Análise da Temporada de Fórmula 1 de 2018

Olá, meus queridos leitores. Depois de muito tempo, nos encontramos de volta. Sei que estou atrasada com muitos artigos, mas vou tentar superar esse atraso, agora que a minha faculdade não está me enchendo de trabalhos para fazer.

Sem mais enrolação, fique agora com uma análise de cada piloto dessa temporada:

 

  • Lewis Hamilton

 

 

O pentacampeão Lewis Hamilton teve uma temporada parecida com a de 2017: o que parecia ser um começo desafiador teve um desfecho gratificante. Hamilton encerrou o ano com 408 pontos, 45 a mais que no ano passado. No entanto, alguns fatos devem ser vistos.

Hamilton teve o carro considerado o melhor do grid. Isso, somado a um piloto com um talento indiscutível normalmente resulta em títulos. Porém, alguns fatores ajudaram a conquista de Hamilton: a impulsividade de Sebastian Vettel e as técnicas da Mercedes. O alemão colidiu com Max Verstappen na China e no Japão, bateu no muro na Alemanha, colidiu com Hamilton na Itália e com Daniel Ricciardo nos Estados Unidos. Esses acontecimentos fizeram o piloto ferrarista perder pontos preciosos e decisivos. Além disso, o GP da Rússia manchou a reputação da Mercedes, quando a escuderia deu a ordem clara para Valtteri Bottas deixar Hamilton passar à sua frente. Entendo que Hamilton, e não Bottas, precisava de mais pontos para conquistar o título, entretanto, esse tipo de estratégia, bem conhecida na história da Fórmula 1, acaba estragando a competição e afastando os possíveis torcedores. No Brasil, teve muita ajuda de Esteban Ocon, que bateu em Verstappen para que Hamilton vencesse a corrida.

Esperamos que Hamilton continue com um ótimo desempenho e forneça um bom espetáculo aos fãs do automobilismo. Porém, também desejamos que a Mercedes abandone essa técnica de interferência em resultados.

 

  • Valtteri Bottas

 

 

O piloto finlandês terminou o ano em 5º lugar, com 247 pontos, 58 a menos que em 2017. Na última corrida do ano, em Abu Dhabi, Bottas se aproveitou, e muito, da ambiguidade das decisões dos comissários: cortou um baita pedaço da pista para evitar ser ultrapassado por Verstappen, mas não foi punido. Esteban Ocon e Fernando Alonso fizeram o mesmo, mas não escaparam da punição. Nota-se que no GP da Itália, Bottas fez uma encenação tão bárbara que faria Neymar sentir inveja (brincadeira, Neymar, amamos você): saiu para a rota de escape para que os comissários entendessem que Verstappen o jogara para fora da pista e punissem o holandês que, de raiva, não deixou o finlandês passá-lo mesmo com a punição. O castigo para Bottas veio a cavalo: mesmo com a vista grossa dos comissários (que parecem só punir os pilotos que NÃO são da Mercedes ou da Ferrari), Verstappen o ultrapassou na pista e lhe tomou o 4º lugar no campeonato.

A temporada de Bottas não foi das mais animadoras. Não teve vitórias (o GP do Azerbaijão escapou entre seus dedos devido a um furo no pneu) e ainda recebeu ordens de equipe na Rússia para deixar Hamilton ultrapassá-lo. Este piloto é o retrato de uma nova Mercedes: beneficiada pelos comissários, mas não está livre de desafios. Parece que, adotando um estilo semelhante ao da Ferrari, a Mercedes já elegeu bem claramente o seu campeão. Mesmo que no discurso a equipe negue, Bottas na prática é um escudeiro de Hamilton. Esperamos que ele supere essa fase, e que não volte a simular “faltas”.

 

  • Sebastian Vettel

 

 

 

O alemão permaneceu com seu estilo impetuoso: apesar de começar o ano vencendo, suas manobras impulsivas lhe custaram as chances de levar o título. Terminou 2018 com 320 pontos, dois a mais que no ano anterior. Talvez sua corrida mais lamentável tenha sido na Alemanha, onde as ordens de equipe para que Kimi Raikkonen deixasse Vettel passar foram por água abaixo quando o piloto bateu no muro.

A esse episódio somaram-se as colisões com Max Verstappen (China e Japão), com Lewis Hamilton (Itália) e Daniel Ricciardo (Estados Unidos). Vettel raramente é punido por suas manobras em pista, tendo seu único castigo a perda do título. Infelizmente, não vejo esperanças de que esse comportamento dos comissários acabe tão cedo e isso só afasta os torcedores do esporte (depois não adianta chamar celebridades para o evento).

Se quiser voltar à glória de seus tempos de tetracampeão pela Red Bull, Vettel terá que abandonar seu jeito furioso e impulsivo e prestar mais atenção em suas manobras. Claramente, é um piloto talentoso (caso contrário, não teria quatro títulos no currículo), porém perde muitas oportunidades por conta de sua agressividade. O resultado foi uma derrota amarga, como no ano passado. Esperamos que ele supere essa fase e tenha mais prudência em suas corridas.

 

  • Kimi Raikkonen

 

 

O finlandês teve mais um ano de fidelidade à Ferrari, e consequentemente a Sebastian Vettel. Terminou 2018 na 3ª colocação com 251 pontos, 46 a mais que no ano anterior. Suas manobras na Grã-Bretanha e no Japão, onde respectivamente acertou Lewis Hamilton e Max Verstappen, e as ordens que recebeu da escuderia para abrir mão da vitória em nome de Vettel na Alemanha deixaram claro que a Ferrari mantém Raikkonen como o escudeiro do alemão. A maneira como a equipe trata o finlandês na pista, mesmo sendo este o último campeão pela Ferrari, me deixa cética em relação ao futuro de Charles Leclerc. Ao contrário do que é bastante especulado na mídia, creio que, infelizmente, ele estará condenado a ter um cenário semelhante ao de Raikkonen.

Nos Estados Unidos, o piloto teve sua única vitória, e ainda quebrou o título de maior vencedor sob a bandeira da Finlândia (que antes pertencia a Mika Hakkinen). Era para ser a segunda do ano para ele, pois o GP da Alemanha lhe foi afanado pela própria equipe. Como em 2019 Raikkonen estará na Sauber, dificilmente teremos momentos emocionantes dele. Mas esses tempos de escudeiro não apagam seu grande passado, principalmente o título em 2007. Desejamos a Raikkonen boa sorte na escuderia nova.

 

  • Max Verstappen

 

 

O menino prodígio! Depois de um começo difícil e as instabilidades do motor Renault, Verstappen encerrou 2018 com 249 pontos, 81 a mais que no ano anterior e ainda conquistou a 4ª colocação (atrás de Raikkonen por APENAS dois pontos). Verstappen, assim como Vettel, é um piloto impulsivo, mas que sabe contornar as adversidades e conquistar excelentes resultados. Basta ver que as corridas em que ele abandona são as mais chatas, pois este piloto traz a emoção e a energia à Fórmula 1 que não se via desde os tempos de Ayrton Senna.

Verstappen teve duas vitórias (Áustria e México), mas moralmente ele foi o vencedor no Brasil. Se Esteban Ocon não tivesse jogado seu carro para cima dele para deixar Hamilton passar, Max com certeza teria três vitórias. Me perdoem os fãs do EX-piloto hispano-francês, mas a reação de Ocon não me deixa dúvidas que foi uma manobra antiética e proposital, pois se fosse um acidente, como ocorreu entre Verstappen e Lance Stroll na Espanha, ele não estaria com um sorriso maléfico de orelha a orelha ao ver a irritação no rosto do jovem prodígio holandês. Mas, cada um colhe o que planta: a Red Bull planeja um trabalho todo dedicado a Verstappen, enquanto a Mercedes jogou Ocon para escanteio. Verstappen ainda proporcionou à Fórmula 1 a única corrida emocionante em Mônaco (uma prova que normalmente é chata e monótona, se transformou com as ultrapassagens dele).

