Análise Grande Prêmio da Hungria de 2020 | 2020 Hungarian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

Ocorrido no dia 19 de julho, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 começou com uma situação atípica na pista. Havia chovido alguns minutos antes e o asfalto estava molhado, obrigando os pilotos a usarem pneus intermediários. No entanto, o que parecia ser uma prova fora do normal terminou em um pódio pouco surpreendente.

Lewis Hamilton (Mercedes) largou da pole position ao lado de seu companheiro Valtteri Bottas. A segunda fila foi preenchida pelos dois carros da Racing Point, guiados por Lance Stroll e Sergio Pérez. Durante a largada, Bottas foi lento e caiu para o sexto lugar. Stroll assumiu a segunda posição e se manteve assim na primeira volta até a chegada de Max Verstappen (Red Bull). Com a pista menos molhada, a grande maioria dos pilotos parou para colocar pneus de pista seca. Os pilotos da Haas, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, foram alguns dos que não pararam (pois já haviam trocado os pneus antes da largada e depois da volta de apresentação). Stroll os superou facilmente.

Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) enfrentava os pilotos do meio do grid. Alexander Albon (Red Bull) e Sebastian Vettel (Ferrari) foram alguns dos adversários do monegasco. Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o único a abandonar por problemas no motor. Bottas tentava recuperar-se do prejuízo e usou toda a potência de seu carro para alcançar o quarto lugar. Leclerc foi seu adversário mais difícil, pois bloqueava todos os ataques do finlandês. Bottas conseguiu se aproximar de Stroll, mas não teve chances de ultrapassar o canadense. O piloto da Mercedes só conseguiu o terceiro lugar devido a um undercut nos boxes (parou para a troca de pneus antes de Stroll e o pit stop da Racing Point foi mais lento). No entanto, Stroll se manteve firme em quarto e os demais pilotos não puderam se aproximar dele.

Um ponto de destaque da prova foram os incidentes envolvendo Nicholas Latifi (Williams). O primeiro ocorreu no início da prova, após um toque com Carlos Sainz Jr. (McLaren) na saída dos boxes que lhe rendeu uma punição de 5 segundos. Ele voltou para a pista, rodou e quase bateu nos pilotos do fim do grid. No segundo, Latifi rodou e parou na brita, mas retornou à prova.

Leclerc enfrentava sérios problemas com seus pneus macios e pediu uma troca para sua equipe. Colocando pneus médios, ele perdeu muitas posições e teve dificuldades para chegar à zona de pontuação. Sua maior batalha foi com Lando Norris (McLaren) pelo 12º lugar. Perto do fim da corrida, após Leclerc ultrapassar Sainz, o espanhol aproveitou a oportunidade e recuperou o décimo lugar. Ao mesmo tempo, o carro de Bottas apresentava um bom desempenho e o finlandês buscou se aproximar de Verstappen. Para isso, fez duas trocas de pneus para aumentar a velocidade. No entanto, o esforço foi em vão. Mesmo com as dificuldades do carro da Red Bull e os retardatários, Verstappen terminou a corrida em segundo lugar.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Max Verstappen em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Contrariando as expectativas, o Grande Prêmio da Hungria de 2020 teve muitas ultrapassagens, mais não trouxe muitos momentos emocionantes. O pódio foi quase o mesmo da corrida anterior, mudando apenas as posições de Verstappen e Bottas. A Racing Point conseguiu ótimos resultados, com o quarto lugar de Lance Stroll e o sétimo de Sergio Pérez. A Red Bull conquista mais um pódio, mas o quinto lugar de Alexander Albon, embora vantajoso para a equipe foi marcado por uma dura batalha entre o tailandês e Sebastian Vettel pois, segundo o próprio, a Red Bull não lhe dava mais potência. Com a Racing Point se destacando, o time austríaco deve se manter atento a suas políticas para não perder o lugar entre as equipes de ponta. Nesta prova, a McLaren sai humilhada, conseguindo apenas um ponto com o décimo lugar de Sainz. Agora, com Hamilton liderando o campeonato e a cinco vitórias de igualar o recorde de Michael Schumacher como o maior vencedor da Fórmula 1, a temporada de 2020 começa a ganhar forma, mas o domínio da Mercedes parece inevitável.

Atualização: Os pilotos da Haas foram punidos por trocar os pneus antes da largada, ferindo o artigo 27.1 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1. Com isso, Kevin Magnussen caiu do nono para o décimo lugar e Romain Grosjean caiu do 15º para o 16º lugar.

