acionado.

A grande maioria dos pilotos aproveitou o safety car para trocar os pneus. Romain Grosjean (Haas) foi o único que não fez o pit stop. Após a relargada, o grid permaneceu praticamente o mesmo. Algumas voltas depois, Daniil Kvyat (Alpha Tauri) passou pela zebra, rodou e colidiu fortemente com o muro, causando mais uma bandeira amarela e, consequentemente, a volta do safety car.

Depois da segunda relargada, Grosjean foi praticamente o único a apresentar resistência aos adversários. O francês foi ultrapassado por Norris, Sainz, Ricciardo e Stroll antes de fazer a troca de pneus. Infelizmente, uma situação lamentável para a Racing Point surgiu durante a prova: como em uma reprise do Grande Prêmio da Estíria, Stroll se aproximou muito de Ricciardo, mas não conseguia ultrapassar. Diferente da segunda corrida do ano, dessa vez o canadense não pôde superar o australiano nem no final da prova e acabou perdendo a posição para três pilotos. Um deles foi Albon, que havia recebido uma punição de 5 segundos pelo acidente com Magnussen.

Faltando quatro voltas para o fim da corrida, Bottas teve um grave problema em uma das rodas, mas se recusou a ir para o pit stop tão cedo. Ele ainda correu uma volta antes de parar para a troca, perdendo muitas posições e entregando o segundo lugar a Verstappen. Sainz passou pelo mesmo. Em uma situação parecida, Hamilton também apresentou problemas nas rodas, mas como faltava apenas uma volta, o inglês continuou na pista e cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro caindo aos pedaços.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Devido aos acidentes de Alexander Albon e Daniil Kvyat, o safety car permaneceu muito tempo na pista, impossibilitando bons confrontos na corrida. O meio do grid protagonizou as disputas mais emocionantes, enquanto que o pódio parecia ser o trivial Hamilton-Bottas-Verstappen até o problema nas rodas do finlandês mudar a classificação final. Um dos destaques negativos da prova foi Sebastian Vettel (Ferrari), que havia largado em décimo e passou boa parte da prova fora da zona de pontuação, sendo ultrapassado inclusive por Pierre Gasly (Alpha Tauri), piloto que foi demitido da Red Bull em seu primeiro ano pelo time austríaco por falta de resultados satisfatórios. A Racing Point também não teve um fim de semana agradável, com Lance Stroll decepcionado com seu sexto lugar de largada e nono de chegada, e com Nico Hülkenberg incapaz de substituir Sergio Pérez na pista. A tortuosa pista de Silverstone raramente traz corridas emocionantes, e com esta não foi diferente.

Ganhar com o carro em ruinas não é para qualquer um.

Opinião da Rebeca:

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha se mostrou até agora a corrida mais chata e monótona de 2020 pelos motivos mencionados na análise. Quando o safety car domina boa parte da prova, perde-se boa parte da emoção porque os pilotos são impedidos de ultrapassar. Com certeza o momento em que Hamilton cruzou a linha de chegada em primeiro com o carro arruinado foi brilhante, mas foi uma gota de surpresa em um oceano de marasmo.

Deixo meus elogios à atitude bonita de Norris de usar um capacete feito por uma fã de 6 anos chamada Eva, bem como deixo minha crítica à Racing Point por ter escolhido Hülkenberg para substituir Pérez. O alemão não teve uma boa carreira na Fórmula 1, tendo apenas sua pole no Grande Prêmio do Brasil de 2010 como momento marcante. Hülkenberg coleciona polêmicas, como não ter reconhecido a importância do halo no salvamento da vida de Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica de 2018 e suas falas machistas a respeito do papel da mulher no automobilismo. Creio que é incorente da parte de uma equipe como a Racing Point, cuja dupla de pilotos é formada por atletas de minorias étnicas (um latino e um indígena judeu), contratar como substituto de Pérez um piloto que tenha apresentado um comportamento tão antiético no passado.

Opinião da Adriana:

O que foram as duas últimas voltas? Ainda estou tentando me recuperar. Ver Bottas com um pneu danificado, Verstappen ultrapassando, Ricciardo subindo de posições, Sainz perdendo posições, Albon conseguindo terminar nos pontos depois de uma corrida cheia de problemas e um toque com Magnussen logo no começo… Que corrida.

Admito que no começo estava um pouco entediada mas as batalhas por posições entre Sainz, Norris, Ricciardo e Stroll foi só o começo. Norris mostrou mais uma vez que é melhor que Sainz e mesmo com aquela escapada na primeira tentativa de ultrapassagem, conseguiu manter o ritmo durante a corrida e ainda desafiou Ricciardo, que estava a sua frente. Ocon também mostrou que, mesmo com um carro inferior comparado à Racing Point, ainda consegue desafiar seus rivais.