Não creio que devemos comparar a temporada de Verstappen com a do companheiro Daniel Ricciardo, como muitos veículos de imprensa fazem. Cada piloto tem um jeito, e ambos passaram pelas mesmas dificuldades do motor Renault. Não tenho plena confiança no motor Honda, mas confio em Verstappen. Esse menino nos prova que nenhum desafio é grande o suficiente para ele, pois Max é uma fênix que renasce das cinzas. Esperamos grandes corridas dele para o ano que vem.

 

  • Daniel Ricciardo

 

 

 

O australiano fechou o ano com 170 pontos, 30 a menos que em 2017. Ele começou bem a temporada, com vitórias na China e em Mônaco, mas uma série de abandonos o assombrou até o final do ano, motivando-o a procurar a Renault para competir em 2019.

Ricciardo é um bom piloto, que foi injustiçado pelas quebras do motor de seu carro. Também foi um dos pilotos que mais lutou pela igualdade entre todos os competidores no tratamento dado a cada equipe. Seus conhecimentos de engenharia automobilística o tornam uma boa escolha para seus contratantes. Esperamos que ele tenha um ótimo ano com a Renault.

 

  • Sergio Pérez

 

 

Sergio Pérez teve um ano bem contrastante. Com seu único pódio no Azerbaijão (3º lugar), ele fechou 2018 com 62 pontos, 38 a menos que no ano anterior. Os demais resultados foram bem modestos, mas Pérez também é um piloto com muito potencial.

Sua relação com o companheiro Esteban Ocon não mudou: está bem claro que os dois NÃO são amigos. Porém, se engana quem pensa que Pérez é um piloto difícil, pois sua gentileza com Lance Stroll, seu companheiro para o ano que vem, foi louvável. A falência da Sahara Force India e sua briga com os antigos proprietários destacaram sua temporada. Agora sob nova direção e sob o nome de Racing Point, a escuderia deu uma nova chance a ele para mostrar bons resultados, e acreditamos que ele o fará. Desejamos a ele boa sorte para o ano que vem.

 

  • Esteban Ocon

 

 

Infelizmente, Esteban Ocon briga com Charles Leclerc pelo título de “piloto mais SUPERESTIMADO do ano”. Fechando 2018 com 49 pontos, 38 a menos que no ano anterior, Ocon foi rebaixado para a vaga de terceiro piloto da Mercedes para 2019. Sua temporada foi machada por episódios lamentáveis (principalmente por parte de seus fãs).

A falência da Sahara Force India pegou todos de surpresa. O empresário Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll, montou um consórcio para comprar a empresa e salvar 405 empregos, como o The Racing Track já noticiou. Pelo que se andou dizendo na imprensa, havia uma conversa entre a Mercedes e outras equipes, como a Renault e a McLaren para que Ocon fosse transferido e deixar a vaga para Stroll. Vale lembrar que o empresário de Ocon é Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes. No entanto, a relação entre Ocon e a Mercedes foi vista com desconfiança pelas outras equipes e, temendo um novo escândalo de espionagem como ouve com a McLaren em 2007, as escuderias duvidavam se Ocon seria fiel a elas. Franz Tost, chefe de equipe da Toro Rosso, tinha a mesma dúvida. A manobra no Brasil que tirou a vitória de Max Verstappen e o comportamento reprovável em zombar do holandês e não se desculpar pelo ocorrido provou a todas as outras equipes que Ocon é sim, fiel, E MUITO, à Mercedes. Você contrataria um funcionário que seria mais leal ao seu concorrente do que a você? Eu não.

Mas os fãs de Ocon não enxergam dessa forma. As decisões de Renault e McLaren de contratarem outros pilotos enfureceram os fãs do hispano-francês, que passaram a atacar agressivamente Lance Stroll. O canadense salvou empregos e uma escuderia com um grande potencial, mas o que vale para os fãs de Ocon é a pele de um piloto que não tem recursos para ajudar a própria equipe, não teve resultados impressionantes e é mais fiel a Toto Wolff do que seria à própria mãe. Os internautas furiosos, que nem conhecem direito a história de Stroll, acusaram-no de compra de vaga e de não ter talento, ignorando o fato de que Stroll foi CAMPEÃO de todas as principais categorias de acesso à Fórmula 1, além de ter dois recordes no currículo e ter um pódio no ano de estreia (coisa que nem Verstappen teve). Ocon passou três anos na Fórmula 1 e nunca teve sequer um pódio ou um 4º lugar no mínimo. Depois de seu título na Fórmula 3, ele nunca mais teve resultados impressionantes.

 

 

Eu sei que não conheço os pilotos pessoalmente, então não deveria dar palpite na relação deles. Mas, para mim, amigos de verdade AJUDAM um ao outro. Isso significa não deixar que vagabundos da internet insultem e difamem seu amigo.

E o PIOR, mesmo vendo a situação pela qual o seu AMIGO passava, Ocon preferiu ignorar os acontecimentos e só se pronunciou sobre os ataques a Stroll MESES depois, pedindo para que os ataques parassem. Para se ter uma ideia, George W. Bush demorou MENOS para ajudar as vítimas do Furacão Katrina. Uma dica para os fãs: pesquisem sobre seus ídolos antes de atacarem o próximo. Stroll e Ocon são amigos e a culpa por ele estar sem equipe NÃO É DO STROLL, e sim DA RELAÇÃO QUASE PROMÍSCUA QUE OCON TEM COM A MERCEDES (deu pra entender ou quer que eu desenhe?).

 

  • Lance Stroll

 

 

Lance Stroll foi o piloto mais prejudicado do ano por sua própria equipe. Terminando o ano com 6 pontos (em 2017 teve 40), o canadense sofreu com o carro ineficiente da Williams. Mesmo com todo o patrocínio, a escuderia inglesa enrolou seus pilotos com promessas e prazos para um bom carro, que nunca saiu.

Infelizmente, como os pilotos estão mais em evidência do que os engenheiros, Stroll e seu companheiro Sergey Sirotkin foram alvos de comentários maldosos e injustos. Só para lembrar, quem FAZ o carro é o ENGENHEIRO, não o piloto. Paddy Lowe, engenheiro chefe da Williams, não admitia os próprios erros, deixando que a mídia e os internautas cobrassem mais de Stroll e Sirotkin por coisas que não eram da responsabilidade deles.

Porém, se a Williams foi injusta com Stroll, seu pai Lawrence não foi. Visando um bom investimento, o empresário comprou a Sahara Force India, que estava falida pela má administração de Vijay Mallya, e salvou 405 empregos, como noticiado anteriormente pelo The Racing Track. Apesar dos comentários injustos dos fãs fanáticos de Esteban Ocon, que omitiu ajuda ao amigo por boa parte do tempo e só se pronunciou meses depois, Stroll confia em seu potencial e os testes de Abu Dhabi no final do ano mostraram que a Force India, agora Racing Point, tem um tesouro em mãos. O próprio chefe de equipe, Otmar Szafnauer, afirmou que Stroll está no mesmo nível de Ocon (bem, Ocon nunca esteve em 3º lugar, nem nos treinos, então eu acho que Stroll está melhor). Desejamos a ele boa sorte e um ótimo ano na escuderia nova.

 

  • Sergey Sirotkin

 

 

O estreante russo teve um bom começo nos treinos do GP da Austrália (com um 6º lugar), porém, foi muito prejudicado pela incompetência da Williams. Fechou o ano com apenas 1 ponto, que conseguiu na Itália, após sua promoção para o 10º lugar devido à desclassificação de Romain Grosjean pelo assoalho do carro ser considerado irregular.

Não creio que Sirotkin seja um piloto pagante, como muitos afirmam. Dificilmente pessoas que vieram de situações financeiras mais humildes, como Ocon, entram na Fórmula 1, mas não porque é um esporte mercenário e elitista, e sim porque é um esporte caro. São muitos gastos: funcionários, peças, projetos, desenvolvimento, entre outros. É indispensável o dinheiro do patrocínio, e se os pilotos arrumam, isso só ajuda a equipe. O problema da Williams é que o dinheiro não foi bem administrado e o carro virou uma carroça. Infelizmente, Sirotkin não estará na Fórmula 1 ano que vem, mas desejamos a ele boa sorte para sua carreira.