Resumo da corrida

Opinião da Rebeca:

A corrida começou com surpresas, mas terminou de maneira bem blasé. As melhores ultrapassagens ocorreram na metade do grid porque os dois primeiros lugares foram definidos nas primeiras voltas da corrida. Hungaroring é a pista mais lenta da Fórmula 1 e talvez a segunda mais difícil de obter ultrapassagens (atrás apenas do Circuito de Mônaco), então quando esta etapa se aproxima, normalmente se esperam corridas monótonas, como a de 2018. Porém, o grid de largada criou expectativas de um resultado diferente do típico pódio formado por pilotos da Mercedes mais um da Red Bull ou Ferrari.

No entanto, não se pode ignorar que o resultado da Racing Point foi muito satisfatório e que ela é uma boa candidata a conseguir pódios esse ano. Lance Stroll merece muitos elogios pela maneira prudente como guiou seu carro e garantiu uma boa colocação para sua equipe. Situação bem diferente da McLaren, cujos pilotos tiveram uma corrida mais difícil (destacando para Lando Norris que só conseguiu ultrapassar Esteban Ocon perto do fim). Porém, elas ainda estão bem próximas de ameaçar a Red Bull na ponta do grid.

Opinião da Adriana:

Essa foi, sem dúvidas, a corrida mais chata até agora. As primeiras voltas foram promissoras, com as disputas de posições logo nas primeiras curvas, mas depois foi um verdadeiro marasmo.

É sabido que o circuito húngaro é difícil de criar uma corrida emocionante, com poucas oportunidades de ultrapassagens e isso foi provado mais uma vez. Tirando algumas vezes como Sainz contra Leclerc e Albon contra Vettel, de resto, o resultado do grid foi definido pelas paradas para troca de pneus.

Em uma corrida parada como essa, é difícil escolher os melhores e piores momentos mas não podemos esquecer do talento de Hamilton em dominar a corrida de ponta a ponta, sem qualquer ameaça dos outros carros. E devemos reconhecer a habilidade dos mecânicos de Verstappen em conseguir acertar o carro a tempo da corrida após a batida do holandês antes da corrida.

O pior momento foi a largada de Bottas, que claramente foi queimada (fiscais de corrida, estou de olho em vocês). Logo no começo da corrida, teve muita dificuldade em passar Leclerc, com um carro inferior comparado à sua Mercedes e não conseguiu alcançar Verstappen, mesmo sendo mais rápido nas últimas voltas. Toto, acho que está na hora de considerar o Russell para o assento do finlandês em 2022.

Notas

Corrida: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca) 8,5 (Adriana)
  2. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Valtteri Bottas: 8 (Rebeca) 6,5 (Adriana)
  4. Lance Stroll: 9,5 (Rebeca) 7 (Adriana)
  5. Alexander Albon: 9,5 (Rebeca) 8 (Adriana)
  6. Sebastian Vettel: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  7. Sergio Pérez: 8 (Rebeca) 7 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 7 (Rebeca) 7,5 (Adriana)
  9. Carloz Sainz Jr.: 6 (Rebeca e Adriana)
  10. Kevin Magnussen: 7 (Rebeca e Adriana)
  11. Charles Leclerc: 8 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Daniil Kvyat: 5 (Rebeca) 6 (Adriana)
  13. Lando Norris: 4 (Rebeca) 6 (Adriana)
  14. Esteban Ocon: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Kimi Raikkonen: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  16. Romain Grosjean: 4 (Rebeca) 5 (Adriana)
  17. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  18. George Russell: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  19. Nicholas Latifi: 2 (Rebeca) 5 (Adriana)

 

Abandonou:

  1. Pierre Gasly: 10

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhores pilotos: Lance Stroll e Alexander Albon (Rebeca) | Lewis Hamilton (Adriana)

Pior piloto: Nicholas Latifi (Rebeca) | Valtteri Bottas (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Estíria de 2020 | 2020 Styrian Grand Prix Analysis

Por Rebeca Pinheiro e Adriana Perantoni | by Rebeca Pinheiro and Adriana Perantoni

O Grande Prêmio da Estíria, ocorrido no dia 12 de julho, foi a segunda etapa da temporada de 2020. A corrida foi disputada no Red Bull Ring, mesma pista do Grande Prêmio da Áustria. Porém, diferente da prova anterior, esta apresentou muitos momentos emocionantes.

Lewis Hamilton (Mercedes) foi o pole position, largando ao lado de Max Verstappen (Red Bull). Pouco depois do início da prova, Charles Leclerc (Ferrari) se chocou com o companheiro Sebastian Vettel e quebrou a asa traseira do alemão. O carro do monegasco deu um pulo e também teve danos. Vettel foi o primeiro a abandonar. Leclerc fez um pit stop, mas poucas voltas depois abandonou a corrida.

