Análise GP de Abu Dhabi de 2018

Antes de tudo, o The Racing Track agradece carinhosamente ao leitor Régis Fernandes pelos dois volumes da coleção “Os Grandes Pilotos de Todos os Tempos”. Será uma grande ajuda para os próximos artigos biográficos.

 

O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2018, que aconteceu no dia 25 de novembro, trouxe elementos que há muito tempo não se via nos Emirados Árabes. Acidentes, lutas por posições e condições decisivas para um bom resultado trouxeram emoção para uma corrida que há muito tempo era conhecida por ser uma das mais monótonas da Fórmula 1.

Lewis Hamilton (Mercedes), pentacampeão esse ano, largou na pole position ao lado do companheiro Valtteri Bottas. Na segunda fila, largaram os pilotos da Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen (este fazia sua última corrida pela escuderia italiana). Na terceira, a dupla dinâmica da Red Bull: Max Verstappen e Daniel Ricciardo (que ano que vem se juntará à Renault). Logo na largada, algumas surpresas: o carro de Verstappen perdeu rendimento e o menino prodígio caiu para a 10ª posição. Mas o que mais chamou atenção na primeira volta foi o acidente entre Nico Hülkenberg (Renault) e Romain Grosjean (Haas): o alemão disputou a posição roda com roda com o francês e acabou sendo arremessado contra o muro. O carro pegou fogo e ficou de ponta cabeça. O piloto passa bem.

 

Acidente de Hülkenberg na primeira volta

 

O safety car foi acionado. Raikkonen teve um problema técnico no carro e foi obrigado a deixar a corrida. Depois da saída do safety car, Verstappen deu o troco no (censurado) Esteban Ocon (Force India) pelo papelão do GP do Brasil e depois de uma batalha épica, o ultrapassou. Também no começo da prova, Hamilton trocou os pneus, e com os novos seguiria até o fim da prova. O inglês voltou atrás do holandês e tentou ultrapassá-lo. Mas Max não facilitou.

A corrida passou a ser liderada por Bottas, que estava bem mais lento que os demais pilotos da frente do grid. Vettel vinha atrás, mas não conseguia passar o finlandês. Com as trocas e ultrapassagens, a liderança da prova caiu no colo de Ricciardo, que seguiu bem e manteve uma boa distância com relação a Hamilton. Vale lembrar que o pit stop de Verstappen foi o mais rápido do ano: 2.08 segundos.

Marcus Ericsson (Sauber), que será piloto reserva da Sauber ano que vem, enfrentou problemas técnicos e também abandonou a prova. No meio do grid, alguns pilotos se destacaram pela atuação, como Stoffel Vandoorne (McLaren), que não estará no grid em 2019, Sérgio Perez (Force India), Brendon Hartley (Toro Rosso), Carlos Sainz Jr. (Renault) e Charles Leclerc (Sauber). Ocon protagonizou alguns conflitos, mas não demorou para quebrar mais uma vez o regulamento e ganhar vantagem ao sair da pista e voltar. O engraçadinho levou 5 segundos de punição. Mas não tardou para os comissários adicionarem mais um capítulo à novela “Dois Pesos, Duas Medidas”.

Valtteri Bottas estava mais lento, foi passado por Vettel e seria facilmente ultrapassado por Verstappen, mas cortou um grande pedaço da pista para ganhar vantagem. O incidente foi notado e investigado, mas até agora estamos esperando o resultado. Nada adiantou, porque Verstappen ultrapassou com categoria e depois Ricciardo fez o mesmo. O finlandês da MERCEDES (equipe que está disputando com a Ferrari o título de mais privilegiada pela incoerência dos comissários) teve de trocar os pneus, aproveitando que Sainz estava a mais de 40 segundos, por causa do confronto com Max.

Mais tarde, não pagando a punição, mas levando um belo de um castigo, Ocon notou seu motor fumando e foi obrigado a deixar a prova. Ele ainda parou na entrada dos boxes, bloqueando a entrada. Assim, Esteban Ocon se despede da Fórmula 1 com um abandono e mais trapalhadas. Tirando aqueles desocupados invejosos da internet que xingam Lance Stroll (Williams) por ter SALVADO a Force India e por ter resultados beeeem melhores que Ocon, ninguém sentirá falta desse piloto. Os fãs do Verstappen agradecem que não teremos mais um assistente da Mercedes para ferrar com as vitórias dos outros.