 

 

  • Fernando Alonso

 

 

Ah, Fernando Alonso…. Um dos pilotos mais polêmicos da história da Fórmula 1. Sua carreira foi marcada por dois títulos mundiais (2005 e 2006), mas também por muitas polêmicas, como o escândalo do Crashgate, no qual o chefe de equipe da Renault, Flavio Briatore, mandou Nelson Piquet Jr. (“Nelsinho”) bater no GP de Singapura para que o safety car fosse acionado e Alonso vencesse a prova. Queridinho dos comentaristas brasileiros, principalmente os da SporTV, Alonso terminou 2018 com 50 pontos, 33 a mais que no ano anterior.

A falta de competitividade do carro da McLaren não permitiu que Alonso tivesse grandes momentos. Mas isso não impediu que o espanhol ficasse longe de polêmicas. Rude com jornalistas e com pilotos com quem teve acidentes, Alonso dificilmente admite seus erros, o que o torna uma figura mal vista no paddock apesar de suas conquistas (o episódio com Lance Stroll nos Estados Unidos foi lamentável, principalmente a postura agressiva de seus fãs contra o canadense, que é um grande fã de Alonso; mas o castigo veio a cavalo, com o abandono no México).

É quase uma unanimidade dos jornalistas que Alonso não encontra uma boa equipe para competir devido à sua personalidade difícil. A Ferrari não o quer por perto, e as outras temem um cenário instável como ele causou na McLaren com a estreia de Lewis Hamilton (inclusive, ele chegou a jogar o carro para cima do inglês em 2007 porque o companheiro não quis lhe ceder a pole position). Infelizmente, essa característica o prejudicou muito na carreira, pois ninguém quer trabalhar com pessoas difíceis, não importa o quão talentosas elas sejam. E, qualquer que seja o destino de Alonso, ele deve pensar bem nisso para não passar pelos mesmos problemas que teve na Fórmula 1.

 

  • Stoffel Vandoorne

 

 

Lembro-me que no ano passado, um comentarista cujo nome não vou mencionar por questões éticas disse que Verstappen, Ocon e Vandoorne seriam campeões. Hoje, está mais do que na cara que ele errou feio, errou rude: Ocon está fora da jogada, assim como Vandoorne. Esse comentarista não quer admitir, mas Verstappen e Stroll estão mais próximos de serem os campeões no futuro do que Ocon e Vandoorne.

O belga não teve bons resultados. Acabou encerrou o ano com 12 pontos, um a menos que em 2017. Com um carro nada competitivo, Stoffel Vandoorne foi muito superestimado por seus fãs. Talento ele tem, mas falta uma oportunidade em um carro mais competitivo. Infelizmente, a McLaren não quis lhe dar mais uma chance e ele não estará na Fórmula 1 em 2019. Desejamos boa sorte a ele, seja para onde for sua carreira.

 

  • Nico Hülkenberg

 

 

O alemão da Renault terminou o ano com 69 pontos, 26 a mais que em 2017. Com resultados modestos, ele se destacou mais por suas declarações polêmicas. Hülkenberg se limitou a repetir as opiniões do amigo Max Verstappen, mas de uma maneira mais incisiva. Suas declarações sobre as grid girls foram simplesmente machistas, e ele demonstrou misoginia contra pilotos femininas e contra as torcedoras do esporte (deve achar que nasceu só do pai também). Além disso, demonstrou total indiferença ao ocorrido com Charles Leclerc, que teve a vida salva pelo halo no GP da Bélgica.

Foi Hülkenberg quem bateu em Alonso, que voou e colidiu com Leclerc. Se não fosse o halo, o estreante monegasco teria sua cabeça arrancada (que Deus não permita que isso ocorra!). Mas Hülkenberg continuou atacando a peça, dizendo que ela era feia. Com todo o respeito, mas isso é um esporte que o que vale é a velocidade. Quer beleza? Vá pro São Paulo Fashion Week. O mínimo que o alemão deveria fazer é parar de atacar a peça de proteção e pedir desculpas a Alonso e Leclerc. É lamentável que um piloto tente aparecer mais por seu descaso com o próximo do que por seus resultados. Esperamos que ele melhore seu comportamento para o ano que vem.

 

  • Carlos Sainz Jr.

 

 

O piloto espanhol de Madri fechou o ano com 53 pontos, um a menos que em 2017. Seus resultados foram bem modestos, grande parte devido à falta de competitividade do carro da Renault. Sainz quer muito provar que pode conseguir posições bem maiores do que pôde em 2018, mas não sei se sua futura equipe, a McLaren, será capaz de lhe proporcionar um cenário melhor. Desejamos boa sorte a ele.

 

  • Pierre Gasly

 

 

Dos três pilotos franceses do grid, Gasly foi o que mais se destacou. Ele conseguiu seus primeiros pontos na Fórmula 1 em 2018, encerrando o ano com 29 pontos. Seu 4º lugar no Bahrein foi excelente, e a Red Bull tem muito a ganhar com ele em sua equipe. Apesar dos resultados modestos por certa instabilidade do motor Honda, ele soube driblar suas adversidades muito bem. Desejamos boa sorte a ele em sua nova equipe.

 

  • Brendon Hartley

 

 

Hartley teve um dos anos mais decepcionantes na Fórmula 1. Fazendo seus primeiros pontos em 2018, encerrando o ano com 4 pontos, o neozelandês ficou marcado principalmente por seus acidentes, como a colisão com Charles Leclerc em Mônaco e com Lance Stroll no Canadá. Pontuando apenas em três ocasiões (Azerbaijão, Alemanha e Estados Unidos), ele perdeu a confiança da Toro Rosso, que o demitiu. Esperamos que ele tenha um ano melhor em sua carreira, seja qual for o seu destino.

 

  • Romain Grosjean

 

 

O francês da Haas terminou o ano com 37 pontos, nove a mais que em 2017. O que parecia ser um começo maravilhoso, pelo seu desempenho na Austrália, acabou em um ano modesto, tendo seu pior momento na Itália, onde foi desclassificado por irregularidades no assoalho. Grosjean é um piloto competitivo, diferente do carro da Haas. Esperamos que a equipe supere as dificuldades e consiga melhores resultados em 2019.

 

  • Kevin Magnussen

 

 

Kevin Magnussen teve um bom ano, com 56 pontos, 37 a mais que em 2017. O dinamarquês alcançava a zona de pontuação constantemente, superando as dificuldades do carro da Haas. Seu pior momento foi nos Estados Unidos, onde ele foi desclassificado, junto com Esteban Ocon, por irregularidades no combustível. Desejamos a ele um ano melhor em 2019.

 

  • Marcus Ericsson

 

 

Se tem alguém que não pode reclamar de 2018 é Marcus Ericsson. O sueco, que terminou 2017 sem pontos, fez 9 pontos nesse ano. A Sauber teve um grande avanço em relação ao ano passado, permitindo que seus pilotos competissem pela zona de pontuação. Entretanto, seus resultados tímidos fizeram com que a Sauber desse uma chance a Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen para 2019, deixando Ericsson como terceiro piloto. Desejamos a ele boa sorte na nova posição.

 

  • Charles Leclerc

 

 

Ah, Charles Leclerc…. Esse estreante monegasco compete com Esteban Ocon pelo título de “piloto mais SUPERESTIMADO do ano”. Leclerc passou pelas mesmas dificuldades de qualquer estreante, como ocorreu com Max Verstappen e Lance Stroll. PORÉM, apesar de TAMBÉM VIR DE UMA FAMÍLIA RICA E COM PAI FAMOSO, Leclerc foi recebido com flores e elogios pela imprensa, e não por uma chuva de xingamentos e injustiças como Verstappen e Stroll. Porém, esses dois encerraram seus anos na 12ª colocação, enquanto que Leclerc, “apenas” na 13ª, com 39 pontos (um a menos que os 40 de Stroll e 10 a menos que os 49 de Verstappen).