A surpresa do dia foram os carros da Racing Point, que tiveram problemas durante a qualificação no dia anterior devido à forte chuva. Sergio Pérez e Lance Stroll conseguiram boas ultrapassagens, como em cima de Lando Norris (McLaren) e de Pierre Gasly (Alpha Tauri). Um pouco a diante, Daniel Ricciardo (Renault) travou uma boa disputa com seu companheiro Esteban Ocon. O hispano-francês, que como previsto pelo The Racing Track precisou abandonar seus vínculos com Toto Wolff para voltar à Fórmula 1, teve problemas mecânicos no carro e foi forçado a deixar a prova. George Russell (Williams) saiu da pista e foi parar na caixa de brita, mas voltou para a corrida normalmente.

Muitos carros do fim do grid protagonizaram boas lutas por posições, notadamente Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Romain Grosjean (Haas) e Kevin Magnussen (Haas). Após o abandono de Ocon, Pérez e Stroll brigaram entre si pelo sexto lugar, com o mexicano conseguindo a ultrapassagem. Logo depois, Pérez chegou em Ricciardo e também o ultrapassou. Stroll se aproximou muito do australiano e a disputa pela posição durou até o final da corrida.

Enquanto isso, a Red Bull tentava um undercut para evitar que Verstappen perdesse o segundo lugar para Valtteri Bottas (Mercedes). A estratégia funcionou por um tempo, pois o holandês conseguiu superar o finlandês quando este foi para os boxes. No entanto, o carro da Red Bull mais uma vez revelou sua inferioridade em relação à Mercedes. Além disso, Verstappen tinha um detrito na asa dianteira. Ele e Bottas brigaram intensamente pelo segundo lugar, chegando a trocar de posições algumas vezes, mas o finlandês conseguiu a ultrapassagem.

Pérez tentou ultrapassar Alexander Albon (Red Bull), mas acabou sendo tocado pelo carro do tailandês quando este defendeu sua posição. O mexicano deveria desacelerar para garantir a integridade do carro, mas acelerou e provocou o toque. Com o dano no carro, Pérez perdeu forças e acabou sendo utrapassado por Norris, que após superar seu companheiro Carlos Sainz Jr. ainda se envolveu em uma disputa tripla com Stroll e Ricciardo.

Lewis Hamilton foi o vencedor, com Valtteri Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Como dito anteriormente, o Grande Prêmio da Estíria atendeu as expectativas e foi bem mais emocionante que o Grande Prêmio da Áustria. Isso revela que uma pista pode ser palco de corridas totalmente diferentes. A Ferrari sai derrotada de mais uma etapa do campeonato, com o primeiro duplo abandono desde o Grande Prêmio do Brasil de 2019. Já a Mercedes consolida seu domínio na categoria, enquanto Racing Point e McLaren protagonizam espetáculos que ofuscam a atuação da Red Bull. Mesmo com o calendário alterado e diversas mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19, a temporada de 2020 mostra que seu cenário pode ser bem diferente dos anos anteriores (que foram bem semelhantes um do outro).

Ferrari mais uma vez vai por água abaixo.

Opinião da Rebeca: 

Creio que o Grande Prêmio da Estíria mostrou que a Racing Point pode ser considerada uma “equipe de ponta” em breve. Lance Stroll mostrou grandes habilidades na chuva (vide classificação do Grande Prêmio da Itália de 2017 e Grande Prêmio da Alemanha de 2019), porém o carro da equipe inglesa falhou consideravelmente no sábado. Seus dois pilotos conseguiram superar as adversidades e terminar a corrida em ótimos lugares. Vejo que McLaren e Racing Point travarão uma boa briga, parecida com a que a Mercedes e a Ferrari tiveram em 2017 e 2018 pela liderança do campeonato.

Alexander Albon, por sua vez, demonstrou ser muito esforçado e mais merecedor da vaga na Red Bull do que Pierre Gasly. As dificuldades enfrentadas por ele durante a briga com Valtteri Bottas são resultado da inferioridade do carro da equipe austríaca, assim como a vitória de Bottas em sua disputa com Max Verstappen. Como já demonstrado no The Racing Track, a Red Bull precisa provar para o holandês que é merecedora de seus serviços.