Preciso falar aqui da felicidade em ver Ricciardo brilhando de novo, mesmo com essa Renault. Se a corrida durasse por mais duas voltas, poderíamos ter o Australiano no pódio de novo. Durante a corrida, ele teve problemas de aderência e ritmo mas isso não o impediu de dar um show no final da corrida. Mal posso esperar em ver seu desempenho na McLaren ano que vem.

Outro que deu um show foi Hamilton. O que foi ver o pneu dele danificado e mesmo assim, o Inglês conseguiu cruzar a linha em primeiro? Isso é o que faz Lewis Hamilton ser o melhor piloto da atualidade, quiçá, de todos os tempos.

Deixo aqui também meu reconhecimento ao Russell, que conseguiu terminar em 12º com uma Williams! O que seria dele com uma Mercedes, hein? Toto, mais uma vez eu venho te avisar que você precisa considerar o Britânico para substituir Bottas.

Notas

Corrida: 6 (Rebeca) 8,5 (Adriana)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8 (Rebeca) 10 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 8 (Rebeca e Adriana)
  3. Charles Leclerc: 9 (Rebeca) 7 (Adriana)
  4. Daniel Ricciardo: 10 (Rebeca e Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6.       ? (Rebeca) 8 (Adriana)
  7. Pierre Gasly: 8 (Rebeca e Adriana)
  8. Alexander Albon: 3 (Rebeca) 9 (Adriana)
  9. Lance Stroll: 6 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  10. Sebastian Vettel: 5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  11. Valtteri Bottas: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  12. George Russell: 6 (Rebeca) 8 (Adriana)
  13. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca) 4 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 5 (Rebeca e Adriana)
  15. Nicholas Latifi: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)
  17. Kimi Raikkonen: 5 (Rebeca) 4 (Adriana)

 

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 0 (Adriana)
  2. Kevin Magnussen: 10 de consolação

 

Não largou:

  1. Nico Hülkenberg:

Driver of the Day (escolhido pelo público): Lewis Hamilton

Melhor piloto: Daniel Ricciardo (Rebeca e Adriana)

Pior piloto: Alexander Albon (Rebeca) | Romain Grosjean e Valtteri Bottas (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Hungria de 2020 | 2020 Hungarian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 19 de julho, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 começou com uma situação atípica na pista. Havia chovido alguns minutos antes e o asfalto estava molhado, obrigando os pilotos a usarem pneus intermediários. No entanto, o que parecia ser uma prova fora do normal terminou em um pódio pouco surpreendente.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. A segunda fila foi preenchida pelos dois carros da Racing Point, guiados por Lance Stroll e Sergio Pérez. Durante a largada, Bottas foi lento e caiu para o sexto lugar. Stroll assumiu a segunda posição e se manteve assim na primeira volta até a chegada de Max Verstappen (Red Bull). Com a pista menos molhada, a grande maioria dos pilotos parou para colocar pneus de pista seca. Os pilotos da Haas, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, foram alguns dos que não pararam (pois já haviam trocado os pneus antes da largada e depois da volta de apresentação). Stroll os superou facilmente.

Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) enfrentava os pilotos do meio do grid. Alexander Albon (Red Bull) e Sebastian Vettel (Ferrari) foram alguns dos adversários do monegasco. Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o único a abandonar por problemas no motor. Bottas tentava recuperar-se do prejuízo e usou toda a potência de seu carro para alcançar o quarto lugar. Leclerc foi seu adversário mais difícil, pois bloqueava todos os ataques do finlandês. Bottas conseguiu se aproximar de Stroll, mas não teve chances de ultrapassar o canadense. O piloto da Mercedes só conseguiu o terceiro lugar devido a um undercut nos boxes (parou para a troca de pneus antes de Stroll e o pit stop da Racing Point foi mais lento). No entanto, Stroll se manteve firme em quarto e os demais pilotos não puderam se aproximar dele.

Um ponto de destaque da prova foram os incidentes envolvendo Nicholas Latifi (Williams). O primeiro ocorreu no início da prova, após um toque com Carlos Sainz Jr. (McLaren) na saída dos boxes que lhe rendeu uma punição de 5 segundos. Ele voltou para a pista, rodou e quase bateu nos pilotos do fim do grid. No segundo, Latifi rodou e parou na brita, mas retornou à prova.

