Análise GP da Alemanha de 2019 | 2019 German Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 28 de julho de 2019, o Grande Prêmio da Alemanha começou debaixo de chuva. Nos treinos classificatórios, a Ferrari enfrentou sérios problemas: Sebastian Vettel não participou da sessão devido a um problema no turbo, sendo obrigado a largar em último, enquanto Charles Leclerc teve um imprevisto com o combustível e teve que largar em 10º.

Lewis Hamilton (Mercedes), que sofria de amidalite no sábado, largou da pole position, com Max Verstappen (Red Bull) em segundo. O safety car foi acionado ainda na volta de apresentação, que acabou se prolongando mais do que o esperado (houve, praticamente, seis voltas de apresentação). Na largada, o carro de Verstappen não acelerou em tempo e ele acabou sendo ultrapassado por alguns pilotos (como houve na largada do Grande Prêmio da Áustria desse ano). No entanto, isso não atrapalhou o ótimo desempenho do holandês.

A chuva dificultava o desempenho dos carros. O primeiro a abandonar a prova foi Sergio Pérez (Racing Point), que escorregou, rodou na pista e bateu no muro. O safety car foi acionado. Esta corrida foi marcada por muitos acidentes devido ao piso escorregadio nas voltas. Vettel fazia uma boa recuperação, enquanto Valtteri Bottas (Mercedes), o mais beneficiado pela largada ruim de Verstappen, sentia a ameaça holandesa se aproximando, para delírio dos torcedores de Max que lotaram algumas arquibancadas do circuito de Hockenheim.

Se por um lado Max ia bem, por outro seu companheiro Pierre Gasly lutava contra adversários de equipes como Haas e Renault. Lembrando que o francês também perdeu muitas posições na largada, revelando alguns problemas a serem resolvidos pela Red Bull. Para a sorte de Gasly, Daniel Ricciardo (Renault) enfrentou uma falha no motor semelhante à que ocorria frequentemente em 2017 e 2018 quando o australiano ainda estava na Red Bull. Ele foi o segundo piloto a abandonar a prova. Algum tempo depois, Lando Norris (McLaren) também bateu o carro no muro e deixou a corrida.

Kevin Magnussen (Haas) partiu para uma manobra arriscada e colocou pneus macios de pista seca enquanto o circuito ainda estava com partes molhadas. Muitos pilotos da ponta fizeram o mesmo, menos a Red Bull, que trocou os pneus de Verstappen para médios. Como teve um pequeno escorregão e acabou rodando, Max chegou a se irritar com a escolha, mas depois ela se revelou vantajosa. Leclerc, que havia colocado pneus macios, terminou batendo no muro e parando na brita, abandonando a corrida em lágrimas sob uma chuva de aplausos.

Com o safety car na pista, Verstappen assumiu a liderança, seguido por Nico Hülkenberg (Renault) e Bottas. Porém, com a saída do safety car, o finlandês passou o alemão e Hamilton, que estava em quarto, fez o mesmo. Pouco tempo depois, Hülkenberg teve uma batida semelhante à de Leclerc e deixou a prova. Hamilton acabou escorregando na mesma curva, bateu no muro e quebrou a asa dianteira. Por cortar o caminho para o pit stop (o qual a Mercedes fez da forma mais atrapalhada possível), o inglês foi penalizado com 5 segundos. Vale lembrar que no começo da corrida, Leclerc e Romain Grosjean (Haas) se enfrentaram nos boxes, mas os comissários multaram a Ferrari em vez de punir o monegasco.

Com as paradas nos boxes, Lance Stroll (Racing Point) chegou a liderar a prova, mas Verstappen recuperou a posição. Em seguida, Daniil Kvyat (Toro Rosso) assumiu o segundo lugar. Quando Bottas se aproximou de Stroll para ameaçá-lo, acabou batendo no muro e abandonando a prova também. Sem dúvida, o piloto do dia deveria ser esse muro…

Hamilton foi obrigado a fazer outras trocas de pneu, caindo para último e conseguindo apenas passar a dupla da Williams. Vettel conseguiu alcançar o segundo lugar, mas Verstappen estava muito longe. Na última volta, Gasly bateu perto dos boxes e abandonou.

Max Verstappen foi o grande vencedor da prova, com Sebastian Vettel em segundo, Daniil Kvyat em terceiro e Lance Stroll em quarto. A Mercedes sai humilhada da Alemanha, sem pontos e com um abandono. Verstappen novamente dá provas de seu grande talento, enquanto Stroll prova para seus críticos que ele pode sim lidar com situações adversas. Sem dúvidas, foi uma corrida excelente.

Atualização: Os comissários da FIA decidiram punir a dupla da Alfa Romeo (Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi) com 30 segundos para cada piloto por irregularidades na embreagem que teriam dado vantagens na largada. Consequentemente, eles perderam as posições de 7º e 8º e terminaram a corrida em 12º e 13º. Com isso, Lewis Hamilton ganhou dois pontos e Robert Kubica (Williams) um ponto.

Alguém deve ter feito a dança da chuva para essa corrida, não é, Lance?

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Max Verstappen: 10
  2. Sebastian Vettel: 9
  3. Daniil Kvyat: 8
  4. Lance Stroll: 10
  5. Carlos Sainz Jr.: 8
  6. Alexander Albon: 8
  7. Romain Grosjean: 6
  8. Kevin Magnussen: 6
  9. Lewis Hamilton: 8
  10. Robert Kubica: 5
  11. George Russell: 5
  12. Kimi Raikkonen: 9
  13. Antonio Giovinazzi: 7

Abandonaram

  1. 14.Pierre Gasly: 4
  2. 15. Valtteri Bottas: 7
  3. 16. Nico Hülkenberg: 7
  4. 17. Charles Leclerc: 7
  5. 18. Lando Norris: 6
  6. 19. Daniel Ricciardo: 6
  7. 20. Sergio Pérez: 6

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Max Verstappen e Lance Stroll

Pior piloto: Pierre Gasly

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