Não digo que Leclerc não tem talento, pois ele provou que pode ser bem competitivo, alcançando constantemente a zona de pontuação, mas a última vez que um piloto estreante foi tão superestimado e elogiado exageradamente pela imprensa foi quando o patrocinador por trás dele estava comprando apoio (não estou fazendo nenhuma acusação, apenas uma constatação). Leclerc também não é a figura mais simpática com os jornalistas, que mesmo cobrindo ele de elogios, não fogem de receber um suspiro ou uma torcida de nariz do monegasco. Muitos juram que ele será uma ameaça para Vettel em 2019, mas pelo jeito que a Ferrari lida com seus estreantes, não creio que isso vai acontecer. A equipe de Maranello NUNCA chama alguém tão novo e inexperiente para ser seu “campeão”, e sim para ser seu “escudeiro”, como fez com Rubens Barrichello e Felipe Massa. Não ficaria surpresa em ver Leclerc como o escudeiro de Vettel, posto que esse ano foi preenchido por Raikkonen.

 

 

Tal como a Cinderela, que chegou ao baile do príncipe como uma linda princesa, mas na verdade era uma serva na casa de sua madrasta, Leclerc chegou Na Fórmula 1 como o “príncipe” que iria colocar medo em Verstappen e Stroll, mas na verdade, não alcançou o mesmo que os dois, mesmo com toda a babação de ovo que a imprensa faz com ele. Acredito que alcançará bons resultados com a Ferrari em 2019, mas não aposto que ele será uma ameaça para ninguém. Porém, desejamos a ele um bom ano na escuderia nova e que não ocorra mais acidentes como o do GP da Bélgica, no qual teve a vida salva pelo halo e ainda teve que aguentar o descaso de Nico Hülkenberg. Esperamos que ele possa demonstrar mais de seu potencial.

 

De maneira geral…

 

A temporada de Fórmula 1 de 2018 foi muito parecida com a de 2017: o título concentrado nas mãos da Mercedes e da Ferrari, ajudadas por comissários injustos, que punem seus adversários, mas nunca os “dominantes”, e um grande contraste entre as corridas. Corridas como as de Mônaco, Rússia e Abu Dhabi, que tendem a ser chatas, foram emocionantes, enquanto que a da Hungria foi tão chata, que nem perdi meu tempo analisando aquele sonífero televisivo. Não temos tanta esperança que esse cenário vá mudar em 2019, mas aguardamos por algumas mudanças significativas no grid com as novas contratações e melhorias nos carros.

Análise GP de Abu Dhabi de 2018

Antes de tudo, o The Racing Track agradece carinhosamente ao leitor Régis Fernandes pelos dois volumes da coleção “Os Grandes Pilotos de Todos os Tempos”. Será uma grande ajuda para os próximos artigos biográficos.

 

O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2018, que aconteceu no dia 25 de novembro, trouxe elementos que há muito tempo não se via nos Emirados Árabes. Acidentes, lutas por posições e condições decisivas para um bom resultado trouxeram emoção para uma corrida que há muito tempo era conhecida por ser uma das mais monótonas da Fórmula 1.

Lewis Hamilton (Mercedes), pentacampeão esse ano, largou na pole position ao lado do companheiro Valtteri Bottas. Na segunda fila, largaram os pilotos da Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen (este fazia sua última corrida pela escuderia italiana). Na terceira, a dupla dinâmica da Red Bull: Max Verstappen e Daniel Ricciardo (que ano que vem se juntará à Renault). Logo na largada, algumas surpresas: o carro de Verstappen perdeu rendimento e o menino prodígio caiu para a 10ª posição. Mas o que mais chamou atenção na primeira volta foi o acidente entre Nico Hülkenberg (Renault) e Romain Grosjean (Haas): o alemão disputou a posição roda com roda com o francês e acabou sendo arremessado contra o muro. O carro pegou fogo e ficou de ponta cabeça. O piloto passa bem.

 

Acidente de Hülkenberg na primeira volta

 

O safety car foi acionado. Raikkonen teve um problema técnico no carro e foi obrigado a deixar a corrida. Depois da saída do safety car, Verstappen deu o troco no (censurado) Esteban Ocon (Force India) pelo papelão do GP do Brasil e depois de uma batalha épica, o ultrapassou. Também no começo da prova, Hamilton trocou os pneus, e com os novos seguiria até o fim da prova. O inglês voltou atrás do holandês e tentou ultrapassá-lo. Mas Max não facilitou.

A corrida passou a ser liderada por Bottas, que estava bem mais lento que os demais pilotos da frente do grid. Vettel vinha atrás, mas não conseguia passar o finlandês. Com as trocas e ultrapassagens, a liderança da prova caiu no colo de Ricciardo, que seguiu bem e manteve uma boa distância com relação a Hamilton. Vale lembrar que o pit stop de Verstappen foi o mais rápido do ano: 2.08 segundos.

Marcus Ericsson (Sauber), que será piloto reserva da Sauber ano que vem, enfrentou problemas técnicos e também abandonou a prova. No meio do grid, alguns pilotos se destacaram pela atuação, como Stoffel Vandoorne (McLaren), que não estará no grid em 2019, Sérgio Perez (Force India), Brendon Hartley (Toro Rosso), Carlos Sainz Jr. (Renault) e Charles Leclerc (Sauber). Ocon protagonizou alguns conflitos, mas não demorou para quebrar mais uma vez o regulamento e ganhar vantagem ao sair da pista e voltar. O engraçadinho levou 5 segundos de punição. Mas não tardou para os comissários adicionarem mais um capítulo à novela “Dois Pesos, Duas Medidas”.

Valtteri Bottas estava mais lento, foi passado por Vettel e seria facilmente ultrapassado por Verstappen, mas cortou um grande pedaço da pista para ganhar vantagem. O incidente foi notado e investigado, mas até agora estamos esperando o resultado. Nada adiantou, porque Verstappen ultrapassou com categoria e depois Ricciardo fez o mesmo. O finlandês da MERCEDES (equipe que está disputando com a Ferrari o título de mais privilegiada pela incoerência dos comissários) teve de trocar os pneus, aproveitando que Sainz estava a mais de 40 segundos, por causa do confronto com Max.

Mais tarde, não pagando a punição, mas levando um belo de um castigo, Ocon notou seu motor fumando e foi obrigado a deixar a prova. Ele ainda parou na entrada dos boxes, bloqueando a entrada. Assim, Esteban Ocon se despede da Fórmula 1 com um abandono e mais trapalhadas. Tirando aqueles desocupados invejosos da internet que xingam Lance Stroll (Williams) por ter SALVADO a Force India e por ter resultados beeeem melhores que Ocon, ninguém sentirá falta desse piloto. Os fãs do Verstappen agradecem que não teremos mais um assistente da Mercedes para ferrar com as vitórias dos outros.

 

¡Adiós, Esteban! Não sentiremos sua falta

 

Depois, Pierre Gasly (Toro Rosso) enfrentou o mesmo problema e deixou a corrida. Gasly ainda brincou de disputar a pista com Vertsappen, mas a equipe mandou ele parar. Diferente de Ocon, ele teve que estacionar o carro em um cantinho da pista. Fernando Alonso (McLaren), que se despede da Fórmula 1 após uma carreira marcada por 2 títulos mundiais e uma série de polêmicas (Crashgate, escândalo de espionagem, Fernando is faster than you, entre outras), também foi punido com 5 segundos por sair da pista e receber vantagens. Moral da história: Todos os pilotos são iguais, mas os pilotos da Mercedes e da Ferrari são mais iguais que os outros.

