Análise GP dos Estados Unidos de 2018 | 2018 US GP Analysis

Ocorrido no dia 21 de outubro de 2018, o Grande Prêmio dos Estados Unidos veio carregado de expectativas. Lewis Hamilton (Mercedes) precisava fazer 8 pontos a mais que Sebastian Vettel (Ferrari) para levar o título para casa. Mas uma série de imprevistos adiou a decisão do campeonato para a prova seguinte.

Hamilton largou na pole, seguido por Kimi Raikkonen. Vettel havia se classificado em 2º, mas foi punido com três posições por não diminuir a velocidade o suficiente após o acidente de Charles Leclerc (Sauber) nos treinos livres. Pouco depois da largada, Hamilton tentou fechar Raikkonen, mas o finlandês se livrou da manobra e ultrapassou o inglês. Largando em 18º após um problema de câmbio no treino classificatório e uma punição pela troca da peça, Max Verstappen (Red Bull) já estava em 9º lugar na primeira volta.

Ainda no começo da prova, aconteceram dois acidentes. Fernando Alonso (McLaren) bateu em Lance Stroll (Williams), abandonando a prova e ferrando com o carro do adversário, mas foi o canadense que levou uma punição de drive-through. O espanhol ainda xingou muito no Twitter para a imprensa e um certo narrador cheerleader dele também xingou muito o Lance (depois quer ser chamado de profissional…). O segundo incidente foi a batida de Romain Grosjean (Haas) em Leclerc. O francês saiu da corrida, mas deixou sequelas no carro do monegasco.

Em seguida, Vettel quis medir forças com Daniel Ricciardo (Red Bull). O alemão acabou rodando, saindo da pista, e parando na parte de trás do grid, fazendo sua enésima corrida de recuperação do ano. Ricciardo abandonou depois, devido a problemas no carro. Uma decepção para o australiano, que veio caracterizado para essa prova. Mas, segundo ele, agora é seguir em frente e esperar pela próxima corrida (isso aí, Daniel!!!).

Os momentos mais emocionantes aconteceram na parte da frente do grid. Hamilton conseguiu retomar a liderança quando Raikkonen foi para os boxes, mas depois sua parada permitiu ao finlandês voltar ao páreo. Verstappen se mantinha constante no 3º lugar, enquanto Vettel amargava em 5º, atrás de Valtteri Bottas (Mercedes). Leclerc deixou a prova chateado. O incidente entre ele e Grosjean só seria analisado após a corrida. No final, Lewis até tentou ultrapassar Max, mas como ele não é um avião caça-furacões para se aproximar do menino nessas horas, acabou saindo da pista, voltando sem perder posições, mas com mais cautela. Bottas acabou freando tarde demais e Vettel o ultrapassou.

Kimi Raikkonen foi o vencedor, seguido por Max Verstappen e Lewis Hamilton. É a primeira vitória do finlandês desde 2013 (no GP da Austrália) e isso garantiu a quebra do recorde de “mais vitórias de um piloto finlandês a Fórmula 1”, que antes pertencia a Mika Hakkinen. Lewis agora precisa de 5 pontos de vantagem em cima de Vettel para levar o pentacampeonato. Apesar de não atender as expectativas, o GP dos Estados Unidos foi uma corrida emocionante, marcada pelo ótimo desempenho de Verstappen, que mais uma vez deu a volta por cima. Se, no ano passado, os comissários lhe roubaram o pódio, nesse ano ele esfrega um belo 2º lugar na cara dos haters.

Notas

Corrida: 10

Pilotos                                                                       

  1. Kimi Raikkonen: 9
  2. Max Verstappen: 10
  3. Lewis Hamiton: 8,5
  4. Sebastian Vettel: 4
  5. Valtteri Bottas: 4
  6. Nico Hülkenberg: 7
  7. Carlos Sainz Jr.: 7
  8. Esteban Ocon: 7,5
  9. Kevin Magnussen: 7,5
  10. Sergio Perez: 7
  11. Brendon Hartley: 6
  12. Marcus Ericsson: 6
  13. Stoffel Vandoorne: 4
  14. Pierre Gasly: 5
  15. Sergey Sirotkin: 5
  16. Lance Stroll: 6

 

Abandonaram:

  1. Charles Leclerc
  2. Daniel Ricciardo
  3. Romain Grosjean
  4. Fernando Alonso

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Piores pilotos: Romain Grosjean e Fernando Alonso

Pior narrador: não vou citar nomes por razões éticas, mas digamos que não é justo culpar Stroll pelas palhaçadas de Alonso (o tempo do espanhol já era e não adianta as cheerleaders antiéticas dele ficarem passando a mão na cabeça)

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