Análise GP de Mônaco de 2018

No dia 27 de maio ocorreu o Grande Prêmio de Mônaco de 2018. Antes da corrida começar, os espectadores já ansiavam pela largada para saber o que Max Verstappen (Red Bull) faria, uma vez que largaria em último (pois bateu no TL3 e não pode participar do treino classificatório), mas as provas do jovem prodígio são imprevisíveis. Pessoalmente, faço elogios à narração de Cléber Machado na transmissão da corrida: foram feitos comentários sensatos, dignos de um bom profissional, sem babação de ovo ou ataques a pilotos, como fazem muitos “narradores” por aí. Parabéns ao Cléber! Continue assim! #Clébertitular

Daniel Ricciardo (Red Bull) largou na pole depois de terminar todos os treinos com o melhor tempo. Sebastian Vettel (Ferrari) dividia a primeira fila, seguido por Lewis Hamilton (Mercedes) e Kimi Raikkonen (Ferrari). Foi dada a largada e pouquíssimo tempo depois, Vettel estava atacando Ricciardo, mas não houve nada além de um leve toque de pneus. Enquanto isso, Verstappen ultrapassava os dois carros da Haas e dava início a uma corrida de recuperação. Lance Stroll (Williams) fazia sua única ultrapassagem do dia, em cima de Marcus Ericsson (Sauber) logo depois da curva Louis Chiron.

Max Verstappen ultrapassava cada carro que estava a sua frente com muita prudência. Ele havia largado com o pneu ultramacio, mais duro que o hipermacio usado pelos demais. Isso diminuiu o desgaste e o ajudou a diminuir a diferença para os outros pilotos para em seguida superá-los. Primeiro foi Ericsson, depois Stroll, em seguida Charles Leclerc (Sauber) e Stoffel Vandoorne (McLaren), e assim por diante. Em apenas 27 voltas, Max estava no décimo lugar.

Pela equipe ter mexido no carro antes da largada, depois da volta de apresentação, Sergey Sirotkin (Williams) foi punido com 10 segundos e quase levou uma segunda sanção pelo mecânico ter ficado com a mão no carro enquanto ele cumpria a punição. Lance Stroll teve problemas com os pneus e a asa dianteira e também parou mais cedo. A dupla da Williams parou 3 vezes no pit stop.

Na parte da frente do grid, Hamilton segurava Raikkonen, que era seguido por Valtteri Bottas (Mercedes), enquanto Vettel corria mais rápido que Ricciardo, mas não conseguia superá-lo. Ao longo da corrida, diversos duelos foram travados, principalmente por Verstappen.

Fernando Alonso (McLaren), que até então estava em 8º lugar acabou tendo um problema de câmbio e abandonou a prova. Fazendo seu pit stop tardiamente, Verstappen acabou superado por Carlos Sainz Jr. (Renault) e algumas voltas depois por Nico Hülkenberg (Renault). Mas a dupla da equipe francesa teve muitas dificuldades para lidar com o holandês. Uma ordem de equipe foi dada para que Sainz deixasse Hülkenberg passar. Porém, não só Max conseguiu superar o espanhol (e deixá-lo a uma boa distância), como chegou no alemão, que tentava passar Pierre Gasly (Toro Rosso).

 

Perto do fim, Leclerc acabou batendo em Brendon Hartley (Toro Rosso) pouco depois da saída do túnel. O piloto da Sauber teve o carro praticamente destruído e o da Toro Rosso teve a traseira quebrada. Ambos abandonaram e o safety car vitural foi acionado.

 

Barbeiro do dia: Charles Leclerc

 

 

Ricciardo venceu a prova, com Vettel em segundo e Hamilton em terceiro. Essa corrida em Mônaco foi mágica: num circuito conhecido por ser o mais perigoso e difícil de ultrapassar, cada piloto fez o possível para fornecer um belo espetáculo para o público. Não foi uma daquelas típicas provas de Mônaco, na qual os carros andam em fila indiana e só ultrapassam se o adversário quebra ou para nos boxes. Sem dúvida, essa prova vai ficar na memória de muitos.

 

Notas:

Corrida: 10 (Nem parecia Mônaco, de tanta ultrapassagem que teve. Um espetáculo!)