Leclerc enfrentava sérios problemas com seus pneus macios e pediu uma troca para sua equipe. Colocando pneus médios, ele perdeu muitas posições e teve dificuldades para chegar à zona de pontuação. Sua maior batalha foi com Lando Norris (McLaren) pelo 12º lugar. Perto do fim da corrida, após Leclerc ultrapassar Sainz, o espanhol aproveitou a oportunidade e recuperou o décimo lugar. Ao mesmo tempo, o carro de Bottas apresentava um bom desempenho e o finlandês buscou se aproximar de Verstappen. Para isso, fez duas trocas de pneus para aumentar a velocidade. No entanto, o esforço foi em vão. Mesmo com as dificuldades do carro da Red Bull e os retardatários, Verstappen terminou a corrida em segundo lugar.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Contrariando as expectativas, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 teve muitas ultrapassagens, mais não trouxe muitos momentos emocionantes. O pódio foi quase o mesmo da corrida anterior, mudando apenas as posições de Verstappen e Bottas. A Racing Point conseguiu ótimos resultados, com o quarto lugar de Lance Stroll e o sétimo de Sergio Pérez. A Red Bull conquista mais um pódio, mas o quinto lugar de Alexander Albon, embora vantajoso para a equipe foi marcado por uma dura batalha entre o tailandês e Sebastian Vettel pois, segundo o próprio, a Red Bull não lhe dava mais potência. Com a Racing Point se destacando, o time austríaco deve se manter atento a suas políticas para não perder o lugar entre as equipes de ponta. Nesta prova, a McLaren sai humilhada, conseguindo apenas um ponto com o décimo lugar de Sainz. Agora, com Hamilton liderando o campeonato e a cinco vitórias de igualar o recorde de Michael Schumacher como o maior vencedor da Fórmula 1, a temporada de 2020 começa a ganhar forma, mas o domínio da Mercedes parece inevitável.

Atualização: Os pilotos da Haas foram punidos por trocar os pneus antes da largada, ferindo o artigo 27.1 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1. Com isso, Kevin Magnussen caiu do nono para o décimo lugar e Romain Grosjean caiu do 15º para o 16º lugar.

Resumo da corrida

Opinião da Rebeca:

A corrida começou com surpresas, mas terminou de maneira bem blasé. As melhores ultrapassagens ocorreram na metade do grid porque os dois primeiros lugares foram definidos nas primeiras voltas da corrida. Hungaroring é a pista mais lenta da Fórmula 1 e talvez a segunda mais difícil de obter ultrapassagens (atrás apenas do Circuito de Mônaco), então quando esta etapa se aproxima, normalmente se esperam corridas monótonas, como a de 2018. Porém, o grid de largada criou expectativas de um resultado diferente do típico pódio formado por pilotos da Mercedes mais um da Red Bull ou Ferrari.

No entanto, não se pode ignorar que o resultado da Racing Point foi muito satisfatório e que ela é uma boa candidata a conseguir pódios esse ano. Lance Stroll merece muitos elogios pela maneira prudente como guiou seu carro e garantiu uma boa colocação para sua equipe. Situação bem diferente da McLaren, cujos pilotos tiveram uma corrida mais difícil (destacando para Lando Norris que só conseguiu ultrapassar Esteban Ocon perto do fim). Porém, elas ainda estão bem próximas de ameaçar a Red Bull na ponta do grid.

Opinião da Adriana:

Essa foi, sem dúvidas, a corrida mais chata até agora. As primeiras voltas foram promissoras, com as disputas de posições logo nas primeiras curvas, mas depois foi um verdadeiro marasmo.

É sabido que o circuito húngaro é difícil de criar uma corrida emocionante, com poucas oportunidades de ultrapassagens e isso foi provado mais uma vez. Tirando algumas vezes como Sainz contra Leclerc e Albon contra Vettel, de resto, o resultado do grid foi definido pelas paradas para troca de pneus.

Em uma corrida parada como essa, é difícil escolher os melhores e piores momentos mas não podemos esquecer do talento de Hamilton em dominar a corrida de ponta a ponta, sem qualquer ameaça dos outros carros. E devemos reconhecer a habilidade dos mecânicos de Verstappen em conseguir acertar o carro a tempo da corrida após a batida do holandês antes da corrida.

O pior momento foi a largada de Bottas, que claramente foi queimada (fiscais de corrida, estou de olho em vocês). Logo no começo da corrida, teve muita dificuldade em passar Leclerc, com um carro inferior comparado à sua Mercedes e não conseguiu alcançar Verstappen, mesmo sendo mais rápido nas últimas voltas. Toto, acho que está na hora de considerar o Russell para o assento do finlandês em 2022.