Opinião da Adriana:

Em comparação com a última corrida, essa foi menos emocionante. Ter um pódio previsível, com duas Mercedes e a Red Bull de Verstappen ao invés de ver uma cara nova no pódio – seja com Albon ou Pérez – tirou a minha emoção comparada ao pódio passado. Porém, o protesto de Lewis Hamilton, ao lado de dois pilotos brancos – Bottas, seu companheiro de equipe e que até a Mercedes “obrigá-lo” a falar alguma coisa em relação ao movimento Black Lives Matter, ficou calado sobre o assunto e Verstappen, que sequer ajoelhou no fim de semana passada e tampouco apareceu nessa cerimônia antes do começo da corrida – foi marcante e muito emocionante.

Tirando as três primeiras posições e excluindo a batalha Bottas vs Verstappen nas últimas voltas, a corrida foi cheia de ultrapassagens a serem lembradas. O que foi Norris conseguindo ultrapassar três carros na última volta? Não me surpreenderia em vê-lo em mais pódios nesta temporada atípica. Ricciardo mostrou que, mesmo com um carro ruim, continua afiado no que faz de melhor: ultrapassagens. Seu estilo em frear um pouco mais tarde lhe rendeu boas batalhas com Stroll mas vamos combinar que Racing Point não é apelidada de Mercedes Rosa por acaso. No asfalto seco, Stroll e Pérez brilharam e com isso, o mexicano conseguiu ganhar o prêmio de Piloto do Dia, o que na minha opinião, foi merecidíssimo. Já nos últimos lugares, Raikkonen e Magnussen batalharam por melhores posições mas vem cá, alguém de fato prestou atenção?  

Os destaques da corrida, para mim, vai mais uma vez ao britânico Norris, que mesmo com dores durante todo o fim de semana, conseguiu uma performance brilhante no domingo, ofuscando seu companheiro de equipe, Sainz, que conseguiu a 3ª colocação no sábado e perdeu 6 posições durante a corrida. Será que ele parou para pensar na situação da Ferrari? E também, não posso esquecer de Sergio Pérez, que conseguiu fazer uma ótima corrida de superação, brigou com boa parte do grid e ainda protagonizou um momento fofo com seu engenheiro no rádio. Quem não sorriu com a felicidade do mexicano, bom sujeito não é. Também reconheço o talento de Russell conseguir lutar com aquela Williams por algumas voltas. Pena que teve um pequeno erro, o que lhe custou muitas posições no grid.

Já um momento para se esquecer dessa corrida foi a ultrapassagem impensada, equivocada e totalmente afobada de Leclerc para cima de Vettel. Sabemos que numa corrida, qualquer espaço é o suficiente para um piloto arrojado se jogar e ultrapassar seu adversário, mas onde o monegasco estava com a cabeça de tentar ultrapassar seu companheiro de equipe na zebra? Falta de cálculo e perspicácia, na minha humilde opinião.

Hamilton, em seu protesto silencioso, mostrando que vidas negras importam, sim. Fonte: The Guardian. Fotógrafo:  Joe Klamar/AP

Notas

Corrida: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)

Pilotos:

  1. Lewis Hamilton: 9 (Rebeca e Adriana)
  2. Valtteri Bottas: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  3. Max Verstappen: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  4. Alexander Albon: 8 (Rebeca) 9 (Adriana)
  5. Lando Norris: 9 (Rebeca e Adriana)
  6. Sergio Pérez: 9,5 (Rebeca) 10 (Adriana)
  7. Lance Stroll: 9 (Rebeca) 8 (Adriana)
  8. Daniel Ricciardo: 8 (Rebeca e Adriana)
  9. Carlos Sainz Jr.: 7 (Rebeca e Adriana)
  10. Daniil Kvyat: 6 (Rebeca e Adriana)
  11. Kimi Raikkonen: 7 (Rebeca) 6 (Adriana)
  12. Kevin Magnussen: 6 (Rebeca e Adriana)
  13. Romain Grosjean: 6 (Rebeca) 5 (Adriana)
  14. Antonio Giovinazzi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)
  15. Pierre Gasly: 4 (Rebeca e Adriana)
  16. George Russell: 2 (Rebeca) 7 (Adriana)
  17. Nicholas Latifi: 3 (Rebeca) 5 (Adriana)

Abandonaram

  1. Esteban Ocon
  2. Charles Leclerc
  3. Sebastian Vettel

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Sergio Pérez

Melhor piloto: Sergio Pérez (Rebeca) | Sergio Pérez (Adriana)

Pior piloto: George Russell (Rebeca) | Charles Leclerc (Adriana)