Pilotos:

Daniel Ricciardo: 9,5 (sem dúvida teve um final de semana perfeito, mas na corrida não teve muitas lutas com os adversários; mesmo assim fez uma prova excelente)

Sebastian Vettel: 9 (não muito diferente das outras que teve)

Lewis Hamilton: 9 (não lutou muito com os demais pilotos para evitar acidentes típicos de Mônaco, mas se manteve muito bem)

Kimi Raikkonen: 8 (semelhante à Hamilton, com a diferença de ser caçado por Bottas por um bom tempo)

Valtteri Bottas: 8 (tentou uma ultrapassagem o máximo que pode, mas conseguiu uma boa colocação)

Esteban Ocon: 7 (conseguiu bons pontos para se superar no campeonato, mas nenhum de seus momentos foi emocionante)

Pierre Gasly: 8 (fez uma ótima prova e garantiu um bom lugar na prova, além de lutar muito para não perder sua colocação)

Nico Hülkenberg: 7 (mesmo com a velha estratégia do “Nico is faster than you”, o alemão não conseguiu despistar Verstappen e só não foi ultrapassado porque a lambança do Leclerc acionou o safety car virtual)

Max Verstappen: 10 (largando lá do fim, superou 10 pilotos em 27 voltas, EM MÔNACO!!!!!! Depois perguntam porque ele é comparado com o Senna)

Carlos Sainz Jr.: 6 (Nico is faster than you: conseguiu um ponto, mas viu Verstappen sumir diante de seus olhos)

Marcus Ericsson: 4 (foi beneficiado com o acidente que o seu companheiro causou)

Sergio Perez: 4 (resultado nada bom para uma Force India)

Kevin Magnussen: 4 (sua performance foi monótona e sem bons resultados)

Stoffel Vandoorne: 4 (idem Magnussen, quase se borrou de medo do Verstappen)

Romain Grosjean: 3 (idem Magnussen, mas com posição pior)

Sergey Sirotkin: 6 (sua equipe mais atrapalhou do que ajudou)

Lance Stroll: 6 (Lance passou por muitas dificuldades, novamente por culpa do carro da Williams)

Charles Leclerc: 0 (tomou o posto de pior do dia do Stroll: jogou o carro em cima de Hartley e ferrou a corrida dos dois; mandou muito mal em casa!)

Brendon Hartley: 3 (não tava lá essas coisas, mas também não merecia levar uma batida na traseira)

Fernando Alonso: 5 (tava pelo menos se mantendo, mas o câmbio não ajudou)

 

Driver of the day (eleito pelo público): Daniel Ricciardo (foi mais pelo fim de semana dele do que pela corrida em si)

Melhor piloto: Max Verstappen (Convenhamos: 10 ultrapassagens, em 27 voltas, em Mônaco, coisa digna de um campeão! Seguiu o exemplo do Senna!)

Pior piloto: Charles Leclerc (foi brincar de Grosjean e se ferrou; e da próxima vez, vá jogar o carro em cima da sua avó!)

 

Daniel Ricciardo

Ficha técnica

Nome completo: Daniel Joseph Ricciardo

Data de nascimento: 1º de julho de 1989

Local de nascimento: Perth, Austrália Ocidental, Austrália

Altura: 1,78 m

Peso: 64 kg

Signo: Câncer

Religião: Católico

Estreia na Fórmula 1: Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2011 (22 anos)

País: Austrália

Análise GP da Espanha 2018

O Grande Prêmio da Espanha de 2018, ocorrido no dia 13 de maio, foi uma daquelas corridas que dividem opiniões. Apesar do Circuito da Catalunha não ser favorável para ultrapassagens, acidentes e estratégias de pit stop permitiram que a cara do grid mudasse várias vezes. Agrada quem gosta de mudanças, mas desagrada aqueles que não curtem muitos abandonos.

A pole foi de Lewis Hamilton (Mercedes), dividindo a primeira fila com o companheiro Valtteri Bottas. Em seguida vinha a dupla da Ferrari e a da Red Bull. Pouco tempo após a largada, Romain Grosjean (Haas) rodou, colocou o carro desgovernado de volta à pista e bateu em Nico Hülkenberg (Renault) e em Pierre Gasly (Toro Rosso), acabando com a prova dos três. O safety car foi acionado, mas mesmo sendo impedido de ultrapassar, Sebastian Vettel (Ferrari) demostrou que estava sedento pela vitória. Com o fim do safety car, ele tomou o segundo lugar de Bottas e começou a caça por Hamilton.

