Análise Grande Prêmio da Áustria de 2020 | 2020 Austrian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 05 de julho, o Grande Prêmio da Áustria de 2020 foi a primeira corrida da temporada, já que a pandemia de Covid-19 provocou o cancelamento e adiamento das etapas anteriores. Havia muita expectativa, mas a corrida foi um desastre. Muitos abandonos, poucas ultrapassagens e punições questionáveis. Antes da prova, houve uma manifestação contra o racismo na qual os pilotos se ajoelharam. Dos 20 atletas, seis se recusaram a se ajoelhar: Daniil Kvyat (Alpha Tauri), Carlos Sainz Jr. (McLaren), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Max Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo). Desses seis, três abandonaram.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position. Com a punição de seu companheiro Lewis Hamilton, Verstappen largou em segundo. Logo após a largada, houve algumas disputas, como entre Verstappen e Lando Norris (McLaren) e entre Sebastian Vettel (Ferrari) e Daniel Ricciardo (Renault). Infelizmente, os acidentes não tardaram a vir. Verstappen foi o primeiro a abandonar quando seu carro desligou subitamente. Quando o holandês abandona, é quase certeza que a corrida vai ser a pior e mais chata possível, porque Max sabe como dar um show na pista (vide a disputa com Leclerc no ano passado). Pouco depois, Ricciardo teve uma falha mecânica e se retirou da prova e o motor de Lance Stroll (Racing Point), que havia largado em nono, o fez abandonar a corrida. Vettel rodou após uma disputa com Sainz, foi para o fundo de grid e lá permaneceu.

Kevin Magnussen (Haas) rodou e foi parar na caixa de brita. Com isso, o safety car foi acionado. Sergio Pérez (Racing Point) e Alexander Albon (Red Bull) disputavam o terceiro lugar. Anteriormente, o mexicano enfrentou dificuldades para superar Norris. Com a relargada, Romain Grosjean (Haas) e George Russell (Williams) deixaram a corrida.

Na frente do grid, após uma disputa com Pérez, Albon tentou ultrapassar Hamilton, mas foi tocado pelo inglês e saiu da pista. Hamilton, que planejava uma manifestação antirracista no pódio, levou uma punição de 5 segundos. Pérez foi igualmente punido por ter ultrapassado a velocidade máxima permitida no pit lane. Enquanto isso, Leclerc sofria para ultrapassar Norris. Após a ultrapassagem do monegasco, Sainz tentou superar o companheiro, mas não conseguiu. No fim da prova, Raikkonen passou pela zebra e perdeu uma roda do carro. Kvyat quebrou a suspensão e também abandonou.

Valtteri Bottas foi o grande vencedor. Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada em segundo, porém com a punição, Charles Leclerc herdou o segundo lugar e Lando Norris ficou em terceiro. Sinceramente, nenhuma das colunistas do site tinha vontade de analisar a prova, pois corrida monótona e com muitas quebras não são de nosso agrado (principalmente quando pilotos pelos quais temos grande carinho abandonam logo no começo). No entanto, reconhecemos o bom trabalho dos atletas e tiramos algumas conclusões. A primeira é que a Ferrari teve um começo desastroso, com seus pilotos enfrentando dificuldades em ultrapassar equipes consideradas “resto”, como a McLaren. Segunda, Racing Point e McLaren surgem como potenciais ameaças à Red Bull pelo posto de “equipe de ponta”. Terceira, a Mercedes começou com domínio em uma corrida fora do comum, mas talvez esse ano não tenha tanto sossego como nas temporadas anteriores.

A bruxa está solta em Spielberg. (Charge feita pela nossa nova colunista, Adriana Perantoni).

Notas

 

Corrida: 0-6

 

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 9
  2. Charles Leclerc: 7
  3. Lando Norris: 9
  4. Lewis Hamilton: 8,5
  5. Carlos Sainz Jr.: 7
  6. Sergio Pérez: 8,5
  7. Pierre Gasly: 7
  8. Esteban Ocon: 7
  9. Antonio Giovinazzi: 7
  10. Sebastian Vettel: 0
  11. Nicholas Latifi: 6

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 0
  2. Alexander Albon: 7,5
  3. Kimi Raikkonen: 0
  4. George Russell: 0
  5. Romain Grosjean: 0
  6. Kevin Magnussen: 0
  7. Lance Stroll: 10
  8. Daniel Ricciardo: 10
  9. Max Verstappen: 10

 (Observação: Esclarecendo as últimas notas, daremos 10 como nota de consolação a todos os pilotos que tiveram de abandonar a prova no começo por falhas no carro, seja no motor, na parte elétrica, no câmbio, nos freios, ou em qualquer outra parte).