Notas

Corrida: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6,5 (Adriana)
  4. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Sebastian Vettel: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  7. Sergio Pérez: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  9. Carloz Sainz Jr.: 6 (Rebeca e Adriana)
  10. Kevin Magnussen: 7 (Rebeca e Adriana)
  11. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  13. Lando Norris: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Esteban Ocon: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Kimi Raikkonen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. George Russell: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 2 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Pierre Gasly: 10

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Lance Stroll e Alexander Albon (Rebeca) | Lewis Hamilton (Adriana)

Pior piloto: Nicholas Latifi (Rebeca) | Valtteri Bottas (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Estíria de 2020 | 2020 Styrian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Estíria, ocorrido no dia 12 de julho, foi a segunda etapa da temporada de 2020. A corrida foi disputada no Red Bull Ring, mesma pista do Grande Prêmio da Áustria. Porém, diferente da prova anterior, esta apresentou muitos momentos emocionantes.

Lewis Hamilton (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Max Verstappen (Red Bull). Pouco depois do início da prova, Charles Leclerc (Ferrari) se chocou com o companheiro Sebastian Vettel e quebrou a asa traseira do alemão. O carro do monegasco deu um pulo e também teve danos. Vettel foi o primeiro a abandonar. Leclerc fez um pit stop, mas poucas voltas depois abandonou a corrida.

A surpresa do dia foram os carros da Racing Point, que tiveram problemas durante a qualificação no dia anterior devido à forte chuva. Sergio Pérez e Lance Stroll conseguiram boas ultrapassagens, como em cima de Lando Norris (McLaren) e de Pierre Gasly (Alpha Tauri). Um pouco a diante, Daniel Ricciardo (Renault) travou uma boa disputa com seu companheiro Esteban Ocon. O hispano-francês, que como previsto pelo The Racing Track precisou abandonar seus vínculos com Toto Wolff para voltar à Fórmula 1, teve problemas mecânicos no carro e foi forçado a deixar a prova. George Russell (Williams) saiu da pista e foi parar na caixa de brita, mas voltou para a corrida normalmente.

Muitos carros do fim do grid protagonizaram boas lutas por posições, notadamente Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Romain Grosjean (Haas) e Kevin Magnussen (Haas). Após o abandono de Ocon, Pérez e Stroll brigaram entre si pelo sexto lugar, com o mexicano conseguindo a ultrapassagem. Logo depois, Pérez chegou em Ricciardo e também o ultrapassou. Stroll se aproximou muito do australiano e a disputa pela posição durou até o final da corrida.

Enquanto isso, a Red Bull tentava um undercut para evitar que Verstappen perdesse o segundo lugar para Valtteri Bottas (Mercedes). A estratégia funcionou por um tempo, pois o holandês conseguiu superar o finlandês quando este foi para os boxes. No entanto, o carro da Red Bull mais uma vez revelou sua inferioridade em relação à Mercedes. Além disso, Verstappen tinha um detrito na asa dianteira. Ele e Bottas brigaram intensamente pelo segundo lugar, chegando a trocar de posições algumas vezes, mas o finlandês conseguiu a ultrapassagem.

Pérez tentou ultrapassar Alexander Albon (Red Bull), mas acabou sendo tocado pelo carro do tailandês quando este defendeu sua posição. O mexicano deveria desacelerar para garantir a integridade do carro, mas acelerou e provocou o toque. Com o dano no carro, Pérez perdeu forças e acabou sendo utrapassado por Norris, que após superar seu companheiro Carlos Sainz Jr. ainda se envolveu em uma disputa tripla com Stroll e Ricciardo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Como dito anteriormente, o Grande Prêmio da Estíria atendeu as expectativas e foi bem mais emocionante que o Grande Prêmio da Áustria. Isso revela que uma pista pode ser palco de corridas totalmente diferentes. A Ferrari sai derrotada de mais uma etapa do campeonato, com o primeiro duplo abandono desde o Grande Prêmio do Brasil de 2019. Já a Mercedes consolida seu domínio na categoria, enquanto Racing Point e McLaren protagonizam espetáculos que ofuscam a atuação da Red Bull. Mesmo com o calendário alterado e diversas mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19, a temporada de 2020 mostra que seu cenário pode ser bem diferente dos anos anteriores (que foram bem semelhantes um do outro).

Ferrari mais uma vez vai por água abaixo.