 

¡Adiós, Esteban! Não sentiremos sua falta

 

Depois, Pierre Gasly (Toro Rosso) enfrentou o mesmo problema e deixou a corrida. Gasly ainda brincou de disputar a pista com Vertsappen, mas a equipe mandou ele parar. Diferente de Ocon, ele teve que estacionar o carro em um cantinho da pista. Fernando Alonso (McLaren), que se despede da Fórmula 1 após uma carreira marcada por 2 títulos mundiais e uma série de polêmicas (Crashgate, escândalo de espionagem, Fernando is faster than you, entre outras), também foi punido com 5 segundos por sair da pista e receber vantagens. Moral da história: Todos os pilotos são iguais, mas os pilotos da Mercedes e da Ferrari são mais iguais que os outros.

Lewis Hamilton foi o vencedor, seguido por Sebastian Vettel e Max Verstappen, que passou Valtteri Bottas no campeonato (chupa, Ocon), conquistando o 4º lugar. Hamilton se consagra campeão com 408 pontos contra 320 de Vettel. O terceiro colocado no campeonato foi Kimi Raikkonen, com 251, 2 pontos a mais que Verstappen. O GP de Abu Dhabi de 2018 foi uma corrida emocionante e atípica para o Circuito de Yas Marina, e marcou bem a despedida de Fernando Alonso, Esteban Ocon, Stoffel Vandoorne, Marcus Ericsson, Sergey Sirotkin e Brendon Hartley da Fórmula 1.

 

Notas

Corrida: 9

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8
  2. Sebastian Vettel: 7
  3. Max Verstappen: 9
  4. Daniel Ricciardo: 9
  5. Valtteri Bottas: 6
  6. Carlos Sainz Jr.: 8
  7. Charles Leclerc: 8
  8. Sergio Perez: 8
  9. Romain Grosjean: 7
  10. Kevin Magnussen: 7
  11. Fernando Alonso: 6
  12. Brendon Hartley: 6
  13. Lance Stroll: 7 (resultado nada mal, se a Williams não fosse ruim de estratégia, teria chegado em 10º; desejamos boa sorte ano que vem na Force India)
  14. Stoffel Vandoorne: 7
  15. Sergey Sirotkin: 5

 

Abandonaram

  1. Pierre Gasly
  2. Esteban Ocon 
  3. Marcus Ericsson
  4. Kimi Raikkonen
  5. Nico Hülkenberg

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Fernando Alonso (só porque tá indo embora)

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon

 

Campeão: Lewis Hamilton (5º título)

Melhor piloto do ano: Max Verstappen

Pior piloto do ano: Esteban Ocon

Classificação final

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 408
  2. Sebastian Vettel: 320
  3. Kimi Raikkonen: 251
  4. Max Verstappen: 249
  5. Valtteri Bottas: 247
  6. Daniel Ricciardo: 170
  7. Nico Hülkenberg: 69
  8. Sergio Perez: 62
  9. Kevin Magnussen: 59
  10. Carlos Sainz Jr.: 53
  11. Fernando Alonso: 50
  12. Esteban Ocon: 49
  13. Charles Leclerc: 39
  14. Romain Grosjean: 37
  15. Pierre Gasly: 29
  16. Stoffel Vandoorne: 12
  17. Marcus Ericsson: 9
  18. Lance Stroll: 6
  19. Brendon Hartley: 4
  20. Sergey Sirotkin: 1

 

Equipes

  1. Mercedes: 655
  2. Ferrari: 571
  3. Red Bull: 419
  4. Renault: 122
  5. Haas: 93
  6. McLaren: 62
  7. Racing Point Force India: 52*
  8. Sauber: 48
  9. Toro Rosso: 33
  10. Williams: 7

*lembrando que com a troca de comando, a Force India perdeu os pontos e a nova equipe, chamada Racing Point Force India, passou a receber os pontos depois da troca, não herdando os conquistados pelos pilotos anteriormente

Análise GP do Brasil de 2018

Depois de sabotar a corrida de Max e apanhar dele, Esteban diz que isso não é atitude de homem. Atitude de homem é jogar o carro para cima dos outros, né? Tira esse uniforme porque você não é “caveira”. Você é MOLEQUE, Ocon. Só para lembrar, Max está na Fórmula 1 para o ano que vem, você não (graças a Deus!). Max tem vitórias, você não. Max tem pódios, você não. Max tem recordes, você não. Max é um mito, você não.