Vettel tentou dar um undercut, trocando os pneus primeiro. Bottas foi o próximo. Hamilton aumentava a vantagem para os adversários. Porém, algo surpreendente aconteceu depois: Kimi Raikkonen (Ferrari), não ser superado por Max Verstappen (Red Bull), foi forçado a abandonar. Após o pit stop de Hamilton, Verstappen liderou a prova e o inglês, com prudência, esperou o holandês parar nos boxes para retomar a liderança.

No meio do grid, as Force Indias de Sergio Perez e Esteban Ocon passavam por muitos problemas. Enquanto Fernando Alonso (McLaren) aumentava a vantagem para o francês, o mexicano sofria para tentar ultrapassar Lance Stroll (Williams) e não ser superado por Stoffel Vandoorne (McLaren), que tinha uma punição de 5 segundos para cumprir por uma conduta irregular após o acidente de Grosjean.

Ocon teve um problema de motor e foi forçado a abandonar. O safety car virtual foi acionado. Durante esse tempo, uma colisão com Stroll quebrou um pedaço da asa dianteira de Verstappen, mas parece que isso não afetou muito o desempenho do jovem da Red Bull. Vettel, que estava atrás dele, tentava a ultrapassagem, mas não conseguia sequer aproximar. Sergey Sirotkin (Williams) rodou, mas não causou maiores danos e continuou a prova. Vandoorne abandonou pouco tempo depois, também por falhas no motor.

A prova terminou com Hamilton vencedor, seguido por Bottas e Verstappen. O GP mostrou que a determinação do piloto pode superar muitos problemas, além de que a pista espanhola não impossibilita tanto as ultrapassagens como a de Mônaco e da Austrália. Já é a terceira corrida seguida que Vettel não consegue um pódio, aumentando a vantagem de Hamilton. O ano de 2018 surpreende cada vez mais.

Notas

Corrida: 10 (muitas emoções devido aos abandonos e ultrapassagens)

Pilotos:

Lewis Hamilton: 10 (se manteve constante e prudente durante toda a prova e conquistou mais uma vitória)

Valtteri Bottas: 9 (mesmo com problemas nos pneus, conseguiu um bom resultado)

Max Verstappen: 10 (mostrou toda a sua capacidade de superação, conquistando um merecido pódio mesmo com a asa quebrada)

Sebastian Vettel: 8 (foi perdendo rendimento ao longo da prova, mas foi prudente ao não disputar o terceiro lugar com Verstappen – lembrem do que aconteceu na China…)

Daniel Ricciardo: 7 (não foi seu melhor dia, mas um quinto lugar está muito bom)

Kevin Magnussen: 9 (excelente resultado para o piloto e a equipe, além de se manter longe de erros)

Carlos Sainz Jr.: 9 (idem acima)

Fernando Alonso: 9 (lutou muito para fazer ultrapassagens, como a em cima de Leclerc, e garantiu uma boa posição)

Sergio Perez: 9 (idem acima, até na ultrapassagem)

Charles Leclerc: 9 (o pit stop o colocou em penúltimo, mas foi superando cada obstáculo até chegar aos pontos)

Lance Stroll: 6 (como sempre:  por culpa do carro, uma boa largada morre na praia)

Brendon Hartley: 5 (superou o terrível acidente no terceiro treino livre, mas não surpreendeu)

Marcus Ericsson: 3 (pelo menos tentou manter a posição, mesmo não conseguindo)

Sergey Sirotkin: 2 (roda a roda, Sergey)

Stoffel Vandoorne: 3 (não surpreendeu e ainda levou uma punição)

Esteban Ocon: 6 (teve muitos problemas no carro, mas tentou dar o melhor de si nessas condições)

Kimi Raikkonen: 6 (uma pena que seu carro o tenha feito abandonar, mas estava quase levando um olé do Verstappen)

Nico Hülkenberg:  (o coitado teve a roda arrancada e não teve nem tempo de fazer nada)

Pierre Gasly:  (idem acima)

Romain Grosjean: 0 (acidente que poderia ter sido evitado se tivesse parado na brita em vez de devolver o carro para a pista em condições perigosas)

Driver of the Day (votado pelo público): Lewis Hamilton

Melhor piloto: Max Verstappen (nem asa quebrada para esse menino!)

Pior piloto: Romain Grosjean (como diria Dona Florinda: “e da próxima vez, vá quebrar os carros da sua avó! ”)