Lewis Hamilton foi o vencedor, seguido por Sebastian Vettel e Max Verstappen, que passou Valtteri Bottas no campeonato (chupa, Ocon), conquistando o 4º lugar. Hamilton se consagra campeão com 408 pontos contra 320 de Vettel. O terceiro colocado no campeonato foi Kimi Raikkonen, com 251, 2 pontos a mais que Verstappen. O GP de Abu Dhabi de 2018 foi uma corrida emocionante e atípica para o Circuito de Yas Marina, e marcou bem a despedida de Fernando Alonso, Esteban Ocon, Stoffel Vandoorne, Marcus Ericsson, Sergey Sirotkin e Brendon Hartley da Fórmula 1.

 

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8
  2. Sebastian Vettel: 7
  3. Max Verstappen: 9
  4. Daniel Ricciardo: 9
  5. Valtteri Bottas: 6
  6. Carlos Sainz Jr.: 8
  7. Charles Leclerc: 8
  8. Sergio Perez: 8
  9. Romain Grosjean: 7
  10. Kevin Magnussen: 7
  11. Fernando Alonso: 6
  12. Brendon Hartley: 6
  13. Lance Stroll: 7 (resultado nada mal, se a Williams não fosse ruim de estratégia, teria chegado em 10º; desejamos boa sorte ano que vem na Force India)
  14. Stoffel Vandoorne: 7
  15. Sergey Sirotkin: 5

 

Abandonaram

  1. Pierre Gasly
  2. Esteban Ocon 
  3. Marcus Ericsson
  4. Kimi Raikkonen
  5. Nico Hülkenberg

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Fernando Alonso (só porque tá indo embora)

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon

 

Campeão: Lewis Hamilton (5º título)

Melhor piloto do ano: Max Verstappen

Pior piloto do ano: Esteban Ocon

Classificação final

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 408
  2. Sebastian Vettel: 320
  3. Kimi Raikkonen: 251
  4. Max Verstappen: 249
  5. Valtteri Bottas: 247
  6. Daniel Ricciardo: 170
  7. Nico Hülkenberg: 69
  8. Sergio Perez: 62
  9. Kevin Magnussen: 59
  10. Carlos Sainz Jr.: 53
  11. Fernando Alonso: 50
  12. Esteban Ocon: 49
  13. Charles Leclerc: 39
  14. Romain Grosjean: 37
  15. Pierre Gasly: 29
  16. Stoffel Vandoorne: 12
  17. Marcus Ericsson: 9
  18. Lance Stroll: 6
  19. Brendon Hartley: 4
  20. Sergey Sirotkin: 1

 

Equipes

  1. Mercedes: 655
  2. Ferrari: 571
  3. Red Bull: 419
  4. Renault: 122
  5. Haas: 93
  6. McLaren: 62
  7. Racing Point Force India: 52*
  8. Sauber: 48
  9. Toro Rosso: 33
  10. Williams: 7

*lembrando que com a troca de comando, a Force India perdeu os pontos e a nova equipe, chamada Racing Point Force India, passou a receber os pontos depois da troca, não herdando os conquistados pelos pilotos anteriormente

Análise GP do Brasil de 2018

Depois de sabotar a corrida de Max e apanhar dele, Esteban diz que isso não é atitude de homem. Atitude de homem é jogar o carro para cima dos outros, né? Tira esse uniforme porque você não é “caveira”. Você é MOLEQUE, Ocon. Só para lembrar, Max está na Fórmula 1 para o ano que vem, você não (graças a Deus!). Max tem vitórias, você não. Max tem pódios, você não. Max tem recordes, você não. Max é um mito, você não.

Mas todas as palavras são poucas para descrever a atitude anti-esportiva do ser humano chamado Esteban Ocon (Force India). O Grande Prêmio do Brasil de 2018, que ocorreu no dia 11 de novembro, tinha tudo para ser a melhor corrida do ano, pois as disputas por posições dominaram o evento. Lewis Hamilton (Mercedes), que largou da pole, fez um bom trabalho, indiscutível. Mas Max Verstappen (Red Bull), foi o destaque do dia. Ultrapassou diversas vezes, superou pilotos como Kimi Raikkonen (Ferrari) e Sebastian Vettel (Ferrari) e liderou boa parte da prova.

Verstappen com certeza teria vencido. A Mercedes de Hamilton sofria com problemas de potência no motor e bolhas dos pneus. Mas, o piloto mais superestimado da história da Fórmula 1 resolveu fazer uma manobra antiética, jogando sua Force India para cima de Max Verstappen mesmo sendo retardatário. É possível imaginar o que se passa na cabeça de Ocon: inveja por ter vencido a Fórmula 3 em 2014, mas Verstappen ter subido à Fórmula 1 primeiro por ter mais talento e chamar mais a atenção dos executivos. Verstappen teve pontos e recordes em seu primeiro ano na Fórmula 1, Stroll teve pódio, pontos e recordes. Ocon não teve NADA em sua primeira temporada e está a DOIS ANOS SEM PÓDIO, embora alguns “espertinhos” ainda insistam que ele tenha talento e seja mais merecedor da vaga do que Stroll ou Verstappen.

Infelizmente, a burrada desse competidor ofuscou o resto da corrida. Não digo que Hamilton deveria parar e deixar Verstappen passar (até porque, cada piloto corre por si e deve fazer seu melhor para alcançar o melhor resultado). Todas as lutas da corrida, entre Raikkonen e Valtteri Bottas (Mercedes), entre Ricciardo e Vettel, entre os pilotos da Renault e entre Verstappen e Hamilton merecem atenção. Lembrando também que Marcus Ericsson (Sauber) e Nico Hülkenberg abandonaram a prova por problemas mecânicos. Ericsson chegou até mesmo a rodar na pista.

Lewis Hamilton foi o vencedor, marcando a 7ª das últimas 19 corridas em Interlagos que o pole position vence a prova. Max Verstappen, o VENCEDOR moral dessa corrida foi o segundo colocado, e Kimi Raikkonen o terceiro. Não desmereço o trabalho de Hamilton, nem vou criticar sua comemoração exacerbada em contraste com a frustração do jovem Verstappen. Mas faço minhas as palavras de um usuário do Instagram, que disse: “Acabaram com sua corrida, mas não com o amor dos fãs, Hail Max”. O Brasil agradece o carinho que você tem com o nosso país e o respeito à nossa cultura: escreveu Brasil com S, jogou futebol na Vila Madalena… os fãs brasileiros amam Max Verstappen, o Brasil ama Max Verstappen. Felipe Massa disse bem: “a torcida vibra com ele”. Quanto a Ocon, o castigo vem a cavalo: a Williams assinou com Robert Kubica e Esteban, graças a Deus, está fora. O Brasil odeia Esteban Ocon, o pior piloto da história da Fórmula 1.

 

Notas

Corrida: 8 (era pra ser 10, mas o Ocon ferrou com tudo)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8
  2. Max Verstappen: 10 (um dos melhores pilotos da história)
  3. Kimi Raikkonen: 8
  4. Daniel Ricciardo: 9
  5. Valtteri Bottas: 7
  6. Sebastian Vettel: 7
  7. Charles Leclerc: 6
  8. Romain Grosjean: 6
  9. Kevin Magnussen: 6
  10. Sergio Perez: 6
  11. Brendon Hartley: 6
  12. Carlos Sainz Jr.: 6
  13. Pierrr Gasly: 6
  14. Stoffel Vandoorne: 6
  15. Esteban Ocon: 0 (merecia ser desclassificado)
  16. Sergey Sirotkin: 6
  17. Fernando Alonso: 5
  18. Lance Stroll: 6

 

Abandonaram

  1. Nico Hülkenberg
  2. Marcus Ericsson

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon (nem piloto ele é, teve sorte de conhecer o Toto Wolff).

Análise GP do México de 2018 | 2018 Mexico GP Analysis

O Grande Prêmio do México de 2018, que aconteceu no dia 28 de outubro, teve um cenário parecido com o da edição do ano anterior: Max Verstappen (Red Bull) mostrou categoria ao ultrapassar o companheiro Daniel Ricciardo, que lhe “afanou” a pole position; Lewis Hamilton (Mercedes) buscava fazer uma prova com prudência para assegurar o 5º título mundial.