Análise Grande Prêmio da Áustria de 2020 | 2020 Austrian Grand Prix Analysis

Ocorrido no dia 05 de julho, o Grande Prêmio da Áustria de 2020 foi a primeira corrida da temporada, já que a pandemia de Covid-19 provocou o cancelamento e adiamento das etapas anteriores. Havia muita expectativa, mas a corrida foi um desastre. Muitos abandonos, poucas ultrapassagens e punições questionáveis. Antes da prova, houve uma manifestação contra o racismo na qual os pilotos se ajoelharam. Dos 20 atletas, seis se recusaram a se ajoelhar: Daniil Kvyat (Alpha Tauri), Carlos Sainz Jr. (McLaren), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Max Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo). Desses seis, três abandonaram.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o pole position. Com a punição de seu companheiro Lewis Hamilton, Verstappen largou em segundo. Logo após a largada, houve algumas disputas, como entre Verstappen e Lando Norris (McLaren) e entre Sebastian Vettel (Ferrari) e Daniel Ricciardo (Renault). Infelizmente, os acidentes não tardaram a vir. Verstappen foi o primeiro a abandonar quando seu carro desligou subitamente. Quando o holandês abandona, é quase certeza que a corrida vai ser a pior e mais chata possível, porque Max sabe como dar um show na pista (vide a disputa com Leclerc no ano passado). Pouco depois, Ricciardo teve uma falha mecânica e se retirou da prova e o motor de Lance Stroll (Racing Point), que havia largado em nono, o fez abandonar a corrida. Vettel rodou após uma disputa com Sainz, foi para o fundo de grid e lá permaneceu.

Kevin Magnussen (Haas) rodou e foi parar na caixa de brita. Com isso, o safety car foi acionado. Sergio Pérez (Racing Point) e Alexander Albon (Red Bull) disputavam o terceiro lugar. Anteriormente, o mexicano enfrentou dificuldades para superar Norris. Com a relargada, Romain Grosjean (Haas) e George Russell (Williams) deixaram a corrida.

Na frente do grid, após uma disputa com Pérez, Albon tentou ultrapassar Hamilton, mas foi tocado pelo inglês e saiu da pista. Hamilton, que planejava uma manifestação antirracista no pódio, levou uma punição de 5 segundos. Pérez foi igualmente punido por ter ultrapassado a velocidade máxima permitida no pit lane. Enquanto isso, Leclerc sofria para ultrapassar Norris. Após a ultrapassagem do monegasco, Sainz tentou superar o companheiro, mas não conseguiu. No fim da prova, Raikkonen passou pela zebra e perdeu uma roda do carro. Kvyat quebrou a suspensão e também abandonou.

Valtteri Bottas foi o grande vencedor. Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada em segundo, porém com a punição, Charles Leclerc herdou o segundo lugar e Lando Norris ficou em terceiro. Sinceramente, nenhuma das colunistas do site tinha vontade de analisar a prova, pois corrida monótona e com muitas quebras não são de nosso agrado (principalmente quando pilotos pelos quais temos grande carinho abandonam logo no começo). No entanto, reconhecemos o bom trabalho dos atletas e tiramos algumas conclusões. A primeira é que a Ferrari teve um começo desastroso, com seus pilotos enfrentando dificuldades em ultrapassar equipes consideradas “resto”, como a McLaren. Segunda, Racing Point e McLaren surgem como potenciais ameaças à Red Bull pelo posto de “equipe de ponta”. Terceira, a Mercedes começou com domínio em uma corrida fora do comum, mas talvez esse ano não tenha tanto sossego como nas temporadas anteriores.

A bruxa está solta em Spielberg. (Charge feita pela nossa nova colunista, Adriana Perantoni).

Notas

 

Corrida: 0-6

 

Pilotos

  1. Valtteri Bottas: 9
  2. Charles Leclerc: 7
  3. Lando Norris: 9
  4. Lewis Hamilton: 8,5
  5. Carlos Sainz Jr.: 7
  6. Sergio Pérez: 8,5
  7. Pierre Gasly: 7
  8. Esteban Ocon: 7
  9. Antonio Giovinazzi: 7
  10. Sebastian Vettel: 0
  11. Nicholas Latifi: 6

Abandonaram:

  1. Daniil Kvyat: 0
  2. Alexander Albon: 7,5
  3. Kimi Raikkonen: 0
  4. George Russell: 0
  5. Romain Grosjean: 0
  6. Kevin Magnussen: 0
  7. Lance Stroll: 10
  8. Daniel Ricciardo: 10
  9. Max Verstappen: 10

 (Observação: Esclarecendo as últimas notas, daremos 10 como nota de consolação a todos os pilotos que tiveram de abandonar a prova no começo por falhas no carro, seja no motor, na parte elétrica, no câmbio, nos freios, ou em qualquer outra parte).

Piloto do Dia (escolhido pelo público): Alexander Albon

Melhor piloto: Valtteri Bottas

Pior piloto: Sebastian Vettel