Análise GP da França de 2018

O GP da França voltou ao calendário da Fórmula 1 no dia 24 de junho de 2018, após um hiato de 10 anos. O clássico (porém traiçoeiro) Circuito Le Castellet, em Paul Ricard, deu a segunda reviravolta no campeonato: Lewis Hamilton (Mercedes) voltou a liderar o campeonato, com 145, enquanto Sebastian Vettel (Ferrari) enfrenta um cenário de incertezas.

A pole position ficou com Hamilton, dividindo a fila com Valtteri Bottas (Mercedes). Ainda na primeira volta, não muito depois da largada, Vettel e Bottas colidiram. Além deles, também houve colisão entre Pierre Gasly (Toro Rosso) e Esteban Ocon (Force India), tirando ambos da prova. (Se eu me esqueci de mais um acidente, me avisem, a largada foi muito louca). O safety car foi acionado, com a prova liderada por Hamilton, seguido por Max Verstappen (Red Bull) e Carlos Sainz Jr. (Renault).

Com a asa quebrada, Vettel teve de fazer um pit stop e acabou nas posições mais baixas do grid. Bottas parou depois, com um pneu furado. Ambos fariam uma prova de recuperação. O alemão foi punido com 5 segundos por ter causado a colisão.

Sainz logo foi ultrapassado por Ricciardo (Red Bull) e por Kimi Raikkonen (Ferrari). Vettel passava, um a um, os carros à frente e conseguiu chegar na parte mais alta da zona de pontuação. Verstappen fez seu pit stop e voltou na frente do alemão, que preferiu não travar batalhas com o holandês (vocês sabem o que acontece, né?).

O restante da corrida pareceu bem monótono. Mas, inacreditavelmente, Raikkonen ultrapassou Vettel (contrariando a típica política ferrarista do “the first driver is faster than you”). Sergio Perez (Force India) abandonou a prova. Lance Stroll (Williams) teve um pneu furado e também deixou o GP, mas como 90% da prova estava concluído, ele foi classificado (se você riu da desgraça dele, não importa se é torcedor ou apresentador de TV, VOCÊ VAI PRO INFERNO!)

Lewis Hamilton foi o vencedor da corrida, com Max Verstappen em segundo e Kimi Raikkonen em terceiro. Agora, Vettel terá mais trabalho para retomar a liderança. O GP da França ressurgiu em um cenário ofuscado pela Copa do Mundo, além de apresentar um começo emocionante e uma continuação bem chata. Vamos aguardar para que o próximo GP seja melhor (perdoem-me a análise meio ruinzinha, estou super atarefada esses dias; se alguém lembrou de mais alguma coisa, me avise nos comentários).

 

Notas:

 

Corrida: 5 (começo emocionante, final chato, narração nota ZERO #voltaCléberMachado)

 

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 10 (liderou muito bem a prova, parecia que estava em Silverstone)
  2. Max Verstappen: 10 (idem acima, porém na 2ª posição)
  3. Kimi Raikkonen: 9,5 (boa corrida)
  4. Daniel Ricciardo: 9 (boa prova)
  5. Sebastian Vettel: 3 (boa recuperação, mas mostrou-se muito Dick Vigarista)
  6. Kevin Magnussen: 7 (boa colocação)
  7. Valtteri Bottas: 7 (boa recuperação, mas podia ser melhor)
  8. Carlos Sainz Jr.: 7 (idem Magnussen)
  9. Nico Hülkenberg: 6 (sem comentários)
  10. Charles Leclerc: 5 (não vou puxar o saco do Leclerc; se você quiser ver bajulação, vá para um fã clube dele)
  11. Romain Grosjean: 5 (sem comentários)
  12. Stoffel Vandoorne: 5 (idem acima)
  13. Marcus Ericsson: 5 (idem acima)
  14. Brendon Hartley: 6 (finalmente se manteve longe de problemas)
  15. Sergey Sirotkin: 3 (parece que o furo no pneu de Lance foi culpa de Sergey, mas nada confirmado)
  16. Fernando Alonso: 4 (tava meio que apanhando de todo mundo)
  17. Lance Stroll: 6 (tava apanhando de todo mundo, mas tudo por culpa da carroça da Williams; estou me solidarizando com ele)
  18. Sergio Perez: 4 (sem comentários)
  19. Esteban Ocon: 0 (causou acidente)
  20. Pierre Gasly: 6 (sofreu acidente; então toma um 6 pra não perder seu dia)

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Sebastian Vettel

Melhores pilotos: Lewis Hamilton e Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon

 

E aí, Kimi? O que achou da corrida e da análise de hoje?

 

 

 

7 respostas
  1. Sandra
    Sandra says:

    Belo retrato da corrida. Temos que ter outros corredores que possam ser campeões. Sempre os mesmos. Seria interessante que os carros tivessem as mesmas condições. Imagina se o Max Verstappen que chegou na segunda posição tivesse um carro melhor?

    Responder
    • Rebeca Pinheiro
      Rebeca Pinheiro says:

      Concordo! O problema é que as atualizações do carro deram muito poder pra Ferrari e pra Mercedes e isso faz as outras equipes parecerem coadjuvantes. Seria muito interessante ter outros pilotos na disputa do título. Max Verstappen é um deles, cujo carro muitas vezes não corresponde ao talento do piloto.

      Responder

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