Hamilton chegou a ficar à frente de Verstappen, mas o holandês retomou a liderança poucos instantes depois. Ainda no começo da prova, enquanto Sebastian Vettel (Ferrari) tentava superar Ricciardo, um acidente envolvendo um carro da Renault quebrou a asa dianteira de Esteban Ocon (Force India). A peça chegou a atingir Fernando Alonso (McLaren), que foi o primeiro a abandonar a prova (para a imprensa, Alonso disse “Buáaááá, a culpa foi do Stroll, buááááá”).

Carlos Sainz Jr. (Renault) teve que abandonar mais tarde, acionando o safety car virtual. Verstappen tinha voltas cada vez mais rápidas, enquanto Hamilton se mantinha em 2º lugar. Mais adiante, Vettel o ultrapassou. Problemas nos pneus e um erro de freada possibilitou que Ricciardo ultrapassasse o inglês. Valtteri Bottas (Mercedes) cometeu o mesmo erro depois, no mesmo lugar e Kimi Raikkonen (Ferrari) o ultrapassou. Sergio Perez (Force India) teve problemas na caixa de câmbio e deixou a corrida depois de muitas batalhas com Marcus Ericsson (Sauber).

Depois dos pit stops, Ricciardo ficou à frente de Vettel e conseguiu segurar o alemão por um bom tempo. Entretanto, o motor Renault o traiu mais uma vez, forçando-o a abandonar. Enquanto isso, acidentes envolvendo Ocon e Brendon Hartley (Toro Rosso) e depois Ocon e Pierre Gasly (Toro Rosso) não tiveram punições.

Max Verstappen foi o grande vencedor da prova, marcando sua 5ª vitória e quebrando o recorde de “mais vitórias sem pole positions”. Sebastian Vettel foi o segundo colocado e Kimi Raikkonen ficou em terceiro. Chegando em 4º lugar, Lewis Hamilton consagrou-se campeão, com 358 pontos. Com uma festa bonita e muita animação, o GP do México foi uma prova memorável para muitos, principalmente para Max e Lewis.

Notas

Corrida: 10

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Sebastian Vettel: 9
  3. Kimi Raikkonen: 8,5
  4. Lewis Hamilton: 9
  5. Valtteri Bottas: 8
  6. Nico Hülkenberg: 7
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Stoffel Vandoorne: 7
  9. Marcus Ericsson: 8
  10. Pierre Gasly: 7
  11. Esteban Ocon: 7
  12. Lance Stroll: 7
  13. Sergey Sirotkin: 6
  14. Brendon Hartley: 4
  15. Kevin Magnussen: 4
  16. Romain Grosjean: 4

 

Abandonaram

  1. Daniel Ricciardo
  2. Sergio Perez
  3. Carlos Sainz Jr.
  4. Fernando Alonso

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Fernando Alonso (antes de culpar Stroll pelo que VOCÊ faz e ser GROSSEIRO com jornalistas, assuma seus erros)

Análise GP dos Estados Unidos de 2018 | 2018 US GP Analysis

Ocorrido no dia 21 de outubro de 2018, o Grande Prêmio dos Estados Unidos veio carregado de expectativas. Lewis Hamilton (Mercedes) precisava fazer 8 pontos a mais que Sebastian Vettel (Ferrari) para levar o título para casa. Mas uma série de imprevistos adiou a decisão do campeonato para a prova seguinte.

Hamilton largou na pole, seguido por Kimi Raikkonen. Vettel havia se classificado em 2º, mas foi punido com três posições por não diminuir a velocidade o suficiente após o acidente de Charles Leclerc (Sauber) nos treinos livres. Pouco depois da largada, Hamilton tentou fechar Raikkonen, mas o finlandês se livrou da manobra e ultrapassou o inglês. Largando em 18º após um problema de câmbio no treino classificatório e uma punição pela troca da peça, Max Verstappen (Red Bull) já estava em 9º lugar na primeira volta.

Ainda no começo da prova, aconteceram dois acidentes. Fernando Alonso (McLaren) bateu em Lance Stroll (Williams), abandonando a prova e ferrando com o carro do adversário, mas foi o canadense que levou uma punição de drive-through. O espanhol ainda xingou muito no Twitter para a imprensa e um certo narrador cheerleader dele também xingou muito o Lance (depois quer ser chamado de profissional…). O segundo incidente foi a batida de Romain Grosjean (Haas) em Leclerc. O francês saiu da corrida, mas deixou sequelas no carro do monegasco.

Em seguida, Vettel quis medir forças com Daniel Ricciardo (Red Bull). O alemão acabou rodando, saindo da pista, e parando na parte de trás do grid, fazendo sua enésima corrida de recuperação do ano. Ricciardo abandonou depois, devido a problemas no carro. Uma decepção para o australiano, que veio caracterizado para essa prova. Mas, segundo ele, agora é seguir em frente e esperar pela próxima corrida (isso aí, Daniel!!!).

Os momentos mais emocionantes aconteceram na parte da frente do grid. Hamilton conseguiu retomar a liderança quando Raikkonen foi para os boxes, mas depois sua parada permitiu ao finlandês voltar ao páreo. Verstappen se mantinha constante no 3º lugar, enquanto Vettel amargava em 5º, atrás de Valtteri Bottas (Mercedes). Leclerc deixou a prova chateado. O incidente entre ele e Grosjean só seria analisado após a corrida. No final, Lewis até tentou ultrapassar Max, mas como ele não é um avião caça-furacões para se aproximar do menino nessas horas, acabou saindo da pista, voltando sem perder posições, mas com mais cautela. Bottas acabou freando tarde demais e Vettel o ultrapassou.

Kimi Raikkonen foi o vencedor, seguido por Max Verstappen e Lewis Hamilton. É a primeira vitória do finlandês desde 2013 (no GP da Austrália) e isso garantiu a quebra do recorde de “mais vitórias de um piloto finlandês a Fórmula 1”, que antes pertencia a Mika Hakkinen. Lewis agora precisa de 5 pontos de vantagem em cima de Vettel para levar o pentacampeonato. Apesar de não atender as expectativas, o GP dos Estados Unidos foi uma corrida emocionante, marcada pelo ótimo desempenho de Verstappen, que mais uma vez deu a volta por cima. Se, no ano passado, os comissários lhe roubaram o pódio, nesse ano ele esfrega um belo 2º lugar na cara dos haters.

Notas

Corrida: 10

Pilotos                                                                       

  1. Kimi Raikkonen: 9
  2. Max Verstappen: 10
  3. Lewis Hamiton: 8,5
  4. Sebastian Vettel: 4
  5. Valtteri Bottas: 4
  6. Nico Hülkenberg: 7
  7. Carlos Sainz Jr.: 7
  8. Esteban Ocon: 7,5
  9. Kevin Magnussen: 7,5
  10. Sergio Perez: 7
  11. Brendon Hartley: 6
  12. Marcus Ericsson: 6
  13. Stoffel Vandoorne: 4
  14. Pierre Gasly: 5
  15. Sergey Sirotkin: 5
  16. Lance Stroll: 6

 

Abandonaram:

  1. Charles Leclerc
  2. Daniel Ricciardo
  3. Romain Grosjean
  4. Fernando Alonso

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Piores pilotos: Romain Grosjean e Fernando Alonso

Pior narrador: não vou citar nomes por razões éticas, mas digamos que não é justo culpar Stroll pelas palhaçadas de Alonso (o tempo do espanhol já era e não adianta as cheerleaders antiéticas dele ficarem passando a mão na cabeça)

Análise GP da Rússia de 2018

Ocorrido no dia 30 de setembro, o Grande Prêmio da Rússia de 2018 trouxe um grande contraste em relação ao ano anterior. A edição de 2017 foi marcada por uma corrida monótona, na qual pilotos chegaram a ficar isolados na pista, enquanto que a do ano seguinte foi recheada de ultrapassagens, principalmente dos pilotos da Red Bull, Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Importante ressaltar que a dupla largou do 18º e 19º lugar respectivamente devido a punições por ajustes no carro (coisas que nunca vou entender na Fórmula 1 é ESSE tipo de punição).