Mas todas as palavras são poucas para descrever a atitude anti-esportiva do ser humano chamado Esteban Ocon (Force India). O Grande Prêmio do Brasil de 2018, que ocorreu no dia 11 de novembro, tinha tudo para ser a melhor corrida do ano, pois as disputas por posições dominaram o evento. Lewis Hamilton (Mercedes), que largou da pole, fez um bom trabalho, indiscutível. Mas Max Verstappen (Red Bull), foi o destaque do dia. Ultrapassou diversas vezes, superou pilotos como Kimi Raikkonen (Ferrari) e Sebastian Vettel (Ferrari) e liderou boa parte da prova.

Verstappen com certeza teria vencido. A Mercedes de Hamilton sofria com problemas de potência no motor e bolhas dos pneus. Mas, o piloto mais superestimado da história da Fórmula 1 resolveu fazer uma manobra antiética, jogando sua Force India para cima de Max Verstappen mesmo sendo retardatário. É possível imaginar o que se passa na cabeça de Ocon: inveja por ter vencido a Fórmula 3 em 2014, mas Verstappen ter subido à Fórmula 1 primeiro por ter mais talento e chamar mais a atenção dos executivos. Verstappen teve pontos e recordes em seu primeiro ano na Fórmula 1, Stroll teve pódio, pontos e recordes. Ocon não teve NADA em sua primeira temporada e está a DOIS ANOS SEM PÓDIO, embora alguns “espertinhos” ainda insistam que ele tenha talento e seja mais merecedor da vaga do que Stroll ou Verstappen.

Infelizmente, a burrada desse competidor ofuscou o resto da corrida. Não digo que Hamilton deveria parar e deixar Verstappen passar (até porque, cada piloto corre por si e deve fazer seu melhor para alcançar o melhor resultado). Todas as lutas da corrida, entre Raikkonen e Valtteri Bottas (Mercedes), entre Ricciardo e Vettel, entre os pilotos da Renault e entre Verstappen e Hamilton merecem atenção. Lembrando também que Marcus Ericsson (Sauber) e Nico Hülkenberg abandonaram a prova por problemas mecânicos. Ericsson chegou até mesmo a rodar na pista.

Lewis Hamilton foi o vencedor, marcando a 7ª das últimas 19 corridas em Interlagos que o pole position vence a prova. Max Verstappen, o VENCEDOR moral dessa corrida foi o segundo colocado, e Kimi Raikkonen o terceiro. Não desmereço o trabalho de Hamilton, nem vou criticar sua comemoração exacerbada em contraste com a frustração do jovem Verstappen. Mas faço minhas as palavras de um usuário do Instagram, que disse: “Acabaram com sua corrida, mas não com o amor dos fãs, Hail Max”. O Brasil agradece o carinho que você tem com o nosso país e o respeito à nossa cultura: escreveu Brasil com S, jogou futebol na Vila Madalena… os fãs brasileiros amam Max Verstappen, o Brasil ama Max Verstappen. Felipe Massa disse bem: “a torcida vibra com ele”. Quanto a Ocon, o castigo vem a cavalo: a Williams assinou com Robert Kubica e Esteban, graças a Deus, está fora. O Brasil odeia Esteban Ocon, o pior piloto da história da Fórmula 1.

 

Notas

Corrida: 8 (era pra ser 10, mas o Ocon ferrou com tudo)

Pilotos

  1. Lewis Hamilton: 8
  2. Max Verstappen: 10 (um dos melhores pilotos da história)
  3. Kimi Raikkonen: 8
  4. Daniel Ricciardo: 9
  5. Valtteri Bottas: 7
  6. Sebastian Vettel: 7
  7. Charles Leclerc: 6
  8. Romain Grosjean: 6
  9. Kevin Magnussen: 6
  10. Sergio Perez: 6
  11. Brendon Hartley: 6
  12. Carlos Sainz Jr.: 6
  13. Pierrr Gasly: 6
  14. Stoffel Vandoorne: 6
  15. Esteban Ocon: 0 (merecia ser desclassificado)
  16. Sergey Sirotkin: 6
  17. Fernando Alonso: 5
  18. Lance Stroll: 6

 

Abandonaram

  1. Nico Hülkenberg
  2. Marcus Ericsson

 

Driver of the Day (escolhido pelo público): Max Verstappen

Melhor piloto: Max Verstappen

Pior piloto: Esteban Ocon (nem piloto ele é, teve sorte de conhecer o Toto Wolff).