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Alexander Albon

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Sebastian Vettel

12 respostas
    • Rebeca Pinheiro
      Rebeca Pinheiro says:

      Achamos que foi uma falta de consideração pelas vítimas do racismo, a quem a Fórmula 1 estava homenageando. Leclerc disse que queria evitar polêmicas, mas acabou por causar uma. Foi uma falta de empatia da parte desses seis.

      Responder
    • Adriana Perantoni
      Adriana Perantoni says:

      Oi Vivian! Bom, eu já esperava que alguns pilotos não ajoelhariam. Inclusive o Kvyat e o Sainz, o primeiro por ser russo e provavelmente, ter conexões com o Putin e o segundo, por já ter se envolvido em uma polêmica xenofóbica contra chineses logo no começo da pandemia. Assim como a Rebeca, eu também achei uma falta de consideração tanto com os fãs como com o próprio Hamilton. Não achei as desculpas do porquê não ajoelhar críveis e não sei se isso colou com alguém – pelo menos comigo, não. O combate ao racismo vai muito além de questões políticas, é uma questão humanitária. Então vamos esperar para ver se os outros – Raikkonen, Giovinazzi, Sainz e Kvyat – se pronunciarão sobre não ajoelhar, mas duvido muito que se pronunciem.

      Responder
      • Vivian
        Vivian says:

        Exatamente! Achei a desculpa dele totalmente sem sentido. Seria melhor ficar calado. E me passou a impressão que o uso da camisa não passa de convenções internas – já que todos usaram. E pior ainda os posts no instagram pós corrida…

        Responder
  1. Lee donghun
    Lee donghun says:

    I like your opinion. I live in Korea, and the Internet community here sees #weasone negatively. I don’t know why people got so twisted. Even racist against Hamilton. From now on, I’m just going to look at this blog online…

    Responder
    • Rebeca Pinheiro
      Rebeca Pinheiro says:

      Hello, Lee. Thanks for your comment.

      This is a good subject of analysis. Hamilton helped Formula One to engage in this fight (the category has three drivers who belong to ethnic minorities – Hamilton, Stroll, and Albon – who suffered injustice in the past but their voices were not listened). There are people who disagree with Hamilton’s political views, and they may misinterpret the fight. But we need have in mind that, independently of our political views, we need to fight against racism because discrimination only brings problems.

      Kisses to Korea from Brazil 🙂

      Responder
    • Rebeca Pinheiro
      Rebeca Pinheiro says:

      Boa noite, Gabriel.

      Então, normalmente o The Racing Track não dá notas aos pilotos que abandonam, mas nesse ano adotamos um outro critério: quando o piloto abandona por uma falha no carro (competência dos engenheiros), entendemos que ele foi impedido de demonstrar suas capacidades na pista. Então ganha um 10 de consolação. Foi o caso de Verstappen, Ricciardo e Stroll, que deixaram a prova logo no começo. Os demais tiveram mais tempo de correr e, com isso, tiveram a oportunidade de demonstrar suas capacidades antes do abandono e ganharam notas.

      Mas o que conta são as notas por desempenho pela prova toda. Tanto que consideramos Bottas o melhor da prova.

      Agradecemos sua participação.

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  2. Helena Pinheiro
    Helena Pinheiro says:

    Sobre o fato dos pilotos que não se ajoelharam em respeito a homenagem às vitimas de racismo, gostaria de saber qual deles não se ajoelhou porque estava com problemas seríssimos de saúde que impediam o movimento. Esta é a única desculpa aceitável para não se ajoelhar. Caso tivessem algum impedimento de saúde, também não poderiam estar nesta competição!

    Responder
    • Rebeca Pinheiro
      Rebeca Pinheiro says:

      Pois é, Helena.
      Também ficamos surpresas com esta decisão de seis dos 20 pilotos. Alguns deles não se ajoelharam porque não concordam com o movimento Black Lives Matter, um dos expoentes dos atuais protestos contra o racismo. Na nossa opinião, independentemente se eles concordam com o movimento ou não, deveriam no mínimo respeitar a dor das vítimas do racismo e fazer este ato singelo, porém dotado de grande valor, para homenageá-las. Afinal, este era o objetivo da Fórmula 1 quando aceitou realizar o ato, e o racismo é um mal da humanidade. É dever de todos fazer algo para combatê-lo.

      Responder

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