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position, dividindo a fila com Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe. Dada a largada, Sebastian Vettel (Ferrari) travou uma briga com o inglês, mas não saiu vitorioso. Ainda na primeira volta, Pierre Gasly (Toro Rosso) rodou na pista (no mesmo lugar que Lance Stroll, da Williams, rodou em 2017) e causou bandeira amarela. Diferente do canadense, o francês saiu do circuito e depois foi obrigado a deixar a prova. Seu companheiro, Brendon Hartley, teve problemas mecânicos e também abandonou. Mas o destaque do início da corrida foi outro piloto.

Max Verstappen ultrapassou vários carros logo nos primeiros instantes. Pouquíssimo tempo após a largada, subiu do 19º para o 13º lugar. Em 3 voltas, ele já estava na zona de pontuação, em 9º lugar. Ricciardo, em ritmo mais lento, também fazia ultrapassagens. Se tem uma frase que descreve perfeitamente essa corrida, é a de Kevin Magnussen (Haas), “nem vi Verstappen quando ele me ultrapassou”. Na 7ª volta, o jovem prodígio, aniversariante do dia, já estava em 5º e brigando por posições melhores.

Depois dos pit stops da Mercedes e da Ferrari, Verstappen assumiu a liderança da prova. Enquanto isso, a dupla da Force India, Sergio Perez e Esteban Ocon, protagonizava vários duelos, porém sem a mesma violência do GP anterior, em Singapura. Com Max em 1º e Ricciardo em 6º, a corrida viveu mais um capítulo da novela “Ordens de Equipe”.

Sabendo que Verstappen deveria parar mais tarde, a Mercedes ordenou a Bottas, 2º colocado, que deixasse Hamilton passar. O finlandês obedeceu e o fez de maneira bem clara. Bottas já havia respondido a várias perguntas sobre sua posição na equipe e sempre deixou claro que não gosta de ser considerado “escudeiro”. Quando Verstappen parou nos boxes, voltando para o 5º lugar com pneus ultramacios, Hamilton assumiu a liderança e Bottas perguntou para a Mercedes se as posições seriam mantidas. Apesar da expectativa de outra ordem de equipe (dessa vez para o finlandês ultrapassar), a escuderia manteve a estratégia e afirmou que “conversariam sobre isso mais tarde”.

Lewis Hamilton foi o vencedor, seguido por Valtteri Bottas e Sebastian Vettel. O inglês agora possui 50 pontos de vantagem sobre o alemão. Quem está no Brasil ouviu muitas reclamações do narrador Galvão Bueno sobre o tratamento da Mercedes dado a Bottas nessa corrida. Realmente, é lamentável que existam esse tipo de ordem, além de regras da FIA que limitam o movimento dos pilotos. No entanto, vale notar que houve um avanço em relação ao ano passado, pois o GP da Rússia de 2018 teve muito mais ação do que o de 2017, além de aumentar as especulações sobre o tútulo, que está mais próximo de Hamilton e mais difícil (porém não impossível) para Vettel.

 

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 9
  2. Valtteri Bottas: 9
  3. Sebastian Vettel: 9
  4. Kimi Raikkonen: 8
  5. Max Verstappen: 10
  6. Daniel Ricciardo: 8
  7. Charles Leclerc: 7
  8. Kevin Magnussen: 7
  9. Esteban Ocon: 9
  10. Sergio Perez: 9
  11. Romain Grosjean: 6
  12. Nico Hülkenberg: 6
  13. Marcus Ericsson: 6
  14. Fernando Alonso: 6
  15. Lance Stroll: 6
  16. Stoffel Vandoorne: 5
  17. Carlos Sainz Jr.: 5
  18. Sergey Sirotkin: 5

 

Abandonaram

  1. Pierre Gasly
  2. Brendon Hartley

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Sergey Sirotkin

Escudeiro do Dia: Valtteri Bottas

Análise GP de Singapura de 2018

O Grande Prêmio de Singapura de 2018, que aconteceu no dia 16 de setembro, teve como cenário a volta perfeita de Lewis Hamilton (Mercedes), que conquistou a pole position com 1:36.015. Max Verstappen (Red Bull) foi outro destaque, marcando 1:36.334 no treino classificatório e largando em segundo. Sebastian Vettel (Ferrari), vice-líder do campeonato, prometia fazer uma largada triunfal para surpreender os adversários, mas os instantes iniciais da corrida foram marcados por outra coisa.

Sergio Perez (Force India) se chocou com o companheiro Esteban Ocon e o francês acabou abandonando a prova na primeira volta. Poucos instantes depois, Vettel ultrapassou Verstappen e o safety car foi acionado. Apesar do ocorrido (idêntico ao incidente entre Max e Bottas no GP anterior, na Itália) a direção da prova NÃO puniu o mexicano: mais um capítulo da novela “Dois Pesos e Duas Medidas” que já dura muuuuuito tempo na Fórmula 1.

A vantagem do alemão para o holandês não durou muito. Vettel foi para os boxes e escolheu os pneus ultramacios. Hamilton e Valtteri Bottas (Mercedes) também fizeram suas paradas, colocando os pneus macios. Verstappen fez seu pit stop bem depois, porém voltou à frente de Vettel, com direito a disputa roda com roda que gerou vantagens para o jovem prodígio da Red Bull.

Com Kimi Raikkonen (Ferrari) e Daniel Ricciardo (Red Bull) fazendo as paradas, a liderança da prova voltou para Hamilton. Verstappen ficava cada vez mais rápido que Vettel. Na parte de trás do grid, Perez tinha dificuldades para ultrapassar Sergey Sirotkin (Williams) e se lançou em cima do russo. A manobra, porém, atrapalhou mais o mexicano, que além de perder pedaços da asa e ser obrigado a fazer um pit stop, recebeu uma punição de drive through pelo ocorrido.

Outro incidente que chamou a atenção ocorreu entre Sirotkin e Romain Grosjean (Haas). O francês travou uma briga com o russo, ignorando a bandeira azul e permitindo que Verstappen colasse em Hamilton (que se defendeu de uma possível ultrapassagem). Grosjean recebeu 5 segundos de punição. Sirotkin recebeu a mesma sentença ao forçar Brendon Hartley (Toro Rosso) para fora da pista, algumas voltas depois.

Lewis Hamilton foi o grande vencedor, com Max Verstappen em segundo e Sebastian Vettel em terceiro. O GP ainda contou com a volta mais rápida marcada por Kevin Magnussen (Haas), 1:41.072. A vantagem do inglês agora é de 30 pontos. A corrida reforçou as dificuldades enfrentadas pelos pilotos no Circuito Marina Bay, que proporciona uma das provas mais lindas da Fórmula 1 com seu show de luzes à noite. Ficamos no aguardo do GP da Rússia para sabermos o que virá pela frente na disputa do título de 2018.