Opinião da Rebeca: 

Creio que o Grande Prêmio da Estíria mostrou que a Racing Point pode ser considerada uma “equipe de ponta” em breve. Lance Stroll mostrou grandes habilidades na chuva (vide classificação do Grande Prêmio da Itália de 2017 e Grande Prêmio da Alemanha de 2019), porém o carro da equipe inglesa falhou consideravelmente no sábado. Seus dois pilotos conseguiram superar as adversidades e terminar a corrida em ótimos lugares. Vejo que McLaren e Racing Point travarão uma boa briga, parecida com a que a Mercedes e a Ferrari tiveram em 2017 e 2018 pela liderança do campeonato.

Alexander Albon, por sua vez, demonstrou ser muito esforçado e mais merecedor da vaga na Red Bull do que Pierre Gasly. As dificuldades enfrentadas por ele durante a briga com Valtteri Bottas são resultado da inferioridade do carro da equipe austríaca, assim como a vitória de Bottas em sua disputa com Max Verstappen. Como já demonstrado no The Racing Track, a Red Bull precisa provar para o holandês que é merecedora de seus serviços.

Opinião da Adriana:

Em comparação com a última corrida, essa foi menos emocionante. Ter um pódio previsível, com duas Mercedes e a Red Bull de Verstappen ao invés de ver uma cara nova no pódio – seja com Albon ou Pérez – tirou a minha emoção comparada ao pódio passado. Porém, o protesto de Lewis Hamilton, ao lado de dois pilotos brancos – Bottas, seu companheiro de equipe e que até a Mercedes “obrigá-lo” a falar alguma coisa em relação ao movimento Black Lives Matter, ficou calado sobre o assunto e Verstappen, que sequer ajoelhou no fim de semana passada e tampouco apareceu nessa cerimônia antes do começo da corrida – foi marcante e muito emocionante.

Tirando as três primeiras posições e excluindo a batalha Bottas vs Verstappen nas últimas voltas, a corrida foi cheia de ultrapassagens a serem lembradas. O que foi Norris conseguindo ultrapassar três carros na última volta? Não me surpreenderia em vê-lo em mais pódios nesta temporada atípica. Ricciardo mostrou que, mesmo com um carro ruim, continua afiado no que faz de melhor: ultrapassagens. Seu estilo em frear um pouco mais tarde lhe rendeu boas batalhas com Stroll mas vamos combinar que Racing Point não é apelidada de Mercedes Rosa por acaso. No asfalto seco, Stroll e Pérez brilharam e com isso, o mexicano conseguiu ganhar o prêmio de Piloto do Dia, o que na minha opinião, foi merecidíssimo. Já nos últimos lugares, Raikkonen e Magnussen batalharam por melhores posições mas vem cá, alguém de fato prestou atenção?  

Os destaques da corrida, para mim, vai mais uma vez ao britânico Norris, que mesmo com dores durante todo o fim de semana, conseguiu uma performance brilhante no domingo, ofuscando seu companheiro de equipe, Sainz, que conseguiu a 3ª colocação no sábado e perdeu 6 posições durante a corrida. Será que ele parou para pensar na situação da Ferrari? E também, não posso esquecer de Sergio Pérez, que conseguiu fazer uma ótima corrida de superação, brigou com boa parte do grid e ainda protagonizou um momento fofo com seu engenheiro no rádio. Quem não sorriu com a felicidade do mexicano, bom sujeito não é. Também reconheço o talento de Russell conseguir lutar com aquela Williams por algumas voltas. Pena que teve um pequeno erro, o que lhe custou muitas posições no grid.

Já um momento para se esquecer dessa corrida foi a ultrapassagem impensada, equivocada e totalmente afobada de Leclerc para cima de Vettel. Sabemos que numa corrida, qualquer espaço é o suficiente para um piloto arrojado se jogar e ultrapassar seu adversário, mas onde o monegasco estava com a cabeça de tentar ultrapassar seu companheiro de equipe na zebra? Falta de cálculo e perspicácia, na minha humilde opinião.

Hamilton, em seu protesto silencioso, mostrando que vidas negras importam, sim. Fonte: The Guardian. Fotógrafo:  Joe Klamar/AP

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca e Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  4. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6. Sergio Pérez: 9,5 (Rebeca) 10 (Adriana)
  7. Lance Stroll: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  9. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca e Adriana)
  10. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Kevin Magnussen: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Pierre Gasly: 4 (Rebeca e Adriana)
  16. George Russell: 2 (Rebeca) 7 (Adriana)
  17. Nicholas Latifi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Esteban Ocon
  2. Charles Leclerc
  3. Sebastian Vettel

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Sergio Pérez (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: George Russell (Rebeca) | Charles Leclerc (Adriana)