 

Notas

Corrida: 8

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Max Verstappen: 10
  3. Sebastian Vettel: 7
  4. Valtteri Bottas: 7
  5. Kimi Raikkonen: 8
  6. Daniel Ricciardo: 8
  7. Fernando Alonso: 8
  8. Carlos Sainz Jr. 8
  9. Charles Leclerc: 6
  10. Nico Hülkenberg: 6
  11. Marcus Ericsson: 5
  12. Stoffel Vandoorne: 3 (nem apareceu na transmissão)
  13. Romain Grosjean: 1
  14. Pierre Gasly: 6
  15. Lance Stroll: 6
  16. Sergio Perez: 0 (não contente em bater em Ocon, bateu em Sirotkin: Perez tava mais barbeiro do que nunca)
  17. Brendon Hartley: 4
  18. Kevin Magnussen: 7 (resultado fraco, mas volta rápida surpreendente)
  19. Sergey Sirotkin: 5

Abandonou

20. Esteban Ocon:   (Ocon anda muito superestimado pelos fãs, mas não posso avaliar seu desempenho porque Perez o fez abandonar na primeira volta)

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Vertsappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lewis Hamilton

Pior piloto: Sergio Perez

Estressadinho do dia: Sergio Perez

Análise GP da Itália de 2018

O Grande Prêmio da Itália de 2018, ocorrido no dia 2 de setembro, começou com uma notícia bombástica: a Ferrari decidiu não renovar o contrato do veterano Kimi Raikkonen, que foi também o pole position dessa corrida e quebrou o recorde de volta mais rápida da Fórmula 1 (1:19.119), e anunciou o monegasco Charles Leclerc (Sauber) para a temporada de 2019. Já temos uma foto da conversa entre Leclerc e Maurizio Arrivabene:

 

 

Logo no início da corrida, Sebastian Vettel (Ferrari), que largou em segundo, se chocou com Lewis Hamilton (Mercedes) quando este tentava ultrapassá-lo. O resultado foi catastrófico para o alemão, que saiu da pista, teve a asa danificada, parou nos boxes mais cedo e teve de fazer uma corrida de recuperação. Ainda na primeira volta, Brendon Hartley (Toro Rosso) abandonou devido a um toque com Marcus Ericsson (Sauber) que danificou sua roda dianteira direita. O GP era liderado por Raikkonen, seguido por Hamilton e Max Verstappen (Red Bull), que ultrapassou Valtteri Bottas (Mercedes) pouco tempo depois da largada.

Fernando Alonso (McLaren) teve de deixar a prova por problemas no motor. Algum tempo depois, Daniel Ricciardo (Red Bull), que também fazia uma prova de recuperação após se classificar em 15º, passou por mais uma dificuldade com o motor Renault e foi forçado a abandonar.

A corrida teve muitas lutas por posições, principalmente entre Hamilton e Raikkonen. Verstappen não manteve o bom desempenho da largada e via Bottas se aproximar. Um pequeno incidente na 1ª variante fez o finlandês passar pela curva de escape e o holandês foi punido com 5 segundos por ter causado uma colisão (engraçado como os “profissionais” comissários não puniram Vettel por ter causado uma colisão com Hamilton, não é? Mas tem coisas na Fórmula 1 que são “inexplicáveis”.

A corrida terminou com a vitória de Hamilton, seguido por Raikkonen. Verstappen chegou em terceiro, mas provavelmente tiraram ele do pódio para colocar o companheiro do inglês na Mercedes (nem vi a cena, porque momentos como esse não merecem audiência).

 

Notas:

Corrida: 9 (bem emocionante, com boas disputas por posição; final estragado pela parcialidade dos comissários)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10
  2. Kimi Raikkonen: 10
  3. Valtteri Bottas: 0 (parafraseando o Craque Neto: “Só não vou falar outra coisa pra eu não tomar processo por causa de você”)
  4. Sebastian Vettel: 10 para o desempenho, 6 pela batida (total: 8)
  5. Max Verstappen: 7
  6. Romain Grosjean: 7 (desclassificado da corrida por assoalho irregular)
  7. Esteban Ocon: 8 (excelente desempenho da Force India após a compra da equipe)
  8. Sergio Perez: 8 (idem acima)
  9. Carlos Sainz Jr.: 7
  10. Lance Stroll: 8
  11. Sergey Sirotkin: 7
  12. Charles Leclerc: 6 (vale lembrar que ele cedeu a posição para Vettel quando não era obrigado; já tá treinando pro ano que vem)
  13. Stoffel Vandoorne: 3
  14. Nico Hülkenberg: 3 (nota para a ética dele: 0; mesmo com o acidente que quase tirou a vida de Leclerc no GP anterior, o alemão ainda tem “dúvidas” sobre o halo porque “ele é feio”, ahhhh conta outra, vai…)
  15. Pierre Gasly: 4
  16. Marcus Ericsson: 3
  17. Kevin Magnussen: 2

Abandonaram

  1. Daniel Ricciardo : 7
  2. Fernando Alonso:   (saiu muito rápido, nem deu tempo de fazer nada)
  3. Brendon Hartley:  (idem acima)

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Kimi Raikkonen

Melhor piloto: Sebastian Vettel

Pior piloto: Valtteri Bottas (isso aqui não é futebol pra você ficar simulando faltas horrendas que não aconteceram)

Análise GP da Bélgica de 2018

 

O Grande Prêmio da Bélgica de 2018 ocorreu no dia 26 de agosto, sendo a primeira corrida depois das férias dos pilotos. O maior assunto da competição foi a compra da equipe Force India pelo consórcio liderado por Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll (Williams). Como relatado pelo The Racing Track, o fato salvou 405 empregos.

 

Estes são alguns dos heróis que salvaram o emprego de 405 pessoas. E quer apostar que ainda vai ter gente que vai falar mal? Não importa. Os funcionários estão garantidos e é isso que conta! #LawrenceStrollNossoHerói (#LawrenceStrollOurHero)

 

Lewis Hamilton (Mercedes) largou na pole position, dividindo a primeira fila com Sebastian Vettel (Ferrari), principal concorrente pelo título desse ano. Em terceiro e quarto vinham, respectivamente, os carros da Force India de Esteban Ocon e Sergio Perez. Após a largada, Nico Hülkenberg (Renault) colidiu com Fernando Alonso (McLaren), cujo carro voo por cima de Charles Leclerc (Sauber). O halo impediu que acontecesse uma fatalidade. Foi acionado o safety-car.

 

Alonso é atingido por Hülkenberg e o carro desgovernado passa por cima de Leclerc

 

Ainda nos primeiros segundos da prova, Daniel Ricciardo (Red Bull) e Kimi Raikkonen (Ferrari) se tocaram. O carro do australiano sofreu danos na asa e o balanço foi afetado, enquanto que um pneu traseiro do finlandês foi furado. Amos pararam nos boxes, com Kimi fazendo a troca e voltando para a pista enquanto que Daniel parava para alguns consertos.

 

Raikkonen é obrigado a parar nos boxes no início da prova

 

Na parte da frente do grid, Vettel ultrapassou Hamilton e assumiu a liderança. Max Verstappen (Red Bull) ultrapassou Romain Grosjean (Haas) e partiu para a caça aos pilotos da Force India, que também tentavam chegar no líder. Com firmeza e categoria, o holandês passou os dois, para o delírio do “Mar Laranja” formado por seus torcedores em Spa-Francorchamps.

Ricciardo era o único retardatário até o momento. Apesar disso, permaneceu por um bom tempo na pista. Depois de Raikkonen ter abandonado por problemas mecânicos (após fazer três pit stops), o australiano também deixou a prova. Enquanto isso, Valtteri Bottas (Mercedes) fazia uma boa corrida de recuperação, alcançando o 4º lugar depois de largar numa posição baixa do grid.

Vettel foi o vencedor, com Hamilton em segundo e Verstappen em terceiro. O inglês permanece líder, mas a vantagem diminuiu para 17 pontos. O GP da Bélgica demonstrou ser uma das corridas mais perigosas do calendário e, com isso, torna-se uma caixa de surpresas. A prova também mostrou o quão importante é o halo para os carros, pois apesar de ser uma peça feia (gerando polêmica entre os fãs), é fundamental para salvar vidas, como a de Leclerc.

Notas

Corrida: 8 (começou bem, mas terminou meio tediosa)

Pilotos:

  1. Sebastian Vettel: 9
  2. Lewis Hamilton: 9
  3. Max Verstappen: 10
  4. Valtteri Bottas: 9
  5. Sergio Perez: 8
  6. Esteban Ocon: 8
  7. Romain Grosjean: 7
  8. Kevin Magnussen: 7
  9. Pierre Gasly: 8
  10. Marcus Ericsson: 8
  11. Carlos Sainz Jr.: 7
  12. Sergey Sirotkin: 7
  13. Lance Stroll: 6
  14. Brendon Hartley: 6
  15. Stoffel Vandoorne: 3

Abandonaram:

  1. Daniel Ricciardo
  2. Kimi Raikkonen
  3. Charles Leclerc
  4. Fernando Alonso
  5. Nico Hülkenberg

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Nico Hülkenberg